Muito mais que bons amigos - Parte 20
O capanga do Marcelo não perdeu tempo. Com um soco seco de direita que estalou no meu queixo, ele me jogou de lado no chão de cimento frio. O gosto de sangue encheu a minha boca na mesma hora.
— Vai falar ou vai precisar mastigar os dentes, moleque? — o Marcelo rosnou, agachando na minha frente e segurando o meu cabelo com força para puxar o meu rosto para cima.
Eu cuspi o sangue no chão, rindo de nervoso com a cara de desespero contido dele. O maluco achava que ia resolver tudo na base da porrada, mas não sabia que a bomba já estava armada em outro lugar.
De manhãzinha, bem cedo, bateu aquela batida leve no portão de casa. A Gi foi atender de roupão e deu de cara com a Emilly parada na calçada, de terno e com cara de quem não dormiu.
— Oi, Gi, desculpa o horário. Eu esqueci a minha bolsa de couro preta aqui no sofá de vocês no outro dia, vim correndo buscar antes de pegar a estrada pra matriz — a Emilly falou simpática, dando um beijo na bochecha dela.
A Gi pegou a bolsa em cima do móvel da entrada e entregou para ela. Mas, quando a Emilly abriu o zíper para conferir se o crachá e a carteira estavam lá dentro, deu de cara com o pen drive que eu tinha jogado na pressa da noite anterior. Curiosa, ela colocou o pequeno aparelho no notebook ali mesmo da mesa da sala, abriu os arquivos e o sangue dela congelou. O dossiê completo desmascarando a armação de dez anos atrás do Marcelo contra o Felipe estava todinho ali, mastigado.
A Emilly nem pensou duas vezes. Catou a bolsa, entrou no carro e voou direto para a sala do Felipe na diretoria da matriz, jogando a bomba na mesa dele.
— Felipe, o Marcelo tá roubando a empresa há anos e tentou ferrar o senhor lá atrás. O Vitor achou tudo isso ontem à noite — a Emilly disparou, com o coração na boca.
O Felipe ficou pálido e pegou o celular na hora para me ligar. Chamou, chamou, chamou até cair na caixa postal. Tentou de novo. Nada.
Enquanto isso, lá no galpão abandonado na periferia, o pau estava comendo solto.
O Marcelo tinha perdido a linha de vez. Vendo que eu não abria o bico sobre onde estava o pen drive, ele perdeu a paciência.
— Tu gosta de fazer gracinha com o meu nome, moleque? — o Marcelo rosnou, dando um chute seco na minha costela que me fez dobrar o corpo no chão de cimento e cuspir um bocado de sangue.
Outro capanga me puxou pelo colarinho da camisa, me levantando à força enquanto a minha cabeça latejava de dor e a vista começava a escurecer de tanto soco que eu já tinha tomado.
— Onde é que tá essa porra desse pen drive? Fala logo antes que eu apague a tua raça de vez aqui, seu desgraçado! — o Marcelo gritava, vermelho de ódio, sacando um revólver da cintura e encostando a arma gelada bem na lateral da minha cabeça.
Eu fechei os olhos, sentindo o suor misturado com sangue escorrer pelo meu rosto, achando de verdade que aquela ia ser a minha última hora.
Mas, antes que ele puxasse o gatilho, um barulho ensurdecedor de sirenes estourou lá fora.
Não era só um carro de polícia. Era uma operação pesada da Polícia Civil, com quatro viaturas descaracterizadas e camburões entrando rasgando pelo portão de ferro do galpão, com os girosflex vermelhos e azuis piscando forte nas paredes velhas. O Felipe tinha acionado os contatos mais altos da segurança corporativa e da polícia estadual assim que viu a gravidade da situação e o meu sinal fora do ar.
— Polícia! Ninguém se mexe, solta essa arma agora ou eu tiro a sua vida! — o megafone ecoou alto, seguido pelo barulho de portas de carros batendo e botas correndo.
