Marcado no rabo pelo ódio do meu tio II
Trancado no quarto com o tio Fábio, o silêncio do sítio pesa. Entre o medo e o desejo, sinto que essa noite vai mudar para sempre quem eu sou.
O quarto continuava escurinho, com aquele cheiro forte de uísque e o suor da gente que parecia grudar na minha pele. Mas o peso do tio Fábio em cima de mim não era mais para me machucar; parecia que ele estava me abraçando do jeito dele, como se estivesse fazendo um muro para o mundo lá fora não entrar. O colchão de mola fazia um barulhinho bem devagar enquanto ele se ajeitava, sem pressa nenhuma de sair dali, aproveitando cada segundo que eu estava ali, preso debaixo dele.
Ele chegou com a boca bem perto do meu ouvido e a barba dele espetou meu pescoço. Em vez de medo, me deu um arrepio que fez meu corpo inteiro ficar mole e calmo.
— Eu esperei treze anos por isso — ele falou bem baixo, com aquela voz grossa que faz a gente tremer. — Treze anos querendo pegar de volta o que o Jorge acha que é dele. E agora que eu vi como você é bonzinho e como faz tudo o que eu mando... eu não vou te soltar tão cedo.
A mão dele, cheia de calo de quem trabalha na roça, desceu pela minha barriga e segurou minha cintura. Dessa vez não foi para apertar forte e doer; foi um jeito de segurar quem agora tem um dono. Ele me olhava fixo, e aquele jeito de quem tinha ganhado um prêmio agora parecia mais um olhar de quem ia cuidar de mim para sempre.
— Olha para mim — ele mandou, e eu fiquei meio hipnotizado por aqueles olhos. — Seu pai está lá fora dormindo, achando que tem um filho "homem" e durão. Ele não faz ideia de que eu estou aqui dentro, te ensinando a ser meu e te transformando em femeazinha. Eu vou te marcar tanto, moleque, que amanhã você vai olhar para a cara dele e só vai sentir o meu gosto e lembrar de mim.
Ele se mexeu bem devagar em cima de mim, e eu senti o calor da pica dele batendo contra a minha perna, tudo muito quente e vivo. Dava para ver que ele ainda tinha muita raiva do meu pai, mas o jeito que ele se encaixava em mim era cuidadoso agora, como se ele estivesse trocando toda aquela mágoa por uma vontade enorme de me proteger, me transformando no único segredo que ele nunca mais ia querer perder.
O quarto parecia que tinha encolhido e ficado superquente, como se as paredes estivessem guardando o maior segredo da nossa família. O tio me olhava de um jeito que eu nunca vi ninguém olhar para outra pessoa; não era só aquela vontade, era um jeito de quem estava arrependido e queria muito me proteger.
— Eu queria ser bravo e bruto com você, Caio, mas você não merece isso — ele disse, com a voz meio falhando, perdendo aquela banca de homem durão da roça. — Eu não quero te machucar. Minha raiva é com o seu pai, não com você. Eu vim para cá achando que ia te usar só para dar o troco nele, por tudo o que ele me fez passar. Mas agora, com você aqui comigo, me olhando desse jeito tão verdadeiro... eu só penso que o Jorge é muito burro por não dar valor ao filho que tem.
Ele se mexeu devagar entre as minhas pernas, com um cuidado que eu nem imaginava que um homem grandão daquele podia ter. Ele segurou o peso do corpo nos braços para não me esmagar, só para eu sentir o calor dele. Aí, ele me deu um beijo na testa. Foi um beijo calmo, que demorou um tempão, e parece que ali o meu medo sumiu de vez. Eu entendi que não era mais uma vítima da raiva dele, mas que ele ia me cuidar e me livrar de todo o resto.
— Vou cuidar de você como se fosse meu filho e tivesse acabado de me contar que gosta de meninos — ele continuou, olhando bem no fundo dos meus olhos. — Vou ser seu pai confiável, seu porto seguro e seu professor. Vou te ensinar como seu desejo pode beneficiar nós dois. Vou te ensinar a ser um brinquedo sexual, porque nem todo gay tem a oportunidade de ter uma figura paterna assim, e eu quero ser a sua. Vou te mostrar o que é ser um pai de verdade, Caio. Vou te fazer esquecer que o Jorge existe.
Ele chegou mais perto de novo, mas dessa vez me deu um beijo de verdade na boca. Era um beijo quente, que parecia dizer que agora eu era dele. Em apenas alguns minutos com ele ali naquela cama, ele construiu uma relação de amor e de afeto mais intensa e verdadeira que eu nunca tive em anos convivendo com meu pai. Enquanto a gente se beijava, ele encostou a mão no meu pescoço, sem apertar forte, só para eu ficar ali quietinho sentindo o coração bater na palma da mão dele. Era um beijo que mostrava que eu estava seguro nos braços dele.
— Minha vingança contra o seu pai vai ser te dar todo o amor e o carinho que ele nunca soube dar para ninguém. Vou te amar tanto, do meu jeito de homem do mato, que você nunca mais vai querer saber de outra pessoa. Você vai ser o meu segredo e a única coisa que o seu pai nunca mais vai conseguir tirar de mim — ele sussurrou bem baixinho, quase sem fôlego.
Ainda segurando minhas mãos presas, ele começou a escorregar o corpo para cima. Senti o quadril dele subindo devagar pelo meu peito até que ele parou com a rola grossa bem na altura do meu rosto. O pau dele, duro e muito quente, encostava na minha bochecha e no meu queixo, e saía um calor dali que parecia queimar a minha pele. Era gigante, uma coisa pesada de homem que ocupava todo o lugar, mostrando que, mesmo ele sendo meu lugar seguro, ele ainda era o homem que mandava em mim.
O calor que subia dele era tão forte que eu quase não aguentava. Eu estava ali, com o rosto colado naquela prova de que ele era muito macho, e parecia que a pica dele pulsava junto com o meu coração disparado. O cheiro de homem era tão forte que minha cabeça ficava até tonta. O tio Fábio soltou as minhas mãos, mas eu nem pensei em sair do lugar; era como se o que ele mandava já estivesse gravado dentro de mim.
Ele segurou o meu queixo com aqueles dedos grossos, me obrigando a olhar para cima, para aquele rosto de homem do sol que não aceitava um "não".
— Olha o tamanho da responsabilidade que eu estou colocando nas suas mãos, Caio — ele disse, com a voz tão grossa que meu peito tremeu todinho. — Isso aqui agora é seu. É o nosso segredo. Eu quero que você aprenda a me servir, mas não porque eu estou te obrigando, e sim porque você sabe que esse é o seu lugar.
Ele passou o membro pelo meu rosto, da bochecha até os meus lábios, deixando um rastro quente na pele. Ver a minha pele clarinha encostada na dele, preta e rústica, era a coisa mais louca que eu já tinha visto.
— Abre a boca, moleque — ele mandou, de um jeito que era bravo, mas ao mesmo tempo carinhoso, o que me deixava todo bobo. — Chupa. Mostre para seu tio que você entendeu tudo o que eu te falei. Mostra que você aceita que eu seja o seu professor, o seu mestre... o homem que vai te ensinar o que o seu pai nunca teve coragem.
Eu fiz o que ele pediu. Abri a boca devagar, tremendo um pouco, e quando senti o gosto dele e aquela firmeza enchendo minha boca, o mundo lá fora sumiu. Não tinha mais Jorge, não tinha mais briga de treze anos atrás. Só tinha o tio ali em cima, me olhando com um orgulho que eu nunca recebi de ninguém, passando a mão no meu cabelo enquanto eu me entregava todinho.
