Muito mais que bons amigos - Parte 4
Voltamos para a casa do Vinicius no fim da tarde. A Giovana estava radiante, sem conseguir tirar o sorriso do rosto, checando as fotos dos móveis no celular a cada cinco minutos enquanto conversava com a Emilly na cozinha sobre como montaria a decoração do nosso futuro canto.
Eu estava sentado na bancada da cozinha, tomando uma água e tentando absorver tudo. O impacto da generosidade do Vinicius ainda pesava no meu peito, mas a frase dele no corredor da loja ecoava na minha cabeça sem parar: "Você sabe muito bem como me agradecer."
O Vinicius entrou na cozinha, pegou uma cerveja na geladeira e encostou no balcão bem do meu lado. Ele estava relaxado, vestindo uma camiseta preta justa que marcava os ombros largos e um calção confortável.
— E aí, Vitor? — ele perguntou baixo, dando um gole na cerveja e me encarando com aquela serenidade impecável. — Gostou do dia?
— Vini, eu ainda tô sem acreditar — respondi, falando num tom baixo para as meninas não ouvirem do outro lado da cozinha. — Você praticamente deu uma vida nova pra gente hoje. Não existe obrigação nenhuma no mundo que te fizesse fazer isso.
O Vinicius deu um sorriso fraco, balançando a cabeça devagar. Ele se aproximou um pouco mais, o suficiente para o braço dele roçar no meu. Aquele toque simples fez meu peito esquentar no mesmo segundo.
— Eu fiz porque quis, Vitor. E porque eu me importo com vocês — ele disse, com a voz bem suave, mas com um peso gigante nas palavras. Ele baixou ainda mais o tom de voz, mantendo os olhos fixos nos meus. — E como eu disse... as contas da loja já estão pagas. O que tem entre nós dois é um assunto nosso, sem pressa nenhuma. A gente resolve quando você quiser.
Engoli a saliva em seco, sentindo a minha pica ganhar volume de leve por baixo do short. A presença dele era magnética. Saber que aquele cara forte, bem-sucedido e dominador me desejava na mesma intensidade me deixava completamente entregue.
— Eu sou um cara de palavra, Vini — sussurrei de volta, sustentando o olhar dele. — Quando você quiser cobrar, eu tô aqui.
O Vinicius deu um tapinha rápido no meu joelho, com uma cumplicidade absurda, e piscou pra mim antes de virar para a cozinha e chamar a Emilly e a Giovana para pedirem algo para jantar.
O jantar corria num clima leve, com a gente comendo pizza na mesa e dando risada das histórias da Giovana, quando o celular da Emilly começou a tocar sobre a bancada.
Ela olhou pra tela, limpou a mão no guardanapo e atendeu com um sorriso no rosto.
— Oi, Carol! Tudo bem? A gente tá aqui jantando... — ela começou, mas a voz travou no meio da frase.
Do outro lado da linha, dava pra ouvir um choro descontrolado, alto, que fez todo mundo na mesa se calar na hora. O sorriso da Emilly sumiu do rosto instantaneamente. A cor da pele dela pareceu desbotar em segundos.
— O quê?... Não... Pelo amor de Deus, Carol, o que você tá falando?! — a Emilly gritava, levantando da cadeira com a mão no peito, as lágrimas já descendo desabaladas pelo rosto. — A mãe?! Não, a mãe não!
O Vinicius se levantou num pulo, largando o pedaço de pizza no prato e correndo pra segurar a esposa pela cintura antes que as pernas dela dobrassem. A Giovana cobriu a boca com as duas mãos, chocada, e eu me levantei sem saber exatamente como agir, sentindo o ar do ambiente ficar pesado de repente.
— Amor, fala comigo! O que aconteceu?! — o Vinicius pedia, num tom desesperado que eu nunca tinha visto nele, pegando o celular da mão trêmula da Emilly e colocando no ouvido.
— Vini... a mamãe... — a Carol soluçava do outro lado da linha, quase sem conseguir respirar. — O coração dela parou no hospital... Os médicos tentaram reanimar, mas não deu... Ela acabou de falecer, Vini! Vem pra cá, por favor!
