O bike do prazer
Enquanto pedala com as colegas, Ela esconde um segredo escandaloso: um dildo vibratório dentro dela, sincronizado com cada movimento.
O passeio
Marina tinha vinte e dois anos e uma mania que não disfarçava mais em casa: masturbação todos os dias, às vezes três. Dildo, vibrador, pepino, cabo, plug. O favorito era um vibrador grosso de silicone, vinte e três centímetros de comprimento por cinco e meio de diâmetro, com dez modos e um controle pequeno que ela grudava na palma quando pedala.
Naquele sábado o grupo saiu junto: duas amigas, Bruna e Tess; duas primas, Helena e Paula, as quatro entre dezenove e vinte e três; e, no fim da rua, o pai e a mãe dela, que resolveram ir atrás de bicicleta “só até a ponte”. Marina já tinha enfiado o dildo antes de sair. Muito gel, calcinha justa por cima, short jeans. O aparelho ficou atolado até a base, só o anel de silicone encostando no banco. Cada pedalada fazia ele mexer. Cada lombada fazia vibrar no modo baixo que ela tinha deixado ligado.
O medo de ser descoberta deixava ela mais molhada.
Bruna pedaleava ao lado e riu:
— Você está vermelha, Marina. Cansaço ou o quê?
— Só o sol.
O dildo de vinte e três por cinco e meio subia e descia um milímetro a cada volta do pedal. Marina apertou o guidão. Helena, a prima, ficou um pouco atrás e viu o short colado demais, o volume estranho no banco.
Na parada da sombra, as cinco desmontaram. Paula pendurou a garrafa e olhou a bicicleta de Marina.
— Que porra é essa no seu banco?
O anel preto do dildo tinha escapado um pouco da calcinha quando ela desceu. Vinte e três centímetros de silicone, a base gorda, ainda úmida, à mostra entre o selim e o short puxado.
Tess levou a mão à boca. Bruna arregalou os olhos. Helena deu um passo à frente, curiosa. Paula soltou um “putaquepariu” baixo.
Marina não inventou desculpa. A mania era maior que a vergonha.
— É o meu. Vinte e três por cinco e meio. Está ligado. Cada pedalada empurra. Eu não aguento ficar sem. Em casa é todo dia. Às vezes de manhã e de noite. Eu sou maníaca nisso.
As primas se olharam. As amigas também. Ninguém saiu correndo. Helena, a mais solta, passou o dedo no anel sem pedir.
— E você andou o caminho inteiro com isso dentro?
— Inteiro. Se alguém descobrisse no meio da estrada eu gozava na hora só do susto.
O pai e a mãe chegaram nesse instante, as bicicletas rangendo. A mãe viu o grupo parado demais. O pai viu o objeto no banco da filha antes de ver o rosto dela.
Silêncio de três segundos.
Marina engoliu em seco e falou para os dois, a voz tremida e ao mesmo tempo firme:
— Vocês já sabiam que eu me masturbo demais. Agora sabem o tamanho. Vinte e três centímetros. Eu saí com ele dentro. As meninas acabaram de ver.
A mãe fechou a boca, depois abriu de novo, sem achar a bronca certa. O pai olhou o dildo, olhou a filha, olhou as primas e as amigas que não desviavam.
Helena foi quem quebrou:
— A gente não vai contar para ninguém da rua. Mas agora que vimos… mostra como liga. Só o botão.
Marina ligou o modo médio. O silicone latejou no banco, o som baixo, o short dela tremendo. Bruna passou a língua nos lábios sem perceber. Paula cruzou as pernas em cima da própria bicicleta. A mãe desviou o olhar e não desviou de todo. O pai ficou parado, a mão no guidão, vendo o objeto que a filha usava todos os dias — o mesmo que agora as primas e as amigas tinham acabado de descobrir no selim.
O passeio inocente tinha acabado. O que restava era o medo gostoso de alguém da estrada passar, o dildo ainda latejando, e Marina sabendo que, daquele sábado em diante, não era mais segredo só dela: amigas, primas e os pais já tinham visto o tamanho, a mania e o quanto ela precisava daquilo para conseguir pedalar até a ponte.
O vibrador continuou latejando no banco.
Vinte e três centímetros por cinco e meio, o silicone grosso pulsando no modo médio, o short de Marina tremendo à vista de todo mundo. Helena não tirou o dedo do anel. Bruna se aproximou. Tess tapou a boca e riu nervoso. Paula desceu da bicicleta e ficou de cócoras para ver de perto.
— Liga mais — pediu Helena.
Marina girou o controle na palma. O dildo subiu de modo. O som ficou mais grave. Ela prendeu a respiração, as coxas juntas, o objeto atolado empurrando por dentro a cada vibração.
A mãe cruzou os braços, o rosto quente.
— Marina, no meio da estrada…
— Eu não aguento sem, mãe. Todo dia. Às vezes de manhã no banheiro, de tarde no quarto, de noite de novo. Eu sou maníaca. Vocês já desconfiavam.
