#Bissexual #Corno #Grupal #Traições

Muito mais que bons amigos - Parte 6

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Lopedrinhofm

A gente ainda estava na segunda-feira de manhã, tentando voltar à rotina depois de tudo o que tinha acontecido no fim de semana.
Por volta das dez da manhã, o meu celular apitou no grupo de WhatsApp que o Vini tinha criado só com nós quatro.
Era uma mensagem dele:
"Galera, tô num intervalo aqui do trabalho. Bora fazer algo diferente hoje à noite pra esfriar a cabeça? Passo aí pra pegar vocês e a gente vai num shopping aqui perto comer um Mc Donald's e dar uma andada."
A Gi viu a mensagem e me olhou com os olhos brilhando, cheia de empolgação.
— Amor, vamos! A gente tá precisando sair um pouco da rotina de casa. Vai ser gostoso ir os quatro.
— Bora então, vou responder lá que a gente vai — falei, mandando o sinal de joia no grupo.
Quando deu umas sete da noite, o Vini encostou o carro na frente. Entramos no carro e fomos o caminho todo conversando bobagem, até chegarmos na praça de alimentação do shopping. Pegamos a fila do McDonald's, fizemos os pedidos e sentamos numa mesa grande do canto.
A gente estava ali rindo, dividindo as batatas e tomando refri, quando o meu celular tremeu forte no bolso. Era o nome do meu chefe na tela.
— Licença aí, pessoal, preciso atender rapidinho... É do trabalho — comentei, me levantando da mesa.
Fui até uma parte mais quieta da praça de alimentação e atendi. A ligação foi direta e fria: o corte de gastos da empresa tinha chegado no meu setor e eu estava demitido. Nem precisava ir trabalhar no dia seguinte, só passar no RH pra assinar a rescisão.
Desliguei o telefone sentindo um nó na garganta e o chão sumindo sob os meus pés. Voltei pra mesa passos lentos, completamente pálido.
A Gi percebeu na hora e soltou o lanche.
— Vitor? O que foi? O que aconteceu?
— Amor... me mandaram embora. Eu fui demitido — soltei, desabando na cadeira.
A Gi ficou paralisada, sem reação, e a Emilly olhou pro Vini assustada.
O Vini fechou o lanche dele, olhou no meu olho e colocou a mão no meu ombro com firmeza.
— Calma, Vitor. Respira fundo, cara. Não entra em desespero agora, a gente tá aqui com você.
Eu passei a mão pelo rosto, sentindo o suor frio na testa, e olhei pra Gi com a voz trêmula:
— Puta que pariu, Gi... Como é que a gente vai pagar o aluguel no mês que vem? E as contas de luz, o mercado? A minha rescisão não vai durar quase nada se eu demorar pra achar outro emprego.
A Gi me olhou com a cara apavorada, segurando na minha mão com força por cima da mesa, sem saber o que me dizer pra me acalmar.
O Vini olhou pra mim com aquela calma de sempre, encostou mais perto e falou sério:
— Vitor, olha pra mim, cara. Primeiro de tudo: você não tá sozinho nessa. Segundo: lá na minha empresa eles tão pra abrir uma vaga na minha área até o fim do mês. Eu sou parça do supervisor de lá, vou mexer meus pausinhos amanhã mesmo pra botar o seu currículo no topo da pilha. Vai dar certo.
— Sério, Vini? Poxa, cara... muito obrigado — falei, sentindo um peso enorme saindo do meu peito.
— Claro, pô! A gente é parceiro pra tudo — o Vini mandou, dando dois tapinhas no meu ombro.
— Mas ó, ninguém aqui vai conseguir comer mais nada nesse barulho do shopping. Vamos juntar esses lanches e ir lá pra minha casa beber uma cerveja com calma.
A Emilly concordou na hora, pegando as sacolas, e a Gi deu um suspiro de alívio, abraçando o meu braço no caminho até o estacionamento.
A gente entrou no carro do Vini e fomos o trajeto inteiro em silêncio. Chegando na casa deles, o Vini abriu a porta da sala, tirou as chaves do bolso e foi direto pra cozinha buscar umas cervejas trincando de geladas pra gente tentar esquecer o baque da notícia.
