A Fazenda dos Russos tarados
eles vao trabalhar numa fazenda difente e com pessoas taradas,
Seu João e a filha Luísa chegaram no fim da tarde, depois de quase oito horas de estrada de terra. O pai dirigia o Uno velho em silêncio a maior parte do tempo. Luísa, de dezenove anos, olhava a paisagem mudar: pasto comum, cerca de arame, depois um portão alto de ferro pintado de verde-escuro com uma placa em duas línguas.
— Chegamos — murmurou João.
O portão se abriu sozinho. Um homem alto, de camisa social clara, calça cáqui e boné, esperava ao lado de uma caminhonete branca. Tinha o sotaque marcado e falava português devagar, escolhendo as palavras.
— Vocês são os novos? João e Luísa? Eu sou o gerente. Me chamam de Sérgio, mas o dono prefere que usem o nome completo no rádio: Sérgio Petrov. Entrem. Vou mostrar o alojamento e explicar como a fazenda funciona. Aqui não é igual às outras.
Eles seguiram a caminhonete por uma avenida de eucaliptos até um pátio amplo. À esquerda, galpões novos, silos altos, um escritório de concreto e vidro. À direita, três casas de alvenaria iguais, telhado vermelho, janelas com veneziana.
Sérgio parou o carro, desceu e esperou os dois.
— Primeiro o essencial. Vocês vão morar na casa três. Pai e filha no mesmo imóvel, dois quartos, banheiro, cozinha pequena. Roupa de cama e utensílio já estão lá. Água e luz inclusas.
Ele apontou para um quadro grande pregado na parede do escritório, coberto de plástico.
— Agora as regras.
Sérgio não os deixou ir embora logo. Fechou a porta do escritório, puxou duas cadeiras e ficou de pé, com as mãos apoiadas na mesa.
— O que eu falei lá fora é a parte que todo mundo vê. Agora vem o que vale de verdade nesta fazenda. Os donos russos montaram o lugar assim de propósito. Todas as famílias que entram aqui entram do mesmo jeito. Pai e filha, mãe e filho, irmãos. Não existe quarto separado para sempre. Vocês dois vão dormir na mesma cama. A cama de casal da casa três já está arrumada para isso.
Luísa sentiu o rosto esquentar de uma vez. Os olhos se arregalaram, a boca entreaberta, o queixo um pouco caído. Ela olhou para o pai, depois de volta para o gerente, como se tivesse ouvido errado. João deu um passo à frente.
— Isso não. A gente veio trabalhar. Não é esse tipo de serviço.
Sérgio nem piscou.
— É esse tipo de serviço. Aqui as famílias são incestuosas. É regra. Vocês vão ter relação um com o outro. Sexo. Toda noite, ou quase. O corpo da filha fica disponível para o pai, e o do pai para a filha. Roupa diferente para ela: de dia, o uniforme verde por cima. Em casa, e em certos horários no pátio, ela usa o que a fazenda manda — vestido curto, sem sutiã, às vezes só a camisa aberta. Tem um armário na casa três já com as peças. Não é opcional.
A cara de Luísa ficou branca e vermelha ao mesmo tempo. As sobrancelhas subiram, as pálpebras bateram rápido, os lábios tremiam sem som. Ela apertou a alça da bolsa com força até os nós dos dedos esbranquiçarem.
— E não é só entre vocês dois — continuou Sérgio, voz igual. — Vocês também servem. A mim, como gerente. Aos outros moradores quando for combinado. O agrônomo, o capataz do curral, às vezes um visitante dos donos. Não é todo dia. Tem escala. Vocês dois juntos, ou ela sozinha, ou o pai sozinho, conforme o recado no rádio. Quem recusa na primeira semana ainda leva advertência. Depois, vai embora sem o pagamento dos dias trabalhados.
João bateu a mão na mesa.
— Eu não sei
Minha filha não. A gente vira o carro agora.
— Pode virar.
Mas o anúncio que vocês responderam já deixava isso implícito para quem lê direito, e o contrato que vocês vão assinar amanhã de manhã deixa explícito. Se saírem hoje, perdem a diária da viagem e a vaga. Se ficarem, o salário é o dobro do que qualquer fazenda da região paga. Comida, casa, médico. Em troca, o corpo de vocês dois fica na regra da propriedade.
Sérgio abriu uma gaveta e tirou um papel dobrado.
— Nudismo. Não é todo dia algums das 1 , pátio e alojamentos. Homens e mulheres andam nus. Quem estiver de serviço no campo pode ficar só de bota e chapéu. Quem estiver no escritório ou no refeitório tira tudo. Sábado à noite, depois do jantar, a mesma coisa dentro das casas se o rádio mandar. Fora esses horários, roupa normal. Quinta é o dia certo. Vocês vão ver as outras famílias. Ninguém aponta. É o jeito daqui.
Luísa estava parada, os olhos grandes demais para o rosto, a respiração curta. Uma veia saltava no pescoço. Ela não chorava ainda; só olhava o gerente como se ele tivesse falado outra língua.
João pegou o braço da filha.
— Vamos. A gente pensa lá fora.
Sérgio entregou o papel.
— Pensem dentro da casa três. A chave já é de vocês. O quadro de regras completo está pregado na parede do quarto. Leiam. Amanhã às 4h50 eu quero a resposta em voz alta no pátio. Ficar ou ir embora. Se ficarem, a primeira noite já conta.
João abriu a porta da casa três, deixou a filha entrar na frente e fechou atrás de si. A sala era simples: sofá, mesa, uma lâmpada amarela. No quarto maior, a cama de casal ocupava quase o espaço inteiro. Em cima do colchão, duas toalhas dobradas e o vestido curto que o gerente tinha mencionado, ainda com a etiqueta.
Luísa ficou no meio do cômodo, os braços colados ao corpo, o olhar perdido na cama. O pai fechou a porta do quarto e encostou nela.
— A gente não precisa ficar — disse ele, baixo. — Eu não quero isso para você. Nem para mim.
