Marcado no rabo pelo ódio do meu tio
Achei que era só uma festa de família, mas me tornei o troféu de uma vingança brutal. Meu tio quer o que meu pai roubou, e o preço será a minha pele.
Antes de começar, um esclarecimento: esta primeira parte da história não prioriza o sexo em si, mas sim, a trama e a tensão erótica acima de tudo. Para mim, um bom conto precisa de contexto e desenvolvimento; o sexo pelo sexo perde o sentido. Por isso, nessa primeira parte, foquei na construção desse romance proibido e na eletricidade entre tio e sobrinho. Se você valoriza uma boa história com toques picantes, este é o seu lugar. Se procura algo puramente pornográfico e explícito, talvez prefira esperar a segunda parte, onde chega o ápice desse desejo proibido, pois aqui o prazer está nos detalhes da narrativa.
Era final de tarde de sexta no interior, aquele calorão de Minas que não dá trégua. O sol já estava baixando atrás das montanhas e o céu estava num laranja queimado, parecendo que o mato seco tinha pegado fogo. O sítio da minha avó estava bem movimentado por causa do aniversário dela; a família quase toda tinha viajado para lá para passar os três dias de festa. Tinha muitos primos, umas tias que eu nem lembrava o nome e uns vizinhos de cerca que apareceram para dar um abraço na velha. O cheiro de mato úmido se misturava com o da gordura de porco vindo da cozinha, onde as mulheres não paravam de fritar petisco no fogão a lenha.
Eu ainda era novinho e estava naquela fase de ser meio "invisível" para os adultos, o que era ótimo para eu ficar de canto, só sacando a cena. Estava sentado no degrau de pedra da varanda, observando todo mundo, mas dava para sentir que tinha um vazio ali. Um nome proibido que ninguém tinha coragem de falar, tipo uma maldição que pairava no ar.
Eu estava ali na minha, meio perdido no burburinho e nas histórias que eu ouvia por alto, quando um barulho de motor potente cortou o papo da galera. Era um ronco bruto, nada parecido com os carros comuns que estavam estacionados. Todo mundo parou o que estava fazendo e virou o pescoço para a entrada do sítio.
Meu pai, o Jorge, estava na varanda tomando uma cerveja e rindo de alguma coisa, mas a cara de deboche sumiu na hora. Ele ficou tenso, travado mesmo. Minha mãe, a Laura, saiu da cozinha com uma travessa de bolinho de chuva e, quando olhou para a estrada, deixou a louça escorregar e estraçalhar no chão. Ela nem ligou para o barulho.
Uma caminhonete velha, mas bem cuidada, preta e imponente, surgiu na estrada de terra levantando uma nuvem de poeira alaranjada. Ela parou bem na frente da casa, com os faróis ofuscando o finalzinho do dia. A porta do motorista abriu e de lá desceu o cara que eu só conhecia pelas fofocas sussurradas: o tio Fábio.
O silêncio que baixou no sítio foi bizarro. Até os grilos, que fazem um barulhão danado no interior, pareciam ter ficado quietos. O tio Fábio desceu daquela caminhonete e, na moral, ele era muito mais imponente do que eu lembrava das histórias.
Ele era grande. Tinha uns ombros largos que pareciam ocupar o céu todo e um corpo musculoso que marcava demais na camisa de flanela xadrez e na calça jeans desbotada. Diferente do meu pai, que tem aquela pele morena clara de quem fica o dia todo trancado em escritório na cidade, o tio Fábio carregava o sol de Minas no corpo. A pele dele era de um moreno profundo, bronzeada de verdade por causa da vida no campo.
Ele era bonitão, mas de um jeito bruto, sabe? O maxilar era quadrado, com uma barba rala, e os braços eram grossos, cheios de veias saltadas que davam até um medo. O cabelo escuro estava meio bagunçado, caindo na testa com um estilo selvagem. Ele deu um sorriso de canto que era puro desafio e foi olhando um por um da família, como se estivesse marcando território. Antes mesmo de ele chegar perto, o cheiro dele já tomava conta: couro, terra molhada e um suor de macho que exalava poder.
O clima na varanda ficou tão pesado que parecia que o ar ia pegar fogo. Meu pai, o Jorge, tentou dar um passo à frente para não passar vergonha na frente dos parentes, mas dava para ver que as pernas dele estavam bambas. Ele tentou engrossar a voz, mas não chegava nem perto da presença do irmão. O único som que se ouvia era o estalo da lenha queimando lá no fogão.
Fábio parou na frente dele, ficando quase um palmo mais alto. A diferença era humilhante: meu pai todo inchado de cerveja e o tio Fábio ali, parecendo uma parede de pedra pronta para derrubar qualquer um.
Fábio tirou um cigarro do bolso da camisa, acendeu-o com um fósforo e deu uma tragada lenta, soltando a fumaça no ar quente. Ele olhou diretamente para meu pai, Jorge, que estava pálido e rígido na varanda.
