Memórias de um filho ciumento! (Cap. Bônus)
Flashback de uma viagem minha e do meu pai a fazenda do vovô. Conto erótico e romântico (Cap. Bônus)
[como dito no cap. 1, isso é um conto de incesto poliamoroso. eu tenho minha experiência real de incesto sim, só que muito desta história é apenas pelo tesão. os caras do outro lugar que posto pediram pra ser mais romântico, e antes de dá continuidade com o cap. 6, decidi escrever esse bônus como um flashback pela visão do Felipe]
[aviso: todos os personagens tem 19 anos ou mais]
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[Cap. Bônus]
“Ei Felipe, para de encarar ele tanto. Se eu não te conhecesse, diria que está apaixonado pelo seu pai” ele riu, mas acho que meu primo não me conhecia bem afinal, porque eu estava realmente apaixonado pelo meu coroa.
Era final de semana, e meu pai Fernando e eu viemos visitar nossa família aqui na fazenda deles. Por ser 2h de viagem, o papai também deixou que eu dirigisse meio caminho, porque eu estava cansado de não fazer nada além de ouvir música, e de acordo com ele, eu estava encarando ele demais. As vezes eu nem percebia quando fazia isso, simplesmente acontece. Papai é tão lindo, e desde quando me apaixonei por ele, venho encarando-o por muito tempo enquanto me perco em pensamentos.
Após guardarmos nossas malas aqui na casa do vovô na fazenda, que por sinal, sempre foi muito grande e arrumada, a gente almoçou em família e depois quando papai foi bater um papo com meus tios e o vovô nos fundos, eu fiquei de longe sentado com meu primo, os assistindo tentar consertar uma casinha de madeira.
“Ei Felipe, para de encarar ele tanto. Se eu não te conhecesse, diria que está apaixonado pelo seu pai”
“Cala a boca Natan”
“Qualé mano, só tô brincando. Não precisa ficar bravo. E além do mais, qual o treino de perna do tio Fernando? Porque dessa distância a bunda dele e as coxas só parecem cada vez maiores”
“Já falei pra parar de olhar pra bunda do meu pai. Da última vez você sabe o que aconteceu”
“E lá vai você com ciúmes do tio Fernando de novo. Mas relaxa cara, seu pai é só seu” foi quando o Natan beliscou minha bochecha e disse: “Garotão do papai”
Mas eu não me importava com suas ironias, eu só precisava tratar essa minha mania de ficar encarando o papai por tempo demais. Porque as vezes eu ficava excitado olhando meu coroa, e em uma coisa o Natan tinha razão, o papai estava muito rabudo naquela calça. Aposto que estava usando uma de suas cuecas jockstrap, como sempre.
“Quer entrar, Felipe? Queria te mostrar uma coisa lá em cima” o Natan se levantou dando tapinhas na minha coxa.
“Cara, acho que não tô afim de boquete agora”
“Quê? Não é isso mano” ele riu e me puxou pra seguir ele. “Faz tanto tempo que a gente ‘brinca’ juntos, eu nem sei porque você pensou nisso” ele caminhou e eu seguir ele subindo as escadas.
A casa do vovô era de primeiro andar, claro. E após a vovó partir há alguns anos, mais um tio meu começou a morar aqui. Então morava o vovô, o pai do Natan, o Natan e seu irmão, e outro tio nosso. Sempre gostei do ar do campo, e se papai quisesse morar aqui também algum dia, eu não me importaria. Eu iria pra qualquer lugar com ele.
Nosso avô é um coroa de 62 anos, bem enxuto e um tanto atraente, porque pra variar, ele lembra um pouco o meu pai que tem 45. A pouca diferença de idade não surpreende quando antigamente as pessoas casavam cedo.
“Tá, então o que foi? Não vai dizer que você chupou seu irmão enquanto ele dormia, porque--"
“Deixa de ser tarado” o Natan riu, e eu vi ele pegar alguma coisa na gaveta. A gente estava no quarto dele que dividia com o irmão.
“O que é isso?” ele me deu uma caixinha e eu abrir.
“É um anel de noivado. Gostou?”
“Quem você vai pedir em noivado?” analisei o anel, e parecia caro.
“Lembra da Paula?”
“Mentira, sério?!”
“Sim”
“Cara, meus parabéns. Nunca achei que você fosse adiante com aquela garota”
“Tá, também não precisa ser negativo. Não é porque você e eu fazíamos boquete um no outro que eu não podia encontrar o amor da minha vida”
“Seu pai já sabe?” eu devolvi a caixinha, e ele guardou. Eu estava um pouco surpreso porque tínhamos quase a mesma idade, ele 20 e eu 19.
“Eu ainda vou contar, também não é como se eu fosse deixar de morar aqui. Mas ei Felipe...” ele começou a falar mais baixo porque ouvimos vozes subindo as escadas. “Quando você vai começar a namorar também? Porque eu estava pensando na gente fazer um daqueles encontros duplos, sabe? Eu com a Paula, e você com... qualquer garoto que você goste”
Como eu poderia dizer pra ele que eu estava afim do meu próprio pai, e que o papai era o único homem que eu já amei. Mesmo que o Natan e eu tivéssemos um relacionamento de primos bem íntima, eu nunca contei dos meus desejos incestuosos e de como bato punheta toda noite pensando no papai, com aquela bunda enorme dele e seu sorriso lindo, só pra imaginar meu pau na sua garganta. Porra mano, acho que eu precisava expor isso pra alguém antes que eu surtasse. Então por que não o Natan? Ele ia entender.
“Olha, tem um cara que eu gosto... e você já conhece ele”
“Conheço é? E quem é?”
Mas quando eu estava pra falar, ouvimos passos atrás da porta, e a porta abriu.
“Felipe? Natan? O que estão fazendo aqui sozinhos?”