Ela ainda não respondia. Só o rosto dela, virado para a cama e para a janela que dava no pátio, dizia o suficiente: espanto puro, a boca entreaberta, os olhos úmidos sem deixar a lágrima cair, como se o chão tivesse sumido e ela ainda não tivesse resolvido se gritava ou se sentava.
João puxou a cadeira da escrivaninha, sentou e ficou olhando a filha em pé, no mesmo lugar, sem conseguir ainda dizer se iam dormir ali aquela noite ou se iam pegar o Uno e sumir pela estrada de terra antes do sol.
Eles acabaram sentando no sofá da sala, um de cada lado, o silêncio pesando mais que o calor da casa. João passou a mão no rosto, olhou a porta, olhou a filha.
— A qualquer hora a gente pega o Uno e vai embora, filha. Porta não está trancada. Se você disser agora, eu dirijo a noite inteira.
Luísa ficou uns segundos só respirando. Depois falou baixo, olhando o chão:
— A gente está sem dinheiro, pai. A passagem de volta, o tanque, a comida da estrada… não tem. O que sobrou mal paga uma semana de pensão. Se a gente sair hoje, dorme no carro e amanhã já está pedindo fiado de novo.
João não contestou. Ficou quieto, os olhos nela, e a cabeça dele foi sozinha para o que o gerente tinha dito. Imaginou ela pelada no quarto, as pernas abertas na cama de casal, ele vendo a buceta da filha pela primeira vez daquele jeito — os lábios, o cabelo escuro, o jeito que ela ia ficar vermelha. E ela vendo o pinto dele duro, veias à mostra, o pau do pai apontando para ela. A imagem veio nítida demais e ele desviou o olhar para a parede.
Luísa percebeu o silêncio diferente. Engoliu em seco.
— Tudo bem — disse, a voz um pouco rouca. — Amanhã a gente testa. Vê como funciona de verdade. Se for insuportável, a gente soma o que der e vai embora no primeiro pagamento. Por enquanto… a gente fica.
Ela se levantou de uma vez, como quem precisa se mexer para não pensar mais.
— Vou tomar banho. Para acalmar.
Foi até o banheiro, pegou a toalha que estava no encosto da cadeira e sumiu atrás da porta. A água começou a bater. João ficou no sofá, escutando. Quando ela saiu, já vinha enrolada na toalha branca, o cabelo molhado grudado no pescoço. Passou na frente dele para pegar a roupa no quarto.
Ele olhou.
A bunda dela aparecia redonda e firme por baixo da toalha curta, o tecido colado na pele molhada. Branca, lisa, aquele formato de gaúcha que ele só tinha visto de longe quando ela era mais nova e usava short. Agora a toalha subia demais quando ela andava, o começo da fenda aparecendo a cada passo, as coxas claras contra o pano. João sentiu o pau mexer dentro da calça e apertou o joelho com a mão para não deixar aparecer.
Luísa parou na porta do quarto, sem se virar de todo.
— A água está boa. Pode ir depois, pai.
Entrou e fechou só até o meio. O pai continuou no sofá, olhando o vão da porta, a toalha branca e a bunda da filha desaparecendo no quarto, o coração batendo num ritmo que ele não queria admitir.
No outro dia João saiu às 4h50 com o boné na cabeça e nem olhou para trás. Luísa ficou. Depois do café no refeitório — sozinha, o prato pela metade — ela saiu para andar.
A fazenda era maior do que parecia de noite. Casas iguais em fileira, varandas baixas, roupa no varal, o cheiro de esterco e café misturado. Ela parou na primeira que tinha uma mulher sentada na cadeira de palha, cabelo loiro preso, idade marcada no rosto.
Luísa tossiu para chamar atenção.
— Bom dia. Eu sou a Luísa. Cheguei ontem à noite, com meu pai. Casa três.
A mulher ergueu os olhos claros, mediu ela de cima a baixo e sorriu de canto.
— Aila. Quarenta e oito. Russa. Mora aqui com as minhas duas. Então você ainda não praticou as regras.
O sorriso ficou mais aberto.
— Chegou de noite, dormiu de roupa, o pai foi embora cedo. Ainda está intacta. Os capatazes e alguns patrões gostam assim. Novata. Cheiro novo. Eles sentem de longe.
Aila se levantou, mais alta que Luísa, o vestido fino marcando o corpo largo.
— Eu aceito. Tenho uma de vinte e outra de dezenove. Elas entendem. Aqui todo mundo entende, ou aprende rápido.
Chegou perto demais. A mão grande, anéis nos dedos, subiu e pousou no seio direito de Luísa, por cima da camisa verde do uniforme. Apertou devagar, o polegar passando no bico que já endurecia. Luísa prendeu a respiração, os olhos arregalados outra vez, o mesmo espanto da noite anterior.
Aila não tirou a mão. Desceu a outra pela cintura, pela barriga, até a barra da calça. Os dedos entraram por baixo do tecido, acharam o elástico da calcinha — fina, de algodão — e puxaram um pouco para o lado.
— Está de calcinha. Ainda. Depois do almoço de explico
Ela soltou, deu um passo atrás e apontou com a cabeça para dentro da casa.
— Entra. As meninas estão na sala gora. Você pode esperar. Ou pode ir andando nas outras casas. Mas já sabe: aqui ninguém finge que não viu.
Aila segurou o braço de Luísa antes que ela recuasse.
— A calcinha a gente resolve de tarde. Depois do almoço o rádio manda. Quem está de serviço no escritório tira. Quem está andando nas casas também. Agora entra.
Luísa atravessou a porta e parou no meio da sala.
As duas filhas estavam de quatro no sofá grande, bundas para cima, rostos virados para o encosto. Uma de vinte, cabelo castanho preso; a outra de dezenove, loira como a mãe. Duas costas nuas, duas colunas marcadas, dois pares de seios balançando a cada investida.
