A nova realidade que mudou o mundo parte 145 - A desgraça
Pouco antes do sol nascer, quando o céu ainda estava daquele cinza sujo e frio, a voz explodiu pelo megafone. Era um homem de voz grave, calma, quase entediada. Como se estivesse anunciando o preço do gado no mercado.
Atenção, fêmeas. Na cidade restam vinte e três mil, cento e oitenta e sete escravas. Duas mil e trinta e uma foram mortas durante a operação. Faltam apenas duas desaparecidas.
O silêncio que se fez foi absoluto. Nem o choro, nem o gemido, nada. Ele continuou, a voz ecoando pelo campo enorme: Devido à rebeldia absurda, esta cidade será limpa. Apenas duas mil escravas serão preservadas. Todas as outras serão mortas. Antes da execução, servirão como material de teste para novas formas de abate e tortura. Não vamos desperdiçar fêmeas úteis. Vamos estudar quantos minutos de sofrimento cada método pode proporcionar.
Eu senti meu estômago revirar, e ele continuou: Vocês vão sofrer muito mais do que já sofreram em qualquer castigo anterior. Putas como vocês não são necessárias neste mundo, são apenas carne. E carne que se rebelou merece ser usada até o último segundo.
O megafone desligou, e então veio outro som. Milhares de mulheres respirando ao mesmo tempo, ofegantes, aterrorizadas. Olhos arregalados, bocas abertas. Algumas começaram a hiperventilar, outras simplesmente desabaram no chão, como se o anúncio tivesse cortado os fios que ainda as mantinham de pé.
Eu não conseguia respirar, minha mão apertou a da minha mãe com tanta força que senti as unhas dela cravando na minha pele. Mamãe estava paralisada, o olhar perdido, a boca entreaberta. Vovó soltou um gemido baixo, quase animal, e começou a tremer inteira, como se estivesse tendo uma convulsão.
Duas mil… sussurrei, a voz rouca de sede e pavor. Só duas mil… Isso significava que mais de vinte mil de nós iríamos morrer. Depois de servirmos de cobaia para novas formas de tortura. Eu olhei ao redor, mulheres de todas as idades, todas as cores, todas nuas, sujas, acorrentadas. Algumas já choravam em silêncio, outras rezavam. Uma mulher grávida, com a barriga enorme, abraçava a própria barriga e soluçava sem parar. Outra, mais velha, simplesmente olhava para o céu, como se esperasse que Deus aparecesse e acabasse logo com aquilo.
O medo era tão denso que dava para sentir no ar. Era como se o oxigênio tivesse ficado mais pesado. Eu sentia o coração batendo na garganta, na cabeça, nos pulsos. Minha buceta, mesmo seca de sede, latejava de puro terror. Mamãe virou o rosto para mim, seus olhos estavam mortos.
Eles vão nos matar, Julie… vão nos testar como ratos de laboratório… e depois matar. Vovó, com a voz fraca e rachada, murmurou: Eu não quero mais… não quero mais sofrer… prefiro que me matem logo…
Eu não consegui responder.
Só apertei as mãos delas com mais força, como se pudesse protegê-las com pura vontade. O sol começou a subir, e com ele, veio o calor, a espera. A terrível, agonizante, humilhante espera pelo que viria em seguida. Porque agora não era mais questão de se íamos morrer. Era questão de como e por quanto tempo eles nos fariam sofrer antes de nos matar.
E naquele campo aberto, sem água, sem sombra, sem esperança, vinte mil mulheres nuas esperavam, em silêncio absoluto, pelo início do fim.
O dia parecia não ter fim, o sol estava parado no céu, como se o próprio tempo tivesse decidido nos torturar. O ar era pesado, quente, sufocante. O campo inteiro cheirava a suor azedo, urina, medo e morte iminente. Era como um imenso velório a céu aberto, milhares de mulheres nuas, sujas, acorrentadas, sentadas ou deitadas na grama alta, esperando o veredito.
