Robson e um cafajeste chamado Nando
Robson está prestes a perder a virgindade, mal sabe que Nando é especialista em tirar as pregas dos outros.
O silêncio da biblioteca municipal era o único refúgio que Robson tinha na semana, mas, naquele dia, o silêncio parecia prestes a quebrar. Ele estava bem na mesa dos fundos, quase escondido pelas prateleiras de ficção científica, totalmente focado num livrão grosso de capa dura. Estava no meio de um capítulo tenso de um cyberpunk antigo, passando o dedo na borda da página antes de virar, concentrado.
Até que o barulho de uma cadeira arrastando bem na sua frente o tirou do prumo.
Robson piscou, tirando os olhos do papel por um segundo, e deu de cara com um rapaz que parecia ter errado de universo. Jaqueta de couro preta, postura totalmente relaxada e um jeito de quem não abria um livro há anos. O cara segurou o olhar de Robson e deu um sorrisinho de canto de boca que fez o estômago do nerd dar uma reviravolta estranha. Robson disfarçou rápido, voltando os olhos pro livro, mas o foco já tinha ido pro espaço.
Passaram uns dez minutos, e Robson não conseguia ler mais nenhuma linha direito. Ele sentia o peso do olhar do cara do outro lado da mesa. Os olhos dele davam aquela fugida inevitável por cima das páginas, tentando sacar quem era aquele cara bonitão e safado que tinha colado ali na mesa dele.
De repente, o cara fechou o livro dele com um estalo suave. Robson congelou quando viu o rapaz jogar o corpo um pouco para a frente, apoiando os cotovelos na mesa, e mandar um sussurro bem na direção dele, com uma voz grossa e macia que fez os pelos do braço de Robson arrepiarem:
— Esse aí deve ser muito melhor que o meu. Você não pisca o olho faz dez minutos.
Robson deu um leve susto, sentindo as bochechas queimarem na hora. Ele deu uma ajeitada nervosa nos óculos, meio sem jeito, tentando achar a própria voz.
— Ah... é... é um clássico de ficção científica. Cyberpunk antigo — respondeu, a voz meio travada pela timidez, mas não conseguindo esconder o brilho nos olhos por estar falando do seu assunto preferido.
— Cyberpunk? — O cara deu uma inclinada na cabeça. Robson reparou que o olhar dele desceu de um jeito bem descarado para a sua boca, antes de subir de volta pros seus olhos, bem devagar. — Pior que não manjo nada de futuro, mas curto umas paradas com... tecnologia, modificação corporal. O que é que te pira tanto nisso?
O coração de Robson deu um salto. Ele engoliu em seco, completamente desarmado. Não estava nem um pouco acostumado com um cara com aquela pinta de pegador ali, focado nele, querendo saber das suas nerdices. Robson fechou o livro de leve, deixando o dedo no meio das páginas para não perder a marcação, tentando se concentrar na pergunta.
— É que fala sobre como a gente se adapta quando não tem mais barreira física — explicou, se soltando um pouquinho, embalado pelo assunto. — Como a conexão entre as pessoas fica tão forte que passa do computador direto pro corpo, pro biológico.
— Conexão forte que passa pro corpo... — O rapaz repetiu a frase bem devagar. Robson ficou hipnotizado pelo jeito que ele saboreava cada palavra.
De repente, o cara esticou o braço pela mesa e, "sem querer", encostou a ponta dos dedos nos dedos de Robson que seguravam o livro.
— Pô, isso aí me parece quase... erótico.
A faísca subiu na hora. Robson deu uma travada, o corpo todo tensionando, mas, por algum motivo, ele não conseguiu puxar a mão de volta. O olho dele deu uma arregalada e a respiração ficou curta, totalmente acelerada.
— Você... você acha? — Robson gaguejou bem baixinho, sentindo o rosto pegar fogo, completamente rendido pela proximidade daquele rosto e pelo calor do toque.
— Com certeza — o cara diminuiu ainda mais o tom de voz, deixando a conversa num tom que parecia que eles estavam fazendo algo proibido ali no meio dos livros.
