Muito mais que bons amigos - Parte 12
A quarta-feira começou com a eletricidade ainda correndo nas minhas veias. A lembrança do suor e dos gemidos da Emilly misturados aos meus e aos do Vini no tapete da sala parecia um segredo estampado na minha cara.
Assim que sentei na minha bancada, o telefone fixo tocou. Era o sinal de sempre.
Caminhei até a sala do CFO com passos calmos. Quando entrei, o Felipe estava na janela, de costas, ajeitando as abotoaduras da camisa cinza. Ele se virou devagar, mantendo aquele ar impassível de superioridade, mas com um brilho totalmente diferente no fundo do olhar.
— Bom dia, Vitor — disse ele, a voz grave e pausada. Ele nem se deu ao trabalho de fingir que queria relatórios. Caminhou até a mesa — A Sabrina me disse que o dia de vocês ontem foi... extremamente produtivo.
Sustentei o olhar dele, dando um sorriso de canto:
— Ela parece ter gostado bastante a companhia, Felipe.
O Felipe deu um riso curto, quase inaudível, e se aproximou um passo, baixando o tom de voz para deixar tudo perigosamente íntimo dentro daquela sala de diretoria:
— Você realmente achou que eu te mandei com ela por falta de tempo, Vitor? Eu conheço a minha mulher. E conheço a fome que você e o Vinicius têm. Eu deixei vocês dois a sós justamente para isso... para atiçar o fogo de vocês, para aumentar esse tesão reprimido que tá impregnado no ar desse andar. Eu gosto de ver o movimento do jogo antes de entrar nele.
Senti meu peito esquentar. O CFO rígido e irretocável estava confessando, com todas as letras, que tinha nos usado como peça no próprio jogo de voyeurismo e dominação.
— Então você tava só preparando o terreno? — provoquei, bem perto dele.
— Eu sempre preparo o terreno — o Felipe respondeu, com uma frieza impecável, antes de apontar para a porta. — Agora volte para o seu posto. O dia hoje vai ser longo.
Enquanto isso, a Emilly já tinha colocado a parte dela do plano em prática. Na hora do almoço, vi ela em ligação com a Giovana.
O verdadeiro caos, no entanto, começou no exato segundo em que o expediente deu seu último sinal.
O silêncio tomou conta da sala, quebrado apenas pela nossa respiração acelerada. A luz fraca do abajur deixava os corpos ainda suados brilhando no tapete. A Emilly estava deitada entre mim e o Vini, com a cabeça apoiada no peito dele e uma das mãos repousando na minha coxa, o olhar fixo no teto.
— Se a gente for fazer isso — ela começou, a voz aveludada e sem pressa, quebrando o ritmo —, não dá pra ser com afobação ou jogada ensaiada. O Felipe é desconfiado por natureza. Qualquer movimento falso e ele se fecha completamente.
— O que você sugere? — o Vini perguntou, acariciando o ombro dela, o tom já bem mais sóbrio.
— Deixa a coisa fluir naturalmente no escritório amanhã — ela se sentou devagar, cobrindo o corpo com o robe de seda e nos encarando. — O Vitor não precisa forçar a barra com ele. A Sabrina já jogou a semente. Agora é esperar o próprio Felipe dar o passo. Ele gosta de sentir que tá no controle, mesmo quando tá caindo na nossa armadilha.
No dia seguinte, a rotina no andar da diretoria parecia estranhamente calma. Manteve-se o clima de profissionalismo cirúrgico. Passei pela sala do CFO algumas vezes, mas me limitei a entregas rápidas de documentos, mantendo a postura firme sem nenhuma provocação barata. O Felipe, como esperado, apenas observava de longe, tentando decifrar o silêncio do grupo.
Foi na sexta-feira, quase no final do expediente, que as peças começaram a se mover sozinhas.
Eu estava terminando de fechar um relatório quando meu celular vibrou sobre a mesa. Era uma mensagem da Giovana:
“Amor, a Emilly me chamou pra tomar uma taça de vinho na casa dela depois do trabalho. Disse que quer comemorar o fechamento daquele contrato e me chamou pra ir com você. Você vai?”