Os soldados começaram a separação. Eles caminhavam entre nós como donos de um abatedouro, apontando, gritando ordens. As que consideravam mais bonitas, jovens ou atraentes eram puxadas pelo pescoço e levadas para uma cerca nova, recém-construída com arame farpado e postes de metal. Lá, prendiam as correntes das coleiras em grampos no chão, forçando-as a ficarem sentadas, pescoço esticado, completamente expostas. Eram as “escolhidas”. As que ainda teriam alguma utilidade.
O resto era separado em lotes aleatórios. Sem critério aparente, apenas o capricho dos soldados. O clima era de enterro coletivo, ninguém falava alto, só se ouvia choro baixo, respiração ofegante e o tilintar constante das correntes. Muitas mulheres já tinham o olhar vazio, resignado. Outras tremiam tanto que os dentes batiam, mesmo com o calor.
Quando os soldados se aproximaram de onde estávamos, meu coração quase parou. Eles olharam primeiro para mim, um deles, um homem alto com cicatrizes no rosto, sorriu de lado e falou: Essa loirinha é uma das mais bonitas que vi hoje. Pele boa, cara de puta cara. Vai para cerca.
Outro olhou para mamãe e soltou um assobio baixo: Essa aqui ainda dá tesão pra caralho, mesmo sendo mais velha. Peitos grandes, corpo bem conservado. Também vai para cerca.
Eles puxaram nossas correntes, eu e mamãe fomos arrastadas. Mas quando chegaram na vovó, o soldado fez uma careta: Essa velha aí não. Está muito acabada, pele flácida, cara de cansada. Joga no lote das refugadas.
Vovó soltou um gemido baixo, desesperado: Não… por favor… não separa a gente…
Eles não ligaram, puxaram mamãe e eu com força, enquanto vovó tentava se arrastar junto, mas a corrente não deixava. Eu vi o pânico nos olhos dela quando nos afastamos.
Filha! Julie! Não me deixem aqui!
Eu gritei, tentando voltar, mas a corrente me sufocava. Mamãe chorava em silêncio, o corpo tremendo. Eles nos prenderam na cerca nova. A corrente da coleira foi presa num grampo no chão, nos forçando a sentar com as costas retas, o pescoço esticado. Não podíamos nos deitar, não podíamos nos encostar. Só ficar ali, expostas, sentadas na grama quente.
Eu olhei para o lado e vi vovó sendo levada para um lote mais distante, junto com dezenas de outras mulheres mais velhas. Ela olhava para nós, o rosto devastado, lágrimas secas no rosto. Não tinha mais lágrimas para chorar.
O dia continuou lento, o sol parecia preso no céu, queimando nossas peles nuas. A sede era insuportável. Minha língua estava inchada, os lábios rachados sangrando. Mamãe respirava com dificuldade ao meu lado, o corpo tremendo de fraqueza. E o tempo não passava, cada minuto parecia uma hora, cada hora parecia um dia inteiro. O silêncio era quebrado apenas por choro distante, gemidos e o som ocasional de correntes.
Eu olhei para mamãe e vi que seus olhos estavam vermelhos, vazios.
Eles vão nos separar dela… sussurrei, a voz rouca e dolorida. Mamãe não respondeu. Apenas encostou a cabeça no meu ombro, o corpo tremendo.
Foi então que começou o abate infernal.
Os soldados escolheram o primeiro lote, um grupo de cerca de trinta mulheres brancas, a maioria escravas particulares de sexo, bonitas, bem cuidadas, com corpos que claramente haviam sido usados para prazer. Elas foram obrigadas a cavar buracos no chão duro com pequenas pás enferrujadas. O sol queimava suas costas nuas enquanto elas trabalhavam, suando, chorando, gemendo de esforço. O chão estava seco e compacto. Cada golpe da pá era uma agonia, suas mãos sangravam, as unhas quebravam, mas os soldados chicoteavam quem parava.
Quando os buracos ficaram prontos, fundos o suficiente para uma pessoa agachada, eles ordenaram que entrassem. Uma a uma, as mulheres foram forçadas a se agachar dentro dos buracos. Algumas imploravam, outras simplesmente choravam em silêncio. Os soldados empurravam suas cabeças para baixo e começavam a jogar terra. Logo, só restavam as cabeças para fora do solo, como horríveis flores humanas brotando da terra.
