A empregada - Parte 3
Acordei nua. Já eram umas 8:30. Perdi a hora. Olhei para a porta, aberta. Me vi nua, descoberta, vulnerável. Pela hora, Daniel já havia saído há um bom tempo. Se passou pela área de serviço, me viu nua. Eu estava com uma ressaca sem ter bebido nada. Na noite anterior, eu havia masturbado o garoto que eu vi crescer, e que cuidei durante toda a infância. Que loucura.
Sentei na cama uns minutos. Respirei e coloquei a cabeça mais livre. Caminhei até o meu banheiro, lavei o rosto me olhando no espelho. Me julgando e, ao mesmo tempo, me admirando.
Saí do banheiro e vi que o short do Daniel estava no cesto de roupas. Ele foi até a área. Certamente me viu. Peguei o short e cheirei. Cheiro de pau, de suor…Joguei a roupa do cesto na máquina e coloquei pra funcionar.
Voltei até o quarto e peguei meu robe preto. Não vesti. Caminhei com ele nua até a cozinha para preparar um café, que tomei sentada, do jeito que estava, comendo um pão com manteiga.
Mandei uma mensagem pra Helen, minha melhor amiga, confidente, de infância. Era manicure ali em Copacabana. Perguntei se tava livre pra um café. Disse que tinha uns 40 minutos às 10h. Combinamos em um lugar que costumamos ir.
Só foi o tempo de colocar um roupa, pedir o moto Uber e ir.
-Que foi, Lane? Você parece nervosa…
-Então, amiga…fiz merda.
Falei por 20 minutos sem parar e sem ser interrompida. As expressões de Helen iam da boca aberta às gargalhadas de choque.
-Lane, sua piranha! Safada! Dando pro moleque!
-Não ri. O caso é sério.
-Quem diria que o Dimas ia virar corno?
-Não chama ele disso. Meus Deus, que vergonha…
-Tô te zoando, amiga. Deixa de bobeira. Você sabe que eu também já tive meus deslizes. E tudo bem. A vida segue. Ou acha que o Dimas é santo? Lembra há uns anos que ficou aquela história mal contada dele com a piranha da Keyla?
-A gente nunca pegou nada!
-E daí? Lógico que fez. Só você pra achar que não. Aquele futebol que ele vai de vez em quando? A cerveja daquela galera chata? Que futebol que esse homem joga, meu amor?
-Tá. Pode ser. Mas e agora?
-Agora eu tenho que ir porque não tô com a vida ganha igual a você, marmita de riquinho.
-Vai se foder, Helen!
Rimos. Eu disse que pagava a conta, pra ela não se atrasar.
Na volta passei no mercado e comprei umas coisas.
Cheguei no apartamento e logo deixei o prato do Dani no microondas. Ele logo chegaria e eu esquentaria. Tirei o short jeans que estava e coloquei um de lycra que costumo usar. São bons pra trabalhar em casa. Tirei o sutiã e fiquei sem. Era sem bojo, o bico ia marcar de qualquer jeito. Ao menos eu ficava confortável.
Daniel chegou. Nos falamos rápido e eu fui pra cozinha e coloquei o tempo no forno. Ele veio por trás e passou a mão na minha bunda.
-Que isso?
-O que?
-Por que fez isso?
-E-e-e-u não sei. Porque sim…
-Senta aqui, Dani.
Sentamos na mesa da cozinha. O microondas apitou. Deixei pra lá.
-Eu sei exatamente o que aconteceu ontem. Sei que foi loucura. E sei muito bem que passamos de um limite muito claro.
-Mas…
-Só eu falo agora. Me deixa terminar.
-Tá bom.
-Eu já tive a sua idade. E nela eu ficava com meninos da sua idade. Sei o que passa na sua cabeça. Mas quero deixar coisas claras aqui. O que aconteceu ontem aconteceu e ponto final. Foi gostoso pra você. E vou confessar que eu estava um pouco confusa e foi pra mim também. Mas isso não está certo e não podemos transformar uma brincadeira em algo perigoso e doloroso pra tanta gente.
-Tá bom…
-Vamos tentar voltar a uma rotina normal e esquecer calcinhas, punhetas e tudo isso. Ok?
-Eu não quis te desrespeitar. Embora eu saiba que as coisas que eu falei tocam em compromissos seus e na responsabilidade de nós dois. Por mim, quero mais. Mas te entendo.
-Ótimo!
-Gis…se você não se incomodar…
-Diga!
-Foi bonzão dormir pelado. Quando estivermos só nós dois, posso?
Eu ri. O clima descontraído havia voltado. Embora com algo espinhoso e que poderia me dar problemas. Achei uma concessão razoável…Ri olhando pra ele e falei:
-Tá. Pode. Mas não abusa. Não quero que fique circulando o tempo todo nu, não. Não sou de ferro!
