Os cunhados - por Sabrina
Eu me chamo Sabrina, atualmente tenho 26 anos, sou de São Paulo, e quero compartilhar com vocês minha versão da história "Os cunhados", uma saga que ficou muito conhecida aqui no CNN, mas que muitas pessoas ficaram com dúvidas se era real ou não, por isso quero deixar as coisas um pouco mais alinhadas, por isso podem estranhar mudanças nos personagens e nas situações, mas garanto que será um conto gostoso.
Bom, tudo começou quando eu ainda era casada com Cristiano, nós namoramos na época da escola e como um lindo conto de fadas tudo estava dando certo, ainda que tínhamos nossos problemas mas nossa união era "perfeita", nos casamos aos 18 anos, com direito a vestido de noiva, igreja... o casamento dos meus sonhos, eu era auxiliar de odontologia e Cristiano trabalhava como vendedor em uma loja de calçados masculinos, vivíamos uma vida comum em Franco da Rocha / SP, eu tinha acabado de conquistar meu carro que pra mim era como se fosse um troféu, uma hb20 hatch branca.
A vidinha perfeita se desmanchou em um dia que eu precisei socorrer meu pai, meus pais já são idosos, e moram em uma pequena fazendinha, numa região de terra afastada da cidade, era um dia chuvoso e após voltar com meu pai do hospital eu acabei ficando atolada na lama tentando voltar pra casa, liguei pro Cristiano me ajudar, ele tinha uma courrier velha que seria ideal para me puxar, estranhei que já no telefone ele me xingou.
- Caralho, Sabrina! Eu já tava deitado, agora vou ter que ir em porra de lama pra te ajudar. Foda, viu?! Seu pai tem que ir é de ambulância, olha o lugar maldito que ele mora.
Não respondi imediatamente, porque ele estava irritado, e eu só queria chegar em casa, tomar um banho e dormir, ele demorou quase uma hora para chegar, comigo sozinha no escuro, atolada na lama e a chuva caindo mais pesada a cada minuto.
Assim que ele chegou, desceu do carro afundando os pés no barro e reclamando, conseguiu com muito custo me ajudar e eu acabei queimando a embreagem do meu carro, não era um carro novo, já era usado... e assim que chegamos em casa, Cristiano discutiu mais ainda por isso, dizendo que não ia me ajudar financeiramente a arrumar, eu fui ouvindo tudo calada, apenas esperando que ele se acalma-se e no dia seguinte conversássemos, mas a raiva dele só aumentava, até que ele no meio dessa discussão ele disse:
- Homem nenhum nesse mundo te suportaria, você tem que dar graças a Deus que eu to aqui!
Eu não me aguentei, só dei um sorriso debochado e respondi:
- Garanto que se eu quisesse, muitos homens me ajudariam a tirar o carro dali sem reclamar
Me abaixei para tirar meus sapatos cheios de lama, não vi como, nem de onde, só senti um soco forte em meu rosto enquanto eu caía.
Eu sempre dizia que nunca apanharia de homem nenhum, mas eu não tive reação, não por medo, mas aquilo me surpreendeu e eu fiquei imóvel caída, recebendo outros golpes entre chutes e socos apenas esperando ele terminar, depois de alguns minutos, Cristiano me abraçou chorando dizendo que tinha perdido a cabeça, implorando por perdão, enquanto eu limpava meu rosto ensanguentado só pensava em como agir depois disso.
Fui fria... não esbocei reação, e ainda dormi com ele como se nada tivesse acontecido, no dia seguinte me vesti normalmente para ir trabalhar, com o rosto todo marcado ouvindo ele me instruir dizendo que era pra eu falar que fui assaltada se alguém me perguntasse nos meus machucados e eu apenas concordei, mas ao invés de ir para a clínica, eu fui na delegacia da mulher, e três viaturas o buscaram no trabalho dele, fiquei afastada do meu trabalho, minha chefe foi compreensiva e queria que eu me resolvesse após essa agressão, mas a justiça é foda, Cristiano foi solto em dois dias, e por medo eu acabei indo morar com meus pais, Cristiano não me procurou mais, na verdade a gente até se viu, mas ele nem se quer olhava mais na minha cara, e o medo dele tentar me agredir novamente sumiu aos poucos, troquei algumas mensagens com ele falando do divórcio e ele aceitou tranquilamente.