— Isso... — ele deu um suspiro, fechando os olhos por um segundo enquanto sentia o toque da minha língua. — Aprende bem, porque eu vou ter muita paciência para te moldar. Você é meu agora, Caio. Meu segredo mais bem guardado.
Eu continuava ali, fazendo aquilo com toda a vontade, parecendo um bezerro que tinha acabado de descobrir a coisa mais gostosa do mundo. Era um gosto de descoberta, um prazer que eu nem imaginava que podia existir entre dois homens, ainda mais sendo da minha família. Eu olhava para cima e via o tio Fábio, aquele homem grandão de ombros largos, se derreter todinho e perder a pose de durão a cada movimento da minha boca.
— Que boca pequena gostosa, já mama melhor que minha ex-mulher, a mãe das minhas filhas — ele disse, com a voz bem rouca.
Ele soltou um suspiro bem pesado, vendo que eu estava levando aquilo a sério, e segurou a minha nuca com força, me fazendo arrepiar inteiro.
— Agora brinque com o sacão do tio — ele mandou, com a voz falhando de tanto prazer.
Ele tirou a rola da minha boca devagar, deixando tudo molhado, brilhando no escuro, e empurrou o quadril um pouco mais para frente. Com aquelas mãos enormes, ele guiou e colocou as duas bolas grandes e pesadas direto na minha boca. O calor que saía dali era um absurdo, um cheiro de pele e de suor macho que me deixava até tonto.
Eu senti o peso delas na minha língua, a pele quente, e comecei a lamber e cuidar de tudo com o mesmo carinho que ele estava tendo comigo. O tio Fábio soltou um rosnado alto, daqueles que vêm lá do fundo do peito, e enterrou os dedos no meu cabelo, me puxando para bem perto, como se quisesse que eu fizesse parte dele.
— Isso, Caio... Deixa minhas bolas brilhando, baba — ele sussurrou, sem fôlego, enquanto eu sentia o corpo dele tremer em cima de mim. — Ninguém nunca vai cuidar de você desse jeito. O seu pai nunca ia deixar você descobrir o quanto isso aqui é bom. Mas comigo você pode tudo.
Eu continuava ali, sentindo o gosto e o calor daquela piroca gigante, vendo o homem que meu pai tinha medo se tornar totalmente dependente do que eu estava fazendo. Naquele momento, eu não era mais só o "sobrinho" ou o "filho do Jorge", eu era o lugar onde o tio estava entregando toda a vida dele.
O calor no quarto estava ficando forte demais, mas era um calor gostoso, que vinha da nossa pele grudada. No meio daquela bagunça de pernas, eu vi uma coisa que me fez parar: bem ali na coxa dele, perto de onde a rola dele ficava, tinha uma pinta escura que parecia uma meia-lua bem pequenininha. Era igualzinha à minha, no mesmo lugar! Senti um frio estranho na barriga, uma coincidência muito doida, mas nem falei nada. O prazer que eu estava sentindo era muito maior que qualquer dúvida.
O tio saiu de cima de mim devagar, com a respiração batendo pesada no meu rosto. Ele me deu outro beijão, com aquela língua grande e quente, enquanto a barba dele arranhava meu rosto de um jeito que me deixava ainda mais elétrico. Ele me abraçou apertado, me colando no peito dele, e senti as mãos dele descendo firmes até a minha bunda. Os dedos grossos dele começaram a mexer bem na entrada do meu buraquinho, que nunca ninguém tinha encostado daquele jeito. Olhando bem no fundo dos meus olhos, ele perguntou com aquela voz de trovão:
— Você acha que aguenta a pica do tio na bunda, Caio?
Eu nem consegui falar nada, só senti meu rosto pegando fogo. Mas o sorriso que eu dei já respondeu tudo. Eu só balancei a cabeça, dizendo que sim, que queria que ele continuasse e que eu confiava nele.
Ele deu um sorriso de lado, me beijou de novo com vontade e, com todo o jeito de quem entende do assunto, me virou de costas. Senti a cama afundar quando ele se ajeitou atrás de mim. A boca dele começou a descer pelo meu pescoço, dando beijos e arranhando com a barba as minhas costas todinhas, descendo osso por osso, até chegar lá embaixo.
Quando ele chegou na minha bunda, senti as mãos gigantes dele segurarem cada lado, abrindo com força. Antes de eu entender o que estava rolando, senti o susto: ele enfiou o rosto ali e a língua dele me atravessou de uma vez. Foi uma sensação que me fez agarrar o travesseiro com toda a força, um arrepio que subiu direto para a minha nuca. O tio estava me explorando de um jeito que ninguém nunca fez, me preparando com um carinho que me fazia sentir, mais do que nunca, que eu era o único tesouro dele agora.
A língua dele era quente e mexia muito rápido. Era uma sensação estranha e nova, um misto de cócega com um choque elétrico que passava pelo meu corpo todo. Eu estava de quatro, com o rosto enfiado no travesseiro para não gritar muito alto, enquanto sentia o bafinho quente do tio bem ali, onde ninguém nunca tinha chegado perto.
— Relaxa, moleque... deixa o tio te abrir — ele dizia baixinho entre uma lambida e outra, com a voz saindo abafada contra a minha pele.
Ele não tinha pressa nenhuma. As mãos dele, que eram gigantes, seguravam minhas coxas com força, me deixando paradinho enquanto ele continuava aquela lambança lá atrás. Eu sentia a barba dele raspando na minha bunda, o que me deixava ainda mais arrepiado. A cada lambida, eu sentia que aquele lugar, que antes era todo travado e fechado, ia abrindo, ficando molhado e pronto para o que vinha depois.
De vez em quando, ele parava de usar a língua e usava os dedos, massageando as beiradinhas com um carinho que me fazia sentir protegido, mesmo estando ali todo exposto. Parecia que ele estava tirando todas as travas que o meu pai colocou na minha cabeça, limpando qualquer vergonha com aquele jeito tão íntimo.
— Você está ficando bem soltinho para o tio, Caio... — ele disse, dando um tapinha de leve na minha bunda que me fez dar um pulinho. — É assim que eu gosto. Bem relaxado, bem entregue.
Eu sentia que o meu corpo não era mais meu; parecia que cada pedacinho da minha pele obedecia ao que ele mandava. O tio se levantou um pouco, mas continuou me abrindo com as mãos, olhando para o que ele tinha acabado de preparar com um olhar de muito orgulho.
— Tá vendo como você nasceu pra isso? — ele perguntou, e eu só conseguia respirar fundo, sentindo o ar entrar forte no peito enquanto o prazer subia pela minha cabeça como se eu estivesse voando.
O único som que dava para ouvir era o barulho da cama e a minha respiração que já estava toda bagunçada. O tio Fábio continuava ali atrás de mim, mas agora ele tinha trocado a língua pelos dedos. Ele começou com um, depois dois, e logo eu sentia que ele estava me dedando com mais força, entrando e saindo de um jeito que me fazia perder o fôlego. Os dedos dele eram grossos, cheios de calos que massageavam tudo por dentro, me alargando aos poucos para o que eu sabia que ia ser muito maior.
Ele parou um segundo, ainda me segurando aberto com as mãos imensas, e eu senti o olhar dele queimando a minha pele.
— Que buraquinho rosadinho, lindinho, Caio... — ele sussurrou, e eu senti o bafinho quente dele bem perto. — Dá até pena de alargar.
Aquelas palavras mexeram comigo de um jeito estranho. Eu não queria que ele parasse e nem queria que ele ficasse com dó de mim. Eu queria que ele fizesse tudo o que queria, que me mostrasse que eu era homem o suficiente para aguentar o tranco.
