Hora marcada
barbeiro é chupado no café - Em certo momento senti seu corpo encostar no meu braço. Durou pouco e ele mudou de posição. Pouco depois, o senti novamente.
Eu estava voltando para casa de carro e olhei no retrovisor: minha barba precisava de um acerto e eu teria uma reunião no dia seguinte pela manhã e não queria parecer desleixado. Dobrei uma rua e mais uma e passei em frente a uma barbearia que eu não conhecia. Resolvi descer e ver se podiam me atender.
O barbeiro me disse que um cliente tinha desmarcado o horário e estava livre. O salão tinha três cadeiras e duas delas estavam ocupadas com atendimentos. Sorri, agradeci e ele me levou até sua cadeira. Tinha em torno de uns 27 anos, moreno simpático, corpo rijo sem ser bombado, cara educado. Eu tenho 32, gerente de contas de uma agência, também moreno e acho que bem conservado com meu pilates. Sou gay, mas discretíssimo, e passo fácil como hetero.
Expliquei como queria o corte e a barba. Ele começou o serviço e eu, de canto de olho, não deixava de reparar em suas coxas agarradas na calça social, as mãos grandes, a atitude compenetrada no corte, que irradiava confiança e competência no que fazia.
Em certo momento senti seu corpo encostar no meu braço. Durou pouco e ele mudou de posição. Pouco depois, o senti novamente e por um tempo maior. Eu fiquei sem saber se era intencional ou não, mas não pude deixar de sentir seu pau ali no meu cotovelo. Não estava duro, mas era quentinho. Algo se moveu dentro de mim: “... caraca, será que esse cara tá querendo alguma coisa”. Olhei pelo espelho e ele continuava compenetrado, como se nada tivesse acontecido. Deixei quieto, achando que era imaginação minha.
Quando ele mudou de lado, novamente a aproximação aconteceu. Só que agora eu tive certeza de que não era coincidência, pois ele ficou mais tempo. O pau era quente, estava mole, mas eu passei a ter certeza de que ele estava me testando. “Você gosta curto ou comprido”, ele perguntou. Hesitei em responder, meio confuso se a pergunta era sobre o cabelo ou o pau... rs. Ele me olhou pelo espelho com um leve sorriso e respondi que podia ser médio. Só que ele continuava encostado em meu braço e senti claramente seu membro dar uma pulsada. “Ótimo”, ele disse.
Terminado o cabelo, ele passou para a barba e, hora ou outra, ele acabava se encostando em mim. “Você tem uma boca linda, vamos deixar esses lábios bem contornados, não é?” Eu sorri e fiquei esperando pelo resultado. As vezes eu sentia seus dedos escorregarem pelos meus lábios, sempre naquela postura que poderia ser apenas coincidência de seu trabalho com a navalha. Quando acabou ele me disse “vamos tomar um café”, me indicando um pequeno corredor no fundo da barbearia.
Sobre uma pia, a máquina aquecia a água trocamos algumas palavras, os nomes, aquele papo de sondar quem era quem. Enquanto tomávamos o café ele deu uma generosa pegada na rola e me encarou. Eu sorri e ele jogou a cabeça me indicando uma porta ao lado, na qual entrou. Fiquei meio sem saber o que fazer, olhei para o salão, mas fui atrás. Era um banheiro pequeno e ele já estava abrindo o zíper e tirando o pau pra fora. Encostei a porta, me abaixei e senti o odor de pica invadir minhas narinas. Um pouco torto pra direita, mas um lindo pau rosado e duro, médio, carnudo e com veias explodindo. Olhei pra ele e abocanhei a cabeça, sugando ternamente. Ele jogou a cabeça pra trás e quase grunhiu. Trabalhei com a língua, deixando a cabeça muito babada. Ele suspirava forte e me olhava incentivando.
Dei uma leve mordida no centro da rola e percebi que ele teve outro pequeno orgasmo, pois ela cresceu e endureceu no seu ponto máximo, soltando líquido em minha língua. Ele enfiou de vez aquele cacete delicioso nos meus lábios e, em movimentos ritmados, fodeu minha boca por alguns instantes. Até jorrar uma primeira golfada de porra, e mais outra, e mais outra, todas amparadas pela minha língua voraz.
Arfou diversas vezes, pois além do esforço havia a tensão de sermos descobertos ali no banheirinho. Ele se recompôs apressado, fechou o cinto e saiu. Eu estava no auge da excitação, mas ali não era nem a hora nem o local pra me aliviar também. Segurei a onda, lavei a boca e me dirigi para o caixa, na entrada do salão. Aparentemente, ninguém percebeu nada do que tinha rolado.
Ele fez a cobrança e me entregou um cartãozinho comercial, escrevendo atrás Miguel e um número de telefone particular. “Me liga, quando quiser marcar” completou com um belo sorriso de agradecimento.
Era quarta feira e no caminho de volta pra casa minha cabeça ficou caraminholando coisas. Como aquilo tudo aconteceu? Tão inesperado, tão intenso, uma sincronia impressionante de desejos de lado a lado, pois sou tarado em chupar uma rola. Era visível que tinha rolado uma sintonia entre a gente, mas éramos dois estanhos, eu nada sabia sobre ele.
Na sexta feira saí com um colega e contei pra ele o acontecido. Ele deu força e disse que eu deveria investir, pra ver até onde poderia seguir ou, então, desistir de vez e parar de ficar fantasiando. No sábado resolvi ligar para Miguel. Ele se disse surpreso, não esperava tão cedo, mas que gostaria de me encontrar mais tarde. Marcamos em uma padaria que eu já conhecia perto da barbearia e a conversa foi muito boa. Miguel me disse que tava saindo com uma menina, mas ela era ruim de boquete, a coisa que ele mais adorava no sexo.
A coisa terminou no ap dele logo depois. Os dois nus, pude explorar o corpo gostoso do barbeiro, e ele o meu. Deitados na cama iniciei uma chupada demorada, suculenta, explorando as bolas, as coxas e toda a extensão de sua rola. Que pulsava sem parar, soltando gota a gota o doce mel do pré gozo, ávida em explorar minha garganta em movimentos que me levavam ao delírio. Foi uma sessão longa, cada um segurando o gozo. “Quero te aproveitar ao máximo, boca tesuda do caralho ... muito melhor do que muita mina por aí”. Segurava minha cabeça e metia, quase me sufocava, com seu gosto de macho gostoso, seu cheiro de pica em êxtase, sua ânsia de gozar até o fim aquele encontro de tesão.
Pra resumir. Passamos a nos encontrar uma ou duas vezes na semana, sempre com tesão crescente, já faz uns quatro meses. Ele às vezes sai com garotas aos sábados, mas já disse mais de uma vez que minha boca e meu cu são dele e não vai deixar mais ninguém pôr a mão. Assim espero.
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