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Aconteceu em Sevilha

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Lex75

Um ator que vai fazer uma pesquisa...uma sevilhana dona de um restaurante em Triana...uma história de amor como tantas.

Este conto é erótico, se esperam descrições de sexo, acabem a leitura por aqui. O conto é longo.

O dia era de Inverno, estávamos em Janeiro, na estação de Santa Justa o AVE acaba de chegar...nele vem Joaquin, um famoso ator de novelas, peças de teatro, e alguns filmes de cinema.
Joaquin, é um galã, alto, moreno, cara máscula, um olhar intenso que quando mal ele entra num lugar, se impõe com a naturalidade que só certos homens têm.
Com 27 anos, os seus olhos são castanho claros, cabelo curto da mesma cor, 1,97m de músculos, pele bronzeada, quase negra. Assim é como ele é realmente, mas porém de Madrid, viajou um homem que nunca diriam que era Joaquin. Ele viajou já caracterizado pela sua irmã, Alegria e pela esposa dela, Pilar.
Na estação de Santa Justa, do AVE saiu um homem alto, mas em vez do andar altivo de Joaquin, este homem, anda com as costas levemente curvadas, apenas uma curva subtil, a sua aparência é de um homem na casa dos 40 e muitos anos, ou cinquenta, careca, pele morena, óculos que lhe dão um ar intelectual, barba grisalha mal aparada e grande, cabelos grisalhos apanhados em rabo de cavalo, usa um fato da Armani, sapatos impecavelmente engraxados, gravata vermelha alinhada ao pormenor, trazia duas enormes malas.
Joaquin inventou um nome poderoso á personagem que estava a encarnar, que lhe desse um ar de aristocrata, Juan Navallón, e um carro alugado com motorista esperava esse tal de Juan.
O carro dirigiu-se ao bairro de Triana, em Sevilha, ele alugara por 2 meses uma casa, que o proprietário alugava a turistas que iam visitar Sevilha, por alguns dias, mas aquele tal de Juan quis ela durante 2 meses, e na época baixa de turismo, era um negócio das arábias, até lhe deu um extra para que ele não o incomoda-se.
Mal chega á casa, ele dá uma generosa gorjeta ao motorista, entra na casa, pousa as malas, e vai até ao quarto, que ele procurou ainda durante cerca de um minuto, estava como ele o pediu, com um enorme espelho que ele pagou ao proprietário da casa.
Ele olha-se ao espelho e sorri ao ver o magnífico trabalho de caracterização que sua irmã e a esposa fizeram nele...ele depois tira a peruca, a barba, a maquiagem, despe as roupas, veste umas roupas mais confortáveis, espreita entre as cortinas as pessoas caminhando pelas ruas de Triana, cumprimentando-se, conversando, rindo...vem o cheiro do restaurante bem ao lado da casa que ele alugou, e que bom é...paella sevilhana, paella sevilhana é uma variação andaluza, frequentemente mista, que combina carne (frango, porco, às vezes linguiça) e mariscos (lula, camarão, mexilhão) numa base de arroz bomba com açafrão, pimentos e ervilhas.
Ele adora esse prato, a sua avó materna era andaluza, e quando a iam visitar a Córdoba ela sempre a fazia para um almoço. Embora se senti-se tentado a ir almoçar ao restaurante, teria de se caracterizar outra vez e demorava quase duas horas a fazer isso, ele não tem a habilidade que a sua irmã tem, demora bastante mais tempo, pelo que se resigna, encolhe os ombros e vai á cozinha, fazer o seu almoço...ele sabe cozinhar bem, aprendeu isso porque quando por vezes se encontra semanas ou meses em gravações fora de sua Madrid, nem sempre a gastronomia local lhe agrada, pelo que aprendeu a cozinhar com a sua avó paterna, Carmen, a cozinhar alguns pratos não muito complicados mas bem saborosos e sobretudo rápidos de serem cozinhados.
Passou o resto do dia vendo futebol na TV, ele é adepto ferrenho do Atlético de Madrid, e viu o seu atlético ganhar mais uma vez pelo resultado típico de Simeone 1-0.
Á noite viu um filme, e quando estava se preparando para dormir nu, ele sempre dorme nu, espreita por entre as cortinas a noite de Triana...eram perto da meia noite, pouca gente havia na rua.
Do restaurante ao lado, uma mulher de cabelos loiros, mas dava para ver que eram pintados, as raízes eram castanho escuras, vestida com um casaco grosso, para se abrigar da noite gelada, que o vento vindo do Guadalquivir que corria lá no fundo da rua, ainda tornava mais fria a noite.
