#Bissexual #Gay #Traições #Virgem

Descabacei o filho do meu melhor amigo, viciei naquele cuzinho e terminei até meu casamento

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Will Seuq

Desde que descobri o sexo de forma madura, lá pelos vinte anos, sempre tive muito claro. Eu gosto de mulheres, de peitos e de buceta. Nunca duvidei disso. Mas também gosto dos viadinhos, de um cuzinho quente e um boquete como só eles sabem pagar. Também não tenho receio nenhum em admitir isso para mim mesmo.

Dessa forma, como nunca fui muito santo, nada me impediu de namorar mulheres, casar e ter um relacionamento de quase quinze anos, estável, ao mesmo tempo em que como uns caras por fora. Variar o cardápio é necessário. Não tem muito mistério. Na verdade, é bem simples: amor em casa, com a minha esposa, e dominação de viados na rua.

Nunca tive problemas com isso. Posso dizer, inclusive, que tudo foi perfeito. Pelo menos, até o Davizinho aparecer. Ou melhor, crescer. Explico.

Ricardo, pai dele, e eu somos sócios desde a nossa juventude. Fomos colegas de faculdade, nos tornamos melhores amigos e fundamos uma transportadora depois da formatura. Acompanhamos um ao outro muito de perto por quase toda a vida. Ricardo foi meu padrinho de casamento com a Fátima, minha atual esposa, e eu e dele, quando casou com a Susana. Somos praticamente uma família. Motivo pelo qual vi o Davizinho nascer e desde sempre fui o “tio Celo”.

Brinquei com o garoto na infância, ensinei ele a ler, livrei das broncas dos pais e até tentei ensinar a jogar bola. Só que, para esse último, meu sobrinho postiço nunca teve muito jeito. Desde sempre, o lance dele era outro.

Eu sempre soube, não pelo futebol, é claro, mas pelo conjunto da obra. Davizinho era quase uma princesinha. Não sabia esconder nem tinha como mesmo. Se entregava só de respirar. Por sorte, todo mundo ao redor dele sempre foi muito mente aberta. Isso nunca foi problema. Nem mesmo para os pais dele, que jamais demonstraram qualquer preconceito, nem com o filho nem com ninguém – e olha que eles nunca souberam das minhas aventuras. Também não era problema para mim, óbvio. Jamais vi maldade na nossa relação. Ou melhor, jamais tinha visto.

À medida que foi crescendo, já no final da adolescência, Davizinho foi enviadando mais ainda. E ficando abusado, se é que me entendem.

Vivia rodeado de amiguinhas. Na academia, malhava o rabo e, por todos os lugares, andava sempre empinado. E, claro, como as amiguinhas, usava shortinhos curtos e enterrados no cu. Não tinha como desviar das amiguinhas dele e chegou uma hora que não tinha mais como desviar dele também. Afinal, não sou cego.

A primeira vez que me dei conta disso foi em uma festa na casa do Ricardo. Davizinho tinha acabado de fazer dezoito anos, com direito a uma churrascada na beira piscina para vários convidados. Naquele dia, passou o tempo inteiro com um shortinho que mal cobria as polpas daquele rabão. Para se ter uma ideia, era muito mais curto que o das meninas que estavam lá como convidadas e foi isso que me chamou atenção.

De início, claro, me repreendi. Pensei que não poderia cogitar o que quer que fosse, porque, mesmo sendo quase adulto, ele era filho do meu melhor amigo. Só que, ainda naquela tarde, a situação ficou mais complicada. No meio da tarde, com todo mundo já meio bêbado, Davizinho e as amigas foram para a piscina. Já viu, né? Pouco depois, quando saíram, no meio das brincadeiras e da bebedeira, o cuzão do garoto começou a mascar o shortinho com muita violência. Foi a primeira vez que fiquei perturbado de verdade. E não foi só eu, meu pau ficou. Resultado: tive que pular na piscina e só pude sair quando o dito cujo baixou. Tive que fazer um exercício mental e tanto ignorar a raba do meu sobrinho postiço.

Nesse dia, depois de sair do churrasco, não teve outra, inventei para minha mulher uma emergência na transportadora e fui atrás de um novinho que gostava de me emprestar a rabiola. Era um cu amigo e disponível, de vinte e três aninhos, que eu tinha conhecido em uma pós-graduação realizada no ano anterior.

