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Muito mais que bons amigos - Parte 13

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Lopedrinhofm

O Vini travou por um segundo, engolindo em seco ao sentir a unha da Nayara subindo devagar pela gravata dele. Mas nós dois já tínhamos passado por jogos de poder suficientes pra saber exatamente como responder a um desafio desses.
Em vez de dar um passo pra trás, o Vini deu um sorriso de canto, colou o peito no dela e segurou a mão da Nayara com firmeza, levando os dedos dela até a própria boca antes de soltar.
Eu não pensei duas vezes. Passei a mão direita pela cintura da Nayara, puxando o corpo dela com força contra o meu até sentir o calor da pele dela através do vestido tubinho. Com a outra mão, segurei o queixo dela, obrigando a nova chefinha a olhar bem fundo nos meus olhos.
— Se você quer jogar no nosso nível, chefe, a primeira regra é esquecer o relógio — murmurei bem perto da boca dela, sentindo a respiração dela acelerar na hora. — Vinte minutos é muito tempo pra quem só quer conversar... e muito pouco pra o que a gente faz nessa sala.
A Nayara soltou um suspiro abafado, a postura impenetrável de diretora desmontando num piscar de olhos. Os lábios dela se abriram ligeiramente, os olhos brilhando de puro êxtase ao perceber que não estava no controle absoluto da situação como imaginava — ela tinha acabado de se entregar pra dois homens que sabiam exatamente como dominá-la.
O Vini não esperou. Ele desceu a mão pela lateral do corpo dela, segurando a coxa da Nayara e erguendo-a devagar, enquanto eu selava nossos lábios num beijo quente, profundo e faminto, abafando o primeiro gemido baixo que escapou da garganta da nossa nova chefe atrás da porta trancada da diretoria.
Ela mesmo puxou o zíper lateral do vestido tubinho, deixando o tecido cair até a cintura. Por baixo, trajava apenas uma lingerie rendada preta. Eu a ergui de uma vez, sentando-a na borda da mesa, derrubando a caneta e o bloco de notas no processo.
O Vini ajoelhou-se imediatamente entre as pernas dela, puxando a calcinha para o lado com fúria e cravando a boca direto na buceta dela. A Nayara jorrou um gemido alto, mas eu rapidamente selei sua boca com a minha, engolindo os sons dela enquanto minhas mãos apertavam seus seios com força.
— Meu Deus... vocês dois... — ela arfava contra a minha boca, cravando as unhas perfeitamente pintadas nas minhas costas, por cima da camisa social.
Sem perder um segundo, abri a minha calça. Ajustei a posição e inclinei o corpo dela para trás sobre a mesa. Com uma única investida firme e funda, preenchi a Nayara por inteiro. A nova chefinha soltou um grito abafado no meu pescoço, abrindo ainda mais as pernas para me receber.
A foda virou um caos frenético sobre a mesa da diretoria.
Eu batia forte contra o quadril dela, fazendo a mesa de madeira estalar sob o peso dos nossos corpos. As estocadas eram rápidas, violentas e famintas, tirando todo o ar dos pulmões dela.
Enquanto eu a fodia por cima, o Vini se levantou, abrindo a própria calça e metendo o pau ereto direto na boca da Nayara. Ela babava e chupava ele com desespero, os olhos arregalados de tesão, intercalando os gemidos entre o meu pau lá no fundo e o dele no gargalo.
A sala estava tomada por um som viscoso de pele com pele, respirações descontroladas e o perfume dela misturado ao cheiro forte de sexo no ar. O ritmo estava num ápice insano, a segundos de explodir e lambuzar aquela mesa inteira.
De repente — BIP.
O som seco do crachá liberando a catraca da recepção no corredor ecoou pelo andar.
Em seguida, o som inconfundível dos saltos altos da Emilly estalando no piso de mármore, vindo direto na direção da sala da diretoria.
— Porra! — o Vini rosnou, puxando o pau da boca dela na hora.
Eu me arranquei de dentro da Nayara com um estalo alto, deixando um rastro de lubrificação brilhando na coxa dela. O desespero tomou conta da sala em fração de segundos, com os três arfando no limite do gozo interrompido, os corpos tremendo de tesão acumulado e dor de cabeça.
— Arruma essa porra, rápido! — a Nayara sussurrou, a voz totalmente trêmula, descendo da mesa às pressas e puxando o vestido para cima.
Fechei o cinto ajeitando a camisa de qualquer jeito, enquanto o Vini abria a trava da porta num clique sutil e corria para pegar os papéis que tínhamos derrubado no chão. A Nayara sentou-se na cadeira de couro, passando a mão pelo cabelo desalinhado e tentando desesperadamente controlar a respiração acelerada.
A maçaneta da porta girou.
A Emilly entrou na sala, segurando uma pasta do jurídico, e parou no portal. O olhar dela passou pelo Vini em pé perto da mesa, por mim abotoando o punho da camisa, e finalmente pousou na Nayara, que estava com as bochechas coradas e o peito subindo e descendo devagar.