“Oi tio Fernando”
“Pai...”
Eu não esperava o papai ali agora, e por que ele estava sem camisa? Dava pra notar seu corpo suado, com o suor descendo pra trilha de pelos que ia pra sua virilha. Caralho, eu não podia encarar ele tanto assim.
“Pai, eu posso explicar...”
“Espera um pouco querido” foi quando ele olhou de mim pro Natan. “O seu pai está lhe chamando lá embaixo, acho que é pra ir buscar seu irmão”
Foi quando o Natan olhou pra mim como se quisesse falar algo, mas não falou, só passou pelo papai, e nos deixou sozinhos no seu quarto. Vimos que a porta se fechou, e papai olhou pra mim com cara de que suspeitasse de alguma coisa.
“Olha, não é nada do que o senhor está pensando. O Natan só me trouxe aqui pra mostrar uma coisa... e...” mas eu não podia falar do anel. Porra, como eu ia explicar pro papai sem que ele pensasse besteira?
“Ei querido, tá tudo bem. Eu confio em você” papai colocou uma mão na minha cabeça e bagunçou meus cabelos. Foi quando eu voltei a encarar seu corpo, e porra mano, papai era gostoso mesmo. Então ele voltou a falar, dessa vez com a voz baixa: “Você podia ter avisado que ia subir aqui, filho. Assim eu não ficava preocupado”
“Foi culpa do Natan, ele... mas pera ai, o senhor estava preocupado? Eu subir aqui tem 10min”
“Eu sei, tô parecendo um pai superprotetor agindo desse jeito. Mas não gosto muito quando você se afasta de m-- ohh...”
“Te amo, pai” eu o peguei de surpresa com um abraço forte, nem liguei se ele estava suado, eu sempre gostei do seu cheiro. Foi quando eu sentir o papai me abraçar de volta, e eu sentir que era o filho mais feliz do mundo.
“O pai também te ama, Felipe” ele deu um beijo entre meus cabelos, e eu sentir o coração acelerar. Por que ele tinha que ser tão perfeito e carinhoso? Quem sabe se o papai fosse menos atencioso, eu talvez tentasse superar esse amor que sinto por ele, porque a verdade era que eu sempre tive medo de confessar meu amor por ele, e as coisas mudarem entre nós.
Mas lá estava a gente, juntos de novo, com ele me abraçando com carinho e eu sentindo meu rosto esquentar, porque mesmo que eu amasse o papai, eu também queria foder ele, e ele tinha um cheiro tão bom de macho suado, um corpo tão gostoso, uma bunda enorme e usava cueca jock que só deixava sua bunda mais grande e visível na calça.
“Pai...” falei abafado com o rosto escondido no seu pescoço.
“Que foi amor?”
“Eu...” mas eu estava perdendo o controle, meu pênis estava ficando duro. Porra mano, eu precisava parar de sentir tesão quando o papai só queria me dá carinho. O que não ajudou foi que ele não me largava, e eu também não. Mas eu arrumei coragem pra falar: “Acho... acho que não quero dormir no quarto com o Natan. O senhor deixa eu dormir com o senhor? Por favor...” eu inalei seu cheiro e acho que ele sentiu, mas pareceu não se importar.
“Você sabe que vou dormir no quarto ao lado com seu tio, né?”
“Eu não me importo. É só por uma noite, o tio não vai se importar, eu faço silêncio”
“Felipe...” o papai desfez nosso abraço e me encarou no rosto com um sorriso “Eu sei que você vai fazer silêncio, mas o seu tio--"
“Fala muito, eu sei” por um momento fiquei frustrado em lembrar que o tio Tomás era muito falador, e ficava pior quando bebia. Mas acho que dava pra aguentar por uma noite, só pra dormir junto do papai. “Mesmo assim, eu não ligo. Só por favor, diz que posso dormir com o senhor hoje”
“Você tá muito apegado a mim” papai riu e continuou falando, mas em tom de brincadeira: “Acho que vou precisar cancelar alguns encontros meu com o Augusto só pra ficar mais tempo com você em casa”
“Não brinca, que eu gostei da ideia” sorrir de volta pra ele, mas ele sabia que eu falava sério. Sou muito apegado ao papai e ele sabe disso. Eu não queria privar ele de sair com seu melhor amigo Augusto quando voltássemos para casa, mas eu era seu filho, eu também merecia atenção.
Após papai aceitar que eu poderia dormir com ele àquela noite, eu o abracei de novo de felicidade, mas também porque queria uma desculpa pra cheirar ele e sentir seu corpo no meu, eu quase desci as mãos pra agarrar sua bunda enorme e gostosa por impulso, mas me contive agarrando sua cintura.
Momentos depois, saímos do quarto e descemos.
[...]
Pela tarde, eu esperei o Natan voltar, e fiquei com o papai, e meu tio Tomás consertando a casinha de madeira nos fundos. Àquela altura eu já estava sem camisa também, e meu tio Tomás elogiou meu corpo na brincadeira.
“Gostei do corpo, Felipe. Seu pai anda lhe arrastando pra aquela academia chique?”
Mas o papai ignorou rindo, e ficou concentrado consertando a casinha de madeira, junto de meu tio que mais falava do que ajudava.
“As vezes eu vou com o papai, quando não estou tão cansado da faculdade ou limpando o apartamento”
“Se eu tivesse filho, queria que fosse igual você. Aposto que um dia você ainda vai ocupar seu lugar como o homem da casa, Felipe. Do jeito que o Fernando aqui é mole” então o tio Tomás deu um tapinha de brincadeira no ombro do meu pai enquanto ele estava suado consertando a casinha.
Era divertido vê-los brincando entre si, porque acho que se eu tivesse irmão, ia viver brigando, do jeito que sou ciumento com o papai, não ia nem gostar de vê-lo abraçando outro garoto.