O Vini voltou da cozinha com as cervejas, entregou uma pra mim e outra pra Gi. Ele deu um gole longo, olhou pra Emilly e se curvou do lado dela, sussurrando algo bem no ouvido da esposa. A Emilly deu um sorriso safado, piscou pra ele, se levantou da sala e subiu as escadas sem falar nada.
Ninguém entendeu nada por dois minutos, até que a gente ouviu o barulho de salto alto descendo os degraus devagar.
A Emilly apareceu no final da escada completamente transformada. Ela estava usando uma fantasia minúscula de policial: uma saia preta colada que mal cobria a bunda, um top preto decotado com o símbolo da polícia no peito, cassetete na cintura e um par de algemas de ferro balançando na mão.
Ela caminhou até o meio da sala com um olhar sério, mas exalando tesão, e tirou o cassetete do cinto.
— Todo mundo parado! Mãos onde eu possa ver! — a Emilly mandou, numa voz firme e sensual, parando na nossa frente. — O que os dois delinquentes tavam pensando? Tavam achando que iam sair impunes depois de aprontarem na vizinhança?
A Gi deu uma risadinha nervosa, mas a Emilly chegou perto dela com a cara fechada e encostou o cassetete de leve no queixo da minha mulher, levantando a cabeça dela.
— Sem gracinhas, suspeita! Você e esse seu comparsa aí tão presos por excesso de gostosura e invasão de propriedade.
Ela olhou pra mim com uma cara de brava super provocante e bateu o cassetete na minha coxa com força moderada.
— Você aí, de joelhos no chão agora! E tira essa camisa, rápido, que eu vou ter que fazer uma revista minuciosa em você antes de levar pra cela!
O Vini encostou na parede da sala, tomou mais um gole da cerveja e ficou só assistindo a cena com aquele sorrisinho de canto, adorando o show da mulher dele.
A Gi deu uma risadinha gostosa, mas obedeceu. A Emilly puxou os braços da minha mulher pra trás, estalou as algemas no pulso dela e a jogou de bruços no sofá, deixando aquela bundinha empinada. A Emilly ajoelhou atrás da Gi, puxou a calcinha dela pro lado e enfiou a língua direto na bucetinha molhada. A Gi deu um grito abafado no estofado, rebolando a bunda enquanto a Emilly lambia sem dó, passando a língua de baixo pra cima, chupando o grelo com força.
A Emilly pegou o cassetete de plástico liso, lambeu a ponta pra lubrificar e enfiou devagarzinho na buceta da Gi. A minha mulher soltou um gemido alto, abrindo as pernas o máximo que podia com o cassetete entrando e saindo bem fundo, deixando a vagina dela esticada e brilhando de suor.
A Emilly virou pra mim com a cara cheia de autoridade e tesão:
— Agora você, prisioneiro! Sua punição vai ser me foder até eu mandar parar!
Ela subiu no meu colo no sofá, tirou a calcinha preta e caiu direto na minha pica, metendo o meu pau todo na bucetinha quente dela. A Emilly começou a cavalgando forte no meu colo, quicando feito louca na minha rola, fazendo os peitos balançarem na minha cara enquanto gemia alto.
O Vini chegou por trás do sofá onde a Gi estava algemada e enfiou aquela pica monstruosa dele direto no cuzinho dela. A Gi deu um urro de tesão, jogando a cabeça pra trás enquanto o Vini socava forte por trás, fazendo a sala tremer com o som das rasteiras de pele.
Eu segurei a bunda da Emilly com força, metendo pra cima enquanto o Vini estava colado do meu lado no sofá, socando a minha mulher. No meio daquela putaria descontrolada, a perna do Vini raspou com força na minha coxa suada. Na hora de puxar a Emilly pra mais perto, minha mão escorregou e encostou direto no pau duro dele por baixo da barriga da Gi.
A gente travou o olhar por um segundo. Ninguém puxou a mão de volta. Eu apertei a base da rola dele por um instante e ele deu um apertão firme na minha coxa, o olhar dele ficando pesado de tesão. Aquele toque esbarrado, meio sem querer mas cheio de intenção, fez o meu sangue ferver de um jeito absurdo. O ritmo da suruba aumentou três vezes.
