Nayara - o escritório da putaria - parte 1
Olá, meu nome é Nayara, vocês já devem me conhecer de outros contos, e quero então compartilhar minha versão da história.
Tudo começou muito antes dos "cunhados", quando eu tinha meus 18 anos e consegui um estágio numa multinacional para trabalhar na área financeira, eu estava vivendo um sonho, todos os meus colegas de trabalho e líderes viam potencial em mim e existiam promessas de crescimento, meu marido, Márcio, tinha 10 anos a mais que eu, um homem experiente, sempre me dizia para ter calma e não sonhar muito alto, afinal, uma empresa nesse nível não me daria crescimento do dia pra noite, a concorrência era muito grande, trabalhei por alguns anos sem nenhum sinal de subir de cargo, fui tendo burnout, não me sentia boa o bastante, até que decidi bater de frente com minha chefe, Srª. Edna.
- Com licença, srª. Edna, podemos conversar?
- Sente-se
- Eu estou trabalhando aqui a um bom tempo, e tenho me dedicado a me aperfeiçoar, estudar outro idioma, pretendo crescer na empresa, mas to sentindo que não to sendo vista, eu gostaria muito de uma oportunidade para mostrar que eu estou pronta.
- Mesmo se eu quisesse te subir de cargo agora, não é comigo, eu supervisiono apenas os estagiários, quem decide quem sobe pra analista é o Sr. Monteiro
- E como eu faço pra falar com ele?
- Eu não faria isso, ele é muito rígido, é capaz de te mandar embora só por você tentar forçar subir de cargo
- Eu quero correr esse risco
- Tudo bem, vou te mandar pra sala dele
Ela ligou para ele através de um ramal, dizendo:
- Sr. Monteiro, tem uma estagiária aqui que gostaria de ir na sua sala conversar com o senhor... sei... aham... tá, eu vou falar pra ela.
- O que ele disse?
- Ele vai entrar em reunião, falou que amanhã te chama.
Eu saí da sala dela desapontada, esse "amanhã te chama" soava como um "não tenho tempo para uma estagiária qualquer", fui embora triste, e meu marido zombava de mim dizendo que era pra eu procurar um emprego de verdade, que só subia na empresa quem dava pros chefes.
No dia seguinte, eu trabalhei a manhã inteira na expectativa do tal Sr. Monteiro me chamar, deu a hora do meu almoço e nada... almocei pensando em pedir demissão naquele mesmo dia, estava sendo exaustivo ver pessoas menos capazes subindo de cargo e eu ficando pra trás, eu já havia escrito minha carta de demissão quando por volta das 17h meu ramal tocou, sem identificação de quem fosse atendi achando que ligaram errado:
- Pois não?
- Nayara?
- Ela mesma, quem é?
- Aqui é o Felipe, suba pra sala da diretoria financeira, estou te esperando
- Felipe de onde? Quem é você?
- O diretor financeiro, a Edna disse que você queria falar comigo
- Ah sim, estou indo
Caminhei pro elevador errando até os passos, quando cheguei na porta da sua sala meu coração pulsava tão forte que eu sentia as palpitadas, sua secretária abriu a porta e me apresentou:
- Sr. Felipe, essa é a estagiária de cobranças, a Nayara
Ele sorriu, e disse:
- Sente-se, Nayara.
Eu olhava para ele, um homem extremamente confiante, alto, cabelo bem penteadinho, forte, com a camisa social marcando todos seus músculos, e um perfume amadeirado que exalava pela sala.
- Você queria falar comigo?
- Sim, sr. Monteiro, eu estou trabalhando como estagiária e meu contrato foi renovado duas vezes, eu entendo que as vagas são competitivas, mas eu me sinto preparada para mostrar a essa empresa o que posso entregar, só preciso de uma oportunidade
- E o trabalho como estagiária não tem sido o suficiente para mostrar bons resultados?
