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Os cunhados - a suruba inesquecível - Parte 30

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Lopedrinhofm

Quando cheguei na casa da Bruna, ela me atendeu sorrindo, entrei, me sentei no sofá e ela tinha separado as coisas de Gabriel em muitas caixas, ela me mostrava item por item, fotos, roupas, e chorava...
- Eu não consigo ficar olhando, e não sentir a falta dele, meu irmão vai pegar as roupas do Gabriel pra doar, mas eu queria que você ficasse com essas fotos de quando vocês eram crianças
Eu segurei aqueles retratos, uma foto dos meus pais comigo e com Gabriel me atingiu como um soco no estomago, a saudade foi forte, por mais que eu tentasse ser firme uma lágrima escorreu sem que eu a conseguisse segurar, Bruna me entregou as fotos, e eu recusei todo o resto, eram perfumes, relógios, tênis, coisas que eu não queria guardar, algumas pessoas se apegam, mas eu sabia que me faria mal ter qualquer coisa que eu abrisse o guarda roupa todos os dias e lembrasse do Gabriel.
- Eu vou embora...
- O que? Por que?
- Não to conseguindo ficar aqui, lembrando do Gabriel todos os dias, meus pais vão se mudar e eu... vou morar com eles, eu gostaria que você ficasse com a casa, o Gabriel iria querer que eu fizesse isso, eu preciso seguir minha vida, e aqui não é mais meu lugar - disse ela chorando
Eu me calei, olhei em volta e sabe aquelas decisões que devemos tomar em abrir mão de algo? Eu cresci naquela casa, minha história fazia parte dali, mas eu fui firme.
- Vamos fazer um inventário, a casa já estava no nome do Gabriel, agora é sua, você que era esposa dele
- Não Fe... eu não quero ficar com essa casa... não quero mais ficar aqui
- Então vende, você tem 3 filhas e não trabalha, usa o dinheiro pra investir em algo, e seja feliz
- Você não vai querer nada?
- Não, não quero
Bruna me abraçou apertado, chorando, me agradecendo.
- Mas eu faço questão de que você fique com o carro dele, o Caio quer pegar e ir pagando o que falta, não sei como resolve essas coisas de quando o proprietário morre, mas eu sei que você vai dar um jeito.
- Não... não quero ficar com o motivo da morte dele, vamos resolver a documentação e vende também, ou tire a CNH e fique pra você, com 3 crianças seria bom você ter um carro.
Ela balançou a cabeça concordando, eu ajudei a arrumar as coisas no quintal para facilitar do Caio tirar, foi aí que ele chegou, me cumprimentou e chamou a Bruna para conversarem separados, eu conseguia ouvir tudo, mesmo não querendo, Caio implorava para ficar com o carro e Bruna dizia que decidiu vender porque a ajudaria a recomeçar a vida, ele não gostou muito mas entendeu, eu fiquei pensando muito, muito mesmo sobre essa situação, quando eles terminaram de conversar Bruna entrou com o semblante caído, eu fui ajudar o Caio a colocar as coisas no carro dele, era um uno mille, azul, a porta enferrujada, lanterna quebrada... e entendi o porque dele querer o carro de Gabriel.
- Você tá trabalhando ainda, Caio?
- To, mas tá foda... a empresa não cresce, não saí da mesma coisa
- Posso me meter nessa situação do carro?
- Depende...
- Por que você não compra um semi novo?
- To com nome sujo, mas consigo pagar a mensalidade desse aí, vai quase todo meu salário, mas é um carro bom
- É... mas a Bruna vai precisar de dinheiro pra começar uma nova vida
- É por isso que ela quer ir embora
- Por que?
- Esses dias acabou a fralda da mais nova, e ela não tinha dinheiro pra comprar
- E o seguro do Gabriel?
- Ainda não saiu, deram até 30 dias
- Ela me disse que tinha recebido...
- Ela mentiu, pra você não ficar com dó, aí meus pais jogaram na cara que ela não trabalha, não estudou, não tem formação e dependeu a vida toda do Gabriel, agora tá se fodendo... aí falaram pra ela morar com eles, eles vão pro interior, to com dó dela, mas não posso fazer nada
Nessa hora, eu senti um arrepio na espinha, como se eu tivesse que fazer alguma coisa, fiquei em silêncio, pensando em como honrar o Gabriel, fui embora pra casa pensativo, a tarde Sabrina e Pedro me visitaram, pedimos uns lanches e ficamos conversando sobre isso.