Robson sentiu os dedos dele deslizarem de leve pela capa, subindo um pouquinho até encostar na pele do seu pulso. O cara estava tocando exatamente onde a artéria pulsa, e Robson teve certeza de que ele estava sentindo seu coração batendo totalmente desbocado.
— Mas me conta mais de você, Robson... É Robson, né? Dei uma espiada na sua ficha ali no balcão. Você sempre fica se escondendo aqui atrás desses mundos perfeitos, ou às vezes gosta de curtir a vida real?
Robson sentiu o pulso formigar onde os dedos de Nando continuavam tocando. A pergunta — se ele gostava de curtir a vida real — ficou ecoando na sua cabeça enquanto ele tentava processar o fato de que um cara daquele nível sabia o seu nome e estava flertando com ele na cara dura.
— Eu... eu curto a vida real — Robson blefou, a voz saindo um pouco mais aguda do que queria. Ele puxou a mão de leve, fingindo ajeitar os óculos de novo, puramente por puro nervosismo. — Só que o mundo real costuma ser bem mais sem graça que os livros.
Nando deu um risinho baixo, aquele som rouco que pareceu vibrar direto no estômago de Robson.
— Depende de com quem você anda, Robson. Se você quiser, eu posso te provar que o mundo real é bem mais interessante. Que tal a gente sair daqui agora?
O convite direto bateu como um choque. Robson olhou em volta, de repente tenso, com medo de que a bibliotecária ou qualquer outra pessoa estivesse prestando atenção neles. Era errado. Ele tinha um cronograma de leitura, tinha metas, e, além de tudo, aquele cara era um completo desconhecido que exalava o tipo de problema que Robson costumava evitar a todo custo.
— Agora? Não, não dá... Eu preciso terminar esse capítulo, e ainda tenho que entregar esse outro livro aqui no balcão — mentiu, gaguejando um pouco e fechando o calhamaço com pressa, tentando criar uma barreira física entre os dois. — Outro dia, talvez.
Nando não se deu por vencido. Pelo contrário, o jeito que Robson se esquivava parecia atiçar ainda mais o safado. Ele se levantou da cadeira sem fazer barulho, deu a volta na mesa com passos lentos e parou bem atrás da cadeira de Robson. Ele inclinou o corpo para a frente, colando quase o peito nas costas do nerd, e sussurrou bem no pé do ouvido dele, deixando o hálito quente de menta bater na pele do pescoço de Robson:
— Esquece o capítulo por hoje. Tá um calor infernal lá fora. Vamos ali na sorveteria da esquina, a gente toma uma coisa gelada e você me conta o final da história. Se você não gostar, eu juro que te devolvo intacto pra sua biblioteca. Que tal?
O contato quase físico fez Robson prender a respiração. O cheiro do perfume de Nando — algo amadeirado misturado com o couro da jaqueta — invadiu seus sentidos, nublando completamente qualquer pensamento lógico. O corpo de Robson queria dizer sim, mesmo que sua mente nerd estivesse gritando "perigo".
— Tá... Tudo bem. Só um sorvete — Robson cedeu, a voz fraca, pegando a mochila de qualquer jeito enquanto se levantava com o coração na boca.
O caminho até a sorveteria foi uma tortura deliciosa. Nando andava colado nele, às vezes roçando o ombro no dele de propósito, jogando charme a cada esquina e fazendo perguntas sobre a vida de Robson, tirando dele risadas que o próprio nerd nem sabia que tinha.
Quando pegaram os sorvetes e sentaram numa mesa bem nos fundos da sorveteria — onde a iluminação era mais baixa e o movimento era quase zero —, Robson achou que ia conseguir relaxar. Doce ilusão.
Nando tomava o dele olhando fixamente para a boca de Robson. A conversa foi ficando cada vez mais lenta, os sorvetes foram esquecidos de lado, e o clima ficou pesado de tensão sexual.
— Você limpa o canto da boca de um jeito muito sexy quando tá nervoso — Nando mandou, a queima-roupa.
Robson congelou com a colher no meio do caminho.
— Eu não tô nervoso... — mentiu.
