Muito mais que bons amigos - Parte 1
Me chamo Vitor e sou casado com a Giovana. A gente sempre levou uma vida simples, na luta do dia a dia, morando perto dos meus pais num bairro humilde. Eu saí para trabalhar normalmente naquela manhã. Era um mês de chuvas pesadas, dessas que causam alagamentos, derrubam árvores e travam a cidade toda, mas eu jamais imaginava o pior. No meio do expediente, o telefone tocou; era a Giovana, desfeita em choros, soluçando sem conseguir falar direito, até que conseguiu me dizer que a nossa casa e a casa dos meus pais tinham desabado com o temporal.
Voltei para lá o mais rápido que pude, correndo contra o tempo. O cenário era de cortar o coração. Ficamos ali na lama, vendo os escombros de tudo que a gente levou anos pra conquistar, mas ao mesmo tempo gratos a Deus por todos estarem fora de casa na hora da tragédia.
Depois de toda a burocracia cansativa com Defesa Civil, bombeiros e assistentes sociais, a única preocupação que restou era onde iríamos passar a noite. Meus pais conseguiram ir para a casa de uns tios, mas eu não queria pedir abrigo para parentes e ficar incomodando.
Foi aí que me lembrei do Vinicius, meu melhor amigo da época de escola. Liguei para ele contando a situação e, imediatamente, ele nos ofereceu abrigo, dizendo para ir para lá sem pensar duas vezes.
Ele veio nos buscar de carro e nos levou para a casa dele. Quando chegamos, a Emilly, esposa dele, nos deu o jantar, fez um prato quente e nos tratou com uma atenção incrível.
Quando fomos nos deitar, o Vinicius preparou um quarto de hóspedes impecável para a gente, tudo muito acolhedor. Eles até nos emprestaram roupas para ficarmos mais à vontade, já que tínhamos saído só com a roupa do corpo. Dormimos muito bem, apagamos de tão cansados.
Quando acordei no day seguinte, desci para a cozinha para preparar um café ou ver o que dava para fazer. A Emilly desceu logo em seguida toda arrumada, cheirosa, pronta para sair. Começamos a conversar:
— Obrigado por deixar a gente ficar aqui, até amanhã eu arrumo um lugar
— Fique o tempo que precisar, numa tragédia assim demora pra se reerguer, vocês precisam comprar tudo de novo, e isso não é da noite pro dia, a mim e ao Vini não tá incomodando
— Ele já acordou?
— Sim, já deve estar chegando no trabalho, e eu to indo agora, fica a vontade
Fiquei com vergonha de estar na casa deles sem eles, era como se eu fosse um intruso. Quando Giovana acordou, desceu para seu café, conversamos a toa:
— Eles são bem de vida, né? Não imaginava que seu amigo tinha uma casa desse tamanho
— Pois é, ele prosperou bastante...
— Quer vasculhar a casa?
— Como assim?
— Vamos ver as coisas deles, a gente deixa tudo no lugar, eles não vão perceber
— Ficou louca, Giovana? É a casa do meu amigo, eles acolheram a gente de braços abertos.
— Ai, Vitor, deixa de ser chato! A gente não vai roubar nada, é só uma espiadinha básica. Não tem ninguém aqui mesmo.
Ela nem esperou minha resposta. Pegou na minha mão e me puxou escada acima. O coração veio na boca, aquele medo absurdo de alguém chegar de surpresa, mas admito que uma ponta de curiosidade também começou a me corroer.
Entramos no quarto principal do casal. O cômodo era gigantesco, com uma cama king size, uma TV enorme e uma porta de vidro que dava para uma varanda.
— Olha o tamanho desse closet... — sussurrou Giovana, abrindo as portas espelhadas.
Ela começou a mexer nos vestidos da Emilly, alisando os tecidos caros, cheirando os perfumes importados na penteadeira. Eu fiquei parado perto do closet, olhando para os lados, gelado de tensão.
— Giovana, chega, vamos descer... — pedi baixinho.
— Pera aí, olha isso aqui.
Ela abriu uma gaveta no fundo do closet, coberta por algumas peças de seda. Quando puxou, a expressão dela mudou completamente.
— O que é isso? — perguntei me aproximando.
Na gaveta tinha uma coleção impressionante de lingerie provocante, algemas de couro, venda para os olhos e vários brinquedos eróticos de formatos e tamanhos diferentes, além de óleos de massagem e fantasias de luxo.
— Meu Deus... — Giovana soltou, pegando uma peça de renda preta bem cavada. — A Emilly parece tão tímida, tão reservada... quem diria.
— É... — comentei, sentindo meu pau dar um tranco.
Giovana colocou a lingerie por cima do corpo, se olhando no espelho do closet e dando uma empinada.
— Fica bem em mim, não acha?
— Fica perfeita... mas a gente devia guardar isso logo.
Nesse momento, ouvimos o barulho do portão eletrônico da garagem se abrindo lá embaixo. A gente travou de imediato, e o sangue fugiu do meu rosto.
— Puta que pariu, Giovana! Eles voltaram! — murmurei em pânico.
— Guarda isso rápido! Fecha a gaveta! — cochichei desesperado, puxando a Giovana pelo braço.
Ela jogou a lingerie de volta na gaveta, fechou de qualquer jeito e corremos para fora do quarto do casal. Descemos as escadas pisando o mais leve possível, com o coração parecendo que ia saltar pela boca. Deu tempo exato da gente sentar no sofá da sala e fingir que estávamos vendo algo no celular quando a porta da frente se abriu.
Era só o Vinicius. Ele trazia uma sacola de padaria na mão e chave do carro na outra.
— Opa! Bom dia, pessoal. Já acordaram? — disse ele, sorrindo e colocando a sacola sobre a mesa.
— Bom dia, Vini... acordamos faz pouco tempo — respondi, tentando disfarçar o suor frio e a respiração um pouco acelerada.
— Fui ali na padaria comprar uns pães recheados e suco pra gente tomar café juntos. A Emilly me avisou que já tinha saído.
— Não precisava se incomodar, cara, sério — falei, me levantando.
— Que isso, Vitor! Vocês são de casa. Aliás, passei lá no seu bairro antes... a situação tá feia mesmo por lá, a Defesa Civil isolou tudo. Vocês vão ter que ficar aqui uns dias até resolverem isso.
Giovana se aproximou, olhando para o Vinicius de um jeito diferente agora que sabia dos segredos do armário dele.
— Muito obrigada por tudo, Vinicius. De verdade, vocês estão sendo uns anjos na nossa vida — disse ela, dando um sorriso manhoso.
