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Muito mais que bons amigos - Parte 18

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Lopedrinhofm

Semanas passaram voando, e a regra no escritório virou lei de ferro. Eu e o Vinicius parecíamos dois santos no horário comercial. Nem um olhar torto no corredor, zero gracinha perto da máquina de café e menos ainda perto dos banheiros. Dentro daquela empresa, a gente era só funcionário exemplar, cumprindo meta, batendo ponto e morrendo de medo da Emilly. A discrição era a única coisa mantendo o nosso emprego seguro e garantindo que o nosso esquema por fora continuasse.
Só que a calmaria durou até o Felipe aparecer na nossa filial.
Ele veio para uma auditoria relâmpago, mas a real intenção era outra: seduzir a Emilly a puxar o boné e assumir de vez a diretoria executiva global na sede principal. Era a vaga dos sonhos, o topo do topo, com um salário absurdo e poder de verdade sobre todas as filiais do país.
Naquela noite, a casa do Vinicius virou de ponta-cabeça. A gente tinha acabado de chegar para mais uma rodada de farras quando o assunto da mudança caiu na mesa. A Emilly estava andando de um lado para o outro na sala, com um copo de whisky na mão, o rosto fechado pensando na proposta do Felipe.
— E aí, Emilly? Vai largar a gente para brilhar na matriz? — perguntei, jogando a jaqueta no sofá, enquanto a Gi abria uma cerveja para mim.
A Emilly parou bem no meio da sala, tomou um gole da bebida e abriu aquele sorriso soberbo que fazia qualquer marmanjo tremer.
— É óbvio que eu vou aceitar, Vitor — ela disse, com a voz firme. — O Felipe me deu carta branca para mandar em tudo na matriz. Eu ralei anos aguentando chefe incompetente para chegar aqui. Vou recusar o topo só para ficar babysitting de vocês dois? De jeito nenhum. A matriz é o meu lugar.
Para o Vinicius, a notícia foi música para os ouvidos. Mas o que a gente não sabia era que a vida real estava preparando uma rasteira daquelas.
Três dias depois, o clima de comemoração desabou de vez.
Eu cheguei da empresa cansado, e a Gi estava sentada na ponta da cama, com o olhar completamente perdido e um teste de farmácia na mão. Ela tremia tanto que quase deixou o negócio cair no chão. Quando me aproximei, ela levantou o rosto pálida.
— Vitor... olha isso aqui — ela falou, com a voz sumida.
O visor do teste brilhava com duas riscas vermelhas bem nítidas. Positivo.
O meu cérebro deu um nó na hora. Um filho? A gente nunca tinha planejado nada disso, e a minha cabeça começou a rodar pensando em boleto, fralda, salário apertado e desespero. Mas antes que eu pudesse abrir a boca para falar qualquer coisa, a Gi segurou o meu braço com força, os olhos cheios d'água de puro pânico.
— Calma, Vitor, o problema não é só estar grávida... — ela disparou, engolindo em seco. — Faz as contas, caralho. Nas últimas semanas, a gente fodeu a quatro direto. Você me comeu no mesmo dia que o Vinicius me arrombou, a gente trocou de parceiro sem camisinha, aquela orgia no tapete... Eu juro para você que não tenho a menor ideia de quem é o pai dessa criança. Se é teu... ou se é do Vinicius.
A frase bateu no meu peito como um soco. A sala inteira pareceu girar. O filho que estava crescendo na barriga da minha esposa podia ser meu, mas tinha exatamente 50% de chance de ser do meu amante, o marido da mulher que mandava na minha vida profissional inteira.
A notícia não demorou nem vinte e quatro horas para chegar aos ouvidos do Vinicius. A gente marcou de se encontrar na casa dele sob a desculpa de "resolver pendências do projeto da matriz", mas assim que a porta trancou e a Emilly foi até a cozinha buscar mais gelo, a bomba explodiu na sala.
A Gi tinha ido junto para contar a verdade na lata. O Vinicius estava sentado no sofá, com uma garrafa de cerveja na mão, e quase engasgou quando a minha esposa jogou a real na cara dele,
— O quê? Grávida?! — o Vinicius gritou, levantando de um salto, com os olhos arregalados do tamanho de pratos.