O Marcelo travou na hora, com a arma ainda encostada na minha cabeça, mas os olhos arregalados de puro pavor ao ver os policiais invadindo o espaço com fuzis apontados para a cara dele. Os capangas largaram os porretes no chão com as mãos na cabeça na mesma hora.
— Perdeu, Marcelo! Afasta a arma do Vitor agora, seu filho da puta! — o Felipe gritou, descendo de uma das viaturas acompanhado por dois oficiais de alta patente e pela Emilly, que vinha logo atrás com os olhos cheios de raiva.
O capanga me soltou, eu desabei de joelhos no chão de terra batida, respirando com dificuldade e cuspindo sangue, mas vendo o Marcelo ser jogado com violência no chão e algemado pelos policiais. A minha cabeça girava, mas o alívio de saber que pesadelo tinha acabado foi maior do que a dor no corpo inteiro.
Um mês. Foi exatamente esse o tempo que levou para a poeira baixar e a empresa inteira virar do avesso — mas do jeito certo.
Com o dossiê que eu tinha achado e a ajuda providencial da Emilly, o Marcelo foi demitido por justa causa na mesma semana e ainda saiu algemado por causa do sequestro e dos desvios. O Felipe, que quase tinha perdido a carreira lá atrás por culpa daquele pilantra, limpou o nome de vez, subiu para a presidência da empresa inteira e assumiu o comando com pulso firme.
A Emilly não perdeu tempo: com o talento nato para mandar em tudo, virou a chefona geral de operações da matriz, comandando os escritórios da região inteira. E como o Felipe não esqueceu quem achou a agulha no palheiro para salvar a pele dele, ele fez questão de me tirar daquele inferno da ala leste num piscar de olhos.
Numa segunda-feira de manhã, nem trinta dias depois do cativeiro, recebi o chamado oficial na minha mesa.
— Vitor, você salvou a diretoria inteira com aquele relatório. Agora eu quero você aqui na matriz, do meu lado, assumindo como o novo chefe financeiro — o Felipe me disse, com um sorriso firme, me estendendo a carta de promoção.
Eu aceitei na hora. A mudança para a cidade vizinha aconteceu num passe de mágica. Eu, a Gi — que ainda estava na reta final da gravidez — e o nosso recém-nascido arrumamos as malas rápido e fomos para um apartamento melhor, bancada pelo meu novo salário. A minha rotina mudou de figura: agora eu passava o dia inteiro na matriz, trabalhando lado a lado com a Emilly, resolvendo pepino graúdo e mandando em equipe grande.
Mas nem tudo era perfeito na nossa ciranda particular.
Com a minha transferência definitiva para a matriz, o Vinicius acabou ficando para trás, trabalhando sozinho na filial antiga. O nosso esquema secreto deu uma balançada feia por causa da distância da estrada, e a saudade.
Afinal, agora eu estava o dia inteiro na mesma empresa chique que a Emilly, subindo de cargo, vestindo terno bom e morando longe dele. A dinâmica tinha mudado da noite para o dia, mas a nossa história estava longe de acabar.
Aquele fim de semana finalmente deu uma trégua na correria da firma. A casa nova estava um brinco, a Gi ainda estava de quatro meses de gravidez, com aquela barriguinha charmosa começando a despontar, e a campainha tocou logo depois do almoço. Quando fui abrir, era a Emilly e o Vinicius que tinham combinado de aparecer para ver a casa e matar a saudade.
A Emilly vestia um vestido tubinho de cetim vermelho bem justo que colava nas curvas dela, com uma fenda lateral mostrando a coxa e um salto alto que fazia barulho no piso. O Vinicius entrou logo atrás, dando um abraço firme no meu peito e já puxando a minha cintura para um selinho rápido.
— Caralho, Vitor, a casa tá chique hein, meu irmão. O cargo de chefe financeiro tá te pagando bem — o Vinicius falou rindo, tirando a jaqueta.