— Imagina, Giovana. A casa é grande, fica até meio vazia só eu e a Emilly. Podem usar tudo aí, fiquem à vontade.
Nos sentamos para tomar café. O clima estava agradável, mas a minha cabeça não saía do quarto lá de cima. Toda vez que o Vinicius falava algo de forma séria e educada, eu me lembrava daquelas algemas e brinquedos na gaveta do closet dele. A Giovana parecia ter o mesmo pensamento.
— Bom, eu vou ter que dar uma passada no escritório agora resolver umas coisas de reunião, mas volto na hora do almoço. Vocês têm algum compromisso?
— Não... a gente tá sem rumo por enquanto, né? Sem roupa, sem casa... — Giovana comentou, fazendo uma cara de coitada.
— Pois é, então fiquem descansando. Qualquer coisa me liguem. Ah, se quiserem usar a piscina nos fundos pra relaxar, fiquem à vontade!
Vinicius se despediu com um abraço na Giovana e um aperto de mão em mim, pegou a pasta e saiu de novo, deixando a casa todinha para nós dois mais uma vez.
Assim que o barulho do portão anunciou que ele tinha ido embora, Giovana olhou pra mim com os olhos brilhando.
— Ele é bem ajeitado, né? E muito educado...
— É... ele sempre foi centrado. Mas você viu a cara de pau dele fingindo ser todo certinho depois de tudo que a gente viu naquela gaveta?
— Pois é... — Giovana sorriu, se aproximando e colocando a mão na minha cintura. — Mas e aí? A casa tá sozinha de novo... e ele falou pra gente usar a piscina.
— Piscina? Sem roupa nenhuma aqui? — perguntei, olhando pra ela meio desconfiado.
— Ué, Vitor, a gente não tem roupa de banho mesmo, a casa tá trancada, o portão é alto e eles só voltam mais tarde. Deixa de ser travado.
Giovana nem esperou. Foi caminhando até a área dos fundos. O muro ao redor era bem alto, dando total privacidade. Ela começou a tirar a roupa emprestada ali mesmo, na beira da água, jogando peça por peça no chão até ficar completamente nua sob o sol da manhã.
Eu olhei aquela cena e o meu pau endureceu na hora. Tirei a camiseta e o calção rápido, ficando pelado também, e entrei na água logo atrás dela. A sensação da água gelada no corpo quente deu uma arrepiada gostosa.
— Que delícia de lugar, né? — Giovana falou, nadando até a borda e se apoiando de costas pra mim, empinando o bumbum molhado.
— É... o Vinicius tá muito bem de vida.
— Esquece o Vinicius agora, Vitor. Olha pra mim.
Eu me aproximei por trás, sentindo o corpo macio dela encostando no meu. Segurei na cintura de Giovana e colei meu pau duro na bunda dela, ainda dentro da água. A adrenalina de estar pelado na casa dos outros, depois de tudo que a gente tinha descoberto na gaveta do quarto deles, deixou nós dois com um tesão fora do normal.
— A gente tá no quintal dos caras, Giovana... — murmurei no ouvido dela, dando uma mordidinha leve no pescoço.
— Foda-se... me pega aqui mesmo. Me fode nessa piscina.
Puxei ela pela cintura e a ergui um pouco na borda da piscina. Giovana abriu as pernas, se apoiando nos cotovelos no deque de madeira, e eu encaixei a cabeça do meu pau na buceta molhada dela. Enfiei de uma vez, até o talo.
— Aaaai, Vitor! Que delícia! — ela gemeu alto, sem nem tentar disfarçar o som, ressoando pelo quintal silencioso.
— Calma, amor, não geme tão alto...
— Deixa eu gemer! A mulher dele deve gemer bem mais alto nesses brinquedos deles.
Comecei a meter forte, num ritmo rápido e pesado. O barulho da água se misturava com o estalo dos nossos corpos se chocando e os gemidos descontrolados da Giovana. Ver o corpo dela esticado na borda daquela piscina chique me deu uma garra absurda. Segurei no cabelo dela com uma mão e continuei dando estocadas fundas, sentindo a buceta dela apertar meu pau como nunca.
— Isso, amor... me arromba! Vai mais fundo! — ela pedia, rebolando contra mim.
Tirei meu pau de dentro dela, puxei ela para fora da água e a deitei direto na grama sintética do quintal, perto das espreguiçadeiras. Giovana puxou minhas pernas e eu me inclinei por cima, enfiando com tudo de novo. Ela ergueu as pernas pro alto, cruzando nos meus ombros, e eu passei a foder num ritmo alucinante.
Não demorou muito. A sensação do sol batendo na pele nua e o tesão da proibição me levaram ao limite rápido.
— Vou gozar, Giovana!
— Goza dentro, amor! Goza tudo em mim!
Apertei a cintura dela com força e meti até o fundo, despejando todo o meu sêmen quente dentro dela. Giovana gemeu longo, cravando as unhas nas minhas costas e tremendo inteira no orgasmo.
Ficamos ali deitados na grama por uns minutos, recuperando o fôlego sob o sol, até nos levantarmos, pularmos na piscina de novo para nos lavar e voltarmos para dentro da casa, deixando tudo limpo e sem nenhum vestígio do que tinha acontecido.
Eu estava me sentindo o cara mais esperto do mundo, até que vi a Giovana parada no meio da sala, olhando fixamente para o alto, com a cor sumindo completamente do rosto dela.
— Vitor... — ela murmurou, com a voz vacilante e o dedo apontado para o canto do teto.
— O que foi, doida?
— Olha ali.
Olhei na direção que ela apontava. No encontro da parede com o teto, discreta, preta e com uma luzinha azul piscando bem suave, tinha uma câmera dome virada diretamente para a sala. Meu coração deu um salto e caiu direto no estômago.
— Ah, não... — murmurei, sentindo um suor frio escorrer pelas minhas costas.
— Vitor, tem outra ali perto da cozinha! — Giovana falou, baixinho, entrando em pânico. — E lá fora... na piscina... você olhou se tinha câmera lá fora?
Corri até a porta de vidro que dava para o quintal e olhei para cima. Bem no alto do beiral do telhado, apontada exatamente para a piscina e para a grama sintética onde a gente tinha acabado de se foder pelados, tinha uma câmera de alta resolução.
— Puta que pariu, Giovana! — passei a mão pelo rosto, desesperado. — Tem uma câmera virada direto pra piscina! Pegou tudo! Pegou a gente se pegando na borda, pegou você pelada na grama, pegou a gente entrando e saindo...
