Muito mais que bons amigos - Parte 15
A segunda-feira começou tensa no escritório. Na antiga sala da Nayara, agora sentava a nova diretora financeira que Emilly havia contratado às pressas no fim de semana para blindar a empresa. Ela era uma mulher de presença marcante, fria e focada, que assumiu o comando sem dar espaço para perguntas.
Enquanto eu fingia prestar atenção nas planilhas na minha mesa, meu celular vibrou escondido. Era uma mensagem de Alex:
"E aí, viado. Aparece aqui em casa hoje mais tarde. Quero meter em você de novo. Só nós dois, cola aqui."
Apertei a tela com raiva.
No fim do expediente, vazei do escritório e peguei um ônibus até a quebrada dele.
Bati no portão enferrujado daquela casa horrível e ele abriu na hora, de bermuda e sem camisa, exibindo as tatuagens no peito com aquela cara de marginal.
— Demorou, hein, caralho. Entra logo — ele puxou meu braço com força, me empurrando pra dentro e trancando o cadeado.
A casa fedia a mofo e cerveja quente, mas eu não tava ligando pra isso. Alex já me pegou pela nuca, enfiando a língua na minha boca num beijo bruto e cheio de saliva.
— Tava com saudade de dar esse rabo gostoso pro teu macho alfa, é? — ele sussurrou no meu pé do ouvido, rindo da minha cara.
Ele nem esperou eu tirar a roupa. Me virou de costas, me empurrou contra a parede descascada da sala, abaixou minha calça num puxão só e enfiou tudo de uma vez, sem vaselina e sem frescura.
— Ai, caralho... — gemi alto, fincando as unhas na parede suja enquanto ele metia fundo, com força, me tratando igual vagabunda.
Ali, naquele casebre imundo, com o Alex me comendo sem dó e falando putaria no meu ouvido, eu esqueci do escritório. Só queria gozar na pica daquele marginal.
— Isso, aguenta firme, seu gostoso — Alex falou ríspido, o hálito quente cheirando a cerveja barata batendo direto na minha nuca enquanto ele me socava com força, sem a menor piedade.
A casa dele era um lixo, um casebre caindo aos pedaços na periferia, mas naquele momento eu não estava ligando pra porra nenhuma. Cada estocada funda dele arrancava um gemido alto da minha boca, e eu empurrava o quadril pra trás, pedindo mais, implorando pra ser comido como a puta que ele sabia que eu virava na mão dele.
— O Vini e a tua mulher devem adorar quando você chega em casa com o cheiro da minha pica, né? — ele provocou, rindo baixo e dando um tapa estalado na minha bunda que deixou a pele ardendo em fogo. — Fala pra mim, bolsista. Quem é que comanda essa porra toda? Sou eu, caralho!
— Isso... continua, Alex, porra... — eu gemia, com as unhas cravadas no reboco mofado da parede, os joelhos quase cedendo de tanto tesão.
Ele não aliviou o ritmo nem por um segundo. Agarrou meu cabelo com força, puxando minha cabeça para trás para expor meu pescoço enquanto continuava socando o quadril contra o meu corpo em estocadas rápidas e profundas. O som dos nossos corpos batendo ecoava pela sala vazia, misturado com a minha respiração desregulada e os grunhidos dele.
Eu sentia o calor subir pelo meu corpo inteiro, a pressão na base da barriga insuportável.
— Vai, goza na minha mão, seu maldito — Alex ordenou, descendo uma das mãos para apertar meu pau com força enquanto acelerava ainda mais as metidas.
Não aguentei muito mais. Dei um grito abafado quando o orgasmo me atingiu em ondas violentas, espalhando meu gozo no chão empoeirado da sala enquanto Alex me dava mais três estocadas brutais e fundas antes de despejar tudo dentro de mim, me segurando com força pelo pescoço para eu não desabar no chão.
Ajeitei a calça com pressa, limpando o suor da testa e ajeitando a camisa para disfarçar o cheiro daquele lugar.Peguei o celular e saí direto para a rua, pegando o primeiro ônibus de volta para casa. O corpo ainda latejava, a mente a mil por hora tentando colar os cacos da minha fachada de homem sério antes de cruzar a porta.
Quando enfiei a chave na fechadura e entrei, o silêncio da casa parecia pesado.
Giovana estava na cozinha, de braços cruzados diante da pia, olhando fixamente para a janela. Ela usava uma camiseta velha e parecia exausta, mas assim que passei pela porta, o clima mudou na mesma hora.
— Onde você estava que demorou tanto pra voltar do escritório? — ela perguntou, a voz cortante, virando-se para me encarar com os olhos estreitados. — Eu mandei mensagem perguntando se você passaria no mercado pra pegar café e você simplesmente sumiu por duas horas.
O susto de ter sido questionado por algo tão banal quase me fez gaguejar.
— Café? Ah... meu celular tava no silencioso com a correria das planilhas novas, Gi. O bicho pegou lá na empresa hoje com a diretora nova — inventei na hora, jogando a chave em cima da mesa de centro com um som seco e forçando uma expressão de cansaço extrema.
— É sempre a mesma desculpa de trabalho, Vitor! — ela disparou, batendo a mão na bancada da pia, irritada com o tom desdenhoso que eu tentei usar. — Você acha que eu sou tonta? Fica enfocado nessa merda de escritório o dia inteiro e ainda me trata com essa grosseria quando chega em casa por causa de um pacote de café?
— Pelo amor de Deus, Giovana, eu tô exausto! Não começa a arrumar confusão por causa de pó de café — respondi, elevando o tom de voz mais do que devia, a culpa da traição fervendo por dentro e me deixando na defensiva.
— Não levanta a voz pra mim! — ela gritou, avançando para o meio da sala, os olhos faiscando de raiva. — Você tá estranho pra caralho desde aquele fim de semana, evasivo, fedendo a essa rua... Se você acha que vai continuar com essa vidinha de merda escondendo as coisas de mim debaixo do meu próprio nariz, tá muito enganado!
Enquanto ela continuava despejando toda a raiva acumulada por causa de um motivo tão estúpido, eu olhava para ela pensando no quão cega ela estava: brigando por causa de café, enquanto eu acabara de voltar de quatro da casa de outro homem.
❤️ Contos Eróticos Ilustrados e Coloridos ❤️👉🏽 Quadrinhos Eroticos 👈🏽
Comentários (8)
PA22: Porra, Alex vai acabar com a vida do Vini e do Vitor, só não entendi pq não chamou o Vini para ir junto. Fico na dúvida se a relação do vini e do vitor vai continuar essa, só sexo, sem intimidade real entre eles..
Responder↴ • uid:aych8rqGioan: Pedro, tu é do caralho. Que saga deliciosa
Responder↴ • uid:mt97506i9Larissinha: Essa história superou muito a dos cunhados, o ranço vem e passa. Agora eu odeio esse Alex
Responder↴ • uid:mt97506i9Kikuzinho: A pior saga que eu já li
Responder↴ • uid:mt97506i9Hulla: Ele melhorou, até eu que sou crítico percebi a evolução
• uid:mt97506i9Jop3: Esse Alex vai prejudicar o Vitor, estou sentindo
Responder↴ • uid:mt97506i9Hulla: Está começando a me agradar, mas acho q podia fazer algo diferente .. que tal Vitor e Giovana se separarem?
Responder↴ • uid:mt97506i9Gabrieldotado: Caralho, essa história está melhor que a dos cunhados. Comecei criticando e agora já estou ansioso para ler uns 80 capítulos
Responder↴ • uid:mt97506i9