— Atrapalho? — a Emilly perguntou, estreitando os olhos com uma desconfiança afiada
Vinicius abriu a boca para tentar falar algo, o rosto tenso sob a pressão do olhar da esposa, mas Nayara foi mais rápida. Com a frieza e o pragmatismo de quem ocupava a cadeira mais alta do setor financeiro, ela soltou uma risada curta, num sopro elegante, e apoiou os cotovelos sobre a mesa de madeira nobre, cruzando os dedos perfeitamente articulados.
— Você chegou na hora certa, Emilly — disse a CFO, a voz surpreendentemente firme, mantendo o olhar fixo no da diretora sem piscar uma única vez. — Nós estávamos tendo uma discussão bastante inflamada sobre a reestruturação da margem operacional. O Vinicius e o Vitor estavam insistindo em manter a projeção antiga do Felipe, e eu precisei ser... um pouco mais incisiva para mostrar que as diretrizes agora são outras. Como você sabe, eu não aceito complacência no meu departamento.
Emilly ergueu uma sobrancelha, dando um passo a mais na direção da mesa. A desculpa era impecável no papel — afiada, técnica e totalmente condizente com a reputação de chefe exigente que Nayara vinha construindo —, mas o faro de Emilly para os jogos de bastidores era apurado demais para ignorar a atmosfera pesada daquela sala. Ela caminhou até o canto da mesa, passou a ponta dos dedos delicados pela superfície lisa e parou exatamente ao lado da cadeira de Nayara, inclinando-se ligeiramente.
— Uma discussão de margem operacional... — murmurou Emilly, aproximando o rosto do pescoço da nova chefe, aspirando o perfume e a quentura que emanava da pele dela. A diretora deu um sorriso de canto, sutil e carregado de malícia, sabendo exatamente o que tinha acabado de acontecer ali segundos antes de sua entrada. — Interessante. É sempre bom ver uma gestora que sabe colocar os subordinados no lugar com tanta... energia.
Ela se ergueu, virando-se para mim e para Vinicius com um olhar penetrante que dizia tudo, sem precisar pronunciar uma única palavra sobre a foda interrompida. O recado estava dado: o teatro de Nayara tinha funcionado para salvar as aparências do escritório, mas a cumplicidade e o controle daquela situação continuavam, inevitavelmente, nas mãos do grupo.
Aproveitando o movimento no corredor quando a reunião finalmente se dissipou, Emilly me deu um toque discreto no ombro e fez um sinal quase imperceptível com a cabeça na direção da sala de arquivos mortos, no fim do andar. Era o único ponto cego do andar da diretoria, um espaço isolado entre prateleiras altas de aço e pastas suspensas, onde o som do escritório virava apenas um zumbido distante.
Entrei logo atrás dela. Assim que a porta pesada se fechou com um clique abafado, Emilly se virou de vez, encurralando o espaço entre mim e a primeira fileira de arquivos. O olhar dela não tinha nada do tom corporativo de minutos atrás; era puro instinto, afiado e inquisitivo.
— Sem rodeios, Vitor — ela começou, a voz baixa, quase um sussurro firme, cravando as unhas no meu antebraço com uma pressão calculada. — O que diabos estava acontecendo naquela sala antes de eu abrir a porta? A Nayara pode ter inventado aquela história linda de margem operacional pra salvar a pele dela, mas eu conheço você e conheço o meu marido. O ar daquela sala estava cortando de tão carregado.
Sustentei o olhar dela sem piscar, deixando o corpo relaxado contra a prateleira de aço. Depois de tantas jogadas de bastidores, a arte de mentir sob pressão já era quase um reflexo natural.
— Você tá vendo fantasma onde não tem, Emilly — respondi, mantendo o tom de voz calmo, ligeiramente cansado, como se a cobrança dela fosse um exagero absurdo. — A Nayara é diferente do Felipe. Ela não faz tipo. Quando o Vini questionou o teto do orçamento do quarto trimestre, ela subiu o tom de verdade, trancou a porta pra ninguém ouvir a lavagem de roupa suja no corredor e enquadrou a gente. O Vini ficou pê da vida e eu tive que intervir pra coisa não descambar pra uma discussão infantil.
Emilly deu um passo ainda mais perto, reduzindo a distância até sentir a minha respiração. A mão dela subiu do meu braço para o meu peito, a ponta dos dedos tateando o tecido da minha camisa social como se procurasse qualquer desalinho ou vestígio de suor que entregasse a verdade.
— A Nayara é inteligente demais, Vitor — ela provocou, os olhos diminuindo enquanto analisava cada microexpressão do meu rosto. — E ela sabe muito bem o poder que tem. Se ela estiver tentando usar a posição de chefe pra criar algum jogo paralelo com vocês dois sem a minha autorização, é bom você me falar agora.
— Se ela estivesse aprontando alguma coisa, eu seria o primeiro a te avisar — menti com uma clareza impecável, deslizando minha mão pela cintura dela e puxando seu corpo devagar contra o meu, mudando o foco da tensão. — A mulher só quer resultado e meta batida, Emilly. Ela é uma pragmática chata. A única coisa que a Nayara tá aprontando é fazer a gente trabalhar o dobro.
