Sob o Peso da Autoridade do Meu Pai
Uma rebeldia quebrada pelo peso da autoridade do pai. Entre o ódio e a entrega, eu descubro que até o silêncio da casa agora tem um dono — e eu tenho um mestre.
Já eram exatos vinte minutos após a meia-noite quando a chave girou na fechadura, o som metálico ecoando pela casa. Abri a porta esperando o vazio acolhedor do escuro, mas, no instante em que bati a mão no interruptor e a luz amarela da sala inundou o ambiente, meu coração deu um salto no peito.
Lá estava ele. Sentado no sofá, mergulhado em uma penumbra que a lâmpada fraca não conseguia espantar totalmente.
— Que susto, Alberto! — exclamei, tentando controlar a respiração e o tremor nas mãos.
Ele deu um sorriso curto, sem humor, os olhos fixos em mim.
Meu padrasto Alberto era uma figura imponente, eu odiava aquele jeitão dele de dono do lugar, um homem de quarenta e dois anos que parecia ocupar mais espaço do que o móvel permitia. Estava apenas de calça de moletom cinza, o mesmo de sempre, ostentando aquele volume, o folgado nunca usava uma cueca dentro de casa e deixando à mostra o tronco que contava a história de uma vida dura. Ele era alto, beirando um metro e oitenta e três, com um porte parrudo e aquela barriguinha de chope característica de quem já não tinha tanta pressa, mas não se engane: o peitoral peludo e os braços eram enormes, esculpidos por décadas de trabalho braçal pesado, a pele parda queimada de sol.
Ele exalava uma masculinidade bruta, algo que vinha no cheiro de suor, no olhar fixo e até no jeito de se sentar. Tinha barbas e cabelos já tomados pelos fios grisalhos, o que dava a ele um ar de autoridade que eu sempre detestei. Seus olhos claros brilharam sob a luz, encarando-me com uma intensidade que me fez recuar um passo. Ele era, objetivamente, um homem atraente, mas eu nunca tinha conseguido enxergar isso sem o filtro do rancor.
Durante anos, o que senti por ele foi um ódio puro e silencioso. Minhas memórias de infância eram pontuadas pelos gritos da minha mãe e pelo som seco dos golpes dele quando chegava bêbado. Aquilo me marcou. Parei de chamá-lo de "pai" ainda moleque, guardando uma promessa interna de que nunca o perdoaria.
Recentemente, as coisas mudaram. Ele parou de beber, buscou a igreja e tentava, do seu jeito torto, ser um homem melhor. O jeito explosivo ainda estava lá, guardado sob uma camada fina de paciência, mas ele se esforçava. Ele tentava se aproximar, me tratava com um carinho que me causava confusão. Às vezes, eu sentia uma culpa amarga por julgá-lo tanto pelo passado, e acabei voltando às vezes a chamá-lo de pai, mesmo que o título soasse pesado na minha boca.
— Tomou susto, foi? Se assustou, é porque está devendo — ele disse, com aquela voz grossa que vibrava no ar.
— Devendo nada... — respondi, tentando parecer relaxado enquanto jogava a mochila no canto. — Por que você ainda está acordado até agora?
— Estava te esperando, Guilherme. Queria ter uma conversa séria com você.
Notei um tremor sutil na voz dele, um nervosismo que ele tentava disfarçar apertando os joelhos com as mãos calejadas. Eu já sabia o que vinha por aí: mais um daqueles sermões religiosos ou cobranças sobre o meu futuro. Eu estava exausto, meus olhos ardiam e tudo o que eu queria era o silêncio do meu quarto.
— Amanhã a gente conversa, já está tarde. Amanhã eu tenho escola — falei, cortando o assunto e girando o corpo para sair da sala.
Eu não dei dois passos. Senti um aperto firme e quente no meu braço. As mãos dele, imensas, fecharam-se ao redor do meu bíceps com facilidade, os dedos dando a volta completa. O toque era pesado, uma demonstração de força que ele nem precisava se esforçar para ter.
— Onde você pensa que vai, moleque? Eu não terminei com você.
Ele se levantou, a altura dele projetando uma sombra enorme sobre mim. O tom de voz subiu, recuperando aquela rispidez de antigamente.
— Hoje você vai ter que me escutar. Querendo ou não.
Fiquei estático, sentindo a pressão dos dedos dele na minha pele e o peso do seu olhar sobre o meu, enquanto o silêncio da casa parecia ficar ainda mais pesado.
— Me solta! Está apertando... — rosnei, tentando puxar meu braço, mas era como tentar mover uma rocha. — Se não, eu vou gritar e acordar a rua toda.
A ameaça surtiu efeito, mas não do jeito que eu esperava. Com um movimento brusco, ele me lançou contra o sofá. Caí sentado, sentindo o impacto no estofado velho. Olhei para cima, o peito subindo e descendo, e um sorriso amargo brotou no meu rosto.
— Olha aí... Finalmente a máscara de "bom pai" caiu, né? — provoquei, sentindo a adrenalina correr.
— Cala a boca! — ele rugiu, a voz grave fazendo os cristais na cristaleira da sala vibrarem. — Onde você estava até essa hora da noite? Responde!
— Eu não te devo satisfação nenhuma. Você nem é meu pai de verdade. É só o homem que é casado com a minha mãe, só isso.
As palavras foram como chicotadas. Eu vi o pescoço dele ficar vermelho e as veias dos braços grossos saltarem. Ele odiava aquilo. Ele tinha uma necessidade quase doentia de manter o controle, de ser o dono da palavra final, exatamente como fazia com a minha mãe durante anos. Mas eu não era ela. Eu não tinha medo do seu tamanho ou da sua fúria. Na verdade, ver o ódio flamejante nos olhos dele me dava um prazer sombrio; era a prova de que eu tinha poder sobre ele.
— Eu sou seu pai, sim! — ele gritou, dando um passo à frente, sua figura gigante bloqueando a saída. — Te criei desde os sete anos! Você me respeita!
— Eu não te devo respeito nenhum! — rebati, levantando a voz no mesmo tom. — Você não me criou, quem me criou foi minha mãe sozinha. E nem do seu saco eu saí para você querer mandar em mim!
Ele abriu a boca para explodir, mas se calou de repente. Respirou fundo, tentando conter o vulcão que estava prestes a entrar em erupção.