— E aí, Jorge? Não vai cumprimentar o irmão que voltou do mundo? — A voz do tio Fábio era grave, rouca, cheia de uma ironia que arrepiou até minha alma.
— Você tem muita coragem de aparecer aqui, Fábio — meu pai soltou, tentando engrossar a voz para não passar vergonha na frente dos parentes. — A gente estava muito bem sem você.
— Está bem, Jorge? Ou está só fingindo? — Meu tio perguntou, subindo os degraus devagar, com aquele jeito de quem é dono do lugar.
Ele passou pelo meu pai como se ele nem existisse. O cheiro dele — aquele misturado de couro, fumo e suor de homem — simplesmente apagava o perfume caro do meu pai. Ele foi até a minha avó, beijou a mão dela e depois começou a circular, parando perigosamente perto da minha mãe.
— O café ainda está quente, Laura? Saudades do seu café — ele disse com aquele sorrisinho de lado. — Ou vai me negar até isso depois de tudo o que vocês me tiraram?
Minha mãe, a Laura, estava branca, apertando a taça de vinho com tanta força que os dedos estavam perdendo a cor. O tio Fábio não tirava o olho dela, era uma olhada pesada, que descia pelo pescoço dela com uma intimidade que não era de cunhado nem aqui, nem na China.
— A gente ouve dizer que o interior acaba com o homem. — Meu tio continuou, a voz vibrando no peito. — Mas acho que foi a cidade que não te fez bem, meu irmão. Você está com uma cara péssima e ainda engordou.
— Você não foi convidado, Fábio! — meu pai gritou, mas a voz saiu toda trêmula.
— Eu não preciso de convite para ver minha mãe, nem para visitar o que eu deixei para trás — Fábio respondeu, encarando a minha mãe fixamente. — Vim buscar o que é meu por direito. Ou pelo menos ver o que sobrou.
Ele se inclinou na direção dela e eu vi o momento em que a minha mãe fechou os olhos, respirando o cheiro dele. O clima só não explodiu ali mesmo porque a minha avó bateu a mão no colo e deu o grito final:
— Chega de assombrar o passado, Fábio! Entre logo e vamos para a cozinha. O café está fresco e eu não quero saber de briga no meu dia!
O silêncio na cozinha ficou tão pesado que parecia que as paredes iam rachar. Minha avó tentava fingir que estava tudo bem, mas os olhares entre o tio Fábio, meu pai e minha mãe eram tipo faíscas perto de um barril de pólvora.
Eu estava ali no meu canto, fazendo o máximo para ficar invisível, quando o tio Fábio levantou da mesa. Ele veio na minha direção com uns passos pesados que faziam o chão de lajota vibrar de verdade. Antes que eu pudesse entender o que estava rolando, ele me deu um abraço de urso, me apertando e me arranhando o pescoço com a barba.
Com uma facilidade que me deixou de cara, ele me pegou pela cintura e me levantou do chão como se eu fosse um saco de batata, sem peso nenhum. Meus pés ficaram balançando no ar e eu senti a força bruta daqueles braços grossos me prensando contra o peito dele, que era largo e duro feito uma rocha.
Ele encarou meu pai e minha mãe bem no fundo dos olhos, com uma cara que misturava mágoa com um sentimento de posse que dava medo. Aí ele soltou, com a voz vibrando o ambiente todo:
— Eu te Laura... mas ele é a única coisa que eu queria ter tido e que vocês me roubaram.
Minha mãe desviou o olhar na mesma hora, e meu pai travou o maxilar de um jeito que parecia que ia quebrar os dentes. Ninguém da família deu um pio. No fundo, dava para sentir que todo mundo ali dava razão para ele. O tio Fábio me colocou no chão devagar, me deu um tapinha firme no ombro — daqueles que quase desmontam a gente — e saiu da cozinha sem olhar para trás.
O ar sumiu da cozinha depois disso. Ninguém teve coragem de abrir a boca para desmentir. Nem as tias que adoram uma fofoca, nem os primos, nem a minha avó, que ficou olhando para o prato de broa de milho com uma cara triste. O silêncio era a prova de que todo mundo sabia da verdade. O "vacilo" do meu pai não era segredo para ninguém, era uma cicatriz que a família tentava esconder, mas que a presença bruta do Fábio fez sangrar de novo.
Meu pai até tentou falar alguma coisa, mas não saiu som nenhum da boca dele. Ele parecia ter encolhido, virado um homem comum tentando bater de frente com um macho que tinha voltado para casa.