Depois veio a parte mais cruel. Eles trouxeram outro grupo de escravas e as obrigaram a pisotear a terra ao redor das cabeças enterradas. Os pés descalços compactavam o solo com força, socando as mulheres presas até que ficassem completamente imobilizadas. Não conseguiam mexer nem um centímetro. Apenas respirar, apenas sentir o peso da terra comprimindo seus corpos.
Então veio o melado, os soldados passaram um melado doce e pegajoso nos olhos, narizes e bocas de cada uma delas. O líquido escorria devagar pelo rosto, pingando na terra. O cheiro doce se espalhou rapidamente. E então vieram as formigas, primeiro foram poucas, depois centenas, depois milhares. Formigas vermelhas, grandes, vorazes. Elas subiram pelas cabeças, entraram nos olhos, narizes, bocas abertas. As mulheres enterradas começaram a gritar, gritos abafados, sufocados pela terra e pelo melado. Seus rostos se contorciam em agonia enquanto os insetos mordiam, comiam, invadiam narinas, ouvidos, bocas.
Eu assistia tudo paralisada.
Uma delas, uma loira de olhos verdes que eu reconheci de um dos momentos no hotel, tinha formigas entrando pela boca aberta. Ela tossia, engasgava-se, mas não conseguia fechar a boca. Outra gritava sem parar enquanto as formigas devoravam seus olhos. Os corpos enterrados tremiam levemente sob a terra, como se tentassem se debater dentro do caixão vivo.
Mamãe virou o rosto para o meu ombro, tremendo, recusando-se a ver. Vovó apenas olhava, os olhos vidrados, murmurando uma oração quebrada, mas que pela distância, não podia ouvir.
Os soldados riam. Um deles comentou: Vai demorar uns três ou quatro dias para elas morrerem. Sede, fome, asfixia lenta e as formigas comendo por dentro. Bom entretenimento.
Eu senti bile subir pela garganta. Aquela cena era o futuro que nos esperava. Uma morte lenta, humilhante, exposta, transformada em espetáculo.
Enquanto as cabeças enterradas continuavam gritando e se contorcendo, o melado atraindo mais e mais insetos, eu apertei a mão da minha mãe com força e encostei minha testa na dela, não havia mais palavras.
Então chegou a vez das negras. Os soldados as separaram em um grande grupo, centenas delas, todas nuas, sujas e acorrentadas. Elas foram levadas para um terreno ligeiramente inclinado, não muito longe de onde estávamos. Os militares as obrigaram a ficar de quatro, lado a lado, em longas fileiras. Rostos contra o chão, bundas empinadas, pernas abertas.
Um oficial gritou a ordem: Abram bem essas bundas pretas!
Elas obedeceram, tremendo. Muitas choravam em silêncio, outras já pareciam resignadas, como se soubessem que esse era o fim que lhes reservavam.
Os soldados andavam entre elas com fuzis em punho. Um a um, enfiavam o cano da arma no cu de cada mulher. Empurravam fundo, girando, rasgando o interior sensível. Os gritos começaram a ecoar pelo campo, gemidos roucos, agudos, desesperados, então vinham os tiros.
O som era abafado, molhado. Um estampido surdo vindo de dentro do corpo. Muitas vezes o projétil saía pelo ombro, rasgando carne, osso e pulmão. Outras vezes explodia no pescoço, fazendo a cabeça tombar violentamente. Algumas morriam na hora, outras agonizavam por minutos, o corpo convulsionando no chão, sangue jorrando do ânus destruído, olhos esbugalhados de choque e dor.
Eu vi uma negra alta, que havia me punido dias antes, levar o tiro. O cano estava enfiado bem fundo. Quando disparou, o projétil saiu pelo lado do pescoço dela, rasgando a garganta. Ela caiu de lado, engasgando-se com o próprio sangue, as pernas ainda tremendo.
Outra, mais jovem, gritou histericamente quando o soldado enfiou o fuzil. O tiro saiu pelo ombro, estourando a articulação. Ela ficou viva por quase dez minutos, uivando de dor, sangue escorrendo pela boca e pelo cu.