— Meu Deus, Vitor! O Vinicius viu? Será que isso transmite no celular dele ao vivo? — Giovana segurou no meu braço, tremendo de vergonha.
— Se não viu ao vivo, tá tudo gravado no servidor dessa porra! E agora? Como é que a gente vai encarar o cara quando ele voltar do trabalho?
— Como é que a gente apaga essa porra, Vitor? — a Giovana sussurrou, roendo a unha, com os olhos esbugalhados.
— Não dá, Giovana! Isso deve salvar tudo na nuvem ou num aparelho trancado. Se mexer, aí é que fica na cara que a gente fez merda e tentou esconder.
A gente não sabia o que fazer. A única coisa que dava pra notar era que a câmera continuava ali, silenciosa, registrando cada passo nosso. Se o Vinicius tinha recebido alguma notificação de movimento no celular dele, ele já devia ter visto cada detalhe da gente pelados na piscina, transando na grama e gemendo no quintal dele.
Passamos o resto da manhã num clima tenso, sem conseguir relaxar um segundo. Cada barulhinho na rua fazia meu coração vir na boca.
Por volta das seis da tarde, o barulho do portão elétrico avisou a chegada do carro. Meu corpo inteiro enrijeceu. O Vinicius entrou pela porta da sala, tranquilo, segurando a chave do carro e um sorriso sereno no rosto, exatamente como tinha saído de manhã.
— Fala, pessoal! Como foi o dia de vocês? Descansaram bastante? — perguntou ele, na maior naturalidade do mundo.
Eu olhei pra Giovana e ela olhou pra mim. Ele não demonstrava nada, mas a dúvida na minha cabeça era um tormento: ele sabia ou não sabia?
— É... descansamos sim, Vini. A casa de vocês é muito boa — respondi, tentando manter a voz firme, mas sentindo um suor frio na nuca.
— Que ótimo! A Emilly me mandou mensagem avisando que tá saindo do trabalho agora. Ela disse pra gente pedir uma pizza pra jantar todo mundo junto, o que acham?
— Por mim tudo bem... — a Giovana falou, dando um sorriso amarelo e puxando a barra do pijama emprestado.
— Show! Vou só tomar um banho rápido lá em cima e já desço pra gente pedir.
O Vinicius subiu as escadas no ritmo dele, cantando baixo, sem dar o menor indício de raiva ou constrangimento. Assim que ele sumiu no corredor do andar de cima, a Giovana se aproximou de mim, agarrando o meu braço com força e sussurrando no meu ouvido:
— Vitor... ele tá disfarçando. Não é possível que ele não tenha visto!
— Será, Giovana? Ele agiu super normal...
— É aí que tá o perigo! Homem nenhum fica normal depois de ver o amigo fodendo a mulher na piscina dele, a não ser que esteja fingindo muito bem ou... ou que tenha gostado do que viu.
A porta da frente se abriu por volta das sete da noite, e a Emilly entrou. Ela veio caminhando devagar, soltando um suspiro longo de cansaço enquanto tirava os sapatos de salto alto logo na entrada. Estava com um terninho social escuro, a camisa de seda um pouco amassada pelo dia corrido no trabalho e o cabelo levemente solto sobre os ombros.
— Boa noite, gente... Nossa, que dia exaustivo no escritório — disse ela, dando um sorriso fraco para nós e jogando a bolsa sobre o aparador.
— Boa noite, Emilly. O Vini já tá lá em cima tomando banho — comentei, me levantando do sofá por educação.
Ela passou perto de mim a caminho da cozinha para pegar um copo d'água. Quando passou, aquele mesmo perfume marcante e chique que eu tinha sentido no quarto tomou conta do ambiente. Olhei para ela de relance e, pela primeira vez desde que chegamos, reparei em detalhes que tinham passado batido no meio da confusão da tragédia.
A Emilly tinha um corpo espetacular. A calça social marcava perfeitamente a cintura fina e o quadril largo dela. A camisa, levemente desabotoada na gola por causa do calor, deixava transparecer a renda de um sutiã escuro por baixo — a mesma renda provocante que tínhamos visto guardada na gaveta do closet dela mais cedo.
O pensamento me veio como um estalo na cabeça. A imagem dela perfeita e séria de terno se misturou na minha mente com a lingerie do armário e com a suspeita de que eles viam o sexo de um jeito totalmente diferente. Um arrepio subiu pela minha espinha. Olhar para a esposa do meu amigo, sabendo do lado secreto dela e imaginando que o Vinicius podia ter assistido à minha mulher pelada na piscina, fez meu pau endurecer levemente.
— A pizza já chegou? — perguntou ela, virando-se com o copo na mão e pegando meu olhar fixo no corpo dela.
— Não... o Vini disse que ia pedir assim que descesse — respondi rápido, disfarçando o olhar e sentindo o rosto esquentar.
— Ah, ótimo. Vou aproveitar para tomar um banho rápido também e colocar uma roupa mais leve — ela sorriu docemente, sem desconfiar de nada, e começou a subir as escadas.
Acompanhei com os olhos cada degrau que ela subia. A curva do bumbum dela se movendo sob o tecido da calça social me deixou completamente desconcertado. A Giovana, que estava sentada no sofá observando tudo em silêncio, percebeu a minha reação e me deu um beliscão forte na coxa.
— Ficou babando na mulher do seu amigo, é? — sussurrou a Giovana no meu ouvido, com um tom provocativo e sem um pingo de raiva.
— Que isso, Giovana... claro que não — tentei desconversar, mas minha respiração já estava mais funda, o coração acelerado e a cabeça cheia de pensamentos proibidos com a Emilly.
Vinicius desceu as escadas logo em seguida. Ele estava apenas com uma calça de moletom cinza, sem camisa e com o cabelo ainda úmido do banho, secando o pescoço com uma toalha pequena. O cara tinha o peitoral definido, os ombros largos e o abdômen trincado de quem treinava pesado todos os dias.
A Giovana travou na hora. Os olhos dela desceram diretamente para o peito dele, acompanhando as gotinhas de água que escorriam pelo abdômen e sumiam no cós baixo da calça. Ela engoliu em seco, arrumando a postura no sofá e cruzando as pernas de um jeito tenso. O olhar dela ficou completamente perdido, devorando o Vinicius sem a menor vergonha.
— A pizza já tá a caminho, galera — disse ele, jogando a toalha no braço do sofá com uma facilidade e uma confiança impressionantes. — A Emilly já desce também.
