As Aventuras de Becca e Lui - Capítulo 09
Aquela segunda-feira foi um marco na minha vida, com muitas coisas que ainda mudariam meu destino.
Eu ainda estava com a cabeça a mil quando peguei a bicicleta e coloquei as fitas de vídeo para devolver na locadora. O sol estava se pondo, mas naquela época, ainda mais em uma cidade com hábitos interioranos, era tranquilo para uma criança se deslocar nas ruas.
Em tão pouco tempo, tanta coisa tinha acontecido, tantas mudanças, tantas experiências que, o turbilhão de sensações parecia não ter fim. Mas aquela sequência de emoções era apenas o início do que estava por vir.
Ainda extasiada com o que eu instintivamente fizera com Gabi, nem prestei muita atenção a pequenos detalhes que pra mim já eram corriqueiros, como por exemplo, rebobinar a fita que eu coloquei para destravar a libido da minha amiga. Isso era passível de multa na videolocadora, e minha mãe iria ficar furiosa comigo.
Só me dei conta disso porque Heloísa, a atendente da locadora, me alertou para esse detalhe. E justamente qual fita? O vídeo pornô, o que eu na minha idade jamais deveria ter acesso.
Ela me chamou a atenção com um sorriso malicioso em seu rosto. Helô era uma jovem de vinte e poucos anos, negra de pele marrom dourada, cabelos cacheados que se estendiam por trás dos ombros, olhos cinzas, seios grandes e um bumbum bem arrebitado. Não era muito magra, nem acima do peso, tinha tudo na medida ideal para delinear suas curvas chamativas, que eram valorizadas pelo decote de sua blusa e seu shortinho jeans que cobria no limite aquela bundinha linda. Aliás, linda era a melhor palavra para definir aquela mulher.
- Esqueceu de rebobinar a fita, Becca? - perguntou Helô
Me fiz de desentendida, enquanto olhava alguns produtos expostos na locadora. Não era uma locadora tão comum assim, parecia mais um bazar, com diversos produtos de todos os tipos possíveis e imagináveis expostos e à venda. Funcionava como locadora, papelaria, fotocopiadora, armarinho, loja de presentes, etc.
- Olhei para Helô e ela me sorriu ainda mais vivaz:
- Gostou do filme? - seu olhar entregava suas segundas intenções.
- Eu… eu… - eu estava tímida, sem graça, não sabia o que responder.
- Pode deixar que não vou contar pra ninguém que você esqueceu de rebobinar.
Eu sorri, desajeitada, ao mesmo tempo com alívio por ela não contar para minha mãe sobre eu ter esquecido de rebobinar a fita, mas também apreensiva por Helô saber que eu assisti um filme adulto.
- Mas, Becca, você bem que podia me ajudar também, né? - retrucou.
- Eu? - fique surpresa.
- É o seguinte: as fitas VHS virgens custam R$5,00. Em uma fita eu posso gravar até 3 filmes pra você. Então, se você comprar uma fita, eu copio três filmes que você escolher, e ganho minha comissão, porque vai me ajudar a bater minha meta.
Nem pensei duas vezes. Peguei a bolsinha com meus trocados e saquei uma nota de R$5,00. Eu estava muito mais motivada pelo agradecimento pelo silêncio de Helô do que pelos filmes em si.
- Você quer uma cópia desse filme mesmo? - perguntou.
- Sem saber muito o que responder, assenti positivamente com a cabeça.
- E os outros? Quais você quer? - ela continuou.
- Outros? - perguntei.
- Sim, em cada fita consigo gravar mais dois.
Dei de ombros sem saber o que responder. Helô sorriu, pegou um chaveiro e foi até a porta da locadora, trancando-a. Ela voltou e me chamou:
- Vem comigo.
Eu a segui. Era tarde da noite, e ela realmente já estava para fechar a loja quando eu cheguei. Depois de tudo que me havia passado, eu quase perdi a hora. Claro que minha mãe iria fazer da minha vida um caos se eu não tivesse entregue as fitas. Seria multa, mais uma diária, eu já me arrepio de imaginar o tamanho do problema. Minha mãe era muito liberal em determinados aspectos, mas extremamente rígida em relação à disciplina.
Helô se tornou a cúmplice perfeita para aquele momento, e para outros que viriam a seguir. Não somente passaria a encobrir meus deslizes, mas seria uma parceira sem precedentes em minha vida a partir daquele momento.
Entramos na “salinha” dos filmes pornôs. Era uma sala de acesso restrito, apenas adultos poderiam entrar lá. E lá estava Helô me mostrando os lançamentos, os mais alugados, os maiores clássicos, e eu completamente sem graça, sem saber o que dizer.
O títulos era os mais diversos: “Garganta Profunda”, “Baby Face”, “A Monja Pecadora”, “Os 38cm de Mr. Holmes”, “O Diabo na Carne de Miss Jones”, “Atrás da Porta Verde”, entre tantos e tantos outros…
- Que gênero você prefere? - perguntou Helô, quebrando o silêncio.
- Gênero? - eu nem fazia ideia do que ela estava falando.
- Interracial? Lésbicas? Grupal? O que você prefere? - perguntava ela com muita naturalidade, enquanto passeava o olhar entre as fitas.
- Eu… Não sei.
Helô olhou pra mim, e sorriu.
- Quer que eu grave pra você alguns dos meus favoritos? Você pode vir pegar na próxima segunda quando for entregar as fitas do fim de semana.
- É, pode ser… - respondi, ainda tímida.
- Deixa comigo, então.
Fomos saindo da salinha restrita, em direção à porta da locadora, enquanto Helô ainda falava naturalmente:
- Esse é o melhor horário pra você trazer as fitas e pegar as gravações. nunca tem ninguém nessa hora, e ninguém precisa ficar sabendo.
Eu sorri pra ela e, nesse momento, bati o olho em um pequeno caderno que estava exposto próximo ao balcão principal da locadora. Era um caderno com capa imitando couro, na cor ciano, e uma tirinha com uma fivela e uma fechadura, por onde se estendia uma pequena chave. Olhei pra Helô e apontei para o caderninho.
- Quanto é?
Ela olhou para o caderninho, voltou seu olhar até mim, e sorrindo respondeu:
- R$10,00
Na hora eu saquei novamente minha bolsinha e tirei mais duas notas de cinco. Eu fiquei fascinada com aquilo. Helô percebeu que ali tinha algo.
- Com essa chave ninguém vai saber dos seus segredos. - falou, sorrindo, enquanto colocava o caderninho dentro de uma sacola plástica preta com a logomarca da videolocadora.
Meus olhos brilharam quando peguei a sacola em minhas mãos. Me despedi de Helô, peguei minha bicicleta e corri o mais rápido que pude pra casa. Nascia ali a Becca inspirada que iria transformar cada memória em um registro definitivo. Aquele seria o primeiro de meus muitos diários de memórias sexuais.
Aquela semana mudou minha vida. Em poucos dias eu havia descoberto a masturbação, chupei um pau pela primeira vez, engoli a gozada do meu primo, chupei a buceta de minha melhor amiga, e decidi que iria escrever cada detalhe pra nunca esquecer.
A noite foi longa, mas os dias seguintes ainda me reservavam muito mais descobertas…
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