Descoberto e consumado - 03
Comecei a pensar se deveria ceder a vontade carnal ou se deveria me respeitar. Marco ocupava um lugar na minha mente como o gostoso que me iniciou, mas eu não sentia que precisava disso, era como se eu fosse retroceder, minhas transas com o Fernando foram muito mais gostosas e respeitosas, eu simplesmente comecei a ignorar o Marco para ele se cansar de me mandar mensagem, até mesmo por medo da Gabi ver e descobrir que eu escondia dela que já me envolvi com dois homens.
Os dias iam passando e tudo parecia estar tranquilo, até que Samuel me chamou:
- Wesley, eu tenho que te mandar embora.
- Por que?
- Você tá namorando com a Gabi, a empresa tá reclamando de vocês andando juntos pelos corredores, almoçando juntinhos
- A gente só caminha junto no almoço e pra saída, isso não é motivo de demissão, a gente se comporta na operação
- Mesmo assim, essa empresa exige respeito, não pode ter relacionamento entre funcionários
Eu estava quase aceitando a demissão, mas achei injusto vir por esse motivo, então falei:
- Se eu vou ser demitido por isso você também devia ser
- Como? Do que você tá falando?
- Todo mundo sabe que você come o Fernando
- Todo mundo? Não... eu não como ele não, me respeita!
- Para! Todo mundo já sabe
- Quem contou?
- Viu como é verdade?
- Não, não é verdade! Para de insinuar essas coisas ou eu vou fazer questão de te arrumar uma justa causa.
- Arruma! Eu solto o vídeo de vocês dois no grupo da empresa.
- Vídeo? Hum... tá, vai trabalhar, outro dia nós conversamos.
Eu saí de perto dele muito irritado, a verdade é que eu não tinha vídeo nenhum, mas soltei essa e ele acabou acreditando, no fim do expediente Fernando me procurou.
- Porra, você ficou louco?
- O que foi?
- O Samuel me chamou querendo saber porque eu te mandei meu vídeo com ele, sendo que eu não te mandei nada.
- Mas vai mandar, porque se ele me demitir eu vou foder a vida dele.
- Para com isso, o Samuel não vai te demitir, mas não fala que todo mundo está sabendo, quer que eu perca meu esquema com ele?
- Ele foi um hipócrita comigo
- Eu sei que foi, mas não me envolve nisso, nem todo mundo sabe que eu fico com ele, foi algo que eu confiei só a você! E já tem gente comentando.
- Foi mal, não vou falar mais nada sobre isso.
Os dias se passavam e o clima no trabalho estava pesado, Samuel mal me dava um bom dia, eu cheguei a cogitar em pedir demissão, mas trocar de emprego de novo não seria uma boa ideia, então aceitei conviver com esse ambiente desagradável, até o dia em que minha máquina deu um pipoco, e lá vai eu ter que falar com o Samuel, o procurei, mas ele não estava em canto nenhum, então fui no Fernando para ver se ele sabia onde estava o macho dele, e ele me respondeu:
- Dá uma de besta, que não sabia que precisa abrir chamado, vai lá no T.I com a CPU, quem sabe eles não te arrumam outra
Fui, bati na porta desengonçado porque estava levando a CPU e o monitor para ver se os dois tinham queimado, e então sem saber se me ouviram eu abri a porta, me deparei com a luz apagada, Samuel de quatro pelado, e um novinho do T.I torando ele, fechei a porta do jeito que deu e saí o mais rápido que eu pude, o coração acelerado.
Fernando me viu passando.
- Que foi caralho? Parece que viu um fantasma
- Vi foi o Samuel dando o rabo pra um cara na sala do T.I
- Que cara?
- Não sei, não conheço todo mundo do galpão
- Você viu direito?
- Vi
Samuel veio marchando rapidamente, cara fechada e gritou de longe:
- Wesleeey! Na minha sala!
Eu congelei por um instante, larguei a cpu e o monitor em um canto qualquer da empresa e fui pra sala dele.
- Você não viu nada, ouviu?
- Eu vi sim
- Não, você não viu! Eu não posso perder meu emprego aqui por um vacilo desses, eu tranquei a porta, não sei como você abriu
- Eu só girei a maçaneta
- Quanto você quer pra não falar nada?
- Não quero nada, mas o Fernando vai saber!
Samuel mexia no celular respirando pesado, e disse:
- Pronto! Te fiz um pix de R$ 300,00, fica calado!
- Você acha que pode me comprar?
- Acho, fica na sua que vai ser melhor pra todo mundo, e você não tem prova do que viu, então não vai querer sair por aí falando algo que não pode provar, não é?
- É... tá bom
Saí da sala dele, e Fernando praticamente me esperava.
- E aí, esse filho da puta tava dando o cu mesmo? Porque comigo ele só é ativo, to com ódio dele, de saber que ele tava com outro funcionário...
- Ele não tava, eu me enganei
- Você falou com muita certeza, o que ele te disse pra você voltar atrás?
- Não disse nada, só era outro cara, tava escuro, eu me confundi
- Certeza?
- Sim, certeza
Trabalhei o resto do dia como se esses 300 reais tivesse realmente comprado meu silêncio, não pelo dinheiro, mas por Samuel ter razão, eu não tinha prova nenhuma.