O Vini começou a socar no cuzinho da Gi com uma ignorância violenta, gemendo grosso no meu ouvido, e eu comecei a socar na buceta da Emilly até a talo, ouvindo as duas gritando e gozando junto com a gente naquela sala.
Eu e o Vini travamos os olhos por dois segundos que pareceram uma eternidade. A Emilly estava de olhos fechados, jogando a cabeça pra trás e cavalgando no meu pau feito uma louca, e a Gi gemia no estofado com o rosto enterrado na almofada, entregue à piroca dele no cuzinho dela. Nenhuma das duas percebeu o que estava acontecendo ali no meio.
Em vez de afastar a mão, o Vini deu um sorrisinho de canto, quase imperceptível. Na socada seguinte que ele deu na Gi, o corpo dele colou ainda mais no meu. A mão dele desceu pela minha coxa suada e apertou com força o meu saco por baixo do quadril da Emilly, puxando com um tesão pesado que me fez soltar um gemido rouco.
O arrepio subiu pela minha espinha como um choque elétrico. Eu passei a mão pela cintura do Vini e deslizei os dedos pela pele quente das costas dele, sentindo os músculos tensos enquanto ele socava. Fiquei com o polegar roçando direto na base da rola dele, sentindo a veia pulsar forte a cada entrada que ele dava na minha mulher.
O tesão da proibição de fazer aquilo escondido das duas me descontrolou por completo. Aumentei o ritmo das socadas na Emilly, enfiando até o talo, enquanto olhava fixo no olho do Vini. Ele acelerou as estocadas no cuzinho da Gi, e a gente se encarava a centímetros de distância, dividindo o mesmo ar, num pacto silencioso de puro desejo entre dois homens que ninguém ali na sala desconfiava.
— Puta que pariu, Vitor... assim eu vou gozar! — a Emilly gritou, travando a bunda contra a minha virilha e tremendo inteira num orgasmo violento.
A gente se soltou bem devagar antes que as meninas abrissem os olhos. O Vini recuou um passo, limpando o suor da testa com o braço, e me deu uma piscada discreta, guardando o segredo só nosso.
A Gi se virou no sofá toda descabelada, rindo de respiração curta:
— Meu Deus... vocês dois acabaram com a gente hoje...
A Emilly deitou no meu peito, rindo sem fôlego, sem fazer a menor ideia do toque que tinha rolado por trás do corpo dela.
A gente se despediu na porta da casa deles ainda com o corpo moído. O caminho de volta pra casa foi curto, mas pra mim pareceu uma eternidade.
Eu só conseguia pensar no toque do Vini. Naquele aperto firme no meu saco, na pele quente das costas dele e no olhar pesado de tesão que a gente trocou sem as meninas verem.
Chegamos em casa, tomamos um banho rápido e nos deitamos. A Gi dormiu encostada em mim em poucos minutos, mas eu passei a noite inteira em claro. Olhava pro teto no escuro e a cena voltava na minha mente em loop, fazendo meu pau armar sozinho debaixo do lençol só de lembrar do rosnado dele no meu ouvido.
Na manhã seguinte, por volta das nove horas, meu celular tocou. Era o Vini.
— Fala, Vitor! Dormiu bem, cara? — a voz dele veio calma, mas com aquele tom cúmplice de sempre.
— Fala, Vini... Mais ou menos, fiquei pensando bastante naquilo de ontem... — soltei, deixando no ar.
— Pois é, nem me fale... Mas ó, liguei pra te dar uma notícia boa: falei com meu chefe logo cedo. O nome dele é Felipe. Falei muito bem de você e ele quer te fazer uma entrevista hoje mesmo, às duas da tarde. Consegue colar aqui na empresa?
— Caralho, Vini! Claro que consigo! Já vou arrumar minhas coisas aqui. Valeu mesmo, cara!
Quando deu uma e meia, eu já estava na recepção da empresa. O Vini desceu pra me buscar, me deu um aperto de mão demorado, dando um tapinha discreto na minha cintura que me fez arrepiar inteiro, e me levou até a sala da diretoria.