Sabrina: Você não pode apagar o incêndio de todo mundo
Pedro: Eu acho que se você quer ajudar... deve ajudar, mas só vender a casa e o carro, sem querer nada, é uma ajuda ótima pra Bruna
Sabrina: É, isso é o suficiente, não inventa de querer fazer mais do que pode pelos outros, não fica nesse pensamento de que o Gabriel gostaria que você fizesse mais... daqui a pouco a Bruna arruma alguém que assume ela e os filhos e você fica aí se culpando por ter ajudado demais
Pedro: É mano, a Sabrina tem razão nessa... a Bruna vai se reerguer, você não pode pegar o B.O de todo mundo
Eu: E se eu pagasse um aluguel pra ela? Pelo menos até ela se reestabelecer... o Caio disse que os pais dela falaram muita merda pra ela, não acho que ela deveria se submeter a morar com eles
Sabrina: É mais fácil ela ficar na casa, do que aceitar morar com os pais, se for caso de ajudar com comida, fralda, pomada, remédios... nós ajudamos, você não vê que a Bruna é tão dramática quanto o Gabriel?
Sabrina ligou para a Bruna naquela hora e a chamou para vir em minha casa para conversarmos sobre a mudança dela.
Assim que Bruna chegou, ela chorou da mesma forma dizendo que não queria ficar na casa que morou com Gabriel, Sabrina de maneira muito doce conduziu a conversa e disse que seria melhor, que nós a ajudaríamos no que precisasse, que era melhor do que ela ter que passar humilhação morando com os pais, Bruna aceitou e disse que tinha pensando de cabeça quente.
Eu fui até a cozinha pegar um suco na geladeira, Sabrina foi até a mim e disse:
- Tá vendo? As pessoas choram pra você porque sabem que você tem dinheiro... e você é besta e acredita
Não retruquei, porque vi que Sabrina tinha razão, Bruna não era problema meu, mesmo que eu de algum modo me importasse com ela.
Todos foram embora e eu fiquei ali, deitado, acabei dormindo mais cedo do que costumava devido ao cansaço das duas viagens seguidas, pela manhã fui trabalhar normalmente, o dia foi muito corrido, Lívia não comentava outra coisa a não ser a viagem, minha cabeça estava explodindo de cansaço, e os problemas da empresa não paravam de chegar, aquele dia finalmente chegou ao fim, fui direto pra minha casa descansar, tomei um banho e fiquei em dúvida se ia para a academia ou não, como Sabrina e Pedro não respondiam minhas mensagens acabei indo deitar novamente, vencido pelo cansaço eu dormi, acordei por volta das 2h, olhei meu celular e tinha cerca de 7 chamadas perdidas de Sabrina e umas 2 do Pedro, eles disseram que não responderam antes porque tinham ido visitar um parente, e estavam preocupados comigo, respondi eles de que tinha dormido, levantei, tomei um água e comi uma porcaria qualquer que tinha na geladeira, liguei a tv e fiquei ali esperando o tempo passar e logo dormiria de novo, meu celular vibrou, eu achava que seria Pedro ou Sabrina me respondendo, mas não, era Marina, em plena madrugada.
- Oi, você provavelmente está dormindo esse horário, mas você sabe que dia é hoje? Provavelmente não... provavelmente já esqueceu, mas esse dia seria nosso aniversário de namoro, eu acordei aqui lembrando de quando você me prometeu que me levaria para Paris, acho que esse sonho nunca vai se realizar, não é?! Eu vou te bloquear, eu mereço viver, e você já me esqueceu. Seja feliz.
Eu li aquela mensagem com um nó na garganta, mais uma vez eu me questionava sobre como meu noivado terminou e se eu havia tomado a decisão correta. Não respondi a Marina e vi sua foto sumir, nessa hora a voz de Sabrina ecoou na minha mente "(...) você não dá certo com ninguém", eu fui me deitar, o sono parecia ter fugido, mas insisti, não sei que horas dormi, mas acordei rápido para ter que ir trabalhar, assim que eu cheguei, Lívia me recebeu com aquele sorriso de todos os dias, me ofereceu o café, conversamos um pouco e eu decidi seguir minha vida sem me preocupar demasiadamente com a Bruna ou Marina, lembrei-me que Pedro me disse que nunca tinha ido a um estádio de futebol, e na quarta teria um jogo importante do meu time, bem... ele torcia para outro, mas não importa, corri para comprar ingressos e por sorte consegui 3 ingressos, mandei mensagem para o Pedro e para a Sabrina os convidando, Sabrina não aceitou por causa da neném, mas liberou o Pedro para ir comigo, ele ficou super empolgado e isso alegrou meu dia de certa forma.