Os soldados riam enquanto recarregavam: Olha como essas macacas ainda mexem a bunda depois de levar tiro no cu!
Algumas negras tentavam implorar, prometendo qualquer coisa, mas os soldados apenas empurravam o cano mais fundo e puxavam o gatilho.
O cheiro de sangue, merda e pólvora encheu o ar. O chão ficou escuro, encharcado. Corpos caíam um após o outro, alguns ainda se mexendo fracamente, outros imóveis.
Mamãe virou o rosto para o meu ombro, tremendo violentamente, recusando-se a olhar. Vovó apenas fechou os olhos e rezava em silêncio, lágrimas escorrendo pelo rosto enrugado. Eu não consegui desviar o olhar.
Via cada tiro, cada corpo caindo. Cada mulher negra que havia me humilhado, me punido, me cuspido, agora sendo executada de forma tão brutal e humilhante quanto possível. E mesmo sentindo um horror profundo, uma parte pequena e doente de mim sentia um alívio torto. Porque se elas estavam morrendo assim… talvez nosso fim fosse ainda pior.
Depois do massacre das negras, os soldados não pararam. Eles queriam mais, queriam que o sofrimento continuasse, mesmo depois da morte. Um grupo de soldados arrastou dezenas de escravas brancas, as que consideravam bonitas, mas não valiosas o suficiente para preservar, até o campo onde os corpos das negras ainda estavam caídos, bundas empinadas, buracos abertos e sangrando. O cheiro de sangue, merda e carne quente já era insuportável.
Eles amarraram cada mulher branca aos cadáveres. Usaram arame farpado, uma escrava branca era amarrada de costas contra o corpo de uma negra morta, peito contra peito, rosto contra rosto, boceta contra buceta destruída. Os braços eram presos aos braços frios e rígidos, as pernas entrelaçadas. O arame cortava a pele viva das vivas enquanto era apertado contra a carne morta.
Algumas foram amarradas de frente para o cu ainda aberto da morta, o rosto colado no buraco sangrento. Outras foram posicionadas de quatro, com o rosto pressionado contra a buceta destruída pela bala.
Eu vi uma loira jovem, de uns vinte anos, ser amarrada de bruços sobre o corpo de uma negra alta. Seus seios foram esmagados contra as costas frias e ensanguentadas. O arame farpado cortava seus pulsos e tornozelos. Ela chorava histericamente, tentando se mexer, mas quanto mais se debatia, mais o arame rasgava sua pele.
Por favor… não… elas já estão mortas… por favor… Os soldados riam.
Vocês vão apodrecer juntas. Vamos ver quanto tempo vocês aguentam sentir o cheiro, o calor, os vermes.
Eles deixaram todas ali. Vivas, presas aos corpos que começavam a inchar sob o sol.
O calor acelerava a decomposição. Em poucas horas, os cadáveres já estavam quentes, inchados, liberando gases. O cheiro era indescritível, podre, enjoativo. As moscas chegaram aos milhares. Formigas subiam pelos corpos vivos e mortos. Os vermes começaram a aparecer nas feridas abertas das negras, deixados por moscas verdes. As mulheres brancas presas gritavam sem parar. Algumas vomitavam, engasgavam-se, choravam até perder a voz. Outras entravam em pânico, se debatendo contra os corpos frios e rígidos, o arame cortando mais fundo a cada movimento.
Eu via uma loira de olhos claros, amarrada de frente para o rosto de uma negra morta, gritando enquanto moscas entravam em sua própria boca. Outra, amarrada com o rosto colado no cu destruído de uma morta, soluçava enquanto o cheiro e os fluidos vazavam contra sua pele.
Mamãe virou o rosto, tremendo, e vomitou no chão. Eu não conseguia parar de olhar. Era o pior tipo de tortura, ser forçada a apodrecer viva junto com quem você foi ensinada a desprezar. Sentir a carne morta amolecendo, inchando, estourando contra a sua própria pele viva. Sentir os vermes começarem a se mover entre os dois corpos. Sentir o cheiro de morte entrando pelos poros. E o pior, saber que isso era só o começo.