Ele se aproximou e sentou na poltrona bem na nossa frente. Abriu as pernas confortavelmente, apoiando os cotovelos nos joelhos. O clima na sala ficou carregado de uma eletricidade pesada. Eu estava com a imagem da Emilly de lingerie na cabeça, a Giovana estava visivelmente hipnotizada pelo corpo do Vinicius, e o ar naquela sala parecia ter ficado mais denso.
— E aí, Vitor... conseguiram aproveitar bem a casa hoje? Deu pra relaxar um pouco do estresse de ontem? — perguntou o Vinicius, encarando nós dois com um sorriso de canto de boca, calmo demais.
— Ah... deu sim, Vini. A gente descansou bastante — respondi, sentindo minha garganta secar.
— Que bom. Eu olhei o aplicativo de segurança do meu celular mais cedo, por volta do meio-dia... — ele fez uma pausa calculada, olhando bem nos olhos da Giovana, que arregalou levemente os olhos e prendeu a respiração. — E vi que a área da piscina tava bem movimentada. Fiquei feliz de ver que vocês se sentiram à vontade pra usar tudo o que a casa oferece.
A Giovana ficou vermelha na hora, e as coxas dela tremeram visivelmente. Eu senti meu pau endurecer de vez dentro da bermuda. A confirmação velada de que ele tinha visto tudo, somada à presença dele ali meio pelado na nossa frente, levou o tesão na sala a um nível absurdo.
— É... a piscina de vocês é ótima — a Giovana conseguiu articular, com a voz falhando e o peito subindo e descendo rápido.
— É sim. A água limpinha, o sol pegando no corpo todinho... — Vinicius deu um risinho irônico, ajeitando o corpo na poltrona e mantendo o olhar fixo no decote do pijama que a Giovana usava.
A fala do Vinicius deixou o ar tão denso que a Giovana não aguentou a pressão. Ela olhou para ele, engoliu em seco e perguntou com a voz meio bamba:
— Pera aí, Vinicius... você olhou as câmeras? Você viu a gente?
Vinicius curvou as sobrancelhas, deu um riso fraco e sincero, balançando a cabeça como se não estivesse entendendo nada.
— Câmeras? Ah, não, gente. O sistema de monitoramento só manda notificação de movimento no portão da frente. Eu falei da piscina porque vi as toalhas molhadas lá fora quando cheguei. Por quê? Aconteceu alguma coisa?
Eu e a Giovana nos olhamos na hora, congelados. O alívio de achar que estávamos a salvo se misturou com a dúvida cruel de não saber se ele estava falando a verdade ou só jogando com a gente.
— Não... nada não. É que a gente ficou meio sem jeito de ter usado sem avisar — inventei rápido, sentindo o suor frio na nuca.
Antes que o assunto renderá mais, o barulho de passos suave na escada chamou a nossa atenção. A Emilly estava descendo. Ela tinha saído do banho e usava apenas um roupão de seda vinho, curto, que amarrava frouxamente na cintura. A cada passo, o tecido fino desenhava o contorno das coxas grossas dela e deixava uma fresta generosa do decote à mostra, revelando a pele ainda úmida e cheirosa.
— A pizza chegou? — perguntou ela, ajeitando o cabelo molhado para trás e sentando ao lado do Vinicius.
A visão daquele casal era quase um tortura. Vinicius, forte e sem camisa do meu lado, e Emilly, deslumbrante e seminua do outro. Olhei para a Giovana e vi que ela não conseguia tirar os olhos do peitoral do Vinicius, mordendo o lábio inferior sem nem perceber. Ao mesmo tempo, eu não conseguia parar de olhar para as pernas da Emilly e para o movimento do roupão dela toda vez que se inclinava na mesa.
O jantar correu com uma conversa normal sobre trabalho e a reconstrução do nosso bairro, mas o clima por baixo da mesa era uma panela de pressão. O desejo ali não era velado, era físico. Toda vez que a Emilly esticava o braço para pegar um pedaço de pizza, o roupão abria mais um pouco e o meu pau prensava dolorosamente na bermuda emprestada. Toda vez que o Vinicius ria e os músculos das costas dele se contraíam, a Giovana prendia a respiração e alisava as próprias coxas por baixo do pijama.
Eles agiam com uma naturalidade provocante, encostando um no outro, rindo perto, enquanto nós dois devorávamos os donos da casa com os olhos. Ficou claro que ninguém ali na sala estava pensando em comida.
Por volta das dez e pouca, o cansaço venceu o assunto e nos despedimos para ir dormir. Subimos para o quarto de hóspedes sem dar uma palavra no corredor. Assim que fechei a porta do quarto e tranquei a fechadura, a Giovana se encostou na parede, respirando fundo, com o rosto ardendo de tesão.
— Vitor... eu tô louca — sussurrou ela, passando as mãos pelo próprio corpo. — Eu quase pulei no pescoço do seu amigo na sala.
— E você acha que eu tô como? A Emilly com aquele roupão... meu Deus do céu.
A gente se desejava, mas o desejo principal não era nem entre nós dois: era pelos dois que estavam dormindo no quarto ao lado. Fomos para a cama com a cabeça fervendo, imaginando o que o Vinicius e a Emilly faziam entre quatro paredes, totalmente dominados pela vontade absurda de ter aquele casal para a gente.
— Você viu como aquele homem olhava pra mim, Vitor? — sussurrou ela contra a minha boca, com a respiração curta, desabotoando a minha bermuda às pressas. — O peitoral dele... as costas dele todinhas molhadas do banho...
— E a Emilly, Giovana? — falei, apertando a bunda dela com força por cima do pijama. — Aquele roupão de seda subindo na coxa
— Gostoso, né? Você queria pegar ela, não queria? — Giovana perguntou, tirando a própria blusa e jogando no chão, ficando só de calcinha. — Fala no meu ouvido! Você imaginou a mão dela no seu pau enquanto a gente comia aquela pizza?
— Imaginei... imaginei a Emilly ajoelhada na minha frente naquela sala — confessei, sentindo meu pau explodir de tão duro. — E você? Queria o Vinicius te pegando ali no sofá, na frente de todo mundo?
— Queria! Eu queria que ele me prensasse naquela parede e me tirasse o pijama na frente da esposa dele! — Giovana se deitou na cama de hóspedes de costas, puxou a calcinha de lado e se abriu toda pra mim, esfregando a mão na própria buceta que já estava encharcada. — Me fode, Vitor! Me fode fingindo que é o Vinicius!