— Chega! — ele cortou, gesticulando com aquelas mãos imensas. — Essa discussão não vai levar a lugar nenhum. Eu só quero saber uma coisa: onde você estava até agora?
Fiquei mudo. Tranquei o maxilar e encarei aqueles olhos claros que agora pareciam duas brasas no escuro da sala.
— Ah, não vai falar, não? — ele perguntou, a voz baixando para um tom perigoso, quase um sussurro.
Balancei a cabeça negativamente, mantendo o desafio no olhar. Foi então que ele soltou a bomba, com uma calma que me gelou a espinha:
— Não precisa falar nada. Eu já sei. Eu sei que você estava dando esse rabo para o Marcos.
O chão pareceu sumir debaixo dos meus pés. O ar fugiu dos meus pulmões e meu coração, que antes batia acelerado de raiva, agora parecia ter parado de vez. Meu mundo desabou. Ele tinha descoberto. Sabia do meu caso com o Marcos, o melhor amigo dele e seu companheiro de jornada. Os dois trabalhavam juntos no pesado, dividindo o suor do trabalho braçal todos os dias, o que tornava a traição ainda mais suja aos olhos dele.
O Marcos era exatamente como ele: um homem de meia-idade, casado, com uma presença de macho viril que me hipnotizava. Eu sempre tive essa queda por homens mais velhos, que exalavam aquela masculinidade bruta e rústica de quem lidava com o mundo nas mãos.
Tentei desesperadamente montar uma máscara de confusão. Levei a mão ao rosto, fingindo surpresa, enquanto sentia o suor frio brotar na nuca.
— Que Marcos? Do que você está falando? — perguntei, minha voz saindo um pouco mais aguda do que o normal.
— O Marcos, meu amigo! — ele gritou, a paciência se esgotando de vez. — O homem que vive aqui em casa, que é casado com a Silvana, a manicure da sua mãe! Não se finja de inocente, garoto... porque de inocente você não tem é nada!
Ele deu um passo para mais perto, o cheiro de raiva e suor ficando mais forte, e eu me encolhi contra o encosto do sofá, sentindo que, pela primeira vez, eu não tinha mais para onde fugir.
— Eu não sei do que você está falando... — minha voz saiu como um sopro, trêmula e fina, enquanto eu tentava desesperadamente manter o que restava do meu orgulho.
Mas ele estava em transe, uma fera ferida que não aceitava ser enganada. Ele começou a andar de um lado para o outro na sala, os passos pesados fazendo barulho no piso. As mãos grandes e calejadas passavam pelo rosto, esfregando a barba grisalha com força, como se tentasse apagar uma imagem da mente.
— Eu sei de tudo! — ele rugiu, parando subitamente e apontando o dedo grosso na minha direção. — Ele deixou o celular dando sopa, desbloqueado em cima daquela mesa cheia de cimento lá na obra. Eu vi na hora que chegou. Aquela foto sua, aquela sem-vergonhice... Você estava só de lingerie. O contato estava salvo como "minha puta". Não tinha foto no perfil do zap, mas você acha que eu não te conheço? Eu te criei, moleque!
Ele deu um passo para perto, a sombra dele me engolindo.
— Eu reconheceria esse cabelo cacheado em qualquer lugar. E essa bunda grande e branca... você herdou da sua mãe, é igualzinha. Até a marquinha de nascença no ladinho direito eu vi. Você tão novinho ali puxando a calcinha de renda para o lado, mostrando tudo... aquele seu buraquinho rosado. Aquela foto parece que ficou gravada a ferro e fogo na minha cabeça. E a mensagem, então? "Meu rabo está apertado, precisando ser machucado pelo meu macho." Que desgosto, filho. Que vergonha para mim, nem tive coragem de olhar na cara do Marcos, só fingi que não sabia de nada.
— Não era eu... juro que não era eu — eu repetia, sentindo o suor escorrer pelas minhas têmporas, a mentira morrendo na minha boca.
Ele soltou uma risada amarga, que parecia um rosnado.
— Porra, filho! Quando você me contou que era gay, eu tentei. Do meu jeito bronco, eu tentei te aceitar. Eu perdia o sono pensando: "Onde foi que eu errei?" Será que não fui homem o suficiente dentro de casa para ele se espelhar? Eu cheguei a chorar no banho para ninguém ver, sentindo que tinha falhado como pai.
Ele parou bem na minha frente. O cheiro dele — aquele cheiro impregnado de homem que trabalhou o dia todo, misturado com o de sabonete e banho fresco — tomou conta do meu olfato.
— Mas depois eu tentei me enganar. Pensei: "Tudo bem, meu filho gosta de homem, mas ele deve ser firme, deve ser daqueles que só comem, que mantêm a postura". Eu queria acreditar que você tinha herdado pelo menos um pouco da minha força. Mas agora eu descubro que, além de ser gay, você é uma putinha viciada em dar o cuzinho? E logo para o Marcos, que trabalha comigo todo santo dia? Eu nem posso culpar tanto ele assim, se não fosse ele, seria outro.
— Eu acho melhor a gente conversar amanhã... sua cabeça está quente — eu disse, tentando reunir forças para levantar e acabar com aquele pesadelo.
Mas assim que tentei me mover, ele avançou. Com um movimento brusco, ele me empurrou de volta contra o sofá. O impacto me deixou sem ar por um segundo.
— Você não vai a lugar nenhum! Só saio daqui quando me contar cada detalhe dessa pouca vergonha!
— Eu nunca nem olhei para o Marcos! — gritei, tentando uma última defesa desesperada.
O rosto dele se transformou. Ele avançou sobre mim, as mãos enormes agarrando o colarinho da minha blusa com tanta força que ouvi o tecido estalar. Com a outra mão, ele agarrou o cós da minha calça jeans. Eu lutei, chutei e tentei segurar as mãos dele, mas era como lutar contra uma máquina de demolição. Com um puxão violento, ele abriu o botão e o zíper. Ele me virou de lado e arrancou a calça com um movimento só, jogando-a longe, perto da mesa de jantar.
Fiquei ali, exposto sob a luz crua da sala. A verdade estava nua: eu usava uma lingerie preta de renda fininha, toda trabalhada, exatamente como na foto. Minha pele branca brilhava no escuro e eu tremia da cabeça aos pés. Ele se inclinou, enganchou o dedo no elástico da renda e puxou com força, esticando o tecido até o limite antes de soltar. O estalo do elástico batendo na minha pele ecoou no silêncio da noite.