— É isso mesmo que você ouviu— a Gi rebateu
Eu fiquei calado no canto da sala, coçando a cabeça, sentindo o suor frio escorrer pelas costas.
Foi exato nesse momento que a porta da cozinha se abriu e a Emilly voltou com a travessa de gelo nas mãos.
Ela parou no meio da sala, percebendo na mesma hora o clima de velório e desespero que tomava conta da gente. A Emilly colocou a travessa na mesa com calma, estreitou os olhos pretos e cruzou os braços, nos encarando com aquela pose de patroa implacável.
— Dá para saber que caralhos tá acontecendo aqui? — ela perguntou, a voz cortando o ar frio da sala. — Vocês com essa cara de quem viu fantasma
O Vinicius olhou para mim, depois para a Gi, engoliu em seco e soltou a bomba sem filtro nenhum para a esposa:
— A Giovana tá grávida, Emilly. E pelo tanto que a gente transou nas últimas semanas, o filho pode ser meu... ou do Vitor.
O silêncio que caiu na sala foi tão pesado que dava para ouvir o zumbido da geladeira na cozinha. A Emilly travou. O rosto dela, que sempre mantinha aquele ar de controle absoluto sobre tudo e todos, desmanchou numa expressão de pura incredulidade.
Mas, para a nossa surpresa, a expressão de choque da Emilly foi se transformando aos poucos. O cenho franzido relaxou, dando lugar a um sorriso suave, meio bobo, carregado de uma mistura de surpresa genuína e uma alegria que ela nem tentou esconder.
Ela respirou fundo, largou a travessa de gelo em cima da mesa de centro e deu passos lentos até o sofá onde a Gi estava sentada, tremendo de medo. Emilly se abaixou um pouco, colocou as mãos com carinho nos ombros da minha esposa e, depois, desceu a palma da mão bem devagar até a barriga dela, fazendo um carinho leve que deixou todos nós de boca aberta.
— Calma... respirem fundo, os dois — a Emilly falou, com a voz surpreendentemente calma, doce e acolhedora, sem um pingo daquela pose de patroa implacável.
A Gi soltou um soluço abafado, com os olhos cheios d'água.
— Mas, Emilly... O filho pode ser do seu marido. Como você consegue ficar assim? — a Gi perguntou, com a voz falhada.
A Emilly deu um sorriso apaixonante, levantou o rosto e olhou para nós dois com um brilho de amor e cumplicidade que eu nunca tinha visto antes. Ela se levantou, ajeitou a saia e puxou a Gi num abraço apertado, aconchegando a cabeça da minha esposa no peito dela.
— Porque eu amo vocês, gente. De verdade — a Emilly sussurrou, passando a mão nos cabelos da Gi. — Olha o que a gente construiu aqui. Não é só transa, não é só putaria. A gente é amigo pra caralho, a gente se cuida, a gente fecha junto em qualquer parada. Se esse neném for do Vinicius, vai ter o meu amor todinho do mesmo jeito. E se for teu, Vitor, vai ser o nosso xodó. A gente cria junto, divide a barra e cuida dessa criança como a família que a gente escolheu ser.
O alívio foi tão absurdo que parecia que um peso de toneladas tinha saído das nossas costas. O Vinicius soltou um suspiro fundo, sorrindo de orelha a orelha, enquanto eu passava a mão pelos olhos para secar uma lágrima que quase escapou.
— Sério mesmo, amor? Você não tá com raiva nem nada? — o Vinicius perguntou, com a voz meio embargada, indo abraçar as duas.
— Raiva de quê? De ver que a nossa união é tão forte que gerou uma vida? — a Emilly respondeu, dando um risinho gostoso e puxando o marido para perto também. — Vocês são idiotas, mas são os meus idiotas. A gente é parceiro para o que der e vier.
