#Coroa #Teen #Traições

Não resisti à sogra tesuda

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CentralDaPutaria

Três anos com a Camila. Três anos de café da manhã dividido, de conta de luz no nome dos dois, de economizar pra comprar geladeira. Eu era pedreiro de obra fina, ela caixa de farmácia, e a gente tinha começado do nada e construído tudo com a mão na massa — literalmente. Por isso, quando decidi pedir ela em casamento, quis fazer do jeito certo: pedir a bênção do pai dela antes, pessoalmente, de joelho, se fosse preciso.

A Camila ficou eufórica.

— Eles moram numa casa de praia, no litoral norte — ela disse, jogando roupa na mala. — Meu pai é sério, mas é gente boa. Minha mãe é doida, vai te amar.

— Quantos anos eles têm?

— Ah, meu pai tem quarenta e sete. Minha mãe é mais nova. Ela me teve com dezessete.

Fiz a conta e não comentei nada. Quarenta e um. Uma mulher de quarenta e um anos, mãe da minha namorada, que eu nunca tinha visto nem em foto de qualidade. A Camila falava dela com um carinho meio impaciente, do tipo que só existe entre mãe e filha que se gostam demais e brigam por bobagem.

A viagem foi de ônibus, cinco horas. Chegamos numa sexta, com sol.

A Regina abriu a porta de short jeans e camiseta branca fina, o cabelo escuro preso com um lápis, e eu tive que segurar a cara pra não fazer careta de susto. Não era uma coroa arrumadinha. Era uma mulher de corpo firme, coxa grossa, barriga lisa com uma cicatriz de cesárea que aparecia quando ela levantava o braço, e um sorriso de canto que denunciava que ela sabia exatamente o estrago que fazia.

— Então é você — ela disse, me olhando de cima a baixo sem pressa nenhuma. — A Camila não mentiu. Entra, menino.

— Prazer, dona Regina.

— Regina. Dona Regina é a minha mãe.

O Otávio apareceu atrás, me apertou a mão, e em cinco minutos estávamos na varanda com cerveja e o assunto já tinha virado obra. Ele era quieto, de fala mansa, e ficou impressionado com o que eu fazia.

— Você faz banheiro inteiro?

— Faço.

— Preciso reformar o de fora. Depois a gente conversa.

A Regina serviu o almoço inclinada por cima do meu ombro, e o braço dela roçou o meu de um jeito que não precisava. Olhei pra cima. Ela já estava olhando.

Foi assim o fim de semana inteiro. Pequenos encontros de olhar por cima da mesa, por cima da pia, na fila do banheiro. Ela me chamando de "menino" com um tom que não era maternal. Eu respondendo "Regina" sem o dona, e ela notando.

No sábado à tarde, a Camila me puxou pro quarto e transamos rápido, com a porta encostada, abafando o gemido no travesseiro. Quando saí pro corredor, de bermuda e sem camisa, a Regina estava na cozinha, de costas, e falou sem virar:

— Tão novinhos e já com essa pressa toda.

— Foi rápido mesmo.

— Eu ouvi. — Ela se virou, apoiou o quadril na bancada. — Papai aí é lento, né?

— O quê?

— O Otávio. — Ela sorriu. — Demora. Você não.

Domingo, depois do café, o Otávio bateu a mão no joelho.

— Vou levar a Camila no mercado de peixe. Ela gosta. Você vem?

A Camila olhou pra mim, e eu vi a hora da brecha.

— Vão vocês. Vou ficar terminando de arear aquela grelha, tava enferrujada.

— Ah, deixa — ela disse.

— Vai, amor. Aproveita seu pai.

Saíram às dez. O carro sumiu na estrada de terra e a casa ficou muda, só com o barulho do mar três quadras abaixo e um ventilador girando no teto.

A Regina apareceu na varanda com uma jarra de limão e dois copos.

— Arear grelha, é? — ela disse, sentando na espreguiçadeira. — Bonito.

— É verdade.

— É. — Ela serviu, me entregou o copo e encostou o dedo molhado no meu pulso. — Você é trabalhador. Dá pra ver pelas mãos.

Fiquei olhando as minhas mãos, calejadas, com um corte de esmerilhadeira cicatrizando no dedão. Ela não tirou o dedo.

— A Camila tem sorte.

— Eu é que tenho.

— Tem? — A Regina levantou o queixo. — Ela é novinha, menino. Não sabe o que fazer com um homem direito.

— Ela sabe.

— Sabe nada. — Ela bebeu um gole, e a linha da garganta dela se mexeu. — Você passa fome e nem percebe.

Eu ri. — Tô percebendo agora.

Ela me olhou por cima do copo e não disse mais nada. Ficamos assim, calados, e o silêncio começou a pesar de um jeito bom. Ela cruzou as pernas. O short subiu.

— Regina.

— Fala.

— Se o Otávio chegar agora, a gente perde a coragem.

Ela pôs o copo no chão. Levantou. Veio até a minha cadeira, se plantou na minha frente, e puxou o lápis do cabelo — o cabelo caiu todo de uma vez, escuro, nos ombros.

— Então não deixa chegar.

