#Coroa #Traições

encoxa 3

1.1k palavras | 1 | 5.00 | 👁️
@encoxa

Depois que deixei a minha concunhada em casa fiquei pensando naquela merda que ela tinha falado.

“Se você for bom para mim, não vai se arrepender.”
E só.

Ela não mandou mensagem, não comentou nada e não falou mais sobre aquilo.
Uns dias depois teve almoço na casa da minha sogra.
Quando cheguei, Juliana já estava lá com meu cunhado.
Cumprimentou minha esposa normalmente, falou com todo mundo e comigo também. Rapidamente meu cunhado foi para a garrafa de cachaça.

— Oi.
Depois do que aconteceu no carro, ela estava agindo como se não tivesse acontecido porra nenhuma.
Durante o almoço percebi ela olhando algumas vezes para mim.
Quando eu olhava de volta ela disfarçava.
Meu cunhado estava lá falando merda como sempre e ela simplesmente fingia que nada tinha acontecido.

Em determinado momento fui na cozinha pegar cerveja.
Ela apareceu logo depois. Aproveitei para encaixar ela. Ela deixou, mas pela primeira vez ela resolveu falar.

— Você está estranho.
Falei que não estava.
Ela começou a rir.
— Está sim. Está me olhando desde que chegou.
Falei que ela estava se achando.
Ela respondeu:
— Mentiroso compulsivo.

Na hora lembrei do carro.
Perguntei se ela precisava de outra carona.
Ela respondeu:
— Terça-feira.
Perguntei terça-feira o quê?
Ela falou que tinha que ir novamente na casa do aluno.
Falei para pedir ao marido dela.
Ela começou a rir.
Nós dois sabíamos que aquele bosta não levaria.
Nessa hora minha esposa entrou na cozinha.
Juliana, muito filha da puta, falou na hora:
— Estou tentando convencer seu marido a me levar terça-feira.
Minha esposa respondeu:
— Leva ela. Você está de férias mesmo.
Olhei para Juliana.
Ela abaixou a cabeça e começou a rir.
Ou seja, a desgraçada conseguiu a carona com autorização da minha própria esposa.

Na terça, umas 09:00, ela tocou a campainha.
Dessa vez eu já estava acordado.
Abri a porta e ela estava bem gostosa.
Nada exagerado, sem muita maquiagem, mas estava com uma legging que deixou meu pau feito pedra.
Cabelo solto, perfume e uma roupa que dava vontade de morder aquela bunda.

Ela entrou e falou:
— Bom dia, motorista.

Mandei ela tomar no cu.
Ela riu.
Perguntou se dessa vez eu tinha tomado banho antes dela chegar.

Respondi que sim, e pedi novamente um boquete.
— Está aprendendo, mas ainda não.
Peguei a chave e fomos.
Dessa vez ela falou a viagem inteira.
Na primeira carona ela tinha ficado muda.
Agora não calava a boca.
Falou da escola, do aluno, da aposentadoria, do processo e um monte de coisa.
Depois de uns quarenta minutos perguntei:
— Você não vai falar daquele dia?
Ela perguntou:
— Qual parte?
Falei que ela sabia (hoje ela iria me chupar de qualquer jeito).
Ela ficou olhando para frente.
Perguntei se tinha se arrependido.
Ela respondeu:
— Você se arrependeu?
Falei que não.
Ela deu risada.
Depois ficou um silêncio.
Uns minutos depois ela colocou a mão na minha perna.
Como se fosse completamente normal.
Olhei para ela.
Ela continuou olhando para frente.
Falei:
— Está fazendo isso de propósito.
Ela respondeu:
— Fazendo o quê?
Falei que ela sabia muito bem.
Ela começou a rir.
A mão continuou na minha perna.
Pouco depois começou a passar os dedos e subir devagar.
Falei para ela parar porque eu estava dirigindo.
Ela respondeu:
— Na outra vez isso não te incomodou.
Falei que na outra vez ela que tinha começado.
— E você reclamou?
Não respondi.
Ela riu.
Tirei a mão dela e coloquei na piroca.