O clima na sala mudou de um jeito tão gostoso, tão cheio de afeto e amizade verdadeira, que dava um quentinho no peito. Mas, ao mesmo tempo, a proximidade dos quatro corpos colados daquele jeito começou a acender um fogo desgraçado na gente. O carinho foi virando toque, o toque foi virando pegada.
A Emilly se afastou devagar, com um olhar manhoso e cheio de um tesão limpo e gostoso, mordendo o lábio.
— Mas agora... já que a gente tá com a família formada e unida, eu acho que a gente tem que comemorar esse baby do nosso jeito favorito, né? — ela sussurrou, descendo a mão direto para o meu zíper.
A Gi soltou uma risada gostosa, já com os olhos brilhando de safadeza de novo, puxando o Vinicius pela gola da camisa para um beijo estalado, enquanto eu colava a minha boca na da Emilly num beijo profundo e cheio de carinho.
A gente se deitou ali mesmo no tapete, abraçados, misturando beijos de amor com mãos bobas, chupadas gostosas e uma putaria sem fim, sabendo que, não importava de quem fosse o sangue daquele bebê, a nossa amizade e a nossa cama nunca mais iam se separar.
O Vinicius não perdeu tempo com o romantismo. Ele puxou a Gi deitada de costas no tapete fofinho da sala, empurrou a saia dela lá para cima e abriu as pernas da minha esposa com força.
Ele deu uma estocada funda, entrando de uma vez só. A Gi soltou um gemido manhoso, jogando a cabeça para trás e cravando as unhas nas costas dele, sentindo o pau grosso preenchendo tudinho.
Enquanto isso, a Emilly se ajeitava de joelhos bem na minha frente, pegou a minha pica com a mão e deu uma lambida da base até a cabeça, babando o meu pau inteiro antes de engolir ele de uma vez só na boca.
— Caralho, Emilly... assim você me mata — gemi baixinho, segurando firme nos cabelos dela, sentindo a garganta quente e apertada sugando cada centímetro de mim num ritmo frenético.
O som de carne batendo na sala era absurdo. O Vinicius metia na buceta da Gi sem dó, fazendo o corpo da minha esposa balançar inteiro a cada estocada, enquanto ela gemia alto, chamando pelo nome dele e pelo meu ao mesmo tempo.
Eu não aguentei ficar só olhando o Vinicius foder a minha mulher daquele jeito. Puxei a Emilly pelos ombros, tirando o meu pau da boca dela com um estalo molhado, e virei a patroa de quatro no tapete, bem na frente do Vinicius e da Gi.
A Emilly empurrou a bunda redonda para trás, me chamando, com a buceta toda encharcada de tesão. Eu encostei a cabeça da minha pica e empurrei com força, entrando de uma vez só nela. A Emilly soltou um grito abafado, arqueando as costas e apoiando as mãos no chão.
A sala virou uma bagunça completa de foda cruzada. O Vinicius metia fundo na buceta da Gi, e eu metia fundo na buceta da Emilly, bem do lado deles. Os nossos corpos ficavam raspando um no outro a cada estocada. A minha coxa batia na coxa do Vinicius, as nossas mãos esbarravantes nas costas das nossas mulheres, e a gente gemia junto, olhando um para a cara do outro com aquela cara de louco de prazer.
— Isso... mete essa pica gostosa na Emilly, Vitor! — o Vinicius gritava, socando a rola na Gi sem parar.
— Vou gozar, Emilly! Vou despejar tudo na tua buceta! — avisei, batendo o quadril sem piedade.
— Goza dentro, Vitor! Enche a minha buceta de porra, faz esse neném ter irmão gêmeo! — a Emilly gritava, delirando.
Dei três estocadas fundas e soltei o meu gozo quente direto no fundo dela, sentindo as paredes da buceta da patroa contraírem e sugarem tudo. No mesmo segundo, o Vinicius soltou um urro grosso, arqueou o corpo e despejou a porra toda dele dentro da buceta da Gi também.
Desabamos os quatro em cima do tapete, jogados uns sobre os outros, cobertos de suor, com os peitos arfando e o coração na boca. A gente ria de nervoso, abraçados ali no chão.