A Emilly soltou um grito rasgado, doloroso, e se desmontou nos braços do Vinicius, chorando de solavanco, abraçada ao pescoço dele.
O Vinicius, que sempre parecia um imperturbável rochedo de controle e calma, ficou completamente pálido. A mandíbula dele travou, os olhos se encheram de água e ele abraçou a mulher com força, tentando manter a compostura, mas visivelmente destruído com a notícia.
— Calma, meu amor... Eu tô aqui. A gente vai pra lá agora mesmo — o Vinicius sussurrou com a voz embargada, beijando a cabeça da Emilly enquanto olhava pra mim e pra Giovana por cima do ombro dela, completamente perdido.
A Giovana foi direto abraçar a Emilly, chorando junto com a amiga, enquanto a realidade cruel da vida caía como uma bomba sobre todos nós naquela sala. Toda a tensão sexual, os segredos e as brincadeiras simplesmente evaporaram. O que sobrou ali foi a dor crua e humana de uma família devastada.
A Giovana e eu ajudamos a Emilly a pegar a bolsa, um casaco e os documentos mais importantes enquanto o Vinicius tentava acalmar a esposa. Eles saíram sós, no carro dele, a mil por hora rumo ao hospital.
A casa, que poucas horas antes transbordava risadas e planos, afundou num silêncio pesado e incômodo. A Giovana estava arrasada pela Emilly. Ficamos na sala conversando baixo até quase duas da manhã, tentando digerir o baque, até que ela, exausta do choro e do cansaço do dia, acabou pegando no sono no quarto de hóspedes.
Eu não conseguia fechar os olhos. Fiquei na sala, andando de um lado para o outro, sentindo o peso daquela tragédia. O Vinicius tinha feito tanto por nós naquele dia, e agora estava lá, enfrentando uma das piores dores possíveis ao lado da mulher.
Era por volta das três e meia da madrugada quando meu celular vibrou na mesa. Era uma mensagem do Vinicius.
“Vitor, tá acordado?”
Respondi na mesma hora: “Tô sim, Vini. Como vocês estão? Precisa de alguma coisa?”
O aplicativo mostrou que ele estava gravando um áudio. A voz dele veio baixa, cansada, nitidamente abatida e sem nada do tom dominador ou firme que ele costumava ter.
— Vitor... o clima aqui tá horrível. O meu cunhado chegou de viagem agora, desesperado, e a gente precisa resolver a papelada do cemitério, traslado e o resto do funeral. O cara tá sem carro aqui. Cara, será que você consegue fazer um favor gigante pra mim? Pega a chave do outro carro que tá na garagem e traz ele aqui no hospital? Eu vou emprestar o carro pro meu cunhado fazer essas correrias do velório.
— Faço isso agora mesmo, Vini. Me manda a localização exata de onde você tá — respondi na hora, sem pensar duas vezes.
— Tá na gaveta do aparador da sala, a chave com o chaveiro preto. Obrigado de verdade, Vitor. Te espero aqui na frente da emergência.
Peguei a chave no aparador, dei uma checada rápida na Giovana — que dormia profundamente — e saí em direção à garagem. Abri o portão devagar para não fazer barulho, entrei no SUV do Vinicius e dei a partida.
Enquanto dirigia pelas ruas vazias e frias da madrugada, uma mistura estranha de sentimentos tomou conta de mim. A dor da família dele era o que importava ali, mas saber que ele tinha recorrido a mim no meio daquele caos reforçava ainda mais a nossa conexão. Eu estava indo ao encontro do homem que, em poucas horas, tinha se tornado meu protetor, meu amante e alguém por quem eu estava desenvolvendo um respeito e um desejo descontrolados.
Estacionei o carro na frente da entrada do pronto-socorro. O Vinicius já estava do lado de fora, de braços cruzados, encarando o asfalto sob a luz fria dos postes.
Desliguei o motor e saí do carro. O ar da madrugada estava gelado na calçada do hospital.
O Vinicius caminhou na minha direção a passos lentos. Ele parecia exausto, com o rosto abatido e os olhos vermelhos do choro, mas manteve a postura firme. Cheguei perto dele e entreguei a chave na mão dele.