O final da tarde no sítio trouxe aquele calor abafado que faz a pele brilhar. O sol estava sumindo atrás das montanhas, mas o mormaço continuava forte, deixando o ar pesadão. O tio Fábio apareceu na área da piscina, lá nos fundos, com o rosto suado e o semblante fechado, ignorando o falatório do resto da família. Com uma naturalidade que parecia uma provocação direta para meu pai, ele decidiu que era hora de se refrescar.
Eu estava lá, observando tudo escondido entre as cadeiras de vime da varanda, hipnotizado pela cena. Sem falar com ninguém, ele parou na beira da água. Com movimentos lentos e seguros, como se fosse o dono de tudo aquilo, começou a abrir os botões da camisa xadrez, revelando o peito largo, moreno e coberto por pelos escuros que desciam em linha reta. Logo depois, abriu o cinto e tirou a calça jeans, jogando-a de qualquer jeito no chão de pedra.
Ele ficou ali parado, só de cueca azul. O tecido era fino e justo, revelando cada contorno daquele corpo rústico. Ele não tinha aquele corpo de quem faz academia; a musculatura dele era bruta, força real mesmo, de homem maduro e potente. As pernas eram grossas, marcadas pelos músculos de quem trabalha pesado, e cheias de pelos que deixavam ele com um jeito ainda mais viril.
Quando ele sentou na borda da piscina para molhar os pés, o volume grande entre as pernas ficou evidente, pesado sob o tecido azul. Eu não conseguia desviar os olhos; era uma presença que dominava todo o lugar. O Fábio, num movimento calmo, deu uma inclinada na cabeça e percebeu que eu estava secando-o. Em vez de disfarçar, ele sustentou o olhar com um sorriso de canto, sacando que eu estava analisando cada detalhe do corpo dele. Era um olhar que dizia que ele sabia exatamente o poder que tinha ali.
Pela primeira vez, senti meu corpo ficar todo elétrico. A mistura do cheiro de macho que ainda vinha dele com aquela imagem de homem bruto me despertou uma sensação que eu nunca tinha sentido antes. Era um magnetismo absurdo que me deixava sem fôlego, enquanto ele continuava ali, senhor de si, sob a luz laranja do fim do dia.
A noite caiu pesada e o clima no sítio ficou perigoso de verdade. O uísque e a cachaça rodavam soltos, e o meu pai já estava com os olhos vermelhos, bebendo para tentar afogar a humilhação que sentia desde que o irmão tinha chegado. O som do forró estava alto, mas não conseguia abafar a tensão que parecia que ia explodir a qualquer segundo.
O tio Fábio continuava lá, bebendo direto da garrafa, sem camisa, com aquela pele morena brilhando sob a luz amarela da varanda. Ele exalava uma confiança que deixava o meu pai louco de ódio.
Tudo explodiu quando o Jorge, tropeçando nas palavras e já bem alterado, resolveu soltar o veneno que guardava há treze anos.
— Você não cansa de ser um intruso, Fábio? — Meu pai gritou, batendo o copo na mesa com tanta força que o uísque espirrou para todo lado. — Veio aqui para quê? Ver o que eu construí enquanto você apodrecia no mato?
Fábio levantou-se com uma calma que dava medo. A diferença entre os dois era humilhante: meu pai todo inchado e trêmulo, e o Fábio ali, forte e imponente.
— Você não construiu nada, Jorge — Fábio rosnou, com a voz saindo lá do fundo do peito. — Você roubou. Você entrou na cama da mulher com quem eu ia casar enquanto eu trabalhava para dar uma vida para ela. Você é um rato.
— Ela me escolheu! — Jorge berrou, avançando e apontando o dedo na cara do irmão. O Fábio nem piscou. No meio do empurra-empurra dos parentes, meu pai soltou o golpe mais baixo de todos.
— A Laura queria um filho homem e eu dei isso a ela — ele rugiu, com a cara vermelha. — Já você é fraco, Fábio... Teve três filhas, nenhum nasceu macho!
O insulto ecoou como um estalo de chicote. O tio Fábio travou, o maxilar saltando sob a pele morena. Meu pai continuou, cambaleando e rindo com deboche:
— Você é um bicho do mato que não consegue nem fazer um macho para carregar seu nome! O Caio é meu. A Laura é minha, você é um perdedor.
Fábio não esperou mais. Com um movimento bruto de quem lida com bicho brabo, ele avançou. Meu pai tentou empurrar aquele peito largo com as duas mãos, mas foi como bater contra uma rocha; o Fábio nem saiu do lugar. Ele segurou o braço do meu pai e deu uma torcida leve para trás. Foi o suficiente para o Jorge soltar um gemido de dor e cair de joelhos no piso de pedra, bem na frente de todo mundo.
Fábio se inclinou sobre ele e disse baixinho:
— A Laura é sua no papel, Jorge, mas o corpo dela ainda tem a minha marca — o Fábio rosnou, tentando manter a pose. — Você olha pra ela e vê a mãe do seu filho; eu olho e vejo a mulher que se entregava pra mim de um jeito que nunca vai se entregar pra um homem ralo igual a você.