Castiguei tanto o puto que ele pediu arrego.

— Ai, filho da mãe, vai me rasgar desse jeito — reclamou, enquanto eu montava no lombo dele, em cima do sofá mesmo.

Estava tão nervoso para esculachar um cu, que, quando ele apitou, puxei o cabelo, fixei a imagem do Davizinho na minha mente e ordenei:

— Cala essa boca e rebola na minha vara, sua vagabunda do caralho. Rebola que nem a puta que tu é.

Foi uma noite para o Arthur, meu cu amigo, se lambuzar. Tanto que ele gemeu e berrou que nem uma gata no cio. Ao ponto que os vizinhos só não souberam que ele levou ferro naquele dia se taparam os ouvidos. Sorte a nossa foi que ninguém chamou a polícia.

— Porra, seu filho da puta. Tô todo estourado —me disse, rindo, depois que eu gozei na camisinha.

— Te estraguei, foi? — perguntei, enquanto tirava o preservativo e ofegava em um dos cantos do sofá.

Arthur gargalhou e com o olhar de vadia, que eu conhecia muito bem, finalizou:

— Estragou, mas logo, logo, tô novo.

Apesar da provocação, eu e ele fechamos a noite no primeiro round. Depois de um banho, peguei meu rumo e voltei para casa. Ana, minha esposa, dormia que nem um anjo e eu, de saco vazio, estava no céu.

Tinha certeza de que, depois da currada que eu tinha dado no Arthur e de uma noite de sono, o Davizinho ia vazar dos meus pensamentos. Afinal de contas, não tinha nenhum cabimento o que havia rolado no dia anterior. Primeiro, pelo que já disse. Comer viado novinho na rua, só pela diversão, sem envolvimento maior, é uma coisa. Outra bem diferente é dar uma de louco e currar o filho do meu melhor amigo.

Além disso, ainda que não fosse minha preocupação principal, tinha toda a diferença de idade. Eu, com meus quarenta e cinco anos, mesmo com tudo em dia, imprimia a aparência de um coroa. Grandão, com um e oitenta e cinco e oitenta e dois quilos, braço e peito bem cuidados na academia, peludão, careca e de barba. Não tinha pose de mau, de macho predador, apesar dos meus vinte e um centímetros de bênção, mas ainda era claramente um homem maduro. Como disse, nunca me preocupei com diferença de idade, mas, certamente, se eu resolvesse amassar o Davizinho, isso iria virar uma questão. Contra mim, claro.

Por isso, dei uma boa aliviada naquela noite. Contando que essas ideias tortas iriam sair da minha mente. Doce engano. Dali em diante as coisas só escalaram. E nem só pelas atitudes do próprio garoto. Foi o Ricardo que, sem se tocar, veio exibir carne fresca para um leão faminto.

Estávamos no final de um dia de trabalho, falando da vida e de situações à toa, quando ele colocou o filhote na roda.

— E eu ainda tô preocupado com o Davizinho — comentou enquanto girava uma caneta sobre minha mesa.

Vidrado no meu computador, pensei mil vezes em não estimular aquele assunto, mas nunca tinham existido restrições em nossas conversas. Não poderia ser agora. Então, me obriguei a autorizar que ele explanasse sua aflição:

— Ah, é? Por quê? — tentei parecer casual.

— Porra, tô preocupado! O garoto tá começando a querer trazer os namoradinhos para casa — começou.

Nessa hora, com toda a discrição que eu consegui, me empertiguei na cadeira. Senti que o assunto poderia ir para um caminho perigoso, mas, ainda assim, assenti para ele continuar.

— E sabe como é, né? Ele ainda é virgem, jurou de pé junto pra mim. Só que a gente sabe, nessa idade, não vai durar muito — meu amigo ia formulando o raciocínio.

Tudo que eu pude fazer foi assentir novamente.

— E eu sei que vai ser inevitável, mas não queria um marmanjo maltratando meu filho — prosseguiu.

Foi quando eu engoli em seco, prestando atenção no que mais ainda viria.