— Obrigado por vir, Vitor. De verdade — ele disse, num tom baixo e sincero, apertando a minha mão com força.
— Imagina, Vini. Precisando de qualquer coisa, é só chamar — respondi, segurando a mão dele por um segundo a mais antes de soltar, demonstrando todo o meu apoio naquele momento difícil.
Um homem alto, com o rosto visivelmente abatido, se aproximou de nós vindo da recepção do pronto-socorro. Era o cunhado dele. O Vinicius se virou para ele com calma e apresentou:
— Tiago, esse é o Vitor, meu amigo que tá morando lá em casa com a esposa. Ele trouxe o carro pra você conseguir resolver a papelada do cemitério e do velório.
— Valeu demais, cara. Não sei nem como agradecer — o Tiago falou, me cumprimentando com um nó na garganta antes de pegar a chave com o Vinicius e ir direto em direção ao SUV.
Fiquei ali do lado do Vinicius por mais alguns minutos. A Emilly estava lá dentro, cercada por outros familiares que tinham acabado de chegar. O clima era de puro silêncio e respeito. Não tinha espaço para mais nada além da dor daquela perda.
— A Emilly tá lá dentro com os tios — o Vinicius comentou baixo, olhando pro chão da calçada.
— O médico liberou o corpo agora há pouco. O velório vai ser só de manhã, às oito.
— Vocês precisam descansar um pouco antes disso, Vini — aconselhei, num tom calmo e preocupado. — Não adianta nada você virar a noite aqui e ficar acabado mais tarde.
Ele suspirou fundo, passando a mão pelo rosto, e concordou com a cabeça.
— Você tá certo. Vou chamar a Emilly. A gente vai pra casa tomar um banho e tentar pregar o olho umas duas horinhas. Você volta comigo no meu carro?
— Volto sim.
Ele entrou para buscar a esposa, e poucos minutos depois saímos juntos no carro dele. O trajeto de volta para casa foi silencioso, com a Emilly chorando baixinho no banco do carona e o Vinicius segurando a mão dela o tempo todo.
Chegamos em casa por volta das quatro e pouco da manhã. A casa estava na penumbra. Cada um foi para o seu quarto em silêncio, tentando conseguir um pouco de descanso antes que o dia clareasse de vez para o velório.
O velório pela manhã foi pesado e exaustivo. A Giovana e eu ficamos ao lado da Emilly o tempo todo, dando suporte enquanto parentes e amigos passavam para prestar as últimas homenagens. O Vinicius se manteve firme na recepção de todos, impecável na postura, mas o olhar dele transparecia o cansaço acumulado. O sepultamento aconteceu no início da tarde sob um silêncio cortante.
Voltamos para a casa deles no fim do dia, todos destruídos fisicamente e mentalmente. A Emilly, sob o efeito de um calmante que a irmã deu, deitou e apagou no quarto. A Giovana também não aguentou o baque da rotina dos últimos dias e capotou no quarto de hóspedes logo em seguida.
A casa ficou no mais absoluto silêncio.
Fui até a cozinha pegar um copo d'água na penumbra. Quando me virei, esbarrei no peito do Vinicius. Ele estava só de calção, sem camisa, com a respiração pesada. Toda a tensão, o luto e o estresse do dia pareciam ter acumulado num tesão urgente e desesperado nele.
Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele segurou meu pescoço com força e me colou contra o balcão, calando a minha boca com um beijo bruto, quente e faminto. Sentir o corpo quente dele pressionando o meu na escuridão da cozinha fez minha pica estalar de dura no mesmo segundo.
— Eu preciso disso agora, Vitor... — ele rosnou no meu ouvido, arrastando a mão pesada pra dentro do meu calção e apertando o meu pau com vontade.
Ele me virou de costas ali mesmo, me curvando por cima da bancada de granito. O Vinicius puxou meu calção pra baixo, passou a mão lambuzada na minha entrada e, sem enrolação, meteu a rola inteira de uma vez só no meu cu.
