#Assédio #Voyeur

Cambio do carro e o dildo escondido

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doida por dildo

A Camila, a irmã de vinte e dois, guardava um dildo rosa na gaveta de baixo da escrivaninha. Dezoito centímetros, e o cambio do carro, poste de mad

Adriana tinha dezenove anos e o corpo já não mentia. Os lábios da buceta eram grandes, carnudos, de um rosa escuro que ficava quase vermelho quando inchavam. Por dentro, a pele era mais clara, úmida, com aquele brilho que só aparecia quando ela se tocava de verdade. Ela gostava de enfiar a calcinha no meio da xoxota e apertar as coxas, sentindo o tecido fino molhar e marcar o formato dos lábios.
A Camila, a irmã de vinte e dois, guardava um dildo rosa na gaveta de baixo da escrivaninha. Dezoito centímetros, ponta arredondada, base mais grossa, uns quatro centímetros e meio de diâmetro no meio. Silicone macio, quase quente depois de uns minutos na mão. Adriana descobriu numa tarde de sábado, quando a casa ainda estava acordada mas ninguém subia.
Ela levou o brinquedo para o banheiro, trancou a porta, abriu o chuveiro no máximo e sentou na borda da banheira. Tirou o shorts, puxou a calcinha de lado — o tecido já estava enfiado entre os lábios grandes — e encostou a ponta rosa no clitóris. O zumbido baixo misturou com a água. Medo constante: e se a mãe parasse no corredor? E se o pai voltasse da garagem?
Ela esfregou em círculos curtos, a ponta do dildo afundando um pouco entre os lábios inchados. A calcinha molhada raspava. Quando o orgasmo veio, ela mordeu a toalha e ficou tremendo, o rosa ainda pressionado contra a buceta escura e aberta.
Limpou o dildo com sabonete, secou, devolveu atrás das meias. Ninguém viu. Mas o corpo já tinha anotado o tamanho, a textura, o jeito que preenchia sem entrar fundo demais.

Dois dias depois a casa esvaziou. Mãe no interior, Camila com o namorado, pai no trabalho até as sete. Adriana desceu para a garagem de chinelo e camiseta. O sedã cinza estava ali, impecável. O câmbio era mais grosso que o dildo rosa: a alavanca de metal cromado subia uns vinte centímetros, a bola do topo tinha quase seis centímetros de diâmetro, fria, lisa, pesada.
Ela abriu a porta do motorista, recuou o banco, ligou o rádio baixo. Tirou a calcinha — já estava enfiada na xoxota, o tecido branco manchado de um rosa mais escuro no meio — e ajoelhou no banco de frente para o console. Os lábios grandes se abriram sozinhos. Ela segurou a alavanca com as duas mãos e desceu o quadril.
O metal frio tocou primeiro o clitóris, depois escorregou entre os lábios carnudos. A ponta arredondada abriu a entrada com uma resistência curta. Adriana gemeu baixo, olhando para a porta da garagem o tempo todo. Qualquer motor na rua, qualquer passo no corredor, e ela estava fodida.
Ela subia e descia devagar, o câmbio grosso esticando a buceta rosa-escura, os lábios grandes agarrando o cromado. A calcinha ela tinha deixado no banco do carona, ainda úmida e enfiada no formato da xoxota. O medo aumentava o tesão: o pai podia voltar mais cedo, o vizinho podia olhar pela fresta.
Quando gozou, o corpo inteiro tremeu em volta do metal. Ela ficou sentada no câmbio por alguns segundos, ofegante, a buceta pulsando, os lábios inchados e brilhantes. Depois se levantou rápido, o fluido escorrendo pelo cromado. Limpou com a camiseta velha que o pai deixava no banco de trás, esfregou até o metal voltar a brilhar, endireitou o banco, vestiu a calcinha de novo — enfiou o tecido no meio da xoxota ainda molhada — e saiu da garagem com as pernas tremendo.
No jantar o pai olhou para ela um segundo a mais que o normal. Adriana sorriu, comeu, e pensou no dildo rosa de dezoito centímetros escondido na gaveta da irmã e no câmbio grosso e frio que ainda guardava o cheiro dela.