A Emilly deu aquela risada gostosa, ajeitou o cabelo escuro e olhou para mim com malícia nos olhos, já jogando a bolsa de grife no sofá da sala.
A Emilly deu aquela risada gostosa, ajeitou o cabelo escuro e olhou para mim com malícia nos olhos, já jogando a bolsa de grife no sofá da sala.
— Deixa o garoto, amor. Ele merece depois de tudo o que passou na auditoria — a Emilly respondeu, vindo na minha direção para me dar um beijo estalado e demorado na boca, com gosto de batom vermelho.
A Gi apareceu logo depois com um sorriso no rosto, apoiando a mão na barriga de quatro meses. Ela cumprimentou o Vinicius com um abraço e deu um selinho carinhoso na Emilly, mostrando a intimidade que a gente construiu morando perto na nova cidade. A gente sentou na sala, conversou leve, deu risada das resenhas da diretoria e curtiu a tarde junto. Mas a tensão no ar estava insuportável de tão tesuda.
Quando começou a anoitecer, a Gi se espreguiçou no sofá e olhou para nós três com um sorriso sacana, já sabendo exatamente o que ia rolar.
— Amor, tô com a lombar dolorida e vou deitar no nosso quarto para descansar um pouco. Mas faz favor de não demorar para ir lá me seguir, hein? Quero vocês três lá na cama também — a Gi falou, piscando para mim, para o Vinicius e para a Emilly.
A gente não perdeu tempo. Entramos todos no quarto de casal, com a luz do abajur jogando um tom alaranjado nas paredes. A Gi já estava deitada de lado na cama grande, vestindo uma camisola de renda que desenhava o corpo dela e a barriguinha de grávida.
O Vinicius trancou a porta do quarto por dentro e tirou a camisa social ali mesmo, mostrando o peitoral sarado. A Emilly tirou o vestido vermelho ali na cama, ficando inteiramente nua com aquele corpão, e foi direto deitar ao lado da Gi, beijando a minha esposa com vontade, enfiando a língua na boca dela enquanto a mão deslizava pela coxa grossa.
— Nossa, amiga, você tá muito gostosa hoje... vem cá, Emilly — a Gi gemeu baixinho, abrindo as pernas de leve.
Eu me aproximei da cama com a pica latejando dentro da calça, durinha de tesão. O Vinicius veio logo atrás, tirou a calça e deixou aquela rola gigante e grossa balançando, subindo na cama para se juntar à festa.
A Emilly se ajeitou no meio da cama, puxou a minha cabeça para a buceta dela, que já estava pingando de tanto tesão acumulado.
— Enfia a língua nessa buceta agora, Vitor — a Emilly exigiu, empurrando a minha cabeça contra as coxas dela.
Eu enterrei a cara na buceta da Emilly, lambendo e chupando o clitóris com força, enquanto o Vinicius se posicionava atrás da Gi, encaixando a pica pesada na buceta dela com cuidado por causa da gravidez.
— Senta aqui na minha pica, Gi... mostra como o teu cuzinho e a tua bucetinha sabem receber o meu pau — o Vinicius mandou com a voz grave.
A Gi soltou um gemido alto assim que ele entrou até o talo, rebolando gostoso enquanto o Vinicius começava a meter fundo, fazendo a cama inteira ranger. O quarto virou uma zona completa de foda cruzada: o Vinicius arrebentando a buceta da Gi enquanto gemia alto, a Emilly rebolando na minha cara e gemendo o nome do marido e o meu ao mesmo tempo, e eu com a pica duríssima querendo rasgar alguém.
Depois de chupar a Emilly até ela quase desmaiar de tesão, eu me levantei, afastei as pernas dela e alinhei a minha pica grossa na entrada do cu da patroa. O Vinicius olhou para nós dois, sorriu de canto e deu um tapa na bunda da própria mulher.
— Come o cu dela bem gostoso, Vitor! Mostra para a minha esposa como você é bom — o Vinicius incentivou, sem largar a Gi.