Ele soltou o braço do meu pai com um nojo absurdo. A calça jeans apertada marcava as coxas grossas e aquele corpo pesado de bicho do mato, deixando claro quem era o macho ali. Meus olhos brilhavam vendo aquela cena, eu não conseguia parar de olhar para o Fábio. Ele me deu um sorriso rápido e depois encarou o Jorge de novo.
— Você pode ter registrado ele, Jorge, mas é no meu sangue que ele se reconhece. Ele sabe quem manda aqui.
Só que aí a minha mãe, a Laura, deu um passo à frente. Ela estava branca, com o olhar duro, pronta para acabar com a festa do Fábio.
— Chega, Fábio! — ela gritou, e a voz dela cortou o ar como uma faca. — Para de fingir que você é a vítima. Eu sempre quis o Jorge. O tempo todo! Eu só comecei a namorar com você porque ele estava com outra. Você foi só o caminho, nunca foi o destino.
Nossa, aquilo foi letal. Eu vi o brilho nos olhos do tio Fábio sumir na hora. Ele tinha sido só um estepe, um quebra-galho. Meu pai, mesmo ali caído no chão, deu um sorriso maldoso, saboreando a vitória. O Fábio olhou para os dois com um desprezo que dava até calafrio.
— Já que você escolheu ficar com esse pedaço de merda, Laura... que fique com ele — disse o Fábio, a voz agora fria e amarga. — Vocês dois se merecem. Dois traidores apodrecendo no mesmo lençol.
Ele não disse mais nada. O triunfo sumiu e deu lugar a uma raiva silenciosa. Ele lançou um último olhar na minha direção — um olhar sombrio, como se estivesse me dando tchau — e deu as costas para a luz da varanda. Com aqueles passos pesados, ele caminhou para o fundo do sítio, sumindo no meio das mangueiras e jabuticabeiras. O vulto das costas largas e das pernas grossas dele foi engolido pela escuridão em segundos, deixando para trás só aquele cheiro de homem do mato e um silêncio que parecia que ia durar para sempre.
A festa tinha morrido de vez. O silêncio que ficou era aquele tipo de silêncio que incomoda, só com o barulho do gelo batendo nos copos e o choro baixo da minha mãe lá no fundo. Os parentes, mortos de cansaço depois de tanto barraco, começaram a se jogar nos colchões pela sala ou sumir para os quartos. Eu só queria sumir dali também. Escapei para um quartinho bem no fundo da casa, um lugar que quase ninguém usava e que ainda tinha o cheiro de madeira guardada. Era o antigo quarto da minha bisavó, que morreu quando eu era mais novo, e era o único lugar onde eu achava que ia ter paz.
Lá na sala, o meu pai estava se sentindo o rei depois do que a minha mãe falou, mas o álcool derrubou-o. Ele apagou na poltrona e começou a roncar tão alto que dava para ouvir do corredor.
Eu me deitei só de cueca por causa do mormaço, mas quem disse que o sono vinha? Minha cabeça estava um turbilhão. Eu não parava de pensar naquela briga, mas o que vinha na minha mente sempre que eu fechava os olhos era o volume da cueca do tio Fábio lá na piscina, naquele bronzeado de sol e no jeito que ele me secava. Meu corpo estava elétrico, uma sensação que eu nunca tive por ninguém da escola. Eu sentia que ele ainda estava por perto, em algum lugar escondido naquelas sombras.
Lá para duas da manhã, meus olhos finalmente pesaram, mas o sossego durou pouco. De repente, o colchão afundou com tudo e eu senti um peso bruto e esmagador cair em cima de mim na escuridão total. O susto foi tão grande que o meu grito saiu abafado pelo lençol.
— Tio! Saia de cima de mim! — exclamei, sentindo o calor imenso que vinha daquele corpo pesado e rústico.
Ele se sobressaltou, rolando para o lado com movimentos lentos, exalando um cheiro forte de uísque e cigarro. Na penumbra, eu conseguia ver apenas o contorno dos ombros dele e o brilho dos olhos que me procuravam na cama.
— Me perdoa, Caio... — a voz dele saiu arrastada, bem bêbada, vibrando no escuro. — O tio não viu você aí embaixo. Pensei que todo mundo tinha esquecido esse quarto aqui do fundo.
— Mas esqueceram — respondi, tentando acalmar meu coração que batia na garganta. — Só eu lembrei.
— Pode ficar aí, Caio... eu vou procurar outro canto. Acho que vou dormir no carro — disse ele, fazendo menção de levantar. Dava para ver os músculos das costas dele tensionando com o esforço, mas o álcool deixava tudo mais lento.
— No carro? Vai acordar todo duro, tio — retruquei. Eu sentia uma mistura de pena com aquela curiosidade elétrica que não me deixava em paz desde que ele desceu da caminhonete.