— Sabia... — ele murmurou, a voz agora mais baixa, carregada de um desprezo que me fez encolher. — Sabia que tinha uma putinha escondida debaixo dessas roupas de bom moço e atrás desses óculos. Você é igualzinho às mulheres que eu conheci na rua.
Desesperado e morrendo de vergonha, agarrei as almofadas do sofá e as apertei contra o corpo, tentando esconder a lingerie e a minha pele daquele olhar que parecia me queimar vivo.
— Por que, filho? Por que tinha que ser logo com o meu parceiro? — ele perguntava, a voz carregada de uma decepção que cortava o ar. — Por que não podia ser com um moleque da sua idade, um coleguinha da escola? Por que você tinha que ir logo atrás de um homem feito, um amigo meu?
Ele parou a caminhada nervosa e fixou os olhos em mim, esperando uma resposta que parecia não querer sair da minha garganta seca.
— Hein? Não vai responder nada? — ele insistiu, o silêncio da casa tornando a pressão ainda mais sufocante.
Antes que eu pudesse formular qualquer desculpa, ele deu um passo rápido. O movimento foi tão súbito que eu nem tive tempo de piscar. Ele desferiu um tapa no meu rosto; a mão dele era imensa, calejada pelo trabalho pesado com ferro e cimento, e cobriu minha face inteira. O som do impacto ecoou pela sala silenciosa. Logo em seguida, ele me prensou contra o encosto do sofá, uma mão apertando meu pescoço — sem sufocar, mas com uma firmeza que me impedia de desviar o olhar — e a outra com o dedo indicador apontado a milímetros do meu nariz, tremendo de raiva.
— Eu gosto de homens mais velhos... só isso — confessei, sentindo o rosto latejar e as lágrimas de humilhação começando a arder nos olhos.
— Mais velho igual ao seu pai, né? Gosta de macho de verdade, é isso? — ele perguntou, a voz saindo por entre os dentes cerrados.
Balancei a cabeça, um "sim" mudo e carregado de pavor.
— Aposto que tem muito mais por trás dessa carinha de santo. Não deve ser só o Marcos — ele continuou, voltando a andar pela sala, a respiração ruidosa. — Agora eu entendo aquelas risadinhas de canto que eu ouvia lá na obra. Todo mundo deve olhar para mim e pensar: "Olha lá o trouxa, o pai de família, nem imagina que tem uma puta dessas dentro de casa".
Aquelas palavras me feriram mais que o tapa. O ódio que eu sentia por ele se misturou com uma vergonha insuportável.
— Responde, porra! — ele gritou, batendo com o punho na mesa de centro.
Em um ímpeto de revolta, eu o empurrei com toda a força que tinha, tentando me desvencilhar daquela opressão.
— Eu não te devo resposta nenhuma! — gritei de volta, a voz falhando. — Não te devo obediência, você não manda em mim! Deixa-me ir para o meu quarto agora ou eu vou gritar pela minha mãe! Vou contar que você está me batendo!
Ele soltou uma risada curta, seca e sombria que me fez congelar onde eu estava.
— Pode chamar. Pode gritar o quanto quiser, Guilherme. Sua mãe não está em casa. Ela foi para a vigília da igreja hoje, esqueceu? Só coloca os pés aqui amanhã de manhã. Estamos sozinhos.
O mundo pareceu girar. O medo real, aquele que faz as pernas tremerem, tomou conta de mim. Eu estava completamente à mercê dele.
— Sabe o que mais me chamou atenção nisso tudo? — ele perguntou, aproximando-se novamente com uma calma calculada. — É que você diz, cheio de marra, que não me deve obediência.
— E não devo mesmo! Você é só o marido dela! — rebati, tentando sustentar a última barreira de defesa.
— Engraçado... porque para os homens da rua você deve, né? Eu li as suas mensagens, todas elas. "Sim, senhor", "O que você quiser", "Eu sou seu". Você era todo submissinho, prendadinho, um menino obediente que fazia tudo o que ele mandava. Nem parecia esse Guilherme cheio de pose que eu vejo aqui em casa. Você, perto de macho de verdade, perde toda a valentia, não é?
Ele se inclinou, o rosto quase colado ao meu, o cheiro de suor e masculinidade bruta me sufocando.
— Por quê? O que eles têm que eu não tenho? Por que você respeita o estranho da rua e não o homem que te sustenta? É porque eles estão te comendo? Na sua cabeça, só merece te mandar quem te usa como mulher? É assim que funciona para você? Só perde a marra quando sente o peso de um homem em cima?
Antes que eu pudesse processar o insulto, ele me deu um bote. Com uma força descomunal, ele me agarrou pelos ombros e me virou de costas no sofá, me dobrando sobre o móvel. Senti o impacto das mãos dele na minha bunda, um tapa seco e estrondoso que fez minha pele queimar sob a renda fina da lingerie. E então veio outro, e mais outro, cada um mais forte que o anterior.
Eu tentava desesperadamente levar as mãos para trás para proteger minha pele, mas, com uma facilidade humilhante, ele prendeu meus dois pulsos com apenas uma de suas mãos enormes, travando-os contra as minhas costas. Eu estava arqueado, indefeso, sentindo o peso daquela figura imensa sobre mim.
— Então é isso? Para você me respeitar, eu tenho que fazer igual a eles? — ele rosnava perto do meu ouvido, enquanto a mão livre continuava a descer com força. — Tenho que meter o pau aqui? Tenho que te mostrar quem manda de verdade e te tratar como a putinha que você é?
— Para! Por favor! — eu gritava entre soluços, sentindo que a mão dele era pesada demais, cada golpe parecia explodir na minha carne. — Tá doendo, para!
— Eu só vou parar quando você aprender quem é o seu verdadeiro dono nesta casa — ele sentenciou, a voz rouca e firme, deixando claro que a noite estava apenas começando.
O estalo de mais um tapa ecoou pela sala silenciosa, fazendo minha pele arder e minha cabeça girar. O rosto dele estava completamente transformado; a expressão raivosa, com as veias do pescoço saltadas e os olhos claros brilhando de fúria, era a mesma de anos atrás. Era a imagem do homem bruto que chegava em casa chutando as portas e batendo na minha mãe. Naquele momento, toda a fachada de homem calmo da igreja e de pai arrependido tinha caído por terra. Parecia não haver mais volta.