Soltei um gemido abafado contra o mármore frio. Ele começou a me arrombar num ritmo forte, fundo e pesado, usando aquele sexo cru como uma válvula de escape pra toda a carga do dia. A cada socada violenta que ele dava no meu bumbum, a mesa rangia e eu cravava as unhas na pedra, me entregando totalmente àquela loucura proibida no meio da escuridão da casa.
O Vinicius me segurava firme pelos quadris, cravando os dedos na minha pele com uma força que me deixava sem reação. Ele não economizava no ritmo; metia com vontade, num ritmo constante e pesado que fazia meu corpo balançar inteiro contra o mármore frio do balcão.
— Segura firme aí, Vitor — ele rosnou bem no meu ouvido, com a voz falhada pelo cansaço e pelo tesão acumulado. — Não faz barulho.
A mão dele saiu do meu quadril e veio direto pra minha nuca, me prensando ainda mais contra a bancada. Aquele domínio absoluto dele, a forma como ele tomava conta de mim sem me dar espaço nem pra respirar direito, me deixava completamente louco. Cada socada funda que ele dava encontrava o ponto exato lá dentro, fazendo meu pau gotejar de tesão, roçando direto na pedra gelada.
Ele deu mais umas metidas violentas, puxando meu corpo pra trás pra encaixar a rola até o talo, arrancando gemidos que eu precisei morder o próprio braço pra abafar. Sentir o peso do peito dele colado nas minhas costas, o suor dele caindo no meu ombro e o controle total que ele exercia ali, no meio da penumbra da cozinha, era uma sensação indescritível.
O Vinicius acelerou ainda mais as socadas, imprimindo uma pressão absurda até que sentiu o meu cu apertar a rola dele no limite
— Vou gozar...— ele sussurrou firme, dando três metidas secas, bem fundas, antes de travar o quadril contra o meu bumbum.
Ele soltou um rosnado grave contra o meu pescoço e despejou a porra toda lá dentro de mim, me preenchendo num jorro quente. A sensação da porra dele entrando quente no meu cu fez com que eu não aguentasse: comecei a me punhetar no desespero e gozei ali mesmo, sujando o mármore do balcão.
Ficamos ali por alguns segundos, arfando pesado na escuridão. O Vinicius puxou a rola pra fora devagar, me deu um tapa estalado e gostoso na bunda e se encostou no balcão ao meu lado, tentando recuperar o fôlego.
— Você é perfeito pra isso, cara — ele murmurou com um tom satisfeito, passando a mão pelo meu rosto antes de pegar um pano pra limpara a bancada.
Na manhã seguinte, o clima na casa era de um silêncio respeitoso. A Emilly acordou um pouco mais calma, e o Vinicius mantinha aquela mesma postura centrada e impecável de sempre. Olhando pra ele tomando café na mesa, ninguém jamais imaginaria que, horas atrás, ele estava me prensando contra o balcão da cozinha. A nossa capacidade de agir com absoluta naturalidade na frente delas já estava ficando afiada.
Depois do almoço, o Vinicius puxou o assunto do aluguel para tentar distrair a Emilly e animar a Giovana.
— Pessoal, ontem de noite eu dei uma olhada em alguns anúncios e vi uma casa excelente aqui perto — ele comentou, olhando para mim e para a Gi. — O que acham de a gente ir lá dar uma olhada agora?
A Giovana topou na hora, esperançosa. Fomos todos no carro do Vinicius e, para a nossa surpresa, ele entrou na rua de trás da própria casa dele. O imóvel ficava a menos de dois blocos de distância.
Era uma casa térrea, simples, mas extremamente bonitinha e bem cuidada. Tinha uma fachada acolhedora com portão de grade, uma sala arejada, dois quartos aconchegantes e um quintal pequeno nos fundos.
— Olha isso, Vitor! — a Giovana disse, correndo pelos cômodos com os olhos brilhando. — É o tamanho perfeito pra gente. E fica do lado do Vini e da Emilly!
— O valor do aluguel tá super em conta e o proprietário é conhecido meu, facilita fiador e contrato sem burocracia — o Vinicius falou, encostando no batente da porta da cozinha e me encarando com aquele olhar discreto. — Se vocês gostarem, a gente já fecha essa semana e traz os móveis que estão guardados na loja.
