Reencontrando minha ex (parte 1)
Ela olhou para baixo e iria passar ao meu lado, mas eu fui para sua frente e paramos. Ela me olhou nos olhos. Eu estava completamente nervoso...
Eu não sei se deveria escrever esse conto. Na verdade, ainda nem caí em mim a respeito do que aconteceu, mas preciso falar isso com alguém que não vá me julgar de forma equivocada. Claro que vou usar nomes e locais fictícios para preservar os envolvidos, mas enfim. Leiam e tentem me entender.
Me chamo Daniel, tenho 32 anos, 1,67m, moreno (pardo, na verdade), cabelo cacheado natural e residente em Natal (RN). Sou faixa preta de jiu-jitsu e concilio treinos e academia pra manter um corpo bem dividido (sem exagero).
Para vocês entenderem melhor, preciso voltar ao ano de 2006. Vai ser longo, não vai começar com sexo imediatamente, mas vai valer a pena. Eu tinha 13 anos e conheci, por acaso, uma garota 3 anos mais nova nas aulas de violão com quem eu gostava de implicar por mera resenha. Porém, não tinha nada demais ali. Ela era uma criança e eu entrando na adolescência só queria saber de ficar com as meninas da minha turma. Perdi o contato com essa garotinha por alguns anos, pois parei com as aulas, mas não deixei de tocar violão e até entrei em uma banda. Essa experiência me deu a oportunidade de lecionar na escola onde eu comecei a estudar música. E, por ironia da vida, aquela garotinha (que tinha desistido do violão naquele tempo) tinha voltado às aulas, só que agora ela já estava com 16 anos e eu com 19. Ah, seu nome é Melissa.
Entre aulas e implicâncias, começamos uma amizade pelo Facebook. Eram horas e horas conversando madrugada a dentro. Ficamos a primeira vez... a segunda... a terceira... alguns meses nisso até começamos a namorar escondido, pois seu pai, muito religioso, além de não permitir que ela namorasse antes dos 18 anos (pura desculpa, pois o real motivo era...) não foi com a minha cara, porque eu seguia um visual grunge/indie. Quando ela fez 18, tentamos oficializar o namoro, mas seu pai não deixou. 1 ano depois, ela bateu de frente e começamos a namorar, mesmo com ele não querendo. Cara, na real, eu amava a Mel. Namoramos por quase 4 anos, fui seu primeiro amante, era tudo incrível entre nós, até que começamos a discutir por besteiras e isso foi desgastando a relação. Cometi alguns "deslizes"; brigamos por algumas amizades dela que eu via como abusivas, mas ela não pois eram suas "BFFs"... Mas descobri que estava com câncer e não queria que ela passasse por essa barra. Então, sem avisar sobre a doença, usei as brigas como desculpa para terminar e ela nunca soube da minha doença. Na verdade, optei por passar por tudo só, pois odiaria ver as pessoas me olhando com pena.
A princípio tivemos umas recaídas e ficamos algumas vezes, até que se tornou doloroso demais para ela ficar desse jeito e foi o nosso "ADEUS". Passaram-se anos sem nos falar, mesmo quando nos víamos. Isso era muito doloroso, mas eu entendia ela. Fiz o meu tratamento, e contra todas as opiniões médicas, superei o câncer. Conheci uma outra mulher incrível, namoramos, noivamos e casamos. Não era o mesmo sentimento que eu tive pela Mel, mas eu gostava muito mesmo da minha esposa (Bianca). Melissa também se casou e estava morando em uma cidade vizinha. Mas a verdade é que eu nunca esqueci a Mel. Quando eu a via, mesmo que não nos falássemos, eu me sentia como um adolescente. Ficava nervoso, com frio na barriga, vontade de falar com ela, mas respeitando sua nova relação. Mesmo casado e feliz, sonhava com a Mel várias vezes, embora tentasse esquecer nosso passado.
Pronto agora vocês estão por dentro do contexto. Vamos para o que aconteceu nesse início de 2025.
Eu estava em uma lanchonete de um shopping aqui de Natal com uns amigos quando eu vi Melissa passar de longe. Fiquei desconcertado, mas tentei não dar atenção a isso. Era só mais uma vez onde fingiríamos ser dois estranhos. Pouco depois ela passou ao lado da mesa que estávamos e se sentou na mesa ao lado com uma amiga dela. Percebi que ela não tinha me visto. Ela continuava linda em seus 1,63m: sua pele branquinha, contrastando com seus cabelos castanhos cacheados, ela estava com um corpo bem trabalhado pelos treinos de natação que estava fazendo há alguns anos; seios médios e uma bunda perfeitamente proporcional ao seu corpo.
