Thiago e Felipe, uma história de amizade e amor capítulo 2: Turbulência
Felipe se sente invisível, Thiago mantém o namoro deles no famoso sigilo, e eles terão que arrumar um jeito de continuar ou acabar tudo de vez.
Eu sou Felipe e já contei como Thiago me conquistou, o popular, pegador da escola. Tenho 16 anos, e amo Thiago, mas ele exige que tudo seja escondido, eu queria berrar para o mundo o que sinto e ele... Ele continua sendo o popular.
Em meu peito, era como se alguma coisa tivesse ficado presa ali dentro, latejando devagar.
O pior dia foi numa festa de aniversário, a escola foi em peso, tava lotada.
Metade da escola espremida naquela casa enorme de condomínio, gente espalhada pela piscina, pela garagem, pelos quartos. O grave do funk fazia o chão vibrar sob o tênis. MC Kevinho, Orochi, alguma mistura de playlist feita às pressas: “Ela só quer sentar, sentar, sentar…”
O ar tava pesado de cigarro, perfume doce demais e vodka barata misturada com energético.
Eu fiquei do lado de fora quase a festa inteira, encostado num muro úmido perto da churrasqueira, segurando uma latinha de cerveja quente que já tinha perdido qualquer gosto. Nem bebendo eu conseguia parar de olhar pra dentro.
Porque ele tava lá.
Thiago.
No meio da pista, como sempre. Como se a festa girasse ao redor dele.
A luz estroboscópica cortava o rosto dele em flashes azuis e vermelhos. O sorriso fácil. A corrente brilhando no pescoço. Todo mundo ria do que ele falava, mesmo quando nem devia ter graça.
E a mão dele tava na cintura da Letícia.
Não só encostada. Apertando.
Ela ria daquele jeito exagerado que as meninas faziam quando ele dava atenção. Jogou o cabelo pra trás, encostou no peito dele, e ele abaixou a cabeça pra falar alguma coisa no ouvido dela.
A menina mordeu o lábio na hora.
Meu estômago virou.
O pior era que eu conhecia aquele jeito dele. Conhecia a voz baixa, os toques lentos, o olhar meio torto antes de beijar alguém. Horas antes, era comigo. As mãos dele estavam na minha cintura no escuro do quarto de hóspedes enquanto a festa começava lá fora.
Agora parecia que aquilo nunca tinha acontecido.
Por um segundo, os olhos dele encontraram os meus do outro lado da sala.
Eu esperei qualquer coisa.
Culpa. Vergonha. Medo.
Mas não.
Ele só sustentou meu olhar por dois segundos, frio, calculando. Como se dissesse sem falar: “Não estraga isso.”
Então virou pra Letícia e beijou ela.
Mas não foi um selinho qualquer.
Foi intenso. Teatral. A mão segurando firme na nuca dela, a outra apertando a cintura. O tipo de beijo que garoto popular dá sabendo que tá sendo observado.
A galera em volta gritou: — AÊÊÊ, THIAGÃO!
Alguém bateu palma.
Eu virei o resto da cerveja de uma vez só. O líquido quente desceu queimando minha garganta, mas não apagou a sensação horrível crescendo dentro de mim.
Porque naquele instante ficou muito claro quem eu era naquela história.
A putinha escondida no quarto escuro. O segredo. O cara que ele comia quando ninguém tava olhando.
Enquanto o “Thiago de verdade” pertencia ao mundo.
Tentei convencer a mim mesmo que eu tava exagerando. Que eu sabia como as coisas funcionavam desde o começo. Que ele nunca prometeu sair de mãos dadas comigo no corredor da escola.
Mas uma coisa é aceitar escondido. Outra é assistir.
Mais tarde, fui no banheiro lavar o rosto. Quando saí, ele tava me esperando no corredor vazio perto da lavanderia.
— Tá bravinho? — perguntou baixo, segurando meu pulso antes que eu passasse.
Puxei o braço. — Me solta.
Ele olhou pros lados antes de chegar mais perto. — Para de fazer cena.
Eu ri sem humor. — Cena? Tu acabou de engolir a língua da Letícia na frente de todo mundo.
— E daí? Tu sabe como é essa porra.
— Não, Thiago. Acho que eu não sei mais.
Ele passou a mão no cabelo, irritado. — Cara, tu quer o quê? Que eu chegue segunda-feira na escola andando de mão dada contigo?
A pergunta bateu em mim pior que um tapa.
Porque eu sabia a resposta.
Queria.
Nem que fosse uma vez. Nem que fosse só parar de fingir que eu não existia quando tinha gente olhando.
Mas ele falou aquilo como se fosse absurdo. Como se eu tivesse pedido pra ele destruir a própria vida.
— Eu só queria não me sentir um lixo — falei baixo.
Ele soltou o ar pelo nariz, impaciente. — Tu sabe que eu gosto de ti.
“Gosto.”
Não “amo”.
Aquilo doeu mais do que devia.
