A mulher do Padeiro (1/6)
Hoje vou contar-vos uma história que ainda me faz o caralho endurecer só de recordar, uma daquelas memórias que se enterram fundo nos colhões e não saem mais, como um fogo lento que queima a pele por dentro mesmo anos depois. Tinha eu vinte e dois anos, fresco saído da faculdade, e acabara de entrar no meu primeiro emprego a sério, uma editora grande e antiga no coração de Lisboa, mesmo ali perto da Baixa, onde o ar cheirava sempre a papel velho, a tinta fresca e a aquele pó fino que se acumula nas prateleiras altas e faz cócegas no nariz. O emprego fora arranjado pela minha mãe, que era amiga de longa data da dona, uma mulher séria e de saias apertadas que mal sorria, mas isso pouco importava. O que importava era que ali, entre as pilhas de livros e o zumbido constante das impressoras, eu ia descobrir um mundo novo, um mundo de corpos jovens, suados e sem pudor que me ia mudar para sempre.
Na editora trabalhavam muitas pessoas, mas poucas na minha faixa etária, uns cinco ou seis, no máximo. Eram eles que formavam uma espécie de tribo apertada, ruidosa, sem filtros, sem tabus, uma turma que se reconhecia à distância pelo riso alto e pelos olhares cúmplices. Três rapazes e três raparigas, e duas delas já casadas, com alianças no dedo e histórias de casa para contar, mas isso não as impedia de sair todas as sextas-feiras à noite com o resto do grupo, como se o casamento fosse só um detalhe incómodo que se deixava na gaveta do escritório. Assim que cheguei, identifiquei-me logo com eles. Havia qualquer coisa no ar, uma energia elétrica que me puxava, e em menos de uma semana já fazia parte da tribo, já trocava piadas pesadas no intervalo do café e já sentia o calor dos corpos deles quando nos apertávamos no elevador antigo a descer para a rua.
As saídas de sexta tornaram-se ritual sagrado, quase religioso. Começávamos por jantar num restaurante barato ali na Baixa, mesas de madeira riscada, cheiro a bacalhau e a vinho tinto barato que nos subia logo à cabeça. Depois rumávamos a um bar escuro em Santos, daqueles com música alta que fazia vibrar o chão, corpos suados colados uns aos outros na pista, o ar pesado de fumo, suor e perfume misturado. Bebíamos até os olhos brilharem e a cabeça andar à roda, dançávamos colados, ríamos alto, as mãos a deslizarem por costas e ancas “sem querer”. Muitas vezes, quando o bar fechava, acabávamos em casa de alguém, quase sempre na dela, na Amadora, porque o marido já tinha saído para o turno da madrugada no forno e o filho dormia no quarto do fundo, alheio a tudo. Conhecíamos o homem, trocávamos duas palavras com ele antes de ele partir, o cheiro a pão fresco ainda agarrado à roupa, e depois ficávamos lá, a beber, a ouvir música baixa para não acordar a casa, o ar da sala carregado de tesão reprimido que ninguém admitia, mas todos sentiam.
E foi aí que ela entrou na minha vida como um vírus lento e delicioso. Paula. Quase trinta anos, casada, mãe de um filho de seis, baixinha, corpo comum, rosto sem nada que parasse o trânsito na Avenida da Liberdade ou fizesse virar cabeças na rua. Não era daquelas mulheres que se destacam em fotos, não tinha curvas de revista nem pele de porcelana. Mas tinha qualquer coisa, um magnetismo sexual inexplicável, daqueles que não se vê, mas se sente no ar, que faz o caralho latejar antes mesmo de ela abrir a boca. Era como se o corpo dela emanasse um cheiro invisível, um calor animal que atraía os paus como mel quente atrai abelhas famintas. Andava com um balançar subtil das ancas quando passava entre as mesas da editora, um jeito de inclinar a cabeça quando falava que fazia a garganta secar, um olhar de lado que parecia dizer “eu sei exatamente o que o teu caralho quer e eu quero dar-to”. O perfume dela, barato, doce, com um fundo almiscarado, misturava-se com o suor natural da pele e ficava no ar horas depois de ela passar. Eu reparava em tudo: no jeito como o vestido fino colava à curva das nádegas quando ela se inclinava para apanhar um livro, no volume pequeno, mas firme dos seios que se marcavam contra a blusa fina nos dias mais quentes, no brilho húmido dos lábios quando ela lambia o canto da boca a olhar para mim.
Com o passar das semanas, comecei a reparar que ela se aproximava mais. Nas saídas de sexta, colava-se a mim na pista de dança, o corpo pequeno encostado ao meu, o calor da pele a atravessar o tecido fino da roupa. Os dedos dela roçavam-me o braço “sem querer”, depois desciam devagar pela cintura, parando mesmo acima do cinto, como se testassem até onde eu aguentava. Sussurrava-me frases de duplo sentido ao ouvido, a voz rouca de quem já bebeu um copo a mais, o hálito quente contra a minha orelha: “Hoje estás com um ar tão duro… deve ser o cansaço do dia, não é?” ou “Se eu fosse solteira, já te tinha levado para um canto escuro”. O caralho respondia logo, inchando dentro das calças, pressionando contra o tecido, e eu tinha de me esforçar para não gemer ali mesmo. Os outros do grupo notavam. Não eram discretos. Riam alto, incentivavam abertamente, sem vergonha nenhuma: “Vai lá, come-a, que a Paula está a pedir por um caralho novo”, “Olha como ela se roça nele, parece que a cona já está a pingar”, “Vocês os dois deviam ir para o quarto das traseiras e resolver isso de uma vez”. Nós ríamos também, fingíamos que era só brincadeira, que era o vinho a falar, que não passava de piada de sexta-feira. Mas o fogo já estava ateado, lento, voraz, a crescer por baixo da pele. Eu sentia-o no peito, na barriga, nos colhões pesados que latejavam só de pensar nela.
