Caio em: o pecado mora ao lado
Caio está apaixonado pelo vizinho que só vê pela janela, mas se um consegue ver, o outro também veria que é observado?
Sou Caio, 17 anos, virgem e meio nerd, vivo trancado no meu quarto.
Irei contar do pecado que se mudou para um apartamento num prédio em frente ao meu.
Lembro de vê-lo carregando caixas pela primeira vez. Tinha mais ou menos a minha idade, usava uma camiseta larga e sorria para todo mundo que encontrava. Naquele dia, não imaginei que passaria tantos meses observando sua rotina pela janela do meu quarto.
Não era uma observação obsessiva. Era mais como um hábito involuntário.
Às vezes eu estava estudando e, ao erguer os olhos, via a luz do quarto dele acesa. Outras vezes o encontrava regando plantas na sacada ou ouvindo música enquanto organizava alguma coisa.
Com o tempo, comecei a esperar por aqueles pequenos momentos.
Eu sabia a hora em que ele costumava voltar da escola. Sabia que gostava de correr no fim da tarde. Sabia que deixava a janela aberta quando estava calor.
E, sem perceber, comecei a criar uma versão dele dentro da minha cabeça.
Uma versão perfeita.
Quando o via treinando exercícios no quarto, parecia disciplinado. Quando o via lendo na varanda, parecia inteligente. Quando ria ao telefone, imaginava que fosse gentil.
A verdade é que eu conhecia apenas fragmentos dele.
Mas os fragmentos foram suficientes.
Numa sexta-feira à noite, eu estava desenhando quando ouvi música vindo do apartamento dele. Levantei os olhos e vi algumas pessoas chegando.
Amigos.
A sala se encheu de risadas.
Tentei voltar ao desenho, mas minha atenção continuava escapando pela janela.
Então ela apareceu.
Uma garota.
Bonita, confiante, claramente alguém importante para ele.
Vi os dois conversando próximos à varanda. Depois desapareceram para dentro do apartamento.
Nada aconteceu diante dos meus olhos.
Mesmo assim, senti algo estranho apertar meu peito.
Ciúme.
Um ciúme absurdo.
Porque ela tinha algo que eu não tinha.
Ela fazia parte da vida dele.
Eu não.
Eu era apenas o vizinho da frente.
Alguém que ele provavelmente nem notava.
Naquela noite dormi mal.
Fiquei me perguntando por que aquilo me incomodava tanto.
Durante muito tempo tentei convencer a mim mesmo de que era apenas admiração.
Mas já não conseguia acreditar nisso.
Eu gostava dele.
Gostava de verdade.
E admitir aquilo foi assustador.
Porque, até então, meus sentimentos sempre tinham sido simples. Fáceis de entender.
Aquele não era.
Nos dias seguintes, continuei vendo sua rotina pela janela.
Mas algo havia mudado.
Agora eu percebia o quanto estava distante daquela vida.
Eu conhecia seus horários.
Conhecia seus gestos.
Conhecia seus sorrisos.
Mas não conhecia sua voz.
Não conhecia seus sonhos.
Não conhecia seus medos.
Na prática, eu não o conhecia.
Foi essa percepção que me atingiu numa tarde chuvosa.
Enquanto observava as gotas escorrendo pelo vidro, percebi que estava apaixonado por uma ideia.
Por uma imagem construída a partir de pedaços.
E, pela primeira vez, pensei que talvez existisse uma solução muito mais simples do que ficar olhando pela janela.
Talvez eu pudesse falar com ele.
Dias depois, encontrei-o no elevador.
Foi um encontro banal.
Durou menos de um minuto.
Mas, quando as portas se fecharam, ele sorriu e disse:
— Você mora no apartamento da frente, né?
Meu coração disparou.
— Moro.
— Eu já tinha te visto algumas vezes.
Só isso.
Uma frase simples.
Mas, naquele instante, descobri algo importante.
A pessoa real era muito mais interessante do que aquela que eu tinha imaginado de longe. O timbre da voz dele era levemente rouco, combinava perfeitamente com o ar meio cafajeste que ele tinha.
O elevador parou no meu andar e saí.
Minha mãe é costureira, tem uma cliente na torre que Luiz mora, então tô sempre indo levar uma calça com barra feita, uma saia ajustada para ela na torre de Luiz.
Continuei vendo-o todos os dias pela minha janela. Agora, coma certeza que ele sabia da minha existência.
Nos encontramos de novo.
—Oi—eu disse, corando já.
—Fala ae, hoje tô quebrado, precisando de algo pra mudar os pensamentos.
A voz rouca me fez tremer por dentro, já com ideias impuras na cabeça.
Antes que eu pudesse pensar em algo inteligente para dizer, Luiz sorriu daquele jeito que eu já tinha visto tantas vezes de longe.
— Quer entrar um pouco? — perguntou, a voz baixa, rouca. — Tá um calor danado hoje.
—Só preciso entregar isso no quinto andar.
—Beleza, te acompanho.