Empurrei com tudo, preenchendo o cu da Emilly de uma vez só. Ela soltou um grito abafado no travesseiro, arqueando as costas e apertando o meu braço, enquanto o Vinicius continuava socando a buceta da Gi no ritmo certo. A gente fodeu junto no mesmo quarto, trocando olhares, tapas na bunda e gemidos altos, até a pressão estourar de vez: o Vinicius gozou fundo dentro da Gi, eu despejei todo o meu leite dentro do cu da Emilly e ela gozou se contorcendo na minha boca. A gente desabou na cama de casal, suados, colados e completamente saciados.
A segunda-feira chegou pesada logo cedo. Depois do fim de semana intenso com o Vinicius e a Emilly, eu voltei para a rotina da matriz com a cabeça a mil por hora, lidando com relatórios de tesouraria e reuniões de alinhamento com a diretoria.
O escritório estava no pique total. A Emilly estava na sala dela cuidando das operações gerais, o Felipe despachava com os diretores na presidência, e eu estava enfiado na minha mesa no andar financeiro, conferindo um lote de balancetes no computador.
O ar-condicionado zumbia alto e o movimento de analistas passando pelo corredor era constante. Quando o relógio marcou exatamente duas e meia da tarde, o meu celular, que estava virado com a tela para baixo em cima da mesa de madeira, vibrou seco.
Pensei que fosse o Vinicius mandando alguma besteira do escritório antigo ou a Gi perguntando alguma coisa sobre o mercado, mas quando peguei o aparelho e olhei para a notificação na tela bloqueada, o sangue gelou nas minhas veias na mesma hora.
Era uma mensagem de um número desconhecido, mas eu reconheci a foto do perfil.
"Nós não terminamos"
Fiquei encarando a tela por alguns segundos, com o coração disparado batendo na garganta e a mão meio trêmula. Era a Nayara, a minha antiga chefe.
Eu achava que ela tinha sumido depois de tudo que aconteceu, mas aquela frase curta e seca na minha mesa de chefe financeiro da matriz provava que o inferno do passado estava voltando para cobrar a conta bem na hora em que eu achava que a minha vida estava nos eixos.
Eu fiquei olhando para aquela tela acesa, com o peito apertado e o estômago embrulhado. Lembrar da Nayara era reviver o pior tipo de cilada em que eu já tinha metido o pé. Aquela mulher tinha um poder desgraçado de me desestabilizar.
Fiquei pensando se devia simplesmente bloquear o número e fingir demência, mas a curiosidade e o medo de ela aparecer do nada na matriz me fizeram ceder. Abri o chat e mandei seco:
— O que você quer, Nayara? Como conseguiu meu número novo?
O celular vibrou na mesma hora, como se ela estivesse com o aparelho colado na mão, esperando eu morder a isca.
"Não interessa como eu consegui. O que importa é que eu tô indo morar fora do país semana que vem. Me mudo de vez para a Europa. Só que eu não vou embora sem antes ter a nossa última foda de despedida. Aparece na minha casa hoje à noite, do jeito que eu gosto. Se você não for, eu faço questão de mandar umas fotinhas nossas de antigamente direto para a tela do computador da Emilly."
A leitura daquela mensagem me deu um soco seco no estômago. Ingênuo? Eu já não era mais, sabia muito vez que a Nayara não dava ponto sem nó. Ela era manipuladora, fria e adorava chantagear quem cruzasse o caminho dela. Aquela história de "morar fora" podia até ser verdade, mas o ultimato era claro: ou eu aparecia lá para transar com ela, ou a minha vida com a Emilly e o nosso arranjo ia virar cinzas em cinco minutos.
Encostei as costas na cadeira da sala de reuniões, passando a mão pelo rosto, respirando fundo para não quebrar o celular na parede.