Pulei em cima dela, tirei meu pau pra fora e enfiei de uma vez só, até o talo. Giovana deu um grito abafado, cravando as unhas no meu ombro e jogando a cabeça pra trás.
— Caralho, que buceta quente! — meti fundo, num ritmo pesado, sentindo a cama dar os primeiros estalos.
— Mais forte, Vitor! Pensa na Emilly! Imagina que você tá metendo na mulher do seu amigo agora!
— Eu tô pensando nela! Tô pensando no corpo da Emilly, no cheiro dela, no jeito que ela ia gemer no meu ouvido!
— Isso! — Giovana rebolava com tudo, jogando o quadril contra o meu. — E eu tô imaginando o corpo do Vinicius por cima de mim... a mão dele me apertando... a perna dele me abrindo!
O tesão era tanto que a gente não conseguia se controlar. A ideia de estarmos no quarto da casa deles, transando na cama deles, movidos pelo desejo avassalador que sentíamos pelo Vinicius e pela Emilly, deixou o sexo insano. Cada estocada era um choque elétrico.
— Pega meu cabelo! — Giovana pediu, descontrolada. — Me puxa do jeito que ele puxaria!
Puxei o cabelo dela pra trás e comecei a socar forte, sem dó, assistindo a bunda dela balançar e os peitinhos tremerem. A Giovana contorcia o corpo todinho, mordendo o travesseiro pra não gritar alto demais e acordar o casal no quarto ao lado.
— Eu vou gozar, Vitor! Vou gozar pensando no seu amigo! — ela gemeu longo, a buceta apertando meu pau numa série de espasmos violentos.
— Goza, Giovana! Goza que eu vou descarregar tudo pensando na Emilly!
Apertei a cintura dela com força brutal e dei as últimas três meteradas mais fundas da minha vida. Gozei pesado, jorrando sem parar dentro dela, sentindo as pernas tremerem enquanto a gente desabava junto na cama, ensopados de suor e completamente exaustos.
Ficamos ali abraçados no escuro, ouvindo apenas o som da nossa respiração descompassada, sabendo que depois dessa noite, nada mais seria como antes.
Na manhã de sábado, o sol entrou forte pela janela do quarto. O peso do que tinha acontecido na noite anterior ainda estava estampado no nosso rosto. Descemos para a cozinha e encontramos o casal preparando o café da manhã juntos, mantendo uma rotina perfeitamente doméstica e descontraída.
O Vinicius estava apenas de calção de praia, sem camisa, mostrando a barriga trincada e as costas largas enquanto passava o café. A Emilly usava um shortinho jeans muito curto e uma regata branca fina, sem sutiã por baixo, onde os bicos dos peitos dela ficavam nitidamente marcados contra o tecido toda vez que ela se curvava para pegar algo na geladeira.
— Bom dia, casal! Dormiram bem? — perguntou o Vinicius, dando um sorriso largo e sincero ao ver a gente chegar.
— Bom dia, Vini... dormimos sim, a cama de vocês é ótima — respondi, tentando manter o tom normal, mas o meu olhar teimava em descer para os peitos da Emilly.
— Que bom! Hoje é sábado, então nada de correria. A gente vai passar o dia relaxando por aqui mesmo — disse a Emilly, servindo duas xícaras para nós e dando um sorriso doce.
Ao se inclinar na minha frente para colocar a xícara na mesa, o decote da regata dela abriu completamente. Olhei direto para o vão dos peitos dela, sentindo meu pau dar um tranco instantâneo debaixo da mesa. Ela agia na maior inocência do mundo, sem o menor sinal de provocação proposital, como se aquilo fosse a coisa mais natural do planeta.
Do outro lado, a Giovana estava totalmente paralisada. O Vinicius esticou os braços para pegar o pão na bancada, contraindo os músculos do abdômen e do peitoral bem na frente dela. Vi quando a Giovana engoliu em seco, arrumando a postura e fechando as pernas com força sob a mesa, com os olhos cravados na virilha dele marcada pelo calção leve.
— Vocês têm planos pra hoje ou vão ficar por aqui curtiendo a piscina com a gente? — o Vinicius perguntou, pegando uma faca para cortar o queijo.
— A gente não tem pra onde ir mesmo, né... — Giovana murmurou, com a voz ligeiramente rouca de tesão, sem conseguir desviar o olhar do corpo dele. — Acho que vamos ficar por aqui.
— Perfeito! A água tá uma delícia hoje — Emilly completou, dando uma risadinha gostosa e encostando o quadril no do Vinicius, que deu um beijo carinhoso na bochecha dela.
Eles agiam como o casal perfeito e apaixonado, sem dar nenhuma brecha direta, sem nenhuma cantada e sem demonstrar qualquer intenção diferente em relação a nós. Mas a proximidade, a pouca roupa e a beleza absurda dos dois faziam o ar da cozinha ficar insuportavelmente quente.
Nós dois estávamos sentado ali, tomando café em silêncio, queimando de desejo por eles, enquanto o Vinicius e a Emilly apenas viviam a manhã deles normalmente, totalmente alheios — ou parecendo alheios — à tempestade de tesão que estavam provocando.
— Já que vocês vão ficar, deixa eu te emprestar um biquíni meu, Gi — disse a Emilly, sorrindo e puxando a Giovana pela mão em direção às escadas. — A gente tem o corpo parecido, tenho certeza que vai servir certinho!
Eu e o Vinicius fomos para os quartos nos trocar. Coloquei uma bermuda de banho emprestada e desci para o quintal. Logo em seguida, ele apareceu também só de bermuda, segurando duas cervejas geladas. Pulei na água cristalina para tentar esfriar o corpo e a cabeça.
Pouco depois, as duas desceram para a área da piscina. Quando olhei para a Giovana, quase perdi o fôlego. O biquíni da Emilly era minúsculo, de fita fina na lateral do quadril e cortininha pequena em cima. Ficou extremamente sensual no corpo da minha mulher, marcando tudo. A Emilly veio ao lado dela usava um biquíni preto tomara-que-caia que realçava os peitos fartos e o bumbum perfeito.
As duas se ajeitaram nas espreguiçadeiras para tomar sol, rindo e conversando como se fossem amigas de infância. A visão das duas deitadas ali, de fio-dental sob o sol, deixou meu pau duro dentro da água num segundo. Olhei de relance para a Giovana e vi que ela também não tirava os olhos do Vinicius toda vez que ele saía da água para dar um gole na cerveja.
Em determinado momento, as duas se levantaram e entraram na casa para preparar uma jarra de caipirinha na cozinha, deixando apenas eu e o Vinicius sozinhos na piscina.