Atrás delas, dois funcionários. Angolanos, altos, ombros largos, pele escura brilhando de suor. Quase o dobro do tamanho das garotas: coxas grossas, braços como troncos, mãos enormes agarrando a cintura delas. Os pintos eram pesados, escuros, veias saltadas — um mais grosso, o outro mais comprido, os dois molhados, sumindo e aparecendo com força dentro das bucetas das filhas de Aila.
O som era alto. Pele batendo em pele, gemido abafado, o sofá ranger.
A mais velha gemia aberto, empurrando a bunda para trás, pedindo mais. A mais nova tinha o rosto contra o tecido, os olhos fechados, a boca entreaberta, o corpo inteiro tremendo a cada soco — menos entrega, mais aguentando.
Luísa deu um passo atrás, a mão na boca, o susto nítido no rosto: olhos escancarados, respiração presa, as pernas rígidas.
Aila cruzou os braços na porta da cozinha e ficou olhando as filhas serem fodidas, um sorriso pequeno no canto da boca.
— O de camisa vermelha é o Nelson. O outro é o Paulo. Curral e silo. Pintos grandes, como você está vendo. A de vinte já pede. A de dezenove ainda faz cara feia, mas aguenta. É assim que começa.
Nelson segurou o cabelo da mais velha e meteu até o fundo, a bunda dela batendo na barriga dele. Paulo puxou a loira pelos quadris e deu três estocadas fundas seguidas; ela soltou um som agudo e enterrou o rosto no sofá.
Aila nem desviou o olhar.
Eles continuaram mais uns dez minutos.
Nelson metia fundo e rápido na de vinte, a mão grande na nuca dela, o pau grosso sumindo inteiro a cada estocada. Ela gemia alto, a buceta fazendo barulho molhado, o corpo inteiro empurrando para trás. Paulo segurava a loira pelos quadris com força, o pinto comprido batendo até o fundo; ela soltava sons curtos, o rosto ainda contra o sofá, as unhas cravadas no tecido.
Aila não saiu do lugar. Ficou admirando, os braços cruzados, como quem vê o serviço andando.
Nelson gozou primeiro. Enterrou até a raiz, gemeu baixo, o corpo inteiro rígido, e despejou dentro da filha mais velha. Paulo veio logo depois: três estocadas fundas, um grunhido, e encheu a loira. Os dois ficaram parados uns segundos, respirando pesado, os pintos ainda latejando dentro delas.
Depois saíram devagar. O esperma escorreu nas coxas das duas. Nelson ajeitou a calça, Paulo passou a mão no pau ainda semi-duro e os dois saíram pela porta da frente sem muita cerimônia — podiam voltar mais tarde para o treino delas.
As filhas se levantaram do sofá, as pernas trêmulas, o gozo descendo. A de vinte passou a mão no cabelo e olhou Luísa, ainda ofegante.
— Oi. Você é a nova da casa três, né?
A loira só acenou com a cabeça, o rosto vermelho, e as duas foram em direção ao banheiro.
— A gente vai tomar banho — disse a mais velha, já no corredor.
Aila esperou a porta do banheiro fechar. Só então olhou de novo para Luísa, que ainda estava parada no meio da sala, o uniforme verde amarrotado, a expressão de quem não sabia se corria ou se ficava.
— A trepada é uma das tarefas das mulheres daqui — falou a russa, voz calma. — Não é castigo. É serviço. Igual ordenhar, igual anotar saco de ração. Você vai ter que aguentar. Esses dois que acabaram de sair… o pau deles dá uns vinte e oito centímetros. Grossos. Você vai ver de perto. Talvez hoje à tarde, talvez amanhã. O corpo acostuma. O da minha de dezenove também fez essa cara no começo.
Luísa voltou para a casa três no fim da tarde e ficou sentada no sofá, as mãos no colo, esperando o pai. Toda vez que um trator passava na estrada interna ela levantava a cabeça.
João entrou com a camisa suja de terra, o boné na mão. Fechou a porta e viu a filha já em pé.
— Aconteceu alguma coisa?
Ela falou tudo de uma vez, a voz tremendo no começo e depois saindo mais firme.
— Eu andei nas casas. Entrei na da russa, a Aila. As duas filhas dela estavam no sofá, de quatro.
Dois angolanos fodendo elas com força. Pintos enormes. Uma gemia pedindo, a outra aguentava. A mãe ficou olhando e rindo. Falou que trepar é tarefa das mulheres daqui. Falou dos vinte e oito centímetros. Falou da calcinha de tarde. Eu levei um susto, pai. Fiquei com medo. Mas também… fiquei com vontade. Vontade de seguir isso. De ser treinada. De trabalhar com esses russos tarados. Eu não sei explicar direito.
João ficou parado no meio da sala, o suor ainda no pescoço. Olhou a filha um tempo longo.
— Se é para você ficar, a gente fica — disse por fim. — Eu aceito. Mas então a gente começa agora. Aqui dentro de casa a gente vai ter que ficar pelado. Para perder a vergonha. Para mostrar o corpo um para o outro. Sem roupa, filha. Hoje. Agora.
Luísa engoliu em seco, os olhos úmidos, e acenou.
— Tá bom, pai.
Eles se despiram bem devagar.
João tirou primeiro o boné, depois a camisa, o cinto, a calça. Ficou de cueca um instante e desceu ela também. O pau dele caiu pesado, já meio inchado, grosso na base, a cabeça avermelhada, maior do que Luísa lembrava de ter visto por acidente anos atrás. Ela não desviou o olhar.
Luísa abriu o botão da calça do uniforme, puxou para baixo junto com a calcinha. A camisa verde saiu por último. Ficou nua no meio da sala, os seios firmes, a barriga lisa, a buceta toda depilada — lisa, os lábios fechados, o grelo avermelhado, inchadinho, bonito, à mostra sob a luz amarela da lâmpada.
O pai respirou fundo, os olhos presos ali.
— Você depilou tudo.
Ela só balançou a cabeça, as coxas juntas, o rosto quente, olhando o pau do pai engrossar mais um pouco só de vê-la assim.