Eu sabia que ir até a casa dela dela era uma burrice do caralho, uma armadilha clássica para me prender de novo na teia dela. Mas, por outro lado, eu não podia correr o risco da Emilly descobrir aquele rastro podre do passado bem agora que a nossa vida estava nos eixos. Emilly já sabia da foda com Nayara, mas eu não imaginava que Nayara tinha fotos... e não sabia como Emilly reagiria vendo as fotos de Vini e eu fodendo a Nayara.
Olhei para o relógio da parede, com a cabeça a mil por hora, tentando calcular se eu devia peitar a chantagem dela ou correr para contar tudo para a Emilly e resolver essa merda de vez.
A mensagem da Nayara continuava piscando na tela do celular, com aquela ameaça de mandar as fotos antigas para a Emilly. Mas o que a Nayara não lembrava — ou estava fingindo que esqueceu — é que não tinha chantagem nenhuma ali. Afinal de contas, foi a própria Nayara quem tinha contado tudo para a Emilly meses atrás
Só que o tiro dela tinha saido completamente pela culatra. A Emilly já sabia de tudo, o assunto já estava mais do que superado, e a nossa relação com o Vinicius tinha evoluído para um nível de liberdade que a Nayara nem sequer imaginava.
Eu olhei para a tela, suspirei aliviado da pressão inicial e soltei uma risada de canto de boca.
Achar que ia me amedrontar com foto velha de arquivo era uma piada pronta. Se ela queria mandar as fotos para a Emilly, que mandasse. Pelo menos ia poupar o meu trabalho de explicar.
Abri o chat dela de novo, digitei um "manda lá para ela então, faz favor" bem seco e mandei direto. Nem esperei resposta, joguei o celular em cima da mesa e voltei para as minhas planilhas, cagando inteiramente para o blefe dela.
Menos de vinte minutos depois, o meu ramal tocou seco na mesa. Era a Emilly direto da sala dela na diretoria geral.
— Vitor? Sobe aqui na minha sala agora, seu maluco — ela falou, com a voz misturando diversão e deboche.
Levantei da cadeira na hora, ajeitei o terno e subi para o andar dela. Quando entrei na sala de vidro, a Emilly estava virada para a janela, rindo olhando para o próprio celular. Assim que me viu passar pela porta, ela virou a tela para mim.
As fotos da época em que a Nayara tinha tentado me queimar — junto com mais umas ameaças vazias — estavam lá no visor do celular da Emilly. Logo abaixo, a Emilly tinha respondido com uma foto de deboche e, para fechar o caixão, um print recente de nós quatro na maior putaria.
A chantagem da Nayara tinha virado pó em segundos. Ela podia tentar o que quisesse, mas o nosso jogo era outro nível.
O clima de tranquilidade na matriz durou pouco. Eram umas três e meia da tarde quando a porta de vidro da minha sala abriu sem cerimônia. Não era a Emilly e nem nenhum analista com dúvida em planilha. Era um cara alto, de terno cortado no alinhamento, cara fechada e aquele tipo de postura que a gente saca na hora: polícia. Reconheci na hora que era o marido da Nayara, mas fingi não o reconhecer, por um medo temporário.
Ele fechou a porta devagar, trancou com um clique seco e ficou me encarando com os olhos estreitados.
— Vitor, né? O novo chefe financeiro — o cara falou com a voz grossa, controlada, sem gritar para não chamar atenção do corredor. — Sou o marido da Nayara.
O meu estômago deu uma volta completa. Eu sabia que a casa ia cair, mas não esperava que o corno armado fosse aparecer no meio do expediente da matriz.
— Mano... olha, a gente pode conversar sem B.O., sem arminha na mesa... — comecei a falar, levantando as mãos devagar para mostrar que estava limpo.
— Relaxa, moleque, eu sou policial, não bandido de galpão. Mas eu mexi no celular da minha esposa hoje e achei umas conversas e umas fotos muito interessantes — ele interrompeu, dando um passo à frente e apoiando as duas mãos na minha mesa. — Eu quero saber que história é essa de você e um tal de Vinicius — que pelo que eu pesquisei trabalha lá na filial antiga — terem comido a minha mulher. Exijo uma explicação agora.