Apoiei os braços no deque de madeira, sentindo o sol bater nas costas, e o Vinicius nadou até parar ao meu lado, olhando para a porta de vidro por onde as meninas tinham entrado. O silêncio durou alguns segundos até ele dar um risinho de canto de boca e me encarar fixamente.
— E aí, Vitor... a grama do quintal é confortável mesmo ou a borda da piscina foi melhor?
O meu sangue gelou instantaneamente. Senti meu corpo travando da cabeça aos pés, a respiração parando na garganta.
— O... o quê?
— Não precisa ficar com essa cara de pânico, cara — disse o Vinicius, dando uma risada fraca e encostando as costas na borda da piscina, totalmente relaxado. — Eu vi as câmeras ontem à tarde pelo celular. Assisti tudo. A Giovana pelada na grama, você pegando ela por trás na borda... cada segundo.
— Vini... me desculpa, por favor! A gente surtou, a casa tava vazia, a gente achou que ninguém ia ver... — comecei a falar desesperado, gesticulando, achando que ele ia me expulsar de lá.
— Calma, meu amigo! Respira — ele bateu no meu ombro, sorrindo com um olhar calmo, mas profundamente provocante. — Eu não tô bravo. Se eu estivesse chateado, teria voltado na hora e colocado vocês pra fora. Mas a verdade é que eu achei a cena sensacional. Você tem uma mulher gostosa pra caralho, Vitor... e ver vocês dois transando no meu quintal foi uma das coisas mais tesudas que eu já vi no meu aplicativo.
Fiquei paralisado, olhando pra ele sem saber o que responder, enquanto o impacto da revelação fazia meu pau ficar mais duro debaixo da água.
Fiquei em choque por um segundo, mas a fala dele me deu uma coragem estranha, alimentada pelo tesão que estava me sufocando desde o dia anterior. Dei um gole na cerveja para tomar ar e encarei o Vinicius de frente.
— Porra, Vini... você também não facilita — murmurei, soltando o ar devagar. — A Emilly é uma mulher espetacular, cara. Gostosa demais. Ontem com aquele roupão de seda na sala... e hoje de manhã com essa regatinha sem nada por baixo? Eu e a Giovana estamos enlouquecendo. A verdade é que a gente tá desejando vocês dois desde que pisou nessa casa.
Vinicius deu uma risada curta, balançando a cabeça com uma calma quase irritante, sem perder a postura serena.
— Eu imagino, cara. A Emilly é um espetáculo mesmo — ele deu mais um gole na cerveja e me encarou nos olhos, ficando sério de um jeito sutil. — Mas olha só... não vai achando que a gente é casal liberal ou troca de casais, não. Não tem nada disso aqui. A gente é bem tradicional no nosso relacionamento.
A declaração me deu um nó no cérebro. A imagem dos brinquedos e das lingeries guardadas na gaveta do closet piscou na minha mente na hora, deixando tudo ainda mais confuso e proibido. Antes que eu pudesse processar ou perguntar qualquer coisa, a porta de vidro do deque se abriu.
A Emilly e a Giovana vinham caminhando na nossa direção, trazendo uma jarra de caipirinha cheia de gelo e dois copos. O biquíni minúsculo na Giovana destacava a bunda molhada dela, enquanto a Emilly vinha sorrindo, com o biquíni preto realçando os peitos fartos e o quadril violão.
— Chegou a caipirinha, meninos! — anunciou a Emilly, abaixando-se na beira da piscina para colocar a bandeja no deque.
O movimento fez o bumbum dela ficar totalmente em evidência na minha frente. Olhei de relance para o Vinicius e vi que ele percebeu meu olhar fixo na esposa dele, mas apenas deu um risinho de canto de boca, mantendo o segredo absoluto entre nós dois enquanto as duas se juntavam a gente na água.
A Emilly e a Giovana entraram na água gelada soltando risinhos baixos. A conversa fluía leve, regada a copos de caipirinha, mas o ar entre nós quatro continuava cortando de tão denso.
O Vinicius agia com uma elegância impecável. Nadava até a esposa, puxava a Emilly pela cintura e dava um beijo calmo na boca dela, exatamente como um marido apaixonado faria num fim de semana comum. Ver a boca dele na dela, sabendo o que ele tinha me dito minutos antes, me deixava transtornado. A Giovana encarava aquele carinho com o olhar fixo, descendo a vista inevitavelmente para os braços fortes e o abdômen do Vinicius.
— Vitor, me ajuda a passar protetor nas costas? — a Emilly pediu, saindo da piscina e se deitando de bruços numa das espreguiçadeiras.
O pedido veio na maior naturalidade, sem qualquer tom de malícia. Olhei para o Vinicius, esperando alguma reação ou recusa, mas ele apenas deu um gole na bebida e piscou para mim, mantendo a postura de quem confiava plenamente no próprio taco e na mulher que tinha.
Aproximei-me da espreguiçadeira com as mãos trêmulas. Peguei o frasco de creme e derramei um pouco nas minhas palmas. Quando encostei as mãos na pele quente e macia das costas da Emilly, meu corpo inteiro espasmou. Deslizei as mãos devagar pela escápula dela, descendo até a linha fina do biquíni na cintura. O cheiro do perfume misturado ao protetor era embriagante.
— Hmmm... que mão boa, Vitor. Suas mãos são quentinhas — ela murmurou de olhos fechados, soltando um suspiro relaxado que fez a minha espinha tremer.
Pelo canto do olho, vi o Vinicius se aproximar da Giovana, que continuava dentro da piscina apoiada na borda. Ele se encostou ao lado dela, bem perto, a ponto de o braço dele roçar no ombro dela.
— A água tá perfeita hoje, né, Giovana? — comentou ele, com a voz grave, olhando fixamente para a curva do pescoço dela.
— Tá... tá maravilhosa, Vinicius — a Giovana respondeu, engolindo em seco, com a voz completamente bamba e os mamilos visivelmente eretos sob o tecido do biquíni emprestado.
A hipocrisia e o mistério do casal anfitrião nos enlouqueciam. Eles negavam o liberalismo, agiam como o casal perfeito e reservado, mas nos expunham a situações de pura provocação sem mover um único dedo fora do lugar. A proibição alimentava o desejo, criando uma barreira invisível que a gente queimava de vontade de atravessar.
Passamos o resto da tarde naquele jogo sutil. Cada toque acidental na água, cada risada da Emilly e cada olhar sereno do Vinicius funcionavam como uma tortura psicológica perfeita.
