#Assédio #Corno #Traições #Voyeur

A Esposa do Freguês

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RedDanny

Arrogância, uma aposta estúpida e uma esposa linda e nua entregue ao amigo na própria cama. Até onde vai o orgulho?

Sempre fui aquele cara que não aceita perder em nada. Na pelada de quinta-feira, na sinuca do bar, na resenha com a moçada e, principalmente, no videogame. No FIFA ou no PES, jogava com o peito aberto, a confiança lá no topo do mastro. Gostava de alugar os caras, tirar onda, dar chapéu, metralhar de goleada e ver o desespero nos olhos dos meus amigos. Comigo não tinha conversa: quem jogava contra mim já entrava sabendo que ia ser surrado. E a melhor parte disso tudo sempre foi o pós-jogo — a cobrança da aposta. Uma grade de cerveja, um Pix de cem pratas ou a obrigação de passar vergonha. Eu era o rei da resenha, o dono da banca.

Mas a minha maior vitória na vida nunca tinha sido num controle de videogame. Minha maior conquista dormia no meu quarto todas as noites. Isabela. Minha Bela.
((imagem em anexo 1)))
Puta que pariu, a minha mulher era uma ignorância de gostosa. Uma verdadeira cavalona. Alta, corpão de parar o trânsito, coxas grossas e bem delineadas, cabelos pretos, lisos como seda, caindo até a metade das costas, realçando a pele morena e cheirosa. Os peitos dela eram médios, perfeitos, durinhos e empinados,daqueles que nem precisam de sutiã para ficarem em pé, com bicos rosados que me enlouqueciam. E a bunda... ah, a bunda da Bela era uma covardia. Um espetáculo à parte. Uma raba redonda, empinada, com duas bochechas enormes, firmes, marcadas por uma marquinha de biquíni de fita bem desenhada que tirava o sossego de qualquer homem na terra.

E eu, orgulhoso como sempre, fazia questão de ostentar. Na mesa do bar, depois da pelada, regado a cerveja gelada, eu contava tudo para os moleques. Gostava de ver a cara de inveja dos meus amigos. Contava como ela era quente na cama, as loucuras que a gente aprontava, a transa violenta da noite anterior que me deixava esgotado no dia seguinte, o tal “chá” inesquecível que só ela sabia dar. E soltava os detalhes que faziam a cabeça deles pirar: que a Bela só dormia completamente pelada, de bruços, sem uma peça de roupa sequer para cobrir aquele monumento de carne e curva.

Os caras me zoavam direto:

— Puta que pariu, Fabrício! O que essa mulher viu num bosta como você, cara? Você é feio, marrento e folgado!

E eu puxava o ar, estufava o peito, dava uma risada gostosa e mandava nojento:

— Respeita o pai, porra! Claro que ela tá comigo, eu sou o melhor em tudo o que faço! No campo, no controle e na cama. Quem tem competência se estabelece!

A maioria caía na risada, me chamando de metido. Mas tinha um cara no grupo que não ria igual aos outros. O Patric.

O Patric assimilava cada palavra minha como se fosse um esponja absorvendo água. Eu percebia como os olhos dele brilhavam quando eu falava da Bela. Ele ficava atento a cada detalhe, compenetrado, com uma expressão de desejo mal disfarçada. Várias vezes ele me mandou essa na cara, meio no tom de brincadeira, meio na fissura:

— Caralho, Fabrício... Tu é um cara de muita sorte, mano. Na moral, eu só queria ser você por um dia só. Um dia na sua pele para ter uma mulher daquela na minha cama...

Eu achava graça. Zombava dele:

— Quer ser eu? Nasce de novo, meu truta! A Bela é patamar elevado, não é pro seu bico não!

Naquela sexta-feira à noite, marquei de reunir a rapaziada lá em casa. Cerveja trincando na geladeira, churrasqueira acesa no quintal, som rolando e a mesa da sala dominada pelo videogame. A Bela, como a ótima anfitriã que é, aprontou umas porções de petisco para a gente, passou pela sala com um shortinho jeans curto e uma regatinha branca sem sutiã, os peitos durinhos marcando o tecido fino.

A sala parou. Os moleques quase babaram. Mas o Patric... o Patric travou. Ele nem disfarçava. Os olhos dele devoravam a minha mulher de cima a baixo. Ele secava as pernas dela, a cintura fina, o balanço da bunda enorme quando ela andava. E não parou por aí. Toda hora o Patric inventava uma desculpa para ir até a cozinha pegando água ou buscando gelo. Chegava perto dela, tentava puxar assunto, passava raspando na bancada para se esbarrar de leve no corpo dela ou roçar o ombro no braço dela, pedindo desculpa logo em seguida com aquela cara de sonso: “Ops, foi mal, Bela, nem vi”.

A Bela, pura e ingênua, nem percebia a maldade nos gestos dele. Achava que era só o jeito atrapalhado de um amigo da casa. Mas eu via. E, em vez de arrumar confusão, meu ego falava mais alto. Eu gritava do sofá, dando risada:

— Hey, tiram os olhos daí seus tarados! Tira o olho que essa tesão é toda minha! Podem babar, mas não toquem!

A noite foi avançando. As garrafas de cerveja foram empilhadas no chão, os jogos foram acontecendo e o pessoal foi embora um por um. Passava da meia-noite e sobrou apenas eu e o Patric na sala. Eu já tinha aplicado umas quatro goleadas nele no videogame. Ele estava transtornado, amargurado, com a cara de derrotado enquanto eu esfregava cada vitória na cara dele, fazendo dancinha e alugando o juízo dele. A cerveja já estava pesada na mente de nós dois.

Foi quando a Bela apareceu na porta da sala, vindo do corredor do quarto. Estava com um roupão de seda azul, curto, soltinho, os cabelos pretos caídos pelos ombros.

— Amor... tô indo me recolher, tá? Tô muito cansada, trabalhei o dia todo e tô morta de sono — ela disse, bocejando de um jeito manhoso que quase me fez largar o controle ali mesmo.

— Vai lá, minha rainha, descansa. Eu já vou — respondi, dando um beijo carinhoso na bochecha dela.

O Patric nem piscava. Os olhos dele pareciam que iam saltar das órbitas, acompanhando cada movimento dela até que ela virou as costas e sumiu pelo corredor.

Ficamos só nós dois. O clima na sala estava carregado de álcool e provocação. Peguei outra cerveja, abri com o dente e dei uma risada debochada para a cara do Patric.

— É, meu parceiro... Hoje tu virou meu freguês oficial. Pode jogar até amanhã de manhã, Patric. Tu não faz um gol em mim nem se eu jogar de olhos fechados. Tu é muito fraco! Um zero à esquerda!

O Patric, virando o último gole da lata dele com a cara vermelha de raiva, bateu a lata na mesa com força.

— Tu fala demais, Fabrício. Puta que pariu, tu se acha o dono do mundo! Quer apostar? Quer apostar que eu faço pelo menos um gol em você na próxima partida?

— Apostar? — dei uma gargalhada alta.

— Eu aposto o que você quiser, seu comédia! Tu é incapaz de furar minha zaga. Escolha a prenda. Se eu ganhar, você grava um vídeo agora mesmo pro grupo da pelada, dizendo alto e claro: “Eu sou a putinha do Fabrício e ele é meu dono”.