Quando entrei na sala, o Felipe se levantou da cadeira pra me cumprimentar. Que homem. O cara era alto, com um ombro largo de academia que desenhava perfeitamente na camisa social colada, barba bem feita e um maxilar marcado. Ele exalava uma presença máscula e dominante que tomou conta da sala inteira.
— Prazer, Vitor. Sou o Felipe — ele disse, com uma voz grave e aveludada, me dando um aperto de mão tão firme que fez meu corpo inteiro estremecer.
Na hora que olhei bem nos olhos dele e senti aquele cheiro de perfume amadeirado, o meu pau deu uma disparada pesada dentro da cueca. Fiquei completamente doido pelo cara no mesmo segundo, mas me segurei ao máximo pra manter a postura profissional e não transparecer nada.
A entrevista durou uns vinte minutos. Falei sobre minha experiência, ele fez algumas perguntas técnicas e balançou a cabeça satisfeito.
— Excelente, Vitor. O Vini já tinha me dito que você era um cara diferenciado, e vi que seu currículo é exatamente o que a gente precisa aqui. A vaga é sua. Pode passar no RH amanhã pra entregar os documentos.
— Muito obrigado, Felipe! Você não vai se arrepender — falei, me segurando pra não demonstrar o tesão absurdo que eu estava sentindo por aquele homem.
Saí da sala com o coração disparado, encontrando o Vini no corredor, que já me olhou com um sorriso de canto sabendo que tinha dado certo.
A gente saiu do prédio da empresa e foi direto pra uma cafeteria bem aconchegante que tinha no bloco ao lado. Pedimos dois cafés expressos e sentamos numa mesa do fundo, num canto mais reservado.
Eu ainda estava meio atordoado com a presença do Felipe. A imagem daquele homem alto, sarado, com a camisa apertada nos braços e aquela voz grave não saía da minha cabeça de jeito nenhum.
O Vini encostou na cadeira, deu um gole no café dele e me olhou com aquele sorrisinho sacana de sempre.
— E aí, Vitor? Falei que o cara era foda, não falei? O Felipe é um profissional incrível, o melhor chefe que já tive aqui. Resolve tudo no ato.
— Caralho, Vini, o cara impõe respeito mesmo. Muito obrigado por essa força, de verdade — falei, tentando manter a voz normal pra não dar na cara o quanto eu tinha ficado mexido.
O Vini inclinou o corpo pra frente, olhou pros lados pra ver se ninguém estava ouvindo, e soltou num tom de deboche bem baixo, dando uma risadinha de canto:
— Pois é, né? O cara é um monstro de forte, tem essa presença toda de machão... mas ó, segredo nosso aqui: o homenzarrão é casadíssimo com outro homem. Um carinha mais novo, bem ajeitado.
Eu segurei a xícara no ar, sentindo meu coração dar um pulo no peito. Meu pau deu um tranco forte dentro da calça só de ouvir aquilo.
— Sério? — perguntei, tentando fingir surpresa, mas com os olhos arregalados.
— Seríssimo — o Vini continuou, rindo e balançando a cabeça. — Quem vê aquele jeitão dominante dele na empresa não imagina nada. Mas o Felipe é super resolvido com isso. Na verdade, ele faz parte de um trisal, com uma mulher super gostosa.
O Vini parou de falar por um segundo, fixou o olhar bem no fundo dos meus olhos e deu uma piscada discreta, roçando o pé dele no meu tornozelo por baixo da mesa do café.
— Mas e aí... gostou de conhecer o seu novo chefe?
Eu dei um gole no café, tentando disfarçar o arrepio que subiu na hora que o pé dele encostou no meu, e soltei um sorriso meio sem graça:
— Poxa, cara... Fiquei impressionado com o jeito dele. O homem passa uma moral danada.
O Vini deu uma risadinha gostosa, me dando mais uma olhada de canto cheia de intenção antes de olhar pro relógio no pulso. Ele bebeu o resto do café de um gole só e se levantou da cadeira.