Antes que eu pudesse inventar qualquer desculpa para salvar a pele, a porta da sala abriu de novo. O Felipe entrou com aquela postura de presidente, ajeitando o paletó, seguido de perto pela Emilly que vinha logo atrás com cara de tédio. O Felipe já tinha sido avisado pela segurança particular que um homem estranho estava querendo falar comigo.
O Felipe parou do meu lado, olhou para o policial com um sorriso debochado de canto de boca e cruzou os braços.
— Opa, policial. Calma o seu facho aí na minha empresa — o Felipe cortou seco, olhando para o cara de cima a baixo. — Primeiro: aqui ninguém abusou de ninguém. A sua mulher nunca foi vítima de porra nenhuma.
O marido da Nayara arregalou os olhos, trincando o maxilar.
— Como é que é, seu filho da puta? Minha esposa me disse que...
— A tua esposa é uma pilantra de marca maior, isso sim — a Emilly emendou, dando um passo à frente com os braços cruzados, destilando veneno. — Pergunta para ela o que ela fazia na sala de reuniões com outros funcionários anos atrás, ou quantas vezes ela já usou essa historinha de coitada para chantagear os outros aqui dentro.
O Felipe deu uma risada curta e completou, sem papas na língua:
— Deixa eu te falar a real, doutor: a Nayara nunca foi estuprada ou coagida por ninguém aqui. Ela é uma putinha profissional que adora dar para os funcionários da firma, chantagear quem tá subindo de cargo e inventar historinha quando as coisas não saem do jeito que ela quer. O Vinicius, que é marido da Emilly e trampa na nossa filial, e o Vitor só comeram o que ela mesma escancarou e implorou para comer.
O policial ficou pálido. A marra de homem traído começou a desabar ali mesmo, engolido pela realidade nua e crua de quem era a esposa dele de verdade. Ele olhou para o Felipe, depois para mim, e viu que ninguém ali na sala estava com pena dele.
— Se eu fosse você, oficial... — o Felipe deu um tapinha leve no ombro do cara —, pegava a sua mulher, botava num avião para a Europa que nem ela tá querendo ir, e sumia de perto da minha diretoria. Porque se ela inventar mais um piu para cima da minha equipe, quem vai acabar preso por denunciação caluniosa vai ser ela.
O policial ficou sem reação, respirando fundo com a cara vermelha de raiva e vergonha, pegou o celular do bolso, virou as costas sem dizer mais uma palavra e bateu a porta da sala ao sair. A gente ficou se olhando na sala, e a Emilly só balançou a cabeça rindo.
— Cada maluco que aparece... — ela soltou, vindo me dar um beijo.
A porta bateu com o eco seco do policial saindo de fininho, com o rabo entre as pernas e a moral toda destruída. O silêncio durou uns cinco segundos na minha sala até a Emilly soltar uma risada gostosa, cruzando os braços e encostando na quina da minha mesa de trabalho.
— Bom, pelo menos o teatrinho do corno serviu para espantar o resto do lixo — a Emilly falou, passando a mão pelos cabelos escuros e me olhando com aquela malícia pesada nos olhos.
O Felipe ajeitou o paletó caro, respirou fundo e balançou a cabeça, ainda meio incrédulo com a audácia da ex-funcionária.
— Rapaz, cada figura que aparece nessa empresa... Se eu soubesse que a nossa tarde ia render esse circo todo, tinha cancelado todas as reuniões — o Felipe comentou, soltando um sorriso de canto de boca enquanto olhava para a Emilly com um desejo óbvio brilhando no olhar.
A Emilly percebeu o pique do presidente na hora. Ela deu um passo à frente, rebolando levemente com o vestido justo, e parou bem no meio de nós dois.
— E quem disse que a sua tarde acabou, Felipe? O escritório tá fechado, a porta tá trancada por dentro, e a gente ainda tem muito assunto pendente para tratar aqui — a Emilly provocou, descendo a mão devagar pelo peitoral do Felipe e apertando o volume duro que já marcava a calça social dele.