No fim do expediente, Gabi queria saber quem era o cara que eu vi dando, me pressionando para eu falar a verdade se era o Samuel, e eu não escondi dela:
- Era ele sim, e olha isso - mostrei o pix que ele me fez - ele me pagou pra não falar nada na empresa, nem pro Fernando
- Que filho da puta, você tem que mostrar isso pro Fernando
- Eu não tenho provas de que o Samuel tava dando
- Não precisa, se mostrar o pix, o Fernando vai acreditar
- Tá, mas aí o Samuel me manda embora de qualquer jeito
- Vamos pensar em algo
O ambiente que era ruim se tornou ainda pior, trabalhar com Samuel era sufocante, a vida parecia não querer colaborar comigo, e pra piorar, Gabi pegou meu celular e viu todas as mensagens que Marco havia me mandado.
- Wesley, por que esse cara tá te mandando essas coisas? Olha isso... "saudades, quero te foder de novo, olha como eu fico lembrando de você..." você vai me explicar isso agora!
Eu suspirei fundo e soltei:
- Eu transei com ele uma vez, não gostei, não curti esse lance de viadagem, fiz uma vez pra experimentar, e ele vive no meu pé
- Se você não bloqueou é porque tá gostando, senão já tinha dado um basta
- Só não quis ser chato bloqueando, mas não to gostando não, nem to respondendo
- Mas as fotos em visualização única você abriu todas né? Legal
- Para de criar coisa na sua cabeça
Gabi fez de conta que aquilo estava resolvido, no dia seguinte fomos pro meu apartamento, bebemos um vinho, relaxamos, estávamos nos beijando e então começamos a nossa transa, Gabi desceu me beijando por inteiro, segurou meu pau e começou a chupar, enquanto chupava foi descendo pro saco, e passava a língua um pouco mais abaixo, eu estranhei e comentei:
- Opa, aí não!
Ela me deu uma linguada certeira no cu, eu arqueei o corpo mas ela afundou a cabeça lambendo todo meu cuzinho, fui relaxando e deixando, com uma mão ela me punhetava, e chupava meu cuzinho me deixando todo melado.
Passou o dedo indicador e começou a entrar.
- Me diz... você gostou de dar o cuzinho?
- Não, não gostei
- Não? Não foi gostoso sentir uma rola aqui?
- Não
- Fala a verdade pra mim, o Marco te comeu gostoso?
- Não, ele não soube comer
- Hummm, mas ele é bonito pelo jeito
- É, mas ele é casado
- Interessante, né? As pessoas casadas escondem seus fetiches
- É...
- Não gostou mesmo de dar o cuzinho?
- Não
- Então por que não tá reclamando do meu dedo?
Eu estava relaxado com o dedo dela entrando e saindo de mim que nem reclamei, olhei para ela sem resposta e apenas abri um sorriso.
Gabi saiu do quarto dizendo:
- Já volto!
- Vai onde?
- Me espera aqui.
Ouvi alguns barulhos de armários se abrindo, como se ela estivesse procurando algo, daqui a um pouco ela voltou, com as mãos para trás escondendo algo.
- Pronto, voltei.
- O que você trouxe aí?
- Surpresa, vamos continuar de onde paramos.
Ela pegou uma camisinha, e eu achei que iria colocar em mim, como geralmente faz, mas a vi colocar a camisinha em um pepino.
- Pode parando, que nojo! Não vai enfiar isso em mim não
Ela não se importou e eu não fiz questão de me levantar, ela começou a entrar em mim com aquilo e eu estava com vergonha, mas ela assistia tudo calmamente, enquanto o pepino entrava lentamente, um silêncio observador, eu podia fingir que não estava gostando, mas meu pau ficou mais duro ainda, e ela notou, me punhetava lentamente enquanto me laceava ao legume, depois de alguns minutos ela já fazia o vai e vem mais rápido e quando finalmente sua mão já batia em minha bunda enquanto segurava o pepino ela ria dizendo:
- Você tem um cuzinho guloso hein?! Queria ver o Marco te comendo
- Para de falar isso
- Vou comprar um vibrador pra nós brincarmos, uma cinta com pau pra eu te comer
- Seria interessante
- É né? Fala pra mim que você gosta de dar o cuzinho
- Não
Ela metia mais forte.
- Confessa! Confessa!
- Aaaaai, não, eu não gosto... eu sou ativo porra! Mas isso tá uma delícia.
Ela parou.
- Ativo? Você comeu o Marco?
- Não, eu disse isso porque eu como você
- Sei...
Ela voltou aos movimentos me olhando nos olhos.
- Vou fingir que não saquei que você comeu o Fernando
- Aaaaai, nãoo, eu nãooo comiii
- Hummm, isssooo, gemeee, meu viadinho
- Aiiin
- Amor...
- Falaaa
- Convida o Marco... pra ele comer a gente
- Tá louca? Tira essa porra daí agora.
Ela não tirou, eu fiquei puto de raiva e ciúmes, me arrastei na cama escapando dela, ela ficou lá tímida, dizendo:
- Eu só estou sugerindo uma brincadeira a três, você gosta de dar pra ele, e eu achei ele bonito
- Não gosto de dar pra ele, e mulher minha não dá pra outro homem, não sou corno manso, se fuder!
- Tá, desculpa
A noite estava estragada, dormimos e pela manhã ela foi embora, mas agora eu pensava se deveria convidar o Marco.
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