— Seja lá o que forem fazer com ele, preferia que fosse um cara que tivesse cuidado — admitiu, finalmente, resignado e com as mãos cobrindo o rosto.

“Porra, era o que eu precisava”, pensei. E, claro, minha mente sorrateira não demorou a ganhar vida própria e me lembrar que, há poucos dias, eu queria ser o marmanjo a maltratar o filho dele. Menos ainda demorou para meu pau dar sinal de vida e me lembrar que eu poderia comer o Davizinho com todo o cuidado que meu melhor amigo desejava que o seu filhote recebesse.

Quando me toquei de que estava devaneando, reagi como poderia e tratei de me controlar.

— Cara, na verdade, não sei nem o que te dizer — dei um sorriso amarelo.

Com a mão no ar, meu amigo se contemporizou e levantou da cadeira.

— Eu sei, Marcelo, eu sei. Meu desabafo é porque eu achei que só teria que afastar um bando de marmanjos se tivesse uma filha. E, no fim, acho que o Davi tá me dando até mais trabalho — levou as mãos para o alto e depois apontou para mim. — Sorte a tua que não tem filhos.

Bom, sorte a minha mesmo. Deus me livre dos meus amigos quererem enrabar um filho meu ou uma filha minha. Sorte que o Ricardo não tinha. Mesmo.

É que poucos dias depois desse episódio no escritório eu estava na casa do Ricardo para uma reunião e o Davizinho apareceu, com um moleque pendurado a tiracolo.

Devia ser um pouco mais velho que ele e, pela aparência, parecia o oposto de tudo que meu sobrinho postiço representava. Davizinho parecia uma borboletinha, era todo afeminadinho, mignonzinho, lisinho, delicadinho, todo “inho”. Já o sujeito que surgiu com ele, porém, parecia um pitbull. Bração, pose desafiadora e expansiva. Um verdadeiro pesadelo para as preocupações do meu amigo. Ou seriam as minhas?

— Oi, tio Celo — ele disse e me abraçou.

Foi apenas nesse momento que eu saí do transe em que tinha entrado.

— E aí, garoto? — respondi, ao tempo que ele ficou ao meu lado, ainda em um meio abraço.

— Você e o meu pai não param de trabalhar nem em uma sexta-feira à noite?

Pior que era sexta-feira. E noite mesmo. O relógio passava das vinte horas e eu e Ricardo nem tínhamos reparado.

— Quem é que vai pagar teus luxos se a gente não se matar trabalhando, hein? — brinquei.

Davizinho riu de imediato e deu dois tapinhas no meu peito. Não era para ser nada, mas ele não tirou a mão. Pelo contrário, deixou-a espalmada com vontade, como se quisesse senti-lo. E lá ia a minha mente pensar maldades. É que, massageando meu peito, assim como se não quisesse nada, o garoto me olhou e brincou:

— Então, pode continuar trabalhando, tio, que eu não sou barato.

Bom, poderia até não ser barato, mas meu pau já tava querendo de novo tratar ele que nem uma vagabunda de rua das mais chinfrins.

— Que tu é caro, eu sei, Davi, sei muito bem, aliás — dessa vez, meu amigo que me tirou do pensamento maldoso. — Agora, vai e deixa a gente finalizar aqui — prosseguiu.

— Tá bom, pai, tô ind-

— Mas óh — Ricardo o interrompeu — juízo, entendeu?

Já de costas e rabeta empinada, Davizinho mandou um “uhum”, enquanto puxava o moleque corredor adentro, deixando para trás um suspiro profundo do meu parceiro.

— Tá vendo com o que eu tô lidando? Esse aí é o Leonardo, que Davi conheceu numa festa.

— Eles tão namorando?

— Tão ficando, tão ficando — bufou. — Por mim, não deixava trazer pra cá, mas Susana veio com o papo de melhor aqui do que na rua.

Assenti, ainda em silêncio, porque estava mais uma vez sem palavras.

— Aí tu vê — Ricardo ainda prosseguiu —, marmanjo vindo pra debaixo do meu teto pra... — deixou as palavras morrerem, mas a curiosidade já tinha tomado conta de mim naquele momento.

— Será que eles já... — também não concluo, mas meu amigo se apressa para negar:

— Não, pelo que sei não, mas Davi não anda me escutando mais como antes. Então, não vai demorar muito.