— Não quero que sinta pena de mim, tio — respondi, com a voz abafada pelo travesseiro, mas falando sério para ele entender.
Eu senti ele dar uma risadinha curta, aquele som de quem gostou de ver que eu era corajoso e que não tinha medo de nada.
— Tô cansado do frouxo do meu pai que só me trata com pena e com dó, por isso que eu fiquei assim, tio — falei, querendo mostrar que eu aguentava o tranco.
A energia no quarto estava muito forte. Eu estava ali, de quatro, com a bunda bem empinada para ele, sentindo o arzinho batendo na pele enquanto ele me olhava de cima a baixo, como se eu fosse um prêmio que ele finalmente tinha conseguido ganhar.
— Porra, Caio... — ele deu um suspiro pesado, com a voz tremendo de vontade. — Você herdou a bunda da sua mãe mesmo. Redondinha... deu uma saudade de deixar a bunda dela vermelha só com um tapinha.
Antes de eu entender o que ele falou, a mãozona dele desceu com tudo. O estalo do tapa foi alto no quarto escuro, um som seco que fez minha pele arder na hora e meu corpo dar um pulo para frente.
— Me desculpa, moleque... não deu para resistir, foi forte? — ele disse, com a voz bem rouca, parecendo que estava tentando se segurar para não ser bruto demais.
Senti meu rosto queimar e uma vontade doida de sentir aquela força de novo. Eu não queria que ele ficasse se segurando, não.
— Não precisa pedir desculpas, tio — respondi, tentando falar firme enquanto empinava ainda mais a bunda para ele. — Você tem esse jeito bruto e eu não quero que você mude por minha causa. Pode bater quanto quiser... mate sua saudade da minha mãe em mim.
Eu vi o brilho nos olhos dele mudar na hora. Ele deu um sorriso de lado, de quem tinha acabado de receber permissão para ser ele mesmo. A mão dele estalou de novo, um tapa mais forte que o primeiro, e logo veio outro, e mais outro. Minha bunda começou a latejar e ficar toda vermelha, e ele estava adorando olhar aquilo. E eu também.
Enquanto ele batia com uma mão, a outra continuava ali embaixo, mexendo em mim sem parar. Os dedos dele entravam e saíam rápido, me deixando até tonto, me dedando com tanta vontade que parecia que eu tinha uma xota molhadinha no lugar do cu. O som molhado dos dedos se misturava com o estalo dos tapas, e eu agarrava o lençol com toda a minha força.
Ele começou a mexer os dedos cada vez mais rápido, fazendo aquele barulho úmido que enchia o quarto. A cada vez que os dedos dele entravam, eu sentia que estava mais pronto e mais entregue. Ele puxava minha cintura com força contra o corpo dele, e eu sentia o volume enorme do pau dele batendo nas minhas costas, como se estivesse avisando que a brincadeira com a mão já ia acabar.
— Você está ficando no ponto, Caio... — ele rosnou, com a barba raspando na minha nuca. — Bem molhadinho e aberto só para o seu tio.
Eu senti o corpo do tio Fábio ficar ainda mais tenso atrás de mim. Ele parou de dar os tapas, mas deixou aquela mãozona pesada espalmada em cima da minha bunda, que já estava ardendo e bem vermelhinha. O silêncio no quarto só era quebrado pela respiração dele, que parecia a de um bicho de tão pesada que estava.
Ele não foi de uma vez só. Primeiro, começou a forçar a cabeça da pica, fazendo pressão contra o meu buraquinho que ele tinha acabado de abrir com os dedos. Eu senti um esticão forte, uma pressão que parecia que ia me partir ao meio, mas o jeito que ele fazia era decidido, sem pressa, como se estivesse me ensinando a dar passagem para ele.
— Relaxa mais para o seu tio... — ele sussurrou, e eu senti a voz dele vibrando na minha nuca enquanto ele empurrava mais um pouco. — Deixa eu entrar, moleque. Abre tudo para mim.
Eu apertei os dentes e tentei soltar o corpo, mesmo sentindo aquele mastro enorme forçando a entrada do meu cuzinho. Era uma sensação de estar cheio que eu nunca tinha sentido na vida. A cabeça da pica dele era tão larga que parecia que meu corpo não ia aguentar, mas o molhado que ele tinha deixado ali antes ajudava a deslizar.
— Isso... — ele soltou um gemido abafado quando sentiu que a cabeça finalmente tinha vencido a resistência e entrado todinha. — Viu como você cabe? Você foi feito sob medida para minha rola.
Eu senti ele dar uma paradinha ali, deixando meu corpo se acostumar com aquela grossura, enquanto ele passava a mão nas minhas costas para me acalmar. Mas eu sabia que aquilo era só o começo; ele estava só esperando eu respirar fundo para enfiar o resto de uma vez.
Ele continuou no mesmo ritmo, com aquela paciência de quem estava aproveitando uma vitória que esperou treze anos para conseguir. O tio não queria me quebrar; ele queria me moldar. Ele começou a se mexer bem devagar, saindo quase todo e voltando a entrar com um peso que parecia me encher até a alma. O som da pele suada dele batendo na minha era abafado pelo colchão de mola, que rangia num ritmo preguiçoso e constante.
— Tá sentindo, Caio? — ele sussurrou, com a voz vibrando nas minhas costas. — Tá sentindo como eu entro fundo em você? É assim que um homem de verdade faz. No começo é sem pressa, cuidando de cada pedaço.
Cada vez que ele empurrava, eu sentia aquela pressão enorme virando uma coisa que não era mais dor, era uma onda de calor que me deixava até tonto. Eu sentia as mãos dele nas minhas costelas, me segurando com força, guiando o meu corpo para encontrar o dele. Ele era tão grande que parecia que não sobrava espaço para mais nada dentro de mim, a não ser ele.
Eu soltei um gemido bem comprido quando ele bateu num ponto lá no fundo que me fez ver estrelas. Minhas mãos apertavam o lençol com tanta força que os dedos estavam até brancos. Eu estava virando um brinquedo na mão dele, mas um brinquedo que ele cuidava com muito carinho, apesar daquela safadeza toda.
— Isso, moleque... solta o ar... — ele mandou, sentindo que eu tinha prendido a respiração. — Deixa eu te ensinar o ritmo. Deixa o tio cuidar de você.
Ele continuava naquele vai e vem que era uma tortura de tão gostoso, me fazendo esquecer onde eu terminava e onde ele começava. Eu era dele, e naquele ritmo devagar, eu tinha tempo de sentir cada detalhe do membro dele dentro do meu corpo.
Ele sentiu que eu já estava todinho entregue, com o corpo relaxado e do jeitinho que ele queria. Ele parou o movimento lento por um segundo, só para segurar meus quadris com uma força nova, cravando os dedos na minha pele de um jeito que me fez dar um suspiro tremido. Senti os músculos dele ficarem durões, como um bicho pronto para atacar.
— Agora que seu cuzinho já sabe quem é o dono dele, vou fazer dele uma buceta — ele rosnou no meu ouvido, com uma voz cheia de vontade que ele não tentava mais esconder.
E, do nada, ele mudou o ritmo. O que era lento e cuidadoso virou uma correria selvagem. Ele começou a ir muito mais rápido, entrando e saindo com batidas fortes que faziam meu corpo todo balançar. O som mudou; agora era um barulho molhado e constante de pele batendo com pele, e a cama de mola começou a ranger desesperadamente contra a parede.
— Isso, moleque! — ele gritava, sem fôlego, me usando com toda a vontade do mundo. — Aguenta o seu tio! É assim que eu queria te pegar desde que te vi chegar nessa roça!