Eu fiquei mais um tempo ali, até que ouvir um carro na porta da frente e eu sabia que era o Natan, seu irmão Nataniel, e seu pai Nicolas. Eu teria ido lá pra frente, se não estivesse ajudando o papai e o tio Tomás, e também porque eu não queria ficar afastado do papai, vai que ele sentia minha falta de novo e eu não estava lá pra ele. Vez ou outra a gente até cruzava o olhar, e eu via ele sorrindo pra mim que meu rosto até ficava quente.
Porra mano, o sorriso do papai era meu ponto fraco, e acho que ele fazia aquilo de propósito só pra me ver nervoso. Se eu pudesse, beijava ele na boca de língua toda vez que sorrisse pra mim, mas obviamente eu não podia porque éramos apenas pai e filho. Papai não sabia que eu amava ele como homem.
“Ei Felipe! Por que não veio junto do Natan e o papai? Eu queria te ver, primo” era o Nataniel me dando um aperto de mão e depois falando com meu pai e nosso tio Tomás em seguida. Ele voltou pra mim e eu respondi:
“Eu teria ido, mas eles precisavam da minha ajuda. Estamos consertando essa... é uma casinha de madeira pra o que mesmo?” perguntei pro papai e o tio Tomás, e senti o Nataniel pousando um braço no meu ombro.
“É uma casinha pro cachorro que está vindo. O que achava que era, filho?”
Porra, era muito grande pra ser de um cachorro. Fiquei me perguntando qual o tamanho do cão pra morar ali. Mas não deu tempo de perguntar mais, porque o Nataniel me levou pra dentro, e eu avisei ao papai que ia entrar com ele. Eu vi o tio Nicolas passando por nós, provavelmente pra ajudar os irmãos na casinha, e eu fiquei sem camisa na cozinha junto do Nataniel e seu irmão Natan. Ambos tinham 1 ano de diferença, sendo o Natan mais velho com 20 anos, e o Nataniel com 19, igual a mim.
“Onde está o vovô?” perguntei pros dois, e foi quando começamos a lanchar sanduíche.
“Nos estábulos, junto do funcionário dele. Devem está cuidando dos cavalos, ou sei lá. O vovô anda bem estranho ultimamente”
“Tipo o quê?”
“Ah Felipe, se você viesse mais vezes aqui, ia saber”
“Não seja tão grosseiro, Niel. O Felipe é ocupado com a faculdade”
“Não fui grosseiro, Natan, é que mano, eu sentir sua falta” foi quando ele puxou a cadeira mais pra perto de mim, e eu vi ele abrindo algo no celular. “Aqui, esse é o funcionário do vovô. Bonito, não acha?”
“Nossa, ele é um gato” puta merda, o cara era bonito mesmo, e eu me sentir culpado por falar isso em voz alta pra outro homem que não fosse meu pai.
O Natan chegou mais perto, e ficamos olhando a foto do cara no celular.
“Pois é, o vovô anda bem próximo dele. Eu podia jurar que vi eles se esfregando semana passada nos estábulos”
“Niel, fala baixo! Nossos pais podem aparecer”
“O que temos nós?”
Porra, a gente se virou e meu pai estava atrás da gente junto do tio Nicolas. Naquele momento o Niel escondeu o celular, e fingimos voltar a comer normalmente.
“Nada não pai” falou o Natan, voltando pro seu lugar de origem “Só estávamos vendo um vídeo engraçado”
“Espero que não estejam fofocando sobre o funcionário novo do seu avô” e então o tio Nicolas foi beber água.
Eu ignorei meus primos e meu tio falando entre si, porque o papai sentou do meu lado, pertinho de mim e disse:
“Vou já tomar um banho, mais tarde jantamos e podemos ir pra cama cedo. Que tal?”
Papai estava me convidando pra ir pra cama mais cedo com ele? Eu me perdi tanto em pensamentos imaginando a cena, que mal percebi ele dando uma mordida no meu sanduíche.
“Mais cedo quanto? Porque 19h já é bem tarde pra mim” brinquei, e papai riu.
“Não tão cedo assim, amor. Mas umas 22h eu lhe chamo pra gente dormir. Amanhã cedo preparei umas coisas pra nós dois, e acho que você vai gostar”
“O que é?” perguntei ansioso focado no papai, tentando ignorar meus primos falando alto e gritando pro tio Tomás vim comer um sanduíche também.
“Não, é surpresa. E também, ainda temos 2 dias até voltarmos pra casa, até lá, vamos aproveitar o final de semana” papai piscou divertido e deu outra mordida no meu sanduíche, e eu não me importei de dividir com ele, porque pra minha sorte, papai estava bem colado em mim e dava pra sentir seu cheiro que me dava tesão.
Eu amava como ele era carinhoso comigo. Acho que ser pai solteiro causou uma dependência emocional nele. Mas foda-se, eu gostava mesmo assim.
Depois, o tio Tomás apareceu, e o papai se levantou pra beber água.
Droga, eu sei que estava sendo muito grudento agindo assim, só que eu não resistir quando vi ele saindo da cozinha e avisando pros irmãos que ia tomar um banho. Papai não percebeu, mas eu estava bem atrás dele subindo as escadas. Só quando entramos no quarto do tio Tomás, que ele falou algo:
“Sabia que não dava pra fugir do meu garoto” papai riu, e segurou a porta pra mim entrar.
Como o papai ia dormir junto do tio Tomás, suas coisas estavam guardadas no quarto dele também. As minhas estavam no quarto dos meus primos. Por um momento eu pensei onde eu ia dormir, mas acho que o papai não se importaria de deitar comigo no colchão ao lado da cama.