Antes que eu pudesse responder, o telefone fixo da minha mesa tocou. Ergui os olhos e vi o Felipe me observando através do vidro da sala dele. Atendi.
— Vitor — a voz dele veio baixa, direta. — A Sabrina me avisou que combinou um encontro informal com a Emilly na casa dela hoje à noite. Ela insistiu para que eu vá... e mencionou que você e a Giovana também foram convidados.
— Não estava sabendo, Felipe — menti com naturalidade, sustentando o olhar dele do outro lado do vidro. — A Gi acabou de me mandar mensagem comentando sobre o convite da Emilly.
— Entendi — ele fez uma pausa curta do outro lado da linha, e deu pra ouvir o som leve de sua caneta tocando a mesa. — Eu não costumo frequentar esses encontros fora do expediente. Mas a Sabrina faz questão... e eu prefiro estar presente. Nos vemos lá por volta das nove.
Desliguei o telefone e olhei pro Vini, que já me encarava da bancada dele, sacando tudo só pela minha expressão.
O terreno estava montado sem nenhuma pressão. Todos estariam na casa da Emilly sob uma justificativa aparentemente casual — e o Felipe, tentando manter a vigília sobre a esposa e sobre nós, estava caminhando por conta própria direto para o centro do jogo.
Por volta das nove, a dinâmica já estava montada. A Giovana tinha chegado comigo, usando um vestido preto simples que ressaltava a beleza dela, ainda meio tímida sem entender a real intenção da noite. O Vini cuidava das bebidas no balcão da cozinha enquanto a Emilly, exuberante num vestido solto de cetim, circulava com garrafas de vinho. O Pedro também estava lá — presença marcante e sem a menor vergonha de estar naquele meio.
A virada na noite aconteceu quando a porta de entrada se abriu e o Felipe entrou com a Sabrina.
O Felipe vinha sem o paletó, com a camisa social cinza ligeiramente aberta no colarinho, mas mantendo aquele olhar frio e observador. A Sabrina se acomodou no sofá, trocando um olhar pesado de cúmplice com a Emilly e com a Giovana, que já começava a soltar o riso depois da segunda taça de vinho.
— Você demorou, Felipe — a Emilly provocou, se aproximando e servindo uma taça pro chefe. — Achamos que o diretor ia dar para trás.
O clima esquentou numa velocidade absurda. Não teve conversinha de trabalho. O álcool, a luz baixa e o tesão acumulado de semanas de provocações explodiram de uma vez. O Vini puxou a Emilly pelo quadril no meio da sala, cravando um beijo fundo nela, enquanto a Sabrina se inclinou pra Giovana, tirando o vestido da minha esposa e deixando os seios dela expostos ali mesmo.
Mas o choque real de todo mundo veio do homem que parecia o mais controlado do grupo.
O Felipe se levantou do sofá com uma postura fria, implacável. Ele desfez o cinto de couro, abriu a calça social e tirou a cueca sem pressa. A sala inteira simplesmente travou o olhar.
Aquele homem reservado e certinho guardava uma monstruosidade: um pau grosso, veioso e absurdamente comprido, com uns 26cm que pareciam irreal de tão grande.
— Meu Deus... — a Giovana soltou num sussurro, de boca aberta, sem conseguir tirar os olhos daquele membro enorme que pendia ereto.
— Eu disse para vocês que não conheciam o meu marido de verdade — a Sabrina riu alto, se ajoelhando imediatamente no tapete para abocanhar a cabeça grossa do pau do Felipe.
A partir dali, a postura de chefe chato sumiu para dar lugar a um dominador nato. O Felipe assumiu o controle absoluto do ambiente com uma autoridade que deixou todo mundo louco de tesão.
Ele puxou a Giovana pelo cabelo sem machucar, apenas impondo a força dele, e mandou ela ficar de quatro no sofá. A Gi obedeceu na hora, gemendo alto só de sentir a cabeça daquela pica gigante raspando na entrada dela antes do Felipe empurrar de uma vez só, preenchendo ela inteira até o fundo.