— Bom, meu parceiro, preciso voltar pro batente antes que o Felipe note minha falta lá dentro — o Vini disse, dando dois tapas firmes no meu ombro e deixando a mão dele deslizar devagar pelo meu pescoço antes de me soltar. — Vai pra casa comemorar com a Gi. Amanhã a gente se fala mais.
A gente se despediu e eu fui o caminho todo até o ponto de ônibus em transe. Minha cabeça estava uma loucura pura: a imagem do Vini me provocando por baixo da mesa se misturava com a figura do Felipe, aquele homenzarrão forte de barba bem feita e voz grave. Saber que o meu chefe novo era casado com outro cara deixava tudo ainda mais proibido e quente na minha mente.
Cheguei no meu prédio por volta das quatro da tarde. Assim que rodei a chave na fechadura e abri a porta da sala, a Gi veio correndo do quarto, de rabo de cavalo e um shortinho jeans bem curto.
— Amor! E aí?! — ela perguntou, com os olhos arregalados de ansiedade, segurando nas minhas duas mãos. — Como foi lá? Me conta tudo!
— Fui aprovado, Gi! A vaga é minha! — soltei, dando um sorriso largo.
A minha mulher deu um grito de alegria, pulou no meu pescoço e me deu um abraço apertado, distribuindo vários beijos no meu rosto e na minha boca.
— Ai, meu Deus! Que alívio, Vitor! Eu sabia que ia dar certo! — ela comemorou, rindo alto e me puxando pra sentar com ela no sofá. — Como que é lá? O chefe do Vini é legal? Você gostou dele?
Eu engoli em seco, sentindo meu pau dar aquele tranco dentro da cueca só de ouvir a pergunta dela sobre o Felipe.
— Ah, o cara foi super profissional, Gi. O nome dele é Felipe — respondi, tentando manter a voz o mais calma e natural possível. — Ele olhou meu currículo, fez umas perguntas técnicas bem diretas e disse que eu começo essa semana. O Vini me ajudou demais me recomendando.
A Gi me deu mais um beijo comemorativo e fomos preparar algo pra comer, felizes pelo alívio financeiro.
A minha primeira semana de trabalho no prédio de administração financeira da multinacional foi pura correria. O lugar era enorme, ocupando três andares de um prédio espelhado no centro da cidade, cheio de baias de vidro, ar-condicionado no trincando e pessoas de terno e roupa social andando pra lá e pra cá com pastas e notebooks. Eu passei os primeiros dias mergulhado em planilhas, sistemas internos complexos e reuniões de alinhamento com a equipe do Vini.
O Vini e eu mantínhamos uma postura 100% profissional no escritório, mas bastava a gente se cruzar no corredor pra rolar aquele olhar rápido e cúmplice que lembrava das nossas noites. Porém, o maior desafio pra mim era ficar no mesmo ambiente que o Felipe.
O cara era uma máquina de trabalhar. Ele passava pelas baias com a camisa social sempre bem ajustada ao peitoral largo, arregaçada até os antebraços musculosos, exalando um perfume amadeirado marcante que tomava conta da sala toda vez que ele se aproximava. Minha cabeça virava uma loucura toda vez que ele encostava do meu lado pra checar um relatório.
Na sexta-feira, por volta das seis da tarde, o escritório já tinha esvaziado quase todo. O Vini tinha ido embora mais cedo, e eu fiquei terminando de fechar os balanços da semana. O Felipe saiu da sala dele, tirou o terno e ficou só de camisa social preta, com os dois primeiros botões abertos, deixando o peitoral desenhado à mostra.
Ele caminhou até a minha mesa, encostou a coxa grossa na quina da divisória e se curvou um pouco pra olhar a tela do meu computador. O cheiro do perfume dele veio em cheio no meu rosto, e o braço sarado dele ficou a centímetros do meu ombro.
— Parabéns pelo desempenho essa semana, Vitor. Você superou as expectativas. O Vini não exagerou quando disse que você era bom — o Felipe falou, com aquela voz grave e firme que ressoou fundo no meu peito.
Eu olhei pra cima, parando direto nos olhos dele. O cansaço da semana, o silêncio daquele andar vazio e a memória de saber que ele era casado com outro homem me deram uma coragem inconsequente.