Os dois ficaram em pé, nus, um na frente do outro, a casa três silenciosa, o cheiro de terra e sabão misturado, a regra da fazenda já valendo entre as quatro paredes.
Eles jantaram pelados.
Luísa pôs o prato na mesa, os seios à mostra, a buceta depilada visível cada vez que se sentava e levantava. João comeu em silêncio no começo, o pau descansando na coxa, depois soltou uma piada velha de estrada. Ela riu de verdade, a primeira vez desde que chegaram. Ligaram a televisão pequena da sala, um jornal agrícola, depois um programa de humor. Ficaram no sofá nus, ombro quase encostando em ombro, contando besteira de outras fazendas, de patrão ruim, de trator que quebra. A vergonha foi baixando aos poucos, como o volume da TV.
Dormiram na cama de casal, cada um de um lado no início, depois o corpo dela virou para ele sem querer no meio da noite.
De manhã cedo levantaram. Café na cozinha, ainda sem roupa. Pão, queijo, o caldo quente. João olhou a filha em pé ao lado da mesa, a luz da janela batendo na pele branca, nos seios, na buceta lisa.
— Seu corpo é bonito de se ver, filha. Sem roupa fica mais bonito ainda.
Luísa passou a mão no cabelo, um sorriso pequeno.
— Está sendo legal. A gente está acostumando. Ontem eu achava que ia morrer de vergonha. Hoje já estou aqui pelada tomando café com você.
Ela bebeu um gole e falou mais baixo:
— O gerente disse que a filha tem que se masturbar todos os dias. É regra também.
João parou o pão no ar.
— Como?
— Com objetos, pai.
Luísa foi até o quarto e voltou com a gaveta aberta. Olhou o que a fazenda tinha deixado: um vibrador grosso de silicone, um consolo transparente, um rolo de cabo de vassoura liso, uma colher de pau grande. Ficou uns segundos escolhendo, os dedos passando em cada um.
Pegou o consolo transparente, médio, a cabeça bem marcada.
— O primeiro este usei Hoje à noite, depois que você voltar do serviço. Aqui na sala ou na cama.
Você pode olhar. A regra não disse que tem que ser sozinha.
Ela deixou o objeto em cima da mesa, ao lado da xícara, nua, o grelo ainda avermelhado da noite anterior, e voltou a comer o pão como se aquilo já fizesse parte do café da manhã.
Luísa passou a tarde inteira nua na casa três.
O consolo transparente ficou a maior parte do tempo na mão ou dentro dela. Muito gel. Ela espremia o tubo, passava nos lábios, no grelo, na entrada, e empurrava devagar. Tinha pouca experiência. Até então era só siririca, dois dedos, no máximo três, escondida no quarto das outras fazendas. Agora os objetos eram grandes. O transparente ardia um pouco na primeira hora, esticava, fazia barulho molhado cada vez que ela sentava nele no sofá.
No meio da tarde ela testou o cabo de vassoura. Liso, mais fino na ponta, mais comprido. Encostou na buceta, respirou fundo, e foi descendo. Entrou. Ela gemeu baixo, sozinha, as pernas abertas na cama, o cabo sumindo e voltando, o gel escorrendo na coxa. Parou quando doeu, tirou, voltou para o dildo transparente.
Quando João chegou, o uniforme sujo, ela já estava na sala, pelada, o cabelo preso, as coxas brilhando de lubrificante. Os objetos estavam alinhados na mesa: o transparente usado, o cabo de vassoura ainda úmido, o vibrador intacto, a colher de pau.
Ela nem deixou ele tirar o boné.
— Pai. Escolhe você.
A voz saiu rouca, com tesão. Os olhos brilhando, o peito subindo rápido.
— Eu fiquei a tarde toda. O transparente entra, mas aperta. O cabo eu testei. Dói um pouco, mas cabe. Eu só fazia siririca. Nunca tinha posto nada grande assim na xoxota. Escolhe o item ideal. Mostra para mim. Qual você acha que a buceta da sua filha aguenta hoje. Qual você quer ver sumindo nela.
João ficou parado na porta, o pau já marcando a calça só de ouvir. Luísa abriu mais as pernas no sofá, mostrou a buceta depilada, o grelo inchado, o gel escorrendo, e repetiu, quase pedindo:
— Escolhe, pai. O ideal para a xoxota dela. Eu quero que seja você que mande o primeiro de verdade.
João fechou a porta, tirou o boné e ficou olhando os objetos na mesa. O pau já estava duro dentro da calça.
— Fala as opções de novo, filha.
Luísa passou o dedo no consolo transparente, ainda molhado.
— Esse daqui. Entra. Aperta, mas entra. Eu gostei do gel escorrendo, do barulho que faz quando eu sento. Passei a tarde inteira com ele. Nunca tinha sentido a xoxota tão aberta.
Tocou o cabo de vassoura.
— Esse é mais comprido. Dói na entrada, mas quando passa o começo… fica fundo. Eu gemí sozinha. Gostei de usar. Gostei de ficar pelada empurrando coisa grande na buceta pensando que você ia chegar e ver.
O vibrador ela só encostou.
— Esse eu nem liguei ainda. Tenho medo de ser forte demais.
João abriu a geladeira. Tirou um pepino grande, grosso, escuro, quase do tamanho do antebraço. Trinta e cinco por oito, pesado na mão. Lavou na pia, secou, e pôs no meio da mesa.
— Esse.
Luísa arregalou os olhos, a boca entreaberta, mas não recuou. As pernas se fecharam um segundo e abriram de novo.
— Pepino… desse tamanho?
— É. Você falou que queria o ideal. Esse é o que eu quero ver na xoxota da minha filha. Mas com cuidado. Muito gel. Bem devagar. Sem pressa. Se doer para, tira, espera. Não é para rasgar. É para ir entrando pouco a pouco até você acostumar.
Ela pegou o pepino com as duas mãos, sentiu o peso, o frio, a casca lisa. Passou na coxa, depois na buceta, o grelo vermelho esfregando na ponta.
