O Peão que Virou Capão
O sol ainda queimava a terra do curral quando os dois peões terminaram de prender o gado. O calor grudava no corpo como uma segunda pele.
Zé, o mais velho, era alto e seco, de ombros largos e braços longos marcados por veias salientes e cicatrizes antigas de arame farpado. A pele dele era escura de sol, quase cor de cobre queimado, e o peito largo tinha pelos pretos e densos que desciam em linha fina até o umbigo. A barriga era plana e dura, sem gordura. As coxas eram fortes, de homem acostumado a montar o dia inteiro, e as nádegas firmes, sem flacidez. Quando tirou a calça e a cueca de uma vez, o pau dele apareceu pesado, intermediário, de pele um pouco mais clara que o resto do corpo, já meio retraído pelo cansaço. O saco era largo e cheio, coberto pelos mesmos pelos pretos.
João, mais novo, era mais baixo e mais cheio de músculo. O peito largo e levantado, os ombros redondos, os braços grossos de tanto carregar saco de ração. A pele dele era mais clara, só tostada nas partes que o sol pegava, e quase sem pelo no peito. A barriga tinha um leve volume de quem come bem, mas ainda firme. As coxas eram grossas e potentes, as panturrilhas saltadas. Quando ficou completamente nu, o pau dele se mostrou mais longo e um pouco mais fino, de glande bem definida, e o saco mais apertado, quase colado no corpo pelo calor.
Zé abriu o registro da mangueira. A água saiu primeiro morna, depois fria. Ele apontou o jato no próprio peito e a água escorreu pelos pelos pretos, contornou os mamilos escuros e desceu pela linha do ventre até escorrer pelas coxas. João ficou de frente, deixando o jato bater no peito largo e nas axilas. A água corria pelos músculos do abdômen, molhava o pau e o saco, escorrendo pelas coxas grossas até o chão de terra batida.
Zé passou a mangueira para João e ficou parado, de braços abertos, enquanto o jato percorria as costas largas, a coluna marcada e as nádegas firmes. Depois João se virou e Zé apontou a água de baixo para cima, deixando o jato limpar as partes íntimas, o saco e a base das coxas. Nenhum dos dois falava. Só o barulho da água e o respiro dos animais.
João pegou o sabão de coco e passou no peito de Zé, esfregando os pelos molhados até fazer espuma. Depois desceu pelas costelas, pela barriga e pelas coxas. Zé fez o mesmo nele: passou o sabão pelos ombros largos, pelo peito sem pelo, pela barriga e pelas pernas grossas. A espuma escorreu pelos corpos, branca contra a pele suja de terra e suor.
Quando terminaram, ficaram um instante parados, pelados, a água ainda pingando dos cabelos e das pontas dos pêlos. O vento da tarde secava a pele aos poucos, deixando as marcas de água e os corpos limpos, cheirando a sabão e terra molhada.
Zé fechou a mangueira. Os dois pegaram as roupas molhadas e saíram do curral em silêncio, ainda nus até o portão, onde vestiram as calças de brim e as camisas xadrez. O sol já ia baixando, e o cheiro limpo da água misturava-se ao da roça.
No dia seguinte o sol já estava alto quando os dois peões terminaram de separar os bezerros no curral. O calor era o mesmo, grudento, e a poeira subia a cada passo.
Zé tirou a camisa e jogou no mourão. João fez o mesmo. Em poucos minutos estavam de novo só de calça, suados, o peito de Zé coberto de pelos pretos brilhando, o de João liso e marcado pelo esforço. Quando o serviço acabou, Zé foi direto na mangueira e abriu o registro.
— Tira tudo — mandou, sem rodeio.
João obedeceu. Ficou pelado de novo, o corpo ainda sujo de terra. Zé também. Os dois se lavaram como no dia anterior, a água fria escorrendo pelos corpos, mas dessa vez Zé não entregou a mangueira. Ficou segurando o jato e olhando João de cima a baixo.
— Vem cá — disse, voz baixa.
João se aproximou. Zé abaixou o jato e apontou a água direto no saco do outro, fazendo o mais novo se encolher de surpresa. Depois segurou o pau de João pela base com a mão grossa e suja de terra, puxando a pele para trás e examinando como quem inspeciona animal.
— Tá crescendo, hein… — murmurou, apertando de leve os testículos. — Outro dia desses eu te capo. Igual a gente faz com o bezerro. Amarro, puxo o saco e corto fora. Sem dó.
João engoliu em seco. O pau dele, que estava mole, começou a inchar na mão de Zé. A glande apareceu, avermelhada, e o tronco engrossou rápido, ficando duro e quente contra a palma do peão mais velho.
Zé riu baixinho, sem soltar.
— Olha só… só de ouvir já fica duro. Gosta da ideia, né? Ficar sem saco, só com o pau balançando vazio…
Ele apertou um pouco mais os testículos, rolando-os entre os dedos, e o pau de João latejou, completamente ereto agora, apontando para cima. Uma gota de pré-gozo já brilhava na ponta. João respirou fundo, as coxas tensas, o peito subindo e descendo rápido, mas não se afastou.
Zé manteve a mão ali mais uns segundos, sentindo o peso e a dureza, depois soltou de uma vez. O pau de João bateu contra a barriga, ainda latejando.
— Guarda isso — disse Zé, apontando a mangueira de novo para o peito do outro. — Um dia desses eu não vou só brincar.
João ficou parado, pelado, o pau duro e vermelho, a água escorrendo pelas coxas. Zé continuou se lavando como se nada tivesse acontecido, mas o sorriso pequeno no canto da boca não sumia.
O vento seco da roça secava a pele dos dois, e o cheiro de terra molhada misturava-se ao silêncio pesado que ficou entre eles.