“Claro, o senhor vai tomar banho, vou aproveitar pra tomar também. É até bom que economiza água” falei brincando, e ele sorriu de volta, já separando roupas limpas, pegando a escova e uma toalha.
“Tá bom, mas vá buscar suas roupas e a escova, antes que eu mude de ideia”
Quando saímos do quarto, papai me esperou na porta dos meus primos, e eu sair com tudo que precisava. Descemos as escadas e o papai entrou primeiro no banheiro, eu em seguida e tranquei a porta. Nem acreditava que ia tomar banho com o papai na casa do vovô, porque as vezes até tomávamos banho juntos lá em casa. Nunca foi estranho, porque o papai é sempre tão masculino sem pudor pra homens, e como eu era apenas seu filho, ele nunca estranhou. Diferente de mim, que toda vez batia punheta antes de dormir pensando na gente transando no chuveiro. Perdi as contas de quantas vezes precisei aguentar pra não ficar de pau duro com ele no chuveiro.
“O senhor já conhecia o funcionário novo do vovô?” falei ficando nu e entrando na box do banheiro junto do papai. Eu também já desconfiava, mas ele estava mesmo com sua cueca jockstrap, vi quando ele a tirou depois da calça.
“Sim, o Nicolas me falou há algumas semanas. Bonito o rapaz” papai ligou o chuveiro e se molhou.
Eu tentei ignorar, mas ficava difícil não olhar pra sua bunda fodidamente grande, peluda e deliciosa na minha frente. Porra mano, eu queria tanto, mas me segurei pra aproveitar nosso momento de pai e filho. Vi o papai dando espaço pra eu me molhar, e ele começou a passar o sabão líquido pelo corpo.
“O senhor acha que pode está acontecendo alguma coisa entre ele e o vovô?”
“Seu avô e o funcionário dele? Felipe, aquele rapaz deve ter sua idade. E meu pai é das antigas, certeza que não gosta de homens” papai entrou no chuveiro pra tirar o sabão, e eu passei o sabão líquido em mim mesmo.
“Então tudo bem pro senhor se o vovô fosse bissexual?”
“Sim, nunca tive problemas com isso. Mas eu conheço meu pai, ele não está tendo nenhum caso com nenhum garoto que possa ter idade pra ser neto dele”
Eu fiquei em silêncio. Talvez papai só não tivesse coragem de acreditar, porque pelo o jeito que o Niel e o Natan falaram na cozinha, parecia bem sério quando disseram que viram o vovô e seu funcionário juntos. Mas quem se importa, mesmo que o vovô seja apetitoso, eu nunca trocaria meu pai por ninguém. E foi quando tirei o sabão do corpo, e vi que o papai ia passar shampoo.
“Pai, ei...” chamei, tomando o shampoo da sua mão. “Deixa que eu passo”
Papai riu porque eu parecia bem ansioso, mas ele não reclamou, só deixou que eu esfregasse o shampoo no seus cabelos. Eu estava gostando bastante, porque o papai sempre dava aquele sorriso bobo quando eu estava sendo... bem, eu mesmo. Eu vi que o papai precisou fechar os olhos porque estava escorrendo shampoo pelo seu rosto, e eu passei a massagear seus cabelos bem devagar.
Que os céus tenham piedade de mim, mas eu queria muito beijá-lo agora. Eu seria capaz de arriscar nossa relação saudável de pai e filho só pra tentar beijá-lo na boca, ali mesmo. Eu precisava tanto do papai, mais do que qualquer um. Ele era meu, só meu, e mesmo assim, eu sentia ciúmes do mundo inteiro, porque eu sabia que ele jamais daria chance pra mim.
“Filho?” ele me chamou num tom baixinho “Tudo bem?”
Mano, eu tinha parado de esfregar seus cabelos que acabei me perdendo no seu rosto. Foi quando voltei a realidade e liguei o chuveiro de novo para a água escorrer. O papai deixou que eu tirasse o shampoo, e eu passei os dedos nos seus olhos para limpar, e foi quando ele abriu e me encarou.
“Ei amor, o que foi?”
“Nada... eu só, estava pensando demais”
Claro que era nele, era sempre nele. Mas eu não podia falar isso. E papai me pegou de surpresa quando disse:
“Eu sei que você está preocupado com seu avô estar solteiro. Mas não acho que ele esteja realmente tendo um caso com o funcionário novo dele”
“Pai...” eu não sabia se respondia, porque não era bem naquilo que eu estava pensando. Só sei que eu acabei rindo, e ele sorriu também. “O senhor realmente acha que não pode existir amor entre um homem mais velho e um novinho?”
“Pode até existir, mas no caso do seu avô, eu mesmo ia me sentir desconfortável vendo meu pai com um garoto da sua idade”
Então eu rir de novo, porque parecia que o papai estava preocupado com meu avô que tinha 62 anos e não era nenhum inocente pra saber do que quer. Vai ver papai só estava sendo ciumento, até porque é comum filhos terem ciúmes dos pais com outra pessoa. Eu mesmo tinha ciúmes dele toda vez que saia junto do seu melhor amigo Augusto nos finais de semana. As vezes papai me levava junto, igual o Augusto levava o filho dele Arthur, mas outros vezes, eles saiam sozinhos, e só voltavam de madrugada, cansados e acabados, como se tivessem bebido todas.
Só sei que eu passei o shampoo pro papai, e pedi pra ele passar nos meus cabelos, e ele fez. Sentir seus dedos nos meus cabelos e fechei os olhos enquanto aproveitava nosso momento no banho. Eu queria sim poder beijá-lo na boca de língua, transar enfiando meu pau na sua bunda gostosa, mas acho que por enquanto, teria que ficar apenas na minha imaginação, porque por agora eu só queria ele ali comigo, e pra sempre.
[...]