— Ah, tá sim. Seu peito tá subindo e descendo rápido desde que a gente saiu de lá. — Nando se inclinou pela mesinha de plástico, segurou o queixo de Robson com os dedos firmes e puxou o rosto dele de leve para frente. — E eu adoro ver que o efeito que eu causo em você é exatamente o mesmo que você causa em mim.
Antes que Robson pudesse formular qualquer desculpa intelectual, Nando eliminou a distância e roubou o beijo.
A boca de Nando era quente, macia e tinha o gosto doce do sorvete. Robson deu um leve gemido de susto contra os lábios dele, mas bastou Nando pedir passagem com a língua para o nerd se entregar completamente. O beijo mudou de um "roubo" para um amasso urgente.
Nando não perdeu tempo: levantou-se e puxou Robson pela cintura, levando-o para o cantinho mais escuro, atrás de uma pilastra perto do corredor dos banheiros. Ali, o amasso ficou violento e quente. Nando colou o corpo de Robson contra a parede, uma de suas pernas se enfiando com força entre as coxas do nerd, criando uma pressão que fez Robson arfar alto.
As mãos de Nando já estavam por dentro da camisa xadrez de Robson, subindo pelas costas dele, arranhando de leve a pele quente. Robson, completamente dopado pelo tesão e esquecendo qualquer timidez, enterrou os dedos nos cabelos de Nando, puxando-o para mais perto, colando as bocas num ritmo frenético, enquanto as mãos safadas de Nando desciam e apertavam a sua bunda com força por cima do jeans, deixando claro que o sorvete era só o começo da tarde deles.
O caminho da sorveteria até a casa de Nando foi um borrão de ansiedade e desejo. Nando guiava Robson pela mão, os dedos firmemente entrelaçados, puxando-o com aquela pressa de quem sabe exatamente o que quer. A cada duas esquinas, ele parava Robson contra a parede, dava um beijo rápido e rouco, e sussurrava no seu ouvido o quanto estava louco para pegá-lo. Robson ia junto, o coração na boca, completamente dopado pelo magnetismo daquele cara. Quando entraram, a casa estava no mais completo silêncio; os pais de Nando tinham viajado, deixando o cenário livre para eles.
No quarto, Nando não perdeu o jogo de cena. Sentou na beirada da cama, tirou a jaqueta de couro e desfez o cinto com um estalo metálico. Quando libertou o membro ereto e latejando, olhou para Robson de baixo para cima com aquele olhar predatório e charmoso que tinha desde a biblioteca.
— De joelhos para mim, vai — pediu Nando, a voz macia, mas cheia de autoridade. — Quero ver se essa boquinha sabe fazer outra coisa além de falar de livro.
Robson, completamente rendido, desceu até o chão. O tamanho e o calor que vinham dali o assustavam, mas a vontade de agradar Nando era maior. Quando tentou abrigar a glande, engasgou de imediato. A espessura batia no fundo de sua garganta, ativando o reflexo de vômito. Nando, mostrando seu lado mais bruto, segurou os cabelos de Robson com firmeza e ditou o ritmo, empurrando o quadril.
— Isso, engole tudo, seu nerd safado... Chupa gostoso, limpa essa porra — Nando dizia, a boca suja misturada com aquele olhar fixo que fazia o estômago de Robson revirar de paixão. Robson lacrimejava pelo esforço, mas o domínio de Nando o deixava ainda mais entregue.
Nando logo quis mais. Puxou Robson para cima pelos cabelos, deu um tapa estalado na bunda dele que ecoou no quarto e o virou de bruços na cama, arrancando sua calça. Sem muita cerimônia ou lubrificante, usando apenas o calor da própria saliva, Nando se posicionou na entrada estreita.
— Você quis o mundo real, não quis? — Nando sussurrou no ouvido dele, a voz grossa e quente. — Então aguenta o tranco, porra. Sou todo teu.
Nando empurrou o quadril com força, afundando de uma vez só.
A dor foi um choque elétrico, lancinante. Robson sentiu as paredes internas serem rasgadas pela crueza do impacto, uma queimação extrema que fez seu corpo travar na hora. O impacto arrancou dele um berro alto, um grito sofrido que ecoou pelo quarto vazio. Suas mãos agarraram o lençol com força, os dedos se contorcendo enquanto ele tentava, por instinto, jogar o corpo para frente para fugir do sofrimento. Mas as mãos de Nando travaram seu quadril com força.