A sacanagem virou um caos de corpos suados no meio da sala da Emilly:
Felipe: Dominava a cena totalmente, fodendo a Giovana no sofá com estocadas fundas e compassadas enquanto segurava o pescoço dela, pra logo em seguida puxar a Emilly pelo quadril e cavalgar na diretora, fazendo o pau de 26cm sumir dentro dela e arrancar gritos de tesão.
Pedro: Entrou no ritmo com uma fome absurda. Pegou a Sabrina por trás no chão enquanto eu dava o pau na boca dela, e depois se virou pro Vini — o Pedro ajoelhou no tapete, abrindo as pernas e deixando o Vini foder a bunda dele com força, pra depois inverter a posição e meter fundo na bunda do Vini, fazendo meu amigo gemer alto cravando as unhas no tapete.
Eu me dividia entre chupar a Emilly enquanto o Felipe a dominava por cima, e pegar o Pedro por trás, sentindo o corpo quente dele dar conta de receber e dar pau pra todo mundo sem parar.
O Felipe não perdoou ninguém. Depois de foder a Giovana e a Emilly até as duas ficarem sem forças, o diretor se virou para os homens. Ele segurou o Pedro pela nuca, fazendo o cara se ajoelhar e engolir aquele pau colossal até o talo, pra depois me puxar de quatro no tapete e meter aqueles 26cm na minha bunda, com uma força e uma autoridade que me fez agarrar a perna da mesa pra não desmontar.
O som da sala era uma mistura de tapas na pele suada, estalos altos de estocadas fundas e gemidos de puro êxtase.
O ápice veio com todos no limite: o Felipe gozou uma quantidade absurda por cima do barriga da Emilly e do rosto da Giovana, enquanto o Pedro jorrou na bunda do Vini e eu completei na boca da Sabrina.
Ficamos todos largados no tapete da sala da casa da Emilly, arfando alto, com o suor brilhando sob a iluminação baixa, completamente destruídos e dominados pela noite mais insana que aquele grupo já tinha vivido.
O silêncio que se seguiu na sala da Emilly era denso, quebrado apenas pelos suspiros pesados e pelo som do ar-condicionado. Ficamos todos espalhados pelo tapete de plush, os corpos completamente entregues, cobertos por uma mistura de suor e gozo.
A Giovana estava deitada de lado, descansando a cabeça no peito da Emilly, as duas ainda tentando recuperar o fôlego depois do ritmo insano que o Felipe tinha ditado. A Sabrina, com um sorriso satisfeito de quem tinha conseguido exatamente o que queria, estava encostada no sofá com a cabeça no colo do Pedro, que acariciava as pernas dela com a mão ainda trêmula do esforço.
O Vini estava jogado do meu lado, olhando pro teto de gesso, soltando uma risada fraca e incrédula:
— Puta que pariu... — o Vini murmurou, passando a mão pelo rosto. — Segunda na reunião das nove da manhã, como é que eu olho na cara de vocês sem lembrar dessa porra?
O Felipe foi o primeiro a se mexer. Ele se levantou com uma calma desconcertante, totalmente sem vergonha da nudez ou do membro de 26cm que agora descansava meia-bomba contra a coxa. A aura de chefe frio e dominador ainda estava ali, mas agora sem a máscara do falso puritanismo.
— Na reunião das nove, Vinicius, você vai apresentar o relatório de margem operacional como sempre fez — a voz do Felipe veio grave, perfeita, ecoando pela sala. — O que acontece entre quatro paredes ou no tapete dessa casa não muda uma vírgula do que cobro de vocês no corporativo. Mas... — ele olhou diretamente para mim e depois para o Vini, dando um sorriso de canto sombrio — ...agora vocês sabem exatamente até onde a gente pode ir quando a porta do escritório fecha.
A Emilly se sentou devagar, ajeitando o cabelo bagunçado pra trás e cruzando as pernas, sem se importar em esconder o sexo ainda melado. Ela pegou a taça de vinho na mesa de centro, olhou pro Felipe e levantou o copo num brinde silencioso:
— O jogo só está começando, Felipe. E agora que a Giovana e o Pedro entraram pra roda, duvido que alguém aqui consiga voltar pra rotina normal.