— Eu estou acostumado com a vida bruta, rapaz. O carro é luxo perto de onde eu já dormi — ele resmungou, mas não saiu do lugar. Ficou ali, com os braços grossos apoiados nos joelhos, exalando aquele calor de homem que parecia tomar conta do quarto todo.
O mormaço da noite mineira estava forte ali dentro. Eu olhei para o espaço vazio do meu lado na cama de casal, antes de pensar muito, soltei:
— Pode dormir aqui comigo, titio.
Ele parou na hora. Virou o rosto devagar para me encarar, e os olhos dele brilharam na penumbra, profundos e carregados.
— Posso mesmo? — ele perguntou, e a voz dele desceu um tom, ficando mais grave e perdendo aquele jeito enrolado da bebida.
— Pode. A cama é de casal, cabe nós dois — respondi, chegando para o cantinho para dar espaço para aquela presença imensa.
O quarto parecia pequeno demais para o tamanho do tio Fábio. Ele soltou um suspiro pesado e começou a desamarrar as botas de couro. Quando ele tirou as meias grossas e jogou no chão, aquele chulézão de macho — cheiro de quem suou o dia inteiro sob o sol — subiu e tomou conta de tudo. Para qualquer um aquilo seria ruim, mas para mim, com os sentidos à flor da pele, aquele cheiro era como um combustível. Era algo proibido, selvagem, que me deixava num estado que eu nem sabia explicar.
Ele fez menção de deitar, mas parou, ainda vestindo a calça jeans desbotada.
— Você vai dormir assim, de calça jeans, tio? — perguntei, com a voz meio falha.
Ele me olhou por cima do ombro, com aquele jeito rústico de quem não deve nada para ninguém.
— O tio está pelado embaixo, Caio. A cueca azul ficou molhada da piscina e eu tirei lá no mato.
— Mas dormir de calça jeans é horrível nesse calor, ainda mais essa grossa de roça — insisti, sentindo meu coração martelar no peito. — Pode tirar, tio. Eu deixo você dormir pelado, não tem problema. A gente é homem.
O tio Fábio deu uma risadinha rouca, aquele som grave que parecia vir de dentro do peito. Sem falar nada, ele levantou, abriu o botão da calça e arriou o jeans de uma vez.
O que eu vi me deu um choque que atravessou meu corpo inteiro, tipo uma descarga elétrica. Sob a luz fraquinha da lua que entrava pela fresta, o bicho era assustador e, ao mesmo tempo, não dava para parar de olhar. Tinha muito pelo escuro e grosso subindo até o umbigo, e as coxas dele eram gigantes. O que tinha ali no meio me deixou sem ar: era grosso demais, com umas veias saltadas e a cabeça grande, num tom de moreno bem mais escuro que o resto do corpo. Eu já tinha visto meu pai pelado várias vezes em casa, mas papo reto? Não chegava nem perto. O do meu pai era bem menor e clarinho; o do meu tio era um pau de negão de verdade. Meu pai parecia um rascunho de homem, enquanto o tio Fábio ali, parado e peladão, parecia um macho reprodutor, uma força da natureza pronta para mandar em tudo.
Ele sacou que eu fiquei em choque. Ficou ali parado um tempão, exibindo tudo sem vergonha nenhuma, como se tivesse orgulho do tamanho da criança.
— Que foi, moleque? Está olhando o quê? — ele perguntou, com um tom de desafio que me deixou tonto.
— Nada... — eu soltei, tentando disfarçar, mas meus olhos nem conseguiam subir para o rosto dele. Era impossível não secar.
Ele deu aquele sorriso de canto, sabendo muito bem que estava me deixando maluco.
— Seu pai não tem um desse tamanho, né? Fale a verdade para o seu tio.
Senti meu rosto ferver, mas dei um riso nervoso e balancei a cabeça dizendo que não. O do meu pai não chegava nem perto, era até covardia comparar.
Fábio riu, satisfeito por ter ganhado mais essa, e finalmente se jogou do meu lado. O colchão afundou com tudo por causa do peso dele. O calor que saía daquela pele morena e nua era bizarro, parecia que tinha uma fogueira debaixo do lençol. O quarto, que antes era meu esconderijo de paz, virou um lugar carregado de uma energia perigosa.
O silêncio era quebrado só pela respiração pesada dele. A cama de casal, que antes era enorme, ficou minúscula com ele ali. O cheiro de uísque, cigarro, chulé e aquele suor de homem que trabalha no sol tomava conta de todo o ar.
Eu estava deitado de lado, de costas para ele, só de cueca. Toda vez que eu me mexia um pouco, sentia minha bunda roçando nos pelos grossos das pernas dele. Era um contato elétrico, pele com pele, que fazia meu coração bater tão forte que parecia que ia furar o colchão. Dava para sentir cada músculo dele travado do meu lado.