A cada batida, eu sentia o impacto da cabeçona dele lá no fundo, uma sensação que me fazia perder os sentidos. Eu não era mais o Caio, eu era apenas o prazer que ele estava tirando de mim. Ele me puxava pelos quadris com tanta força que parecia que ia me grudar no corpo dele de vez. Eu enfiava as unhas no colchão, tentando me segurar em qualquer coisa enquanto o mundo todo rodava.
Ele estava possesso, o suor dele agora molhava todas as minhas costas, e a respiração dele parecia um rugido de bicho. Ele me tratava com aquela brutalidade que ele disse que era natural dele, e eu amava cada segundo, sentindo que ele estava finalmente jogando fora todo aquele ódio de treze anos de um jeito que me deixava em chamas.
— Você gosta da força, não gosta? — ele sussurrou. — O Jorge nunca teria esse aperto. Ele nunca ia saber o que fazer com uma criatura como você. Ele é fraco, Caio. Mas eu... eu vou te ensinar o que é ser dominada por um homem de verdade. Vou te deixar tão viciado nesse meu jeito bruto que o toque de qualquer outro não vai ser nada perto do que eu faço aqui.
Eu conseguia sentir cada pedacinho da pele do tio na minha. Ele não só me cobria; ele me soterrava. O peso do corpo dele era como uma montanha de músculos e calor que me amassava contra a cama, fazendo meus pulmões lutarem para respirar, enquanto eu me sentia sumir, pequeno e entregue, debaixo daquele homem, meus gemidos fugiam do travesseiro, virando uma orquestra de prazer.
— Geme mais baixo, moleque... não quer que o papai acorde e veja o que o irmão dele está fazendo com o filhinho querido, quer? — ele falou com aquele brilho de maldade no olho.
A mão dele, cheia de calo e pesada, desceu de novo pelo meu corpo, mas agora era um movimento lento que me deixava doido. Ele explorava a umidade e o calor que ele mesmo tinha causado em mim, como se estivesse tomando conta de um lugar que ele ganhou depois de uma guerra bem longa.
De repente, com uma agilidade que eu não esperava de um homem daquele tamanho, ele me levantou da cama como se eu fosse leve como papel. Ele se sentou e me puxou para o colo dele de costas, me apertando num abraço de urso tão forte que eu não conseguia nem me mexer. Os braços dele pareciam correntes de ferro em volta do meu peito, e eu sentia a cabeça dele, dura, cutucando o meu cuzinho, mostrando quem é que mandava ali.
— Seu pai fracassado está lá fora dormindo, achando que tem um filho “homem” — ele rosnou no meu ouvido, e eu senti os pelos da sua barba me arranharem de um jeito gostoso. — Ele não faz ideia de que eu estou aqui dentro, no escuro, te transformando na minha fêmea. Ele perdeu essa guerra para mim treze anos atrás, Caio... ele só não sabe disso ainda.
Ele me apertou ainda mais, me colando nele até o suor das costas dele misturar com o meu.
— Eu vou te usar tanto, moleque, vou te marcar de um jeito tão profundo, que amanhã, quando você se sentar na mesa do café e olhar para a cara dele, você não vai ver um pai. Você só vai sentir o meu gosto, o meu cheiro e a lembrança de tudo o que eu te fiz ser aqui dentro.
Sentado ali no colo dele, eu me sentia minúsculo. Aquele abraço de urso me esmagava contra o peito dele, e o calor da pele dele passava todinho para as minhas costas. Ele era um homem feito de rocha e eu era só o barro que ele estava moldando. O silêncio da casa, com o meu pai dormindo logo ali do outro lado da porta, deixava tudo muito mais perigoso.
— Sente isso, Caio? — ele murmurou, e eu senti o quadril dele se ajeitando debaixo de mim. — Sente como você se encaixa direitinho no colo do seu tio?
Ele soltou uma das mãos do meu peito e desceu para a minha coxa, apertando com força, fazendo os dedos cheios de calos marcarem a minha pele. Com a outra mão, ele segurou meu pescoço, me obrigando a jogar a cabeça para trás para ele morder a minha orelha.
— Eu vou te ensinar a sentar com vontade — ele disse, a voz saindo como um rosnado baixo. — Sem pressa, sentindo cada centímetro entrar. Você vai aprender que o seu prazer agora é me satisfazer, é ser o meu refúgio enquanto o Jorge dorme o sono dos perdedores.
Aí ele começou a se mexer, um balanço curto e pesado, me fazendo escorregar no membro dele que não parava de pulsar ali embaixo. A cada movimento, o calor dele me invadia, e eu sabia que ele não ia parar até eu estar recheado de rola de novo.
— Você é meu agora, entendeu? — Ele apertou o abraço de urso, quase me tirando o fôlego, me esmagando contra os músculos dele. — Cada gemido que você solta baixinho é um troféu que eu tiro do seu pai. Cada vez que você treme no meu colo, é a prova de que eu venci.
Eu não conseguia nem falar, só conseguia jogar a cabeça para trás e sentir o suor dele escorrendo pelo meu pescoço. Eu estava ali, sentado no trono do homem que agora mandava em mim, ele era meu mestre. Eu sentia que, daquele jeito, eu não tinha para onde fugir, e a verdade é que eu nem queria fugir de jeito nenhum.
Ele soltou um pouco a força dos braços, só o bastante para eu conseguir me mexer. Ele segurou minha cintura com aquelas mãos de gigante e me levantou só um pouquinho, só o necessário para me ajeitar com o corpo dele.
— Agora é com você, Caio — ele sussurrou, com uma voz que dava até medo de tão séria. — Eu já te mostrei o caminho. Agora mostra para o seu tio que você aprendeu a lição. Desce... desce com tudo.
Eu respirei fundo, sentindo o ar queimando no peito. Apoiei minhas mãos naqueles joelhos grossos dele e, bem devagar, comecei a descer. Senti o primeiro contato, aquela pressão gigante que parecia que ia me abrir no meio outra vez. O tio soltou um rosnado lá do fundo, jogando a cabeça para trás, enquanto os dedos dele afundavam na carne da minha cintura, me guiando com toda a firmeza do mundo.
— Isso, moleque... sem medo — ele dizia, me incentivando, com os olhos grudados nos meus agora que eu estava de frente para ele, mesmo no escuro. — Sente o que o seu pai nunca teve coragem de te dar. Sente o peso de um homem de verdade.
Eu continuei descendo, pedacinho por pedacinho, sentindo meu corpo ser preenchido por aquele calor absurdo. Quando finalmente encostei meu quadril no dele, um choque passou pela minha coluna inteira. Eu estava todinho tomado, sentado em cima dele, sentindo cada pulsação do negócio dele dentro de mim. O tio Fábio soltou um suspiro de satisfação que pareceu durar uma eternidade, fechando os olhos enquanto aproveitava a sensação.
— Porra... você é perfeito para isso — ele disse, com a voz quase sumindo. — Olha o que você está fazendo comigo. Eu estou aqui, na sua mão, mas é você que está preso em mim.
Ele começou a me ajudar, empurrando o quadril para cima enquanto eu subia e descia, num ritmo firme e pesado. A cada vez que eu descia, ele me recebia com uma força que me fazia perder os sentidos. O quarto estava cheio do barulho da nossa respiração e do estalo da pele batendo uma na outra. Eu via o sorriso de vitória no rosto dele; ele não estava só sentindo prazer, ele estava tomando conta de cada pedacinho da minha alma.
Ele deu um suspiro de quem se entregou e deitou para trás, cruzando os braços e colocando a cabeça nas mãos, me deixando ali, montado nele, como se eu mandasse na situação. Ele ficava me olhando com um jeito de quem queria me devorar, com um sorriso de quem estava adorando ver cada detalhe daquela cena proibida no escuro do quarto.