Quando o sol começou a baixar e o vento frio da tarde soprou, eles se levantaram juntos, abraçados pela cintura.
— Vamos entrar, amor? Preciso de um banho quente — disse a Emilly, dando um selinho no Vinicius.
— Vamos sim, vida. Gente, fiquem à vontade. A gente vai tomar banho lá em cima e já pensa no que vamos jantar.
Eles subiram de mãos dadas, deixando a mim e à Giovana parados no deque, completamente devastados de tesão, sem saber como suportar mais uma noite debaixo daquele mesmo teto.
Tomamos banho no quarto de hóspedes, e a Giovana caprichou na produção com as poucas roupas que a Emilly tinha emprestado. Ela colocou um vestido preto justo que desenhava cada curva do corpo dela, deixando as pernas bem à mostra. O tesão represado da tarde na piscina estava estampado no rosto dela, que desceu as escadas decidida a provocar.
O Vinicius tinha preparado um jantar especial: uma massa refinada com vinho tinto. A mesa estava posta na sala de jantar, sob uma luz amarelada e aconchegante. Ele usava uma camisa social de mangas dobradas até o cotovelo, e a Emilly estava impecável num vestido leve de alcinha, sem sutiã, exalando aquele perfume marcante.
Nos sentamos para comer. A conversa fluía agradável, mas a Giovana já estava no segundo copo de vinho e não conseguia controlar a audácia.
— Sabe, Emilly... o Vinicius tava me contando mais cedo como essa casa é bem equipada — soltou a Giovana, rodando a taça na mão e encarando a Emilly com um sorriso travesso. — Câmeras em todos os cantos, tudo moderno. Dá pra ver absolutamente tudo o que acontece aqui, de qualquer lugar.
Eu travei com o garfo no meio do caminho, olhando pra Giovana. O Vinicius deu um gole no vinho, mantendo o rosto sereno, impassível.
A Emilly deu um sorriso doce, ajeitou uma mecha de cabelo atrás da orelha e respondeu na maior calma do mundo:
— É sim, Gi. O Vini é bem rigoroso com a nossa segurança. Como a casa é grande e a gente viaja às vezes, é bom ter esse controle pra evitar surpresas indesejadas.
A Giovana não se deu por vencida. Se inclinou um pouco mais sobre a mesa, deixando o decote bem evidente para o Vinicius, e continuou:
— Entendi... Mas com uma casa tão grande, com piscina e privacidade, deve ser difícil não usar esses cantinhos pra fazer umas coisas mais... ousadas, né? Romper um pouco as regras da rotina... se é que você me entende.
O silêncio reinou por dois segundos. Eu senti meu peito apertar, com medo do limite que a Giovana estava cruzando.
A Emilly nem piscou. Olhou bem nos olhos da Giovana, manteve o tom de voz suave e extremamente educado, mas com uma firmeza que cortou o ar:
— Na verdade não, Gi. A gente gosta muito da nossa rotina simples. Pra mim e pro Vini, o respeito e a privacidade do nosso relacionamento vêm sempre em primeiro lugar. A gente não precisa de extravagâncias pra ser feliz.
A resposta foi um balde de água fria perfeito. Educada, elegante, mas uma porta batida com classe bem na cara da Giovana.
A Giovana engoliu em seco, sorriu amarelo e deu mais um gole no vinho:
— Ah... claro. Com certeza.
O Vinicius apenas sorriu, cortou um pedaço da massa e mudou de assunto com uma habilidade impressionante:
— Mas me conta, Vitor, como estão as coisas na sua empresa esta semana?
Ficamos ali acompanhando o jantar, com a certeza de que aquele casal dominava o jogo por completo, nos deixando cada vez mais presos na teia deles.
Assim que terminaram de comer e o casal subiu para descansar, a Giovana me puxou pelo braço e subimos as escadas quase correndo. O corte elegante que a Emilly deu na mesa não esfriou a Giovana; pelo contrário, o choque de realidade e a rejeição sutil deixaram ela ainda mais transtornada de tesão.
Entramos no quarto e a Giovana trancou a porta. Ela se virou para mim com os olhos fundos, a respiração afobada e o rosto vermelho. Levantou o vestido preto de uma vez, rasgando a calcinha fina para o lado sem nem se importar em tirar.
— Me fode, Vitor! Por favor, me arromba! — implorou ela, caindo de joelhos na minha frente e puxando a minha calça com desespero. — Eu tô enlouquecendo, caralho! Me dá essa pica, me dá essa pica agora!
— Você ficou maluca de falar aquilo na mesa, Giovana? — rosnei, sentindo meu pau pular duro na cara dela.
— Foda-se! Foda-se eles! Eu quero pica! Eu preciso sentir esse pau duro em mim! — ela abriu a boca e abocanhou meu pau com força, chupando fundo, fazendo um barulho molhado e alto enquanto me olhava por baixo.
Puxei ela pelos cabelos, tirando a cabeça dela de lá, e a joguei de bruços na cama de hóspedes. Ela apoiou os cotovelos no colchão e empinou o bumbum grande para o alto. O vestido estava dobrado nas costas dela, revelando aquela bunda perfeita, empinada e melada.
Girei ela um pouco e passei o polegar na entrada do anelzinho dela. O cuzinho da Giovana era pequeno, rosado, extremamente apertado e contraído pelo tesão absurdo que ela sentia. Estava piscando de tão quente. Lambi meu polegar com gosto e passei o cuspe na dobra apertada daquela pele macia.
— Aaaah, Vitor... vai no cu! Me arromba pelo cu! — ela pediu, manchando o travesseiro de maquiagem ao esfregar o rosto no colchão, totalmente descontrolada. — Me fode na casa do seu amigo! Faz ele ouvir daquele quarto!
Ajeitei a cabeça do meu pau bem na entrada apertadinha do anelzinho rosado dela. Segurei no quadril largo com as duas mãos e forcei a entrada sem dó.
— Aaaaaain, caralho! — a Giovana deu um grito abafado, cravando as unhas no lençol. — Abre esse cu, Vitor! Rasga tudo!
O cuzinho dela abraçou meu pau com uma pressão brutal. Era quente e tão apertado que parecia que ia me cortar ao meio. Fui empurrando devagar até a base, sentindo a carne dela se moldar ao meu tamanho. Quando entrou tudo, comecei a socar num ritmo forte e pausado, fazendo a bunda dela balançar e estalar contra as minhas coxas.