O pai ficou em silêncio, olhando o volume no selim da filha, o anel preto, o short úmido no meio. Não mandou ela desligar.
Bruna sussurrou:
— E se passar alguém?
— Por isso que é bom — respondeu Marina, a voz já rouca. — O medo. Cada carro que vem de longe eu aperto o guidão e o dildo empurra sozinho.
Helena puxou um pouco o short da prima. A base do vibrador apareceu inteira, gorda, brilhando de gel. Vinte e três centímetros lá dentro, só o flare de fora. Paula assobiou baixo.
— Desse tamanho você andou o caminho todo?
— O caminho todo. E ainda tem o plug que eu uso em casa. Mas esse aqui é o de passeio.
Tess passou a mão no próprio guidão, inquieta. Bruna já estava com as pernas cruzadas demais. A mãe desviou e voltou a olhar. O pai deu um passo, parou ao lado da bicicleta e falou baixo, só para a filha:
— Quando chegar em casa você tira na nossa frente. Quero ver o tamanho fora. E as meninas… se forem, vão. Se ficarem, ficam. Aqui na estrada ninguém vai ajoelhar.
Marina acenou, o dildo ainda vibrando, o medo de um carro aparecer misturado com o tesão de estar exposta para as amigas, as primas e os pais ao mesmo tempo.
No asfalto, longe, um motor. Ela não desligou. Apertou o banco, sentiu os vinte e três centímetros latejarem fundo e esperou o carro passar — ou não passar — com o segredo já escancarado no selim.
O pai e a mãe não se mexeram.
Ficaram os dois parados na frente da bicicleta, o olhar preso no banco. O dildo estava ali, impossível de disfarçar: vinte e três centímetros de silicone grosso, cinco e meio de diâmetro, a base preta encostada no selim, o corpo do brinquedo sumindo para dentro do short de Marina. A cada vibração o short tremia. Um fio de gel tinha escorrido na costura.
A mãe inclinou a cabeça, a voz baixa, quase só para o marido:
— Olha o tamanho, Antônio. Vinte e três. Na filha da gente. No banco da bicicleta.
O pai não respondeu na hora. Deu a volta, agachou um pouco, viu o flare, a grossura, o quanto ainda estava dentro. A mão dele ficou no ar, sem tocar.
— Cinco e meio de diâmetro — murmurou. — Isso não é brinquedo de começo.
Marina sentiu o rosto queimar. As amigas e as primas recuaram dois passos, mas não foram embora.
A mãe endireitou o corpo.
— Marina. Vem cá. Explica. Agora. Como você dá conta disso?
Marina desceu da bicicleta. As pernas tremiam. O dildo ainda latejava dentro dela quando os pés tocaram o chão. Ficou de pé na frente dos pais, o short marcado, o volume óbvio.
— Eu dei conta aos poucos — disse, a voz falhando e firmando. — Comecei com menor. Depois esse. Todo dia. De manhã no banheiro, deitada. Gel demais. Primeiro só a ponta. Depois metade. Agora entra inteiro. Vinte e três por cinco e meio. Eu sinto ele até o fundo. Às vezes dói na entrada, mas eu gosto. Eu preciso. Se eu fico um dia sem, eu fico nervosa.
A mãe olhou de novo o banco, o tamanho abandonado no selim, e de novo a filha.
— E você saiu de casa com isso dentro. Pedalando. Na frente das primas.
— Sim. O movimento empurra. Cada pedalada é uma estocada. Eu quase gozei na subida.
O pai passou a língua nos dentes, os olhos ainda no diâmetro marcado no short.
— Tira o short.
Marina olhou as amigas. Bruna desviou e voltou. Helena não desviou. Paula segurou o guidão com força.
Ela abriu o botão, desceu o jeans até as coxas. A calcinha estava encharcada, colada, o anel do dildo esticando o tecido. O pai e a mãe viram a base preta, gorda, cinco e meio centímetros abrindo a calcinha, o contorno do silicone de vinte e três centímetros marcado na barriga baixa.
— Inteiro — falou o pai, mais para si do que para ela. — Ela dá conta. Olha. Está até o fundo.
A mãe cruzou os braços com força, o peito subindo rápido.
— Em casa você vai mostrar saindo. Quero ver a buceta depois que um negócio desse tamanho sai. E você vai explicar de novo, sem as meninas em volta, como começou essa mania. Porque vinte e três centímetros no banco da bicicleta não é acidente. É escolha.
Marina acenou, o dildo ainda vibrando, o short nos joelhos, os pais a um palmo, medindo com os olhos o tamanho que a filha tinha aprendido a engolir.
Chegaram em casa no fim da tarde.
Marina pedaleou o último quarteirão com o short ainda no joelho, o dildo latejando, o pai e a mãe atrás, as amigas e as primas tendo seguido outro caminho na esquina. O portão abriu. Ela desceu da bicicleta no quintal, as pernas moles, o selim molhado. O jeans caiu de vez. Ficou só de calcinha encharcada, o anel preto do vibrador esticando o tecido, vinte e três centímetros ainda dentro.