O ritual tinha começado. Banheiro de manhã com o rosa. Garagem vazia com o metal. Sempre com a calcinha enfiada, sempre com os lábios grandes à mostra só para ela, sempre com o coração na garganta esperando alguém abrir a porta.
Adriana parou no vão da cozinha com a mão ainda na maçaneta da porta da garagem. O coração batia no pescoço. Ela empurrou só um pouco, o suficiente para enxergar o sedã cinza parado no meio do cimento. Ficou ali uns dez segundos, só olhando.
Nada se mexia. A rua do outro lado da porta de enrolar estava quieta. Nenhum carro passando, nenhum passo de vizinho, nenhum farol. O pai só voltava depois das sete. Ainda eram quatro e meia. Mesmo assim ela entrou de lado, fechou a porta atrás de si sem deixar bater e ficou encostada nela, escutando.
Silêncio.
Caminhou até o capô em passos curtos. Cada tábua que rangia no piso da cozinha, agora atrás dela, fazia ela parar de novo. Olhou pela fresta da porta de enrolar: calçada vazia, o muro do vizinho, o portão fechado. Ninguém.
Só então ela abriu a porta do motorista.
O cheiro de couro quente e do perfume do pai encheu o nariz. Adriana sentou no banco, mas não fechou a porta ainda. Deixou entreaberta, o pé no chão de cimento, pronta para pular se ouvisse qualquer coisa. A mão direita desceu até o câmbio.
A alavanca era bem mais grossa que o dildo rosa da Camila. O dildo tinha uns quatro centímetros e meio no meio; o câmbio, na altura da bola cromada, passava de seis. Redondo, liso, frio mesmo com o calor da garagem. O haste de metal embaixo era mais fino, uns três centímetros, mas a bola do topo era o que importava — larga o bastante para abrir os lábios grandes dela sem pedir licença.
Adriana passou a palma em volta da bola. O cromado escorregava. Ela já estava molhada só de imaginar. A calcinha, uma preta fina que ela tinha enfiado de propósito entre a xoxota antes de descer, já estava encharcada no meio. Os lábios carnudos, daquele rosa escuro quase vinho, marcavam o tecido por fora.
Ela olhou mais uma vez para a porta da garagem. Depois para o retrovisor. Depois para a fresta da porta de enrolar. Ninguém.
Aí sim fechou a porta do carro, recuou o banco até o fundo e ligou o rádio no volume mais baixo que ainda tapava um gemido. Tirou o shorts. A calcinha ficou. Ela puxou o tecido para o lado, mas não tirou — deixou enfiado de um lado, o elástico cortando o lábio esquerdo, o outro lábio grande já brilhando de tanto tesão.
A buceta estava tão molhada que o primeiro toque da bola do câmbio no clitóris fez um barulho úmido. Adriana mordeu o lábio e desceu um pouco o quadril. A ponta fria e grossa abriu os lábios, escorregou no meio da fenda e parou na entrada. Ela não enfiou tudo de uma vez. Ficou ali, só encostada, se masturbando com o peso do próprio corpo contra o metal.
Círculos curtos. A bola de seis centímetros esfregando o clitóris inchado, os lábios grandes se fechando em volta do cromado, a calcinha molhada raspando. Cada movimento fazia mais fluido escorrer pela haste. Ela olhava o tempo todo para o vidro, para a porta, para qualquer sombra.
O medo de alguém aparecer era o que acelerava a mão. Não era só o câmbio. Era a ideia de estar se masturbando no carro do pai, com a buceta aberta e molhada em volta daquela bola grossa, a calcinha enfiada, os lábios escuros e inchados à mostra só para o metal e para ela.
Quando o orgasmo chegou, ela segurou o volante com a mão esquerda e o câmbio com a direita, o quadril tremendo, a xoxota contraindo em volta da bola cromada sem deixar o metal entrar fundo. O gozo escorreu pela haste, brilhou no cromado, molhou ainda mais a calcinha que ela recostou no lugar, enfiando o tecido de novo no meio dos lábios grandes e quentes.
Ficou sentada uns segundos, ofegante, escutando. Ainda ninguém.