Eu comecei a rebolar devagar, sentindo o pau dele, duro e quente, enchendo cada espacinho dentro de mim. Eu é que mandava no meu prazer agora, sentindo-o massagear tudo por dentro enquanto eu subia e descia com calma, aproveitando que ele estava deixando eu dominar por um momento.
— Que cena linda de se ver, Caio... — ele murmurou, com a voz bem rouca e devagar. — Meu pauzão escuro sumindo inteirinho nessa bundinha branca... seu anelzinho rosadinho se esforçando, apertando tudo para não deixar meu pau sair. Você nasceu para ser meu, moleque.
Eu estava em transe, sentindo sua pele na minha, enquanto a cama rangia no ritmo do meu destino. O ritmo, que antes era lento, mudou do nada quando o tio perdeu a paciência com a minha lentidão.
Com um movimento rápido e com aquela força, ele me segurou pelos quadris com as mãos, me travando como se eu fosse um brinquedo só dele, e me virou de frente com uma facilidade de dar susto.
— Eu quero ver o seu rosto, Caio — ele rosnou, com a voz vindo lá do fundo do peito, enquanto o suor pingava do queixo dele direto no meu peito. — Quero ver seus olhos revirando enquanto eu te ensino a ser meu de verdade.
Ele começou a bombar com uma força gigante, me jogando para cima e para baixo de um jeito que me tirava o fôlego. O som era seco e alto no silêncio do quarto: as bolas dele batiam forte contra a minha bunda, um estalo que parecia chicotada nas paredes. Ali, eu me entreguei de vez; meu corpo ficou todo elétrico, pegando fogo a cada vez que ele batia lá no fundo.
A pressão era tanta que minhas pernas ficaram moles e a visão começou a escurecer de tanto prazer. Sem eu conseguir segurar, meu pau explodiu em espasmos fortes, esguichando um líquido clarinho direto no peito largo, peludo e suado do tio Fábio. Ele soltou um rosnado de muita satisfação quando sentiu o calor do meu gozo na pele dele, mas não parou nem por um segundo. Pelo contrário, enquanto continuava me estocando com uma fome que não acabava, ele passou a mãozona no próprio peito, pegou o meu gozo e levou os dedos à boca, provando a minha entrega com um olhar de vitória que me fez tremer até a alma.
Meu rabo apertava o pau dele sem eu querer, fechando forte em volta daquela carne quente enquanto eu soltava tudo o que tinha, sentindo que, depois daquela noite, eu nunca mais seria o mesmo. Querendo aproveitar ao máximo aquele aperto do meu corpo, o tio me deu estocadas, ainda mais fortes e profundas, indo até o meu limite.
Num impulso final, ele me empurrou para trás com autoridade. Num piscar de olhos, eu estava deitado de costas, com as pernas para o alto e os joelhos quase tocando meus ombros. Ele se encaixou de novo entre elas sem perder o contato nem por um segundo, pronto para terminar de me marcar de vez.
O tio Fábio, com as mãos firmes como grampos de ferro, segurava minhas coxas com um jeito que não me deixava escapar. Num movimento bruto, ele as empurrou contra o meu peito, me deixando todinho aberto e exposto, me obrigando a encarar de frente tudo o que estava acontecendo.
— Olha para mim, Caio! — ele mandou, com a voz saindo como um trovão, cheia de pressa. — Grava bem essa sensação. Grave bem quem é que está cuidando de você desse jeito. Vê quem é que está mandando em você agora!
O ritmo, que já estava forte, virou uma batida frenética. De frente para ele, eu via cada detalhe: os músculos do peito dele pulando a cada esforço, a veia do pescoço saltada e aquele olhar de dono que parecia queimar minha pele. Ele batia com vontade, sem um pingo de dó, e eu sentia que ele tocava num lugar lá no fundo onde ninguém nunca tinha chegado. Eu arqueava as costas e enfiava as unhas nas costas largas e suadas dele, tentando apertar minhas pernas na sua cintura para sentir ainda mais o seu peso.
— Você é muito mais homem que o seu pai, moleque... — ele rosnou, com o rosto todo contorcido de vontade e vitória. — Porque você sabe se entregar. Você sabe o que é bom. E eu vou te dar tudo o que você merece. Não é o Jorge, não é ninguém dessa cidade... é o seu tio. Sou eu que estou te marcando por dentro!
Eu olhava para ele e via um homem totalmente entregue ao desejo, mas agindo como se tivesse acabado de ganhar o mundo. Ele estava sem fôlego, com o cabelo bagunçado e aquele sorriso de vitória que me deixava bobo. A cada batida curta e rápida, ele me usava com força, como se estivesse finalmente alcançando o que desejou no passado, mas com o orgulho cruel de saber que agora era eu quem estava ali, recebendo toda a força e o veneno que ele guardou por treze anos.
Eu não conseguia mais segurar os gemidos; eu gritava o nome dele enquanto sentia aquela pica enorme me atravessando e deixando tudo pegando fogo por dentro. Meu rabo latejava e fechava em volta dele a cada batida, sugando-o para dentro como se meu corpo precisasse daquela invasão para viver. O prazer era tanto que o mundo em volta sumiu; minha visão ficava até escura e só existia a força bruta do tio e aquele calor de homem da terra que me consumia todinho.
Os quadris dele batiam com uma força de bicho contra os meus, fazendo o quarto virar uma bagunça de suor, fôlego curto e uma vingança que tinha virado uma paixão que tomava conta de tudo. Ele sabia que tinha vencido. Sabia que, dali para frente, a sombra dele ia estar em cada pensamento meu, e que eu nunca mais seria o mesmo depois de ser dele daquele jeito.
O tio soltou um rugido que parecia vir lá do fundo da alma, um som grosso que ecoou nas paredes e abafou qualquer outro barulho do mundo. Ele fincou os dedos nas minhas coxas com uma força que com certeza ia deixar marcas roxas, e deu as últimas batidas, tão fundas que eu senti o impacto lá na alma.
— Toma tudo, Caio! É tudo seu! — ele gritou, com a voz falhando enquanto o corpo dele tremia todinho num espasmo forte.
Senti o jato quente e pulsante me enchendo por dentro, uma onda de calor que parecia não ter fim. Era o selo final, a marca de dono dele gravada no fundo de mim. O peso dele caiu em cima do meu corpo, e por um tempo, o único som no quarto era o das nossas respirações cansadas, o ar saindo pesado dos pulmões.
Ele enfiou o rosto no meu pescoço, com o suor dele misturando-se ao meu, e ficou ali parado, sentindo os últimos arrepios do prazer que ainda vibrava na gente. O cheiro de uísque e de homem da roça estava grudado em cada pedacinho daquele lençol amassado.
Depois de um tempo que pareceu uma eternidade, ele se afastou só um pouco para olhar nos meus olhos, que ainda estavam vidrados, perdidos naquele monte de sensações. Ele passou o dedão na minha boca, limpando a saliva, com um olhar que misturava a braveza de antes com um carinho estranho e protetor.
— Agora você está batizado, moleque — ele sussurrou, com a voz rouca voltando ao normal. — Amanhã a gente começa a vida de um jeito novo. E o seu pai... o seu pai nunca vai entender por que o filho dele mudou tanto de uma noite para outra.
Ficamos ali, aninhados no escuro, com os peitos subindo e descendo no mesmo ritmo, como se tivéssemos corrido uma maratona sob o sol. O ar no quarto estava pesado, carregado com a eletricidade do que tínhamos acabado de viver. O tio me apertava contra seus músculos ainda tensos, e senti o membro dele amolecer aos poucos dentro de mim, enquanto sua mão grossa e calejada fazia um carinho inesperado no meu cabelo. Eram beijos lentos no topo da cabeça, um gesto protetor que contrastava com a fúria de minutos atrás.