— O povo da rua deve olhar para mim e pensar: "Olha lá o frouxo, tem uma puta em casa e não coloca ordem" — ele rosnava, a voz saindo como um trovão baixo perto do meu ouvido, seu hálito quente batendo na minha nuca. — Eu aqui dentro, trabalhando feito um burro, e você procurando macho na rua, me fazendo passar por palhaço, envergonhando o seu pai e me tratando como se eu fosse um frouxo.
Ele não esperou resposta. Vi quando ele levou os dedos à boca, umedecendo-os com rapidez. Sem qualquer aviso, ele forçou a entrada do meu buraquinho. Os dedos dele eram grossos, rústicos, com a pele áspera, mas como eu tinha dado para o Marcos pouco tempo antes, eles entraram com uma facilidade que me entregou na hora.
— Que porra é essa? — ele perguntou, sentindo como o músculo se abria sem resistência. — O cuzinho já se abre assim, fácil, para qualquer macho? Está escorregando aqui dentro, todo molhado, parece uma bucetinha de mulher...
— Está lubrificado com a gala de outro macho... — eu respondi, a voz saindo num gemido que misturava provocação e medo, a verdade saltando para fora enquanto eu sentia o preenchimento bruto dos seus dedos.
Ele travou por um segundo, o corpo dele ficando rígido contra o meu. Tirou os dedos de dentro de mim com um solavanco e, num gesto carregado de desprezo, passou-os sujos na minha bunda, limpando o rastro do outro homem na minha própria pele. Ele parecia ter nojo de ter tocado na porra do amigo, mas ao mesmo tempo, aquilo parecia atiçar uma fera dentro dele.
— Ah, é? Pois agora eu vou ter que entrar aí e colocar ordem nessa bagunça — ele disse, a voz ficando perigosamente rouca, quase um sussurro de possessão. — Vou leitar tanto esse rabo que vai vazar pelos lados. Vou marcar o meu território em cima do dele para você aprender de quem você é de verdade.
Ele passava o pau duro, que quase rasgava o tecido da calça de moletom, na fenda do meu rabo. O calor que emanava dali era absurdo, aquecendo minha pele branca. Quando ele finalmente baixou o moletom, eu olhei para trás por cima do ombro e o que vi me deixou em choque. O tamanho era um exagero de masculinidade bruta: a cabeça grande e roxa, as bolas pesadas, a grossura impressionante e as veias saltadas que pareciam cordas enroladas na peça.
No mesmo instante, meu corpo me traiu. Meu rabo começou a "piscar" em um frenesi descontrolado, num código morse de puro desejo. Um tesão escuro e profundo subiu pelas minhas pernas. Era uma sensação confusa: eu odiava aquele homem pelas marcas que ele deixou na minha infância, mas o meu rabo tinha vontade própria. Na verdade, meu tesão era puramente carnal; era vício em rola grande. Qualquer homem que tivesse uma tora daquelas me faria perder os sentidos.
Eu já estava ansioso, sentindo o líquido viscoso escorrer pelo meu buraquinho, deixando tudo ensopado como se eu fosse uma mulher no cio. Eu imaginava aquelas veias grossas cavando espaço dentro de mim, me alargando, me rasgando e ocupando cada milímetro do meu interior. Eu amava o prazer de ser moldado por algo maior que eu, de sentir o buraquinho arder e queimar a cada estocada. Odiava a sensação de estar vazio; precisava sentir o peso de um macho de verdade ali dentro.
Aquela tora de carne emanava uma autoridade que me fazia esquecer qualquer briga. Instintivamente, minhas costas se curvaram, empinando meu rabo ainda mais alto para ele, oferecendo minha intimidade de bandeja enquanto eu esperava pelo primeiro golpe daquela peça enorme dentro de mim.
A sala estava mergulhada em um silêncio pesado, quebrado apenas pela minha respiração curta e pelo som da pele dele roçando na minha. O ar parecia ter ficado mais denso, carregado com o cheiro de suor, fúria e aquela masculinidade bruta que meu padrasto exalava. Ele me mantinha ali, dobrado sobre o braço do sofá, as mãos grandes apertando meu quadril com tanta força que os dedos dele se enterravam na minha carne, deixando marcas que certamente ficariam roxas.
Ele encostou o rosto perto do meu ouvido, e eu senti o calor da pele dele e a aspereza da barba grisalha contra a minha nuca. A ponta daquela tora enorme, pulsante e quente, ficava ali, cutucando a entrada do meu buraquinho, que se abria e fechava num ritmo frenético.
— Olha só para essa cena... — ele começou, a voz num tom baixo e rouco que me causava arrepios da cabeça aos pés. — Cadê o garoto valentão? Cadê o Guilherme que gritava que eu não era o pai dele? Agora você está aqui, tremendo que nem uma folha, com o rabo empinado e implorando pelo que é meu. Bastou eu mostrar quem manda de verdade para você virar esse bicho manso, não foi?
Eu tentei respirar, mas o peso do corpo dele contra o meu me deixava sem fôlego.
— Eu... eu só quero que você acabe com isso, pai — gemi, a voz abafada contra a almofada.
— “Pai”, né? Agora você lembra que sou seu pai?
Eu tentei responder, mas minha voz falhou. Eu estava em transe, dividido entre o ódio que alimentei por anos e o tesão avassalador que aquela autoridade me causava.
— Eu li as mensagens, Guilherme. Li cada palavra que você escreveu para aquele traíra do Marcos — ele continuou, apertando ainda mais o meu pescoço, me obrigando a sentir o peso do seu corpo sobre o meu. — Você dizia para ele que gostava de ser "estragada", que precisava de um macho de verdade para te colocar no lugar. Você pedia, por favor, para ele ser bruto. Por que nunca pediu para mim, hein? Por que fingia esse nojo todo enquanto por dentro estava morrendo de vontade de sentir a força de um macho?
— Eu... eu não sabia... — gaguejei, sentindo o líquido viscoso escorrer pelas minhas coxas, ensopando a renda da lingerie que ainda estava enrolada na minha perna.
— Não sabia o quê? Que eu sou dez vezes mais homem que ele? — Ele deu um tapa seco e estalado bem no meio da minha bunda, fazendo minha pele latejar. — O Marcos é só um reflexo do que eu sou. Você procurou nele o que sempre teve medo de encarar aqui em casa. Você gosta dessa pegada de trabalhador, gosta de mão calejada, de homem que não pede licença. Gosta de sentir que não tem controle nenhum, não gosta?