Quase 1 mês depois, minha vida tinha voltado ao normal, era a tarde de uma sexta com uma garoa fina, e a dentista, doutora Tânia, passou na recepção e me disse:
- Sabrina, vai vir um rapaz hoje, se chama Felipe, trate-o como um rei, preciso ganha-lo como cliente.
Só concordei, achando que era uma chatice dessas de chefes que querem adular clientes.
Perto das 17h30, já cansada e os olhos pesados na frente do computador, vi a porta da clínica abrir, entrou um homem alto, forte, cabelo curtinho bem cortado, olhos claros, e um perfume amadeirado que me estremeceu.
- Boa tarde, posso ajudar?
- Boa tarde, tenho um horário com a doutora Tânia.
- Seu nome?
- Felipe Monteiro.
Era o homem de quem a doutora havia falado.
- Certo... só aguardar que a doutora vai te chamar, você quer um café? Uma água?
- Não, obrigado.
Felipe se sentou naquelas cadeiras desconfortáveis de sala de espera de consultório e ficou de braços cruzados olhando a Tv, eu nem me importava mais com a presença dele, mas me lembrei da Drª Tania dizendo para adulá-lo, então me levantei e fui falar profissionalmente com ele.
- É consulta de avaliação ou você já faz algum acompanhamento?
- Eu fazia, mas preciso de mudar de consultório, meu irmão me indicou esse lugar.
- Ah sim... quem é seu irmão? De repente eu conheça.
- Gabriel, Gabriel Monteiro.
Lembrei-me imediatamente... Gabriel era um paciente chato, e eu já deduzi que Felipe fosse igual.
- Desculpe a intromissão, mas por que precisa mudar de consultório?
- Eu voltei pra cá recentemente, por isso preciso achar um dentista por aqui
- Ah sim... entendi, e onde você morava antes?
- Em Austin
- Interior de São Paulo?
Felipe riu da minha ignorância, mas sem deboche, um riso sincero, e antes que ele me respondesse, Drª. Tania o chamou, ele se levantou calmamente e entrou.
Ali na frente do computador eu fiz uma pesquisa rápida no Google para saber onde ficava Austin, e vi que ficava nos Estados Unidos, instigada sobre por quê dele ter voltado para minha cidade, decidi pesquisar a vida dele, mas encontrei trocentos Felipes Monteiro no instagram, então lembrei-me que eu tinha acesso ao instagram do consultório e Gabriel seguia, vasculhei o perfil dele até achar o perfil de Felipe, entrei, vi foto por foto, destaque por destaque, várias viagens, uma vida de playboyzinho... enquanto eu olhava seu perfil na tela do computador, me distraí e não o vi saindo do consultório, até ouvir ele dizer:
- Gostou das fotos?
Fechei rapidamente num susto e com um riso tímido.
- É... fiquei curiosa em saber onde era Austin
- E ao invés de procurar no google, procurou logo no meu instagram? A curiosidade era só sobre Austin?
Eu não tinha respostas, mas sorri sem graça enquanto a doutora vinha para o acompanhar até a saída.
Felipe me deu um tchau seco, com um aceno e saiu.
A doutora super feliz me disse:
- Marca um retorno pra ele para sexta da semana que vem, nesse mesmo horário.
- Nossa, ele vem tão tarde.
- Ele é muito ocupado
- O que ele faz da vida?
- Ele é um dos chefes financeiros do Mercado Livre
- Chefe? Ah... - falei já perdendo qualquer expectativa, Felipe estava totalmente fora da minha realidade de vida de consultório e casa simples.
No fim de semana, revisitei o instagram dele várias vezes... mas comecei a "desistir" vendo que ele nem sequer olharia pra mim, trabalhei a semana inteira, até chegar a próxima sexta, a mesma cena, clínica vazia, com Felipe sendo o último paciente.
Ele chegou, preencheu a ficha e se sentou... eu estava calada, não procurei assunto, fiquei na minha, até ele dizer:
- Você mudou de perfume?
Estranhei a pergunta...
- Sim, como percebeu?
- Semana passada você estava com um cheiro mais adocicado, hoje está mais amadeirado
- E você repara no cheiro das pessoas assim? Que estranho.
Falei me sentindo desconfortável, enquanto ele abriu um pequeno sorriso e disse:
- E você acompanha o storys de todos os clientes da clínica? Que estranho.
Percebi o flerte, e tentei me manter séria, mas um sorriso sem graça escapou da minha boca.
