Pastor fodendo a filhinha
Chamo-me Elias, e há dezoito anos sirvo como pastor na Igreja Batista Nova Aliança, na periferia de uma cidade grande onde o asfalto racha no calor e as almas racham mais fácil ainda. Tenho esposa, dois filhos, e uma filha mais velha chamada Rebeca — dezoito anos completos no mês passado, corpo de mulher feito, olhos de quem já entendeu tudo antes de mim.
Foi num domingo de culto de jovens que o chão se abriu debaixo dos meus pés.
Eu estava no púlpito, ministrando sobre pureza, quando vi o irmãozinho Daniel — vinte anos, seminarista, camisa social passada, aquele tipo de menino que todo pastor aprova — desviando o olhar para a terceira fileira. Segui a linha dos olhos dele e lá estava ela. Rebeca, de saia longa, cantando no coral. Mas não era o olhar de quem admira. Era o olhar de quem já sabe. Aquele olhar de dono. E ela, do outro lado, sorria de canto, mordendo o lábio como quem guarda segredo.
Terminei o sermão com a garganta seca e a alma fervendo.
Depois do culto, no estacionamento, a irmã Marta, aquela que sabe a vida de todo mundo antes do anjo Gabriel, veio me cumprimentar com o sorriso torto de quem carrega notícia:
— Pastor, o Senhor já soube? Sua Rebeca e o Daniel... andaram se conhecendo demais. Dizem que ela já não é mais...
Não terminei a frase com ela. Entrei em casa com o sangue batendo na têmpora.
Esperei. Esperei a esposa dormir, esperei os meninos se trancarem no quarto com o videogame. E chamei Rebeca para a varanda, com a Bíblia na mão — não porque eu fosse usá-la, mas porque a Bíblia na mão de um pastor intimida mais que chicote.
— Senta.
Ela sentou. Cruzou as pernas devagar, sem pressa, e aquilo me irritou ainda mais.
— Você perdeu a virgindade com o Daniel?
Ela não desviou. Nem corou. Apenas respirou fundo e disse:
— Perdi, pai.
Senti algo que não era só decepção. Era ciúme. Um ciúme animal, possessivo, de dono preterido. Eu a criei, eu a ensinei a andar, eu a carreguei no colo até os sete anos. E agora um menino de camisa social passada chegava e colhia o que eu tinha plantado.
— Perdeu quando? — a voz saiu grave.
— Seis meses atrás.
— Seis meses e eu soube hoje pela boca dos outros? — bati a mão no braço da cadeira. — Você me envergonhou, Rebeca. Na frente da igreja toda.
Ela ergueu o queixo, e vi que não ia recuar.
— Pai, o Senhor quer saber a verdade inteira ou quer só brigar?
— Quero a verdade.
Ela inclinou o corpo para frente, os cotovelos nos joelhos, e falou baixo, olhando no meu olho:
— A verdade é que eu tranquei com ele, sim. Mas o Senhor tá brigando por nada.
— Como assim, por nada?
— Porque por trás... — ela apontou com o dedo para o próprio corpo, sem pudor — ...aqui na frente continua tudo fechado. Continua virgem, pai. O Daniel nunca chegou a entrar aqui. Só no cuzinho. Todas as vezes. Só por trás.
O mundo parou.
— Você está me dizendo que...
— Que minha vagina tá intacta. — Ela sustentou o olhar. — Ele não teve coragem. Dizia que não queria estragar. Então a gente só fazia por trás. Eu ainda sou virgem de frente, pai. Igualzinha.
Senti um calor subindo pelo peito. Alívio. Depois euforia. Depois — e isso me assustou — fome.
— Ainda é virgem — repeti, quase para mim mesmo.
— Ainda.
O silêncio esticou entre nós dois. A varanda ficou pequena. Eu olhava para ela e enxergava outra coisa agora: não a menina do coral, mas a mulher que já sabe o que é. E ela percebeu que eu a estava olhando assim.
— Pai... — a voz dela saiu diferente, mais rouca. — O Senhor tá me olhando esquisito.
— Porque você me deixou esquisito.
Levantei, e nem sei bem o que me tomou. Sei que dei dois passos, puxei o braço dela e a trouxe para o meu peito. Ela veio fácil, como se estivesse esperando o convite desde sempre. A boca dela encontrou a minha antes de qualquer palavra, e o primeiro beijo foi desesperado, molhado, sem educação nenhuma — beijo de quem tem pressa.
— Isso é pecado? — ela sussurrou na minha boca.
— Se for, já pequei.
Beijei de novo, mordendo o lábio inferior dela, e ela gemeu baixinho. Minha mão desceu pelo cabelo, pelo pescoço, e parou no seio por cima do vestido. Apertei, e o gemido que ela deu foi mais alto.
— Tira — mandei.