— Obrigado, Felipe. Dou o meu melhor... ainda mais quando tenho um chefe que me dá tanta motivação só de entrar na sala — soltei, baixo e devagar, sustentando o olhar dele sem piscar.
O Felipe travou. A expressão séria dele mudou no mesmo segundo, os olhos dele desceram pra minha boca e ele deu um passo curto pra frente, colando ainda mais o corpo na minha mesa. O ar no andar pareceu sumir de tão pesado.
— Como é que é, Vitor? — o Felipe perguntou, num tom quase sussurrado, com a voz ainda mais grave, testando até onde eu ia.
Eu engoli em seco, senti meu rosto queimar de vergonha e tentei dar mais um passo na audácia, inclinando o corpo na direção dele:
— Você ouviu bem, Felipe. É difícil focar na planilha com você tão perto...
O Felipe me encarou por uns três segundos num silêncio absoluto. A tensão na sala era tão grande que dava pra ouvir o zumbido do ar-condicionado. Devagar, ele deu um passo pra trás, cruzou os braços largos no peitoral musculoso e deu um sorriso de canto, mantendo a calma impecável.
— Vitor... você é um excelente profissional, mas vamos colocar os pingos nos is aqui — ele disse, com a voz calma, grave e extremamente educada, sem alterar o tom. — Eu sou muito bem casado, amo o meu marido e minha esposa, e não misturo a minha vida pessoal com o trabalho.
Eu senti o meu chão sumir. Fiquei congelado na cadeira, sem saber onde enfiar a cara de tanta vergonha.
— Me desculpa, Felipe... Eu não queria... — gaguejei, tentando me ajeitar na mesa.
— Fica tranquilo, sem neura — ele me interrompeu com um gesto leve de mão, chegando um pouco mais perto e falando num tom mais baixo e reservado. — Mas já que a gente tá sendo transparente aqui... eu não sou cego, Vitor. Eu já percebi o clima e as olhadas entre você e o Vinicius desde o primeiro dia.
Meu coração deu um pulo na garganta. Olhei pra ele com os olhos arregalados.
— Só um conselho de chefe: tomem muito cuidado aqui dentro — o Felipe continuou, com um tom sério, mas sem tom de ameaça. — A diretoria dessa multinacional é extremamente conservadora com regras de compliance. O que vocês fazem fora daqui é problema de vocês, mas dentro do escritório, mantenham o foco 100% no trabalho. Combinado?
— Combinado, Felipe... Pode deixar. Desculpa o mal-entendido — falei, soltando o ar que estava preso no meu peito.
Ele deu dois tapinhas fracos no meu ombro, pegou o paletó no encosto da cadeira e deu as costas:
— Bom fim de semana, Vitor. Bom trabalho hoje.
Ele saiu caminhando pelo corredor com passos firmes, deixando o perfume dele pra trás e eu ali, paralisado na mesa, tentando processar o fora educado que levei e o choque de saber que ele já tinha sacado tudo sobre mim e o Vini.
Eu saí do escritório com as orelhas queimando de vergonha. Cheguei em casa ainda meio aéreo, tentando disfarçar o baque perto da Gi. Por sorte, ela não percebeu nada porque estava animada arrumando as coisas pra gente jantar na casa do Vini e da Emilly.
Quando deu umas oito da noite, a gente foi pra lá. A noite correu tranquila na sala, com todos nós bebendo um vinho e comendo uma massa que a Emilly tinha preparado. A conversa estava gostosa, mas eu e o Vini trocávamos aqueles olhares carregados de intenção.
Depois do jantar, a Gi e a Emilly foram pro quarto olhar umas roupas que a Emilly tinha comprado na internet. Assim que a porta do quarto lá em cima bateu, o Vini me puxou de leve pelo braço até a varanda dos fundos, aproveitando que a gente estava sozinho no escuro.
Ele me encostou do lado do balcão, colou o corpo no meu e desceu a mão pra dar um aperto forte na minha coxa, rindo baixo:
— E aí, meu parceiro... Tava doido pra ficar sozinho com você. Como foi fechar a semana lá? O chefe pegou muito no seu pé?
