A nova realidade que mudou o mundo parte 149 - Raças inferiores
Enquanto estávamos todas amontoadas no galpão abafado, duas escravas chamavam a atenção de quase todas as outras. A primeira era uma chinesinha miúda, de corpo pequeno e delicado, pele clara quase porcelana, olhos pretos grandes para uma oriental e cabelo preto liso até a cintura. Ela se chamava apenas Ratinha, disse que esse era o único nome que lhe deram desde criança. A segunda era uma negra impressionante, de olhos verdes claros contrastando com a pele escura, rosto angelical, corpo torneado, seios firmes e bunda empinada. Ela se chamava Chita.
Eu, sempre curiosa mesmo no meio do inferno, me aproximei delas, e perguntei: De onde vocês vieram? Como foram parar aqui?
Ratinha baixou os olhos por um momento, depois começou a falar com voz suave, quase infantil: Eu nasci escrava, nunca tive família de verdade. Quando completei quatorze anos, me levaram para a praça pública e me estupraram na frente de todo mundo. Foi a primeira vez que vi um pau. Eles me jogaram no chão, abriram minhas pernas e me foderam um atrás do outro. Eu sangrei muito e chorei até perder a voz.
Ela fez uma pausa, respirando fundo: Depois disso, me deram para uma branca chamada Ana. Eu virei escrava banheiro dela, e meu único trabalho era limpar ela. Lambia a buceta dela várias vezes por dia, enfiava a língua bem fundo, chupava o cu dela depois que ela cagava. Ela me usava como privada, acordava e mijava direto na minha boca. Às vezes cagava e eu era obrigada a comer tudo, enquanto os homens e me chamava de rata de esgoto. Eu dormia com o rosto entre as pernas dela, sentindo o cheiro o tempo todo.
Chita, a negra de olhos verdes, continuou a história dela com voz mais firme: Depois que me separaram da minha escrava, me jogaram na prisão dos homens. Eu era a única mulher lá. Meu trabalho era manter os presos calmos. Eles me usavam o dia inteiro. Eu ficava de quatro numa cela grande, e eles vinham em fila. Chupava um pau atrás do outro, engolia porra até o estômago ficar inchado. Às vezes eles me fodiam os três buracos ao mesmo tempo, um na boca, um na buceta, um no cu. Eu sentia os paus grandes me abrindo, batendo fundo, gozando dentro de mim sem parar. Meu corpo virava um objeto. Eles me chamavam de buraco público. Me deixavam amarrada com as pernas abertas para qualquer um usar quando quisesse.
Ratinha completou, com a voz baixa: Eu passava dias sem comer outra coisa que não fosse porra e mijo, e meu estômago vivia cheio. Às vezes eles me faziam lamber o chão depois que vários gozavam. O gosto era azedo, grudento, enjoativo. Eu enjoava, vomitava, e eles me obrigavam a lamber o próprio vômito misturado com porra.
Chita olhou para o chão, envergonhada: Eu aprendi a apertar a buceta e o cu para eles gozarem mais rápido. Quanto mais rápido eles gozassem, menos tempo eu sofria. Mesmo assim… eram dezenas por dia. Meu corpo doía o tempo todo. Às vezes eu desmaiava com um pau ainda dentro de mim.”
As duas se calaram, os olhos baixos.
tão jovens… e já tinham vivido horrores que a maioria das pessoas nem consegue imaginar.
As gêmeas ainda soluçavam baixinho quando Chita e Ratinha se aproximaram mais. O galpão estava escuro e abafado, mas todas queriam falar. Era como se contar o sofrimento aliviasse um pouco o peso.
Chita, a negra de olhos verdes e rosto angelical, foi a primeira a continuar. Sua voz era baixa, quase um sussurro: Eles tiraram meu clitóris quando eu tinha quinze anos. Disseram que pretas gozavam fácil demais e que isso atrapalhava o trabalho. Me amarraram numa mesa velha, pernas bem abertas. Não usaram anestesia, só um pedaço de madeira para eu morder. O homem pegou uma lâmina enferrujada, velha, cheia de manchas. Eu o vi aproximar… e então cortou.
Ela fechou os olhos com força e continuou: A dor foi… indescritível. Senti a lâmina serrando, cortando o pedacinho de carne. Eu gritei tanto que rasguei a garganta. Sangue escorria quente pelas minhas coxas. Depois ele pegou um ferro quente em brasa e cauterizou o corte. O chiado da carne queimando… eu ainda sinto o cheiro até hoje. Eu desmaiei, e quando acordei, só tinha uma cicatriz queimada e dolorida. Nunca mais senti aquele prazer agudo. Só uma dor fantasma quando me excitava.
Ratinha, a chinesinha miúda, tremia ao lado dela. Ela continuou, a voz infantil e quebrada: Eles me deram o pior enema que já vi. Trouxeram um balde grande com mais de três litros de água misturada com vinagre forte e pimenta moída. Enfiaram uma mangueira grossa no meu cu e bombearam tudo para dentro. Meu ventre inchou tanto que eu parecia grávida de oito meses. A dor era como fogo líquido queimando minhas entranhas. As cólicas eram violentas, eu me contorcia, gritava, implorava para tirar. Mas eles colocaram um plugue enorme e trancaram. Fiquei três dias inteiros com aquilo dentro de mim.
