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Lar Moreau - o necrotério

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John Snow

Quais seriam os limites morais para uma família profana?

Guilherme trabalhava há apenas duas semanas como auxiliar administrativo do necrotério municipal — um emprego que Helena arranjara através de contatos questionáveis. O lugar era subterrâneo, frio, silencioso exceto pelo zumbido das câmaras refrigeradas. E naquela madrugada de sábado, quando o plantão noturno terminara e o legista partira, ele possuía as chaves.

Valentina apareceu às três da manhã, vestindo apenas um sobretudo de couro preto por cima da pele nua. Seus seios — sempre cheios agora, permanentemente lactantes — estavam presos por nada além de fitas adesivas cruzadas sobre os mamilos, que já manchavam o tecido escuro de leite.

— Trouxe companhia — ela sussurrou, abrindo o sobretudo para revelar Bianca agachada, também nua, uma coleira de couro em seu pescoço.

Guilherme sentiu o sangue correr para seu pau imediatamente. Ele as conduziu através dos corredores de aço, passando por portas de onde vinha o cheiro de formol e congelamento, até a sala principal. O espaço era branco, iluminado por luzes frias de necrotério, e no centro estava a mesa de autópsia — aço inoxidável, com canaletas para drenagem e alças nas extremidades.

Sobre a mesa, coberto por um lençol branco até a cintura, estava o corpo de um homem jovem que chegara naquela noite. Acidente de moto. Rosto intacto, quase sereno. Os olhos fechados pareciam dormir.

— Deite-se com ele — Guilherme ordenou, sua voz estranhamente autoritária naquele espaço sagrado de morte.

Valentina não hesitou. Ela subiu na mesa, posicionando-se ao lado do cadáver, seu corpo quente contrastando com a palidez da carne morta. Ela puxou o lençol, expondo o torso do homem — peito musculoso, mas frio, sem pulso. Sua mão desceu, encontrando o pênis flácido, morto, e o segurou enquanto olhava para o irmão.

— Ele está morto — ela constatou, sua voz ecoando nas paredes de azulejos. — Mas eu estou viva. Me fode enquanto eu seguro o morto, Gui. Quero sentir sua vida entrando em mim ao lado de alguém que não sente mais nada.

Bianca gemeu, já tocando-se no canto da sala, observando. Valentina abriu as pernas na mesa de autópsia, sua vagina escorrendo excitação sobre o aço frio, misturando-se à água esterilizada que ainda restava. Guilherme penetrou-a ali, em pé ao lado da mesa, enquanto a irmã segurava o pênis flácido do cadáver com uma mão e o pescoço de Guilherme com a outra, puxando-o para um beijo profano.

— Mais forte — ela ordenava, o som de suas coxas batendo no aço ecoando como batimentos cardíacos no silêncio. — Goza em mim sobre o morto. Deixa sua porra escorrer para as canaletas junto com o sangue dele.

O lençol escorregou. O cadáver ficou completamente exposto, nu, enquanto Guilherme fodia sua irmã violentamente ao lado dele. Valentina arqueou as costas, seus seios balançando, jatos de leite espirrando sobre o rosto do morto — profanando-o, fertilizando-o com vida em um ato de pura devassidão.

— Estou gozando — Guilherme grunhiu, suas unhas cravando nos quadris de Valentina, deixando marcas vermelhas que sangrariam.

— Dentro — ela implorou. — Insemina-me aqui. Quero ficar grávida de novo ao lado de um cadáver. Quero que essa mesa lembre o cheiro da sua porra misturada à morte.

Ele pulsou, liberando-se em jatos quentes dentro dela, enquanto Bianca, dominada pela cena, gozava no chão de azulejos, seu próprio fluido escorrendo entre as juntas do piso frio.

Quando terminaram, Valentina desceu da mesa lentamente. Ela olhou para o cadáver, agora manchado de leite e respingos de seus fluidos, e sorriu.

— Ele teve uma morte solitária — ela sussurrou, ajeitando o lençol de volta sobre o corpo. — Mas nós demos a ele uma companhia final. Uma família perversa o acompanhou até o fim.

Guilherme trancou a porta do necrotério, deixando o cadáver ali, agora impregnado de vida de forma mais íntima do que qualquer legista poderia imaginar. E as três saíram para a noite, deixando para trás apenas o cheiro de sexo e morte, indistinguíveis um do outro naquela escuridão subterrânea.

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