Não aguentei a tensão. Girei o corpo devagar, levantando o olhar na penumbra. O tio Fábio estava deitado de barriga para cima, com os braços atrás da cabeça, encarando o teto com uma cara de quem estava perdido, com as veias dos braços saltadas sob a luz fraquinha que entrava pela fresta.
— Você não vai dormir não, tio? — sussurrei, e minha voz saiu toda trêmula.
Ele soltou um suspiro longo, um som que parecia vir lá do fundo da alma, e virou o rosto devagar para me encarar. Os olhos dele estavam vermelhos, carregados de álcool e de uma mágoa que o tempo não conseguiu apagar.
— Porra, e como dorme? — ele respondeu, com a voz rouca vibrando no escuro. — Minha cabeça tá a mil, Caio. Parece que tudo o que eu guardei nesses treze anos resolveu explodir de uma vez só hoje.
Cheguei um pouco mais perto, ignorando o perigo, sentindo o calor da barriga dele quase encostando em mim.
— Desabafa comigo, tio — sugeri, num tom suave. — Coloca tudo para fora, então. Não guarde isso sozinho, não.
Fábio deu um sorriso amargo, de canto de boca, e desceu um dos braços, deixando a mão pesada cair bem em cima do meu quadril, por cima da cueca. O peso daquela mão calejada e morena me fez perder o fôlego por um instante.
— Você quer mesmo ouvir a sujeira dessa família, moleque? — ele perguntou, cravando o olho no meu. — Quer saber o que dói mais: se é a traição do meu próprio irmão ou se é ver que o filho que eu tanto sonhei tem os olhos de quem me destruiu?
O quarto parecia que ia diminuindo sob o peso daquela confissão. Fábio não tirou a mão dali; pelo contrário, os dedos grossos dele apertaram com firmeza a minha pele, um aperto possessivo que atravessava o tecido da cueca e me deixava quase sem ar.
— O Jorge sempre foi o “certinho”, o filho que estudou, o que ia dar orgulho para a família — ele começou, a voz saindo arrastada, carregada pelo uísque. — Eu era o bicho solto, o do mato. Mas a Laura... a Laura era minha, Caio. A gente tinha planos. Eu trabalhava de sol a sol no interior, lidando com gado e poeira, pensando no dia em que ia colocar uma aliança no dedo dela e trazê-la para viver comigo.
Ele deu um aperto mais forte no meu quadril, e eu senti o corpo dele todo retesar do meu lado.
— Enquanto eu estava suando para construir um futuro, o rato do seu pai estava comendo pelas beiradas. Ele usou a lábia de cidade grande dele, os luxos que o diploma deu, e foi tirando-a de mim. E o pior, Caio... o pior é que ele conseguiu. Ele roubou a minha vida e ainda levou você de mim.
O silêncio do quarto parecia que ia explodir. Eu sentia o calor daquela fornalha humana contra a minha pele, e cada palavra que saía da boca do tio Fábio era como um soco no estômago. O cara estava destruído, dava para sentir na voz dele, mas ao mesmo tempo ele exalava uma força que me deixava paralisado.
— Ele acha que ganhou, Caio — ele sussurrou, e o hálito de uísque e cigarro veio quente no meu rosto. — O Jorge tá lá na sala roncando, achando que é o dono da verdade porque a Laura escolheu a segurança do dinheiro dele. Mas ela mente para se proteger. Eu vi o olho dela quando eu cheguei. Ela tem medo do que sente por mim, porque ela sabe que o Jorge não é metade do homem que eu sou.
A mão dele passou pela minha nuca, desceu devagar pelas minhas costas, um toque pesado, cheio de calos, que fazia cada pelo do meu corpo levantar.
— E você está aqui no meio desse tiroteio. Você é a prova viva da traição deles, mas também é a única coisa que presta naquela união de mentira — ele disse, com a voz carregada. — Eles não te merecem, Caio. Seu pai sempre usou sua mãe e você como se fossem troféus só para me atacar, para mostrar que “ganhou” de mim.
Eu não sabia o que dizer. Meu coração estava tão acelerado que eu achava que ele ia conseguir ouvir.
— Minha mãe... Ela... Não deveria ter feito isso com você, tio — eu gaguejei, sentindo uma vontade louca de consolar aquele gigante que estava desabando do meu lado.
Fábio deu uma risadinha amarga e se inclinou mais, colando a testa na minha.
— Não deveria mesmo, moleque. Mas o mundo não é justo. O que importa agora é que eu estou aqui. E você também está. Eu passei treze anos imaginando como seria ter o meu herdeiro, alguém com a minha cara, com a minha coragem... E agora que eu te vejo, eu sinto que o destino está me dando uma segunda chance de recuperar o que me tiraram.