A Giovana me olhou com os olhos brilhando de tesão, me puxando pelo pescoço pra me dar um beijo lento e com gosto de vinho e gozo. O clima de dominação e cumplicidade entre todo o grupo tinha atingido um nível sem volta.
A segunda-feira no escritório começou sob uma atmosfera estranha. O silêncio no andar da diretoria não era o mesmo de antes: parecia carregado por um mistério pesado. A lembrança daquela noite na casa da Emilly — com o Felipe dominando todos e mostrando do que realmente era capaz — ainda queimava na memória de quem estava lá.
Às nove da manhã em ponto, eu e o Vini fomos para a sala de reuniões principal. Esperávamos encontrar o Felipe no topo da mesa, mantendo aquela postura fria e impenetrável de sempre depois do final de semana insano.
Porém, a cadeira da presidência da mesa estava vazia.
Segundos depois, a Emilly entrou. Ela trazia uma pasta de couro sob o braço e trajava um terninho impecável, mas a expressão dela não era a habitual de sarcasmo ou provocação. Estava séria, postura ereta, passos firmes.
— Bom dia — a Emilly começou, apoiando as mãos no tampo de vidro da mesa e olhando nos olhos de cada um. — Antes de passarmos para os relatórios do trimestre, preciso fazer um comunicado oficial.
Eu e o Vini nos entreolhamos no mesmo instante.
— O Felipe foi solicitado em uma transferência de emergência para a sede internacional no sábado. — ela soltou, a voz calma e sem oscilações. — Ele já não responde mais pelo departamento financeiro desta filial.
O impacto foi imediato. O homem que tinha nos deixado em choque na casa dela, que tinha provado todo o seu poder de dominação sobre o grupo, simplesmente subiu de cargo num fim de semana.
— Mas e a substituição? — o Vini perguntou, visivelmente surpreso.
A Emilly deu um meio sorriso calculista e se virou em direção à porta de vidro da sala, que se abriu devagar.
— Para assumir o posto de CFO e garantir que a reestruturação continue, eu gostaria de apresentar a nova chefe de vocês — a Emilly anunciou, apontando para a mulher que acabara de dar um passo para dentro.
Era a Nayara.
Alta, elegante, trajando um vestido vermelho estruturado e exalando um perfume marcante. A mesma Nayara que a Emilly tinha revelado ser o antigo segredo de Felipe, a mulher com quem ele tinha transado naquela mesma sala para fechar contrato meses atrás.
Ela caminhou até a cabeceira da mesa, apoiou as mãos sobre a cadeira que antes pertencia ao Felipe e passou o olhar lentamente por mim e pelo Vini, com um sorriso dominador que entregava que ela sabia exatamente onde estava pisando.
— Bom dia, rapazes — a Nayara disse, a voz grave e aveludada. — O Felipe deixou a casa em ordem, mas agora as regras são minhas. E eu pretendo conhecer muito bem o trabalho de cada um de vocês.
A chegada da Nayara trouxe uma mudança de ar radical e necessária para o andar da diretoria. Acostumados com a frieza rígida do Felipe e com a constante corda bamba de jogos de poder, o Vini e eu estávamos armados, esperando uma postura parecida — ou até mais agressiva —, mas a nova CFO nos pegou de surpresa pelo profissionalismo cirúrgico.
Nas primeiras semanas, a Nayara provou que não precisava de jogos de bastidores para impor respeito.
Ela reestruturou os fluxos da equipe em dias, eliminou processos burocráticos desnecessários que o Felipe mantinha apenas para centralizar o controle e fez questão de dar crédito direto aos nossos relatórios nas reuniões com o conselho. Pela primeira vez em meses, o ambiente de trabalho era puramente técnico, eficiente e surpreendentemente leve.
Numa tarde de quinta-feira, ela me chamou na sala dela para alinhar a revisão do orçamento anual.
Entrei esperando a tensão habitual daquele espaço, mas encontrei a Nayara focada, com duas xícaras de café na mesa e as planilhas abertas.