Emilly me encarou por mais alguns segundos em silêncio, testando o limite da minha mentira. Aos poucos, a postura rígida dela foi cedendo, substituída por um suspiro leve e um sorriso desconfiado que ainda guardava suas reservas.
— Acho bom que seja só isso mesmo — ela murmurou, encostando os lábios no meu pescoço antes de se afastar devagar. — Porque se eu descobrir que a nossa nova CFO tá querendo brincar no meu território, o problema dela vai ser comigo.
Ela não se afastou completamente. Em vez disso, manteve a mão espalmada contra o meu peito, sentindo o ritmo das minhas batidas cardíacas. O silêncio na sala de arquivos voltou a pesar, mas o tom da conversa mudou de uma investigação fria para algo muito mais íntimo e vulnerável.
Emilly deu meio passo para trás, encostando as costas numa das prateleiras de aço e cruzando os braços. O olhar dela caiu por um segundo para o chão antes de voltar para os meus olhos, desprovido de qualquer máscara corporativa.
— Não é só pela empresa, Vitor — ela soltou, a voz descendo dois tons, quase inaudível entre as estantes. — A Nayara é linda, elegante, tem o controle de tudo e agora passa o dia inteiro trancada com você e com o Vinicius.
Dei um passo na direção dela, surpreso com a mudança repentina de postura. Emilly raramente deixava transparecer qualquer tipo de insegurança.
— Emilly... — comecei, mas ela levantou a mão, me interrompendo.
— Me deixa falar — ela pediu, soltando um suspiro pesado, a respiração ligeiramente descompassada. — A gente construiu uma dinâmica nossa. Eu sei como as coisas funcionam entre a gente, com o Vini, com o grupo... Mas ver aquela mulher saindo daquela sala com a cara de quem tinha acabado de dominar vocês dois, ver o jeito que ela te olhava... Me deu um nó no estômago que eu não esperava sentir.
Ela deu um passo à frente, fechando o espaço de novo, cravando as unhas no colarinho da minha camisa e me puxando para perto com uma urgência quase dolorosa.
— Eu fiquei com ciúmes, porra — ela confessou, com os olhos queimando de uma mistura de raiva e tesão. — Um ciúme doentio de pensar em você tocando nela, de pensar na Nayara tendo de você o que é meu. Se você for pra cama com aquela mulher, Vitor, se você deixar ela entrar nesse jogo... Eu preciso saber. Eu não suporto a ideia de ficar de ser passada pra trás por ela.
O peito dela subia e descia rápido, totalmente entregue àquela confissão crua. A mentira que eu tinha acabado de contar parecia ainda mais perigosa agora, sustentada por um fio navalha entre o ciúme que a consumia e o desejo reprimido que aquela nova presença no escritório tinha despertado.
Puxei a Emilly pelo quadril, colando o corpo dela no meu até não haver espaço para qualquer dúvida. Olhei bem no fundo dos olhos dela, deixando um sorriso de canto surgir devagar, carregado de uma segurança calculada que só o domínio absoluto da situação podia dar.
— Olha pra mim, Emilly — ordenei num tom baixo, grave, que fez a respiração dela travar na hora. — A Nayara pode ter o cargo que for e a postura que quiser. Mas quem manda na minha cabeça, quem me tem na mão quando quer e como quer... é você. Nenhuma mulher entra nessa sala ou na minha vida pra ocupar o seu lugar. Coloca isso na sua cabeça de uma vez.
Segurei o queixo dela com firmeza, cravando um beijo rápido, profundo e dominante nos lábios dela — o suficiente para deixar o gosto, mas rápido demais para virar qualquer outra coisa. Antes que ela pudesse reagir ou se entregar ao toque, quebrei o contato e me afastei um passo, ajustando a abotoadura do meu terno com uma perfeição fria.
— Agora a gente vai voltar pra lá — continuei, ajeitando a gola e voltando ao tom estritamente profissional num piscar de olhos. — Você tem o relatório do jurídico pra revisar, o Vini tá me esperando pra fechar os custos, e a minha chefe tá aguardando os números na mesa dela. A gente conversa sobre os seus 'ciúmes' quando o expediente acabar.
Emilly ficou por um segundo imóvel, ainda encostada na prateleira de aço, piscando devagar, o peito subindo e descendo enquanto absorvia o choque daquela virada de jogo. Um sorriso sutil e rendido acabou escapando do canto da boca dela. Ela passou a mão pelo cabelo, alinhou o blazer de linho e deu dois passos curtos na minha direção, dando um tapinha leve no meu peito.
Ela girou a maçaneta com firmeza e abriu a porta pesada da sala de arquivos. Saímos com segundos de diferença, imergindo de volta ao som dos teclados, telefones e passos do andar corporativo como se nada tivesse acontecido.
Emilly seguiu em passos firmes direto para a sua sala, e eu caminhei de volta para a ilha de trabalho, onde o Vini me olhou de canto de olho, tenso, tentando adivinhar se saíamos dali como aliados ou como alvos.
Três dias se passaram num ritmo vertiginoso. O ambiente no andar da diretoria permaneceu perfeitamente alinhado e estritamente profissional por fora, sustentado por uma calma tensa e subterrânea.