Olhei ao redor, vendo a felicidade da minha esposa e sentindo o peso de ter o Vinicius tão perto no nosso dia a dia. Ter a nossa casa ali, na rua de trás, significava que a nossa convivência — e o nosso segredo — continuaria mais vivo do que nunca.
— A casa é perfeita, Vini. Vamos fechar sim — respondi, mantendo o tom firme.
Ele deu um sorriso de canto, satisfeito com a resposta, e piscou de leve pra mim enquanto a Emilly e a Giovana já planejavam onde colocariam o sofá retrátil que ele tinha comprado.
Na quarta-feira, a chave finalmente estava na nossa mão. A mudança foi rápida. Passamos o dia inteiro em função de organizar cada cômodo, e ver a nossa casa montada dava uma sensação surreal de conquista.
O sofá retrátil cinza-chumbo encaixou com perfeição na sala, de frente para o painel com a Smart TV de 65 polegadas. Na cozinha, a geladeira inox dava um ar moderno pro espaço simples. No nosso quarto, a cama king size ocupava quase o espaço todo, coberta pelo jogo de lençóis novos que a Emilly e a Gi escolheram juntas.
A Giovana estava num estado de pura euforia, limpando os móveis e organizando as prateleiras enquanto eu ajustava as últimas caixas no corredor.
Quando a noite caiu e o silêncio finalmente tomou conta da casa nova, tomamos um banho demorado e nos deitamos na cama gigantesca. A Giovana se encostou no meu peito, olhando pro teto de gesso, com a respiração calma.
— Nem acredito que a gente tá aqui, amor — ela murmurou, passando a mão no meu braço. — Parece um sonho. E tudo por causa do Vini e da Emilly...
— Eles foram parceiros demais, Gi — respondi, cariciando os cabelos dela.
Ela ficou em silêncio por uns segundos, virou o corpo de lado pra me encarar e soltou um suspiro meio desapontado, baixando o tom de voz.
— Sabe o que é engraçado, Vitor?... Desde aquele dia que ele me comeu lá na casa dele, o Vini nunca mais me deu uma olhada diferente.
Fiquei rígido na mesma hora, mantendo o rosto neutro pra não entregar o sobressalto no peito.
— Como assim? — perguntei, fingindo um desinteresse casual.
— Ué, a gente combinou aquilo, não foi? Ele me comeu de um jeito gostoso pra caralho, me deu aquele tesão... Mas depois disso, nada. Ele age comigo como se nada tivesse acontecido, super respeitoso, sem dar uma brecha. Achei que ele ia querer mais, sabe? Eu super daria pra ele de novo.
Ouvir a minha mulher confessar com essa facilidade o tesão que sentia pelo cara que tinha me arrombado na cozinha me deu um estalo bizarro. O triângulo do nosso segredo era absurdamente doido. Ela queria a rola do Vinicius, mas não fazia a menor ideia de que o anfitrião estava focado em me comer e ser comido por mim.
— Ah, Gi... o cara tá passando por um momento difícil com a morte da sogra, né? — respondi, contornando a situação com calma. — E agora a gente tá na nossa casa. O foco dele deve ser outro.
— É, pode ser... — ela resmungou, me dando um beijo no pescoço e se ajeitando no meu peito. — Mas que dá uma saudade daquela rola enorme dele, ah, isso dá.
Ela logo pegou no sono, tranquila. Fiquei ali no escuro, ouvindo a respiração dela, pensando em como o Vinicius jogava esse jogo com maestria.
No dia seguinte, passei a manhã inteira com aquela confissão da Giovana martelando na minha cabeça. Ver a minha esposa com saudade da rola dele me dava um misto bizarro de ciúmes, vergonha e um tesão completamente torto.
Por volta das três da tarde, aproveitei que a Gi tinha saído para ir ao mercado do bairro e fui até a casa do Vinicius. Caminhei pela calçada e toquei a campainha. Esperei alguns segundos até que o Vinicius abriu a porta.
— Fala, Vitor! Entra aí — ele disse, dando espaço para eu passar e fechando a porta em seguida.
— A Emilly foi resolver umas coisas do inventário da mãe com a irmã. Tamo só nós dois.