No começo eu iria apenas ignorá-la como sempre fizemos, até que um amigo sugeriu que tirássemos uma foto e já foi tocando no ombro dela e pedindo pra que ela fosse a fotógrafa. Ela que estava de costas, ao se virar e me ver, congelou por alguns segundos e fez uma cara meio que de espanto. Mas tirou a foto e se virou novamente. Depois de uns segundos ela se levantou e foi ao banheiro. Eu sei que deveria ter deixado pra lá e continuado sentado, mas meio que no piloto automático eu me levantei e fui para a parte dos banheiros na esperança de encontrar com ela. E realmente a encontrei no corredor de acesso. Ela olhou para baixo e iria passar ao meu lado, mas eu fui para sua frente e paramos. Ela me olhou nos olhos. Eu estava completamente nervoso, mal conseguindo balbuciar algumas palavras, mas consegui falar:
-Oi... éer.. nossa... Tudo bem?... éer... Olha, eu não tinha te visto, nem sabia que meu amigo ia te pedir pra tirar a foto. Desculpa, mesmo se foi desconfortável pra você. Eu não queria...
-Relaxa - ela me interrompeu - Tá tudo bem. Como você está?
Ouvir a sua voz depois de tanto tempo me arrepiou por completo.
-Estou bem. E você? Nossa, já faz tantos anos que não nos vemos, né?
-Que não nos vemos e mais ainda que a gente não se fala. É estranho até.
-Eu até pensei em falar algumas vezes, mas achei que...
-Olha... - novamente, ela me interrompe - minha amiga está me esperando e seus amigos te esperando, então... é melhor a gente ir.
-Claro... Desculpa. Foi muito bom te rever e ouvir sua voz.... (Mano, eu deveria ter parado aí, e ficado calado, mas nãaaao...) ...Eu senti muita falta de ouvi-la.
-Por favor, não fala isso. Hoje não.
-Desculpa. Tá tudo bem mesmo? De verdade?
-Acho que a gente não deveria estar conversando...
-Sério? Depois de tantos anos ainda é tão problemático a gente conversar educadamente? Tá ok. Não quero te deixar desconfortável.
Falei isso e me virei indo para o banheiro. De repente, sou segurado pelo braço... Olho para Melissa de volta ela diz:
-Me desculpa, você tem razão. É que eu saí hoje pra esquecer uns probleminhas e acho que não tô conseguindo esquecer nada. Tenho esse problema de sempre ficar lembrando do que deveria esquecer... - Ela mudou sua cara e ficou espantada com o que tinha acabado de falar - Quer dizer... - disse me soltando, pois ainda segurava o meu braço - Eu não esqueço os problemas.
Eu sorri e vi novamente aquela adolescente por quem eu tinha me apaixonado.
-Olha - falei sorrindo - meus amigos já vão pedir a conta, mas fala comigo pelo WhatsApp. E a gente conversa um pouco como dois amigos que há muito não viam ou falavam.
-Mas eu não tenho seu número.
-Você ainda tá naquele grupo de informativos da escola de música, sabia? E eu também. Ninguém, fala nada há uns 5 anos, mas tem alguns ex alunos lá. Pega meu número e me manda um "oi".
-Tá, vou fazer isso. Agora eu tenho que... - Ela disse apontando para a praça de alimentação.
-Claro. Espero a sua mensagem.
Saímos em direções opostas. Quando voltei do banheiro já não a vi e nem a sua amiga. Meus amigos e eu pedimos a conta e fomos para casa. No dia seguinte, eu estava no trabalho quando chega uma notificação:
"Oi"...
>>>>>Continua<<<<<
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Comentários (4)
Gabyzinha: Que delícia de conto, amo homens assim T Gabyrskk
Responder↴ • uid:g61ztr4zkMarcelo: Que delicia né Viviane rsrs T diothap
Responder↴ • uid:1cmidwpoxps0Viviane: Continua tá bem escrito. quando rolar sexo na história vai ser uma delicia. saudade e sentimento juntos
Responder↴ • uid:1e2wioxlk85eMarcelo: 50 50 uma branquinha e delicioso T diothap só que já pegou sabe
Responder↴ • uid:1db1h4ox7u0n