Ela abraçou o próprio ventre, como se ainda sentisse: A pimenta queimava sem parar. O vinagre corroía, a pressão era tanta que eu mal conseguia respirar. Eu sentia o líquido azedando, virando uma gosma quente e ácida dentro de mim. Quando finalmente tiraram o plugue, saiu tudo de uma vez, uma explosão de merda líquida, sangue e muco. Eu desmaiei de dor e vergonha.
As duas se olharam, como se tivessem guardado o pior para o final.
Chita falou primeiro, envergonhada: Eles também nos obrigaram a lamber bucetas… de todos os tipos. Brancas, negras, velhas, jovens…, mas o pior foram os animais. Uma vez me fizeram lamber a buceta de uma égua. Era enorme, escura, molhada de suor e mijo. O cheiro era forte, animal, azedo. Eu enfiei a língua lá dentro enquanto o treinador segurava minha cabeça. O gosto era horrível… terroso, com um fundo doce e nojento. A égua mexia o quadril, quase me sufocando.
Ratinha completou, com nojo na voz: Eu tive que lamber uma vaca. A buceta dela era grande, rosada, pingando. Eles me forçaram a enfiar a boca inteira ali, chupando, lambendo enquanto ela mugia. O leite misturado com mijo escorria na minha boca. Eu vomitei várias vezes, mas eles me obrigavam a continuar. Depois ainda me fizeram lamber o cu dela, todo sujo de merda. Foi a coisa mais nojenta que já fiz na vida.
As duas se calaram, encolhidas, os olhares distantes.
Eu as ouvia em silêncio, sentindo um peso cada vez maior no peito. Tanto Ratinha quanto Chita tinham sofrido horrores que eu, mesmo depois de tudo que vivi, mal conseguia imaginar. E o pior era perceber que, por mais que eu tivesse sido destruída, ainda existia um privilégio perverso em ser loira nesse mundo. Um privilégio que elas nunca tiveram.
Ratinha, a chinesinha miúda, virou o rosto para o lado e puxou o lábio inferior com os dedos. Eu vi as cicatrizes. Linhas finas, brancas e irregulares, atravessando verticalmente seus lábios, onde haviam sido costurados. Algumas marcas ainda estavam rosadas, recentes.
Eles costuraram minha boca por quase um mês, ela disse baixinho. Eu tinha que puxar uma carroça pesada, como uma égua. A costura era grossa, para eu não conseguir abrir a boca. Só deixavam um furinho pequeno para respirar e enfiar um funil pra me dar porra e água. Eu sentia a linha cortando a carne toda vez que tentava mexer a boca. Quando finalmente cortaram, meus lábios estavam inchados, deformados. Ainda dói quando eu falo.
Eu toquei suavemente o rosto dela, sentindo as cicatrizes sob meus dedos. Meu estômago revirou.
Chita, a negra de olhos verdes, tremia só de lembrar. Ela abraçou os próprios joelhos e falou, a voz carregada de nojo profundo: Como negra… eu fui usada como privada humana muitas vezes. Eles me faziam ajoelhar, abrir bem a boca e ficar parada. Alguns nem olhavam para mim. Só baixavam as calças e cagavam direto na minha boca. Eu sentia o peso quente, mole, caindo na língua… o cheiro forte, podre, subindo pelo nariz. Eles mandavam eu mastigar e engolir sem reclamar. Se eu vomitasse, me batiam e me obrigavam a lamber tudo do chão.
Ela estremeceu violentamente, os olhos cheios de lágrimas de repulsa.
Eu ainda sinto o gosto às vezes, mesmo lavando a boca várias vezes. É um nojo que não sai. Eu tremo inteira só de lembrar, era humilhante demais… ser tratada como uma latrina viva. Eles riam, me chamavam de negra merda, privada preta. Eu queria morrer toda vez.
Eu fiquei em silêncio, sentindo um misto de culpa e vergonha.
Eu tinha sofrido, muito, mas nunca fui forçada a engolir merda. Já tive que comer esgoto na cisterna que eu e mamãe ficamos, mas nunca tive a boca costurada para puxar carroça. Nunca fui tratada como algo tão baixo quanto elas foram.
Eu era loira, jovem e bonita o suficiente. E isso, nesse mundo doentio, ainda fazia diferença.
Eu abracei as duas com força, sentindo seus corpos pequenos e marcados contra o meu, e falei: Eu sinto tanto… vocês não mereciam nada disso.
Ratinha encostou a cabeça no meu ombro e sussurrou: Ninguém merece. Mas pretas e asiáticas… a gente sempre foi o fundo do poço. Vocês loiras ainda tinham algum valor. A gente… a gente era só lixo desde o começo.
Chita não disse nada, apenas tremia, os olhos verdes perdidos, ainda com nojo estampado no rosto.
Eu acariciei o cabelo delas, sentindo o peso da hierarquia cruel desse mundo. Mesmo agora, mesmo presas, mesmo esperando a morte ou algo pior, a cor da pele ainda definia quanto sofrimento cada uma de nós merecia. E eu, pela primeira vez, me senti verdadeiramente culpada por ter sido poupada de alguns dos piores horrores, porque eu era loira, porque eu era branca. Porque eu ainda tinha algum valor nesse sistema podre.
E isso me enojava mais do que qualquer outra coisa.
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