Ela olhou para mim e começou a rir.

Uns minutos depois ela chegou mais perto e falou no meu ouvido:
— Mentiroso compulsivo.

Só de sentir a respiração dela perto do meu pescoço já fiquei completamente duro.
Ela percebeu.
— Está vendo?
Perguntei o quê.
— Eu nem fiz nada.
Filha da puta.
Continuamos.
Depois ela perguntou por que eu sempre dançava com ela nas festas.
Falei que ela queria aprender.
Ela começou a rir.
— Para de mentir.
Perguntou de novo.
Dessa vez falei a verdade.
— Porque eu tinha vontade.
Ela ficou quieta.
Perguntou:
— Vontade de quê?
Falei:
— De você.
Ela não respondeu imediatamente.
Depois perguntou por que eu nunca tinha falado.
Falei que ela era minha concunhada e que eu não era completamente maluco.
Ela começou a rir.
— Falar você não falava. Mas fazer aquelas coisas dançando podia.
Falei:
— Você nunca saía.
Ela parou de rir.
Ficou séria.
— Exatamente.
Na hora olhei para ela.
Perguntei se ela sabia desde a primeira vez.
Ela respondeu:
— Sempre soube.
Aquilo acabou comigo.
Durante as festas eu achava que estava escondendo.
Ela sabia.
Perguntei por que nunca tinha se afastado.
Juliana ficou alguns segundos calada.
Depois falou:
— Talvez porque eu gostasse.
Ficou aquele silêncio.
Continuei dirigindo.
Depois de alguns minutos ela apontou para uma rua.
— Entra aqui.
Perguntei por quê.
— Quero conversar.
Entrei.
Era uma rua bem tranquila.
Parei o carro.
Ela tirou o cinto.
Eu também.
Ela virou para mim.
Ficamos alguns segundos sem falar nada.
Perguntei:
— E agora?
Ela respondeu:
— Agora para de fingir.
Perguntei fingir o quê.
Ela falou:
— Que você não quer.
Cheguei mais perto.
Ela não saiu.
Encostei a mão dela no meu pau.
Só que durou pouco.
Depois de alguns segundos ela me puxou pela camisa e me beijou.
Ali já não tinha mais brincadeira de festa.
Nem dança.
Nem desculpa.
Quando paramos, ela ficou com o rosto perto do meu.
Estava respirando rápido.
Eu também.
Ela falou:
— Isso foi uma péssima ideia.
Respondi:
— Você mandou eu entrar aqui.
Ela respondeu:
— Vou chupar, mas ninguém nunca pode saber disso. Meu marido me mata e te mata também.

Dessa vez ela não teve hesitação nenhuma.
Quando paramos, ela voltou para o banco dela e colocou o cinto.
Falei:
— É só isso?
Ela respondeu:
— Por enquanto.
Confesso que essa resposta foi pior do que qualquer coisa que ela poderia ter feito.
Liguei o carro.
No restante do caminho ela ficou bem mais quieta.
Quando chegamos perto da casa dela, ela falou:
— Semana que vem tenho aula de novo.
Perguntei se aquilo era outro pedido de carona.
Ela abriu a porta.
— Não.
Perguntei então o que era.
Ela saiu do carro e antes de fechar a porta falou:
— Um aviso.
E entrou em casa.
Fiquei parado alguns segundos.
Naquela altura já tinha entendido.
A primeira carona podia até ter sido acaso.
A segunda não.
E a terceira provavelmente seria melhor.

Comentários (1)

Regras
- Talvez precise aguardar o comentário ser aprovado - Proibido numeros de celular, ofensas e textos repetitivos
  • comedordecoroa: Fiquei de pau duro

    Responder↴ • uid:1cnczb3o8b4r