O Felipe deu um passo para trás por instinto, tentando manter a pose de chefe da porra toda
— Calma aí, Emilly... aqui na sala da diretoria financeira? A gente tá no meio do expediente, daqui a pouco entra alguém, eu sou casado, você também... — o Felipe resmungou, mas a voz já estava falhando de tesão.
— Para com essa frescura de chefe ético, Felipe. Tu tá com a calça rasgando de tesão e quer bancar o santinho para cima de mim? — a Emilly riu na cara dele, abaixando-se de uma vez só para abrir o cinto e a braguilha da calça do presidente.
Assim que ela puxou o zíper para baixo, a pica do Felipe saltou para fora com tudo. Era um monstro absurdo, grossa, pesada, com as veias saltadas latejando de tesão e a cabeça brilhando.
A Emilly soltou um suspiro de fogo, segurou aquele pau enorme com as duas mãos e meteu a cabeça inteira na boca de uma vez só, fazendo um barulho molhado delicioso e engolindo até a base, enquanto o Felipe arqueava as costas e gemia abafado, segurando firme nos cabelos dela.
— Caralho, Emilly... essa tua boca é um perigo, puta que pariu... — o Felipe gemia, perdendo a marra toda e empurrando a cintura de leve para a frente.
Eu não fiquei de fora da brincadeira. Cheguei por trás da Emilly, abri a minha calça e joguei a minha pica dura para fora. A Emilly tirou a boca do pau do Felipe por um segundo, olhou para mim com os olhos cheios de luxúria, empinou a bunda redonda bem na minha virilha e implorou:
— Me come, Vitor! Mete essa pica gostosa na minha buceta enquanto eu chupo o pau gigante do Felipe!
Não pensei duas vezes. Segurei a cintura dela com força, alinhei a cabeça da minha pica na entrada molhada e empurrei com tudo até o talo. A Emilly soltou um gemido alto e abafado, engolindo a tora do Felipe ainda mais fundo na garganta para compensar o tranco.
O escritório virou uma zona de putaria descarada. Eu metia fundo na buceta da Emilly, estalando a carne com força, enquanto o Felipe, já completamente rendido, segurava a nuca dela e gemia alto, ditando o ritmo das estocadas.
— Isso, fode ela, Vitor! Olha como a buceta dessa mulher aperta o teu pau e a minha boca ao mesmo tempo! — o Felipe falou com a voz grossa, totalmente entregue ao prazer, antes de puxar a Emilly para cima e inverter a posição.
O Felipe me empurrou de leve para o lado, pegou a Emilly no colo, encostou ela de costas na parede de vidro da sala e enterrou aquela pica colossal na buceta dela de uma vez só. A Emilly gritou de tesão, abraçando o pescoço do presidente com as pernas trançadas na cintura dele, enquanto eu me ajoelhava na frente dos dois para chupar as bolas pesadas do Felipe e enfiar os dedos na boca da Emilly.
A gente fodeu sem freio, trocando selinhos, gemendo sem medo de quem pudesse passar no corredor, com a carne batendo alto na sala fechada. No final, o Felipe não aguentou: segurou a cintura da Emilly com força extrema e despejou um jato imenso de porra quente bem no fundo da buceta dela, enquanto eu gozava logo em seguida, espalhando o meu leite na barriga e nas coxas dos dois. A gente desabou ali mesmo no chão da sala, suados, rindo e completamente sem ar.
O barulho da porta batendo levemente abriu espaço para o silêncio pesado da sala. O Felipe já tinha dado o fora, arrumando o paletó e voltando para a presidência com a moral intacta, e a Emilly estava ali na minha frente, ajeitando a alça do vestido e passando o batom borrado no espelhinho de bolsa, com a maior naturalidade do mundo.