- Tem... tem sido, eu to me dedicando muito, quero dizer, nem tanto, eu estou desanimando de não me ver saindo do lugar
- E o que me convenceria de que você não desanimaria se eu te colasse num cargo maior?
- Eu garanto que eu posso te surpreender e ser a melhor analista que você já teve.
- Isso é difícil, minha equipe tem os melhores do Brasil, você acha que está mesmo na altura deles?
- Acho, acho que sim, pelo menos não vai faltar dedicação para me equiparar
- Amanhã eu tenho um cliente para visitar, não é um cliente grande, é um desafio muito simples, aqui estão os dados dele com a gente, e ele pretende encerrar o contrato conosco, se você conseguir convencê-lo a continuar apresentando números, eu te dou a oportunidade que você quer, mas se não conseguir, será sua despedida da empresa, combinado?
- Combinado!
Peguei os papéis saindo de lá disposta a estudar esse cliente como se fosse a coisa mais importante da minha vida, em casa eu relia todos os dados enquanto Márcio bebia uma cerveja e debochava:
- Para de se matar por empresa, o trabalho não pode entrar em casa, ele te deu um cliente ruim justamente pra você não conseguir, esses caras só sobem quem dá a buceta pra eles.
Eu tentei ignorar, mas ele falou a noite inteira e isso me desconcentrava, na manhã seguinte assumi meu posto de trabalho normalmente, por volta das 10h Felipe me ligou.
- Vamos visitar o cliente?
- Sim, sr. Monteiro
- Venha na minha sala
Subi, quando entrei ele estava vestido um terno impecável, na medida, ajeitando a gravata e dizendo:
- Qual carro você tem?
- Eu não tenho carro, eu venho de ônibus
- Já é habilitada pelo menos?
- Não senhor
- Você não é tão ambiciosa quanto eu pensava, vamos no meu
- Para onde vamos? Digo... pro endereço do cliente? Achei que ele viria aqui
- Não, nenhum cliente visita esse prédio, aqui é restrito somente a nós, agora vamos.
- Mas, sr. Monteiro...
- Me chame de Felipe, ou sr. Felipe, mas prefiro apenas Felipe
- Certo, Felipe. O cliente fica a umas 2 horas daqui.
- E isso é um problema para você?
- Não, é que, vou ficar 4h em seu carro? Com o senhor?
- Sim, não se preocupe, eu dirijo bem, vou te trazer inteira.
O que me preocupava não era um acidente, mas eu me sentia acanhada em estar sozinha com o diretor financeiro da empresa, mas fui mesmo assim, Felipe tinha uma Trailblazer preta, luxuosa, conforme dirigimos eu puxei assunto:
- O senhor parece tão novo pra esse cargo
- Eu entrei aqui com 16 anos, o Sr. Medeiros abriu as portas pra mim e eu virei seu braço direito
- Quem é sr. Medeiros?
- O diretor da filial
- Ah sim, seu carro é muito bonito, um dia, quando eu virar analista vou comprar um sandero pelo menos
- Eu não pensaria assim, eu não gosto desse carro, eu prefiro carros sedans, mais clássicos, mas nossa imagem para visitar um cliente tem que ser de alguém que venceu na vida, um sandero visitando uma multinacional não transmite muita coisa
- Mas eu vou ficar visitando clientes? Achei que eu ficaria no escritório
- A vaga que eu tenho pra você vai exigir isso de você, você é do departamento de cobranças, e eu não tenho vagas abertas para analistas, como te disse, minha equipe é a melhor de todas
- E qual vaga você... digo, o senhor, tem pra mim?
- Minha auxiliar. O meu auxiliar se demitiu semana passada, não estava conseguindo acompanhar o ritmo das viagens.
- Viagens? O senhor viaja muito por São Paulo?