O Patric ficou em silêncio por uns cinco segundos. A respiração dele estava pesada. Ele olhou pro corredor escuro que dava pro meu quarto, depois olhou bem nos meus olhos, com um brilho estranho, descarado.

— Tá bom. Fechado. Mas se EU ganhar... se eu fizer um gol em você... eu quero ver a sua mulher nua.

A minha risada travou no meio da garganta. Olhei pra ele sem acreditar no que tinha acabado de ouvir.

— Minha mulher nua? Como assim, caralho? Enlouqueceu de vez, Patric? Tu tá maluco da cabeça, porra?

Ele nem piscou. Manteve a voz firme, desafiadora:

— Ué, Fabrício! Você não acabou de dizer que é impossível eu fazer um gol? Que tu é o melhor em tudo? Então! Não deixa eu fazer gol que isso não acontece! Qual é o problema? Tá com medo agora? Amarelou?

Aquele comentário bateu direto no meu orgulho. O álcool fervia no meu sangue, o meu ego estufou. Eu era o melhor. Eu nunca perdia naquele jogo. Era estatisticamente impossível ele marcar um gol em mim se eu jogasse sério.

— Amarelei o cacete! — rosnei, batendo o controle no joelho.

— Combinado então! Mas se eu ganhar, além do vídeo dizendo que é minha putinha, tu vai me transferir 1.000 reais no Pix NA HORA. Aceita ou peida?

— Aceito — Patric disse imediatamente, estendendo a mão.

Apertei a mão dele. O contrato dos infernos estava selado.

Fomos pra tela de seleção. Eu peguei o Real Madrid, meu time titular, imbatível. Ele pegou o Paris Saint-Germain.

O jogo começou. Nos primeiros minutos, impus meu ritmo avassalador. Minha zaga era uma muralha, o meio-campo desarmava tudo. Aos 15 minutos, fiz o primeiro gol. Comemorei na cara dele: “Toma, otário! Já era o teu Pix!”. Aos 30 minutos, fiz o segundo. Aos 40, o terceiro. Antes do intervalo irromper, enfiei o quarto gol. 4 a 0 no primeiro tempo.

Eu gargalhava, virava a cerveja na boca, debochava:

— Ih, Patric! Já vai preparando o aplicativo do banco aí, filho! 1.000 pratinhas fáceis! E grava o vídeo bem bonito, tá? “Sou a putinha do Fabrício!” O Patric não falou absolutamente nada. Estava pálido, dentes cravados no lábio inferior, olhos fixos na TV, dedos tensos no controle.

Começou o segundo tempo. Continuei pressionando. Aos 60 minutos, fiz mais um: 5 a 0. Aos 75, meti o sexto: 6 a 0. Era uma surra monumental. O desespero dele era visível, mas ele continuava jogando como se a vida dele dependesse daquilo.

Aos 80 minutos de jogo, Patric pausou a partida. Mexeu no esquema tático. Colocou o time no ataque total, avançou as linhas, encheu o ataque com três atacantes e veio pro tudo ou nada. Eu, querendo zoar mais ainda e gastar o tempo, comecei a tocar a bola atrás. Passe do goleiro pro zagueiro, do zagueiro pro lateral, enrolando, querendo humilhar.

88 minutos do segundo tempo. Recebi a bola com o meu zagueiro central. Fui inventar de dar um passe de calcanhar para o lateral para tirar onda. Mas o dedo escorregou no controle por causa do suor da cerveja. O passe saiu fraco, torto.

A bola sobrou limpa nos pés de Dembélé, dominada pelo Patric.

Meu coração parou. O tempo pareceu congelar. Tentei dar o carrinho com o outro zagueiro, mas passei no vazio. Patric adentrou a grande área, sozinho na cara do goleiro. Ele deu um toque sutil no canto oposto.

A bola rolou devagar... bateu na trave interna... e balançou a rede.

GOAL. 6 a 1.

O silêncio na sala foi ensurdecedor por um segundo, quebrado pela explosão histérica do Patric. Ele pulou do sofá, jogou as mãos pro alto, gritando no meio da sala:

— GOOOOL! PORRA! GOOOOOL! TOMA, CARALHO! TOMA!

Eu fiquei paralisado. O controle caiu no meu colo. Eu olhava para a tela piscando o gol do PSG e não conseguia raciocinar. Minha boca secou instantaneamente. O efeito da cerveja sumiu num estalo, substituído por uma descarga cavalar de adrenalina e pânico.

— Mentira... não, não, não... — murmurei, desnorteado.

Patric parou na minha frente, corado, arfando de emoção, um sorriso insano no rosto.

— Quero meu pagamento, Fabrício. Agora!

— Peraí, mano... Peraí, Patric! — me levantei rápido, gaguejando.

— Caralho, velho... Isso foi brincadeira, né? Eu te pago os 1.000 reais! Te dou 2.000 no Pix agora! Esquece essa porra!

— Que Pix o que, Fabrício! A gente apostou! Palavra é palavra, caralho! Tu não é o homem fodão? O melhor em tudo? Você disse que se eu ganhasse, eu via sua mulher nua. Eu fiz o gol. Cumpra a aposta!

Eu estava encurralado. A minha própria arrogância tinha armado a armadilha onde eu estava preso. O medo de ser chamado de sem-palavra, de pipoqueiro, misturado à pressão do momento, me moía por dentro.

— Mas poxa... Patric... Como é que eu vou mostrar minha mulher pelada, mano? Ela tá dormindo!

— Ué, tu não cansa de dizer que ela dorme pelada? Eu só quero ver! Você abre a porta, eu olho e acabou. Promessa é promessa. Se você peidar agora, amanhã eu conto pra todo mundo da pelada que você é um frouxo que não honra o que aposta!

Aquela ameaça acabou comigo. Ele tinha a minha honra nas mãos. Engoli a seco. Senti meu rosto queimar de vergonha e pavor.

— Tá bom... — murmurei, a voz quase não saindo.

— Só ver. Você entra, olha de longe, sem barulho, e a gente sai. Não encosta em nada, caralho. Se você der um piu, eu te mato.

Fomos em pontas dos pés pelo corredor. Cada passo meu parecia pesar cem quilos. O coração martelava no meu peito tão forte que parecia que ia quebrar minhas costelas. Chegamos na porta do meu quarto. Segurei a maçaneta. Minhas mãos estavam frias e suando.

Girei a maçaneta bem devagar, sem fazer o menor ruído. Abri uma fresta. Entrei primeiro na penumbra do quarto, iluminado apenas pela luz suave da lua que entrava pela janela semiaberta. Olhei para a cama de casal.

A Isabela estava lá.
((Imagem em anexo 2))
Ela estava dormindo de bruços, exatamente como eu tinha descrito tantas vezes para os moleques. O lençol estava totalmente empurrado para o pé da cama por causa do calor. Ela estava completamente nua.

Dei dois toques no ombro do Patric e gesticulei para ele entrar. Quando o Patric deu o primeiro passo para dentro do quarto e os olhos dele bateram naquela cena, o cara literalmente travou. A boca dele abriu, os olhos arregalaram de um jeito animalesco. Ele parecia ter entrado em choque.

A visão da minha mulher era avassaladora, altamente erótica e perturbadora.