Após o jantar, eu fiquei com meus primos no quarto, já que estava maior barulho na sala com meus tios e o vovô Francisco.
Eu estava na cama junto do Natan, enquanto o Nataniel estava sozinho na cama dele. Estávamos mexendo no celular, ouvindo música e conversando sobre algumas coisas de garotos, mas foi só quando o Nataniel falou, que eu realmente prestei atenção.
“Então quer dizer que você vai dormir no quarto do tio Tomás junto do seu pai?”
“Pois é, mas eu não teria contado pro Natan se soubesse que ele ia contar pra você” olhei pro meu primo do meu lado, e ele falou ‘desculpa’ com um sorriso na cara nada arrependido. Foi quando o Nataniel voltou a falar:
“Cara, você ver o tio Fernando todo dia, a gente é só a cada mês. Fica aqui com a gente, vai, eu deixo você dormir na minha cama, e eu durmo no colchão”
“É só por hoje Niel, e não é como se eu fosse embora. Amanhã a gente acorda cedo e se ver de novo” falei brincando, vendo que o Natan também estava rindo. O Niel era bem apegado a mim quando eu vinha pra cá e era engraçado ele insistindo pra ficarmos acordados até tarde conversando.
“Tá certo. Só espero que você consiga dormir com o tio Tomás que não cala a boca” o Niel riu, mas eu não achei graça, porque mano, meu tio falava muito mesmo. Não era que eu não suportasse meu tio, mas ele as vezes era bem inconveniente falando onde estava as namoradinhas, fora isso, ele até que era engraçado.
[...]
“Ei Tomás, não precisa fazer isso. Eu posso dormir no colchão junto do Felipe, ele não se importa” papai falou enquanto via o tio Tomás arrumando o colchão ao lado da cama e se preparando para deitar.
Eram umas 22h50, eu teria ido pra cama mais cedo, só que meu primo Niel estava me segurando, até tentando me convencer a dormir no quarto deles, mas o papai era minha prioridade.
“Que isso, não vou deixar meu sobrinho favorito dormir no chão. E também, a cama é mais espaçosa, é melhor pra vocês dormirem”
Cara, alguém me lembra de comprar um presente pro meu tio qualquer dia.
Após uns 15 minutos, com meu tio conversando com meu pai até enfim parecer cansado e dar boa noite pra gente, eu pude enfim ficar sozinho com o papai debaixo do cobertor. O quarto estava escuro, mas bem ventilado, e uns 10 minutos depois, eu me aproximei mais pra perto do papai debaixo das cobertas, e ele logo percebeu, pois se virou pra mim, assim como eu estava virado pra ele. Ele então sussurrou:
“Não consegue dormir, querido?”
“O senhor esqueceu de me dá beijo de boa noite” sussurrei de volta, e mesmo no escuro, eu sabia que ele estava sorrindo, porque logo em seguida papai me puxou mais pra perto e beijou minha testa. Eu não me afastei dele, e aproveitei pra abraçá-lo. Papai tinha um corpo tão gostosinho, e eu inalei seu cheiro de macho no peito. Foi quando sentir o papai me abraçando de volta.
“Sshh... papai está aqui” e ele me beijou de novo, mas nos cabelos, e ficou me acariciando também nos cabelos.
“Te amo, pai” murmurei dengoso contra seu peito, e ele me apertou com mais carinho.
“Também te amo, filho” sua voz estava tão baixa, e eu sabia que ele estava sendo sincero, porque o papai sempre era honesto quando dizia que me amava. “Boa noite, meu amor”
Papai não me soltou, e eu também não. Ficamos agarradinhos até quando eu peguei no sono com o rosto entre seu peito. Eu queria poder ficar mais tempo acordado, sentindo o cheiro do papai, seu corpo no meu, e só nos abraçando enquanto ele acariciava meus cabelos como se tentasse fazer eu dormir. Mas eu havia esquecido que quando não estava domado pelo tesão, eu sempre dormia rápido com ele do lado. Era satisfatório apenas ser filho dele, mesmo que eu quisesse mais.
[...]
No café da manhã, após escovar os dentes e colocar uma roupa, nossa família foi se reunindo na mesa aos poucos. O tio Nicolas sempre foi bom na cozinha, e o Natan também sempre ajudou ele. Os dois eram como o papai e eu, mas sem a parte que o filho sentia tesão no pai, porque como poderia? O Natan ia pedir a Paula em noivado futuramente.
O vovô Francisco tinha acordado bem animado àquela manhã, e eu lembrei de quando vi ele se despedindo do seu funcionário ontem de tardezinha. Ele parecia realmente muito feliz. Será que estavam mesmo tendo um caso?
Eu vi que meu pai Fernando tinha sentado próximo ao vovô na ponta, e eu sentei ao seu lado, com meu primo Niel do meu outro lado. Estávamos todos conversando, e quando o tio Nicolas e o primo Natan voltaram sentar na mesa juntos do outro lado, a gente começou a se servir. O tio Tomás estava na outra ponta.
Pouco depois, acabei entrando na conversa porque meu tio Nicolas perguntou como estava indo na faculdade, diferente do meu tio Tomás que estava mais preocupado em quando eu ia começar a namorar. O vovô Francisco era mais de boa, era praticamente meu segundo pai, e eu sempre gostei de como ele tratava seus netos com respeito sem se intrometer na nossa vida amorosa.
Foi quando eu olhei pro lado, e o papai estava ali, feliz junto da nossa família, e eu me sentir um pouco triste, porque meu sonho era poder namorar o papai, e fiquei pensando no que nossa família pensaria se eu sequer falasse sobre isso. Então mais uma vez, me peguei admirando o papai por tempo demais, que ele virou pra mim e murmurou:
“Filho, você está fazendo aquilo de novo”
“Desculpa, pai” tentei voltar a comer, mas sentir ele colocando a mão na minha bochecha, só para deslizar o dedo pelos cantos da minha boca e limpar.