A apresentação do orçamento trimestral ao conselho na quarta-feira foi um sucesso absoluto. A Nayara conduziu a reunião com uma maestria cirúrgica, enquanto o Vini e eu sustentávamos os números com precisão. A Emilly, impecável, fechou o plano operacional sem deixar margem para nenhum questionamento da alta cúpula. Para o restante da empresa, éramos a equipe perfeita: redonda, eficiente e altamente lucrativa.
Mas nos bastidores, o ar continuava pesado.
O sobressalto da foda interrompida na segunda-feira deixara uma marca invisível entre nós quatro. Cada olhar cruzado no corredor entre a Nayara, o Vini e eu trazia o peso daquele tesão interrompido e acumulado. Ao mesmo tempo, a Emilly mantinha um radar atento, orbitando a Nayara com uma mistura de respeito profissional e vigilância afiada, ciente do perigo, mas sem provas concretas.
Na quinta-feira no fim da tarde, a rotina foi quebrada por uma notícia bem-vinda: a seguradora finalmente liberou o carro reserva da Emilly.
— Aleluia — a Emilly suspirou, jogando a chave do sedã alugado sobre a mesa da minha baia assim que o motoboy fez a entrega na recepção. — Chega de dependência logística. Vini, você tá livre de ser meu motorista em tempo integral a partir de hoje.
— Graças a Deus — o Vini brincou, encostando na cadeira e rindo. — Já estava quase cobrando a corrida pelo aplicativo.
— Engraçadinho — ela rebateu, com um meio sorriso, antes de se virar para mim. — Vitor, preciso fechar uns detalhes do contrato da frota com o jurídico antes de ir embora. Você e o Vini vão ficar até mais tarde hoje?
— Vou ter que rodar a última auditoria dos relatórios que a Nayara pediu antes de salvar no sistema — respondi, checando o relógio na tela do computador. Já passava das seis e meia.
— Perfeito. Então encontro vocês amanhã cedo. Boa noite, meninos.
A Emilly pegou a bolsa, deu um beijo rápido no rosto do Vini, um aceno para mim e caminhou em direção aos elevadores.
Com a saída dela e o esvaziamento gradual do andar, o silêncio da noite foi tomando conta do escritório. Restavam apenas poucas luzes acesas, o zumir do ar-condicionado e a luz que vazava por baixo da porta da sala da Nayara.
Minutos depois, a porta da diretoria financeira se abriu. A Nayara apareceu no corredor, sem o terno, com as mangas da camisa dobradas até os cotovelos e a gola levemente aberta. Ela olhou para os dois lados, certificando-se de que o andar estava vazio, e seus olhos pousaram diretamente sobre mim e o Vini.
— Vinicius, Vitor... na minha sala. Agora — ela pediu, num tom baixo, calmo e absolutamente irresistível, antes de se virar e deixar a porta aberta.
O Vini e eu trocamos um olhar rápido. Não havia hesitação, apenas o acúmulo de dias de tensão e tesão represado. Caminhamos em direção à sala da diretoria. Assim que entramos, o Vini encostou a porta e girou a trava de segurança no limite.
A Nayara nem esperou a gente atravessar o espaço. Ela caminhou até o centro da sala, deu as costas para a mesa de reunião e começou a desabotoar a própria camisa com uma lentidão provocante. Por baixo, o sutiã de renda preta mal segurava o volume dos seios fartos
— Três dias... — ela murmurou, a voz grave, arrastada, os olhos fixos nos nossos. — Três dias com vocês dois fingindo que nada aconteceu, me olhando como se fossem apenas meus subordinados. Vocês não têm noção do quanto me deixaram louca.
Aproximei-me primeiro, cravando as mãos no quadril dela e puxando seu corpo com força contra o meu. Colei meus lábios nos dela num beijo faminto, profundo, sentindo a língua dela buscar a minha desesperadamente. A Nayara soltou um gemido abafado contra a minha boca, abrindo as pernas para me acolher, enquanto o Vini se aproximava por trás, passando as mãos quentes pelo pescoço dela e descendo até a cintura.
O Vini desceu o zíper da saia que ela vestia, deixando o tecido cair no chão junto com a calcinha de renda. A pele do bumbum dela era macia, quente e absurdamente desenhada. O Vini ajoelhou-se de imediato atrás dela, abrindo as nádegas fartas da Nayara com as duas mãos.
— Olha isso, Vitor... — o Vini rosnou, o olhar cravado na bucetinha dela, inteiramente molhadoa e no cuzinho rosado, pequeno, perfeitamente contraído.
Ele não perdeu tempo. O Vini afundou a língua direto na buceta dela, lambendo de baixo para cima, passeando pelo clitóris inchado e descendo com firmeza para chupar e circular com a ponta da língua o cuzinho da nossa chefe. A Nayara jogou a cabeça para trás no meu ombro, cravando as unhas nas minhas costas, soltando gemidos altos e descontrolados que ecoavam no silêncio da sala.
— Meu Deus... Vinicius... assim... ahn! — ela arfava, totalmente entregue.