Enquanto Felipe esperava, a tv passava algum programa aleatório e tentando puxar assunto eu falei:
- Você viaja muito hein?! Mas não vi nenhuma companhia nas fotos, são viagens sozinho ou a trabalho?
- As duas coisas, isso que eu apaguei muitas publicações, e qual é o seu instagram?
- É Sabrina(...), achou?
- Achei, comecei a te seguir, poderia fazer o mesmo, assim você pode me ver sem precisar ficar usando o instagram da clínica.
- Eu não fico pesquisando seu perfil, eu vejo porque a clínica te segue - falei tentando manter uma postura profissional.
Felipe apenas sorriu lentamente, voltando os olhos para a televisão, a doutora o chamou e foi a mesma coisa da semana passada, quando ele saiu passou na mesa da recepção para agendar um retorno.
E antes de sair me entregou um cartão de visitas.
- Aqui tem meu número
- Certo, vou colocar no sistema da clínica
- O número não é pro sistema, é pra você.
Abriu um sorriso e saiu, e olhei várias vezes para aquele cartão... era a primeira vez que um homem me passava o telefone assim, ao mesmo tempo que eu sentia que Felipe estava apenas de joguinhos ou me vendo como uma mulher fácil, eu fiquei instigada em saber qual era a dele, afinal, o Cristiano era o oposto dele, Cristiano era sedentário, barba desgrenhada, falava gírias em todas as frases... o ar de "chefe" do Felipe mexia comigo, não por interesse, mas ser uma pessoa diferente de todas as que eu me envolvi ou das que me davam cantadas.
Fui embora, e naquela noite eu mandei um Oi no WhatsApp dele, começamos com mensagens curtas, até eu me pegar rindo pro celular enquanto ele me convidava para um jantar no sábado a noite, eu aceitei, não tinha nada a perder, mas quis testá-lo, pedi que me buscasse na fazenda, queria saber se ele realmente estava interessado em mim ou só queria curtição, então jogá-lo numa rua de terra, de difícil acesso, região de mata, me mostraria se ele queria algo mesmo ou se desistiria, eu imaginava que ele fosse fresco, dizendo que não viria pra cá, mas estava combinado.
No sábado, me arrumei toda e antes mesmo que eu pudesse terminar minha maquiagem com calma vi sua mensagem: "Cheguei!"
Abri a porteira dando de cara com uma SUV luxuosa, brilhando de tão pretinha, Felipe estava do lado de fora, encostado na porta do carona, me elogiou, abriu a porta e começou a dirigir.
Eu estava tímida, e fui sincera com ele.
- Olha, eu acho melhor eu voltar pra casa.
- Por que?
- Eu nunca saí com um playboyzinho antes... você vai me levar num daqueles restaurantes que eu nem sei pra que tantos talheres, eu não sou esse tipo de mulher, eu to acostumada com Burger King, Mc Donalds...
Ele riu e disse:
- Se quiser eu te levo numa praça de alimentação e a gente come um hambúrguer artesanal, meu foco não é o jantar, e sim sua companhia.
- Aé? Então vamos pra esse jantar, quero ver se vai continuar pensando isso quando eu te fizer passar vergonha comendo o prato principal com o talher de sobremesa
Felipe riu e dirigiu até um restaurante luxuoso, um lugar que eu sempre quis ir, mas que nunca tive convite, nem condições, vieram manobrar o carro dele e entramos, pra minha surpresa ele já tinha feito reservas, quando nos sentamos eu estava boba, olhava em volta e dizia:
- Eu não sei nem o que pedir, tudo parece que é uma delícia.
- Peça tudo
- Não! Doido! O que me sugere?
- Vou montar nosso cardápio completo - Ele disse sorrindo e já chamando o garçom.
Felipe pediu de entradas Bruschetta de tomate confitado e stracciatella, para o prato principal Pappardelle ao Ragu de Costela, um vinho Chianti Classico e de sobremesa Panna Cotta de Baunilha com Coulis de frutas vermelhas.
- Eu nunca comi isso, acho que só conheço o tomate e a costela - Falei rindo
- Amanhã a gente come uma porção de fritas gordurosa, esse jantar é só pra eu ganhar pontos com você.
- E já tá planejando outro pra amanhã? Tá me achando fácil assim?
- Não... mas uma mulher como você precisa provar coisas boas também
Enquanto comíamos, conversávamos sobre nossas vidas abertamente, trabalhos, faculdade, até eu tocar num assunto que não deveria.
- E por que você voltou pro Brasil?