— Isso! Vai, me fode, seu fdp! — ela babava na cama, rebolando a bunda contra a minha virilha. — Pensa no Vinicius vendo isso na câmera! Pensa na Emilly ouvindo meu cu estalar!
As estocadas no cu apertado dela eram tão violentas que a cama rangia baixo. Eu puxava o quadril dela pra trás e enfiava com toda a força do meu corpo, dominado pelo tesão proibido daquela casa, vendo o anelzinho dela engolir e cuspir meu pau lambuzado a cada enfiada.
Não demorou muito para o aperto insano do cuzinho dela me levar ao limite. Segurei o cabelo dela com uma mão, puxando a cabeça dela pra trás, e dei as últimas metidas no fundo, descarregando uma jorrada de porra quente bem na entrada do anelzinho e na bunda dela, enquanto ela se contorcia todinha num orgasmo estourado.
Ficamos ali jogados na cama, arquejando no escuro, sabendo que a tensão naquela casa estava prestes a explodir.
Nós dois estávamos ali jogados na cama, tentando recuperar o fôlego e ouvindo apenas o som da nossa própria respiração descompassada no silêncio da noite. A casa estava numa quietude absoluta, até que um ruído quase imperceptível cortou o ar.
Giovana travou na hora, levantando a cabeça do travesseiro e fazendo um sinal com a mão para eu ficar calado.
— Vitor... escuta — sussurrou ela, mal movendo os lábios.
Sentei na cama e apurei os ouvidos. O silêncio era tanto que dava para ouvir o rangido sutil vindo da parede do quarto ao lado. Não era o barulho alto e desesperado que tínhamos feito; era algo abafado, cadenciado e ritmado. Um baque seco e constante de madeira batendo de leve na parede.
E então veio o som. Um gemido baixo, longo e aveludado da Emilly. Um som que ela tentava prender na garganta, mas que escapava fino, carregado de dor e prazer.
— Ai... Vini... mais fundo... — murmurou a voz dela do outro lado da parede, tão fraca que parecia uma ilusão, mas clara o suficiente para fazer meu pau dar um tranco instantâneo dentro da bermuda.
Logo em seguida, ouvimos a voz grave do Vinicius, num sussurro dominador que fez a pele da minha nuca arrepiar:
— Fica quieta, amor... eles estão no quarto do lado.
O estalo suave de couro contra pele ressoou logo depois. Um tapa seco, seguido por um suspiro sutil e entrecortado da Emilly.
Giovana olhou para mim no escuro com os olhos arregalados de puro choque e fascínio. Ela cobriu a própria boca com a mão, sem acreditar no que estávamos ouvindo. O casal perfeito, educado e "tradicional" que tinha acabado de nos dar uma aula de bons costumes na mesa de jantar, estava se destruindo na cama ao lado de um jeito profundamente oposto ao discurso que vendiam.
Eu fiquei imóvel, colado na cabeceira da cama, ouvindo cada pequeno rangido do quarto deles, enquanto a certeza de que aquele casal escondia um universo perverso se cravava de vez na nossa cabeça.
A manhã de domingo amanheceu com um céu azul sem nuvens e um silêncio pesado na casa. Depois de passar a madrugada ouvindo os murmúrios abafados e os estalos sutis vindo do quarto ao lado, eu e a Giovana mal tínhamos conseguido dormir.
Descemos para o andar de baixo por volta das nove da manhã. O cheiro de café fresco tomava conta da cozinha. O Vinicius estava no balcão, vestindo apenas uma calça de moletom cinza e sem camisa, cortando algumas frutas com a precisão de sempre. A Emilly estava ao lado dele, usando um xale leve jogado sobre os ombros e um vestido de alcinha rosa pastel.
Os dois pareciam revigorados. A pele da Emilly tinha um brilho diferente, e havia uma leve marca avermelhada na altura do pescoço dela, mal escondida pelo tecido da roupa.
— Bom dia, pessoal! Dormiram bem? — perguntou a Emilly, virando-se para nós com aquele sorriso impecável e radiante.
— Bom dia... dormimos sim — respondi, sentindo o rosto esquentar ao olhar para ela e lembrar imediatamente dos gemidos baixos da madrugada.
A Giovana nem disfarçou. Os olhos dela foram direto para as costas do Vinicius e depois para a marca no pescoço da Emilly. Ela puxou a cadeira e se sentou devagar, arrumando a postura e encarando o casal com uma mistura de fascínio e provocação reprimida.
— A noite parece ter sido bem tranquila por aqui — soltou a Giovana, dando um sorriso de canto e pegando a jarra de suco. — A casa é tão silenciosa... nem parece que tem gente dormindo nos quartos.
O Vinicius parou de cortar a fruta por um segundo. Ele levantou os olhos, encarou a Giovana fixamente e deu um risinho curto, quase imperceptível, antes de voltar ao trabalho.
A Emilly serviu as xícaras de café para nós dois sem perder a elegância, agindo como se não houvesse nada de errado no ar. Mas a troca de olhares entre o casal e o tom velado das palavras deixaram claro que a encenação estava chegando ao limite. O tesão represado durante todo o fim de semana tornava o simples ato de tomar café juntos numa mesa uma verdadeira tortura.
❤️ Contos Eróticos Ilustrados e Coloridos ❤️👉🏽 Quadrinhos Eroticos 👈🏽
Comentários (7)
Fernadarsk: Eu amo todos os contos que tem uma pegada assim, amo tudo de pesado T Maluzinharsk
Responder↴ • uid:g61ztr4zkÍndio: Mermão vai tomar no seu cu seu filho de uma puta, vai escrever conto ou vai escrever um dicionário seu filho de 400 cadela
Responder↴ • uid:1e48kr23t7jtLopedrinhofm: Se você é desprovido de inteligência não é culpa minha, estude além de ser apenas um punheteiro fodido.
• uid:mt97506i9Larys: Eu meio que fiquei molhada com esse. Ansiosa pra ver as trocas e os dois macho se pegando.
Responder↴ • uid:1e3u9oo226ylHulla: A dissertação ficou boa, porém senti muito artificialismo nesse conto, melhores.
Responder↴ • uid:mt97506i9Gabrieldotado: Caralho, Pedro! Você é uma máquina de fazer contos? Fico feliz que tenha desistido da ideia de trazer a visão da Sabrina, afinal, já conhecemos a história. Já quero ver o Vitor dando
Responder↴ • uid:mt97506i9Larys: Já eu quero que o Vinícius seja o passivo. Amo quando o gostosão grandão é quem dá.
• uid:1e3u9oo226yl