Ele apenas sorriu, como quem desdenhava da minha pergunta, durante o percurso eu evitava qualquer coisa amadora, não mexia no celular, não fazia perguntas sobre a vida pessoal dele, pelo menos não até seu celular tocar, a tela acendeu com um contato escrito "amor", ele atendeu:
- Oi, amor! Sim, pode comprar... não, geladeira agora não. O que? Não... tá bom, quando eu chegar vemos isso juntos. Tá, tá... te amo, beijos.
Ele desligou.
- Sua esposa parecia bem feliz
- Não é minha esposa, não por enquanto, é minha noiva
- A... entendi
- Você é casada?
- Sou, sou sim
- Seu marido é da área financeira também?
- Não, ele é policial militar
- Olha só! Bacana hein?! Aposto que ele é um cara gente boa
- Na verdade não, ele é rabugento, briguento, e ele... ele...
- Ele o que?
- Nada não, a gente se conheceu ontem e eu já to desabafando problemas do meu casamento
- Pode falar, é sempre bom desabafar, quem me dera se eu pudesse desabafar metade dos meus problemas
- Eu imagino que um homem como você saiba lidar com tudo
- Quase tudo, quase tudo... mas e então, você falava do seu marido.
- Ah sim, ele me trata mal às vezes, já peguei conversas dele com outras, não sou de ficar investigando, mas tenho certeza que ele me trai, de certa forma ele é bom pra mim, e eu o amo, e sei que se eu inventar de separar ele pode não aceitar muito bem
- Perigoso isso... um cara que não aceita uma separação pode fazer besteira com a cabeça quente, se isso tiver sendo um problema pra você, procura acolhimento, conversa com alguém... ele te bate?
- Não, não... só me trata como se eu fosse uma idiota
- É mesmo? E vocês moram onde?
- Em Cajamar
- Condomínio?
- Não... uma casa comum que a gente alugou
- E você vem de ônibus de Cajamar pra Campinas todos os dias?
- Sim... eu gosto muito de trabalhar aqui
- Entendi.
Senti que as perguntas dele estavam sendo um teste, chegamos no cliente, um gordo mal encarado que nem deu atenção para os dados que passei, eu me sentia trêmula, insegura para falar, mas tentei através da simpatia convencê-lo a não encerrar o contrato, mas não deu certo, ele não se convenceu, entrei no carro de Felipe segurando as lágrimas, me lembrando exatamente dele ter dito que se eu não fechasse o contrato poderia me despedir da empresa.
No carro, ele permanecia em silêncio, eu não consegui esconder minha frustração, mesmo sendo forte uma lágrima escorreu do meu olho, ele viu de canto de olho e me disse:
- Está desapontada, né?
- Sim, ele nem ouviu minhas propostas, estava decidido a não renovar o contrato
- Ele foi bem chato mesmo
Pensei muito, e me lembrei das palavras de Márcio: "Só sobe de cargo quem dá pros chefes", e assim, com um misto de frustração de ter tido a oportunidade que eu sempre quis e nada ter dado certo, eu timidamente desabotoei o primeiro botão da minha camisa social e sem olhar para o Felipe, com vergonha, perguntei baixinho:
- Tem alguma coisa que eu possa fazer pra ficar com a vaga?
- A vaga é sua
- Oi?
- Pode abotoar essa camisa, você é uma mulher casada, se comporte.
- É que eu pensei que... como você tinha dito que... que se eu não fechasse o contrato eu teria que me despedir da empresa...
- Aí você pensou que se oferecer pra mim te daria uma vaga? Você acha que eu sou esse tipo de chefe?
- Não, não, me desculpe sr. Felipe, eu não quis te aborrecer, eu só pensei por um instante que... olha, me desculpe, meu marido disse que nessa empresa só sobe de cargo quem dá pros chefes
- Seu marido tá muito enganado na visão dele, não é porque ele não tem caráter que outras pessoas não devem ter
- Certo... mas o que te fez mudar de ideia sobre a vaga?