Ele deu um aperto mais forte no meu ombro, me puxando para mais perto daquela anatomia bruta. O volume pesado dele contra a minha perna, e eu sentia que, naquele quarto escuro, as regras do mundo lá fora não valiam nada.
O quarto da bisa parecia ficar minúsculo sob o peso daquela declaração. O tio Fábio não falava mais com aquela mágoa de bêbado, mas com a vontade de quem finalmente ia tomar de volta o que o destino roubou dele. A mão dele subiu para o meu pescoço, segurando com uma firmeza que impunha respeito e me deixava até meio sem ar.
— Tudo o que eu queria era um filho homem, para conversar sobre futebol, sobre mulher... para ensinar a lida bruta do campo. Era o meu sonho, mas acabou virando o troféu do seu pai — ele rosnou, e dava para sentir o ódio vibrando no peito dele. — Eu não posso aceitar que aquele traíra tenha vencido essa guerra, ele pode ter ficado com sua mãe, mas você...
Ali, naquele escuro do interior, o tio Fábio decidiu que não ia mais ser a vítima. Ele começou a mostrar, sem precisar de muita palavra, o tamanho da fúria e do desejo que guardou por treze anos. O calor que saía daquele corpo me envolvia feito um mormaço.
— Você é todo delicadinho igual à sua mãe... — ele murmurou, com a voz saindo rouca e pesada. — Só tem uns traços daquele rato, mas é 90% ela. É branquinho igualzinho... tem até a mesma bundinha redondinha.
Enquanto falava, ele deslizou a mão por baixo do elástico da minha cueca e deu um apertão na minha bunda com uma força bruta, possessiva pra caramba. O choque da palma da mão dele, toda calejada, contra a minha pele me fez soltar um suspiro curto.
— Até o cheiro e a maciez da sua pele são iguais aos dela — continuou ele, chegando o rosto bem perto e passando o nariz pelo meu ombro, puxando o ar com força. — Se eu fechar os olhos, eu vejo ela aqui.
— Meu pau fica até confuso com a semelhança — ele soltou, dando uma risada curta e perigosa.
Senti o pau dele se enchendo de sangue aos poucos, latejando e pressionando a minha coxa com uma força que eu nunca tinha sentido.
— Seu pai disse lá fora que o leite do meu saco era fraco... fraco é o dele! — Ele cuspiu as palavras, o rosto colado no meu. — Ele engravidou a Laura e você nasceu o espelho dela. Ele não teve força nem para imprimir a marca dele em você.
Eu dei uma risada baixa, sentindo a vibração daquele peito largo contra o meu. Naquela escuridão, a imagem do meu pai parecia cada vez menor, tipo um nada.
— Mas meu pai também não é lá essas coisas para se espelhar, tio — respondi, com um deboche que fez o Fábio soltar um rosnado de aprovação.
Os dedos dele apertaram minha bunda com tanta força que eu soube na hora que ia ficar a marca dos dedos dele ali por dias.
— Se fosse meu filho, ia nascer forte, com a pele escura da nossa família, e não com essa pele fina branca que fica vermelha só de apertar — ele disse, secando o contraste da mão bruta e queimada de sol dele contra a minha brancura. — Não quero te ofender, Caio, mas é o papo reto. Você é o filho que eu devia ter tido.
A mão dele no meu pescoço apertou mais um pouco, me obrigando a olhar no fundo daqueles olhos vermelhos. Eu via ali um desejo de posse bizarro, de um macho que estava vindo buscar o que tiraram dele. O quarto parecia pulsar. O silêncio da noite sumiu, dando lugar à voz dele, que agora parecia a de um predador que finalmente encurralou a caça.
— Eu vi seus olhos na piscina... — ele começou, com aquela voz baixa que fazia os pelos do meu braço arrepiar tudo. — Você não desgrudava do meu pau. Você fica todo mole perto de outro macho, Caio. O frouxo do seu pai não está te ensinando a ser homem de verdade?
Eu não consegui nem falar. Só dei um sorrisinho nervoso no escuro, confirmando tudo o que ele estava dizendo. O Fábio sentiu que eu estava entregue. Ele se mexeu e eu senti o peso do braço calejado dele me prensando, enquanto o dedo grosso dele começou a pressionar, com uma curiosidade bruta, a entrada do meu cuzinho.
— Você é virgem? Esse cuzinho nunca foi tocado, Caio? — ele perguntou, com a respiração quente queimando meu pescoço.
— Nunca — respondi, com a voz falhando, quase não saindo.
— Ótimo — ele rosnou, e dava para ver o brilho de vitória no olhar dele. — Se eu não posso ter um filho macho, por que ele pode? Vingança é um prato que se come frio, moleque. Demorei treze anos, mas eu cheguei. Ele roubou minha mulher, tirou a vida que era para ser minha... Então, eu vou tirar dele o que ele mais gosta: o único filho homem de quem ele tanto se gaba e tem orgulho.