Aí limpou o câmbio com a barra da camiseta, endireitou o banco, vestiu o shorts por cima da calcinha encharcada e saiu da garagem do mesmo jeito que entrou: olhando duas vezes para a rua antes de fechar a porta.
Capítulo 4 — O cheiro no carro
No jantar o pai quase não falou. Comia devagar, os olhos baixos no prato, mas Adriana sentiu o peso. Depois ele se levantou, pegou as chaves e foi até a garagem “só para conferir o pneu”. Ela ficou na cozinha, o coração na garganta, escutando a porta abrir.
Ele ficou lá mais tempo do que o normal.
Quando voltou, passou o dorso da mão no nariz uma vez, discreto, e olhou para ela por cima da mesa.
— Você entrou no carro hoje?
A voz era calma demais.
Adriana engoliu.
— Fui pegar o carregador. Por que?
Ele não respondeu na hora. Só disse:
— O câmbio estava um pouco úmido. E o cheiro… não é de couro.
Ela sentiu o rosto esquentar. O cheiro da buceta dela ainda estava no cromado, doce e ácido, aquele cheiro gostoso que sobra quando os lábios grandes ficam molhados tempo demais em cima de uma superfície. O pai tinha sentido. Não gritou. Não perguntou o resto. Só guardou as chaves no bolso mais fundo e subiu.
Naquela noite Adriana não conseguiu dormir. O dildo rosa da irmã parecia pequeno demais. O câmbio, grosso, mas ainda metal frio e curto. Na cabeça dela só existia uma coisa: o poste.
Capítulo 5 — O poste no jardim
O vizinho tinha começado uma reforma meses atrás e largou um pedaço de madeira no jardim da frente deles. Nunca levou embora. Um mourão de cerca, envernizado por cima, já descascando nas beiradas, escurecido pelo sol e pela chuva. Fincado torto na terra, perto do muro, meio escondido pelo hibisco.
Adriana media com os olhos toda vez que passava o portão: uns quarenta e cinco centímetros para fora da terra. A grossura era o que travava a respiração dela — quinze centímetros de diâmetro na parte mais larga, quase uma coluna. A ponta não era afiada de verdade, mas arredondada pelo tempo, desgastada, um pouco mais estreita que o meio, o bastante para ela imaginar a buceta abrindo em volta.
Ela sempre quis sentar naquilo. Atolar. Descer até a terra se precisasse. Sentir a madeira envernizada, áspera nas lascas, empurrar os lábios grandes para os lados e sumir dentro dela.
No dia seguinte a mãe saiu cedo. O pai levou o carro. Camila dormia. Adriana vestiu só um vestido curto por cima da calcinha — a mesma preta, já enfiada no meio da xoxota, o tecido marcado pelos lábios inchados e pelo tesão da noite anterior.
Parou atrás da porta da frente. Olhou pela fresta.
Rua vazia. O portão do vizinho fechado. Nenhuma janela aberta do outro lado. O poste estava lá, sozinho, a madeira escura brilhando um pouco com o verniz velho.
Ela abriu a porta devagar, desceu o único degrau e caminhou no gramado como se fosse só olhar a planta. Cada passo era calculado. Olhou de novo para a rua. Para a janela da sala. Para o quarto da Camila no andar de cima.
Ninguém.
Chegou perto o suficiente para encostar a palma na madeira. Estava morna do sol da manhã, não fria como o câmbio. O verniz descascado raspava a pele. Quinze centímetros de grossura. A mão dela não fechava em volta. Adriana passou os dedos na ponta arredondada, depois desceu até a base, sentindo o diâmetro aumentar.
A buceta já escorria. A calcinha enfiada estava encharcada. Os lábios grandes latejavam, escuros, abertos só de imaginar aquela coluna de madeira entrando.
Ela olhou mais uma vez para os dois lados da rua. Agachou atrás do hibisco, o vestido subindo. Puxou a calcinha para o lado — não tirou — e encostou o clitóris na ponta do poste.
O contato foi seco e quente. A madeira envernizada raspou os lábios. Adriana mordeu o pulso para não gemer. Ficou ali, só se esfregando, se masturbando contra a ponta, os lábios grandes se abrindo em volta da grossura que ainda não tinha descido.