Ajoelhei-me ao lado do Vini. Enquanto ele continuava chupando a buceta dela com fome, me inclinei e comecei a passar a língua no cuzinho da Nayara, revezando os toques com o Vini. A reação dela foi imediata: o corpo todo estremeceu, os quadris rebolavam procurando mais contato. Preparei a entrada dela usando bastante saliva e o próprio suco da buceta dela nos meus dedos, massageando o ânus apertado até sentir a musculatura ceder.
Puxei a Nayara para cima, debruçando o corpo dela sobre a mesa. A bunda dela ficou erguida no ar, exposta e totalmente à nossa disposição.
O Vini abriu a calça, tirou o pau ereto e babado de tesão e se posicionou atrás dela. Ele guiou a cabeça do pau na buceta extremamente molhada da Nayara e empurrou de uma vez só, afundando até a base.
A Nayara deu um grito alto, abafado pelas próprias mãos na mesa, quando o Vini começou a foder a buceta dela num ritmo pesado e ritmado. A pele das coxas dele batia contra o bumbum dela num som viscoso e estalado.
Fiquei de frente para ela na mesa, puxando o rosto dela para beijos molhados, trocando saliva e segurando seu pescoço enquanto o Vini metia cada vez mais fundo por trás. Aproveitei a posição, abri a minha calça e coloquei meu pau ereto bem na boca dela. A chefinha chupava a minha cabeça com desespero, fazendo sucções fortes e quentes, com o olho entreaberto me encarando enquanto o Vini dilacerava a buceta dela por trás.
Depois de alguns minutos daquele ritmo insano, trocamos de posição.
Puxei a Nayara de joelhos na cadeira de couro da diretoria. Alinhei a ponta do meu pau, direto na entrada do cuzinho apertado. Encostei a cabeça e fui empurrando devagar, sentindo a resistência do cuzinho ceder milímetro a milímetro.
— Ah... Vitor! Isso... tá muito apertado... meu Deus... — ela gemeu, fechando os olhos e cravando os pés no estofado.
Entrei inteiro. O cuzinho da Nayara abraçava meu pau com uma pressão absurda, quente, engolindo cada centímetro. Comecei a me mover devagar, puxando quase até a ponta e cravando tudo de novo lá no fundo. A dor inicial deu lugar a um prazer devastador. A Nayara começou a rebolar pra trás, pedindo mais força.
O Vini aproveitou o momento, subiu na cadeira de frente para ela e encaixou o pau ereto direto na buceta dela. Estávamos metendo nela ao mesmo tempo: eu no cuzinho, o Vini na buceta.
A foda virou um espetáculo de pura dominação. As estocadas duplas faziam o corpo da Nayara tremer inteiro. O som de pele com pele, os gemidos descontrolados da nossa chefe e o barulho dos paus entrando e saindo nos dois orifícios dela tomaram conta do espaço. O Vini segurava os seios dela por trás, apertando os bicos eretos, enquanto eu mantinha as mãos firmes no quadril dela, dando estocadas violentas no anel anal.
— Eu vou gozar... meu Deus, eu vou gozar muito! — a Nayara gritou, sem se importar se alguém podia ouvir no corredor.
A buceta e o cuzinho dela começaram a se contrair em espasmos violentos em volta dos nossos paus. O orgasmo dela veio como uma onda, fazendo ela jorrar um mar de lubrificação no pau do Vini enquanto se contorcia no meu.
O ápice do orgasmo dela puxou o nosso.
— Segura, Nayara! — o Vini rosnou, aumentando a velocidade e enchendo o fundo da buceta dela com jatos quentes e espessos de porra.
Senti meu pau pulsar no limite dentro do cuzinho dela. Puxei o quadril dela com toda a força e descarreguei tudo lá no fundo da cavidade anal. Jatos fartos e quentes de gozada preencheram o interior do cuzinho dela, fazendo a Nayara soltar um último gemido longo e agudo, sentindo a porra quente transbordar da buceta e do ânus ao mesmo tempo, escorrendo pelas coxas dela e sujando o estofado de couro da cadeira.
Ficamos ali por longos minutos, os três arfando pesadamente, o cheiro de sexo e porra impregnado na sala de diretoria, lavando de vez toda a tensão acumulada daquela semana.
A manhã de sexta-feira começou com aquele tipo de calmaria enganosa que antecede a tempestade. O clima entre o Vini, a Nayara e eu ainda carregava o peso satisfatório da noite anterior, mas mantínhamos a compostura impecável de sempre.
Até que, às dez da manhã, as portas do elevador executivo se abriram.
De terno cinza sob medida, postura imponente e um sorriso carregado de deboche, Felipe caminhou pelo corredor da diretoria. Mas ele não vinha como o ex-CFO que tinha sido transferido. Ele vinha ostentando o crachá dourado da matriz corporativa — agora nomeado como Auditor Chefe de Integração e Representante do Conselho Deliberativo.
O impacto da presença dele foi imediato. Ele entrou na sala de reuniões principal sem pedir licença, convocando toda a diretoria.
— Bom dia a todos — Felipe disse, jogando uma pasta de couro grossa sobre a mesa e sentando-se na cabeceira, a cadeira de honra. — Como representante direto do conselho central, vim alinhar os cortes e as novas diretrizes operacionais para o próximo trimestre.