- O cliente já não estava afim de fechar, só pela forma que nos recebeu, e mesmo assim você não se abalou, explicou, tentou contornar a situação e ofereceu soluções, eu gostei do que vi, você tem um futuro bom aqui, só precisa ser lapidada
- Obrigada, obrigada mesmo sr. Felipe! Não querendo ser indelicada mas atualmente, meu salário na empresa é de R$ 2.200,00, subindo para sua auxiliar, quanto é o salário?
- No caso, não se chama auxiliar, o termo correto é assistente de CFO, o salário é de R$ 9.000,00, fora os benefícios e alguns ganhos com viagens.
- No-nove mil?
- Sim
- Nossa, eu não estava esperando por isso!
- Só vou te exigir cinco coisas...
- Sim, claro
- Primeiro, tire sua CNH, segundo, compre um carro bom e bonito, mas com os pés no chão, terceiro, não me decepcione, estou confiando em você, e quarto, treine seu inglês
- Sim, farei tudo isso, mas... você disse que eram cinco coisas
- Nunca tente me comprar com seu corpo, se um dia acontecer, vai ser por vontade dos dois, não por um interesse corporativo
Eu senti meu rosto corar.
- Sim, entendi, e me desculpa pela forma que eu me insinuei a você...
Felipe entrou em algumas ruas e eu percebi que não estávamos indo para a empresa, senti um arrepio, pensando que ele iria parar o carro em algum lugar e tentar algo comigo, fiquei com vontade e molhada pela adrenalina, e perguntei:
- Onde estamos indo?
- Não almoçamos ainda, vamos comer algo, tem um restaurante bom aqui
- Ah sim
Chegamos a um restaurante maravilhoso onde almocei com ele, conversamos muito, rimos, e eu me sentia mais leve, Felipe tinha uma presença masculina que me encantava, meu marido, Márcio, também tinha essa presença, mas diferente de Felipe, só pra você entender o que estou tentando dizer, Márcio era alto, 1,98, moreno, careca, peito peludo, poucas palavras, bebia sua cerveja sem querer ser incomodado, e suas palavras saiam sempre como se fossem ordens, Felipe era alto, 1,89, branco, "lisinho", calmo, mas aquele tipo de pessoa que conversa sobre tudo. Após o almoço voltamos para a empresa e foi um dia de integração, assumi uma bancada sozinha, na frente da sala de Felipe, abri os e-mails para compreender tudo que eu precisava fazer, e claro, o trabalho era um desafio mais difícil, mas ele tirava todas minhas dúvidas com paciência.
Quando cheguei em casa, contei empolgada para Márcio:
- Consegui a vaga!
- O cliente fechou o contrato? Quem diria!
- Não, o cliente não fechou, mas o meu chefe me deu a vaga mesmo assim.
- Como? Seu chefe é um tarado!
- Não amor, ele não fez nada, não deu em cima de mim... só viu potencial
- Sei bem o que ele viu!
- Tem mais, o salário é muito maior, 9 mil
- Nove mil? E você ainda não tá enxergando maldade nesse cara? É ingênua mesmo!
- Ele tá noivo, fora que ele deve ganhar muito bem, jamais olharia pra mim
- Você que pensa, esses caras que tem dinheiro adoram baixa renda como você
- Baixa renda? Isso é um insulto?
- Você entendeu o que eu quis dizer, se afasta desse cara, ou eu vou tomar minhas providências
- Que providências?
- Não queira saber.
Eu ignorei aquilo, era como se Márcio estivesse torcendo contra mim, no começo foi corrido, mas logo me adaptei, tirei minha CNH e comprei um Creta, Márcio estava brigando comigo cada vez mais por causa da minha "independência" e por estar ganhando mais que ele, segundo ele, ele ficava o dia todo correndo risco de vida e eu ficava apenas debaixo do ar-condicionado sendo paparicada pelo chefe, mas isso iria piorar, certo dia cheguei na empresa e Felipe me chamou em sua sala.
- Nayara, o sr. Medeiros me passou um cliente, precisamos viajar, eu vou precisar que você corra atrás do seu visto americano para trabalho, temos 40 dias pra isso, se precisar sair no meio da semana para resolver isso, resolva.