O medo de alguém aparecer pela calçada fazia ela ir mais rápido. Não era sentar ainda. Era o começo: a xoxota molhada lambendo a madeira, a calcinha presa de um lado, o cheiro dela misturando com o verniz velho, a mesma ideia de sempre — se masturbar até não aguentar, com alguma coisa grande demais, no lugar errado, quase à vista de todo mundo.
Adriana ficou agachada atrás do hibisco com a ponta da madeira já brilhando da buceta dela. Olhou de novo para a rua. Nenhum carro. Nenhuma sombra no portão do vizinho. A janela da sala continuava fechada. O quarto da Camila, silêncio.
Ela respirou fundo, segurou o poste com as duas mãos — os dedos nem se encontravam do outro lado — e levantou um pouco o quadril. O vestido subiu até a cintura. A calcinha preta ficou puxada só para um lado, o elástico cortando o lábio esquerdo, o direito já inchado e escuro, aquele rosa vinho molhado escorrendo pela madeira envernizada.
Desceu um centímetro.
A ponta arredondada abriu os lábios grandes com uma pressão lenta, quente, diferente do câmbio frio. A buceta cedeu um pouco, o bastante para a madeira entrar só a cabeça gasta pelo tempo. Adriana parou. O coração batia tão forte que ela achou que alguém ia ouvir da calçada.
Olhou de novo.
Nada.
Desceu mais dois centímetros, bem devagar, o peso do próprio corpo fazendo o trabalho. A grossura de quinze centímetros esticava tudo. Os lábios se abriam para os lados, finos na beirada, o clitóris esfregando no verniz rachado. Ela não enfiava de uma vez. Cada milímetro era uma decisão. Cada milímetro vinha com o mesmo pensamento: alguém pode aparecer agora.
A xoxota estava tão molhada que a madeira escorregava, mas a largura travava. Adriana gemeu baixo contra o próprio ombro, os joelhos tremendo no gramado. Ficou ali, só atolada na ponta, se masturbando com micro movimentos — sobe um pouco, desce outro pouco — a calcinha enfiada no lado que ainda estava de fora, o tecido preto já transparente de tanto tesão.
Mais um pouco.
A madeira avançou até a metade da parte que sobrava da terra. Quase vinte centímetros dentro. A barriga dela encostou no hibisco. Os lábios grandes estavam completamente abertos em volta da coluna, escuros, brilhantes, agarrados no verniz. Ela não conseguia descer mais sem fazer barulho ou sem o quadril tremer demais.
Parou de novo. Escutou.
Um cachorro latindo longe. Uma moto na outra quadra. Nada na frente da casa.
Aí ela atolou mais um pouco, bem devagar, o medo travando a respiração. Não era sentar até o fim. Era ficar ali, com a buceta esticada na madeira grossa, se masturbando em cima do poste do vizinho, no jardim da frente, quase à vista da rua, a calcinha presa, os lábios latejando, o cheiro dela misturado com terra e verniz velho.
O orgasmo veio sem ela descer o resto. Uma contração longa, a xoxota apertando a madeira que não cabia direito, as coxas tremendo, um gemido abafado no tecido do vestido. Fluido escorreu pela haste, molhou a terra na base do poste, brilhou no verniz.
Adriana ficou assim uns segundos, ainda encaixada, olhando para os dois lados da rua com os olhos marejados de tesão e medo. Depois subiu devagar, a madeira saindo com um som úmido. Os lábios grandes voltaram a se fechar, inchados, vermelhos, a calcinha ela puxou de volta para o meio e enfiou com dois dedos, sentindo o tecido molhado sumir entre a fenda.
Ajeitou o vestido. Olhou mais uma vez.
Ninguém tinha visto.
Mas o poste continuava ali, brilhando um pouco mais do que antes, e ela já sabia que ia voltar.
No outro dia Adriana voltou mais cedo. O pai já tinha saído com o carro. A mãe foi ao mercado. Camila ainda dormia. O vestido era o mesmo, curto, e a calcinha preta já estava enfiada no meio da xoxota antes mesmo de ela abrir o portão.