O sol batia forte no meio do pasto quando os dois pararam o serviço. Não tinha ninguém por perto, só o gado distante e o vento seco mexendo o capim.
Zé puxou João pelo braço e o derrubou de quatro no chão quente. A calça de brim foi descida de uma vez, junto com a cueca. João nem resistiu. Ficou de joelhos e mãos no chão, o pau já duro balançando entre as coxas, o saco pesado e suado. Zé cuspiu na mão, passou no próprio pau grosso e enfiou de uma vez, fundo, até as bolas baterem no saco do outro.
João gemeu alto, a cabeça baixa, as costas arqueadas. Zé agarrou o quadril dele com força e começou a meter, lento no começo, depois mais pesado, o som molhado da carne batendo ecoando no pasto aberto.
— Tá sentindo? — rosnou Zé, a voz baixa e rouca perto do ouvido de João. — Esse saco cheio ainda… outro dia desses eu corto. De verdade.
Ele meteu mais fundo, puxando o corpo de João para trás a cada estocada. A mão livre desceu e agarrou os testículos do mais novo, apertando com força suficiente para fazer João gemer e o pau latejar.
— Eu não tô mais brincando. Vou te amarrar num mourão, puxar esse saco pra baixo e cortar fora. Sem anestesia. Só a faca e o ferro quente pra fechar. Você vai ficar só com o pau, vazio, sem porra nenhuma.
João respirou ofegante, o corpo tremendo a cada investida. O pau dele pingava no chão de terra, completamente duro. A voz saiu rouca, quase sem força:
— Zé…
Zé meteu com mais força, o pau latejando dentro do cu quente e apertado.
— Fala. Eu quero ouvir.
João engoliu em seco, a testa suada encostada no braço. O aperto nos testículos continuava, firme, ameaçador.
— Eu… eu deixo.
Zé parou por um segundo, ainda enterrado até o fundo, e apertou ainda mais o saco do outro.
— Deixa o quê?
— Deixa você cortar… — a voz de João saiu baixa, mas clara. — Se você quiser… eu deixo. Pode cortar.
Zé soltou um riso curto e escuro, e voltou a meter com vontade, agora mais rápido, as bolas batendo com força. A mão não soltou os testículos. Continuou apertando, puxando, lembrando o peso que ainda estava ali.
— Então tá combinado. Um dia desses eu te capo de verdade. E você vai agradecer.
João gemeu mais alto, o corpo inteiro tensionado, o pau latejando sem ser tocado. Zé gozou fundo, enchendo o cu dele de porra quente, e ficou pressionado por alguns segundos, respirando pesado contra as costas suadas do outro.
Quando se retirou, o sêmen escorreu pela coxa de João. Zé ainda segurou o saco dele uma última vez, apertando com os dedos.
— Guarda isso. Logo logo não tem mais.
João ficou de quatro no pasto, o cu aberto e molhado, o pau ainda duro e o saco vermelho do aperto. O vento seco passou entre eles, e o cheiro de sexo e terra subiu no ar quente da roça.
O sol já estava quase se pondo quando Zé empurrou João de costas no chão de terra do pasto. Não tinha mais brincadeira no olhar dele.
— Hoje é o dia.
João respirou fundo, o peito subindo e descendo rápido. Estava pelado, o pau ainda meio duro de nervoso, o saco pesado e suado. Zé tirou do bolso da calça uma faca curta de cabo de osso, daquelas que usavam pra marcar gado, e um isqueiro grande. Também puxou um pedaço de arame fino e um pano sujo.
— Abre as pernas.
João obedeceu. Zé ajoelhou entre as coxas dele, passou o arame em volta da base do saco e puxou firme, isolando os dois testículos. O aperto doeu. João gemeu, mas não se mexeu.
Zé passou o polegar pelos testículos, apertando um e depois o outro, sentindo o peso.
— Última vez que você sente isso.
A faca deslizou primeiro pela pele fina do saco. O corte foi limpo, profundo. Sangue quente escorreu imediatamente pela virilha e pela coxa de João. Ele gritou baixo, os dentes cerrados, as mãos agarrando o capim.
Zé não parou. Cortou o primeiro testículo, separando os vasos com precisão de quem já tinha feito isso em animal. O segundo veio logo depois. O saco vazio ficou pendurado por um segundo antes de ser também removido. O buraco sangrento entre as pernas de João latejou, aberto e vermelho.
Zé acendeu o isqueiro e aquenceu a lâmina da faca até ficar vermelha. Depois pressionou o metal quente no lugar onde os testículos tinham estado, cauterizando. O cheiro de carne queimada subiu no ar quente do pasto. João se contorceu, um gemido longo e rouco saindo da garganta, o corpo inteiro suado e tremendo.
Quando a lâmina se afastou, só restava uma cicatriz quente e lisa. O pau de João ainda estava semi-duro, agora sem o peso embaixo, balançando sozinho.
Zé limpou a faca no pano, depois olhou para o rosto pálido e suado de João.
— Pronto. Agora você é só pau. Sem saco. Sem porra.
João respirou ofegante, as pernas ainda abertas, o lugar entre elas latejando de dor e calor. A voz saiu fraca, mas clara:
— …obrigado.
Zé passou a mão pelo pau dele, agora livre de qualquer peso embaixo, e apertou de leve.
— Vai doer uns dias. Depois você se acostuma. E toda vez que eu te meter, você vai lembrar que não tem mais nada ali.
Ele se levantou, guardou a faca e ficou olhando o corpo de João estendido no capim, o sangue já secando nas coxas, a cicatriz ainda quente.
O vento seco da roça passou por cima deles, levando o cheiro de sangue e carne queimada.
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Comentários (1)
Fut: Pena q não tem zero
Responder↴ • uid:g3je2w20a