Bela estava deitada de barriga para baixo, com a cabeça virada de lado sobre o travesseiro. Os cabelos pretos, longos e lisos estavam espalhados como um manto negro por toda a parte superior das costas e pela nuca, deixando a pele clara da espinha completamente à mostra. Mas o que monopolizava a atenção de qualquer ser vivo era a parte inferior do seu corpo.

Por estar de bruços, a bunda da Isabela ficava totalmente projetada para cima, empinada, gigante, perfeita. Uma raba descomunal de cavalona, duas broas imensas de carne firme e macia que se juntavam no meio, formando um vinco profundo e chamativo. A luz do luar batia exatamente sobre o topo das bochechas bronzeadas da bunda dela, destacando a marquinha do biquíni de fita — uma linha branca impecável que contrastava violentamente com a pele morena dourada do sol.

E mais: cobrindo a pele macia daquela bunda monumental, bem no topo e descendo levemente pelas laterais da coxa grossa, havia uma camada finíssima de pelinhos loiros, totalmente dourados, descoloridos, que brilhavam na penumbra. Era de um fetiche absurdo. Aqueles pelos louros contrastavam com os cabelos pretos da cabeça dela, dando um ar de mulher selvagem, gostosa, extremamente quente. O rego da bunda dela era fundo, desenhado, terminando no início de coxas fartas, bem delineadas, com a pele lisinha.

Ela dormia profundamente, usando apenas um daqueles tapa-olhos pretos de cetim para bloquear a luz, o que a deixava completamente alheia a tudo o que acontecia ali. A respiração dela era calma, e a cada inspirar e expirar, a bunda imensa subia e descia levemente, fazendo a carne balançar de um jeito hipnótico.

Olhei para o lado e vi o estado do Patric. Era grotesco. O cara estava bufando. A respiração dele ficou curta e ruidosa. Eu podia ver nitidamente pela calça jeans dele um volume monstruoso se erguendo — o pau dele tinha ficado completamente duro, ereto, esticando o tecido do jeans. Ele estava hipnotizado. Sem perceber, o Patric começou a dar passos lentos em direção à cama, inclinando o corpo para a frente, aproximando o rosto a poucos centímetros daquela bunda nua colossal, como se quisesse sentir o cheiro da pele dela, cheirar a marquinha de bronzeamento.

Foi exatamente nesse momento de silêncio mortal que a Isabela, buscando uma posição mais confortável no sono, se remexeu na cama. Emitiu um suspiro manhoso, arrastado, e puxou o travesseiro de plumas para perto, encaixando-o desajeitadamente entre as coxas.

Com esse movimento lento e natural de quem está profundamente adormecida, ela abriu e afastou as pernas, empurrando o quadril levemente para cima. O gesto escancarou a visão de forma obscena: o travesseiro pressionado no meio fez as nádegas fartas se separarem por completo, abrindo-se como as pétalas carnudas de uma flor exótica.

Ali, bem no centro daquele relevo moreno e perfeito, o cuzinho dela ficou totalmente à mostra. Era uma joia rosada, pequenininha, absolutamente lisinha e raspadinha, cercada por uma pele macia e brilhante sob a luz da lua. Logo acima, a entradinha da buceta entreabria-se num corte úmido, delicado e convidativo, exibindo o contraste perfeito entre a carne quente e a penugem loira dourada das coxas. Era uma cena tão crua, tão pornográfica e natural ao mesmo tempo, que parecia uma pintura proibida.

Os olhos do Patric saltaram ainda mais da cara, arregalados a ponto de quase saltarem das órbitas. A respiração dele cortou na garganta, transformando-se num chiado abafado, seco, de puro desespero e excitação animal. As pupilas dilataram-se na penumbra.

A mão direita do Patric desceu automaticamente, sem que ele pudesse controlar, indo direto à própria braguilha. Os dedos crispados apertaram com força o tecido da calça jeans, encontrando o volume massivo, ferroso e pulsante que formava uma protuberância rígida e latejante. Ele massageava o próprio pau por cima do pano com urgência, tremendo da cabeça aos pés, hipnotizado e completamente rendido àquela visão inesquecível da minha mulher.

Ver aquele desgraçado encarando e prestes a se masturbar olhando pra bunda da minha mulher fez o sangue subir à minha cabeça. Dei um murro firme, seco, no braço do Patric.

Ele deu um salto de susto, me olhando com os olhos desorbitados. Fiz um gesto brusco com a cabeça mandando ele parar. Ele levantou as duas mãos na altura do peito, em sinal de desculpa, arfando, mas sem conseguir tirar os olhos da raba da Bela.

Passaram-se dois minutos inteiros. Dois minutos que pareceram duas eternidades. O Patric babando, admirando cada centímetro da carne exposta da minha esposa, fascinado pela perfeição das bochechas empinadas, pelo cuzinho rosadinho, pela marquinha de fita, pelos pelinhos dourados que arrepiavam a pele dela.

Gesticulei com raiva, apontando para fora do quarto: Já chega, porra. Chega!

Empurrei ele levemente pelo ombro até sairmos do quarto. Fechei a porta bem devagar.

Assim que pisamos na sala, o Patric soltou um arfar pesado, passando a mão no rosto, rindo nervoso, com a cara de quem tinha visto o paraíso.

— Puta que pariu, Fabrício... Meu irmão... Caralho, mano! Que mulher é essa?! Ganhei meu dia! Ganhei minha vida, velho! Aquela bunda é de verdade? Que marquinha... que cheiro... Puta que pariu, eu tô maluco!

Eu estava possesso. O ódio, a humilhação de ter perdido e a cena do meu amigo secando a bunda nua da minha mulher me deixaram completamente transtornado. Meu ego estava estraçalhado. Eu não aceitava aquilo. Não podia terminar daquele jeito. Eu precisava recuperar minha honra.

— Cala a boca, Patric! Cala a boca! — esbravejei baixo, com os dentes cerrados.

— Você deu sorte num lance cagado! Essa porra não vai ficar assim não! Vamos jogar mais uma partida! Agora!

O Patric, que já estava de alma lavada, sorriu com desdém, ajeitando o pau duro na calça.

— Pra que, Fabrício? Eu já vi o que eu queria ver. Já tá ótimo pra mim, mano. Vou embora nessa.

— Não vai porra nenhuma! — puxei ele pelo armadão da camisa.

— Você vai jogar sim! Mais uma! Só mais uma partida!

O Patric olhou pra mim, percebendo o meu desespero. Um sorriso maligno, carregado de luxúria e audácia, se formou nos lábios dele. A mente dele, alimentada pela visão recente da Isabela nua na cama, vislumbrou algo muito mais alto. Uma oportunidade insana.

— Quer jogar mais uma mesmo, Fabrício? Certeza?

— Quero! — afirmei, peito inflado de raiva.

— O que vai ser a aposta dessa vez?

— Se você ganhar — disse o Patric —, eu me ajoelho aqui agora, te dou os 1.000 reais no Pix e ainda gravo o vídeo dizendo que sou sua putinha pro grupo todo ver. E mais: você vai lá no meu quarto, se um dia eu tiver mulher, e vê ela pelada também.

— E se VOCÊ ganhar? — perguntei, ríspido.