Ela caminha pela rua, ele observa-a curioso...ela ao fim da rua para, tira as chaves do bolso do casaco, que abre um pouco e deixa ver um corpo escultural envolvido num vestido negro justíssimo ao corpo...Joaquin olha-a apenas...as mamas dela são enormes, quase saindo pelo enorme decote do vestido, as nádegas são grandes, sem serem exageradas...ela entra na casa, Joaquin recolhe-se para debaixo da coberta da cama...é quentinha...ele fica olhando um pouco o guião da novela onde le vai entrar.
Lê escrito com a sua mão as características de personalidade do seu personagem...era um verdadeiro canalha, antipático, antisocial, homofóbico, daquelas pessoas que ninguém quer conhecer, nem é amiga, e que por vezes só dá vontade de lhe dar uns valentes murros na cara...Joaquin sorri, ele adora representar papeis assim, faz a sua carreira a representar os vilões das histórias, mas aquele era especial...exigia mais de si.
Ele tem por costume antes de encarnar o personagem, ir para o meio das pessoas, caracterizado, disfarçado, e interpretar o seu personagem, estudar assim as reações das pessoas, leva nesse processo 1 ou 2 meses.
Ele diz que assim, dá ás pessoas o que elas esperam do personagem, o torna menos artificial, mais genuíno, pois ele sabe como o público vai reagir ao seu personagem.
Desta vez ele escolher Sevilha, apenas por acaso , poderia ir para Barcelona, Bilbao, Valencia, ou mesmo ficar por Madrid, ma sele sempre quis conhecer melhor Sevilha e assim juntou o trabalho ao lazer.
Quando fecha a luz, apenas a luz trémula de um candeeiro de rua ilumina o quarto, ele pensa naquela mulher que saiu do restaurante...deve ser a dona se calhar, para fechar o restaurante...e pensa na silhueta feminina dela...apenas lhe falta ver o rosto...e adormece em Triana pela primeira vez na sua vida.
Acordou com a chuva batendo na janela, empurrada pelo forte vento que subia a rua vindo do rio Guadalquivir, que atravessa Sevilha. Ele sempre teve um acordar, complicado...até passar uma hora depois de acordar nem lhe apetece falar...mas vai até á janela...lembra-se da sua nudez, e veste o roupão, e espreita pela janela...o Guadalquivir corre célere, com as suas água lamacentas, ao fundo La Giralda, a imponente torre da catedral de Sevilha, mais próximo do rio, o Paseo del Colón, e La Real Maestranza de Caballeria de Sevilha, a famosa arena bicentenária.
Na rua poucas pessoas passam correndo com seus chapéus de chuva abertos, está um ambiente calmo e relaxante, muito diferente da agitada Madrid.
Ele vai dar um banho, come o pequeno almoço, olha as horas, são 10h...senta-se diante do espelho enorme do quarto, e começa a se maquiar, a transformar-se em Juan Navallón, demora seu tempo, telefona umas quantas vezes a Alegria sua irmã, para que ele lhe vá dando dicas, até que acaba de se caracterizar, são quase 12h...uns raios de sol tímidos irrompem pelas nuvens cor de chumbo, ele se v~e ao espelho...nems e conhece, não deixa de ter um certo orgulho no seu trabalho.
Ensaia uma voz diferente, olhando as notas escritas por si no guião, aquele personagem resumindo e concluindo teria de ser um filho da puta de um ser humano desprezível.
Quando olha pela janela, poucas nuvens estão no céu, e vem o cheiro dele cioso a paella sevilhana...ele sorri, desce as escadas, dá mais um ajeitarde-la na gravata, e coloca um chapéu na cabeça, e abre a porta da rua...o mundo iria conhecer Juan Navallón e se ele encarna-se no personagem, haveria de ser bem odiado.
Não precisa de andar muito para ficar á porta do restaurante ao lado da casa que ele alugou. espreita durante uns segundos lá para dentro, ainda estão algumas mesas desocupadas, noutras já algumas pessoas vão almoçando, eram 12h30.
De repente vê aparecer da copa a tal loura de cabelos pintados...poucas vezes ficou sem reação quando está olhando para uma mulher, mas aquela deixou-o assim, espantado com tanta beleza reunida num só corpo...parecia ter sido moldado de proposito. Desta vez viu a cara dela...olhos castanhos, cara de anjo, lábios grossos e sensuais, um sorriso eterno mostrando uma fileira de dentes brancos imaculados...o vestido era cor de rosa, justinho ao corpo escultural dela, realçando as curvas sinuosas que nem o avental esconde, apenas complementa...as mamas enormes quase saindo pelo decote, fazendo que quando ela passa, todos rodassem a cabeça admirando-as, a cintura fina com o avental atado, as ancas largas, as nádegas grandes mas firmes, as pernas bem bonitas, femininas, os sapatos de salto alto fazem do seu andar em rebolar hipnótico de nádegas, acompanhado do leve balançar das mamas imponentes dela...mas apesar desse corpo todo, Joaquin se fixa naquele sorriso, e pensa:

- PORRA QUE INVEJA DO SORTUDO QUE ACORDA AO LADO DESSA MULHER COM AQUELE SORRISO... PORRA QUE É MESMO BONITA...

Ele diz isso porque a única decepção foi ver no dedo anelar dela, uma aliança.
Ele entra então no restaurante, procura uma mesa que seja servida por aquela mulher, e despe o casaco que levava vestido, coloca o chapéu na cadeira vazia, senta-se na outra cadeira, e observa as pessoas a comer, uma s sozinhas, outras acompanhadas...gente de classe média sobretudo...advogados, professores talvez...algum ou outro turista.
A tal loura aproxima-se agora da mesa dele, o andar dela intimida-o um pouco, estava sentado com sua cabeça ao nível das mamas dela balançando com os passos decididos e confiantes que ela dá, aquele sorriso desenhado na cara, os cabelos penteados para um só lado do seu pescoço, deixando o outro lado a ser desejado...quem não gostaria de beijar ele...ela para de frente para ele, tem numa das mãos o menu do dia, e estende ele para Joaquin, que estende seu braço e apanha o menu, fazendo uma cara de indiferença fingida.

- SEJA BEM VNDO, SENHOR. diz ela...a voz é meio rouca, cadenciosa, melodiosa mesmo, parece que está cantando, naquele sotaque andaluz entranhado nas suas veias-
- OLÁ, SENHORA...
- FIQUE LENDO O MENU, QUE EU JÁ VENHO VER QUE QUER ALMOÇAR.
- OLHE...DEIXE...TEM PAELLA SEVILHANA???
- SIM, SENHOR...TEMOS A MELHOR PAELLA DE SEVILHA.
- BAH...ISSO DIZEM TODOS E DEPOIS NEM PARA OS CÃES SERVE PARA ELES COMEREM...diz ele com desdém, encarnado a personagem...Juan Navallón. MAS TRAGA LÁ, ISSO...

Ela nunca perdeu a compostura, embora tivesse ficado indignada com os modos daquele estranho, e diz:

- E PARA BEBER, QUE DESEJA??
- O MELHOR TINTO DE JEREZ QUE TIVER...SE BEM QUE NÃO DEVE SER GRANDE COISA...AFINAL ISTO NÃO É O RITZ.

A loura sorri, e vira a s costas e vai para a copa entregar o pedido...ele fica observando as nádegas dela balançando levemente naquele vestido, afastando-se devagar, conversando com os outros clientes, flertando um pouco com eles, e depois v~e ela regressar com uma garrafa de vinho tinto de Jerez, e quando ela chega perto dele, mostra a garrafa e diz:

- AGRADA-LHE ESTA MARCA E ESTA GARRAFA, SENHOR?