E foi nessa hora que ele fez o pedido que mudaria tudo:

— Tá aí, né, Marcelo, tu bem que poderia trocar uma ideia com o Davi.

— Quê? — quase me engasguei com a própria saliva.

— É, ele sempre te ouviu, até mais do que eu e a mãe dele. Quem sabe coloca um pouco de juízo naquela cabeça.

Juro que não queria, tentei me livrar daquela missão inglória, mas não teve jeito. Meu melhor amigo insistiu, muito. E conseguiu colocar o lobo para cuidar da ovelhinha dele. Foi assim que me vi abordando o Davi na empresa:

— Ei, Davizinho — chamei, quando ele saiu da sala do pai, em um dia de semana, no final da tarde.

— Oi, tio Celo — me respondeu, todo fresquinho e sorridente.

Muito mais rápido que minha capacidade de reação, o filhotinho do Ricardo se jogou em mim, em um abraço em que parecia querer me sentir inteiro. Na ponta do pé, ele aproximou o rosto da minha barba e segurou meu braço, para, em seguida, estalar um beijo na minha bochecha. Coisa que ele não costumava fazer e que poderia ser uma bobeira, mas que aumentou muito minha neura com tudo aquilo.

Precisei me controlar para não ficar duro ali mesmo, porque o pensamento fixo do Davizinho prestes a perder o cabaço vinha atormentado minha mente há dias.

— Como você tá, tio? — me encarou, quando nos soltamos do abraço.

— Bem, tudo bem, mas eu queria trocar uma ideia contigo, pode ser? — convidei para entrar na minha sala.

— Claro — sequer hesitou, já entrando e sentando-se em frente à minha mesa.

— Então...

Sentei no meu lugar e me endireitei na cadeira, precisando procurar as palavras. Davizinho me mirou, enquanto mexia uma pulseirinha de ouro que carregava no braço esquerdo.

— Tá me assustando, tio Celo — me apressou.

— Sabe o que é... É que eu... Eu ando... Eu e teu pai... Eu e teu pai andamos um pouco preocupados-

— Iiiiiih — fechou a cara, fez biquinho de vadia e cruzou as pernas, fazendo aquelas coxas quase estourarem a boca do shortinho que ele vestia. — Já tô vendo que vem coisa.

— É pro teu bem, Davizinho-

— Tio — me interrompeu outra vez, ainda cheio de marra —, eu já disse pro meu pai que ainda sou virgem.

A objetividade chegou a me desconcertar e ele percebeu, me lançando uma risadinha. Uma risadinha que me pareceu até um pouco cínica.

— Eu sei bem o que eu tô fazendo, tio — frisou.

E, então, me dei conta de que precisava recuperar o controle daquela conversa. Foi por isso que resolvi provocá-lo, sério:

— Será, Davizinho?

Só que a resposta foi um riso ainda mais solto, sem vergonha mesmo.

— Qual é tio, acha que o Léo já não tentou me comer? — me perguntou na maior naturalidade e me fez engasgar nas próprias palavras.

Antes mesmo de eu formular algo inteligível, o filho do meu amigo espalmou a mão no ar e prosseguiu:

— Eu até quero, mas sei que não posso dar tão fácil, senão ele mete o pé.

Segui em silêncio, meio atônito, olhando-o. Do lado dele, meio teatral, desviou da minha vista antes de concluir, meio manhoso:

— E, pode não parecer, tio, mas eu sou romântico. Além disso...

Davi não prosseguiu e, depois de engolir em seco pela milésima vez, eu consegui encontrar um fio de voz para questionar:

— Além disso?

Me encarando, como se fosse óbvio, ele suspirou. Só que eu não captei, então ele sussurrou, levantando as sobrancelhas, como se me dissesse o óbvio:

— Sou virgem, tio Celo, não sei como...

E, enfim, compreendei. Na sequência, assenti, tentando pensar em algo que pudesse dizer para terminar com aquela conversa e poder dar uma desculpa para o meu amigo, dizer que fiz minha parte. Só que, de repente, o garoto me olhou do mesmo jeito que o pai dele tinha me olhado no outro dia, como se eu fosse a salvação de todos os problemas.