Ele se inclinou mais, me esmagando contra o colchão que rangia sob o peso de toda aquela musculatura.
— Eu vou te transformar em uma femeazinha — ele mandou a real, com os olhos cravados nos meus como se estivesse marcando um gado. — Vou tirar cada resto de masculinidade que você tiver como acerto de contas. Depois que eu te comer, Caio, você não vai querer nem saber de usar o seu pau. Você vai ser meu, e o Jorge vai carregar a derrota de ter um filho viado e ter perdido para o homem que ele tentou diminuir a vida inteira.
Aquelas palavras entraram na minha mente como um veneno doce. Eu olhei para aquele homem, para aquela parede de músculos na minha frente, e senti um tremor que percorreu cada osso do meu corpo. Não era medo. Era uma vontade absurda de sumir dentro daquela força, de ser dominado por alguém que realmente tinha o comando.
— Se é esse o preço, tio... — sussurrei, sentindo o meu corpo empinar inconscientemente contra a mão dele, buscando mais daquele contato bruto. — Se o senhor quer tirar o orgulho do meu pai... pode tirar. Eu não quero ser o orgulho de um frouxo.
Fábio soltou uma risada nasalada, um som sombrio e vitorioso que ecoou no quarto da bisa. Ele sacou na hora que eu tinha a mesma sede que ele, que a gente estava sintonizado naquela maldade.
— É assim que se fala, minha fêmea — ele rosnou, e a palavra “fêmea” saindo daquela boca bruta, com aquele hálito de uísque, me fez perder o chão. — Você tem o sangue da Laura nas veias, o mesmo jeito de se entregar que me deixou louco treze anos atrás. Só que agora, eu não vou deixar nada sobrar para o Jorge. Vou te usar até não sobrar um pingo do que ele acha que criou.
Ele montou em cima de mim, e o peso daquele corpo maciço me esmagou contra o colchão. Eu me sentia pequeno, frágil, mas totalmente elétrico. Fábio segurou meus dois pulsos com uma mão só, prendendo-os acima da minha cabeça com uma facilidade assustadora, enquanto a outra mão puxava a minha cueca para baixo com tudo.
— Olha bem para mim, Caio — ele mandou, a voz saindo lá do fundo do peito. — Amanhã, quando você olhar para o seu pai tomando café, você vai lembrar do meu peso em cima de você. Você vai saber que, por dentro, você agora carrega a minha marca, e não a dele.
Senti o volume dele, quente e pulsante, se acomodar entre as minhas coxas. Naquele instante, suspensos no ar abafado, o tempo parecia ter se enroscado nas vigas de madeira do teto. Eu era apenas a presa rendida, imóvel sob a força da natureza bruta que emanava do meu tio, sentindo o peso esmagador de um homem que não estava ali apenas para dormir, mas para travar uma guerra. Meu tio pairava sobre mim como uma tempestade de poeira e mágoa, os olhos injetados refletindo o brilho perigoso de quem finalmente encurralou o destino. Ele jurara apagar cada rastro do meu pai de dentro de mim, e eu sentia, na pressão daquele corpo moreno contra o meu, que ele pretendia cumprir a promessa usando meu corpo como o campo de batalha definitivo.
Eu seria a sua vingança, o troféu de carne e sangue arrancado das mãos do meu pai para selar, treze anos depois, uma derrota que o tempo só fez apodrecer. Mas havia algo mais profundo e perturbador naquele mormaço: era o desejo distorcido que ele ainda nutria pela imagem da minha mãe, um tesão antigo que ele agora via projetado na maciez da minha pele e na curva da minha silhueta. Fábio olhava para mim e enxergava o fantasma da Laura que ele conheceu anos atrás, e esse delírio o tornava ainda mais implacável. Enquanto o pau dele, duro, pesado e pulsante, me vencia a resistência quase rasgando a cueca, uma pergunta sufocante ecoava no meu peito, mais alta que o bater do meu coração: será que eu, com minha fragilidade herdada, conseguiria suportar o peso bruto daquele ódio acumulado e daquele tesão selvagem que agora desabava sobre mim como uma avalanche de couro e suor?
Continua.....
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Comentários (3)
Roberto: Puta merda que show, tudo muito bem explicadinho, situação altamente sensual, o garoto está enfeitiçado pelo tio ou será ele o pai? Seja o que for promete ser um sexo animal, tomara que ele no meio dessa vingança não machuque o menino. Muito ansioso, volte logo por favor.
Responder↴ • uid:1dkah4ygem3dPutinha: Delicia continua
Responder↴ • uid:1cwi8tgixoy7BabySharkDuDuDu: Continua isso por favor, eu preciso disso e eu necessito disso KKKKKK que conto delicioso
Responder↴ • uid:1dgxfkkvyttc