Ela puxou o vestido pela barra, tirou por cima da cabeça, e ficou de sutiã. Desci a alça com o dente, tirei o sutiã, e o peito dela caiu livre nas minhas mãos — pequeno, firme, o bico duro como pedra. Abaixei a boca e chupei, e ela jogou a cabeça para trás, os dedos agarrados no meu ombro.
— Ai, pai... — arfou. — O Senhor chupa desse jeito e depois diz que é pastor...
— Cala a boca.
— Não calo. — Ela riu, ofegante. — Tô com raiva do Senhor desde o culto. Ficou me olhando com cara de dono a tarde toda.
— Eu sou dono.
— Então assume o que é seu e para de falar.
Aquilo me virou o juízo. Girei ela pela cintura, curvei o corpo dela sobre o corrimão da varanda, e puxei a saia. A calcinha era fina, branca, e já estava molhada de um jeito que dava para ver a mancha. Puxei para o lado com o dedo e passei a língua.
Ela gritou baixinho, abafando com a mão.
— Cala — repeti, a boca cheia.
— Não consigo, ai meu Deus...
Chupei ali até ela tremer, até a perna dela ceder. Então subi a língua um pouco mais, e ela entendeu antes de eu falar.
— Aí não, pai... — a voz saiu fina.
— Por que não? Se ele já comeu, eu também como.
— Mas o Senhor é pastor...
— E daí? Abre.
Ela abriu. Passei a língua molhada no anel dela, devagar, e senti o corpo todo de Rebeca enrijecer. Insisti, empurrando a ponta, e ela começou a gemer de um jeito que já não era mais gemido — era choramingo. Quando enfiei o dedo, molhado da frente, ela gemeu alto de verdade.
— Tá bom? — perguntei.
— Tá bom, ai... tá bom demais, continua, pelo amor de Deus, continua.
Tirei o dedo, me levantei, e abri o zíper. Ela olhou para trás, o rosto vermelho, o cabelo grudado na testa.
— O Senhor vai...?
— Vou.
— Não tenho camisinha aqui.
— Eu sei. — Encostei a ponta. — Você já sabe aguentar. Abre mais.
Ela abriu, e eu empurrei. O primeiro centímetro custou, ela apertou o corrimão e soltou um "ai" comprido. Segurei a cintura dela firme e fui entrando, e cada gemido que ela dava era um pouco mais fundo.
— Respira — mandei, rouco.
— Tô respirando... — ela ofegou. — Ai, pai, tá grande, tá grande...
— Tá reclamando?
— Tô elogiando, seu burro.
Ri, e empurrei até o fim. Ela gemeu comprido. Aí comecei a mover, e a varanda virou um confessionário. Ela falava coisas que eu nunca tinha ouvido da boca da minha filha:
— Come o meu cuzinho... come gostoso, pai... — o rosto de lado, a boca aberta. — O Senhor é melhor que ele. É muito melhor. O Senhor come com mais raiva.
— Porque eu tenho raiva de você.
— Eu sei... ai, eu sei...
Aumentei o ritmo. A cada estocada o corpo dela batia no corrimão, e a madeira rangia. Ela passou a mão para trás, apertou a minha coxa, e o gemido virou frase solta:
— Não para. Não para, pai, pelo amor de Deus, não para.
Segurei o cabelo dela, puxei, e ela gritou. Senti a onda subindo na base da espinha, aquele aperto quente me avisando.
— Vira — ordenei, saindo de repente.
Ela virou cambaleando, as pernas moles, e se ajoelhou ali mesmo no chão da varanda, sem eu mandar. Me olhou de baixo, o rosto vermelho, a boca aberta e ansiosa, e aquilo me acabou.
Bati três vezes, quatro, e o primeiro jato pegou a testa dela. Ela fechou um olho e abriu a boca, e o resto caiu no nariz, no lábio, no queixo. Ela não limpou. Ficou ali, ofegante, lambendo o canto da boca como quem agradece.
Eu me apoiei no corrimão, sem ar.
Rebeca passou o dedo no rosto, olhou o dedo, e depois me olhou.
— E aí, pastor — disse, a voz rouca e o sorriso debochado —, a senhora minha mãe precisa saber disso?
Olhei para a casa, para a luz acesa do quarto, para a Bíblia esquecida na cadeira.
— Precisa — respondi. — Mas não hoje.
Ela riu baixinho, e eu soube, ali, com o rosto dela lambuzado e o meu zíper ainda aberto, que aquele caminho estreito ia me custar muita oração.
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Comentários (2)
Dion: Adorei o conto gostaria muito de comer um cuzinho de alguma mulher casada que gosta de dar o cuzinho a minha mulher não dá o cuzinho eu fico só na vontade lendo esses contos aqui de vcs e me masturbo com muita tezao.
Responder↴ • uid:3ij1za53hrcSinuca: Delícia
Responder↴ • uid:gzeerjmkve6