- Viajar para os Estados Unidos? Com o senhor?
- Sim... vamos ficar hospedados em Austin, estamos abrindo uma unidade lá, e vamos treinar as equipes, ficaremos 30 dias fora.
- 30 dias? Sr. Felipe... isso é...
- Me chame só de Felipe, passamos o dia todo juntos, não precisamos dessa formalidade desnecessária
- Felipe, trinta dias, viajando com o senhor, para outro país, é muito tempo, meu marido tem ciúmes de você e isso vai me dar um problema enorme no meu casamento
- Diga que vai viajar com a Edna então, seu marido vai estragar sua carreira
- Eu até entendo ele, 30 dias com outro homem...
- Ele não confia em você?
- Confia, claro que confia, ele não confia no senhor
- Nayara... se eu quisesse te foder, teria fodido no meu carro no dia que você abriu sua camisa, seu marido é um doente.
- Eu tenho medo dele pensar alguma coisa e decidir fazer uma besteira
- Bom, eu não posso deixar de viajar por ciúmes doentio, se seu marido não confia em você, sugiro te transferir ou até mesmo te colocar como analista
- Não! Não pense nisso, eu vou viajar sim, conte comigo.
Demorei alguns dias para falar da viagem com Márcio, e então, o abordei:
- Amor, a empresa vai abrir uma unidade nos Estados Unidos e querem que eu vá...
- Você não vai
- Mas amor... é uma oportunidade única, eu quero muito ir e se eu não for vai ficar cha...
- Você não vai, já disse.
Márcio tornou tudo mais difícil, não falei nem que era com o Felipe, ele simplesmente não quis me ouvir, no dia seguinte, eu estava trabalhando, cansada, e de repente o Felipe me chama.
- Oi?
- Seu marido está na portaria, querendo subir, dizendo que precisa falar com você
- Nossa! Ele não me falou que viria, estranho.
- Desça lá, não vou autorizar ele subir.
- Tá, me desculpe por isso
Desci com a pele queimando de vergonha, quando cheguei vi Márcio encarando dois seguranças da empresa, com um sorriso debochado dizendo: "Sabe quem sou eu?"
- Márcio?
- Oi, por que não deixaram eu subir?
- Tá doido? Aqui é uma empresa séria.
- Só quero conversar com seu chefinho, deixar as coisas claras com ele
- Márcio, por favor, você vai fazer eu perder meu emprego!
- Foda-se, se ele tá achando que vai ficar 30 dias com minha mulher tá enganado.
- Márcio... vai embora por favor.
- Deixa ele ficar - interrompeu o Felipe.
Eu: Sr. Felipe... desculpa, eu tava conversando com meu esposo para...
Márcio: Ele que é seu chefe? Eu pensei em encontrar um velho tarado!
Felipe: Sim, eu sou o chefe dela, o que tá causando esse transtorno todo aqui?
Márcio: É o seguinte... minha mulher não vai viajar com você, se você é um pervertido que pensa que vai levar a Nayara pra uma viagem com desculpinha de que é normas da empresa, você tá muito enganado.
Felipe: Certo... não vou mais levar ela, vou respeitar sua insegurança
Márcio: Tá de brincadeira comigo? Insegurança? Me respeita, caralho.
Márcio levantou a camisa mostrando o revólver na cintura para intimidar o Felipe, o que ele não esperava era Felipe rir e dizer:
- Tenho um mais novo do que esse
Márcio: Pode arrumar a demissão da Nayara, com você ela não trabalha mais.
Felipe: Me acompanha até minha sala, Márcio
Eu: Sr. Felipe, não é necessário...
Felipe: Relaxa, quero mostrar pro seu esposo como são as coisas por aqui
Subimos o elevador, eu sentia que a qualquer momento os dois iriam sair no soco na minha frente, e eu não seria capaz de separar dois homens grandes se socando, Felipe passou em minha mesa e disse:
- Sua mulher trabalha aqui, sozinha, o dia todo, quando eu preciso falar com ela é pelo ramal, entre aqui...