O poste esperava atrás do hibisco, a madeira ainda com o brilho fraco do dia anterior. Ela olhou a rua duas vezes, agachou, puxou a calcinha para o lado e sentou na ponta de novo. Dessa vez não ficou só na cabeça. Desceu devagar, os lábios grandes abrindo, a buceta molhada engolindo centímetro por centímetro, até o quadril encostar na terra. Até o talo.
A madeira de quinze centímetros esticava tudo. Quarenta e cinco centímetros para fora do chão, quase todos dentro. A barriga dela pressionava o hibisco. Os lábios escuros, inchados, agarrados na base envernizada. Ela mal conseguia respirar direito. Ficou assim, se masturbando com o peso do próprio corpo, micro movimentos, o clitóris raspando no verniz.
Foi aí que ouviu a caminhonete.
O pedreiro do vizinho. O mesmo que tinha largado o mourão meses atrás. Ele estacionou na frente, desceu com um saco de cimento no ombro e parou do outro lado do muro baixo, a uns três metros dela.
Adriana congelou.
Não dava para levantar. Se ela subisse agora, a madeira saía com um som úmido, o vestido subia, a buceta aberta ficava à vista. O medo prendeu ela no lugar. Atolada até o talo, a xoxota pulsando em volta da coluna grossa, a calcinha presa de um lado só.
O homem encostou no muro.
— Oi. A dona tá em casa?
A voz era normal, de quem só veio buscar ferramenta. Adriana engoliu, as mãos cravadas no gramado, o quadril imóvel para não denunciar o que estava acontecendo embaixo do vestido.
— Não… ela saiu. Só eu.
Ele olhou para ela. Demorou um segundo a mais do que o educado. Ela estava agachada demais, o vestido marcado entre as coxas, o rosto corado, a respiração curta. O hibisco tapava o pior, mas não tapava o jeito que ela estava sentada: baixa demais, rígida demais, como se algo a segurasse no chão.
— Você tá bem aí?
Adriana forçou um sorriso. O poste latejava dentro dela. Cada palavra fazia a buceta contrair na madeira.
— Tô. Só cansei. Fiquei olhando as plantas e acabei sentando aqui.
Ele não saiu. Ajustou o saco de cimento no ombro e continuou olhando. Os olhos desceram do rosto para o colo, para o jeito que o vestido pregava no meio das pernas, para a terra revolvida na base do mourão.
— Essa madeira aí é minha, viu. Ia levar semana passada.
— Eu sei — ela disse, a voz saindo mais fina. — Tá aqui faz tempo.
Por dentro ela se masturbava sem mexer. Só o aperto. A xoxota molhada sugando a grossura, os lábios grandes esticados, o clitóris esmagado contra o verniz. O medo de ele dar a volta no muro e ver o resto fazia o tesão subir mais rápido do que no dia anterior.
Minutos. Ele ficou ali minutos.
Perguntou se o pai estava, se podia deixar o cimento no quintal, se a reforma ia continuar. Adriana respondia curto, a testa suada, as coxas tremendo escondidas no gramado. Cada vez que ele olhava para baixo, ela apertava mais a madeira, como se pudesse escondê-la dentro do corpo.
— Cê tá muito vermelha — ele falou, por fim. — Quer que eu chame alguém?
— Não. Tô só cansada. Vou ficar mais um pouco sentada.
Ele deu de ombros, mas o olhar ficou. Depois subiu na caminhonete, ligou o motor e foi embora devagar, ainda olhando pelo retrovisor.
Adriana só então deixou o ar sair. O orgasmo veio na mesma hora, longo, silencioso, a buceta contraindo com força em volta dos quinze centímetros, o fluido escorrendo pela haste até a terra. Ela não conseguiu levantar na hora. Ficou atolada mais um pouco, o vestido colado, a calcinha enfiada de novo no meio dos lábios inchados, esperando as pernas pararem de tremer.
Quando subiu, a madeira saiu brilhante e molhada. O poste ficou ali, no jardim da frente, com o cheiro dela e a marca dos lábios grandes no verniz velho.
Ela já sabia que o pedreiro ia voltar.

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