— Gosto... — confessei, baixando a cabeça, totalmente entregue à humilhação que me dava tanto prazer. — Eu gosto que me mandem... gosto de homem bruto que nem o senhor.
Ele deu uma risada curta, carregada de um domínio sombrio. Ele empurrou a cabeça da piroca só um centímetro para dentro, o suficiente para eu sentir a pressão absurda das veias grossas me dilatando. O grito ficou preso na minha garganta.
— Pois agora você achou o que procurava — ele disse, a voz vibrando dentro das minhas costas. — A partir de hoje, a brincadeira com os outros acabou. O Marcos não vai mais encostar um dedo nessa carne. Ninguém vai. Eu vou te marcar de um jeito que, toda vez que você olhar no espelho, vai lembrar de quem é o dono desse rabo.
Ele deu outro tapa, ainda mais forte, que ecoou pela casa vazia.
— Responde para mim, quem é que manda em você agora? Quem é o seu dono?
— É o senhor, pai... — respondi entre soluços de tesão e dor. — O senhor é meu dono. Eu sou sua putinha.
— Isso... fala mais alto para eu ouvir — ele exigiu, roçando a ponta da rola na entrada úmida. — Fala que você estava morrendo de vontade que eu fizesse isso desde o dia que me viu de moletom pela primeira vez.
— Eu queria... eu queria sentir o senhor dentro de mim... eu queria que o senhor me tomasse à força — eu despejei as palavras, perdendo todo o filtro, sentindo que meu buraquinho não aguentava mais de tanta ansiedade para ser rasgado por aquela tora.
— Pois relaxa esse rabo agora — ele sentenciou, a voz ficando grossa e definitiva. — Porque eu vou entrar e vou tirar todo esse cheiro de outro homem de dentro de você. Vou te encher tanto que você não vai conseguir nem andar direito amanhã na escola. Vai sentir o meu molde dentro de você a cada passo que der, para nunca esquecer quem é que manda aqui. Você queria um macho de verdade? Pois agora você tem o seu pai.
O silêncio da sala, antes preenchido pela discussão tensa e carregada de rancor, agora era dominado apenas pelo som pesado das nossas respirações. O ar parecia ter ficado mais denso, saturado com o cheiro de suor, fúria e aquela masculinidade bruta que meu pai exalava por cada poro. Eu continuava ali, dobrado sobre o braço do sofá, sentindo o peso do corpo dele me esmagando contra o estofado enquanto ele se preparava para o golpe final.
A tora imensa, que ele já havia libertado e que pulsava com uma vida própria, estava encostada diretamente na entrada do meu buraquinho. O calor que emanava daquela carne era absurdo, aquecendo minha pele e fazendo meu corpo inteiro entrar em alerta. Eu sentia a cabeça enorme e as veias saltadas cutucando meu músculo, que se abria e fechava num ritmo frenético, pedindo desesperadamente pelo preenchimento que só um homem com aquele porte poderia dar.
Ele não usou lubrificante e não houve nenhum gesto de carinho. Ele aproveitou apenas a gala que já escorria de mim — o rastro que o Marcos havia deixado misturado ao meu próprio líquido de excitação — e a força bruta de quem passou décadas dobrando ferro e carregando peso no trabalho braçal.
— Agora você vai sentir o que é um homem de verdade — ele rosnou, a voz vibrando de forma cavernosa nas minhas costas.
Com um impulso lento, mas absolutamente devastador, ele forçou a entrada.
— Ahnn! — O grito escapou da minha garganta, agudo e rasgado, ecoando pelas paredes da sala escura.
A dor foi a primeira coisa que me atingiu. Era uma sensação de expansão extrema, como se ele estivesse me partindo ao meio com uma estaca de ferro quente. A cabeça daquela peça era larga demais, e eu sentia cada centímetro sendo conquistado pela força dele, esticando a pele do meu buraquinho até o limite do suportável. Era um preenchimento que eu nunca imaginei ser possível, algo que fazia o meu corpo inteiro tremer e minhas pernas fraquejarem.
— Relaxa, porra! — ele ordenou, a voz rouca bem perto do meu ouvido, seu hálito quente queimando minha nuca — se fosse macho da rua, já tinha sugado a pica toda, né?
Para me obrigar a ceder e parar de lutar contra o tamanho dele, ele desferiu um tapa pesado e seco na minha nádega. O som foi como um tiro no silêncio da noite, e a ardência imediata me fez arquear as costas por instinto, abrindo o caminho para que ele empurrasse o restante da grossura para dentro. Quando ele finalmente entrou todo, senti o impacto do quadril dele contra a minha bunda. Eu estava completamente estacado, imóvel, sentindo o molde de cada veia daquela tora cravado profundamente nas minhas entranhas.
— Isso... olha como esse rabo é guloso — ele sussurrou, a voz rouca e abafada contra o meu pescoço, enquanto eu sentia o peso de cada veia dele me alargando. — Estava querendo uma tora de verdade aqui dentro, não estava? Estava morrendo de vontade de ter um macho de verdade com essa pegada para te domar e te colocar no seu lugar de putinha, né, filho?
Ele começou a se movimentar. Não eram estocadas rápidas; eram golpes lentos, pesados e profundos, com toda a carga do corpo dele. Ele saía quase todo, deixando apenas a cabeça lá dentro, para logo em seguida mergulhar com tudo de novo, como se quisesse atravessar o meu corpo. A cada investida, eu sentia meu buraquinho ser alargado e refeito pelo molde dele. Era uma sensação de domínio absoluto; ele estava apagando qualquer rastro do Marcos e escrevendo a própria história na minha carne com a força de um trator.
— É meu... — ele dizia, o ritmo começando a acelerar enquanto o suor dele pingava nas minhas costas. — Tudo meu! Essa bunda grande, esse aperto... tudo propriedade do seu pai!
Eu não conseguia mais articular palavras coerentes. Minha visão ficava turva por trás dos óculos, que tremiam no meu rosto a cada golpe. O cheiro rústico de homem, a pegada bruta nas minhas costelas e a forma como ele me tratava como seu objeto de prazer me faziam esquecer o ódio de anos. Naquele momento, o rancor foi substituído por uma necessidade animal de ser possuído por aquela masculinidade transbordante.