Entramos na sala dele, Felipe apontou para diversas câmeras e disse:
- As imagens daqui são acompanhas em tempo real, aqui eu mexo com milhões, a empresa me vigia mais do que você possa imaginar, qualquer ação errada minha aqui custará caro, por isso fique tranquilo, Márcio, a última coisa que eu faria é me envolver com uma funcionária
Márcio: E você quer me convencer só por porra de câmera?
Felipe: É o que eu tenho a oferecer, sua esposa é uma ótima assistente, e sobre a viagem, a política da empresa é que sejam sempre quartos separados quando vão pessoas de sexo oposto, aí vai da sua confiança, eu não posso tentar ficar lhe convencendo de nada
Márcio: Certo... certo... vou confiar, mas se eu descobrir que você, ou qualquer um encostou o dedo nela, eu acabo com a vida de vocês, e dela junto, entendeu?
Felipe: Não tente me intimidar, eu não vou me dobrar só por uma ameaça, ou você permite sua esposa trabalhar aqui, ou os dois podem juntos deixar a minha sala agora mesmo.
Márcio me olhou firme, me intimidando:
- To de olho em você, se eu descobrir qualquer coisa errada, você morre!
Eu engoli aquela ameaça, sem responder, era a primeira vez que ele falava assim comigo, ele virou as costas e saiu.
- Felipe, perdão, isso não vai se repetir, nunca mais
- Eu sei que não
- Pode ficar tranquilo, eu vou com o senhor na viagem
- Agora mais do que nunca eu quero que você vá
- O senhor não se sentiu intimidado?
- Com isso aí? Não... só vi um policial desequilibrado, isso não me põe medo.
- Você foi doido de enfrentar um homem armado assim
- Eu também ando armado, a diferença está no preparo psicológico
- O senhor... armado?
- Sim
- Mentira. Deixa eu ver sua pistola? Digo, a arma, a arma
Felipe riu, se levantou e levantou a cintura, mostrando que realmente estava armado, aquilo me deu um certo tesão, e acho que ele percebeu.
Pois bem, o clima em casa estava indo de mal a pior, e conforme se aproximava a data da viagem, Márcio ficava cada vez mais insuportável, isso até eu descobrir em seu celular vídeos dele com outra, transando de farda e tudo, eu o confrontei e recebi um:
- A vida todo sabe que eu te traí, vai fazer drama agora? Se foder viu! Além de eu me expor o dia todo pra pegar vagabundo, não posso espairecer a mente.
Ele não se importava, e nem fazia questão de esconder, e isso me fez se sentir totalmente desvalorizada, como se eu fosse obrigada a aceitar tudo que ele fazia.
Uma semana antes da viagem, notei Felipe mais calado, com o semblante mais fechado, por alguns dias eu ignorei achando que fosse algum problema pessoal, mas aquilo começou a me incomodar pensando que ele estava me destratando pelo que aconteceu, então, após o expediente, entrei em sua sala, Felipe estava com a camisa aberta nos primeiros botões, as mangas dobradas, a luz apagada, com a sala iluminada apenas por uma luminária amarela.
- Felipe?
- Oi, Nayara
- Tá tudo bem?
- Sim, está, posso ajudar em alguma coisa?
- Eu tenho percebido você mais sério esses dias... tá acontecendo alguma coisa? É por causa do que aconteceu?
- Não é por isso não, meu noivado tá cada dia mais estressante, eu descobri que minha noiva está grávida...
- Que notícia ótima! Meus parabéns
- Eu ficaria feliz, se isso não estivesse me cheirando a mentira
- E por que ela mentiria nisso?