Puxei ela pelo quadril. Ela caiu de joelhos no chão de madeira, com uma perna de cada lado da minha, e me beijou com a boca aberta e sem nenhuma cerimônia, com gosto de limão e saliva. A mão dela desceu direto pro meu cós.

— Tá de pau duro desde quando? — ela murmurou na minha boca.

— Desde sexta.

— Eu sei. Eu vi.

Abriu minha bermuda, tirou meu pau pra fora e ficou olhando, com o lábio preso entre os dentes.

— Bonito. — Passou a mão de cima a baixo, devagar. — A Camila não te conta nada, né? Não te fala como é que faz.

— Faz o quê?

Ela se abaixou e cuspiu na cabeça. — Isso.

Desceu a boca e me engoliu até quase a base, e o gemido que saiu de mim foi alto demais. A Regina sabia. Ela trabalhava com a língua no meio, a mão na base, o olho aberto me encarando de baixo, e ia fundo até engasgar, sem pressa, sem frescura, do jeito de quem já tinha feito aquilo mil vezes e tinha orgulho disso.

— Puta que pariu — eu falei.

Ela se afastou com um estalo, secando a boca no pulso. — Fala mais. Gosto de ouvir.

— Você chupa muito bem.

— Sei que chupo. — Voltou. — Fala que é melhor que a minha filha.

— É melhor que a sua filha.

Ela sorriu com a boca cheia e sugou a cabeça com força, e eu bati a cabeça no encosto da cadeira.

Levantei ela pelo braço. Puxei o short e a calcinha juntos, e ela já estava molhada a ponto de escorrer pelo lado da coxa. Passei os dedos e ela abriu a perna sozinha.

— Toca — ela mandou. — Vai, toca. Sou tua sogra, pode abusar.

Enfiei dois dedos e o polegar por cima, e ela jogou a cabeça pra trás e travou a mão no meu ombro.

— Aí — gemeu. — Assim. Aprende, aprende comigo que você vai usar na minha filha.

— Quero usar é em você agora.

— Então me come. — Ela me puxou pela nuca até a boca colar na dela. — Me come de pé, encostada naquela parede, e não me trata como sogra não, me trata como puta.

Levantamos. Ela se virou e se apoiou na parede da varanda, empinou, olhou por cima do ombro. Eu cuspi na mão, passei no pau, e encostei.

— Vai devagar que eu tô apertada.

— Tá apertada nada.

— Tô, sim — ela disse, e afundou pra trás, me engolindo sozinha, até o talo, com um gemido comprido.

Parei um segundo, sentindo ela por dentro, quente e justa, e a Regina empurrou o quadril.

— Anda. Mete.

Ela mandou. Comecei devagar e ela reclamou.

— Forte. Não tem ninguém em casa, mete forte.

Bati com o quadril e o som foi seco, alto, e ela grunhiu e abriu mais a perna.

— Isso, caralho. Isso.

Segurei o quadril dela com as duas mãos e meti com força, ritmado, e a varanda virou um balanço de madeira rangendo e ela gemendo cada vez mais alto, sem ligar.

— Tô te sentindo todinho — ela falou, com a boca na parede. — É grande, viu? A Camila tem sorte, sortuda do caralho.

— Fala dela.

— Ela vai ficar aqui dentro de casa, dormindo, e a mãe dela vai tá sentindo teu pau. — Ela riu, ofegante. — Que safadeza, meu Deus.

— Olha pra mim.

Ela virou o rosto. A boca aberta, o cabelo grudado no pescoço, o olho meio perdido.

— Eu vou gozar — avisei.

— Goza. — Ela empurrou mais fundo. — Goza dentro, eu tô no final da cartela, goza.

Aumentei e ela começou a tremer, com a mão escorregando na parede.

— Ai, ai, ai — e veio, com um gemido que virou quase um grito, o corpo todo encolhendo em volta do meu. Aguentei três estocadas e gozei também, com o rosto enterrado no ombro dela.

Ficamos colados, ofegando, ouvindo o mar.

— Pronto — ela disse, por fim. — Agora você pode pedir minha filha em casamento.

Eu ri, sem ar. — E o Otávio?

— O Otávio é lento. — Ela se descolou, se abaixou pra pegar a calcinha e me deu um tapa de leve no peito, sorrindo de lado. — E você, menino, é rápido até demais pra voltar pro colo da minha filha. Vai se lavar.

Ela entrou, e eu fiquei na varanda, de pau mole, com as pernas bambas, olhando a estrada de terra. O carro voltou quarenta minutos depois. A Camila desceu correndo com um saco de camarão e me beijou na boca.

— Sentiu minha falta?

— Muita.

A Regina apareceu na porta da cozinha, de avental, o cabelo preso outra vez com o mesmo lápis.

— Vai lavar esses camarões, Camila. E você, menino — ela me olhou, e a pausa foi de meio segundo a mais —, termina essa grelha que eu quero ver.

Eu peguei a palha de aço. As mãos ainda tremiam um pouco.

Naquela noite, no colchão de solteiro do quarto de hóspedes, com a Camila dormindo de costas pra mim, ouvi passos no corredor. Pararam na minha porta. Ficaram.

Não abri. Só sorri no escuro, porque já sabia o que aquilo queria dizer.

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