O silêncio da sala era cortado pelo som úmido da carne batendo contra a carne, um ritmo pesado que ecoava nas paredes. Ele se inclinou sobre mim, afundando o nariz no meu pescoço e aspirando o ar com uma força animal, buscando o cheiro da minha pele. Ele sentiu o rastro sutil do suor do Marcos que ainda teimava em ficar ali, e isso pareceu despertar uma fera adormecida em suas entranhas. O ciúme e o desejo de posse se misturaram de um jeito perigoso.
Com um gesto bruto, ele passou a mão imensa no peitoral, que estava encharcado pelo esforço, e esfregou aquele suor quente nas minhas costas e nos meus ombros. Era como se ele estivesse me batizando, lavando a minha pele com a sua própria essência, deixando claro para qualquer um que eu agora carregava a marca do meu macho. Não satisfeito em me marcar com o suor da testa, ele enfiou os dedos grossos no próprio suvaco peludo, encharcando-os com aquele odor forte e rústico de homem que trabalhou o dia todo sob o sol, e levou os dedos molhados ao meu rosto, esfregando-os na minha boca e no meu nariz, me obrigando a respirar e a provar a sua virilidade bruta.
Ele me mordia o pescoço com força, quase arrancando pedaços, e desferia tapas estalados na minha bunda e nas minhas coxas, deixando o desenho exato dos seus dedos enormes gravado na minha pele branca. Naquele instante, o Marcos foi apagado; não sobrava nada em mim que me ligasse a outro homem. Eu estava sendo reescrito, centímetro por centímetro, por aquele gigante grisalho.
As estocadas ficaram lentas por um momento, torturantes, cada movimento fazendo a cabeça daquela tora rasgar meu interior devagar. De repente, ele me agarrou pela cintura e me jogou deitado no sofá, me forçando a ficar de lado. Ele se deitou logo atrás, me abraçando com um aperto de urso que me tirava o fôlego, me prendendo no meio daquele corpo parrudo e peludo. Sem qualquer aviso, ele voltou para dentro de mim com uma violência assustadora, mergulhando tudo de uma vez. Ele mantinha o rosto colado ao meu, assistindo de pertinho à minha cara de prazer e agonia, deliciando-se com o meu sofrimento.
O ritmo dele começou a ficar cada vez mais forte, a sala parecia pequena demais para a fúria e o prazer que emanavam daquele sofá. Ele me socava com uma força que fazia o móvel ranger e se arrastar pelo piso, uma sequência de golpes violentos que faziam a cabeça da rola bater com tudo no meu fundo, como se quisesse furar minhas entranhas. Eu gemia alto, gritando o nome dele, olhando nos seus olhos claros que brilhavam com uma mistura de prazer e ódio. Meus gritos não faziam ele sentir pena; pelo contrário, pareciam dar mais força para ele me castigar. Eu sentia que estava literalmente apanhando de rola. Nenhum outro homem na vida tinha me deixado naquele estado de choque; eu parecia ter perdido os movimentos do corpo, minhas pernas estavam bambas, meus braços sem força, totalmente entregue. Para ele, eu não era mais o filho ou o enteado; eu era apenas um buraco de prazer feito para ser usado.
Em um surto de entrega total, levei minhas mãos aos cabelos grisalhos dele, puxando sua cabeça contra a minha. Ele me deu um beijo de posse, uma boca quente e faminta que parecia querer engolir a minha alma. A língua dele laçava a minha com uma força descomunal, enquanto a barba por fazer me arranhava o rosto inteiro, deixando tudo ardendo. Ele apertava meu pescoço, me enforcando de leve, apagando qualquer rastro ou gosto da boca do Marcos. Enquanto nossas línguas se chocavam, as bolas pesadas dele batiam com força na minha bunda a cada estocada, me fazendo gemer abafado contra a sua boca.
De repente, ele afastou o rosto por um segundo, olhou no fundo dos meus olhos e me deu uma cusparada quente e espessa bem na boca, um gesto final de humilhação e domínio, para logo em seguida voltar a invadir minha garganta com a língua dele, reafirmando que agora, cada poro do meu corpo pertencia única e exclusivamente ao meu verdadeiro dono.
O ritmo dele se tornou algo que desafiava a natureza, uma força bruta que eu não tinha como conter ou escapar. Em um movimento rápido e impiedoso, ele me virou de bruços novamente, me prensando contra o estofado com tamanha autoridade que perdi o fôlego. Ele deitou o corpo todo sobre mim, e o peso dos seus músculos maciços, das coxas grossas e do peitoral largo, me fez praticamente sumir embaixo dele. Eu me sentia minúsculo, esmagado pela sua estatura de um metro e oitenta e três, sentindo cada centímetro daquela pele quente, peluda e suada colada na minha pele branca e trêmula.
As estocadas, que eu achava que já tinham atingido o limite da dor e do prazer, ficaram ainda mais violentas. Agora que ele tinha o peso total do próprio corpo para empurrar, usando a gravidade a seu favor, cada golpe era mais fundo que os anteriores. Eu estava afundado no sofá, o rosto enterrado na almofada que abafava meus gritos, sentindo aquela tora atravessar o meu corpo como se quisesse me pregar contra a estrutura de madeira do móvel. O impacto era seco e ruidoso; o som da carne dele batendo contra as minhas nádegas preenchia toda a sala escura, abafando o tique-taque do relógio na parede.
O suor dele agora pingava sobre mim como chuva, quente e salgado, misturando o cheiro rústico de homem que passou o dia no trabalho com o odor metálico do esforço físico extremo. Ele segurou meu rosto com as duas mãos grandes e calejadas, obrigando-me a virar o pescoço de forma desconfortável para olhar fixamente nos seus olhos claros. Eles estavam injetados, as pupilas dilatadas, nubladas por um êxtase que beirava a loucura.
— Olha para mim, Guilherme! — ele rosnou, a voz saindo como um trovão rouco que fazia meu tórax vibrar. — Olha bem quem é que está te quebrando no meio agora! Esquece o Marcos, esquece qualquer outro... a partir de hoje, você é só meu! Entendeu? De mais ninguém!
As estocadas ficaram curtas, rápidas e brutais, um bombardeio incessante que me fazia perder os sentidos e a noção de espaço e tempo. Eu sentia meu buraquinho arder, latejar e se dilatar ao extremo, moldando-se desesperadamente ao redor daquela peça enorme que me invadia sem qualquer piedade. Eu sentia que ia desmaiar; minha cabeça tombava para o lado, meus óculos já estavam perdidos em algum canto escuro do chão, e meus dedos se enterravam no tecido do sofá em busca de um apoio que não existia.