O Patric deu um passo à frente. A voz dele caiu para um sussurro soturno, pesado de puro tesão:

— Se eu ganhar... desta vez eu não quero só olhar. Desta vez eu quero entrar naquele quarto, me aproximar da cama, passar a mão naquela bunda, cheirar a pele dela... e chupar todinha a bucetinha e o cuzinho da sua mulher enquanto ela dorme.

O ar sumiu da sala. Um choque elétrico percorreu minha espinha.

— O QUE?! — ronquei, perplexo, dando um passo para trás.

— Ficou maluco de vez, seu doente?! Você tá pedindo pra morrer, caralho!

— Ué, Fabrício? — ele provocou, encarando-me com deboche.

— O que foi? Mudou as regras? Você não é o fodão? O melhor jogador? O cara que nunca perde duas seguidas? Você acabou de dizer que o meu gol foi cagada! Então me atropela no jogo! Não me deixa fazer NENHUM gol! A aposta é a mesma da primeira: se eu fizer UM gol sequer, eu ganho a aposta. Se eu não fizer gol, você limpa minha conta e me humilha pra sempre. Qual é a sua? Vai amarelar pro cara que você diz que é um zero à esquerda?

Aquelas palavras penetraram como lâminas no meu orgulho ferido. O álcool, a vaidade cega, a fúria de ter sido tirado pra frouxo... tudo se misturou na minha cabeça. Eu olhei pro controle no sofá. Eu era o Fabrício. O dono da bola. O cara que esmagava todo mundo. Eu tinha metido 6 a 0 nele! O gol dele tinha sido um erro ridículo meu. Não tinha como ele fazer outro gol se eu jogasse compenetrado. Era impossível.

— Fechado! — bradei, o corpo tremendo de raiva e tensão.

— A aposta tá feita! Se tu não fizer gol, tu tá fudido na minha mão, Patric!

Sentamos no sofá. O clima agora era completamente diferente. A leveza da resenha tinha sido extinta. O ar parecia de chumbo. Minha mão tremia ao pegar o controle. A confiança cega que eu sempre ostentei tinha evaporado, dando lugar a uma pressão esmagadora. Se eu errasse ali... o preço seria a minha própria esposa sendo tocada por outro homem.

Peguei o Real Madrid de novo. Ele continuou com o PSG.

O apito inicial do juiz soou na TV.

Desde o primeiro segundo, percebi que o jogo não seria como os outros. Minhas mãos estavam frias, suando frio, me fazendo secar as palmas no short a cada dois minutos. Eu jogava calado, tenso, ombros travados. A minha marra tinha sumido. Eu não zombava, não cantava vitória, não falava nada. Minha respiração era pesada.

O Patric também não dizia uma palavra. Mas ao contrário de mim, ele não parecia tenso; ele parecia um predador compenetrado. Os olhos dele brilhavam com uma determinação maníaca. Ele queria aquele prêmio. Ele queria a buceta e o cu da minha mulher.

O jogo começou truncado. Eu tentava manter a posse de bola, mas a ansiedade me fazia errar passes simples. Aos 20 minutos do primeiro tempo, numa jogada trabalhada pela ponta, consegui infiltrar na zaga dele e chutar forte no canto. GOL! 1 a 0 para mim.

Um alívio temporário lavou minha alma, mas nem comemorei. Apenas soltei um arfar pesado.

O Patric não se abalou. Saía com a bola rápido, buscando brechas na minha defesa. Minha zaga cortava como podia, rebatendo bolas de qualquer jeito. Aos 42 minutos, num contra-ataque rápido, ampliei a vantagem: 2 a 0.

O primeiro tempo terminou em 2 a 0 para mim.

No intervalo, o suor escorria pela minha testa. Eu encarava a tela com a vista turva pela apreensão. O Patric pausou. Respirou fundo, puxando o ar bem devagar pelos narizes, soltando pela boca. Ele mexeu na formação do PSG novamente, ajustando a pressão alta e colocando atacantes rápidos pelas pontas.

— Vamos pro segundo tempo — disse ele, com a voz fria.

O segundo tempo começou e o time dele veio como um trator. O Patric avançou todas as linhas. Ele pressionava a minha saída de bola com uma agressividade absurda. Eu não conseguia sair do meu campo de defesa. A bola queimava no pé dos meus jogadores.

Aos 55 minutos de jogo, Patric fez uma tabela rápida na entrada da minha área. Kvaratskhelia recebeu, deu um corte seco no meu lateral — eu tomei o drible seco — e pifou o Dembélé na cara do gol.

Dembélé chutou rasteiro. O meu goleiro espalmou, mas a bola sobrou limpa nos pés do Désiré Doué, que só empurrou pro fundo da rede vazia.

GOAL. 2 a 1.

O som do gol na TV soou como uma bomba atômica dentro da sala.

— GOOOOOOL, CARALHO! — o Patric berrou, levantando do sofá num pulo, sacudindo os braços no ar, o rosto vermelho de euforia. — GOOOOOOOL! TOMA! TOMA! TOMA!

O choque foi tão violento que eu perdi completamente o controle dos meus atos. Dominado pela raiva, pela frustração e pelo pavor iminente, levantei do sofá e arremessei o meu controle com toda a força contra o chão. O plástico se estilhaçou parcial no tapete.

— FILHO DA PUTA! — gritei, descompensado, levando as mãos à cabeça, andando de um lado para o outro na sala enquanto o Patric ria de mim de forma descontrolada, debochando da minha cara.

— Calma, Fabrício! Calma, garoto! — ele zoava, se deliciando com o meu desespero.

— Vamos que eu quero minha recompensa.

Eu estava ali, parado no meio da sala, o coração batendo tão forte que parecia que ia furar o peito. Patric sorria daquele jeito cínico, safado, o sorriso de quem acabara de ganhar o prêmio maior da Mega-Sena, só que o prêmio era a minha mulher. Eu insistia, a voz saindo rouca, quase suplicante:

— Vamos, cara… eu pago o que você quiser. Dinheiro, o que for. Só não… não precisa ser assim.

Ele deu uma risadinha baixa, balançando a cabeça, aqueles olhos escuros brilhando de pura malícia.

— Não, Fabricio. A aposta foi clara. Eu ganhei. E eu quero a minha recompensa. Agora.

A pressão era absurda. Cada segundo que passava, o ar parecia mais pesado. Eu andava de um lado para o outro, as mãos tremendo, o suor escorrendo pela nuca. Eu queria gritar, queria bater nele, queria empurrá-lo para fora de casa, mas a porra da aposta… a porra daquela aposta estúpida que eu fizera bêbado, confiante demais, achando que nunca ia perder. Agora estava ali, engolindo a própria humilhação. Patric só ficava observando, de braços cruzados, aquela expressão de superioridade que me fazia ferver por dentro. Finalmente, sem saída, eu acenei com a cabeça, o estômago revirando.

— Tá… tá bom. Vamos.

Ele riu de novo, aquele riso baixo e provocador, e me seguiu pelo corredor. Cada passo até o quarto parecia uma eternidade. Eu já conhecia aquele caminho de olhos fechados, o chão de madeira rangendo debaixo dos pés, a porta entreaberta deixando escapar um pedaço de luz amarelada. Quando chegamos, eu empurrei a porta devagar, o coração na boca.