— Vitor, analisei a sua projeção para o quarto trimestre — ela disse, girando o monitor na minha direção e indicando os números com a caneta. — A sua leitura de risco foi muito mais precisa do que a da consultoria externa. Ajustei a alocação de verba com base no seu cálculo. Bom trabalho.
— Obrigado, Nayara — respondi, honestamente surpreso com a clareza da comunicação. — O Felipe costumava segurar essas aprovações por semanas.
A Nayara deu um sorriso calmo, encostando-se na cadeira de couro sem perder a postura impecável:
— O Felipe tinha as prioridades dele. As minhas são resultados e eficiência. Não tenho tempo para jogos de ego, Vitor. Se a equipe entrega com excelência, todos sobem juntos. É simples assim.
A postura dela conquistou o setor rapidamente. O Vini, que no início estava ressabiado, passou a trabalhar com um rendimento muito maior, e a própria Emilly parecia aliviada por ter uma parceira de diretoria pragmática, focada em metas reais em vez de disputas veladas de território.
Por um tempo, a rotina corporativa finalmente encontrou um equilíbrio saudável, e a empresa rodou como uma engrenagem perfeita.
O sábado ensolarado veio como um respiro perfeito para fechar um mês de trabalho intenso e produtivo sob o comando da Nayara. A rotina profissional no escritório finalmente tinha entrado nos eixos, o que deixava a cabeça de todo mundo leve para aproveitar o fim de semana.
Marcamos um futebol society na mesma quadra privada de sempre. O jogo foi pegado, movimentado, com direito a boas jogadas, risadas e aquela competitividade saudável entre amigos. No final da partida, exausto e suado, sentei no banco da lateral para tirar as chuteiras. Foi quando vi a figura do Alex cruzando a grade do complexo esportivo.
Ele caminhou devagar até a gente, cumprimentando a turma com um aperto de mão firme e um sorriso tranquilo.
— E aí, rapazes? O jogo foi bom hoje? — o Alex perguntou, a voz grave e pausada, observando o suor escorrendo pelo peito do Vini e o meu estado.
— Intenso, Alex... Precisando de um banho e de uma cerveja urgente — o Vini respondeu, arfando e rindo, sem conseguir disfarçar o arrepio ao sentir o olhar do Alex sobre ele.
— O banho a gente resolve já... E a cerveja tá gelando lá na minha casa — o Alex sugeriu, com uma calma contagiante, sem pressa alguma. — Sem correria hoje. O dia é nosso.
Aceitamos na hora. Fomos para a casa do Alex, uma casa simples, sem reboco, que mais parecia um cativeiro. Depois de abrirmos as primeiras garrafas e relaxarmos o clima naturalmente foi mudando de tom. A agitação da semana e o cansaço do jogo deram lugar a um tesão lento, acumulado e maduro.
Diferente da urgência de outras vezes, o Alex conduziu tudo com calma-
Ele nos levou para o quarto, sem pressa, ele foi despindo o Vini primeiro, tirando a camisa e calção do futebol devagar, apreciando cada centímetro de pele suada e dando beijos quentes no pescoço dele. Depois veio até mim, desfazendo as minhas roupas com cuidado, cravando as mãos no meu quadril e puxando meu corpo para um beijo fundo, pausado, com gosto de cerveja e vontade.
Quando o Alex se despiu completamente, a presença dele preencheu o quarto. Ele se deitou e nos puxou para perto.
Ele usou as mãos e a boca sem nenhuma pressa, explorando cada curva do meu corpo e do Vini. Ele chupou meu pau com calma, deslizando a língua da base até a cabeça, fazendo o tesão subir até o teto, enquanto usava os dedos para massagear e preparar a entrada do Vini.
O Alex posicionou o Vini por cima dele de forma confortável. Com uma paciência dominadora, foi guiando o Vini para sentar no pau dele devagar. O Vini soltava gemidos manhosos, baixos, sentindo a pele arrepiar conforme se adaptava ao ritmo suave e ritmado das estocadas que subiam da cama.