A gente tava ali no chão da sala, jogado de qualquer jeito em cima do tapete, tentando puxar o ar de volta para os pulmões, quando o som irritante de um celular começou a vibrar e tocar alto em cima da mesinha de centro.
Eu virei o pescoço de lado para olhar. A tela acesa mostrava o nome dele piscando: Alex.
O sangue sumiu do meu rosto na mesma hora.
O celular continuava vibrando em várias ligações, insistente para caralho.
A Gi, que tava com a cabeça apoiada no peito do Vinicius, levantou os olhos na mesma hora, meio tonta ainda de sono e tesão.
— Quem é essa hora, amor? — ela perguntou, com a voz manhosa.
O Vinicius olhou para o visor, reconheceu o nome na hora e fechou a cara, levantando uma sobrancelha com um ar entre o irônico e o enciumado.
Eu engoli em seco, peguei o aparelho rápido.
— É... é o Alex, do futebol — falei, tentando dar um sorriso amarelo que saiu mais para uma careta. — Deve ser sobre a partida de quinta.
Atendi a ligação antes que alguém pudesse falar mais alguma coisa, afastando-me um pouco em direção à janela.
— Alô? — falei com a voz meio rouca.
— E aí, sumido, — a voz grossa do Alex ecoou do outro lado da linha, naquele tom folgado de sempre. — Quinta-feira vai rolar aquela pelada de lei lá no campo do bairro. Consegui um esquema para a gente esticar depois do jogo, colar naquele barzinho e ver se rola aquela resenha boa que a gente curte, só nós dois. E aí, vai colar ou vai pipocar?
Eu olhei de relance para trás. A Emilly tava sentada no sofá, ajeitando a alça do collant e amarrando o cabelo, mas os olhos dela — pretos, afiados e atentos — não tinham desgrudado de mim nem por um segundo. Ela ouviu o tom da minha voz mudando e a forma como eu tentei disfarçar.
— Pô, Alex, agora fica meio corrido pra mim, mano... Tô em casa, resolvendo umas paradas com minha esposa, tá ligado? Futebol essa semana vai ser difícil — falei rapidinho, tentando encerrar o papo antes que ele falasse alguma merda comprometedora.
— Que isso, viado? Tá fugindo de mim por quê? Da última vez na minha casa tu não tava com essa pressa toda não... — o Alex soltou uma risada safada do outro lado.
Meu coração quase parou. Desliguei o telefone na cara dele com tudo, fingindo que a ligação tinha caído, e joguei o celular de volta em cima da mesa como se ele estivesse pegando fogo.
— Caiu a ligação — murmurei, voltando para o meio da sala e limpando o suor frio da testa com a mão.
O silêncio que ficou na sala era pesado. O Vinicius sabia exatamente quem era, e cruzou os braços me olhando com um sorriso torto, achando graça do meu sufoco. Mas o que me dava mais medo era a Emilly.
Ela continuava sentada no sofá, me olhando com aquela cara de quem lê a gente por dentro sem precisar de esforço nenhum. Ela não disse um pio.
Mas aquele sorriso de canto de boca que ela deu... aquilo dizia que ela tinha sacado tudo. Ela sabia que eu tava mentindo, sabia que tinha caroço naquele angu.
A Emilly levantou devagar, ajeitou a saia e passou por mim, batendo de leve o ombro no meu e sussurrando bem baixinho no meu ouvido enquanto ia em direção à porta:
— Depois a gente conversa sobre os seus "amigos de futebol", Vitor. Vê se aprende a mentir direito na minha frente.
O dia seguinte na empresa passou voando. Era a despedida oficial da Emilly antes de ela assumir a diretoria na matriz da cidade vizinha. Como a gente trabalhava em andares completamente separados, eu mal vi a cor dela o expediente inteiro. Cada um no seu quadrado, focado nos relatórios, fingindo ser o funcionário do mês para ninguém desconfiar de nada. O clima era de que nada tinha acontecido na noite anterior.
Só que, no fim do expediente, o escritório começou a esvaziar. As luzes dos corredores foram apagando, e eu terminei de organizar a minha gaveta para ir embora.