- Eu já terminei o noivado, e ela me apareceu com essa notícia de gravidez a alguns meses, mas não tem um ultrassom, eu falo de leva-la para fazer um ultrassom e ela chora, dizendo que estou desconfiando da sua palavra, meu medo está sendo ela inventar que perdeu, acho que ela está fazendo joguinhos emocionais comigo
- Nossa, que situação delicada. Mas com que motivação ela faria isso?
- Dinheiro, por dinheiro as pessoas fazem de tudo
- É... você tem razão, bom, se serve de consolo, meu casamento tá um lixo também, o Márcio confessou que me traí e eu não posso fazer nada
- Você pode se separar dele
- Eu tenho medo dele fazer alguma coisa... sei lá, mas não to feliz
- É... não estamos
Eu o olhei, e pela primeira vez vi que podia fazer algo, não por vingança do Márcio, não pelo momento do Felipe, mas por querer me sentir desejada, e então, fiz sem pensar, toquei levemente seu braço num carinho e olhei em seus olhos, ele entendeu imediatamente, segurou minha mão com carinho, beijou e disse:
- Aqui não...
Eu só abaixei a cabeça sorrindo, Felipe não me rejeitou, só disse que não era o lugar apropriado, mas eu precisava ir embora, e então, no dia da viagem, Márcio fez questão de me levar ao aeroporto, e ainda passar novamente as "instruções" ao Felipe, desta vez, Felipe ouviu e concordou com tudo, sem responder com grosseria, Márcio ficou se sentindo, mas eu percebi que Felipe só estava ligando o "foda-se". Embarcamos, a conversa foi tranquila, totalmente profissional, fizemos uma conexão e enfim quando chegamos em Austin nos hospedamos em um hotel, Felipe pegou apenas uma chave, e eu imaginava ser tipo um apartamento com dois quartos, para minha surpresa era apenas um quarto, com duas camas grandes de casal e uma tv ao centro, mas tudo bem bonito.
- Eu pensei que as normas da empresa eram quartos separados
- O importante é seu marido pensar do mesmo jeito
Eu abri um sorriso safado, de quem sabia que a qualquer momento eu teria aquele homem, e passei a deseja-lo como se eu estivesse na missão de fazê-lo gozar.
O dia passou tranquilo, nenhuma brincadeira de duplo sentido, nenhum toque, apenas respeito, mas Felipe se faz de bobo, ele foi tomar um banho para dormir, e saiu apenas de cueca, e se deitou, eu observei cada detalhe do seu corpo, vendo que o volume na cueca era chamativo...
Felipe: Tá calor aqui, será que o ar condicionado tá funcionando?
- Tá quente, né? Chefinho.
- É...
- Eu vou tomar um banho também, para ver se... se abaixa minha temperatura
Fui, e decidi devolver a provocação, eu estava tímida, mas saí do banheiro confiante, apenas de calcinha e sutiã, e me deitei, senti Felipe olhando minha bunda enquanto eu passava por ele.
Quando me deitei ele disse:
- Já somos grandinhos pra termos esses joguinhos né?
- Que joguinhos, chefe?
- Vai me tratar como chefe aqui?
- O que você é meu, além de chefe?
Ele se levantou, eu suspirava vendo ele vir em minha direção, ele parou na minha frente, olhou em meus olhos e disse:
- Vou te fazer ter um mês de paz! Longe do inferno que você tá vivendo.
Ele se aproximou e nos beijamos lentamente, um beijo calmo, gostoso, mas cheio de vontades, nossas peles se encostavam quentes, como se o proibido fizesse tudo ficar mais gostoso ainda.
Enquanto nos beijávamos, Felipe soltou a alça do meu sutiã, agarrou meus peitos e os pôs na boca, eu já gemia em sentir sua mão grande em mim, comecei a acariciar seu volume duro pela cueca, sentindo que ele era enorme, ele desceu, puxou minha calcinha para o lado e começou a me chupar enquanto metia os dedos em mim, eu me contorcia, era a primeira vez em anos que outro homem tocava em meu corpo.