Caminhei até a sala e me encostei no braço do sofá, olhando bem nos olhos dele.
— A Gi me falou uma coisa ontem à noite, Vini... — comecei, mandando a real sem curva. — Ela reclamou que você nunca mais procurou ela. Confessou que tá com saudade da sua rola e que daria pra você de novo sem pensar duas vezes.
O Vinicius deu uma risada curta, encostando o corpo para trás no sofá. O olhar dele mudou no mesmo segundo: perdeu a postura de bom moço e ganhou aquele brilho dominador e sacana.
— É mesmo? — ele perguntou, com a voz bem baixa e grave. Ele levantou do sofá, deu dois passos na minha direção e parou bem na minha frente, diminuindo qualquer espaço entre a gente. — E você, Vitor? Ficou com ciúmes dela... ou ficou com ciúmes de mim?
O sangue subiu direto pra minha cabeça. Sentir o calor do corpo dele tão perto fez meu pau ficar duro na mesma hora.
— Eu fiquei ereto pra caralho ouvindo ela falar de você, Vini — confessei num sussurro, sustentando o olhar. — Porque eu sei o tamanho do pau que ela tá pedindo, mas fui eu que senti ele no meu cu
O Vinicius soltou um rosnado fraco, me pegou pelo colar da camiseta e me puxou com força pra um beijo de língua bruto, esfregando a mão pesada na minha virilha por cima do short.
Ele não esperou. Me virou de frente pro sofá, me curvando por cima do encosto de couro. O Vinicius tirou o próprio short.
Sem dó nem piedade, ele me empalou de uma vez só.
— Porra, Vini! — urrei contra o estofado do sofá, sentindo aquela pica me rasgar de tão funda.
Ele começou a me socar de um jeito agressivo, forte, fazendo o sofá ranger alto na sala. Cada metida dele me preenchia inteiro, e a ideia de estar sendo comido pelo cara que a minha mulher desejava tornava aquele sexo a coisa mais insana da minha vida. Ele segurava a minha cintura com as duas mãos, cravando os dedos na minha pele, me usando como um brinquedo enquanto me arrombava sem parar.
— Se a Giovana quer pau, depois a gente resolve... — ele rosnava nas minhas costas, dando metidas secas e rápidas. — Mas agora você é meu, caralho!
Ele acelerou o ritmo até o limite, me prensando contra o sofá, até descarregar a porra toda bem fundo dentro de mim, me fazendo gozar sozinho só com a pressão da metida dele no meu ponto fraco.
Ajeitei as calças ainda meio arfando, recompondo a roupa enquanto o Vinicius se vestia. Ele mantinha a expressão calma, impecável, sem perder aquela postura firme de sempre, mas me olhou com um sorriso de canto, totalmente satisfeito.
— A gente conversa sobre a Giovana outra hora, Vitor — ele disse, num tom tranquilo, passando a mão no meu ombro. — Ajeita a camisa aí pra não dar na cara.
Me despedi com um aceno rápido e saí da casa dele. Caminhei os dois blocos até o nosso novo canto sentindo a minha virilha quente e a sensação da porra dele escorrendo devagar por dentro da minha cueca. Quando dobrei a esquina, encontrei a Giovana chegando do mercado com duas sacolas pesadas nas mãos.
— Amor! Que bom que você tá aí, me ajuda aqui com as compras — ela pediu, sorrindo e me entregando uma das sacolas assim que me aproximei.
Peguei o peso, disfarçando o incômodo na caminhada, e entrei com ela na nossa casa novinha. Enquanto ela guardava os mantimentos na geladeira eu fiquei encostado na bancada, observando a minha esposa.
Ela nem desconfiava. Não fazia a menor ideia de que o cara que ela tanto desejava tinha acabado de me comer de virada contra o sofá da sala dele.
— O Vini mandou avisar que qualquer dia desses passa aqui pra ver como ficou a disposição dos móveis — comentei, mantendo a voz mais neutra possível.
— Ah, é? Que ótimo — ela respondeu, dando um sorriso de canto e passando a mão pelo cabelo. — Tomara que ele venha sozinho numa dessas...
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