Nayara congelou por meio segundo, mas logo recuperou a postura, estreitando os olhos.
— Felipe, essa reunião não foi alinhada com a minha agenda — Nayara interveio, a voz fria como gelo, assumindo a posição de liderança. — O planejamento orçamentário já foi aprovado e consolidado por mim e pela minha equipe. Você não tem prerrogativa para alterar metas sem o meu aval.
Felipe deu uma risada baixa, apoiando os cotovelos na mesa e olhando bem no fundo dos olhos da Nayara.
— Eu sou a matriz agora, Nayara — Felipe rebateu, o tom calmo e implacável de quem tem o poder absoluto nas mãos. — E as suas metas foram consideradas excessivamente conservadoras pelo conselho. Aqui estão os novos cortes de custo: 15% de redução na folha do setor operacional e congelamento imediato dos investimentos que você propôs.
A discussão subiu de tom em questão de minutos. Nayara, acostumada ao controle e à precisão matemática, tentou rebater com dados, relatórios e projeções de risco. Mas Felipe não cedeu um milímetro. Usando cláusulas estatutárias da matriz e o peso do seu novo cargo, ele desmontou cada argumento dela com uma frieza brutal, enquadrando a gestora na frente de mim, do Vini e da Emilly.
— A decisão está tomada, Nayara — Felipe encerrou, levantando-se e fechando a pasta com um estalo seco. — Adapte os seus números até o final do dia.
Quando Felipe saiu da sala com seu andar triunfante, o silêncio que restou era sufocante. Nayara estava de pé, imóvel, com os punhos fechados sobre a mesa e as juntas dos dedos brancas de tanta força. O rosto dela queimava de uma raiva contida, humilhada pela derrota explícita no seu próprio território.
Sem dizer uma palavra, ela girou sobre os calcanhares, entrou na sua sala e bateu a porta de vidro com tanta força que o andar inteiro estremeceu.
Emilly olhou para mim e para o Vini. Ela percebeu que a nova gestora estava a ponto de explodir e comprometer a estrutura da equipe. Com passos firmes e decididos, Emilly caminhou até a sala de Nayara, abriu a porta sem bater, entrou e trancou a trava de segurança por dentro.
Lá dentro, Nayara andava de um lado para o outro como uma fera enjaulada, a respiração descontrolada, a gola do terno aberta.
— Aquele canalha... aquele arrogante de merda! — Nayara rosnou, jogando uma caneta pesada contra a parede. — Ele acha que pode vir aqui e rasgar o meu trabalho?!
Emilly não se abalou. Caminhou devagar até a Nayara, parou bem na frente dela e segurou firmemente nos ombros de Nayara, obrigando-a a parar e olhar nos seus olhos.
— Olhe para mim, Nayara. Agora — a voz de Emilly veio baixa, aveludada, mas com um comando absoluto de autoridade. — Se você perder a cabeça agora, ele vence. O Felipe quer exatamente isso: ver você surtar para provar para a matriz que você não segura a pressão.
Nayara encarou Emilly, o peito subindo e descendo rápido, a raiva ainda queimando em seus olhos, mas começando a ceder diante da presença dominadora e calma da diretora operacional.
— Ele destruiu o meu planejamento, Emilly... — Nayara murmurou, a voz vacilando ligeiramente pela primeira vez.
— Ele tentou — Emilly corrigiu, deslizando as mãos dos ombros de Nayara para a lateral do seu pescoço, num toque surpreendentemente íntimo e acolhedor, acariciando a pele quente da gestora. — Mas você tem a mim, tem o Vini e tem o Vitor. Nós vamos reescrever esse relatório juntos, vamos entregar exatamente o que o conselho quer ver no papel e vamos engolir o Felipe pelas costas no momento certo. Mas para isso, eu preciso que você se acalme e volte ao controle.
A proximidade entre as duas virou uma eletricidade palpável. Nayara fechou os olhos por um segundo, absorvendo o toque de Emilly e deixando o ombro relaxar.
— Você é perigosa, Emilly... — Nayara sussurrou, abrindo os olhos e encarando a boca da diretora, sentindo a virada do jogo.
— Eu sou eficiente — Emilly sorriu com malícia, sem desfazer o contato. — Agora respira fundo.
A respiração de Nayara finalmente assentou, mas a tensão na sala não diminuiu — ela apenas mudou de forma. A raiva da humilhação deu lugar a uma descarga súbita de adrenalina, acelerada pela proximidade do corpo de Emilly.
Emilly não recuou. Mantendo as mãos no pescoço da Nayara, ela deslizou os polegares pela linha do queixo de Nayara, erguendo o rosto dela devagar.
— O Felipe acha que voltou pra mandar na casa — Emilly murmurou, a voz descendo para um tom aveludado e dominador. — Mas ele esqueceu que quem controla essa diretoria somos nós. Ele quer ver você quebrada, Nayara... mas o que ele vai conseguir é ver nós duas alinhadas. Você deve ter aprontado alguma coisa, eu nunca vi o Felipe agir assim, mas não vou te abandonar.