Depois de longos minutos me chupando, Felipe enfim tirou a cueca, mostrando uma rola imponente, enorme, uns 26cm, cabeça grande e roxa, apontou em meu rosto e eu ainda bem acanhada comecei a chupá-lo, o segurando, sentindo toda sua grossura e as veias pulsando em minha mão, enquanto eu o chupava ele jogou a cabeça para trás, gemendo baixo, eu aumentava o ritmo, e então, meu celular vibrou, chamada de vídeo de Márcio.
Felipe entrou no banheiro e eu atendi.
Márcio: Tá sem sutiã?
Eu: Sim, acabei de sair do banho
Márcio: E não se vestiu ainda por que?
Eu: Eu ia me vestir agora, mas você me ligou e eu decidi atender rápido pra não dar tempo de você imaginar alguma coisa
Márcio: Hum, tá sozinha?
Eu: Sim amor, to, um quarto enorme só pra mim, quer ver?
Márcio: Não, quero ver é esses seus peitos, mostra pra mim
Mostrei, Márcio começou a falar putaria e a se punhetar em chamada me olhando.
- Desce pra bucetinha, deixa eu ver.
Mostrei, enfiando os dedinhos enquanto torcia pra ele desligar logo para eu terminar o que comecei. Felipe abriu a porta do banheiro devagar, e fechou com cuidado, parou nos pés da cama assistindo eu me exibir para Márcio, eu comecei a me exibir com mais vontade, abria minha bucetinha e colocava os dedos com vontade, me exibindo para o Felipe, enquanto Márcio pensava ser pra ele.
Márcio: - Apoia o celular em algum móvel aí, quero ver seu cuzinho
Felipe sorriu e fez sinal pra eu entregar o celular na mão dele, entreguei com um certo receio, mas ele tomou cuidado em não aparecer, tremer ou respirar forte, me virei e Márcio ditava ordens:
- Isso, abre a bundinha! Caralho! Que saudade desse cuzinho, mete o dedo no cuzinho, isso filha da puta!
Eu fazia com vontade, e gemia, sabendo que Felipe estava ali vendo tudo, Márcio gemeu alto, gozando, falei com ele por mais alguns minutos e enfim desliguei.
Olhei pro Felipe sorrindo, e nos beijamos de novo, ele se posicionou entre minhas pernas e entrou, seu pau me preenchia toda, o ritmo era gostoso, o som das estocadas ecoavam o quarto, Felipe gemia gostoso enquanto eu suava e gemia fino, sofrendo com o tamanho da rola do meu chefe, ele fodia muito bem, me dominando sem muito esforço, pegou em meu pescoço apertando levemente.
Depois de alguns minutos, Felipe se deitou, eu segurei aquela rola grande guiando para dentro de mim, e cavalguei por longos minutos, beijando a boquinha gostosa do meu chefinho, ele abria minha bunda e então disse:
- Será que você aguenta nesse cuzinho mesmo?
Eu sorri, desencaixando o pau dele da minha buceta e coloquei no cuzinho, sentei devagar, com dor, gemendo e tremendo, mas sem desistir, até lacear, comecei a descer mais rápido suando frio, mas quando acostumei sentei igual uma puta, gemendo muito, Felipe delirava de prazer, e assim ficamos até ele encher meu cuzinho de porra.
Eu e ele transamos quase todos os dias desta viagem, fizemos vários vídeos, foi realmente um mês em que a vida se tornou mais gostosa, mas era tempo de voltar pra realidade.
Quando desembarcamos, Márcio me esperava no aeroporto, me beijou e quando entrei no carro ele disse:
- Seu chefe te tratou bem?
- Sim amor.
- Ele fez alguma gracinha?
- Não, ele manteve distância de mim, acho que ficou com medo de você
- Ele entendeu direitinho meu recado.
Fomos embora pra casa, e eu estava decidida a virar não só uma assistente financeira pro Felipe, mas uma assistente do sexo.
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