Durante a tarde, Sabrina me ligou, atendi:
(...)
- E esse jogo aí... vai terminar que horas?
- Por volta da meia noite
- E de lá... vocês vão direto pra casa?
- Sim, não vamos aprontar nada, se é a sua dúvida
- É exatamente essa minha dúvida...
- Pode confiar na gente.
- Tá bom, vou confiar hein
O dia passou, a noite foi comum, apenas trocando mensagens com eles, na terça, Lívia me trouxe os cafés, se sentou e conversamos tranquilamente, nós já conversávamos sem aquele politicamente correto de trabalho, mas tudo ainda com respeito, tivemos muito trabalho, mais uma vez, uma noite comum, mas enfim chegou a quarta-feira, Pedro ficou ansioso dizendo que mal dormiu, ficou me mandando mensagem o dia todo, e minha mente ali ocupada com a reunião, números, gráficos, que mal conseguia dar atenção a ele.
Pedro não foi trabalhar de carro pois íamos para o estádio, então assim que ele saiu do trabalho veio até a estação Faria Lima, eu aproveitei que o pegaria e ofereci carona para a Lívia, quando ela desceu e Pedro entrou, ele me encarou firme.
- Mano, você tá pegando ela, certeza
- Não to cara, juro pra você
- Uma menina bonita dessa... para! Não mente não
- To falando sério, a Lívia é apenas uma amiga, não rola nada entre a gente
- Bora? Já são 19h, será que a gente chega a tempo?
- Talvez a gente chega na metade do primeiro tempo, mas vamos
O trânsito estava caótico, precisávamos atravessar a cidade e infelizmente estava um engarrafamento enorme, Sabrina nos ligava constantemente com desculpa de ver se estávamos no estádio, mas eu sabia que ela estava querendo saber se Pedro e eu estávamos nos envolvendo sem ela, eu comecei a me estressar com todo aquele engarrafamento, Pedro me acalmava dizendo que daria tudo certo, conseguimos chegar, o jogo estava em uns 15 minutos ainda, a energia foi foda! Pedro ficou encantado, mandamos fotos para Sabrina e ela brincou:
"To assistindo de casa pra saber exatamente a hora que acabar"
No intervalo, Pedro me abraçou pelo ombro me agradecendo por tê-lo levado ao estádio, mas um rapaz atrás de nós gritou:
- Dá pros dois pararem de se agarrar aí? To com criança aqui! Que nojo, dois homens se pegando em público.
Pedro me apertou sabendo que eu responderia, eu tinha todo um discurso pronto, e até um murro preparado se necessário, mas só falei:
- O cara só me abraçou pelo ombro, ele é meu irmão, relaxa aí
- Foda-se! Para de ficar se pegando caralho.
Eu me estressei, e Pedro também.
- Vamos embora? - Disse o Pedro
- Mas ainda tem o segundo tempo, você vai querer ir embora por causa desse trouxa?
- Já valeu a pena ver o estádio, ter foto... mas o jogo tá ruim, estamos perdendo... vamos embora
- Vamos então
Pedro e eu saímos tranquilamente, demoramos para conseguir ir ao estacionamento pelas burocracias de circulação e medidas de segurança, mas já no carro Pedro tristemente disse:
- Vamos avisar a Sabrina que já estamos indo embora
- Não... não avisa nada não.. temos 45 minutos pra gente
- E o que pretende fazer? Tá com fome?
- Eu to - olhando pra ele - com muita fome
- O que você quer comer?
- Seu cuzinho
Pedro abriu um sorriso e me xingou, nós saímos dali com caminho de volta pra casa, já estávamos perto quando Sabrina mandou mensagem:
"Acabou! Em 1h quero vocês aqui hein?!"
"A gente chega em 1 hora" - respondi
Pedro olhou e me disse:
- Mas a gente tá a uns 10 minutos de casa
- Vamos pra minha
- Mano... eu não vou dar hoje, desculpa
- Não precisa, só quero sua companhia
- Beleza... vamos
Entramos, Pedro estava retraído, como se fosse a primeira vez que entrava na minha casa.
- Tá desconfortável?
- Um pouco... não queria ficar com você escondido da Sabrina, dá uma sensação de que to traindo ela
- Como se você nunca tivesse traído... e outra, você não tá traindo, nós somos um trisal, lembra?