— Não foge não, caralho! Segura a onda que você tá aguentando o meu pau — Nando rosnou, o hálito quente na nuca de Robson, enquanto começava a meter com estocadas fundas e brutas.
Nas primeiras estocadas, Robson só conseguia berrar, com as lágrimas borrando sua visão. Era dor pura, o atrito seco arrombrando tudo por dentro. Mas Nando sabia o que estava fazendo. Enquanto metia com força, ele inclinava o corpo, espalhando beijos molhados pelas costas de Robson, mordendo a nuca dele de leve e sussurrando palavras que misturavam safadeza e adoração.
— Você é meu, porra... Olha como aperta direito. Você foi feito para mim, Robson.
Ouvir o próprio nome naquela voz, sentir o peso e a posse daquele cara que ele julgava impossível de alcançar, começou a mudar as coisas dentro de Robson. A dor excruciante, aos poucos, foi sendo engolida pelo calor absurdo que subia pela sua espinha. A cada estocada bruta de Nando, o ponto certo lá dentro começou a ser atingido.
De repente, entre um berro e outro de dor, o som que saiu da boca de Robson mudou. Foi um gemido agudo, sôfrego, de puro prazer. O corpo dele, antes rígido, relaxou e começou a empurrar o quadril para trás, pedindo mais daquela bruteza.
— Isso, caralho! Gosta assim, né? Olha como tá gostoso — Nando instigava, percebendo a mudança, acelerando o ritmo sem nenhuma piedade.
O quarto virou um turbilhão de sons úmidos, da carne batendo com força e dos gemidos agora escancarados de Robson. Ele estava completamente arrombado, sentindo o pau de Nando raspar tudo por dentro, mas o prazer era tão violento que ele mal conseguia respirar. Robson agarrava a cabeceira da cama, olhando para trás de relance para ver o rosto suado e focado de Nando nele.
Naquele momento, enquanto era usado com força e ouvia os xingamentos mais sujos no ouvido, Robson percebeu que estava completamente perdido. Não era só o tesão; o jeito que Nando o dominava, a mistura de agressividade com o charme que o resgatou na biblioteca, tinha entrado direto no seu coração. Robson estava berrando de prazer, inteiramente entregue.
Depois, o quarto foi tomado por uma calmaria pesada, preenchida apenas pelo som das respirações recuperando o fôlego. Nando saiu de dentro dele devagar, deixando Robson deitado de bruços por alguns minutos, o corpo ainda trêmulo e anestesiado por aquela mistura violenta de dor e prazer.
— Vem, vamos tirar esse suor do corpo — disse Nando, a voz voltando àquele tom macio e carinhoso que derretia o nerd.
No banheiro, o banho juntos foi uma transição perfeita. Nando ligou o chuveiro morno, ensaboou as próprias mãos e começou a passá-las pelo corpo de Robson com uma delicadeza que contrastava totalmente com a bruteza de minutos atrás. Ele massageava os ombros tensos do garoto, tirava o cabelo molhado da testa dele e dava selinhos doces em seus lábios. Robson mal conseguia se manter em pé, não só pelo cansaço físico e pelo incômodo sutil que sentia lá embaixo, mas porque estava flutuando. Sentir o cuidado de Nando debaixo da água confirmava tudo o que seu coração já tinha decidido: ele estava completamente apaixonado.
Na hora de ir embora, Nando fez questão de acompanhá-lo a pé. Eles caminharam lado a lado pelas calçadas da cidade, a passos lentos. A noite estava fresca, e Nando ia com o braço passado por cima dos ombros de Robson, puxando o nerd para perto do seu corpo a cada poucos metros. De vez em quando, ele parava a caminhada só para roubar um selinho demorado sob a luz dos postes, fazendo carinho na nuca de Robson.
— Você foi perfeito hoje, sabia? — Nando sussurrou no caminho, deixando Robson ainda mais bobo.
Quando chegaram na frente da casa de Robson, Nando o puxou pela cintura para um último abraço apertado e um beijo de despedida lento, daqueles de deixar as pernas bambas.