Quando cheguei no estacionamento, o Vinicius já estava encostado no carro dele, me esperando com os braços cruzados e uma cara fechada que não prometia nada de bom.
O Vinicius apertou o volante com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos.
— Dá para me explicar que porra foi aquela ontem, Vitor? — ele soltou, a voz saindo grossa e irritada, cortando o silêncio do carro.
Eu virei o rosto para ele, fingindo o máximo de desentendido.
— Do que você tá falando, cara? Qual parte?
— Não se faz de idiota para cima de mim — o Vinicius rebateu, olhando de relance para a rua e depois cravando os olhos em mim. — Aquele telefonema do Alex. Tá achando que eu sou otário? Por que o Alex tava te ligando daquele jeito, hein?
Senti o meu estômago dar uma volta. Tentei manter a calma, mas a verdade é que o Vinicius tinha descoberto o meu ponto fraco.
— Ele só queria saber da pelada de quinta — respondi, tentando soar natural, mas a minha voz falhou um pouco. — Ele é meu amigo, relaxa.
— Amigo o caralho! — o Vinicius explodiu, batendo a mão no painel do carro. — Eu te conheço, Vitor. Eu sei o jeito que você olha pros caras, e eu tô começando a desconfiar seriamente que você tá dando para aquele tatuado do Alex pelas minhas costas! Tu tá me traindo com o maluco do time?
O carro ficou em completo silêncio. A acusação dele veio com tanta força e com um ciúme tão escancarado que me deixou sem palavras por um segundo. Ele estava com raiva não só porque eu podia estar com outro, mas porque a exclusividade do nosso esquema estava balançando.
Eu virei o rosto para a janela do carro, vendo os postes da rua passarem rápido, e soltei o ar devagar. Sabia que não adiantava mentir para o Vinicius, porque ele me conhecia bem demais.
— Tá bom, quer saber a verdade? Eu fui na casa do Alex uma vez, sim — falei baixo, olhando para as minhas próprias mãos. — A gente bebeu depois do jogo, pintou um clima e acabou rolando. Mas foi só aquilo, Vinicius. Juro por Deus que eu não fiz mais nada com ele. O problema é que agora o cara acha que tem direito sobre mim e fica me ligando toda hora, me enchendo o saco. Eu não aguento mais esse maluco me procurando.
O Vinicius continuou dirigindo com a mandíbula travada, a cara fechada de raiva. Ele odiava saber que outro cara tinha me tocado fora da nossa roda, ainda mais um Zé ninguém do futebol.
— Ah, foi só uma vez? — o Vinicius falou com um tom irônico, rindo de nervoso. — Quer dizer que o meu viadinho particular fica dando mole por aí para os outros e ainda acha que sai impune?
Antes que eu pudesse responder, ele pisou no freio com tudo, jogando o carro para a direita de uma vez. O pneu cantou no asfalto e ele estacionou bruscamente na entrada de um motel de fachada escura na beira da rodovia, bem na nossa frente.
Eu arregalei os olhos, olhando para o letreiro luminoso piscando na fachada.
— O que você tá fazendo, maluco? Tá louco? — perguntei, sentindo o coração disparar.
O Vinicius desligou o motor, soltou o cinto de segurança e virou o corpo inteiro para o meu lado no banco do passageiro. O olhar dele estava cheio de um misto de raiva e de um tesão bruto que me deixou sem ar.
Ele abriu um sorriso torto e prepotente, chegando bem perto do meu rosto.
— Eu vou te mostrar quem é o seu único dono, Vitor — o Vinicius sussurrou no meu ouvido, com a voz grossa e mandona. — Sai desse carro agora. A gente vai entrar ali para você lembrar exatamente de quem é o pau que manda em você.

Comentários (1)

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  • Safadin:: Kkkkkk caralho vini finalmente demonstrou ciúmes, gostei. Espero que esse tal de Alex não vire um problema sinceramente, era Bom se esses dois dominassem ele só pra ele parar com essa chatice.

    Responder↴ • uid:4a20ataahrc