— Engraçado — murmurei. — Porque quando tu tá sozinho comigo parece amor pra caralho.
Ele ficou quieto.
O som do funk tremia nas paredes atrás da gente. Risadas. Copos batendo. Alguém gritando perto da piscina.
O mundo continuava normal enquanto eu sentia tudo desmoronando.
Thiago me puxou pela cintura de repente, rápido, como fazia quando queria me desmontar. — Felipe… olha pra mim.
Eu olhei.
E odiei perceber que ainda queria beijar ele.
Mesmo depois daquilo.
Mesmo me sentindo humilhado.
A voz dele baixou naquele tom rouco que sempre acabava comigo: — Tu sabe que o que a gente tem é diferente.
— Diferente como? — perguntei. — Diferente porque só existe no escuro?
Ele travou o maxilar. — Tu não entende.
— Então me explica.
Silêncio.
E ali eu entendi tudo.
Não era que ele não conseguia. Era que ele não queria.
Porque eu era confortável daquele jeito: escondido, disponível, silencioso.
A música trocou pra um trap pesado. O grave vibrou no corredor inteiro.
Thiago largou minha cintura devagar. — A gente conversa depois.
Depois.
Sempre depois.
Depois da festa. Depois da escola. Depois da faculdade. Depois da coragem que nunca vinha.
Eu fiquei olhando ele voltar pra luz da festa enquanto eu permanecia naquele corredor apertado cheirando a cigarro e desinfetante barato.
E pela primeira vez desde que tudo começou, percebi uma coisa horrível:
Eu tava começando a amar alguém que tinha vergonha de mim.
Saímos da festa perto das duas da manhã.
Como sempre, o Uber parou uma quadra antes pra não “dar bandeira”.
A rua de Curitiba tava molhada da chuva fina que tinha caído mais cedo. As luzes dos postes se refletiam no asfalto brilhando dourado.
A gente caminhou lado a lado sem se tocar.
O silêncio entre nós parecia maior que o som distante da música vindo da casa.
— Festa da hora, né? — ele tentou, forçando normalidade.
Continuei andando.
— Felipe, fala comigo, porra.
Parei no meio da calçada.
— Sabe qual a pior parte? — perguntei, sentindo a garganta apertar. — Não é nem tu pegar outras minas pra esconder isso.
Ele ficou imóvel.
— É que tu fica incrível fazendo isso. Convence todo mundo. Até eu quase acredito que nunca significou nada.
— Não fala merda.
— Então olha na minha cara e fala que tu teria coragem de segurar minha mão na escola amanhã.
Ele abriu a boca.
Fechou de novo.
Pronto.
Resposta dada.
O vento frio bateu forte entre nós.
Thiago desviou o olhar primeiro.
E aquilo acabou comigo mais do que qualquer beijo na festa.
No dia seguinte, Thiago me mandou mensagem cedo. Eu quase não respondi, mas ele insistiu.
Thiago: Amor, por favor. Me deixa te compensar. Tô me sentindo um merda. Vamos pro shopping hoje? Só nós dois. Cinema, lanchar, o que você quiser. Preciso falar contigo direito.
Eu demorei uns minutos, mas acabei aceitando. Ainda tava puto, mas a saudade e a vontade de ver ele eram maiores.
Ele passou me buscar de uber. Assim que entrei, Thiago já tava com cara de culpado. Não falamos nada, só o motorista quebrando o silêncio com papo de Uber até estacionar na frente do shopping.
— Felipe… me desculpa — começou, virando o corpo pra mim. A voz dele tava rouca, sincera. — Eu fui um idiota ontem. Vi você lá parado, olhando, e continuei mesmo assim. Eu sei que te humilhei na frente de todo mundo. Eu tava com medo pra caralho de alguém desconfiar, mas isso não justifica. Você não merece isso. Eu te amo, mano. De verdade. Não quero te perder por causa dessa palhaçada de fachada.
Ele segurou minha mão. Apertei de volta, mas ainda tava com o orgulho ferido.
— Eu sei que é difícil pra você também… mas ver você beijando ela daquele jeito me destruiu.
— Eu sei. E eu juro que vou tentar mudar isso. Devagar, mas vou tentar. Você é o que importa pra mim agora.
Ele se inclinou e me roubou um selinho ali mesmo no shopping, pedindo desculpas com a boca. Quando nos separamos, ele sorriu torto:
— Vem. Vamos aproveitar. Hoje eu quero te tratar bem.
Passamos a tarde no shopping. Ele comprou sorvete pra mim, me fez experimentar uma camisa que ele achou que ficaria boa em mim, ficou o tempo todo colado do meu lado quando não tinha gente conhecida por perto. Parecia realmente arrependido.
No cinema, escolhemos uma sessão de um filme de ação genérico, bem no fundão da sala. Quase vazio. Assim que apagou a luz e o filme começou, Thiago não perdeu tempo. Colocou o braço por cima de mim, depois desceu a mão devagar pela minha coxa. Olhou pros lados, viu que não havia ninguém para prestar atenção e abriu o botão da minha calça.