— Eu estou gostando de usar essas coisas, pai. Sério. A tarde inteira eu fiquei molhada. Cada vez que empurrava o transparente eu pensava em você escolhendo. Agora você escolheu o maior. Eu quero tentar. Bem devagar, como você falou.
Luísa deitou no sofá, abriu as pernas, espremeu gel demais na entrada e na ponta do pepino. Olhou o pai nos olhos, ofegante.
— Fica aí olhando. Me fala se está entrando certo. Eu vou bem lento.
O pepino era absurdo na mão dela.
Trinta e cinco centímetros de comprimento, oito de diâmetro, a casca verde-escura brilhando de gel, a ponta arredondada quase do tamanho de um punho fechado. Luísa encostou na entrada da buceta e já sentiu o esticamento. Respirou fundo, os olhos no pai, e empurrou o primeiro centímetro.
Doiu.
— Ai… pai, é grosso demais.
Ela parou, o vegetal só beijando os lábios depilados, o grelo esmagado contra a casca fria. Mais gel. Outra respiração. Empurrou de novo, bem devagar. Dois centímetros. Três. A entrada ardeu, ficou branca em volta, a pele esticada ao máximo. Um gemido saiu misturado com um chiado de dor.
João estava de pé, a calça ainda vestida, o pau marcado, os olhos fixos no ponto em que o pepino sumia.
— Devagar. Você está gostando mesmo assim. Olha sua cara.
Luísa fechou os olhos, abriu mais as coxas e desceu o quadril. Quatro centímetros. Cinco. A buceta engoliu a ponta com dificuldade, um barulho molhado, o gel escorrendo pela casca e pela bunda. Ela soltou um “ahn” alto, a testa franzida, as unhas no sofá.
— Dói… dói fundo, mas está entrando. Meu Deus, pai, é enorme.
Seis, sete centímetros. O vegetal já estava grosso no meio do caminho, oito centímetros de diâmetro abrindo ela de um jeito que os dedos nunca tinham aberto. Luísa parou ofegante, o peito subindo rápido, uma lágrima no canto do olho — de esforço, não de choro. A buceta pulsava em volta da casca verde, o grelo inchado e vermelho, latejando.
Ela girou o quadril um milímetro, tentou acomodar. Outro gemido, mais rouco.
— Eu gosto. Eu não sei por quê, mas eu gosto. Está doendo e eu estou molhada pra caralho.
João desceu o zíper, o pau saltou pesado, duro, a cabeça já molhada. Não tocou nela. Só olhou o contraste: o pepino grosso, quase do tamanho do antebraço, metade ainda de fora, a outra metade enterrada na filha nua, as paredes internas visíveis de tão esticadas.
Luísa empurrou mais dois centímetros e gritou baixo, as pernas tremendo.
— Chega… um segundo. Só um segundo.
Ficou assim, o vegetal parado dentro dela, oito centímetros de grossura abrindo a xoxota da filha na frente do pai, o gel fazendo fio entre a casca e os lábios. A respiração dela era curta, o ventre contraído, o rosto vermelho de tesão e dor misturados.
— Está vendo, pai? Está vendo o quanto entra? Eu nunca tinha sentido isso. Continua olhando. Eu vou mais um pouco. Bem lento.
Luísa respirou fundo mais uma vez e desceu o quadril.
Foi um pouco mais
A casca verde sumiu mais um pouco. A entrada da buceta ficou branca, esticada num círculo perfeito em volta do pepino. Ela soltou um gemido agudo, as unhas cravando no tecido do sofá.
— Pai… está abrindo. Está abrindo tudo. Foi Nove centímetros.
O diâmetro de oito centímetros agora estava inteiro dentro da primeira parte. Os lábios depilados sumiram, colados na casca, brilhando de gel. Luísa arqueou as costas, a boca aberta, um fio de saliva no canto.
A dor vinha em ondas, quente, latejante, misturada com uma pressão fundo que ela nunca tinha sentido na siririca.
Ai foi o Dez.
O pepino avançou mais um centímetro grosso. A xoxota fez um barulho molhado, úmido, o gel sendo empurrado para fora em fios. Ela tremeu das coxas até o ventre.
— Ai, ai, ai… espera.
João viu a barriga dela recolher, o grelo esmagado contra a casca, vermelho-escuro, latejando visível. O vegetal já estava fundo o bastante para marcar por dentro. Luísa girou o quadril um milímetro, tentando achar espaço. Outro gemido, mais grave.
Doze.
A metade do pepino ainda estava de fora — vinte e três centímetros verdes apontando para o teto, pesados, brilhando. Dentro, doze centímetros de oito de diâmetro abrindo as paredes dela sem piedade. Ela choramingou, os olhos marejados, mas não tirou.
— Está tão grosso, pai. Minha buceta está no limite. Eu sinto cada centímetro e ai chega no treze
O corpo inteiro dela deu um solavanco. As pernas abriram mais sozinhas. O pepino desceu outro tanto, a casca sumindo, a pele ao redor da entrada fina demais, quase transparente de tão esticada.
Ai,,, aiii Catorze.
Luísa gritou baixo, a voz quebrada. Uma lágrima escorreu, mas o quadril desceu de novo, teimoso. O gel escorria em fios pela bunda, pingava no sofá. João via tudo: o círculo branco da buceta engolindo o verde-escuro, o grelo inchado batendo na casca a cada respiração.
Quinze.
Metade. Quinze centímetros dentro, quinze ainda de fora. O pepino parecia um braço atravessando ela. Luísa ficou parada, ofegante, o peito subindo descompassado, a buceta pulsando visível em volta da grossura.
— Não consigo mais agora… está me abrindo inteira. Mas não tira. Fica. Olha. Olha o tanto que a xoxota da sua filha está aguentando.
Ela respirou três vezes fundas, o ventre tremendo, e empurrou mais um único centímetro.
Dezesseis.
O gemido que saiu não era só dor. Era tesão grosso, rouco, o corpo inteiro aceitando o vegetal enorme centímetro por centímetro na frente do pai.