Nayara sustentou o olhar, surpresa pela reação da diretora que ela esperava encontrar como rival. Um sorriso sutil e desafiador começou a surgir nos lábios da nova gestora.
— E como você sugere que a gente controle essa situação, Emilly? — Nayara provocou, dando um passo à frente, colando o peito ao dela.
— Do meu jeito — Emilly respondeu sem hesitar.
Com um movimento firme, Emilly puxou Nayara pela gola da camisa e cravou um beijo na boca. Não foi um toque hesitante; foi um beijo faminto, assertivo, de pura dominação territorial. Nayara soltou um arfar preso na garganta e cedeu no mesmo instante, envolvendo a cintura de Emilly e retribuindo o beijo com fúria, descarregando ali toda a frustração da reunião.
A mão de Emilly subiu pelo cabelo de Nayara, segurando a nuca dela com força, enquanto a outra mão descia pelas costas da Nayara, apertando a cintura firme sob o tecido do terno. A troca de saliva era quente, profunda e marcada por uma disputa silenciosa de controle que fez o pulso das duas disparar.
Quando Emilly finalmente quebrou o beijo, seus lábios ficaram a milímetros dos de Nayara. A nova gestora estava com os olhos semiabertos, a respiração curta e o peito subindo e descendo rápido.
— Agora — Emilly disse, dando um tapinha leve na bochecha de Nayara e ajeitando a própria gola com uma calma impressionante —, você vai arrumar esse cabelo, refazer o batom e abrir essa porta. O Vitor e o Vini já estão esperando no meu computador pra refazer essas planilhas.
Nayara piscou devagar, assimilando o choque da virada de jogo, e soltou uma risada baixa, rendida ao carisma e à autoridade de Emilly.
— Você é inacreditável — Nayara admitiu, passando a mão pela cintura e alinhando a saia.
— Eu sou a dona deste andar — Emilly sorriu com malícia, destravando a porta da sala com um clique seco. — Nunca se esqueça disso.
A porta da sala se abriu e Emilly saiu primeiro, com a postura impecável e a expressão serena de quem tinha a situação sob absoluto controle. Nayara veio logo atrás, refeita, o batom retocado e os olhos brilhando com uma firmeza renovada. A fúria do golpe inicial tinha dado lugar a uma frieza calculada: iríamos passar a noite em claro se fosse preciso, mas reestruturaríamos os relatórios para blindar a diretoria.
O restante daquela sexta-feira correu sob um silêncio operacional absoluto. Trabalhamos até tarde ajustando as planilhas para o cenário de contenção que o Felipe havia imposto. Quando o expediente finalmente acabou, o cansaço era visível no rosto de todos, mas a aliança entre o grupo estava mais sólida do que nunca.
Na semana seguinte, segunda de manhã, o andar da diretoria estava deserto. O Vini, a Emilly, a Nayara e eu marcamos um alinhamento de emergência no escritório para fechar a entrega que seria enviada à matriz.
Por volta das dez da manhã, o som seco do elevador executivo quebrou o silêncio do andar vazio.
As portas se abriram e o Felipe caminhou pelo corredor. Mas, dessa vez, a postura rígida e arrogante do dia anterior tinha desaparecido. Ele vestia apenas uma camisa social sem gravata, e trazia um sorriso calmo e genuíno estampado no rosto.
— Achei que encontraria vocês quatro trancados aqui montando o plano de contingência — Felipe disse, parando a poucos passos da mesa de reuniões onde estávamos reunidos.
Nayara se levantou de imediato, cruzando os braços e mantendo a guarda alta.
— Veio checar se a gente já começou a cortar na carne, Felipe? — o tom dela era puro aço. — Se veio para pressionar, saiba que o relatório de contenção fica pronto hoje.
Felipe soltou uma risada baixa, balançando a cabeça, e tirou da pasta de couro um segundo envelope, selado com o carimbo oficial da presidência da matriz. Ele caminhou até a mesa e o deslizou suavemente na direção de Nayara.
— Esquece a contenção, CFO — Felipe falou, o tom de voz descendo para uma cordialidade que pegou todo mundo de surpresa. — O conselho não quer cortes. A matriz nunca planejou reduzir a sua equipe e nem congelar os seus investimentos.
O Vini e eu nos olhamos, surpresos. Emilly deu um passo ao lado de Nayara, acompanhando com o olhar o documento que a nova gestora começava a abrir.
— Do que você tá falando? — Nayara perguntou, correndo os olhos rapidamente pelas linhas do relatório assinado pela alta cúpula.
— A reunião de ontem foi um teste de estresse — Felipe explicou, apoiando as mãos no encosto de uma das cadeiras. — A matriz investiu pesado nesta filial. Quando fui promovido e indiquei você para o meu lugar, o conselho exigiu uma garantia de que a nova CFO não iria se dobrar ou entrar em pânico na primeira pressão corporativa que enfrentasse. Eles precisavam saber se você tinha sangue frio para sustentar o comando sob ataque direto do topo.
Nayara parou a leitura, levantando os olhos devagar para encará-lo.
— Você encenou aquela humilhação toda? — a voz dela veio num tom de choque contido.