— A gente se vê por aí, estudioso — Nando piscou, dando as costas e sumindo a pé pela rua escura, com as mãos nos bolsos da jaqueta.
Robson entrou em casa pisando em nuvens. Passou o resto da noite acordado, olhando para o teto do quarto, revivendo cada xingamento sujo, cada estocada bruta e, principalmente, a sensação de ser o centro das atenções daquele cara tão incrível. Pela primeira vez, a vida real tinha superado qualquer ficção científica. Ele estava no céu.
No dia seguinte, a saudade e a ansiedade eram tantas que Robson não conseguiu se aguentar. Ele tentou focar nas aulas, mas sua mente só chamava por Nando. No fim da tarde, as próprias pernas o guiaram no automático de volta para o mesmo lugar onde tudo havia começado: a biblioteca municipal. Ele entrou com o coração acelerado, esperando, quem sabe, encontrar aqueles olhos safados e a jaqueta de couro preta esperando por ele na mesa dos fundos.
Ele caminhou entre os corredores de livros, o estômago revirando de expectativa. Quando se aproximou da seção de literatura estrangeira, ele ouviu.
A mesma voz grossa e aveludada. O mesmo tom baixo, quase um segredo compartilhado.
Robson estacou o passo atrás de uma prateleira de madeira escura. Seu coração despencou no peito.
Ali, a poucos metros, Nando estava sentado na beirada de uma mesa. O corpo inclinado para a frente, os cotovelos apoiados na madeira, exatamente na mesma postura predatória do dia anterior. Mas ele não estava olhando para Robson. Nando estava com os olhos fixos nos lábios de um garoto loiro, de moletom, que segurava um livro de poesia.
— Esse aí deve ser muito melhor que o meu — Nando sussurrou, com aquele risinho rouco que Robson achava que era exclusividade sua. — Você não pisca o olho faz dez minutos.
Robson viu, impotente, o garoto loiro ficar vermelho, ajeitar a gola do moletom e sorrir, completamente desarmado pelo charme do safado. Nando esticou o braço pela mesa e, com uma precisão cirúrgica, deixou a ponta dos dedos roçar "sem querer" na mão do outro menino.
O chão sumiu sob os pés de Robson. A biblioteca, que sempre foi seu refúgio, de repente pareceu claustrofóbica e sufocante. O calor da noite anterior, as palavras de adoração no seu ouvido, a promessa silenciosa daquele banho... tudo desmoronou em segundos. Robson percebeu, com uma clareza dolorosa, que ele não era especial. Ele era apenas o capítulo de ontem. O mundo que ele achou que tinha construído nos braços de Nando caiu em pedaços, deixando apenas o eco vazio do mesmo jogo de sedução sendo jogado com outro alguém.
❤️ Contos Eróticos Ilustrados e Coloridos ❤️👉🏽 Quadrinhos Eroticos 👈🏽
Comentários (1)
Edson: Excelente! Há muitos predadores cujo objetivo é arrancar do armário o sujeito que nem sabia que nele estava, ou mesmo aproveitar de seu momento de baixa-estima. Às vezes, como brinde, ainda estoura seu lacre, dando a si mesmo o prazer do tesão do aperto imenso no pau, mas sem qualquer real interesse afetivo. Já tive experiência nesse sentido quando me afastei de meu primo e decidi ser hétero. Ledo engano! Minha volta ao sexo homo foi tão demorada quanto traumática pois estava carente e fui levado a acreditar que era desejado por um conquistador. Um dia quis fazer uma surpresa e voltei um dia mais cedo de um curso de extensão. Abri a porta com a cópia da chave, fui no quarto e dei de cara com alguém no meu lugar. Tentei recuar, mas eles acordaram. Foi phoda. Ainda ouvi: - Será que não restaria nem a amizade?! Mandei os dois pra fora do meu quarto, e ele da minha vida! Nessa hora o melhor mesmo é pensar que foi livramento e não perda, lamber as próprias feridas e olhar para as cicatrizes como uma lembrança do que deve ser evitado.
Responder↴ • uid:1tw9tjqrb