Nas noites em casa dela, na Amadora, a tensão era quase insuportável. O marido saía, o filho dormia, e ficávamos os seis na sala pequena, luzes fracas, música baixa e quente a tocar, baladas lentas, daquelas que fazem o corpo querer colar-se. Dançávamos alternando pares, mas eu e Paula acabávamos sempre juntos. Os corpos aproximavam-se cada vez mais. Primeiro os peitos dela contra o meu tórax, o calor dos mamilos a marcar-se através da roupa fina. Depois as ancas dela encostadas às minhas, o rabo redondo a roçar devagar contra o meu pau, que já estava duro como pedra, latejando, a ponta húmida de pré-gozo a manchar a cueca. Eu sentia o calor que emanava da cona dela, mesmo através das camadas de tecido, um calor molhado, vivo, que me fazia imaginar o sabor, o cheiro, a forma como os lábios inchados se abririam para engolir o meu caralho. As mãos dela deslizavam-me pelas costas, cravavam as unhas de leve nas omoplatas, desciam até ao rabo e apertavam, puxando-me mais contra ela. Os beijinhos começaram inocentes, no canto da boca, depois tornaram-se mais longos, mais molhados, línguas a roçarem de leve, o gosto do vinho misturado com o dela, doce e salgado. O suor escorria-nos pela pele, colava as roupas, o cheiro da sala era puro sexo reprimido: perfume, cerveja, cona molhada e caralho duro.
Eu não conseguia parar de pensar nela. No escritório, quando ela passava pela minha mesa, o olhar demorava-se um segundo a mais nos meus olhos, descia até à braguilha e voltava, com um sorriso quase impercetível. À noite, sozinho na cama em casa dos meus pais, punhetava-me devagar imaginando-a: a cona dela aberta, os lábios inchados e brilhantes, o corpo pequeno a tremer enquanto eu a enchia toda. Fantasiava com o som que ela faria quando o meu caralho grosso a abrisse pela primeira vez, o gemido rouco, o jeito como as unhas se cravariam nas minhas costas. Sabia que ela era casada, que tinha um filho a dormir no quarto ao lado, que o marido saía para o pão enquanto nós bebíamos na sala. Isso só tornava tudo mais sujo, mais excitante. O risco fazia o sangue ferver. Os outros do grupo alimentavam a chama abertamente: “Vocês deviam foder de uma vez, que a tensão já se vê de longe”, “Paula, senta-te no colo dele e acaba com isto”. Ela ria, eu ria, mas por dentro o desejo era uma fera que rosnava, que lambia os beiços, que esperava só o momento certo para saltar.
Aquela noite em particular, em casa dela, o ar estava tão carregado que se podia cortar à faca. O marido tinha saído há pouco, o filho dormia profundamente. A sala cheirava a vinho, a suor e a algo mais primitivo, o cheiro dela, o cheiro da excitação que já não se escondia. Dancei quase sempre com Paula. Os corpos colavam-se sem espaço entre eles. Os meus dedos deslizavam pela curva das costas dela, sentindo a espinha a arquear, a pele quente e húmida por baixo do vestido fino. Ela encostava o rabo contra o meu pau, movendo-se devagar ao ritmo da música, roçando a fenda entre as nádegas contra a dureza latejante. Eu sentia o olho do cu dela a contrair através da roupa, imaginava o calor da cona a pingar, os lábios inchados a abrir-se só de me sentir ali. Os beijos tornaram-se profundos, línguas enroscadas, saliva a escorrer pelo queixo, o sabor dela a invadir-me a boca. O caralho pulsava, doía de tão duro, a ponta a babar-se dentro das calças. Os outros incentivavam descaradamente: “Olha como eles se querem comer”, “Vai, mete-lhe a mão por baixo do vestido”, “Paula, abre as pernas para ele sentir como estás molhada”. O calor subia, subia, o ar da sala estava espesso de tesão, os corpos suados, os gemidos abafados misturados com a música.
Quando os outros começaram a sair, eu disse que ficava para ajudar a arrumar a sala e a lavar a louça que tínhamos sujado. Todos sabiam. Saíram com sorrisos cúmplices e comentários explícitos que me fizeram o pau saltar: “Não se esqueçam de foder bem e com força”, “Deixem a sala molhada de porra e cona”, “Amanhã queremos detalhes”. A porta fechou-se atrás deles com um clique suave. O silêncio caiu sobre a sala, pesado, elétrico. Paula virou-se para mim, os olhos escuros brilhantes de desejo puro, a respiração acelerada, os mamilos duros a marcar o tecido do vestido. O fogo que se tinha ateado durante semanas, durante meses, explodiu finalmente. Mas isso… isso é o que vem a seguir.
Nota: Este conto é uma obra de ficção, qualquer eventual semelhança com acontecimentos ou pessoas reais é mera coincidência.
Todas as personagens são pessoas maiores de idade e todas as relações relatadas são consensuais.
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