Eu suspirei fundo, passei a mão pelo cabelo e olhei no fundo dos olhos do Vini:
— Vini, caralho... Eu passei a maior vergonha da minha vida hoje com o Felipe.
O Vini franziu a testa, sem soltar a minha coxa, e deu um sorriso curioso:
— Como assim, cara? O que aconteceu?
— Eu dei em cima dele, Vini — soltei de uma vez, num sussurro desesperado. — Fiquei sozinho com ele no andar depois do expediente, aquele homenzarrão na minha frente... Não aguentei o tesão e soltei uma direta.
O Vini arregalou os olhos, mas soltou uma risada abafada e gostosa:
— Mentira! Caralho, Vitor! E o que o homem falou?
— Ele me deu um fora super educado, disse que ama o marido e não mistura as coisas. Mas o pior não foi isso... Ele olhou bem na minha cara e disse que já percebeu o clima que rola entre mim e você na empresa. Avisou pra gente tomar cuidado pra não dar ruim com a diretoria.
O Vini travou na hora, a risada sumiu do rosto dele e ele deu uma olhada rápida pra dentro da casa, checando se as meninas continuavam no andar de cima.
O olhar dele voltou pra mim, ainda mais pesado e carregado de tesão e adrenalina. Ele deu um passo pra frente, me prensando contra a mureta da varanda, e levou a mão direto pro meu pau por cima da calça, apertando com força.
— Puta que pariu, Vitor... — o Vini sussurrou bem no meu ouvido, com a voz rouca. — Saber que você ficou doido pelo chefe e que ele sabe do nosso rolo só me deixou com três vezes mais tesão em você...
Eu fiquei sem ar quando a mão do Vini apertou o meu pau com força. O medo de ser descoberto pelo Felipe se misturou com a boca do Vini colando na minha ali mesmo, no escuro da varanda. A gente se prensou contra a mureta, trocando um beijo pesado, com língua, desespero e muito suor, num ritmo louco por causa da adrenalina do momento.
Eu fiquei sem ar quando a mão do Vini apertou o meu pau com força. O medo de ser descoberto pelo Felipe se misturou com a boca do Vini colando na minha ali mesmo, no escuro da varanda. A gente se prensou contra a mureta, trocando um beijo pesado, com língua, desespero e muito suor, num ritmo louco por causa da adrenalina do momento.
O Vini me puxava pelo pescoço e eu segurava a cintura dele com força, esquecendo completamente onde estávamos.
De repente, a porta de vidro da varanda correu num estalo seco.
— Amor, a Emilly falou que...
A voz da Gi travou na hora. O som das palavras sumiu do ar.
A gente se separou num tranco violento, mas já era tarde demais. A Gi estava parada na luz que vinha da sala, com a boca aberta, os olhos arregalados em choque absoluto e as mãos tremendo. Ela tinha visto tudo: as nossas bocas grudadas, a mão do Vini na minha cintura e o meu corpo colado no dele.
O silêncio que se instalou na varanda foi ensurdecedor. O rosto da Gi foi do desespero à dor em dois segundos. As lágrimas começaram a descer pelo rosto dela sem ela soltar um único som.
— Gi... amor, escuta — tentei dar um passo na direção dela, com o coração saindo pela boca, a perna bamba e o estômago embrulhado de pavor.
— Não encosta em mim, Vitor! — ela gritou, com a voz embargada, dando dois passos pra trás e levando a mão ao peito. — Que porra é essa?! O que... o que vocês dois tavam fazendo?!
O Vini congelou do meu lado, empalideceu completamente e engoliu em seco, sem conseguir articular uma palavra.
Nesse mesmo segundo, a Emilly desceu as escadas correndo ao ouvir o grito da Gi, aparecendo na sala sem entender nada:
— Gente? O que tá acontecendo aqui? Gi, por que você tá chorando?
A Gi olhou pra mim com um nojo e uma decepção que me cortaram ao meio, ignorou a Emilly e apontou o dedo na minha cara, tremendo inteira:
— A gente vai pra casa agora, Vitor. Agora!

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  • Hulla: Realmente estragou o conto, que triste!

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