Luísa empurrou o quadril e o pepino desceu mais um centímetro grosso. Os olhos reviraram para cima por um segundo, o branco aparecendo, a boca aberta sem som. A buceta esticou num círculo apertado, a casca verde sumindo.
Dezoito.
Um gemido longo, quebrado. As pernas tremeram. João viu a barriga dela marcar por dentro, o volume do vegetal empurrando a pele de baixo para cima.
Dezenove.
Ela cravou as unhas no sofá e desceu de uma vez só aquele centímetro. Os olhos viraram de novo, as pálpebras tremendo. O gel saía em fios grossos.
Vinte.
Metade já tinha passado há rato. Agora eram vinte centímetros de oito de diâmetro dentro da filha. Luísa ofegava, a voz sumida, só um “hnng” agudo.
Vinte e um. Vinte e dois. Vinte e três.
Cada centímetro era uma luta. A xoxota pulava, contraía, tentava expulsar e ao mesmo tempo engolia. João via o verde-escuro desaparecer, a pele ao redor branca, fina, o grelo esmagado e roxo.
Luísa revirou os olhos de verdade, a cabeça caindo para trás, o pescoço esticado. Um fio de saliva escorreu. O corpo inteiro deu um espasmo.
Vinte e seis. Vinte e sete. Vinte e oito.
O pepino estava quase inteiro. Só a ponta de cima ainda aparecia, gorda, brilhando. Ela choramingou, as coxas batendo uma na outra e abrindo de novo.
Vinte e nove. Trinta.João deu um passo à frente, a mão estendida, mas não tocou.
Trinta e dois.Luísa soltou um grito abafado, os olhos brancos, o ventre contraído com força. O último pedaço — o talo grosso, a base de oito centímetros — foi engolido de uma vez.
Trinta e cinco.
Entrou tudo.
O pepino sumiu. Só a ponta arredondada do talo ficou visível entre os lábios depilados, um círculo verde-escuro no meio da buceta aberta. Nada para segurar. Nada para puxar.
Luísa ficou parada, o corpo inteiro trêmulo, os olhos revirados, a respiração presa. A barriga marcada por dentro, o volume claro debaixo da pele. A xoxota pulsava em volta da base, tentando fechar e não conseguindo.
João ajoelhou na frente dela, as mãos no ar, sem jeito.
— Filha… foi tudo. Entrou tudo. Não tem ponta para pegar. Não tem como puxar de volta assim.
Ele encostou dois dedos nos lábios esticados, sentiu a casca lisa logo abaixo, fundo demais.
— Está inteiro dentro. Trinta e cinco por oito. Sua buceta deu conta. Está lá no fundo. Eu vejo o formato na sua barriga. Não sai. Se eu puxar agora vou machucar. Você tem que empurrar para fora. Devagar. Como se fosse… parir ele.
Luísa piscou, os olhos voltando devagar, a voz rouca, quase inaudível:
— Não sai… pai. Está travado. Está tão fundo. Eu sinto ele inteiro. Não tira. Fica olhando. Eu dei conta. A xoxota da sua filha engoliu o pepino todo.
De repente o pepino cedeu.
Um milímetro. Depois outro. Bem lento, como se a buceta tivesse resolvido devolver sozinha. A base verde apareceu de novo entre os lábios esticados, brilhando de gel e de molhado. Luísa soltou um gemido longo, diferente — não era mais só dor. Era gostoso. Fundo, quente, o vegetal deslizando para fora centímetro por centímetro, as paredes se fechando atras dele e se abrindo de novo.
João ficou mais calmo. Ajoelhado entre as pernas dela, as mãos nos joelhos da filha, só olhando. O pau ainda duro, mas a pressa tinha saído.
— Isso. Vai saindo. Devagar. Está vindo.
Trinta e quatro. Trinta e três. Trinta.
O pepino emergia grosso, escuro, coberto de branco e de transparente. Luísa arqueava as costas, os olhos semicerrados, a boca aberta. Cada centímetro que saía fazia ela tremer.
Vinte e cinco. Vinte. Quinze.
A xoxota fazia um barulho úmido, obscene, o vegetal enorme sendo expulso aos poucos. Ela gemeu mais alto.
Dez. Cinco.
A ponta ainda dentro, a mais grosa, oito centímetros de diâmetro atravessando a entrada pela última vez.
Luísa gritou.
O corpo inteiro travou. Um jato forte, quente, saiu de uma vez — squirt, grosso, claro, acertou o peito, o pescoço e a cara do pai. João fechou os olhos um segundo tarde demais. A porra dela escorreu na testa, no nariz, nos lábios. Outro jato, menor, molhou o queixo dele.
O pepino escorregou o resto e caiu pesado no sofá, inteiro, brilhando, trinta e cinco centímetros fora.
A vagina ficou aberta.
Luísa ofegava, as pernas mole, o grelo latejando, os lábios depilados afastados, um buraco escuro, redondo, pulsando, ainda no formato do pepino. Fios de squirt e gel escorriam pela bunda. Ela não fechava. Ficou assim, escancarada, vermelha por dentro, visível até o pai.
João passou a língua nos lábios sem querer, sentiu o gosto dela, e ficou olhando a buceta aberta da filha, o buraco que o monstro tinha deixado, ainda se contraindo no vazio.
— Saiu. Tudo. E você gozou na minha cara.
Luísa só conseguia respirar, os olhos úmidos, a xoxota aberta na frente dele, o pepino abandonado ao lado, enorme e molhado.
Que noite, ela pensou.
O pepino ainda estava no chão da sala, esquecido. Luísa e João ficaram pelados no sofá, um ao lado do outro, o suor esfriando. A buceta dela já tinha voltado quase ao normal — os lábios fechados de novo, só um pouco mais inchados, o grelo ainda avermelhado, um fio fino escorrendo de vez em quando. Nada do buraco escancarado de minutos atrás.
Ela encostou a cabeça no ombro do pai.