— Tio... — começou, mas não foi adiante, parecia tentar fazer um charme.

Ainda meio pisando em ovos, falei o que senti que podeira falar:

— Davizinho, tudo isso é muito natural, mas é importante que você faça só aquilo que você quiser fazer-

— Mas eu quero, tio — se apressou, quase em súplica e, de novo, me surpreendeu. — Quer dizer, não sei se quero dar pro Léo, mas quero, sabe?

Outra saliva não desceu com tanta facilidade enquanto ele mirava meus olhos.

— Só que eu não sei como fazer isso. Me sinto um bobo, inexperiente — dramatizou.

— Não, você não é — respondi e foi aí que ele me olhou com a maior cara de cadelinha que caiu da mudança:

— Então, me ensina, tio. Me ensina o melhor jeito.

O pedido me deixou completamente atordoado. Vendo isso, Davi segurou minhas mãos em cima da mesa:

— Você é um homão, tio, experiente. Tenho certeza de que pode me dizer como fazer gostoso...

Mirei aquela cena, das nossas mãos. As minhas muito maiores do que as dele. “O que é que ele está querendo?”, me perguntei e minha mente e meu corpo começaram a me bombardear com sinais. Dos pés, inquietos, batendo no chão, à cabeça, rodopiando em pensamentos, passando pelo pau, claro, que começa a endurecer como uma rocha num piscar de olhos. “Pensa, Marcelo”. “Se apruma, Marcelo”. “Se concentra, Marcelo”.

— Davizinho — tentei bolar uma desculpa em tempo recorde, mas ele apertou minhas mãos.

— Tio, pensa, por favor, eu te peço. Pensa naquilo que você pode me ensinar e a gente conversa com calma. Vai, por favor, eu confio tanto em você, tio Celo — apelou, fazendo biquinho e o meu pau quase deu um pinote nas calças.

Puta que pariu. Vendo que me enredou, Davizinho largou minhas mãos, ficou em pé e deu o xeque-mate:

— Óh, eu te mando mensagem, tio. E prometo que não vou fazer nada antes de o senhor — detalhe: ele nunca me chamou de senhor — me ensinar tudo que eu preciso saber, tá?

No instante seguinte, depois de me atirar um beijo no ar, o filho meu melhor amigo já não estava mais na minha sala. Meteu o pé, me deixando completamente sem reação.

Puta que pariu, puta que pariu, puta que pariu. Essa história está tomando um rumo muito perigoso. E quanto mais o tempo passa, mais chance de dar merda.

Se antes já andava meio desnorteado, reparando na rabiola daquele garoto, imaginando como seria estourar aquele cabaço, agora, era mais do que isso. Agora, eu precisava botar aquele cu pra rodar na minha pica. Só que eu ainda me sentia culpado. Apesar de não parecer, querer amassar o filho do meu melhor amigo ainda me acionava uma espécie de ética masculina.

Isso porque eu nunca tinha traído nenhum dos meus amigos, que dirá o melhor deles. Não fazer para os outros o que eu não queria que fizessem comigo. O raciocínio era até bem simples. Por isso, nunca me engracei com a mulher de nenhum deles.

Só que a cabeça de baixo pensava diferente. “O Davizinho não é mulher, é um putinho que vai acabar entrando na madeira cedo ou tarde”.

“De um jeito ou de outro, tio, vai acontecer”, ele me escreveu dias depois. “Então, não é melhor tu ser meu prof?”. “Sei que foi o meu pai que pediu para falar comigo, ele quer isso”.

Não, Ricardo, com certeza, não queria que eu encaçapasse o filhinho dele. Aconselhar, conversar, abrir a mente dele, sem dúvida. Só que o que esse putinho endiabrado queria era aprender a dar gostoso aquele cuzão. Tinha como eu ensinar isso sem botar ele pra sentar?

Bom, só tentando é que eu poderia descobrir.

— Ai, tio, que vergonha que eu tô agora — foi a primeira coisa que Davi disse quando sentou no sofá da minha casa enquanto o observava de soslaio.

Combinamos que ele viria aqui naquele dia em que minha esposa tinha ido para um congresso para “tirar as dúvidas”.