Isabela estava exatamente como eu a deixara minutos antes. De bruços na cama, o travesseiro preso entre as coxas, o corpo curvado de um jeito que empurrava o quadril para cima deixando as nádegas completamente expostas, redondas, macias, a pele clara contrastando com o tecido escuro da cama. O cuzinho apertado, rosado, ligeiramente entreaberto pela posição, e logo abaixo a bucetinha inchada, os lábios vaginais úmidos, brilhando sob a luz fraca do abajur. Eu engoli em seco. Era a minha mulher. A mulher que eu amava, que eu fodia todas as noites, que gemia o meu nome. E agora ela estava ali, oferecida daquele jeito, sem saber que o homem que entrava atrás de mim não era eu.

Patric parou na soleira. Eu vi o corpo dele tremer visivelmente. Os olhos se arregalaram, a boca se entreabriu. Ele passou a língua pelos lábios secos, a respiração ficando mais pesada. Eu fiquei de pé perto da porta, as unhas cravadas nas palmas das mãos, forçando-me a não mexer. Ele avançou devagar, quase arrastando os pés, como se temesse que o momento desaparecesse se se apressasse demais. Quando chegou à beira da cama, estendeu a mão. Os dedos longos, calejados, tocaram primeiro a curva suave da nádega direita de Isabela. Ele apertou levemente, sentindo a maciez, a elasticidade da carne. Depois a esquerda. Apertou com mais força, os dedos afundando um pouco na pele, deixando marcas vermelhas momentâneas. Isabela mexeu-se um pouco, um suspiro baixo escapando dos lábios dela, mas não acordou de verdade. Continuava naquele estado semi-adormecido, confiante, achando que era eu quem a tocava.

Patric se ajoelhou. O rosto dele desceu até ficar a poucos centímetros daquele rabo maravilhoso. Eu via cada detalhe: o jeito que as narinas dele se dilataram, o modo como ele arreganhou as nádegas de Isabela com as duas mãos, abrindo-as, expondo ainda mais o cuzinho e a entrada da buceta. Ele inclinou o rosto e aspirou fundo. O som da respiração dele foi alto, guloso, como se quisesse sugar o ar inteiro carregado do cheiro dela. Ele ficou assim por longos segundos, o nariz colado na fenda, puxando o ar com força, as pálpebras tremendo de prazer. Depois desceu um pouco mais, pressionando o nariz contra os lábios da buceta, inalando o aroma doce e salgado que eu conhecia tão bem. Eu sentia o sangue ferver nas veias. Raiva. Ciúme. Uma mistura venenosa que me fazia apertar os dentes até doer a mandíbula. Queria gritar “tira a porra da cara daí”, mas a voz não saía. Eu só observava, preso no meu próprio inferno particular.

Satisfeito com as cheiradas, Patric tirou a língua. A ponta úmida tocou primeiro a entrada da bucetinha. Isabela contraiu imediatamente, um espasmo involuntário. A língua dele deslizou devagar, subindo e descendo entre os lábios, coletando o molhado que já começava a escorrer. Ela gemeu, a voz rouca de sono e tesão:

— Ainn, amor… que delícia…

Aquela palavra. Amor. Ela achava que era eu. O gemido dela me atravessou como uma faca quente. Eu fiquei possesso. O ciúme queimava, mas por baixo dele havia outra coisa, algo sujo e vergonhoso que eu me recusava a nomear. Patric, embriagado pela reação dela, ficou ainda mais ousado. Ele deitou de lado na cama, enfiou o rosto inteiro entre as coxas de Isabela e começou a chupar de verdade. A boca se abriu larga, engolindo os lábios inchados, a língua entrando fundo, chupando, sugando, fazendo barulhos molhados e obscenos. Isabela rebolou, empurrando o quadril para trás, oferecendo mais. Os gemidos dela ficaram mais altos, mais urgentes. Ela abriu mais as pernas, o travesseiro se deslocando um pouco, facilitando o acesso. Patric rosnou de prazer, as mãos segurando firmes as nádegas, os dedos afundando na carne macia enquanto a língua trabalhava sem descanso.

Eu via tudo. Via a saliva misturada com o fluido dela escorrendo pelo queixo de Patric. Via a língua dele entrar e sair, brilhando. Via Isabela apertar o lençol com as mãos, o rosto virado de lado, os lábios entreabertos em um sorriso de puro prazer. Ela murmurava meu nome entre os gemidos, e cada vez que fazia isso, uma pontada de dor me atravessava.

Patric não se contentou com a buceta. Ele escancarou ainda mais o rabo dela, os polegares abrindo o cuzinho até o máximo, e meteu a língua ali. O gemido que saiu da boca de Isabela foi quase um grito:

— Ainn… ahhh… que delícia…

Ele chupava aquele buraco como um animal no cio. A língua entrava, saía, girava, lambia as bordas sensíveis. O barulho era obsceno: “tchac, tchac, tchac…” — molhado, ritmado. Em um momento ele afundou o rosto completo, a boca selando o cuzinho, e começou a fazer movimentos de vai e vem, enfiando a língua o mais fundo possível no canal apertado. Eu via o pescoço dele se tensionar com o esforço, as bochechas se movendo. Isabela empinava cada vez mais, o corpo todo arrepiado, a voz saindo embargada:

— Isso… chupa esse cú todinho… vai… pedia gemendo Isabela.

Patric obedeceu. Ficou com a língua completamente enterrada por longos segundos, provavelmente saboreando as paredes internas, o gosto profundo e proibido. Depois tirou, mas continuou lambendo devagar, com devoção, enquanto uma das mãos descia. Os dedos dele encontraram a bucetinha encharcada. Ele passou o dedo indicador por cima do clitóris inchado, depois deslizou até a entrada e enfiou o dedo inteiro de uma vez. Isabela arquejou. Ele começou a meter o dedo em um ritmo constante, enquanto a língua continuava devorando o cuzinho. O som era uma mistura nojenta e excitante de chupadas e do dedo entrando e saindo molhado.

Eu estava destruído por dentro. As pernas tremiam. A raiva era tão forte que eu via manchas vermelhas na visão. Ao mesmo tempo, uma parte podre de mim se deliciava com a humilhação, com a visão da minha esposa sendo usada daquele jeito sem saber, gemendo para outro homem como se fosse eu. Eu odiava aquilo. Odiava a mim mesmo por não conseguir parar.

Isabela, perdida no prazer, levantou um pouco a cabeça e falou, a voz embargada de tesão:

— Me fode, amor… por favor… me fode…

Meus olhos se arregalaram. Eu gesticulei freneticamente para Patric, balançando a cabeça, apontando para a porta. Acabou. Acabou agora. Ele deu mais algumas chupadas rápidas, guloso, como se quisesse gravar o gosto na memória, depois se afastou. O rosto dele estava completamente lambuzado, brilhando de saliva e dos fluidos dela. Ele se levantou, ajustou a calça onde o volume marcava pesado, e me olhou com aquele ar de vitória absoluta.

Eu forcei a voz a sair calma, quase normal:

— Espera, amor… vou aqui no banheiro rapidinho.

Isabela, ainda de bruços, rebolou preguiçosamente:

— Ahh, amor… não demora…

Eu saí do quarto quase tropeçando, segurando o braço de Patric com força, empurrando-o pelo corredor até a porta da frente. Ele estava todo sujo, o queixo molhado, o cabelo bagunçado, mas o sorriso não saía do rosto.