— Eu amei. Amor junto com sexo. Não era só o objeto. Era você olhando. Era eu mostrando. Amanhã eu aviso o gerente. Falo da masturbação, dos vegetais, do dildo. Falo que você amou os brinquedos. Que a filha da casa três já está treinando.
João passou a mão no cabelo dela, ainda nu, o pau agora mole na coxa.
— Avisa. Se é isso que você quer.
Eles foram para o banheiro. A água quente bateu nos dois. O box era pequeno. Luísa encostou as costas na cerâmica fria — o azulejo branco contrastando com a pele clara, os seios molhados, os bicos duros, a barriga lisa, a buceta depilada pingando água. O corpo dela inteiro colado no frio da parede, o quadril um pouco à frente, as coxas juntas.
João ficou perto. Muito perto. O peito dele quase encostando nos seios dela, o pau folgado próximo demais da buceta que ainda latejava. A água descia pelos dois, misturava o gel que restava, o squirt, o suor. Ela fechou os olhos quando as costas inteiras se colaram no azulejo e o calor do pai ficou a um palmo.
— Assim fica bom — murmurou ela, a voz baixa no barulho do chuveiro. — Pelados. Sem pressa. Amanhã o gerente fica sabendo que a gente já começou.
A cerâmica marcava a pele das costas dela. O pai via tudo: o pescoço molhado, os seios apertados contra o próprio peito dela, a curva da cintura, a buceta quase normal outra vez, tão perto da mão dele que bastava um movimento. Nenhum dos dois se afastou até a água esfriar.
No outro dia Luísa não foi para o campo. Serviço só em casa.
De manhã, ainda nua, ela enfiou o plug. Pequeno perto do pepino, mas grosso na base, a joia preta para fora. Empurrou até atoladinho, o silicone sumindo, só o flare ficando visível entre as nádegas. Andou até a cozinha com ele dentro, cada passo fazendo o plug mexer.
Passou o dia inteiro assim.
Fez café com o plug atolado. Varreu a sala, o objeto subindo e descendo um milímetro a cada movimento da vassoura. Lavou a louça, as costas um pouco arqueadas, a bunda marcada pelo flare preto. João saiu cedo e voltou só no almoço; ela serviu o prato pelada, o plug aparente quando se inclinava.
À tarde ficou sentada.
No sofá, pernas fechadas, depois abertas, o peso do corpo empurrando o plug mais fundo. Tentou costurar um botão, desistiu, ficou só sentada, sentindo o silicone quente lá dentro. De vez em quando se mexia na almofada e o plug rodava, a base pressionando.
Perto das quatro foi para o varal.
O uniforme ela nem vestiu. Saiu nua no quintal dos fundos da casa três, o cesto de roupa na cintura. Pendurou a camisa do pai, a calça, as toalhas. Cada vez que esticava o braço para o pregador, o plug puxava. Cada vez que se abaixava para pegar outra peça, o flare abria um pouco as nádegas.
Coçava.
O cu dela não estava acostumado. Uma coceira fundo, quente, insistente, o silicone irritando a pele de dentro. Luísa parou no meio do varal, uma calcinha na mão, as pernas um pouco abertas, e passou a mão por trás. Não tirou. Só apertou o flare, girou um milímetro, tentou aliviar. A coceira aumentou.
— Merda — murmurou sozinha, o rosto quente.
Pendurou o resto da roupa assim mesmo, o plug atoladinho, o cu latejando e coçando, a buceta já molhada outra vez só de andar e sentar o dia inteiro com ele dentro. Quando João apareceu no portão dos fundos, ela estava de costas, nua no varal, uma toalha no ombro, o flare preto à mostra entre as nádegas brancas, se mexendo toda vez que ela se esticava.
Luísa viu o pai no portão dos fundos e só acenou com a cabeça, sem se cobrir. Entrou de costas para a casa, o cesto vazio na cintura, o flare preto ainda à mostra entre as nádegas. Fechou a porta da cozinha, apoiou as mãos na pia e respirou fundo.
O plug saiu com um estalo úmido. Ela puxou devagar, o silicone grosso deslizando, o cu fechando atras dele com um ardor quente. Deixou o objeto no azulejo, ao lado da torneira. Ficava para depois, como tinha combinado consigo mesma. Agora era o dildo.
Foi até a sala nua, pegou o transparente da mesa — o mesmo que tinha usado a tarde anterior, já marcado de gel — e sentou no sofá. Abriu as pernas, espremeu lubrificante demais na entrada e na cabeça do brinquedo. Empurrou.
Entrou mais fácil do que o pepino, mas ainda apertava. Luísa desceu o quadril centímetro por centímetro, gemendo baixo, até o silicone sumir quase inteiro. Só a base larga ficou para fora, pressionando os lábios depilados. Ficou assim, atolado, o peso dele dentro, pulsando a cada respiração.
Estava nessa posição — pernas abertas, dildo enterrado, uma mão no encosto do sofá — quando ouviu o motor da caminhonete branca parar na frente da casa três.
Sérgio não bateu. Abriu a porta da sala como quem entra no próprio escritório. Camisa clara, calça cáqui, boné na mão. Parou no vão da porta e olhou.
Luísa não fechou as pernas. O dildo transparente brilhava entre elas, a base larga encaixada, o resto desaparecido. O gel escorria pela coxa.
— Casa três — disse o gerente, voz igual à do primeiro dia. — Luísa.
Ela engoliu em seco, o peito subindo rápido.
— Senhor Sérgio.
Ele entrou, fechou a porta atrás de si e ficou de pé no meio da sala, avaliando. Os olhos desceram da cara dela para os seios, para a barriga, para o ponto em que o silicone sumia.
— O pai está no campo. Você ficou de serviço em casa. E está treinando.
Não era pergunta.
— Estou — respondeu ela, a voz um pouco rouca. — Tirei o plug agora há pouco. Deixei na pia. O transparente entra melhor. Passei a tarde com ele.
Sérgio deu dois passos, parou na frente do sofá. De cima via o círculo da buceta esticado em volta da base, o grelo inchado encostado no silicone.
— Mostra quanto entrou.