“Estava só melado de manteiga”
“Obrigado, pai...”
Mano, eu estava fodidamente apaixonado por ele. Era eu quem ficava admirando-o, mas sempre foi o papai que prestava atenção em mim quando eu precisava.
Acho que eu nunca iria namorar outra pessoa, se não fosse ele. Porra mano, eu estava fodido mesmo né?
“Psiu, Felipe” era meu primo Niel.
“Hm?”
“Olha pro vovô” ele falou baixinho no meu ouvido.
Nosso avô Francisco estava vendo algo no celular que fez ele dá um grande sorriso. Mas então eu sentir alguém tocar meu pé por baixo da mesa, e eu virei pro Natan que fez sinal de negativo com a cabeça. Era pra mim parar de encarar.
[...]
Após quase 1h do café, eu estava na sala com meus primos quando o papai apareceu com o tio Nicolas.
“Ei Felipe, vem comigo. Quero te mostrar uma coisa” papai estendeu sua mão, e eu a peguei. Como ele não soltou, eu também não soltei sua mão.
Atrás de nós, ouvir meus primos perguntando ao pai deles o que tinha para me mostrar, mas o tio Nicolas não respondeu e só continuou caminhando com a gente. Foi então que chegamos nos estábulos, e tinha um cavalo já com cela, parado na entrada.
“Eu não vou subir aí” falei pro papai que parecia animado em querer que eu subisse.
“Vamos lá Felipe, você já tem 19 anos, não é mais menino pra ter medo”
“Pai, não é medo, é que eu sou mais confiante dirigindo um carro, do que um cavalo”
Papai riu, e eu ouvir meus primos murmurando alguma coisa que os fizeram rir. Foi quando meu tio disse:
“Eu te falei Fernando, ele não ia querer”
“Cala a boca Nicolas, eu só preciso ter uma palavrinha com meu garoto” foi quando papai me puxou consigo num lugar mais afastado, e disse: “Olha amor, eu fiz uma aposta com seu tio, e--”
“Se eu não subir, o senhor perde a aposta?”
“Isso. E também porque eu quero ver você montando num cavalo sozinho pela primeira vez. Vai ser divertido, e eu garanto que vou estar ao seu lado, se acontecer qualquer coisa” o papai chegou perto e beijou minha testa me dando um sorriso esperançoso.
Porra, o papai sabia como quebrar minhas barreiras. Eu tive que ceder, e ele ficou feliz vendo que nosso tio estava assistindo junto dos meus primos. E caralho mano, eu já tinha subido num cavalo quando menino, mas junto do papai, hoje eu estaria sozinho. Mas não era difícil, já sabia como era porque sempre via meus primos subindo, só esperava não levar nenhum coice. Só sei que devagar, eu cheguei no cavalo, e ignorei meus primos rindo, porque meu pai ao menos parecia estar me incentivando.
Demorou, mas eu subir e o cavalo se mexeu com meu peso, mas eu consegui me manter nele sozinho.
“Porra, eu consegui! Consegui mesmo!”
“Querido, olha o palavreado. Mas sim, você conseguiu” vi papai sorrindo e piscando pra mim, quando ele encarou seu irmão com um gesto de vitória.
Eu esperava que fosse só até ali, mas quando eu pensei que já podia descer, vi o papai subindo no cavalo também e ele ficou colado em mim, com o peitoral nas minhas costas, me abraçando com cuidado pra que eu não me assustasse e caísse.
“Ei amor, vou andar com você um pouquinho, mas não se p--"
“Pai, eu juro que se eu cair, o senhor vai ter que faltar no trabalho uma semana só pra cuidar de mim”
Porra, o cavalo se mexia muito, e foi quando eu sentir as mãos do papai na minha, e o cavalo foi se acalmando, igual a mim. Eu sabia que não devia estar tão nervoso, mas dava pra sentir o papai respirando no meu pescoço, com suas coxas gostosas e virilha me pressionando.
“Felipe, eu preciso registrar isso, mas é rápido, daí damos uma voltinha” senti o papai me beijando na bochecha ainda me segurando com cuidado, e meu coração acelerou. “Ei Nicolas, tira uma foto nossa. Aqui, pega meu celular” papai entregou seu celular pro irmão, e foi quando eu tentei me acalmar para sorrir pra foto.
O papai ainda estava me abraçando com o rosto perto do meu, e eu segurando no cavalo. Acabou que eu acabei sorrindo de verdade porque o papai sabia como me acalmar. E então aconteceu, devagar o papai foi me ajudando a fazer o cavalo andar, e quando percebi, estávamos dando uma volta juntos no cavalo, nos distanciando cada vez mais do meu tio e primos.
“Ei pai, acho que consegui. Eu sei dirigir um cavalo” falei e o papai riu, mas não disse nada, eu só sentir ele me agarrando com carinho enquanto tinha o rosto no meu ombro. “O senhor está bem? Não está com medo que eu faça a gente cair?”
“Eu confio minha vida a você, filho” então ele me beijou de novo, e meu rosto esquentou, sentindo ele descansar no meu ombro, respirando em mim.
Eu estava me sentindo o filho mais feliz do mundo, com o vento batendo no meu rosto enquanto o papai descansava em mim, vendo que eu estava me dando muito bem cavalgando pela primeira vez. Cara, eu podia dizer que era melhor cavalgar do que dirigir, porque ao menos eu podia ter o papai juntinho de mim assim, sem ninguém interrompendo.
“Quer voltar, meu amor?” ele perguntou subindo e descendo as mãos na minha barriga enquanto me abraçava.
“Não pai, eu tô gostando... obrigado por isso” falei virando o rosto só para beijá-lo na bochecha, sentir sua barba e foi gostosinho porque ele me beijou de volta depois.