O pai segurou o guidão dela. A mãe fechou o portão.
Não ficaram bravos.
Antônio olhou a filha de cima a baixo, a voz calma:
— Ninguém vai gritar. Você já explicou na estrada. Agora mostra direito. Tira a calcinha.
Marina puxou o elástico para o lado, depois para baixo. A calcinha escorreu pelas coxas. A xoxota apareceu nua no quintal, depilada, os lábios abertos em volta da base do dildo. Cinco e meio de diâmetro abrindo ela num círculo apertado, o silicone preto brilhando de gel, o grelo inchado, vermelho, esmagado contra o anel. Um fio escorria pela coxa.
A mãe deu um passo e parou na frente.
— Fica assim. Quero ver.
Os dois olharam sem pressa.
A buceta de Marina pulsava em volta da grossura. Os lábios estavam esticados, brilhantes, um pouco brancos na borda de tanto abrir. Por dentro via-se o começo do canal, rosa-escuro, molhado, o contorno do brinquedo de vinte e três centímetros marcado logo acima, na barriga baixa. O grelo latejava à mostra, descoberto, úmido.
O pai agachou um pouco, os olhos fixos.
— Está bem aberta. O tamanho cabe. Não está rasgando. Só inchada.
A mãe inclinou a cabeça, quase clínica, quase outra coisa.
— Os lábios dela aguentaram. Olha o grelo. Ficou enorme. E está escorrendo.
Marina segurou o selim da bicicleta para não tremer. O dildo ainda no modo baixo, cada pulso fazendo a xoxota se contrair na frente dos pais.
— Eu dou conta — repetiu ela, a voz rouca. — Todo dia eu dou conta. Em casa é pior. Às vezes eu deixo mais tempo.
Antônio não desviou.
— Tira agora. Devagar. Quero ver ela fechar.
Marina pegou a base, girou um milímetro e puxou. O silicone saiu centímetro por centímetro, vinte e três de comprimento aparecendo grosso, molhado, até a ponta estalar para fora. A buceta ficou aberta um segundo — um buraco redondo, escuro, pulsando — e depois foi se fechando devagar, os lábios inchados, o grelo ainda saltado, um fio grosso escorrendo até o joelho.
A mãe soltou o ar.
— Quase normal de novo. Quase.
O pai ficou olhando a xoxota da filha no quintal, sem raiva, sem bronca, só o olhar parado naquele lugar molhado, aberto e fechando, do tamanho que ela tinha escolhido engolir o caminho inteiro.
Marina foi tomar banho.
A água começou a bater no box. No quintal, a bicicleta dela continuava no meio do cimento, o selim ainda úmido, o dildo de vinte e três por cinco e meio abandonado em cima — grosso, preto, brilhando de gel e dela.
A mãe olhou o objeto, olhou o marido.
— Vou tentar.
Antônio arqueou a sobrancelha. Não impediu.
Ela puxou a calça e a calcinha no meio do quintal, ficou só de blusa. Pegou o dildo com as duas mãos, passou o que restava de gel na ponta e sentou devagar no banco. A ponta encostou. Ela respirou, desceu um pouco. A entrada ardeu. Mais um pouco. Cinco e meio de diâmetro abrindo a buceta dela, mais velha, menos acostumada que a da filha. Gemeu baixo, a testa franzida, e foi descendo até a base encostar no selim.
Ficou atolada.
Não era hora de andar na rua. Era o quintal. Mesmo assim ela pôs o pé no pedal.
Antônio riu, um riso curto, descrente.
— Você vai pedalar com isso dentro, mulher?
Ela deu a primeira volta. O dildo empurrou. O corpo dela deu um solavanco. Outra pedalada, curta, no cimento. O silicone de vinte e três centímetros subiu e desceu dentro dela. A mãe mordeu o lábio, as coxas tremendo, e riu também — um riso nervoso, quente.
— A filha dá conta. Eu também quero ver se dou.
Andou três metros. Parou. Andou de novo. O banco rangeu. O dildo latejava no modo que Marina tinha deixado ligado. A cada movimento a mulher gemia e ria ao mesmo tempo, a blusa subindo, os seios balançando, a buceta visível engolindo a base preta.
Antônio ficou duro na hora. A calça marcou. Ele riu de novo, agora mais baixo, a mão passando no volume sem pudor.
— Olha a cara dela. Sentada no brinquedo da filha. Pedalando no quintal.
A mãe deu mais duas pedaladas, o dildo fundo, os olhos semicerrados, e soltou:
— Está enorme. Nossa… está me abrindo inteira.
Do banheiro, a água ainda corria. Os dois lá fora, o marido com tesão explícito, a esposa nua da cintura para baixo em cima da bike da filha, o silicone grosso sumindo e aparecendo a cada metro no cimento, o riso dos dois misturado com o gemido dela — tesão claro, sem bronca, o quintal pequeno demais para esconder o que os três já tinham começado a aceitar.
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