O Patric pegou sua carteira no balcão e caminhou até a porta de entrada. Antes de abrir a porta, ele parou, virou-se para mim e olhou bem nos meus olhos. Era o olhar de um homem que tinha visto o paraíso e saboreado o manjar dos deuses e que nunca mais esqueceria.

— Tu é um cara de sorte, Fabrício... — ele disse, com a voz pausada.

— Uma sorte do caralho. Mas ó... aquela marquinha de biquíni... aquela raba... esse gostinho…eu nunca mais vou esquecer na minha vida.

Ele abriu a porta e saiu.

Eu fiquei ali, sozinho no corredor escuro, o corpo inteiro tremendo, o coração ainda disparado, a imagem da língua dele enterrada no cuzinho da minha mulher queimando atrás dos olhos como um ferro quente. Eu precisava voltar para o quarto. Precisava tocar Isabela, limpar o que ele deixara, fazer ela gozar pensando que tinha sido eu o tempo todo. Mas por alguns segundos eu só consegui ficar parado, as costas apoiadas na parede, tentando engolir o gosto amargo da derrota e da excitação suja que ainda latejava entre as pernas.

Voltei devagar. Cada passo era uma batalha. Quando entrei no quarto de novo, Isabela ainda estava na mesma posição, o travesseiro entre as coxas, o corpo quente e molhado, esperando. Eu me aproximei da cama, tirei a camisa com mãos trêmulas, e deitei ao lado dela. O cheiro dela estava misturado com algo estranho, algo que não era meu. Eu ignorei. Passei a mão pela curva das nádegas dela, sentindo a pele ainda marcada pelos dedos de outro homem. Ela suspirou, se empurrando contra a minha mão.

— Demorou… — murmurou, a voz pastosa de tesão.

Eu não respondi. Apenas desci a mão, encontrei a buceta encharcada, e enfiei dois dedos de uma vez. Ela gemeu alto, rebolando. Eu meti os dedos com força, quase com raiva, enquanto a outra mão abria as nádegas e o polegar pressionava o cuzinho ainda úmido da saliva dele. A imagem de Patric chupando aquilo não saía da minha cabeça. Eu via a língua dele, o jeito que entrava e saía, os gemidos dela achando que era eu. O ciúme me consumia, mas o pau estava tão duro que doía. Eu me ajoelhei atrás dela, alinhei a cabeça do pau na entrada da buceta e enfiei de uma só vez, até o fundo. Isabela gritou de prazer, empurrando o quadril para trás.

Eu fodi. Fodi com força, com raiva, com uma necessidade quase animal de marcar o território. Cada estocada era uma tentativa de apagar o que acabara de acontecer. Eu segurava as nádegas dela com força, abrindo, olhando o cuzinho se contrair a cada impacto. Queria enfiar ali também, mas ainda não. Ainda não. Primeiro eu precisava gozar dentro dela, precisar sentir que a porra que escorria depois era minha, não de outro. Os gemidos dela enchiam o quarto. Ela falava meu nome, pedia mais, pedia mais fundo. Eu obedecia, metendo com violência, a cama rangendo, o suor escorrendo pelo peito.

Quando senti o orgasmo se aproximando, puxei o pau para fora, virei Isabela de lado e enfiei de novo, dessa vez mais fundo ainda. Uma mão foi até o clitóris, esfregando rápido, enquanto a outra apertava um seio. Ela gozou primeiro, o corpo se contorcendo, a buceta apertando o meu pau em espasmos quentes. Eu aguentei mais alguns segundos e explodi, jorrando tudo dentro dela, gemendo baixo contra o pescoço dela, o rosto escondido para que ela não visse a expressão de pure ódio e prazer que eu fazia.

Ficamos assim por um tempo, ofegantes. Eu ainda estava dentro dela, sentindo a porra escorrer aos poucos. A imagem de Patric não ia embora. O cheiro dele ainda estava no ar, misturado ao nosso. Eu beijei o ombro de Isabela, a voz saindo rouca:

— Eu te amo.

Ela murmurou algo incoerente, já quase dormindo de novo. Eu fiquei acordado. Fiquei acordado muito tempo depois, olhando o teto, revivendo cada segundo daquela cena, cada lambida, cada gemido dela, cada olhar de vitória de Patric. A raiva ainda queimava. O ciúme ainda doía. Mas por baixo de tudo, uma excitação suja e vergonhosa continuava latejando, lembrando-me de que eu tinha gostado. Que uma parte de mim tinha se excitado vendo aquilo. E essa era a pior parte de todas.

Levantei-me devagar, fui até o banheiro, lavei o rosto com água fria. No espelho, os olhos que me encaravam eram de um estranho. Um homem que acabara de assistir outro chupar o cu e a buceta da própria mulher e, em vez de matá-lo, tinha apenas empurrado-o para fora e depois fodido a esposa como se nada tivesse acontecido. Eu passei a mão pelo cabelo, respirei fundo, e voltei para a cama. Isabela se aconchegou contra mim, o corpo ainda quente, o cheiro dela misturado ao meu. Eu a puxei para perto, a mão descansando na curva da cintura dela, e fechei os olhos.

Mas o sono não veio. Só a memória. A memória da língua de Patric entrando e saindo daquele cuzinho apertado. O som molhado. Os gemidos dela. A expressão de triunfo no rosto dele quando saiu. E a certeza de que, de alguma forma, aquela aposta não tinha terminado de verdade. Que algo tinha sido quebrado aquela noite, algo que talvez nunca pudesse ser consertado. E no fundo, no fundo mais podre de mim, uma voz pequena e traiçoeira perguntava se eu realmente queria consertar.

O quarto estava silencioso, só o som da respiração de Isabela. Eu fiquei ali, de olhos abertos no escuro, revivendo tudo de novo, cada detalhe, cada cheiro, cada gemido, até que o cansaço finalmente me venceu. Mas mesmo no sono, a cena voltava. A mão de Patric abrindo as nádegas. A língua sumindo dentro do cu dela. O “me fode, amor” ecoando. E eu, parado na porta, assistindo, com o pau duro e o coração partido em mil pedaços de ciúme e desejo proibido.

Quando acordei de madrugada, Isabela ainda dormia. Eu me levantei de novo, fui até a janela, olhei a rua vazia. O mundo lá fora continuava o mesmo. Mas dentro de mim, nada era mais igual. Eu tinha visto outro homem provar o que era só meu. Tinha ouvido a minha mulher gozar com a boca dele. Tinha sentido o cheiro dele na pele dela. E eu tinha gostado. Essa era a verdade que eu não conseguia engolir. A verdade que me fazia odiar a mim mesmo mais do que odiava Patric.

Voltei para a cama pela última vez. Deitei atrás de Isabela, puxei o corpo dela contra o meu, e enterrei o rosto no cabelo dela. O cheiro familiar dela ainda estava lá, por baixo de tudo. Eu beijei a nuca dela, devagar, e murmurei de novo, só para mim:

— Eu te amo.

Dessa vez a frase saiu carregada de algo mais pesado. Algo que incluía o ciúme, a raiva, a humilhação e aquele desejo sujo que eu mal conseguia admitir. Algo que, de alguma forma, tornava o amor ainda mais intenso e mais doloroso ao mesmo tempo. E enquanto o sono finalmente me levava de verdade, a última imagem que vi foi a língua de Patric desaparecendo dentro do cuzinho da minha mulher, e o gemido dela ecoando no quarto como uma sentença.