Meu coração martelava no peito quando me vi ao lado dele.
Entregamos a encomenda, ela coçou a barriga, levantando a camiseta e mostrando os pelos e o V do quadril.
Meu pau deu sinal de vida na hora.
De volta ao elevador, que tinha câmeras, ficamos em silêncio, mas dava para ouvir minha respiração pesada.
Assim que a porta do apartamento dele fechou atrás de nós, o clima mudou completamente. Luiz não esperou. Virou-se, segurou meu rosto com as duas mãos e me beijou.
Foi um beijo faminto, molhado, sem nenhuma hesitação. A língua dele invadiu minha boca imediatamente, explorando, chupando a minha. Eu gemi contra os lábios dele, as mãos tremendo enquanto segurava sua camiseta. Ele me empurrou contra a parede do corredor, o corpo colado no meu, e eu senti o volume duro dele roçando contra minha coxa.
— Eu queria isso faz tempo — murmurou entre beijos, descendo a boca pro meu pescoço e chupando forte. — Todo dia.
A mão dele desceu sem vergonha, apertando meu pau por cima da bermuda. Massageou devagar, sentindo ele endurecer completamente na palma. Eu ofeguei, as pernas fracas.
— Luiz... — consegui sussurrar.
— Shhh. — Ele mordeu meu lábio inferior. — Eu quero você.
Ele me puxou pelo corredor até o quarto, tirando minha camiseta no caminho. Assim que entramos, me jogou na cama e subiu por cima de mim, beijando meu peito, mordendo os mamilos enquanto a mão continuava apertando e esfregando meu pau por cima da roupa. Eu já estava babando pré-gozo na cueca.
Luiz tirou minha bermuda e cueca de uma vez. Meu pau pulou livre, duro e latejando. Ele olhou com fome, lambeu os lábios.
Ficou passando a ponta do dedo em círculos na cabeça do meu pau, fazendo eu ter mini convulsões de prazer.
Levou a língua no meu ouvido, lambeu, babando na minha orelha e disse, num sussurro.
— Chupa.
Eu me ajoelhei na cama sem pensar duas vezes. Luiz abriu o short e tirou o pau grosso pra fora. Era grande, pesado, a cabeça rosada brilhando. Segurei com as duas mãos e coloquei na boca, chupando com vontade. O gosto salgado dele me deixou ainda mais louco. Ele segurou minha cabeça e fodeu minha boca devagar, gemendo baixo enquanto eu babava inteiro no pau dele.
— Isso... engole mais fundo. Isso, caralho.
Depois de um tempo ele me puxou, me virou de quatro na cama e abriu minha bunda com as duas mãos. Senti a língua quente e molhada dele lambendo meu cu sem aviso. Ele lambeu como se estivesse morrendo de fome — círculos lentos, depois enfiando a língua dentro, chupando, cuspindo. Eu gemia alto, empinando a bunda pra ele, completamente entregue.
— Que cu gostoso... — murmurou, enfiando dois dedos molhados de saliva. — Tá piscando pra mim.
Ele cuspiu de novo, lubrificando bem. Então senti a cabeça grossa do pau dele pressionando contra minha entrada. Doeu. Doeu pra caralho quando ele começou a empurrar. Eu agarrei os lençóis, gemendo de dor enquanto ele abria meu cu devagar, centímetro por centímetro.
— Aguenta... isso... — grunhiu ele, segurando meus quadris.
A dor era intensa, queimando, mas quanto mais ele entrava, mais eu sentia um prazer doentio tomando conta. Quando ele estava todo dentro, eu tremia inteiro. Luiz começou a meter, primeiro devagar, depois mais fundo e mais forte. O som das bolas dele batendo na minha bunda enchia o quarto.
— Mais forte... — pedi, a voz rouca.
Ele segurou meu cabelo e meteu com força. Eu berrei. Berrei alto, sem controle, cada estocada funda fazendo meu corpo todo tremer de prazer. A dor virou êxtase puro. Eu empinava a bunda pra trás, pedindo mais, amando ser arrombado por ele.
— Isso, toma minha rola — ele rosnava, metendo sem piedade. — Eu sabia que você era um putinho que ia aguentar.
Ele me fodeu de quatro, de lado, depois de frente com minhas pernas no ombro dele, me olhando nos olhos enquanto metia fundo. Eu gozei primeiro, jorrando no meu próprio peito sem nem tocar no pau. Ele continuou, cada vez mais rápido, até que finalmente gozou dentro de mim, enchendo meu cu de porra quente.
Caímos suados e ofegantes na cama. Depois de alguns minutos, enquanto ele acariciava minhas costas, Luiz riu baixinho.
— Sabe... eu deixava a janela aberta de propósito. Tirava a camisa, treinava sem camiseta, deixava a luz acesa à noite... tudo pra você olhar. Eu via sua sombra na janela do seu quarto toda vez.
Ele beijou meu ombro e sussurrou no meu ouvido:
— Eu queria que você ficasse louco por mim. E deu certo, né?
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