Os soldados andavam entre as amarradas, rindo, chutando os corpos, cuspindo nas mulheres vivas. Vamos ver quanto tempo vocês duram antes de enlouquecer. Eles gritavam.
O horror não parava. Parecia que os soldados estavam em uma competição para ver até onde podiam ir. Um grande grupo de mulheres, talvez quinhentas, a maioria morenas, foi arrastado para o centro do campo. Elas foram amontoadas, nuas e acorrentadas, em um círculo apertado. Os soldados jogaram galões de combustível sobre elas, encharcando cabelos, peles e corpos. O cheiro forte de gasolina invadiu o ar.
Uma mulher gritou: Não! Por favor! Nós não fizemos nada!
O oficial acendeu um fósforo e jogou.
O fogo subiu violentamente, uma muralha laranja e azul que engoliu o grupo inteiro em segundos. Os gritos foram imediatos, um coro ensurdecedor de agonia pura. Mulheres corriam em círculos dentro das chamas, batendo nos próprios corpos, tentando apagar o fogo que as consumia. Pele derretia, cabelos viravam labaredas, carne chiava e estourava.
O cheiro de carne humana queimada era nauseante, doce e gorduroso. Algumas caíam de joelhos, ainda gritando, enquanto o fogo devorava seus rostos. Outras se jogavam no chão, rolando desesperadamente, mas só conseguiam espalhar as chamas. O ar ficou denso com fumaça preta e o som inconfundível de carne fritando.
Eu vomitei, mamãe gemeu alto, os soldados assistiam, alguns rindo, outros filmando com celulares. Quando os gritos finalmente diminuíram e só restavam corpos carbonizados e contorcidos no chão, eles já traziam o próximo grupo.
Dessa vez foram cerca de quarenta mulheres, escolhidas aleatoriamente. Elas foram levadas até uma guilhotina improvisada, uma estrutura de metal pesada, com uma lâmina afiada, montada às pressas.
Os soldados as posicionaram de quatro, uma atrás da outra, bundas empinadas na direção da lâmina. Enquanto esperavam a execução, os soldados se revezavam fodendo os cus delas. Eles metiam com força, rindo, segurando os quadris enquanto a lâmina esperava acima.
Uma por uma, quando o soldado terminava de foder, ele dava o sinal, e a lâmina caía. O som era seco, pesado, a cabeça rolava. E o corpo decapitado, ainda quente, convulsionava. O cu apertava violentamente o pau do soldado que ainda estava dentro, um reflexo final, involuntário. Os homens gemiam de prazer com a sensação, rindo enquanto gozavam dentro dos corpos sem cabeça.
Porra, olha como aperta quando morre! Eles gritavam.
Eles repetiam o processo, fodiam o cu, gozavam, cortavam a cabeça, sentiam o espasmo final. Algumas mulheres choravam e imploravam antes da lâmina cair. Outras já estavam em choque, olhando para as cabeças das companheiras que rolavam no chão. Eu assistia tudo paralisada, o corpo gelado apesar do calor. Mamãe soluçava contra meu ombro, o corpo inteiro tremendo. Vovó tinha o olhar perdido, como se sua mente tivesse se desligado para não enlouquecer. O cheiro de sangue fresco misturava-se ao cheiro de carne queimada do grupo anterior. O chão estava escuro, encharcado, cabeças rolavam como bolas macabras. Corpos sem cabeça ainda se mexiam por alguns segundos, o cu apertando o ar ou o pau que acabara de sair.
Era demais. Eu queria fechar os olhos, mas não conseguia. O terror era hipnótico.
E o pior de tudo era saber que, em breve, poderia ser a nossa vez. Porque o sol ainda estava alto. E os soldados ainda não tinham terminado de se divertir.
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Comentários (2)
Mark: cara isso não tá legal... já passou do ponto faz tempo
Responder↴ • uid:10vmhy6pnm6oWhite cock WINS: Sabe que vc pode não ler né? Kkkkk vai ler teus contos de corno e gay
• uid:1cr7p412cd50