Ele almoçou e eu segui as tarefas domésticas. Revisitando mentalmente a nossa conversa percebi que deixei claro que me sentia excitada com aquilo tudo e me peguei refletindo se abrir isso teria sido algo positivo. Que interpretação ele pode ter dado? Me vi, mais uma vez confusa, e pior, excitada.
Fui tomar banho. Peguei a toalha e fui no da suíte. Encostei a porta e enchi a banheira. Queria relaxar um pouco. Aquela água quentinha…Me permiti me tocar um pouco. Mesmo imersa, percebi a lubrificação da minha vagina e iniciei uma masturbação enquanto estimulava meus bicos. Em poucos instantes, gozei.
Meu WhatsApp chamou. Dimas escreveu que iria tomar uma cerveja com os amigos quando saísse da oficina. Só respondi um “ok”. Ele tentou dar uma suavizada e disse que amanhã, quando eu voltasse pra casa, poderíamos comer uma pizza. Respondi que “tudo bem”.
Sai da água, soltei o ralo, e me sequei e enrolei na toalha. Passei por Daniel no corredor, sem camisa.
-Opa…mas alguém quer entrar na onda do “todo mundo nu”
-Bobo! Se você quer dormir nu, por que eu não posso? E eu pelo menos estou de toalha.
Ri e fui para o quarto colocar uma roupa. Já eram umas 19h. Sentei no sofá e estava vendo novela. Ele estava jogando no quarto dele. Umas 20h ele aparece:
-Quer ver filme ou série?
-Coloca um filme…mas daqueles rápidos. 1:30h.
Vimos um qualquer, dividindo uma manta que fica lá no sofá. As pernas se tocavam. Nada erótico.
-Gis…
-Que foi?
-Queria retomar aquela conversa.
-O que quer falar?
-Queria te falar que não vejo problema em irmos um pouco além. Sei de tudo. De todos os riscos. De todas as consequências. Não estou fantasiando vidas inteiras ou relacionamentos. Estou falando de algo mais objetivo, mais prático, pra matar vontades.
-Entendi. Você quer me comer.
Falei isso séria e logo depois dei uma gargalhada, pra quebrar. O garoto que estava mais branco do que já era, relaxou.
-Então?
-Então está na hora de dormir. Eu vou para o meu quarto porque tô cansada. E o senhor, vê se não fica vendo pornografia até de madrugada.
Dei uma última olhada em tudo da casa e fui para o banheiro, escovar os dentes. Sai do banheiro e fiquei olhando para o espelho do meu quarto. Me olhando. Tirei a roupa, sem deixar de me observar. Eu tinha um quadril bonito. Manipulei meus bicos. Então duros. Firmes. Todos os homens que tive adoravam eles. Mamavam feito bezerros.
Por um momento pensei em dormir nua, novamente. Refleti. Abri o armário e peguei uma camisola que só havia usado uma vez quando não tinha ninguém lá. Alcinha e curta.
Vesti e deitei. Peguei no sono.
Acordei assustada na penumbra com uma mão passando pela minha perna. Só uma leve iluminação da janela evitava a completa escuridão daquele quarto.
-Dani? O que houve? Que horas são?
Olhei para o despertador e era 01:30.
Olhei pra ele e ele estava nu. Senti a sua mão deslizando pelas minhas pernas lentamente.
-O que você tá fazendo? Endoidou?
-Deixa eu só retribuir.
Eu estava atônita. Acho que por ser despertada rapidamente. Sempre tive essa lentidão ao ser acordada. Não fiz ou falei nada. E isso acho que fez ele se sentir autorizado.
Ele me posicionou de modo a me fazer deitar novamente e completamente na cama. Ele arqueou as minhas pernas e subiu a camisola expondo minha buceta. Certamente não dava pra ver muita coisa. Tava só a penumbra. Mas ele viu o que queria.
Eu fiquei envolvida ali naquele momento e decidi não interromper. Ele foi acertando a posição, segurou minhas coxas e deu um beijo na minha xana. Nos meus pentelhos. E começou a lamber a minha virilha, o interior das coxas, os lábios vaginais. Tudo com muita calma e com a pressão certa da língua. Aquilo me amoleceu mais.
Fui corrigindo a posição suavemente, permitindo a ele o maior acesso possível. Por minha iniciativa, puxei mais a camisola. Mas não a tirei. Coloquei as mãos por dentro do decote e comprimi com meus dedos os meus mamilos. Gemi.
Ele começou a lamber e sugar meu clítoris. Ele sabia o que estava fazendo. Ele era muito bom. Com quem esse garoto havia aprendido isso?
-Hummm…isso…hummm…que gostoso.