— Cada palavra — Felipe confirmou com um aceno tranquilo. — E você foi impecável. Não assinou nada no desespero, sustentou a posição e, melhor ainda... a sua equipe não se esfacelou. O fato de a Emilly ter fechado fileiras com você em vez de usar a sua vulnerabilidade para tomar a sua cadeira provou o que o conselho precisava ver: este andar é uma fortaleza coesa.
Ele se virou para o grupo, estendendo a mão para Nayara com um olhar de respeito genuíno.
— O orçamento expansivo que você pediu tá aprovado na íntegra, Nayara. O investimento do próximo trimestre é todo seu. Parabéns... você acabou de se consolidar oficialmente no comando.
Nayara encarou a mão estendida de Felipe, olhou para o documento assinado e, finalmente, para a Emilly, o Vini e para mim. A raiva que a consumia desde o dia anterior deu lugar a um alívio avassalador e uma sensação indescritível de triunfo. Ela apertou a mão de Felipe com firmeza, selando a aprovação.
— Da próxima vez que quiser me testar, Felipe... — Nayara disse, com um sorriso enigmático surgindo no canto dos lábios —, avise com antecedência. A brincadeira quase te custou caro.
— Eu não esperava nada menos de você — Felipe piscou, dando um passo para trás em direção ao elevador.
Assim que as portas do elevador se fecharam com o Felipe dentro, a tensão de dias acumulados simplesmente se desfez. A vitória era nossa, inteiramente consolidada, e o orçamento expansivo da Nayara estava garantido pela matriz.
Para selar o sucesso da nova CFO à frente da equipe, decidimos não esticar a conversa no escritório. Fomos direto para a casa da Nayara no final da tarde. O ambiente era sofisticado, à meia-luz, perfeito para relaxar após a maratona da semana.
Acomodamo-nos na sala espaçosa. Abrimos algumas garrafas de um vinho tinto encorpado e começamos a brindar. A atmosfera, a princípio leve e festiva, foi se tornando cada vez mais descontraída à medida que as taças esvaziavam. O álcool aquecia os corpos, soltava os risos e baixava a guarda de todos.
Nayara, sentado ao lado de Emilly no sofá principal, segurava sua terceira taça de vinho. O alívio de ter passado no teste da matriz e a euforia da vitória subiram à cabeça da nova gestora mais rápido do que o esperado.
— Eu confesso... — Nayara começou, dando uma risada alta, com as bochechas levemente coradas e os olhos brilhando pelo efeito do tinto. — Quando o Felipe me apertou ontem, eu achei que ia ruir. Mas essa equipe... meu Deus. Vocês não têm ideia do quanto me deixam confortável.
Emilly sorriu, encostando o ombro no dela e erguendo a taça:
— Você segurou a onda, Nayara. Fez por merecer a cadeira.
— Fiz, não fiz? — Nayara gesticulou com a mão livre, soltando um suspiro satisfeito e relaxando o corpo no estofado. — Mas se não fossem esses dois rapazes... Ah, o Vitor e o Vinicius sabem exatamente como tirar o estresse de uma mulher. Eu estava tão pilhada na segunda-feira que, se eles não tivessem me fodido com tanta força naquela mesa de reuniões, eu não tinha aguentado até hoje.
O silêncio caiu sobre a sala como um golpe físico.
A frase escapou da boca de Nayara com uma naturalidade trágica, embalada pelo excesso de vinho. Assim que as palavras ressoaram no ar, a Nayara congelou, arregalando os olhos ao se dar conta do que acabara de soltar. O Vini travou com a taça a meio caminho da boca, e eu senti o sangue fugir do meu rosto na hora.
Mas o centro de gravidade da sala mudou imediatamente para Emilly.
Ela não gritou, não jogou o vinho e nem fez um escândalo. A reação de Emilly foi infinitamente mais dolorosa: o sorriso congelou em seus lábios, dando lugar a uma expressão de pura e profunda decepção.
Ela olhou devagar para Nayara, depois virou o rosto na minha direção e, finalmente, cravou os olhos no marido. O olhar de Emilly para o Vinicius não era apenas de raiva — era o olhar de quem tinha acabado de ser traída por inteiro. Não pelo ato em si, mas pela mentira deslavada, pela farsa montada na sala de arquivos, pelo teatro de cumplicidade que nós sustentávamos enquanto ela abria o coração sobre seus ciúmes.
Emilly colocou a taça de vinho sobre a mesa de centro com um estalo seco e preciso. Ficou de pé devagar, ajustando o blazer sobre os ombros com as mãos levemente trêmulas.
— Uma discussão sobre margem operacional... — Emilly murmurou, a voz saindo num fio frio, carregado de um desprezo doloroso que cortou a sala ao meio. — Vocês dois olharam nos meus olhos e mentiram.
A decepção nos olhos de Emilly pesava mais do que qualquer grito, deixando a sala da Nayara mergulhada num clima gélido e destruidor.

Comentários (1)

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  • PA22: Não sei pq essa galera mente tanto, todo mundo se fode no conto, pq não diz logo a verdade e convida a participar, fica escondendo da Emilly sem necessidade, agora deu ruim!

    Responder↴ • uid:aych8rq