- Lembro - respondeu sorrindo
Eu me aproximei calmamente e o beijei, um beijo lento, demorado, nós nos abraçamos e a ideia de ficarmos apenas curtindo a companhia foi pro ralo imediatamente, naturalmente Pedro e eu subimos as escadas em direção ao quarto, nós entramos nos agarrando, os beijos deixaram de ser lentos para serem rápidos, com vontade, eu o agarrei tirando sua camiseta com facilidade, ele desabotou minha calça como sempre fazia e me chupava, ali ele ficou por alguns minutos, passando toda sua língua, depois ele se ajoelhou na cama, eu agarrei sua pica o punhetando e comecei a chupar, estava gostoso, quente, Pedro segurava meus ombros e se movia acompanhando os movimentos da minha cabeça, fiquei o chupando por muito tempo, depois que subi, nossos paus colaram um no outro e nos beijamos mais uma vez, nossas línguas se tocavam sem nenhuma barreira, sem nenhum preconceito, e sem nenhum gosto de "amigos", éramos íntimos, e o beijo denunciava muito mais do que uma aventura ou um fetiche.
Pedro interrompeu o beijo, me olhou nos olhos e disse:
- Eu não quero te perder nunca!
- Vai estragar o clima com essa viadagem? - perguntei rindo, mas logo me arrependi quando vi seus olhos marejados de quem falava com a alma, eu o apressei, estávamos nus, e naquele abraço meu coração acelerava cada vez mais, foi então que eu beijei seu rosto e sussurrei:
- Pedro... eu te amo!
Ele se afastou, me olhando com brilho nos olhos, nos beijamos mais uma vez comigo deitando na cama, Pedro durante o beijo encaixou seu pau em mim e como se ele já fosse bem-vindo ali eu o aguentei sem muito esforço, ele fodia lentamente, ele se ergueu colocando a mão em meu peito, me olhando nos olhos enquanto me penetrava e disse:
- Não me deixa, por favor
Eu não respondi, só me concentrei em sentir aquela pica gostosa dentro de mim, pela primeira vez eu desejava ser fodido, as outras vezes foi gostoso, mas era aquela foda de quem estava liberando o cu pra um amigo, naquela noite era diferente, Pedro não me dava apenas prazer, Pedro me dava o sentido que eu precisava pra minha vida, a cada estocada eu sentia muito prazer, meu pau estava duro feito pedra, ele me punhetava quando metia devagar, mas soltava para socar com força.
Eu troquei de posição me pondo de quatro e falando:
- Vem Pedro, me fode que nem você fode a Sabrina.
Ele me fodeu com muita vontade, ele metia, dava tapas na minha bunda e eu gemia sem me preocupar com minha masculinidade.
Ele avisou que ia gozar e eu pedi pra tirar de mim, não queria ficar escorregando porra, eu me virei tentando abocanhar mas não deu tempo, tomei uma jatada no meio do rosto, os demais jatos consegui ao menos abrir a boca para recebê-los, estava quente, engoli o que consegui e fui me lavar, enquanto eu me lavava, Pedro entrou no banheiro, me abraçou por detrás beijando meu ombro e disse:
- Obrigado! Eu te amo!
- Vamos parar de viadagem
Ele ria, como se eu ainda tivesse moral para falar essas coisas.
Voltamos pro carro e o deixei em casa como se nada tivesse acontecido, quando voltei pra minha casa, ficava sorrindo igual trouxa sozinho, lembrando da minha foda com o Pedro e desejando mais.
Na manhã seguinte, fui trabalhar, Lívia repetiu o hábito do café, enquanto conversávamos ela me perguntou:
- Posso te fazer uma pergunta bem pessoal?
- Pode sim
- O senhor... o senhor tem um caso com aquele casal que te ligou na nossa viagem?

Comentários (2)

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  • Renan: Prezado autor, acompanho o conto desde o começo, acho que seria interessante Pedro cometer um erro e ser punido. Gostaria de ver Lívia transando com o Felipe, quem sabe o fazendo decidir entre ela e Sabrina? O reencontro com Nayara ficou muito bom, ela poderia aparecer mais vezes, para estragar o casamento do Pedro. Gostei da interação da Bruna sozinha com Felipe, e se Bruna contasse isso pra Sabrina?

    Responder↴ • uid:mt97506i9
  • bg: AAAAAA O EU TE AMO VEIO PORRA

    Responder↴ • uid:ona2nn2d9j