Ele manteve o mesmo padrão de chupada. Os aflitos costumam acelerar. Mas ele, como eu disse, sabia o que fazia.
-Ai, Dani. Ai, caralho. Continua aí.
E eu fui me contorcendo, me mexendo, apertando os bicos que, nessa altura já estavam escapadas pra fora da camisola.
Enquanto me chupava ele soltou uma coxa e foi com a mão para o meu peito. Apertou o mamilo. Passou o dedo. Nossa, que tesão.
-Vai, Dani. Ai…hummm…ai…aiiiinnn…aiiiinnnn…ahhhmmmn…Aiiinn, vou gozar.
Gozei. Nossa. Puta que parou. Que gozada gostosa. Não foi obviamente aquele orgasmo épico. Mas foi uma gozadinha de preliminar das melhores que tive na vida.
Fiz ele parar de chupar. Acertei a camisola e vi que ele estava de pau duraço. E então ele veio pra cima. E eu reagi.
-Não! Calma. Não quero!
Ele ficou perplexo. Achou que fôssemos transar. E o sentimento de culpa me bateu loucamente. Como se eu tivesse sendo acordada novamente naquela madrugada!
-Dani, não! Vai pro seu quarto. Agora.
-Mas, Gis!
-Dani, VAI! Agora! Sai daqui!
Expulsei ele. 01:40 da manhã. Ao mesmo tempo que o corpo estava relaxado pela gozada a cabeça não desconectava. Eu virei para um lado. Virei para o outro. 01:45, 01:50…
Peguei o celular. Vi vídeo de TikTok. Notícia de novela. Lembrei da conversa com Helen. Abri o WhatsApp. “Vou tomar cerveja com a galera”. Lembrei das possíveis traições de Dimas. Me decidi. Ou não. Ou sei lá. Levantei. Com o coração pegando fogo igual a noite anterior. Caminhei até o quarto dele. Ele estava nu. Com o celular na mão. A mão no pau. Olhou pra porta.
-Entra.
-Deixa que eu faço isso pra você. Fui eu quem deixou assim, né?
Ele abriu um sorriso enorme. Como quem ganhou o presente que queria.
-Foi.
Colocou os braços pra trás da cabeça e ofereceu aquele pau grande e duro pra mim. Eu ajeitei o cabelo e fui além do que ele imaginou. Tirei a camisola. Ele tentou se mover.
-Não. Fica aí. Podemos fazer no meu tempo? Você não vai se arrepender. Confia em mim.
Isso desmontou ele, que se acomodou novamente do jeito que estava.
Abaixei a minha cabeça e beijei seu pau. E fui acariciando tudo. Seu saco, suas pernas. Lambi a virilha dele, as coxas, tal como ele fez comigo. Chupei suas bolas, uma a uma, enquanto delicadamente manuseava seu pau. Me ajeitei e permiti que ele tocasse no meu mamilo enquanto eu fazia isso.
Então, fui para o prato principal. Coloquei o pau dele inteiro na boca, deixando ele tocar no meu sino. Enfiava ele inteiro e ia voltando com a boca com os lábios super tricandos, passando pelo corpo inteiro do pau. Ia e voltava em uma sequência interminável de movimentos que foram acelerando. Naquela escuridão e silêncio, so se ouvia a alternância entre a respiração ofegante do Daniel e o som que eu involuntariamente fazia:
-Glup…glup…glup…glup…
Senti a expressão de prazer em seu rosto e perguntei
-Hummm…tá gostoso, tá?
-Tá…ahnnn…muito…
-Que bom. Então goza bem gostoso pra mim, goza…
Foi a vez dele se contorcer, soltar meu peito e colocar a mão na minha cabeça. Fui aumentando a velocidade e pressão. Então, senti a temperatura do pau aumentando, as contrações, a pulsação, os sinais que toma mulher sabe que antecedem a ejaculação.
Então, ele soltou um urro e explodiu na minha boca. E assim que eu senti o ápice da contração eu parei de movimentar e suguei como nunca na minha vida. Foi uma sucção que seria capaz de puxar até a alma dele. Suguei tudo. Aspirei aquele pau. Puxando pra mim a esporrada inteira, que fui engolindo conforme foi sendo cuspida, até sugar a última micro gota de porra que saiu do pau dele.
Ele estava inerte, extasiado, incrédulo. Peguei a camisola, mas não vesti.
-Dorme bem…
Sai do quarto. No caminho até ele, joguei a camisola no cesto. Sem me preocupar com nada, com portas, com barreiras, deitei, 02:40. Do jeito que estava, nua, lubrificada. Com a porta aberta e sem receios, me siririquei até gozar sozinha. Relaxada, com sentimento de dever cumprido, virei para o lado e apaguei.
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