“Eu também tô gostando filho. Você é tudo pra mim, sabe disso, né Felipe?”
“Eu sei pai...” eu estava ficando sem jeito, sei que não devia ficar assim, mas ele também era tudo pra mim, como meu pai e também como o amor da minha vida.
“Ei querido, eu estava pensando sobre a nossa conversa de ontem no banheiro”
“Foi?”
“Sim. E eu queria saber de uma coisa”
“Pode falar pai”
“Se fosse o meu caso, e não do seu avô. Você iria aceitar numa boa?”
“O senhor namorar um cara?!”
“Não que eu ache que seu avô esteja namorando o funcionário dele, mas e se fosse eu?”
“Bem... sim... acho que sim. Quer dizer... eu não tenho problema com isso. O senhor é meu pai, e eu te amo... amo demais” mas eu falei a última parte muito baixinho, e sentir uma angústia por lembrar que mesmo o papai sendo bissexual, ele provavelmente não daria chance pra mim.
“Bom saber” então ele se aconchegou em mim de novo, e eu já estava dando a volta para voltarmos.
“Por que perguntou isso pai?”
“Nada não, filho” mas quando ele me apertou mais forte, eu sabia que tinha alguma coisa. Eu não insistir e aproveitei o resto do caminho com meu coroa.
[...]
“Quem é Augusto?” ouvir meu primo Niel falando enquanto estávamos nos fundos dando comida pras galinhas.
“Onde você ouviu esse nome, Niel?” passei o balde pro Natan, e cheguei mais perto do Niel.
“Ouvir seu pai falando no telefone com um tal de Augusto”
“E o que ele disse?”
Mas daí o Natan interveio:
“Niel, você deveria parar de tá observando o que os outros fazem. Primeiro nosso avô, depois nosso tio. Isso é feio, irmão”
“Não, tá tranquilo Natan. Eu conheço o Augusto, só tô curioso. E então Niel, o que você ouviu?” perguntei, mas ele olhou pro irmão mais velho como se pensasse seriamente se deveria falar, mas quando eu perguntei de novo, ele enfim respondeu:
“Nada de importante, só algumas besteiras de trabalho”
“Você está mentindo”
“Claro que não. Não foi nada sério, primo”
Então eu encarei ele mais um tempo, e era óbvio que ele estava mentindo. Ele ouviu alguma coisa e não queria me dizer. Que porra, o que o papai estava falando com o Augusto que deixou ele tão nervoso?! Só sei que sair dali, e voltei pra dentro. Ouvindo o Natan falando grosso com o irmão.
Caralho mano, por que porra eu estava com tanto ciúmes?! Era apenas o Augusto, o melhor amigo do meu pai, eles saiam pra beber juntos, era apenas amizade, e ambos eram héteros, certeza! Não tinha como haver nada entre eles! E por que haveria?! Puta que pariu, eu estava furioso quando fui beber água! Eu deveria voltar lá e obrigar o Niel a falar o que ouviu. É, eu ia fazer isso mesmo!
“Felipe? Cê tá legal, mano?” era o Natan parando ao meu lado.
“Não! Tô puto com seu irmão! Ele está mentindo pra mim, eu sei que ele ouviu alguma coisa”
“Ei, aonde vai?! Volta aqui”
“Cara, me solta”
“Você não precisa ir até o Niel, eu falo pra você. Ele me disse o que era”
“Disse?! E o que foi que ele ouviu?! Anda Natan, o que foi?!”
“Ele... ele só ouviu seu pai se despedindo de um Augusto no celular... e...”
“E mais o quê?!”
“Mandando um beijo”
“É apenas isso?”
“Você não está bravo?”
“Por que estaria? Eu achava que era algo sério! Porra mano, eu quase tive um troço”
“Eu sempre vi você com seu pai, e seu ciúmes com ele é bem evidente. Tem certeza que está tudo bem?”
“Olha, meu pai é carinhoso assim mesmo. Você tinha que ver quando ele está bêbado, manda beijo até pro garçom no bar”
“Tá, mas...”
Mas ele não disse nada. E eu estava aliviado por não ser algo sério. Por um momento achei que meu pai estava tendo um caso com o Augusto. O que não era verdade, não podia ser. Eu conhecia ele, conhecia seu filho Arthur, meu pai jamais esconderia nada de mim. E ele também é hétero, gosta de mulher, não de homem.
[...]
No outro dia, eu acordei e o papai já estava acordado. Eu me aconcheguei nele, escondendo o rosto no seu pescoço e sentir ele acariciando meu cabelo.
“Bom dia, meu amor”
Mas eu não respondi, queria ficar mais tempo ali com o papai.
“Sei que você está acordado, filho”
“Não, eu estou dormindo” falei abafado e ouvir o papai rindo. Apertei ele mais forte, e sentir seu cheiro de homem que eu era louco. Papai era meu, só meu e de mais ninguém.
“É nosso último dia aqui, temos que levantar”
“Por favor pai, só mais 30min e a gente sai da cama” falei ainda cansado, respirando entre seu pescoço e peito.
“Tá bom, meu amor” papai me puxou pra mais perto, e nossas pernas se entrelaçaram debaixo do cobertor.
Ficamos juntos alguns minutos, e papai não falou nada nesse tempo todo, estava só acariciando meu cabelo e massageando minhas costas com carinho enquanto eu abraçava ele deitado em seu peito. Eu já estava bem acordado, porque não queria perder mais um tempo nosso juntos entre pai e filho. Então pouco depois, quando eu pensei que papai estava tão perdido em pensamentos quanto eu, ele enfim disse:
“Querido, já chega, precisamos levantar”
“Pai... por favor, fica na cama comigo...”