Logo em seguida, o Alex me puxou para ficar de quatro na sua frente. Ele me segurou pela cintura com uma firmeza gostosa, dando beijos nas minhas costas antes de entrar com uma calma deliciosa. As estocadas eram fundas, certas, preenchendo tudo e fazendo o quarto ser tomado por sons de respirações pesadas, pele com pele e gemidos abafados no travesseiro.
Ficamos horas ali, alternando posições, trocando beijos entre nós três e aproveitando a energia de um Alex focado puramente em dar e sentir prazer com calma absoluta.
Quando ele finalmente gozou fundo dentro de mim, enquanto o Vini jorrava no peito dele, o ápice veio suave, marcando um fim de tarde perfeito, preguiçoso e inesquecível.
Saímos da casa do Alex no início da noite, com o corpo ainda relaxado e a sensação boa de um sábado bem aproveitado. Caminhando lado a lado pela calçada em direção ao carro do Vini, a gente vinha conversando sobre a leveza do dia quando o meu celular começou a tocar de forma insistente no bolso.
Puxei a tela e vi o nome no visor. Era a Emilly.
— Vitor! Onde você e o Vinicius estão? — a voz dela veio alterada pelo viva-voz assim que atendi, misturando raiva, susto e aquele tom de impaciência que ela raramente deixava transparecer.
— Calma, Emilly. A gente tava num churrasco depois do jogo. O que aconteceu? — perguntei, gesticulando pro Vini enquanto ele destravava o carro dele no alarme.
— Roubaram a porra do meu carro! — ela soltou um palavrão fino, desabafando. — Eu parei rapidinho na frente daquela farmácia perto do parque pra pegar um remédio e, quando saí, o valet e a vaga estavam vazios. O alarme nem apitou. Levaram a SUV com chave presencial e tudo. Estou presa na delegacia aqui do bairro fazendo o boletim de ocorrência.
Olhei pro Vini, que arregalou os olhos do lado do motorista e fez sinal pra eu avisar que estávamos indo pra lá.
— Fica tranquila, a gente tá a dez minutos daí. Já estamos indo te buscar.
Chegamos ao plantão policial e encontramos a Emilly de pé na calçada, de braços cruzados, bufando. Mesmo irritada, vestindo um conjunto casual de linho, ela mantinha aquela presença marcante de diretora.
— Que inferno de cidade — ela reclamou assim que entrou no banco de trás do carro do Vini, batendo a porta com força e passando a mão pelo cabelo. — O seguro já foi acionado, mas vou ficar pelo menos uns dias sem carro até a seguradora resolver a burocracia ou liberar o reserva.
— Pelo menos você tá inteira, Emilly — o Vini tentou tranquilizar, ajeitando o retrovisor interno pra olhar pra ela enquanto engatava a marcha. — O carro o seguro paga. O foda é a amolação que isso dá na cabeça.
— Nem me fale — ela suspirou fundo, encostando a cabeça no banco e soltando um riso amargo. — Logo agora que a semana na empresa promete ser puxada com a Nayara fechando o planejamento do trimestre... Amor, você vai ter que me dar uma carona na segunda de manhã.
— Sem crise, amor — o Vini respondeu com um sorriso, olhando pra ela pelo espelho. — Pego o Vitor e a gente vai todo mundo junto pro escritório.
Na segunda-feira de manhã, o Vini passou na minha casa no primeiro horário.
Chegando ao andar da diretoria, a atmosfera estava limpa e altamente focada. Com a saída do Felipe e a chegada da Nayara, aquela tensão pesada de conspiração tinha dado lugar a uma rotina de trabalho real e eficiente.
Às dez da manhã, a Nayara saiu de sua sala segurando uma pasta de projetos e caminhou até a ilha de trabalho onde eu e o Vini estávamos.
— Bom dia, rapazes — ela cumprimentou, com aquela serenidade elegante que se tornara sua marca registrada. — Vitor, Vinicius, preciso de vocês dois na sala de reuniões em cinco minutos. Vamos fechar a apresentação para o conselho que acontece na quarta-feira.
— Perfeito, Nayara. Já estamos com a projeção de custos atualizada — o Vini respondeu pronto, ajustando o nó da gravata.