Ainda trêmulo, levantei a cabeça e encarei seus olhos. O brilho de posse continuava lá, mas agora vinha acompanhado de uma satisfação exausta. Busquei a boca dele num beijo úmido e demorado, com gosto de uísque e de nós dois, selando o pacto silencioso enquanto o resto da casa dormia.
Ele saiu de dentro de mim com uma calma torturante. O som úmido da retirada me fez estremecer; meu corpo sentiu a falta imediata daquele preenchimento bruto, enquanto o rastro quente do seu leite escorria pesado pela minha pele, manchando o lençol. Sem se afastar, ele recolheu o resto do gozo que transbordava e levou os dedos à minha boca. Eu não neguei. Engoli aquele sinal de entrega total, sentindo o gosto forte e potente do homem que agora era meu dono.
Ele ficou em silêncio, apenas admirando o estrago que havia feito. Tinha no rosto o orgulho de um caçador examinando sua presa mais valiosa, enquanto seus dedos ainda roçavam, quase incrédulos, no que restava das minhas preguinhas, totalmente entregue a ele.
— O que você está olhando? — perguntei com a voz rouca, bem baixinho, sentindo meu corpo ainda vibrar.
— Você é todo rosadinho por dentro... — ele respondeu, com uma satisfação profunda na voz. — Titio está orgulhoso, moleque. Eu jurava que você não ia aguentar o tranco, que ia pedir para parar na metade. Mas você aguentou como um homem, você é o menino mais forte do mundo.
Eu respirei fundo, sentindo o latejar constante lá embaixo, e olhei bem nos olhos dele, deixando um sorriso de lado aparecer, mesmo estando acabado.
— Eu disse que dava conta, tio... agora você sabe que eu sou muito mais do que meu pai imagina, e que só você tem a chave desse segredo.
Ele deu uma risada baixa, satisfeito, e me deu um último beijo — um beijo que fechava o trato de silêncio e prazer que agora unia a gente. Ele deitou ao meu lado e me puxou para o seu peito largo e suado. Eu me encolhi ali, sentindo o calor dos músculos dele e o latejar do meu corpo todo moído. No escuro, eu sabia que a guerra entre ele e o meu pai tinha terminado naquela cama, e o tio Fábio tinha levado o prêmio principal.
O sol não pediu licença. Ele atravessou as frestas da janela de madeira, cortando o escuro do quarto com raios de luz dourada que dançavam sobre o lençol todo bagunçado. A claridade bateu no meu rosto, me acordando devagar daquele sono pesado e cansado da nossa noite de entrega.
Do meu lado, ele já estava acordado. O efeito do uísque já tinha ido embora, e no lugar ficou uma seriedade que dava até medo. Ele estava encostado na cabeceira da cama, só me olhando despertar. Quando eu abri os olhos, deu para ver que o coração dele deu um pulo que nenhuma bebida faria ele sentir.
Com a luz forte, Fábio percebeu o que o escuro e a vontade da noite tinham escondido: a claridade do sol mostrava que os meus olhos tinham exatamente a mesma cor de castanho-âmbar que ele via no espelho todo dia — uma cor específica e profunda que ninguém mais na família do meu pai tinha. Não eram os olhos do irmão dele; eram os dele.
— Caio... — Fábio murmurou, com a voz mais rouca que o normal, e a mão dele parou no ar antes de tocar meu rosto. — Esses seus olhos...
Eu ainda estava com o corpo todo moído e sentindo aquele latejar lá embaixo, que me lembrava de cada batida da noite passada. Me espreguicei devagar e notei o susto no rosto dele. Num impulso de quem guardava um segredo guardado, puxei o lençol e mostrei a minha perna direita.
— Não é só o olho, tio — eu disse, com a voz baixinha, mas firme.
Apontei para a parte de dentro da coxa, perto do joelho. Ali, na minha pele clara, tinha uma pinta escura em formato de meia-lua. O tio ficou branco na hora. Ele olhou para a própria perna e viu a marca igualzinha, no mesmo lugar. A prova de que éramos do mesmo sangue estava ali, gritando no silêncio do quarto.
O ar sumiu. A vingança que o Fábio planejou contra o meu pai, o prazer bruto que ele usou para "mandar em mim", tudo caiu por terra diante daquela verdade: ele não tinha só pegado o filho do inimigo. Ele tinha pegado o próprio sangue dele.
— A minha mãe... — comecei a falar, olhando fixo para ele. — Ela sempre dizia que eu tinha o jeito e os traços do "lado mais forte" da família.
O silêncio que veio depois foi pesado demais. Ele olhou para as mãos que, horas antes, me dominaram com força e posse. Agora, aquelas mesmas mãos estavam tremendo.
O clima no quarto, que antes era de cansaço e prazer, virou uma tensão elétrica. O Fábio levantou rápido, vestindo a calça jeans com movimentos brutos, quase batendo as coisas. O choque de descobrir a possibilidade de que eu era dele acendeu nele uma raiva que uísque nenhum faria. Era sobre treze anos de uma vida que foi roubada dele.
— Levanta, Caio. Se veste — o tio Fábio mandou, com a voz vibrando igual a um trovão que ele estava tentando segurar. — Essa palhaçada acaba hoje.
Eu me vesti sentindo cada músculo do corpo reclamar. O latejar no músculo da bunda era o tempo todo o lembrete da noite passada, mas agora, olhando para o Fábio, eu não via só o "tio" mandão, mas um espelho de mim mesmo.
A gente saiu do quarto e o barulho dos passos pesados do tio ecoou pelo corredor de madeira até a cozinha. O Jorge estava lá, sentado na mesa, com aquela cara de derrota de sempre, tomando um café ralo. Ele levantou os olhos, todo surpreso com a gente entrando daquele jeito.
— Bom dia... O que foi, Fábio? Parece que viu um fantasma — o Jorge disse, tentando fingir uma autoridade que ele já não tinha mais.
O Fábio não respondeu com palavras. Ele avançou até a mesa e descarregou um soco violento na madeira, fazendo as xícaras saltarem e o café espirrar para todos os lados.
— Olha bem para ele, Jorge! — Fábio rugiu, agarrando meu braço e me arrastando para debaixo da luz forte que entrava pela janela. — Olha nos olhos desse menino e me diz o que você vê! Ele é meu filho, não é? Você sempre soube, seu covarde!
O barulho do impacto e os gritos ecoaram pelas paredes do sítio, acordando o resto da família que estava ali para o aniversário da vovó. Em segundos, o som de portas se abrindo e passos apressados tomou o corredor. Tios e primos apareceram na porta da cozinha, ainda desorientados, mas paralisaram diante da cena: Fábio possesso e Jorge tremendo, com a xícara chocalhando na mão.
— Você fugiu com a mulher que eu amava, disse que ela estava grávida de você só para me afastar dela... — Fábio continuou, a voz transbordando um ódio guardado por treze anos. — Mas a natureza não mente. O Caio tem a minha marca na perna e o meu olhar no rosto. Ele nunca foi seu! Você criou meu filho como um troféu da sua traição!
Jorge baixou a cabeça, incapaz de encarar o irmão ou a plateia de parentes chocados que agora se aglomerava na porta. Eu dei um passo à frente, ignorando a dor entre as pernas que ainda me fazia andar rígido. Parei ao lado de Fábio, sentindo o calor e a força bruta que emanavam dele.