Nada continuou o mesmo depois daquela fatídica noite de videogame.

Eu sentia como se a fundação do meu ego tivesse sido corroída por um ácido lento. O cara que costumava entrar em qualquer ambiente estufando o peito, dando gargalhadas estidentes, debochando dos adversários e dominando a resenha simplesmente evaporara. Nos dias de pelada, o meu habitat natural, o silêncio passara a ser minha principal companhia. Eu já não gritava pedindo a bola, não arriscava um drible ousado e nem sequer comemorava quando o meu time marcava. Estava visivelmente desconcentrado, com o olhar distante, a cabeça perdida nos corredores escuros da própria memória — preso no exato instante em que vira o Patric observando a intimidade exposta da minha mulher.

Nos jogos, o vexame era constante. Errava passes de dois metros, perdia disputas de corpo banais e isolava chutes que antigamente moravam na gaveta. Nas apostas pós-jogo, perdera o ímpeto; virara o alvo fácil, o pagador oficial das rodadas.

Os moleques do futebol notaram a mudança drástica.

— Caralho, Fabricio... Tu tá numa draga desgraçada, hein, mano? — comentava Beto, tirando a chuteira no banco.

— Esqueceu como joga bola? O cara que era o rei da banca agora tá entregando o ouro em toda partida. Que porra aconteceu com você?

— É o cansaço do trabalho, pô... Tô com a cabeça cheia — eu desconversava, de cabeça baixa, desamarrando o cadarço sem coragem de olhar nos olhos de ninguém.

Em contrapartida, a atmosfera ao redor do Patric mudara radicalmente. Ele absorvera toda a marra que um dia pertencera a mim. Estava falastrão, rindo alto, puxando a responsabilidade nas partidas e ostentando um ar de incontestável superioridade. Quando nossos olhares se cruzavam, ele não disfarçava: sustentava um sorriso de canto de boca, um cinismo frio e irônico que fazia o meu sangue gelar. Toda vez que o Patric se aproximava, eu desviava o rosto, fugindo do embate, acuado pela vergonha e pela cumplicidade silenciosa que existia entre nós dois.

Apesar da arrogância escancarada, o Patric guardava o segredo a sete chaves. Nunca dissera uma palavra a nenhum dos moleques sobre o que acorrera naquela madrugada na minha casa, nem sobre a aposta, muito menos sobre o que havia testemunhado. O mistério continuava enterrado apenas entre nós dois.

Foi no finalzinho do segundo tempo daquela quinta-feira que o golpe de misericórdia aconteceu. Tentei dominar uma bola espirrada na meia-lua, hesitei por meio segundo e o Patric veio na caça. Com um toque de calcanhar limpo, rápido e humilhante, ele meteu uma caneta desmoralizante entre as minhas pernas, adiantando a bola e saindo na cara do gol para estufar as redes.

A quadra veio abaixo em gargalhadas.

— OOOOOOH! QUE ISSO! — berrou o pessoal do banco.

— Caralho, Fabricio! Tomou um rolinho seco!

— Que caneta desmoralizante, velho! O que aconteceu com você? Não é mais o mesmo mesmo!

Fiquei parado no meio do campo. A cara emburrada, os dentes cerrados, o rosto queimando de uma raiva impotente. Não respondi a nenhuma provocação. Apenas caminhei em silêncio para fora de campo quando o apito final soou.

Na resenha pós-jogo, ao redor da mesa de plástico cheia de garrafas de cerveja, a regra da pelada cobrava seu preço: no regulamento informal do grupo, quem tomava uma caneta desmoralizante tinha que pagar uma prenda negociada diretamente com o autor da proeza.

— E aí, Patric? O que você vai querer de prenda do Fabricio? — perguntou o Marquinhos, rindo e virando um copo de cerveja.

— Uma caixa de cerveja? Um Pix? Exige a camisa dele!

O Patric olhou para mim por cima do copo. O olhar era denso, carregado de uma malícia que só eu era capaz de decodificar. Ele deu um sorriso calmo, deu um gole na bebida e respondeu para o grupo:

— Deixa quieto por enquanto, galera. Depois eu acerto com ele. O Fabricio tá numa má fase danada, vou dar um descanso pro garoto.

A roda toda caiu na gargalhada, me zoando por estar recebendo “piedade” do rival. Continuei de cara fechada, engolindo a seco, a cerveja descendo amarga pela minha garganta.

Ao fim da resenha, enquanto todos recolhiam suas bolsas e se despediam para ir embora, caminhei sozinho em direção ao meu carro no estacionamento escuro da quadra. Ouvi passos rápidos atrás de si.

— Fala, Fabricio! — chamou o Patric.

Parei e virei-me devagar. Estava com a expressão séria, o peito tenso, mas no fundo sentia uma ponta de surpresa. Achava que ele realmente tinha aliviado na resenha e que talvez, por alguma nesga de consideração, me liberaria da prenda.

— O que você quer? — perguntei, seco.

Ele parou a um passo de distância. Ficou me encarando por alguns segundos, sem o menor traço de hesitação.

— Cara, vou ser direto, sem arrodear... Eu quero comer a sua mulher.

A frase bateu no ar como um estalo de chicote. Meus olhos se arregalaram em absoluto choque. A surpresa instantaneamente deu lugar a um acesso de fúria cega. Meu rosto se contorceu de revolta, a veia do pescoço saltou e eu dei um passo à frente, cuspindo as palavras enquanto esbravejava:

— Você ficou doido de vez, seu desgraçado?! Eu poderia quebrar a sua cara toda aqui agora! Eu te mato aqui mesmo, porra!

O Patric nem piscou. Não deu um passo para trás. Manteve a postura serena, me encarando com uma calma perturbadora, quase piedosa.

— Eu sei que você não vai fazer isso — disse ele, a voz baixa e controlada.

— Ainda mais porque a gente tem um segredo que eu preservei e não falei para ninguém. Ninguém sabe o que aconteceu naquela noite, Fabricio. Eu cumpri minha palavra. Mas a verdade é que eu não consigo tirar a sua mulher da cabeça. O gosto daquela bucetinha e o sabor daquele cuzinho ainda estão vivos na minha boca. Eu sinto o cheiro dela quando fecho os olhos. Eu preciso comer ela.

Ouvi tudo aquilo, e por dentro, numa fratura invisível da minha mente, uma faísca de excitação perversa e culpada misturou-se ao pânico.

— Cara... já chega! — falei, a voz já falhando, tentando recuperar o controle.

— A gente já foi longe demais com aquela aposta no videogame. Isso é loucura. Eu não tenho como fazer você comer a minha esposa nem se eu quisesse. Ela nunca aceitaria uma porra dessa!

Ele deu um passo a mais, ficando cara a cara comigo.

— Você não precisa falar nada para ela. Apenas me deixe ficar um mês na sua casa, morando com vocês. Invente uma desculpa, diz que eu estou passando por uma necessidade, que fui despejado ou algo do tipo. Se durante esse mês eu conseguir convencer ela e dobrar a Bela, você me deixa comer ela. Fechado?