Luísa segurou a base com dois dedos e empurrou mais um pouco. O dildo sumiu até o fim. Só a borda larga ficou visível, colada na pele.
— Atolado — murmurou ela. — Inteiro.
O gerente inclinou a cabeça, estudando o encaixe. E cheirando
— Bom. A regra da masturbação diária está sendo cumprida. O pai já escolheu o vegetal ontem, pelo que ouvi no rádio do curral. Pepino grande. Você deu conta.
Luísa sentiu o rosto esquentar, mas não desviou o olhar.
— Dei. Saiu tudo depois. Gozei.
Sérgio assentiu uma vez, como quem anota mentalmente.
— Então o corpo está aceitando. Hoje o recado no rádio para a casa três é simples: continua o treino até o pai voltar.
O dildo pode ficar aí dentro enquanto você anda pela casa. Se doer, tira um pouco, passa mais gel, enfia de novo. Não tira de vez até o jantar.
Ele olhou de novo para o silicone enterrado.
— E amanhã de manhã você vem no escritório.
Sem calcinha por baixo do uniforme. Quero ver como ficou depois do pepino e depois disso aqui. Se a entrada ainda está folgada ou se já fechou.
Luísa apertou as coxas um milímetro, o dildo se mexendo lá dentro.
— Sim, senhor.
Sérgio virou para a porta, parou com a mão no batente.
— O pai aceitou ficar. Você também. Então não precisa esconder quando eu passar. A fazenda já sabe que a filha da casa três está treinando. Continua.
Ele saiu. O motor da caminhonete ligou de novo.
Luísa ficou no sofá,
o transparente atolado, as pernas ainda abertas, ouvindo o barulho do carro se afastar.
Passou o dedo na base do dildo, sentiu o quanto estava fundo, e empurrou mais um pouco, só para sentir o peso.
No outro dia Luísa acordou antes do pai. João ainda dormia de lado na cama de casal, nu, o pau mole contra a coxa. Ela se levantou sem fazer barulho, foi ao banheiro, lavou o rosto e vestiu só o uniforme verde. Sem calcinha, como o gerente tinha mandado. O tecido da calça raspava direto na buceta ainda um pouco inchada.
Saiu às 5h10. O pátio estava vazio, o cheiro de café e esterco misturado. O escritório de concreto e vidro tinha a luz acesa. Ela bateu uma vez e entrou.
Sérgio estava atrás da mesa, camisa clara, sem boné. Levantou os olhos e apontou para o espaço livre na frente dele.
— Fecha a porta. Vem cá.
Luísa fechou, andou até a mesa e parou. Ele não se levantou logo. Ficou olhando o uniforme nela, o tecido marcado nos seios, a calça justa demais na virilha.
— Tira a calça.
Ela abriu o botão, desceu o zíper, puxou o tecido pelas coxas e deixou a calça no chão. Ficou de pé só com a camisa verde, a barra cobrindo até o meio da bunda. A buceta aparecia logo abaixo: depilada, os lábios um pouco mais escuros e inchados do que no primeiro dia, um fio fino de umidade já visível.
Sérgio empurrou a cadeira para trás, ficou de joelhos no chão na frente dela, as mãos nos joelhos dela para abrir mais as pernas. Chegou perto. O hálito quente bateu na pele.
Ele não falou nada no começo. Só olhou.
Os lábios estavam fechados, mas não como antes. A fenda no meio estava um pouco mais aberta, o grelo inchado e vermelho-escuro, saltado para fora, brilhando. Embaixo, a entrada ainda guardava o formato: um círculo suave, não o buraco escancarado do pepino, mas folgado o bastante para ele ver a cor mais rosada por dentro quando ela respirava.
Sérgio aproximou o rosto. Os olhos quase encostavam. Ele segurou os lábios com o polegar e o indicador e abriu devagar, puxando para os lados. A buceta se abriu na frente dele. Por dentro estava vermelha, úmida, as paredes visíveis uns centímetros, ainda um pouco irritadas do vegetal e do dildo da véspera. Um fio transparente escorreu e parou no queixo dele; ele não limpou.
— Mais.
Luísa abriu as pernas outro pouco, as mãos na beirada da mesa atrás dela para não tremer. Sérgio inclinou a cabeça, o nariz quase tocando o grelo. Cheirou. Depois passou o polegar de baixo para cima, bem lento, abrindo a entrada de novo, vendo até onde a luz do escritório alcançava.
— O pepino deixou marca — murmurou, a voz baixa, quase técnica. — A entrada cedeu. Fecha, mas não fecha igual. O dildo de ontem também. Está molhada só de eu olhar.
Ele afastou os lábios outra vez, agora com os dois polegares, e ficou assim, segurando ela aberta, estudando o fundo. A língua dele não tocou. Só o olhar, de tão perto que Luísa sentia o calor do rosto dele na pele.
— Vira.
Ela virou de frente para a mesa, apoiou as mãos no tampo e arqueou a coluna. Sérgio ficou atrás, ajoelhado de novo. Abriu as nádegas com as duas mãos, olhou o cu — ainda um pouco vermelho do plug do dia anterior — e desceu o olhar de novo para a buceta, agora de baixo. A entrada aparecia redonda, úmida, o grelo pendurado para baixo.
Ele passou o indicador na fenda, sem entrar, só medindo o quanto ela cedia. O dedo afundou um pouco sozinho. Tirou, olhou o brilho no dedo e limpou no próprio joelho.
— Pode vestir a calça. Sem calcinha o resto do dia. O pai volta no almoço; você mostra para ele também, do mesmo jeito. Quero que ele veja de perto o que eu vi.
Luísa puxou a calça, o tecido colando na umidade. Sérgio já estava de pé outra vez, atrás da mesa, como se nada tivesse acontecido.
— Pode ir. Treino continua em casa. Hoje o rádio manda plug de novo depois do almoço. O grande.
Ela saiu do escritório com as pernas um pouco moles, a calça marcada no meio, o cheiro do gerente ainda no nariz.
continua
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