— Fala, Jorge! — Fábio gritou, perdendo de vez o controle. Ele avançou e agarrou o colarinho de Jorge, levantando-o da cadeira com uma mão só. — Diga na cara dele que você é um frouxo que viveu uma mentira!
Fábio armou o punho, os músculos das costas saltando sob a camisa, pronto para esmagar o rosto do irmão. Foi quando o caos se instalou.
— Para com isso, Fábio! Pelo amor de Deus! — gritou uma das minhas tias, correndo para segurar o braço dele.
— Solta-o! Você vai matar o seu irmão! — Dois primos mais velhos intervieram, agarrando Fábio pelos ombros e tentando puxá-lo para trás.
A cozinha virou um redemoinho de braços e gritos, mas Fábio era como uma rocha. Ele resistia à intervenção da família, os olhos fixos em Jorge, que soluçava de pavor.
— Não olhe para mim desse jeito, Jorge — eu disse, minha voz saindo firme por cima da confusão, fazendo o silêncio voltar por um instante. — Eu sempre soube. No jeito que você me tratava, como um peso, uma lembrança de algo que você roubou.
Coloquei a mão no ombro de Fábio. Ao sentir meu toque, a tensão nos músculos dele mudou. Ele ainda bufava de raiva, mas permitiu que os primos o afastassem um pouco, embora seu peito estufasse com um orgulho selvagem ao me ver ali, ao lado dele.
— O “tio” Fábio veio buscar o que é dele, Jorge — finalizei com um sorriso cruel, sentindo o gosto dele ainda na minha memória e a marca que ele deixou em mim. — A dignidade e também... o filho.
O clima na cozinha parecia velório. O Fábio ainda confrontava o Jorge, mas o silêncio covarde do meu "pai" não era o bastante. Ele queria ouvir da própria boca da mulher que causou tudo isso.
— Laura! — O grito do Fábio foi tão alto que fez as madeiras do sítio estalarem. — Desce aqui agora, Laura!
A minha mãe, Laura, apareceu lá no topo da escada e ficou branca na hora. Ela viu o Fábio e eu ali, parecendo dois pedaços da mesma pedra, e o Jorge encolhido na cadeira. Ela desceu os degraus devagar, segurando-se no corrimão como se fosse desmaiar, enquanto minhas tias começavam a cochichar, chocadas com o estado das coisas.
— Fábio... o que é isso? — Ela tentou falar, com a voz sumindo enquanto chegava perto.
— Acabou a mentira, Laura — Fábio soltou o Jorge, que caiu na cadeira igual a um saco de lixo. — Eu vi os olhos dele. Eu vi a marca na perna dele. A mesma pinta que eu tenho. Fala a verdade para mim, de quem é o Caio?
Minha mãe olhou para o Jorge, que não tinha coragem nem de levantar a cabeça, e depois olhou para mim. Ela viu que eu estava do lado do Fábio, firme, esperando a verdade.
— É seu, Fábio — ela confessou, e as lágrimas começaram a cair sem parar. — O Caio é seu filho.
Minhas tias levaram as mãos à boca e os primos começaram a se olhar, percebendo que o segredo que sustentava a família Jorge era uma mentira de treze anos. Todo mundo começou a reparar em como eu e o Fábio éramos parecidos, o mesmo gênio, o mesmo olhar.
Minha mãe desceu os últimos degraus devagar, com as mãos tremendo todo o tempo. Ela olhou para o Jorge, que não conseguia nem levantar a cabeça da mesa, e depois olhou para mim. Quando ela me viu parado ao lado do Fábio com aquele mesmo olhar de quem não perdoa nada, ela desabou de vez.
— Eu estava grávida quando o Jorge me convenceu a fugir — ela continuou, soluçando muito. — Ele disse que você nunca ia aceitar um filho naquela hora, que você só pensava na fazenda, me falou que podia dar uma vida melhor para ele. Ele prometeu que ia dar o nome dele, que ia cuidar... mas ele fez isso por ódio de você, Fábio. Ele queria tirar de você a única coisa que realmente importava.
Ficou um silêncio na cozinha que chegava a doer o ouvido. Senti um arrepio passar pela minha coluna inteira.
O Fábio deu um passo para frente. A raiva nos olhos dele virou uma dor profunda, mas logo depois virou uma satisfação brava. Ele olhou para mim e depois virou para a minha mãe e para o Jorge.
— Vocês dois são podres — Fábio disse, com a voz bem baixa e perigosa. — Treze anos eu vivi no inferno achando que tinha perdido tudo. Mas a natureza deu um jeito. O Caio veio até mim. O meu sangue reconheceu o dele.
Eu dei um passo para frente, ficando bem no meio dos dois homens. Olhei para a minha mãe com um nojo que ela nunca tinha visto antes.
— E você deixou, mãe? — perguntei, com a voz fria igual a gelo. — Deixou que esse frouxo me criasse enquanto o meu verdadeiro pai era escorraçado?
Virei para o Fábio. O que a gente tinha agora não quebrava nunca mais. Descobrir que éramos pai e filho não apagava o que rolou na noite passada; na verdade, na minha cabeça, aquilo explicava por que a gente se puxava tanto e por que ele precisava tanto mandar em mim.
O sol já estava alto, iluminando a poeira que voava na cozinha enquanto a tensão parecia que ia explodir tudo. O Jorge, com o rosto vermelho de vergonha e as mãos tremendo, tentou dar uma última de mandão, agarrando o braço da minha mãe.
— Vamos embora, Laura! — Jorge rosnou, tentando salvar o pouco que sobrava dele.
O Fábio deu um passo à frente, a sombra do corpo gigante dele cobrindo o irmão, mas foi a minha voz que cortou o ar, firme e decidida, apesar do latejar constante que eu ainda sentia entre as pernas.
Nessa hora, a porta do quarto do fundo se abriu devagar e a vovó apareceu. Ela estava parada ali, com o rosto cheio de rugas e os olhos úmidos, mas não parecia surpresa. Ela escutava tudo lá de dentro e o olhar dela dizia que, no fundo, ela já sabia de tudo há muito tempo.
— É melhor você caçar seu rumo na cidade – disse o Fábio, sem tirar os olhos do Jorge.
— Fica, filho... conversem e resolvam isso — a vovó pediu, chorando baixinho, tentando segurar o que restava da família.
— Não tem conversa, mãe! Não consigo ficar no mesmo lugar com esse cara — Jorge rosnou, a voz trêmula de raiva e vergonha. — Eu vou embora... Mas eu vou levar o Caio comigo. Ele ainda é meu filho no papel, e eu não vou deixá-lo aqui com esse... com ele!
— Ele não vai! — Fábio interveio na hora, com aquela voz rouca e autoritária que me fazia estremecer. — Ele fica comigo. Deixem o moleque aqui a semana toda. É recesso de carnaval, nem escola ele tem. Temos muito o que conversar e muito tempo para recuperar.
— Ele vem sim! — disse a minha mãe, Laura, com os olhos cheios de água, dividida entre o medo que tinha do Jorge e a culpa por ter escondido a verdade por treze anos.
O Fábio olhou diretamente para mim. Era um olhar que carregava todo o peso da nossa noite e a descoberta do nosso sangue. Ele sabia o que tinha feito comigo no escuro e sabia que eu agora estava marcado.
— Então deixa ele decidir — disse o Fábio, cruzando os braços e desafiando o Jorge.
O silêncio que veio depois foi de sufocar. O Jorge e a minha mãe me olhavam, esperando alguma coisa, enquanto o Fábio só esperava, com a certeza de quem já sabia o que estava gravado dentro de mim. Respirei fundo, sentindo o cheiro de homem do Fábio que ainda parecia grudado na minha pele.