- Eu ia me casar...
- Você ia? O que aconteceu?
Felipe perdeu por um instante a pose de homem confiante, suspirou fundo e me respondeu:
- É uma longa história... prefiro não falar sobre isso.
- Tudo bem, desculpa, mas é que fiquei curiosa, não conheço ninguém tão estável com sua idade, e desistir de morar fora, ser chefe financeiro, e desistir de um casamento... você deve ser uma pessoa bem difícil de lidar.
- É, devo ser.
O clima pesou na hora, e eu senti que estraguei o jantar.
- Não... não difícil de chato, difícil de acompanhar, por exemplo, esse jantar tá incrível, a noite gostosa... eu nunca vivi algo assim, e só nos vimos duas vezes, você parece ser... ser demais pra mim. Por que está interessado em mim?
- Já ouviu falar que os olhos são as janelas da alma?
- Já...
- Quando eu te vi naquela recepção, seus olhos denunciaram que você ficou interessada em mim
- Você é bem convencido! Mas não foi isso que eu te perguntei.
- É que eu senti a mesma coisa, nunca fiquei tão ansioso pra ir no dentista.
Rimos.
- Mas sua ex... ela superou o fim do noivado ou ela é aquelas ex chatas que ficam no pé?
- Ela fica no pé sim, mas eu não quero saber dela, não depois do que ela fez.
- Ela te traiu?
- Não... ela me roubou, mentiu...
- Agora fiquei curiosa em saber, nada pode ser pior do que a minha história que terminou um casamento de anos por um espancamento.
- Seu ex é um covarde
- Sim... o pior de tudo foi eu não ter visto a verdadeira face dele antes
- Acho que as pessoas tem essa facilidade de fingirem ser quem não são
- Tem razão, eu odeio mentiras, mas me conte, o que sua ex fez?
- Eu estava viajando pela empresa, quando ela limpou minha conta bancária, saiu com as amigas pra beber, curtir, e pagou pra todo mundo, eu terminei com ela no mesmo dia, mas ela fingiu uma gravidez, pegou um teste de uma amiga dela pra sustentar a mentira... e fiquei com ela mais uns três meses, até a mentira ir caindo, quando eu descobri tudo, terminei noivado, desmanchei tudo
- Nossa! Eu achava que essas coisas só aconteciam em novelas, que mulher louca!
- Pois é.
Terminamos nosso jantar e eu já imaginava que Felipe iria querer transar, aquele típico "paguei o jantar, agora me dá", entramos no carro e ele me levou direto pra minha casa, sem qualquer tentativa de me beijar ou de transarmos, agradeci, e entrei sorrindo, pensando no quão diferente tinha sido aquele dia.
No domingo, eu estava lavando roupas, descabelada, com uma roupa qualquer, quando minha mãe disse:
- Sabrina, tem um moço no portão querendo falar com você.
Desci, achando que fosse algum vizinho, ou qualquer pessoa aleatória, mas era Felipe... fui ajeitando a roupa e soltando o coque enquanto ria de nervoso.
- O que você tá fazendo aqui? Doido!
Ele estava segurando um buquê de flores amarelas, me entregou e disse:
- Vim para aquela porção de batatas gordurosas que falei ontem
- Do nada? Nem me avisou... meus pais estão em casa e vão achar estranho
- Ótimo! Já vou conhecer meus sogros hoje.
- Sogros? A gente nem tá namorando - falei rindo
Enquanto isso ele abria o porta malas pegando sacolas de mercado decidido realmente a entrar.
- Olha, meu pai é bravo! Toma cuidado com o que vai falar.
Felipe entrou rindo, enquanto isso meus pais sentados na cadeira de balanço já o encaravam de longe.
- Bom dia!
- Bom dia! - respondeu meu pai
- Prazer, sou o Felipe, amigo da Sabrina, vim conhecer vocês, ela fala muito bem do senhor.
Meu pai abriu um sorriso desconfiado enquanto minha mãe enxugava um copo com o pano de prato.
Mãe: De onde vocês se conhecem? A Sabrina não traz amigo aqui.
Felipe: A gente se conhece do consultório. Acho que ela esqueceu de avisar que eu ia vir aqui hoje, trouxe umas coisas pra gente almoçar.
Pai: Almoçar? Não precisa trazer nada, a gente tem comida em casa.
Felipe: Ora, não seja bravo, eu vim fazer um almoço diferente especialmente pro senhor, gosta de feijoada?