Enquanto a Emilly guardava as coisas, eu desabei na cadeira de couro, com a cabeça latejando e um gosto amargo na boca. O meu peito começou a apertar de um jeito feio. Olhei para ela, ali parada respirando fundo depois de ter chupado e dado para o chefe da empresa inteira na minha frente, e a ficha finalmente caiu com força total.
— Que foi, Vitor? Tá com essa cara de tacho por quê? — a Emilly perguntou, rindo fraco e vindo na minha direção para passar a mão no meu rosto.
Eu afastei o rosto dela devagar, levantando da cadeira com o corpo pesado.
— Caralho, Emilly... Sinceramente? Eu tô me sentindo um lixo — soltei, jogando as mãos na cabeça. — Olha o que acabou de acontecer aqui. A gente acabou de foder o presidente da firma inteira, com você entregando tudo para ele daquele jeito... parecia uma qualquer.
A expressão descontraída da Emilly fechou na hora. Ela cruzou os braços, arqueando a sobrancelha com aquela pose de patroa que intimidava qualquer um.
— Uma qualquer? É isso que você tá me chamando na tua cabeça, Vitor? Tu esqueceu com quem tu tá falando ou tá com crise de consciência de última hora? — ela rebateu, com a voz cortante.
— Não é crise de consciência por causa de puritanismo, Emilly, você sabe muito bem — falei, andando de um lado para o outro na sala, sentindo a garganta apertada. — É que... porra, o Vinicius é o meu melhor amigo. O cara é casado com você, a gente tem aquele acordo de trocar só a gente... mas ver você se abrindo daquele jeito para o Felipe, parecendo que faz isso todo dia com qualquer um, me deu um nó no estômago. Parece que a gente perdeu o controle de tudo.
A Emilly soltou um suspiro impaciente, revirando os olhos e cruzando os braços com força.
— Para com essa paranoia, Vitor. Eu não sou "qualquer uma", e você sabe muito bem disso — ela falou, respirando fundo e baixando o tom de voz para ninguém ouvir do lado de fora. — Olha... eu sei que foi do nada, mas a verdade é que eu já tava com esse desejo pelo Felipe entalado na garganta há um tempão. O cara tem aquela marra de presidente, e aquilo me deixava com tesão acumulado toda vez que a gente reunia na diretoria. Aconteceu porque eu quis muito.
Ela deu dois passos na minha direção, segurou de leve na lapela do meu terno e me olhou nos olhos, com um tom de voz quase manhoso, o que era raro de ver nela.
— Mas escuta aqui o que eu vou te falar, Vitor... Por favor, mano. Não vai abrir a boca para falar nada disso para o Vinicius. Se ele souber que eu transei com o Felipe, o meu casamento vai pro espaço por causa de ciúme. Fica entre a gente, beleza? Faz esse favor para mim.
Fiquei encarando ela por alguns segundos, digerindo o peso daquela bomba. A ideia de esconder isso do Vinicius me dava um nó na garganta, mas o estrago já estava feito. Só consegui balançar a cabeça devagar, passando a mão pelo rosto, sem saber onde essa nossa ciranda ainda ia parar.
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Comentários (3)
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Responder↴ • uid:1ctlc72gnl3fSafadin:: Nossa, que bad esse final, agora é emilly que está do outro lado da moeda. Que complicado pra Vitor, sei que isso vai gerar uma pequena tempestade, mas espero que os quatros acabem juntos. Felipe sempre aparendo pra da uma pitada de estresse rsrsrs. Cara, marotei todos os episódios de uma vez. Amei vc ter lançado vários capítulos, o ruim é que não recebo notificação quando vc laça novos capitulos. Obs: Que mente criativa do caralho pra escrever tantos capítulos. Enfim, Arassou Pedrinho.
Responder↴ • uid:4a20ataahrcLopedrinhofm: Obrigado!! Fiquei preocupado de vocês não gostarem, mas já encerrei a saga, em breve vai atualizar mais alguns contos desta saga
• uid:mt97506i9