— Eu... eu vou ficar aqui — comecei a falar, e minha voz foi ficando forte conforme eu encarava o Jorge. — Vou ficar aqui com o meu verdadeiro pai.
Quando eu disse a palavra “pai” pela primeira vez, vi o Fábio dar um estalo, um choque de orgulho que passou pelo corpo dele todinho. Era uma vitória maior que qualquer briga por terra. O Jorge deu um passo para trás como se tivesse levado um soco na boca do estômago.
— Essa é sua escolha, Caio? — Jorge perguntou, com a voz amarga. — Depois de tudo o que eu te dei?
— Sim — respondi, sem piscar.
O Jorge suspirou, derrotado de vez, e puxou a minha mãe pela mão em direção à porta do sítio.
— Então fica. Vamos embora, Laura. Ele fez a escolha dele.
A vovó continuou sentada na cadeira, suspirando fundo, enquanto o resto da parentela ainda cochichava pelos cantos, chocada com a lavagem de roupa suja. Antes de cruzar a porteira do sítio, Laura parou e olhou para Fábio, com um rastro de preocupação de mãe brilhando nos olhos.
— Você promete que leva ele embora para a cidade depois do recesso? — ela perguntou, num sussurro.
— Prometo, Laura — Fábio respondeu, chegando perto de mim e colocando aquela mão pesada no meu ombro. — Prometo também já agilizar a papelada e o DNA. O Caio vai ter o meu nome no registro. Ele vai ser um homem de verdade agora.
Eles saíram, e o barulho do carro indo embora foi o sinal de que a minha vida antiga tinha ficado para trás. O Fábio apertou o meu ombro, me virando para ele.
— Agora somos só nós, meu filho — ele murmurou, e o brilho nos olhos dele deixou claro que essa semana de carnaval ia ser só o começo de uma vida nova.
O silêncio depois que o Jorge e a minha mãe partiram era pesado, só com o barulho da madeira da casa estalando e o vento soprando no pasto. Ele me puxou de volta para o quarto e, sem falar nada, passou a chave na porta. Eu olhei para ele, agora não mais como o tio autoritário que tinha voltado para assombrar o passado da família, mas como o começo de tudo o que eu era. Saber que aquele homem gigante, que me dominou com tanta força, era meu pai de verdade, fazia meu sangue correr diferente nas veias.
— Eu não queria ficar só essa semana — confessei, com a voz baixa, mas com uma vontade que me surpreendeu. — Queria morar com você aqui na roça, para sempre. Queria acordar todo dia com esse cheiro de terra, sem ter que voltar para aquela mentira na cidade.
O Fábio suspirou fundo, o peito largo subindo e descendo com uma calma pesada. Ele chegou perto e eu senti o calor que saía dele, um jeito de proteção que agora fazia todo o sentido. Ele segurou meu rosto com as mãos imensas, e os olhos dele — iguais aos meus — mergulharam no meu olhar.
— Bom, enquanto você não completar 18 anos, eu vou ter que te dividir com aqueles monstros que tiraram você de mim — ele explicou, a voz rouca vibrando na minha testa. — Pela lei deles, eles ainda têm direitos. Mas ouça bem: quando você fizer 18, você faz sua escolha. Você vem morar aqui comigo, como pai e filho, como donos de tudo isso aqui. Até lá, eu te dou minha palavra de homem: todo final de semana eu vou te buscar naquela cidade e te trazer para cá.
— Promete mesmo? — perguntei, querendo acreditar naquela promessa.
— Prometo pelo meu sangue que corre em você — ele disse, me apertando contra o peito dele.
Ficamos ali abraçados por um tempo, o silêncio do quarto sendo quebrado apenas pelo latejar do meu corpo que ainda lembrava de cada toque dele. Eu sabia que, a partir daquele dia, a cidade seria apenas um lugar de passagem, porque o meu lugar, o meu sangue e o meu dono estavam ali, naquela roça, guardados pelo homem que me reivindicou para si.
Senti uma onda de emoção que não cabia no peito. Em um impulso de entrega, eu me inclinei para ele, subindo nas pontas dos pés para alcançar aquela altura de gigante. Busquei a boca dele com uma urgência nova, um beijo que carregava a descoberta do parentesco misturada à eletricidade da noite passada.
— Eu te amo, pai — sussurrei contra seus lábios, sentindo o peso sagrado e proibido daquela palavra.
Era genuíno. Eu amava aquele homem muito mais do que jamais tinha amado o Jorge. No fundo, meu coração já sabia que tinha alguma coisa errada.
— Eu também te amo, meu filho — ele respondeu, a voz embargada enquanto me apertava num abraço de urso que quase me tirava o fôlego.
O beijo escalou rápido, ficando quente e profundo. As mãos dele desceram com força, apertando minha bunda com possessividade por cima da roupa, me colando contra o corpo dele. Foi então que senti: o pau dele, já duro e pulsante, queimava contra minha barriga. Eu olhei para baixo e vi o volume imenso esticando o jeans da calça dele, uma prova de que a biologia não era páreo para o desejo que a gente tinha acordado.
— Porra... me desculpa — ele murmurou, afastando o rosto com dificuldade, a respiração curta e barulhenta. — Meu pau ainda tá confuso, Caio. A cabeça de baixo ainda está lembrando de ontem... ela ainda não entendeu direito que você é meu filho. A carne é fraca e você é tentação demais para um homem como eu.
Ele apertou o próprio membro por cima da calça, tentando segurar a reação selvagem do corpo. Eu o observei, sentindo que a nossa história tinha ultrapassado qualquer barreira. Éramos uma anomalia da natureza, e eu não queria ser curado.
— Não precisa pedir desculpas, pai. Tudo bem — eu disse, apertando o membro duro dele com minhas mãos pequenas, com um olhar que misturava a inocência de um filho e a malícia de um amante. — Nossa relação pode ser de pai e filho na frente dos outros e na maioria das vezes... mas eu não me importo de fazer o papel de sua mulher na cama de vez em quando. Eu não ligo. Eu quero ser tudo o que você precisar.
Naquele momento, o resto do mundo e a cara de derrotado do Jorge sumiram. Eu não era mais só um garoto descobrindo quem era meu pai; eu era um filho sendo escolhido de verdade. A mão dele, que antes me segurava com a força de um estranho, agora me fazia carinho como se estivesse cuidando de algo muito valioso que foi roubado dele. Eu me encolhi no peito dele, aceitando que eu tinha o jeito dele por fora e o rastro dele dentro de mim.
A semana de carnaval ia ser só nossa, um tempo novo para a gente se conhecer. O Fábio virou meu pai e meu mestre, o homem que ia me ensinar a ser quem eu realmente sou. Enquanto eu aprendia a cuidar das coisas da fazenda durante o dia, nas sombras da noite eu continuaria sendo dele. Não tinha por que me sentir mal, era só a verdade do nosso sangue aparecendo. O trato estava feito: pai e filho na frente de todo mundo, mas, quando estivéssemos sozinhos, seríamos dois bichos soltos, animais selvagens na cama.
Ao fechar os olhos abraçado a ele, senti que a mentira em que eu vivia finalmente acabou. O cheiro de mato e de homem de verdade virou meu novo ar. Os documentos iam vir depois, mas ali naquele abraço, eu já sentia que tinha o nome dele. Eu era o Caio do Fábio, o filho que finalmente voltou para casa. A briga acabou e eu, que era o prêmio mais importante, estava finalmente nos braços de quem nunca deveria ter me deixado.
❤️ Contos Eróticos Ilustrados e Coloridos ❤️👉🏽 Quadrinhos Eroticos 👈🏽
Comentários (0)