Meu pai antes bravo se rendeu:
- Feijoada eu gosto! Sabe fazer mesmo? Quero ver se vai ficar bom
Felipe e eu entramos pra cozinha, ele preparava tudo nas panelas tortas da minha mãe enquanto eu ria da loucura dele.
Depois do almoço, Felipe ficou lá fora, sentado em uma das cadeiras de balanço tomando café com meu pai, uma cena que em anos com Cristiano nunca tinha acontecido, eu olhava de longe enquanto lavava os pratos do almoço e apenas sorria.
Minha mãe se aproximou e disse:
- Esse moço é bão viu?! Não deixa escapar, pega ele logo boba!
- Mãe, eu mal conhece ele... vai que ele não é tudo isso...
- Gente ruim a gente conhece de longe minha filha! Ele é bom viu?! E coisa boa assim não fica disponível muito tempo.
Me juntei a eles enquanto minha mãe fazia um bolo de milho, que eu jurava que Felipe não comeria, mas assim que ficou pronto minha mãe levou um pratinho pra ele com mais uma xícara de café e ele devorou rapidamente.
No fim da tarde, eu o acompanhei até a porteira, e riamos juntos de como o domingo foi gostoso, e quando nos despedimos Felipe me pegou pela cintura, as mãos grandes dele me desarmaram rapidamente, enquanto nossos lábios se tocaram pela primeira vez em um beijo gostoso, demorado que terminamos com um selinho.
Não havia um pedido de namoro formal, Felipe sorriu e foi embora, e eu passei a noite rindo como uma adolescente, ouvindo meus pais elogiarem ele a noite toda.
Durante a semana trocamos muitas mensagens, e então na quinta, Gabriel apareceu na clínica, rindo, e debochando:
- O cunhada! Marca meu retorno pra terça?
- Cunhada?
- Você não tá com meu irmão? O Fe me disse que tava pegando você.
- Pegando? Ele falou com essas palavras?
- Não né? Só disse que estão saindo, mas o Felipe não saí com qualquer uma, as mulheres que ele pega é pra durar
- Ele pega várias então?
- Deve pegar, com o dinheiro que ele tem eu comeria uma por dia
Comecei a ficar com uma pulga atrás da orelha com o Felipe... não sabia exatamente como era seu dia a dia, e isso me deixou desconfiada, até que no dia seguinte, na sexta, ele chegou para sua consulta, me trouxe chocolates e eu agradeci timidamente.
- O que você tem?
- Eu? Nada...
- Eu te fiz alguma coisa?
- Não...
Felipe foi rapidamente para o consultório, quando saiu, ficou sentado esperando meu expediente acabar, comigo insistindo pra ele ir embora.
Quando finalmente saímos da clínica, ele com muita calma me disse:
- Por que está me tratando assim?
- Não é nada, eu só acho que eu to me precipitando, como eu disse... não conheço você direito, e sua vida não se encaixa na minha
- Por que tá falando isso?
- É que você deve achar que eu sou uma vagabunda fácil, que está interessada em seus bens. Eu não to nem aí pro que você tem.
- Sabrina... se eu pensasse que você era uma vagabunda, eu não teria ido na sua casa, nem saído com você. Eu gosto de você, para de pensar besteira.
- Eu quero passar um fim de semana com você, saber como é sua vida... posso? Ou tem algo a esconder?
- Pode, se quiser, pode ir hoje.
- Me passa seu endereço, vou de surpresa!
Ele passou e entrou em seu carro rindo como se eu fosse uma louca.
Cheguei em casa, tomei um banho, me troquei e avisei meus pais que dormiria fora, fui até o endereço ele, dirigindo devagar, trocando mensagens como se eu ainda estivesse em casa.
Assim que cheguei, me surpreendi, a casa dele era um sobrado, bonito, grande... toquei a campainha e ele saiu para me atender, ao me ver, fez cara de surpreso mas me recebeu com um selinho, e abriu o portão da garagem pra mim.
Entrei reparando em tudo, móveis planejados, tudo limpinho e um cheiro delicioso de uma pizza que tinha chegado a poucos minutos.
Me sentei e senti meu rosto corar.
- Desculpa por mais cedo... seu irmão disse que você "pega" algumas mulheres bonitas
- Meu irmão é um idiota! Não ligue pra ele.
- Ele falou com muita propriedade
- Ele diz isso porque é um tarado, sempre deu em cima das minhas ex
- E quantas ex você teve?