No meio daquela brutalidade, algo em mim se rompeu. A pressão constante contra o meu fundo, o peso dele me esmagando e a humilhação deliciosa de ser tratado como um nada despertaram um prazer tão agudo que meu corpo entrou em curto-circuito. Eu não estava me tocando, minhas mãos estavam presas sob o meu peito, mas a rola dele me batia por dentro com tanta precisão que meu pau, esmagado contra o sofá, começou a pulsar desesperadamente.
Eu via clarões brancos a cada estocada. O prazer era tão violento quanto a dor, uma eletricidade que subia pela minha espinha e me fazia revirar os olhos. Eu não aguentei. Sem que nenhuma mão encostasse em mim, apenas pelo impacto brutal daquela tora no meu fundo, eu senti o ápice chegando como uma onda avassaladora. Soltei um grito abafado na almofada enquanto meu sêmen jorrava com violência, sujando o sofá e a minha própria barriga, jatos involuntários que acompanhavam o ritmo das estocadas dele. Eu gozava em espasmos, o corpo todo tremendo, sentindo que tinha sido levado ao meu limite absoluto de prazer e degradação. Eu estava completamente destruído e satisfeito, derramado no móvel enquanto ele continuava a me usar sem dó, aproveitando o aperto final que o meu gozo causava no meu buraquinho.
De repente, senti o corpo dele travar. Os músculos dos braços, das costas e das pernas dele ficaram duros como pedras de mármore. Vi as veias do seu pescoço saltarem sob a pele grisalha enquanto ele soltava um urro que vinha do fundo do peito. Ele deu uma última estocada, a mais profunda e definitiva de todas, enterrando cada milímetro daquela tora dentro de mim, me esmagando contra o sofá com todo o peso de pura masculinidade.
— Vou te encher... vou te marcar por dentro para você nunca mais esquecer! — ele gritou, a voz falhando em um misto de domínio e alívio.
E então, o calor veio de forma avassaladora. Foi como se um vulcão entrasse em erupção dentro das minhas entranhas, um incêndio líquido que me queimava por dentro. Senti o primeiro jato, grosso, denso e terrivelmente quente, atingir o fundo do meu buraquinho com uma pressão que me fez arquear as costas. E veio o segundo, o terceiro, o quarto... Parecia que ele tinha uma reserva infinita de porra para descarregar.
O leite dele inundava meu interior, me preenchendo de um jeito que nenhum homem jamais tinha conseguido fazer. Era tanta gala que eu sentia meu baixo ventre estufar levemente sob a pressão, um calor líquido que, sem ter mais espaço lá dentro, começou a vazar e a escorrer pelas minhas coxas, ensopando o que restava da lingerie de renda e o estofado do sofá da nossa sala.
Ele deu alguns espasmos finais, a rola pulsando violentamente dentro de mim enquanto ele despejava até a última gota da sua essência. O corpo dele relaxou sobre o meu, pesado, ofegante e exausto, o coração batendo forte como um tambor de guerra contra as minhas costas. O silêncio voltou para a sala, mas agora era um silêncio de território conquistado, devastado e devidamente assinado.
— Pronto — ele sussurrou, a respiração ainda pesada e úmida no meu ouvido, enquanto eu sentia o líquido quente continuar a vazar de mim em fios pegajosos. — Agora você sabe quem é o seu macho de verdade. Agora você está devidamente batizado pelo seu pai.
Ele permaneceu ali por o que pareceram horas, o peso bruto e maciço do seu corpo me mantendo imóvel, me obrigando a sentir cada batida do seu coração desacelerando contra as minhas costas. O silêncio da sala era quase ensurdecedor, o líquido quente continuava a escapar de mim em intervalos rítmicos, escorrendo devagar pelas minhas coxas e sujando o estofado do sofá que minha mãe tanto cuidava com zelo. O cheiro na sala era uma mistura inebriante de suor masculino, o odor rústico do trabalho e a gala que ele havia despejado em abundância.
Finalmente, ele soltou um suspiro longo, profundo e carregado de um alívio sombrio. Senti os músculos das suas costas relaxarem, mas a pegada nos meus quadris continuava firme, como se ele ainda estivesse garantindo que eu não fugiria. Com um movimento lento, ruidoso e deliberadamente demorado, ele começou a se retirar. A sensação de vácuo e a súbita perda daquele preenchimento colossal me fizeram soltar um gemido involuntário, um ganido baixo de dor e vazio; meu buraquinho, agora completamente dilatado, exposto e hipersensível, parecia arder com a entrada do ar frio da sala. Quando ele saiu por completo, o som úmido e “suculento” da carne se desprendendo ecoou como um veredito final do que tinha acabado de acontecer.
Ele se levantou devagar, com a calma de um predador que acabou de se alimentar. Ouvi o som do elástico da calça de moletom sendo ajustado na sua cintura com uma indiferença que me machucava mais que os próprios tapas. Eu continuei ali, deitado de bruços, com o rosto afundado na almofada úmida, sem forças sequer para cobrir minha nudez, sentindo o rastro da sua gala esfriar e secar na minha pele, grudando nas dobras das minhas coxas.
— Vai para o banho agora — ele ordenou, a voz agora seca, sem o fogo da raiva imediata, mas carregada de uma autoridade fria e inabalável que não aceitava réplicas. — Limpa essa sujeira. Limpa cada rastro. Não quero que sua mãe sinta cheiro de nada além de desinfetante quando chegar da igreja amanhã cedo.
Eu não respondi. Apenas fechei os olhos com força, sentindo as lágrimas finalmente escorrerem livres, abrindo caminho pelo suor e pela poeira que ele havia esfregado no meu rosto com as mãos sujas. O gosto da sua cusparada ainda estava na minha boca, um lembrete salgado da minha submissão.
— Você me ouviu, Guilherme? — ele perguntou, e eu ouvi o som dos seus passos pesados e descalços se aproximando novamente, parando bem ao lado da minha cabeça. Senti a pressão do seu olhar sobre o meu corpo marcado.
— Ouvi... pai — sussurrei com a voz rouca, a palavra saindo amarga, mas carregada de uma aceitação que eu nunca pensei que teria.