“Já se passou muito tempo, daqui a pouco seu tio Tomás volta pro quarto perguntando porquê não descemos pro café”
“Ai que porra”
“Olha a boca”
“Desculpa pai. Mas é que sempre tem alguma coisa ou alguém pra nos atrapalhar”
“Atrapalhar no quê?” papai riu, e eu fiquei brincando com o dedo em seu mamilo no seu peito fodidamente sexy de macho.
“O senhor sabe... nosso momento de pai e filho” o que não era mentira, mas pra mim era bem mais do que aquilo.
“Certo, vamos ter bastante tempo de pai e filho quando chegarmos em casa. Agora, vamos levantar” então o papai se levantou e ficou sentado na cama, vendo que seu peito estava um pouco babado porque eu babo enquanto durmo.
“Tá, mas eu quero meu beijo de bom dia” eu tinha levantado, também sentado, e passei uma mão na sua cintura, esperando papai me beijar.
Mas algo aconteceu, algo fodidamente foda aconteceu! Puta merda, o papai ia me beijar na bochecha, mas eu virei o rosto bem na hora, e por coincidência sua boca encostou na minha.
“Nossa, desculpa” papai rapidamente se afastou, tentando rir pra disfarçar seu nervosismo. “Você virou o rosto bem na hora” então ele me beijou na bochecha agora, e riu nervoso de novo “Pronto, agora está certo. Vamos indo, Felipe?”
Cara, eu estava paralisado, fodidamente paralisado. Eu sabia que não havia sido um beijo de verdade, mas nossos lábios se tocaram, e eu não podia acreditar que queria mais. Só que papai estava agindo como se estivesse arrependido pedindo desculpas, e eu sem saber o que responder. Por que ele tinha que ser tão carinhoso comigo quando eu queria seu corpo nu debaixo do meu enquanto ele gemia meu nome pedindo para gozar dentro da sua bunda?! Que mundo injusto!
Mas foda-se, acabamos que nos levantamos mesmo e fomos escovar os dentes. Aquele seria meu último dia na fazenda do vovô, e provavelmente só veria meus primos daqui uns 30 dias de novo. Eu acho que devia aproveitar esse momento com eles, porque eu sempre tive muita intimidade com o Natan, e o Niel era mais do tipo amigável e legal que estava o tempo todo arrumando algo para fazermos em grupo.
Eu amava meus primos, tios, o vovô, mas amava muito mais o meu pai Fernando, que estava sempre comigo, fosse dormindo juntos, banhando juntos, ou na academia, e quando me abraçava forte ao chegar do trabalho. As vezes eu até esquecia que batia punheta pensando nele toda noite quando tinha a chance, ou quando ele usava calças justas e sua bunda peluda de macho ficava empinada e bem evidente. Só sei que apesar da parte sexual, também havia muito amor da minha parte e eu tinha bastante para mostrar daqui pra frente. Mesmo que eu não fosse o único.
[...]
“Vou sentir saudades, primo!” o Niel me abraçou forte, enquanto nos despedimos da nossa família.
Lá pelas 15h já tínhamos guardado tudo na mala do carro, e quando deu 16h enfim tivemos que ir. Eu já tinha me despedido de todos eles, mas o Niel estava sentindo bastante a minha ida.
“Niel, solte o Felipe” era seu irmão Natan falando “Você vai mandar mensagem pra gente, não vai, primo?” ele colocou uma mão no ombro do irmão e ele me soltou.
“Claro, com quem mais eu ia falar dos meus segredos? E também, estou pra entrar de férias da faculdade, quem sabe eu convença o papai a voltar qualquer final de semana”
“Se seu apartamento não fosse tão pequeno, eu até visitava vocês”
“Ei, não é tão pequeno” a gente riu, mas a verdade era que a casa do vovô era muito grande, e comparado ao apartamento meu e do papai, a casa da fazenda era quase uma mansão, mesmo que não fosse.
“Me avisa se começar a namorar, vou está esperando sua mensagem” o Niel falou, enquanto eu entrava no carro com o papai.
Todos nós nos despedimos mais uma vez, e então papai deu partida. Pouco em pouco, íamos nos distanciando da fazenda, e pegando a viagem de 2h até chegarmos no nosso apartamento que fica menos de 30min da praia.
Estava silencioso quando chegamos, o papai parecia cansado, e eu guardei nossas coisas no lugar certo enquanto ele trocava de roupa no quarto. Eu fiquei pensando na ideia de ter um cachorro, igual o novo que meu avô estava pra ter, só que era muito compromisso para nós dois. Eu voltei pro quarto do papai já trocado de roupa, e deitei com ele na sua cama.
“O senhor não vai dormir sem antes dar meu beijo de boa noite”
“Vai dormir comigo de novo, filho?” papai falou sem abrir os olhos, ele estava mesmo cansado.
“Acho que vou, a cama do meu quarto não é tão aconchegante igual a do senhor” eu já estava subindo o lençol para nos cobrir. Eu não sabia se o papai ia realmente dormir ou só tirar um cochilo, mas eu nos cobrir mesmo assim.
“Tô começando a achar que não é por causa da cama que você gosta de dormir comigo” ele enfim abriu os olhos e me pegou encarando ele.
“E é por causa do que, velhote?” brinquei, vendo o papai se apoiando no cotovelo só para puxar o cobertor e nos cobrir por inteiro da cabeça aos pés, e se aproximar de mim que estava deitado.
“É por causa disso” então o papai sentou em mim, e me beijou na testa, e depois de um lado da bochecha, e na outra. Mas não demorou muito até que o papai desabasse de cansaço e ficasse deitado sobre mim, com seu corpo de homem de meia idade, e eu abraçando ele com carinho, sentindo ele respirar tranquilo sobre mim.
Então eu sussurrei: “Boa noite, papai... Eu te amo”
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