- Duas
- Não é o que parece
- Vai ficar me julgando? Acha que eu to ficando com mais alguém além de você?
- Pra ser sincera... eu acho.
Felipe abriu as configurações do celular, e cadastrou minha biometria, eu insisti que não precisava, mas ele insistiu tanto que aceitei com raiva, enquanto comíamos a pizza eu vasculhei todo seu WhatsApp, instagram, mas meu erro foi abrir a galeria, deslizei foto por foto, até ver um nudes maravilhoso, luz baixa, abdômen trincado, e uma piroca imensa apontada pra frente, abri a boca surpresa na hora.
- Meeeeu Deeeus!
- O que foi?
- Nada! Nada! - Fechei a galeria rapidamente. A foto não era tão recente, então não quis perguntar do contexto dele ter tirado, mas enquanto conversávamos eu só conseguia lembrar da enorme pica que ele tinha e que agora eu já estava louca pra ver pessoalmente.
A noite foi passando e Felipe perguntou educadamente:
- E então... quer dormir em um dos quartos ou vai dormir comigo?
- Com você, não estamos juntos?
- Estamos.
- Você é engraçado, nenhum homem pergunta isso
Felipe riu e disse:
- Você tá me achando lento pra tomar a iniciativa?
Eu sorri mordendo os lábios o provocando:
- É... tá bem devagar
- Cuidado! Que quando eu for pra cima, você vai pedir pra parar.
- É? Quem muito fala, geralmente não faz.
Felipe me puxou com carinho pela mão me levando ao seu quarto, começamos a nos beijar no corredor mesmo, caindo na cama com seu corpo grande em cima de mim, beijando meu pescoço e tirando minha blusa com muita facilidade.
Quando ele tirou a camisa eu deslizei os dedos por aquela barriguinha, enquanto já me perdia com os tamanhos do seu braço. Ele desceu, abriu minha calça e a tirou com calma, depois se posicionou entre minhas pernas, puxando minha calcinha pro lado, enfiou seu dedo indicador devagar mostrando o quanto eu já estava molhada, e aos poucos me chupava, com sua língua quente, me abocanhando por inteira, ficou lá por alguns minutos, quando eu finalmente gozei na boca dele me senti envergonhada, era meu primeiro squirt, mas ele se lambuzou sorrindo e me acalmando, ele se levantou, limpou o rosto, e tirou a calça, revelando um pau de 26cm, grosso, com as veias saltadas, cabeça roxinha, que eu me assustei e sorri imaginando o quanto seria gostoso brincar com aquilo, agarrei com as duas mãos e chupei do saco até a cabeça, mal cabia na minha boca, até tentei por tudo, mas não consegui.
Felipe me virou carinhosamente, esfregou aquele pauzão na minha buceta e entrou devagar, eu nunca tinha dado pra um dotado, ele me preencheu de um jeito que eu senti minha barriga mexer, aos poucos o sexo romântico se transformou em uma bombada forte, com ele apertando minha pele, me deixando completamente dominada, eu aumentei os gemidos, já não conseguindo fazer uma carinha safada, e sim uma cara de quem estava indo ao delírio.
Felipe me fodia com força, comigo de quatro ele puxava meu cabelo, apertava meu ombro, dava tapas na minha bunda... eu nunca tinha sido fodida daquele jeito, parecia que eu não sabia o que era sexo de verdade, fiquei fraca naquela rola, minhas pernas tremiam, então mudamos de posição, ele se deitou e eu segurei aquela pica guiando pra dentro de mim, apoiei as mãos em seu peito e comecei a cavalgar, nos olhávamos nos olhos, sem sorrisos, apenas tesão, e desci para um beijo gostoso enquanto com uma das mãos ele passava o indicador em meu cuzinho, eu rebolava lentamente permitindo ele entrar, doía, mas ele me possuía de uma forma que eu não me importava, e assim, sentando nele, gozamos juntos de novo, Felipe despejou uma quantidade absurda de porra dentro de mim, eu me joguei na cama rindo, e brinquei:
- Já tá querendo me engravidar logo na primeira transa?
Ele me beijou e disse:
- Não seria uma má ideia.
Assim, dormimos agarradinhos, pelados, envoltos por um cobertor gostoso, e transamos de novo pela manhã.
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Comentários (1)
Gabrieldotado: Eu gostei, havia lido a versão do Pedro, e essa aqui me deu uma outra visão. Continue
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