— Ótimo. E amanhã, ponha uma roupa de homem e esconda bem essas marcas, porque agora as coisas vão ser do meu jeito. Quero ver se essa sua marra de “não te devo obediência” vai durar muito, porque de hoje em diante, você vai andar na linha sabendo exatamente quem é que manda nesta casa. O que aconteceu aqui não foi um castigo de uma noite só, Guilherme. A partir de agora, o seu corpo me pertence todos os dias e a qualquer hora. Se eu te pegar com aquele olharzinho de quem quer macho na rua de novo, eu só vou ser dez vezes mais bruto do que fui hoje, mas não se engane: com ou sem olharzinho, agora você é minha obrigação constante. Eu vou te usar sempre que eu tiver vontade. Entendeu?
Ele deu um último tapa, quase um peteleco de desprezo, na minha nádega vermelha e caminhou em direção ao corredor. O som dos seus passos foi sumindo em direção ao quarto dele, e logo ouvi o barulho da porta se fechando, deixando-me sozinho na penumbra da sala.
Levantei-me com uma dificuldade extrema, sentindo as pernas bambas, como se meus ossos tivessem virado gelatina. O líquido dele escorria pelas minhas panturrilhas, quente e pegajoso, e cada passo que eu dava em direção ao banheiro era um lembrete agonizante do seu molde dentro de mim. Eu estava quebrado, humilhado e marcado, mas, de uma forma distorcida e aterrorizante, a promessa de que aquilo se repetiria sempre fez meu buraquinho pulsar de novo. Eu sabia que a hierarquia daquela casa tinha mudado para sempre. Eu não era mais apenas o enteado rebelde; eu era a posse dele para o que ele quisesse, quando ele quisesse.
A água quente batia contra as minhas costas com força, misturando-se ao suor, ao leite que ainda escorria, mas nenhuma temperatura ou pressão parecia capaz de apagar a sensação de que o molde dele ainda estava cravado em mim. Eu apoiei as mãos trêmulas nos azulejos frios do banheiro, sentindo o corpo fraquejar. Cada músculo latejava em um eco constante daquela violência crua e do prazer sombrio que haviam me quebrado minutos atrás.
Enquanto eu passava o sabão, meus dedos encontravam os relevos da minha pele: as marcas profundas dos dedos dele que se enterraram nos meus quadris e a ardência viva na pele da minha bunda, que ainda queimava e pulsava pelos tapas secos. Eu fechei os olhos e, por um instante, o cheiro rústico, suado e agressivo dele pareceu voltar a inundar meus pulmões, dominando o aroma do sabonete. O Marcos era agora uma lembrança pálida e insignificante, uma brincadeira de criança que tinha sido obliterada pela realidade de um macho de verdade, um homem que não pediu licença, que não usou de sutilezas, mas que simplesmente me tomou como se eu fosse um pedaço de terra a ser conquistado.
A reflexão era amarga, mas carregada de uma clareza que me assustava. Eu sempre achei que odiava o controle dele, que detestava a forma como ele ocupava o espaço na casa com sua força bruta, seus ombros largos e aquela barba grisalha que impunha respeito. Mas ali, sentindo a água morna escorrer pelo meu buraquinho dilatado, sensível e marcado pela tora dele, eu entendi a verdade: o meu ódio era apenas o escudo que eu usava para não admitir o quanto eu ansiava por ser dominado daquele jeito. Eu entendi que as discussões infantis e os bate-bocas sem fim que tínhamos deixariam de existir. Aquela rebeldia vazia não fazia mais sentido, porque ele finalmente tinha conquistado o que nenhum outro homem conseguiu: minha admiração e meu respeito total pela sua força absoluta.
Meu pai não tinha apenas me usado para se satisfazer; ele tinha me reivindicado. A promessa de que aquilo se repetiria sempre — independente do meu comportamento, independente da minha vontade, mas apenas pela vontade dele — não soava mais como uma ameaça de morte, mas como uma sentença de vida. Eu não precisava mais procurar validação em aplicativos ou em encontros casuais na rua; o meu dono dormia no quarto ao lado, e ele era mais do que suficiente para me manter na linha.
Eu já conseguia imaginar as únicas brigas que teríamos daqui para frente. Eu seria a perturbação diária dele, provocando-o só para sentir aquela fúria deliciosa de novo. Já planejava as palavras que usaria para atiçar o monstro: “Meu cuzinho está ficando apertado demais, papai... parece que a sua marca está sumindo, parece que eu estou sem dono”. Eu viraria o jogo da provocação, ele teria que saber lidar com uma puta insaciável dentro de casa, perturbando-o todo santo dia para que ele machucasse o meu rabo com aquela pica imensa, chegando ao ponto de ameaçar procurar outro na rua só para ver o monstro despertar e ele me tomar com ainda mais violência, me lembrando através da dor de quem eu realmente era.
Enxuguei o espelho embaçado com a mão e encarei meu reflexo. Meus lábios estavam inchados pelos beijos brutos, meu pescoço exibia as marcas de onde ele me enforcou e meu olhar tinha perdido toda aquela insolência vazia de antes. Eu via um estranho, alguém que agora conhecia o seu lugar e que teria prazer em ser um objeto nas mãos dele. Saí do banho, vesti uma roupa larga para esconder os estragos e as marcas roxas, mas a sensação do peso da posse dele sobre mim permanecia, como uma tatuagem invisível na minha alma.
Ao apagar a luz e caminhar pelo corredor escuro, passei pela porta do quarto dele e parei por um segundo, ouvindo sua respiração pesada e rítmica lá dentro. Um arrepio percorreu minha espinha, misturando medo e uma ansiedade doentia. Eu sabia que, a partir de amanhã, nada seria igual. O silêncio da casa agora tinha um dono, e eu, finalmente, tinha um mestre. O jogo de rebelde tinha acabado. A minha vida como propriedade do meu pai e a minha nova missão de ser o seu brinquedo mais perturbador e submisso estavam apenas começando.
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Comentários (5)
Adaltooo: Carai que delicia
Responder↴ • uid:1efpci93hzf9Mistery: Ameii!! Continua essa história, está maravilhosa. Quero muito ver as diversas maneiras que você vai deixar o seu pai se corroendo de ciúmes
Responder↴ • uid:g3iqamyqkNick: Queria um pai desses.
Responder↴ • uid:xgnptim3Cativo: Amei, continua! Adoro uma submissão forçada ❤️🔥❤️🔥
Responder↴ • uid:g3j1no4v3Puta: Continua
Responder↴ • uid:gg8c4mwbdmg