— Sei lá— ele prosseguiu —, tô me sentindo uma bicha boba de novo.

— Tratar sexo como essa coisa difícil de se falar sobre é uma bobeira, Davizinho — comentei, virando meia long neck de Heineken para dar uma calibrada nos meus filtros.

Sentei ao lado dele e entreguei uma cerveja também:

— Ó, bico calado de que eu tô te dando álcool — avisei, sob um revirar de olhos dele. — Agora, manda um gole aí e experimenta começar a me contar o que tu tá sentindo e quais as tuas dúvidas. Quem sabe eu possa te ajudar.

O filho do meu melhor amigo me ouviu com atenção e deu sinal positivo ao meu pedido. Depois de dar um longo gole na cerveja dele, começou, escolhendo as palavras:

— Ah, tio, já te disse que não sei nada... — mas as palavras morreram quando ele se deteve ao meu semblante desconfiado. — Que foi?

— Não me aplica essa inocência toda, não, Davi. Você mesmo disse que... — desatei em um impulso, mais sério, e só então processei o chacoalhão das minhas palavras. Elas tinham um tom que eu não costumava usar com o garoto.

Não conclui, mas ele entendeu a mensagem e resolveu abrir o bico:

— Ah, tio Celo, você sabe como é? O Léo já tentou, mas eu não deixei nada. Eu já vi alguns pornôs, mas sei lá... E claro que eu falo de sexo com as minhas amigas, mas elas são meninas. É diferente.

— Pode ser, mas olha aí! Tu já tem alguma experiência — rebati.

— Não — negou prontamente. — Me sinto totalmente inseguro. Minhas amigas todas já transaram. Só eu que não.

— Olha, Davi — segui sério, terminando minha cerveja e levantando para pegar mais duas para nós —, essa história de só você ser virgem é uma bobagem. Cada um tem um tempo e é importante fazer só o que tiver vontade e quando tiver.

— Mas eu tenho vontade, tio, já te disse — protestou e me fez ver que estávamos andando em círculos.

Não iria ter escapatória para fazer essa conversa evoluir. Então, me joguei aos leões, azar!

— E o que exatamente você quer, Davi?

— Como assim?

O garoto não cansava de dar uma de desentendido para cima de mim. Sempre fui do tipo que gosta de joguinhos, mas ou eles terminavam com meu pau dentro ou terminavam cedo. E, na minha casa, já calibrado na cerveja, não estava mais tão paciente, para ficar aguentando aquelas ceninhas.

— O que te dá tesão? Se você tem a noção que me disse, já deve saber...

Acho que, pela primeira vez, deixei o menino meio constrangido. Mas foi uma fração de segundo, porque ele cuspiu a resposta quase de bate-pronto.

— Ah, quando o Léo tentou... Hum... Ele pediu pra me comer... Eu tive vontade, tio.

— Você ficou com tesão pra dar o cu, isso? É disso que você acha que gosta — pigarreei e levantei para pegar a minha terceira cerveja, enquanto o garoto seguia na segunda. — Digo acha porque você disse que ainda não fez, ent-

— Na verdade... — me interrompeu, enquanto eu estava voltando ao sofá. Nessa hora, grudei meus olhos nele, a ponto de pará-lo por um breve momento. — Na verdade, tio, eu não perdi a virgindade, mas experimentei um brinquedinho da Val, minha amiga.

— Brinquedinho? — perguntei, sentando ao lado dele no sofá, mas encarando-o de frente.

— É, era um plugzinho que-

— Tu meteu um plug no cu, Davi? — a pergunta saiu mais rápido do que pude segurar.

— Sim, mas era pequenininho — sussurrou, sorrindo tímido, desviando o olhar.

Me empertiguei no sofá porque meu pau começou perder a educação nesse exato momento. Larguei até a cerveja de lado.

— Era pequenininho — repeti mais para mim do que para ele. — E tu queria uma coisa maior no cuzinho — segui meu raciocínio e o pensamento saiu em voz alta.

Sem ligar de que não era uma pergunta, ele confessou, dessa vez, me olhando nos olhos:

— Sim, foi bom, mas se fosse maior, acho que eu ia gostar mais.

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Comentários (1)

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  • Fdp: Vai se foder, q porra de amazon

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