Olhei para ele. O conflito interno me dilacerava. O perigo, o absurdo da situação e a onda subterrânea de excitação moral que me invadia pesavam na balança. O meu ego moralmente destruído parecia buscar uma espécie de punição final ou a conclusão daquele fetiche macabro.

— Aceito — disse, com a voz rouca.

— Mas se passar um mês e nada acontecer, acabou tudo. Você some da minha frente e nunca mais toca nesse assunto. Beleza?

— Certo — o Patric respondeu de imediato, com um brilho vitorioso nos olhos. Mas antes que eu virasse as costas, ele completou:

— Deixa eu te falar mais uma coisa... Será que pode ser começando de hoje?

Dei um salto para trás, espantado:

— Hoje?!

— Sim, hoje — insistiu ele, prático.

— É até melhor. Começa logo, acaba logo essa prenda e você se livra de mim de uma vez por todas.

Pensei. Passei a mão pelo meu rosto suado, encarei o asfalto do estacionamento por longos dez segundos e engoli o último resto de dignidade que me restava.

— Tá bom. Entra no carro.

A viagem de volta foi feita em absoluto silêncio. O ar dentro do carro parecia pesado, carregado pela expectativa do que estaria por vir. Dirigia com as mãos firmes no volante, enquanto o Patric olhava pela janela, no banco do passageiro, esboçando um sorriso contido.

Assim que girei a chave e abri a porta social do apartamento, a luz suave do abajur da sala iluminou a figura da Isabela.

Ela estava no meio do corredor, caminhando em direção à cozinha para pegar um copo d’água. Usava apenas uma camisola bege, extremamente curta e justa. Ao ouvir o barulho da porta, parou e virou-se.

A visão deixou o Patric visivelmente desestabilizado, e confesso que até o meu estômago revirou. Era nítido que a Isabela estava completamente sem nada por baixo daquele tecido fino. Os seios médios e fartos marcavam os bicos eretos contra o pano claro. A lateral da camisola, colada ao corpo curvo na altura da cintura, não apresentava contorno algum de calcinha — a pele da coxa e do quadril era lisa, sem divisões. E, para piorar, a cada pequeno passo que ela dava, a bunda monumental se sambava e desenhava com perfeição o contorno das bochechas sob o balanço do tecido.
(( Imagem em anexo 3)))
Ela arregalou os olhos levemente, surpresa ao me ver acompanhado.

— Amor? Não me disse que teríamos visita... — disse ela, a voz mansa, ajeitando a camisola.

Pigarreei, tentando disfarçar o nervosismo que me consumia:

— É, amor... foi de última hora. O Patric vai precisar passar um período aqui com a gente. Ele tá resolvendo umas situações complicadas lá no apartamento dele, e eu ofereci essa força por uns dias.

A Isabela olhou para ele. A expressão de estranheza deu lugar a um olhar de pura empatia e pena.

— Poxa, Patric... Entendi. Que chato isso. Mas fica tranquilo, a casa é sua.

O Patric a encarou fixamente. Vi os olhos dele descerem pelo pescoço dela, desenharem os bicos marcados na camisola e pararem por um segundo na curva do seu quadril. Sabia exatamente o que passava na cabeça dojunto dele: a lembrança de ter saboreado aquele corpo nu semanas atrás queimava.

— Muito obrigado, Bela... Você não sabe o quanto isso significa para mim — respondeu ele, a voz aveludada, sustentando o olhar.

— Boa noite para você.

— Boa noite, Patric. Descansa — disse ela, dando um sorriso doce antes de se virar e caminhar de volta para o corredor. O movimento da bunda balançando sob o tecido e mostrando parte da polpa da bunda fez o Patric prender a respiração até que a porta do quarto se fechasse.

Fiz um sinal seco com a cabeça:

— Vem. Vou te mostrar onde você vai ficar.

O meu apartamento tinha uma planta peculiar. Havia o nosso quarto de casal e um segundo quarto, que atualmente funcionava como quarto de hóspedes/escritório, mas que planejávamos transformar no quarto do nosso futuro filho.

O detalhe arquitetônico determinante era que esses dois quartos eram interligados por um closet privativo compartilhado. No meio desse closet ficava o banheiro suíte. As portas que dividiam os quartos do closet eram feitas de um vidro espelhado especial: para quem estava do lado de fora (nos quartos), a porta parecia um espelho comum de corpo inteiro; porém, para quem estava do lado de dentro do closet (na penumbra), o vidro era de uma transparência total, permitindo enxergar tudo o que acontecia dentro dos quartos sem ser visto.

Conduzi o Patric para dentro do quarto de hóspedes.

— Você fica aqui. Tem cama arrumada, toalha limpa no armário...

O Patric, curioso, caminhou pelo quarto e foi direto até a porta do guarda-roupa. Ao puxar a divisória, deparou-se com o acesso ao closet interligado. Impressionado com a estrutura, deu alguns passos para dentro do espaço escuro, caminhando entre as minhas roupas penduradas.

Conforme avançava pelo corredor do closet, ele chegou à outra ponta — exatamente onde ficava a porta espelhada que dava acesso direto ao meu quarto.

Através do vidro unilateral totalmente transparente, vi o Patric travar o passo.

A Isabela já estava deitada na cama de casal. Como a noite estava abafada, ela tinha tirado a camisola e jogado o lençol totalmente para o pé da cama. Estava deitada exatamente de bruços, com a raba monumental virada perfeitamente na direção da porta do closet. Por estar sem roupa e levemente com as pernas entreabertas devido à posição relaxada de sono, a visão era devastadora: o cuzinho rosado e a entrada da bucetinha estavam ali, parcialmente escancarados, totalmente expostos.

— Minha Nossa Senhora... — ele murmurou, perdendo completamente o ar.
(( imagem em anexo 4))
O Patric colou o rosto no vidro transparente. Vi o volume dentro da calça jeans dele crescer instantaneamente, erguendo-se como uma rocha. Ele não piscava, absorvendo cada detalhe da carne exposta da minha mulher, a marquinha de fita reluzindo, o rego fundo e o contorno perfeito das coxas.

Aproximei-me por trás dele no closet. Ao olhar por cima do ombro dele e ver a minha própria esposa naquela pose vulnerável e explícita, senti um choque duplo: uma pontada de ciúme primitivo e asqueroso misturada a um arrepio violento de tesão que subiu pela minha espinha.

Segurei o braço dele com força e o puxei para trás:

— Já chega, cara! Olha o que a gente combinou! Sem palhaçada no primeiro dia!

O Patric piscou algumas vezes, voltando à realidade a custo, enquanto ajustava o pau duro dentro da calça com a mão. Olhou para mim com um sorriso alucinado, arfando pesado.

— Tudo bem, cara... Tudo bem — disse ele, levantando as mãos e recuando devagar pelo closet de volta para o quarto de hóspedes.

— O mês só está começando.

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https://reddanny.substack.com/p/a-esposa-do-fregues?r=8w739m

Continua...

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Comentários (1)

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  • Tozé e Anica: Você deveria continuar de contar os 3 últimos contos que escreveu continua. Você, continua a escrever outros contos diferentes sem acabar os outros. Muita pena porque você escreve e conta muito bem os seus contos eróticos.

    Responder↴ • uid:1cy0518wj40u