— Thiago… aqui? — sussurrei.
— Shhh. Deixa eu te pedir desculpa direito.
Ele abaixou a cabeça no meu colo, puxou minha cueca pra baixo e colocou meu pau na boca quente. Começou devagar, chupando só a cabeça, língua girando, babando bastante. Depois desceu mais fundo, engolindo quase tudo. Eu segurei o braço da poltrona, mordendo o lábio pra não gemer alto. O som do filme ajudava a disfarçar.
Thiago chupava com vontade, como se quisesse tirar toda a raiva de mim. Subia e descia, mão massageando minhas bolas, saliva escorrendo. Quando eu comecei a foder a boca dele devagar, ele gemeu baixinho, vibrando no meu pau. Não durou muito. Eu tava puto e excitado demais. Segurei a nuca dele soquei inteiro, fiz questão de segurá-lo por alguns segundos, deixando-o asfixiado, Mas algumas socadas até o talo e gozei forte na boca dele, segurando pra não fazer barulho. Ele engoliu tudo, limpou com a língua e subiu com um sorrisinho safado, limpando o canto da boca.
— Melhor agora? — perguntou no meu ouvido.
— Um pouco — respondi, ainda respirando pesado.
Depois do filme, fomos pra casa dele. Os pais tinham viajado pro fim de semana. Assim que fechou a porta, Thiago me encostou na parede e me beijou com fome.
— Eu quero fazer mais por você hoje — murmurou, tirando minha camisa. — Quero que você me coma. De verdade.
Eu parei, surpreso.
— Sério?
— Sério. Eu nunca dei o cu pra ninguém. Vai ser minha primeira vez… e eu quero que seja com você. Tô fazendo isso porque eu... Quero que saiba que estamos nessa juntos, te amo... de verdade.
Aquilo mexeu comigo. Raiva, desejo, emoção, tudo misturado. Fomos pro quarto dele. Thiago pegou o lubrificante, tirou a roupa e se deitou de bruços, bunda pra cima. A visão dele assim, oferecendo algo que nunca tinha dado, me deixou louco.
— Vai com calma no começo, tá? — pediu, voz um pouco nervosa.
Não pensei duas vezes e caí de boca naquele cuzinho, lambi pra caramba, meti a língua fui babando, sentindo o gosto de Thiago e sua virgindade que estava prestes a perder.
Ele rebolava timidamente para mim.
Passei lubrificante nele e nos meus dedos. Preparei devagar, um dedo, depois dois, sentindo ele apertado pra caralho. Thiago gemia baixo, agarrando o lençol. Quando coloquei a cabeça do pau na entrada e comecei a empurrar, ele soltou um gemido mais alto.
— Porra… devagar…
Entrei centímetro por centímetro. Era absurdamente apertado. Quando estava todo dentro, parei um pouco, deitado em cima dele.
— Tá tudo bem?
— Tá… pode ir… — respondeu, voz rouca.
E eu fui.
Comecei devagar, mas a raiva de ontem ainda tava ali. Logo aumentei o ritmo. Meti mais forte, mais fundo. Segurei a cintura dele e comecei a foder com força, bolas batendo na bunda dele. Cada estocada era pesada.
— Isso… porra… — ele gemia, apertando o travesseiro.
Eu dei um tapa forte na bunda dele.
— Você é meu agora também, né? — rosnei, metendo mais bruto.
— Sou… caralho… sou seu.
A raiva misturada com tesão me deixou animal. Virei ele de lado, levantei uma perna dele e meti fundo, olhando pra cara dele enquanto fodia. Depois coloquei de quatro e segurei o cabelo dele, puxando pra trás enquanto socava. A bunda dele tava vermelha dos tapas. Ele gemia alto, mistura de dor e prazer, completamente entregue.
— Mais forte… me fode, Felipe… — pediu, voz quebrada.
Eu meti com tudo, sem dó. Raiva, amor, ciúme, desejo — tudo saindo nas estocadas. Quando gozei, foi fundo dentro dele, gemendo o nome dele. Thiago gozou logo depois, só com o pau roçando no lençol, tremendo inteiro.
Caí por cima dele, os dois suados e destruídos. Abracei ele por trás, ainda dentro, e beijei sua nuca.
— Desculpa ter sido tão bruto… — murmurei.
— Eu adorei — ele respondeu baixinho, ainda ofegante. — E eu gostei de ser seu desse jeito.
Ficamos ali abraçados, respirando juntos. A raiva tinha diminuído bastante. Ainda tinha muito pra resolver, mas pelo menos hoje ele tinha tentado.
Acho que há esperanças de sairmos do escuro.
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Comentários (1)
Fabio M.: Opinem, critiquem, sugirem como a história deve continuar, o q mais os rapazes podem descobrir juntos, se devem namorar abertamente ou devem continuar escondidos.. Obrigado a todos q leram e curtiram.
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