Entramos na sala de reuniões logo em seguida. A Emilly já estava sentada à mesa com o notebook aberto. A dinâmica entre as duas diretoras era impressionante: a Nayara trazia a visão financeira fria e matemática, enquanto a Emilly dominava a parte operacional e estratégica. Nenhuma alfinetada, nenhum jogo de egos.
— Vitor, passe para mim a análise de risco do quarto trimestre — a Nayara pediu, sem tirar os olhos da planilha espelhada na tela da TV.
Entreguei a pasta impressa e sentei ao lado do Vini. Durante duas horas seguidas, trabalhamos de forma fluida. A Nayara ouvia nossas sugestões, fazia correções precisas e nos dava total autonomia para conduzir os números.
No final da reunião, quando fechamos a apresentação, a Nayara deu um sorriso sincero, encostando-se na cadeira de couro:
— Excelente trabalho, equipe. O Felipe podia ter seus métodos, mas certamente deixou uma equipe de primeira linha aqui. O conselho vai aprovar isso sem ressalvas.
A Emilly olhou para mim e para o marido com um brilho discreto de aprovação no olhar, orgulhosa do desempenho do Vini e do time.
A reunião da manhã tinha terminado, mas a eficiência da Nayara deixou um rastro de curiosidade na ar. Por volta das três da tarde, o sinal do meu telefone corporativo tocou.
— Vitor, pode vir à minha sala? E peça para o Vinicius vir junto — a voz da Nayara veio baixa, pausada, num tom completamente diferente daquele usado na frente da Emilly.
Olhei para o Vini, que me devolveu um franzir de sobrancelhas curioso. Caminhamos até a sala da diretoria financeira. Assim que entramos, a Nayara se levantou da cadeira de couro, foi até a porta e girou a trava de segurança, fechando as persianas de vidro que davam para o corredor.
O clima da sala mudou instantaneamente. O ar-condicionado parecia ter ficado mais frio, mas a tensão ali dentro subiu dez graus.
A Nayara virou-se devagar, apoiando o quadril na borda da mesa de madeira nobre. Ela estava usando um vestido tubinho preto que desenhava perfeitamente as curvas do corpo dela. Com calma, desfez o primeiro botão da gola e tirou os óculos de grau, jogando-os sobre os papéis.
— A Emilly acabou de descer para uma reunião externa com o jurídico — a Nayara começou, cruzando as pernas e fixando o olhar em mim e no Vini, com um sorriso de canto provocante. — O que significa que temos vinte minutos sem interrupções.
O Vini deu meio passo à frente, ajustando a postura, mas visivelmente surpreso:
— Aconteceu algum problema com o relatório, Nayara?
ela soltou uma risada curta, aveludada, descendo os olhos lentamente do peito do Vini até o meu quadril.
— Nenhum problema com os relatórios, Vinicius... Vocês dois são extremamente eficientes no papel — ela disse, dando dois passos lentos na nossa direção, o perfume marcante preenchendo o espaço entre nós. — Mas o Felipe não me deixou só a carteira de clientes quando me passou esse cargo. Ele me contou como essa equipe costuma 'comemorar' as boas entregas.
Senti a pele do meu pescoço esquentar na hora.
— O Felipe fala demais — respondi, sustentando o olhar dela e dando um passo mais perto.
— Ele fala. Mas eu prefiro verificar os fatos pessoalmente — a Nayara deu mais um passo, ficando a poucos centímetros de mim e do Vini, passando a ponta da unha levemente pela gravata dele. — A Emilly é uma excelente profissional, mas aqui dentro, quem dá as ordens agora sou eu. E eu quero saber se os dois rapazes de ouro da diretoria são tão bons sob pressão quanto dizem.
Ela encostou a mão na minha cintura, puxando meu corpo levemente para mais perto do dela, enquanto mantinha o olhar fixo no Vini.
— Sem a Emilly saber, é claro. Pelo menos por enquanto.
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Comentários (1)
PA22: Não gostava da Nayara, acho que nunca comentei, já que a participação dela no conto era pouca coisa, vamos ver se agora ela consegue me conquistar! Será que o Alex vai dar para o Vini e Vitor ?
Responder↴ • uid:aych8rq