Ele olha a garrafa, que está junto das mamas dela que estão quase saindo pelo decote, e ele diz:

- SE NÃO TEM MELHOR...PACIÊNCIA, BEBO ISSO.
- É O MAIS CARO QUE TEMOS...
- DEIXE... DEIXE...E A MINHA PAELLA???
- JÁ A VOU BUSCAR, SENHOR.
- VÁ, DEPRESSA, TENHO MAIS DO QUE FAZER...

Ela sorri, e volta-lhe as costas, e vai até á copa, e diz á cozinheira, Alma.

- QUE MERDA ALMA...HOJE É SEGUNDA E APANHO LOGO UM CHATO...
- QUEM, ESPERANZA??? diz a cozinheira espreitando por uma janela.
- AQUELE VELHO BEM VESTIDO...É UM MALCRIADO, MAL ENCARADO...SÓ ME DEU VONTADE FOI PARTIR A GARRAFA DE VINHOS NOS CORNOS DELE, LOL.
- TEM CALMA ESPERANZA...VAIS VER QUE NUNCA MAIS CÁ VEM...
- QUE DEUS TE OUÇA...BEM DEIXA LÁ LEVAR A PAELLA Á SUA ALTEZA REAL, D. TROMBUDO, LOL.

Esperanza leva a paella ao cliente mal encarado, deixa-a na mesa e deseja-lhe bom apetite, ele nem lhe volta resposta...ela afasta-se, ele prova a paella...porra está mesmo boa, saborosa, no ponto...recorda a paella que comia na casa da avó. Bebe um pouco de vinho, os sabores se complementam na perfeição...mas seus olhos seguem a Esperanza...é impossível resistir a aquele corpo escultural.
A meio da refeição, um rapazinho de uns 4 anos, entra no restaurante, acompanhado de uma senhora já de idade bem madura, uns 58...60 anos...ele corre para a tal mulher escultural, e ela sorrindo apanha ele do chão, e lhe dá uns beijos na cara... O menino parecia transbordar de alegria, muito magro, um sorriso parecido com da mulher, trazia um gorro na cabeça que tapava um crâneo sem cabelos.

- MÃE...MÃE...HOJE O DOUTOR NÃO FEZ DOER...
- AINDA BEM MEU AMOR... ISSO É PORQUE ÉS JÁ UM HOMEM GRANDE, PEPE...MEU FILHINHO.
- AINDA ME DERAM UM CHUPA...
- SEU GULOSO...AGORA VÁ, VAI LAVAR AS MÃOS E VAI LÁ DENTRO DA COPA, A ALMA JÁ TE SERVE O ALMOÇO, MEU ANJO.
- GOSTO MUITO DE TI, MAMÃ.
- EU AMO-TE, PEPE.

Depois a tal mulher madura dá um abraço á Esperanza, e diz:

- COMO ESTÁS, FILHA?
- ORA MÃE...TRABALHANDO...OBRIGADO POR LEVARES O PEPE...HOJE O TRATAMENTO TEVE DE SER MAIS CEDO, ELE...

Uma teimosa lágrima escorre pela cara de Esperanza...Joaquin observa.a, percorrendo aquele belo rosto, acariciando-o com aquele sabor salgado, borrando um pouco a maquiagem de Esperanza.

.- FILHA...A NOSSA ESPERANZA DE TRIANA VAI SALVAR O PEPE...ACREDITA. ELA LÁ DO CÉU VAI AJUDA-LO.
- EU TENHO-LHE PEDIDO TANTO MÃE...TENHO REZADO TANTO AOS PÉS DELA...MAS O TEMPO PASSA E...
- XIUU...NEM FALES DISSO...TUDO VAI CORRER BEM, TEM FÉ. AGORA VOU AJUDAR A ALMA.
- SIM MÃE...OBRIGADO.

Por uns instantes os olhos de Esperanza e Joaquin se cruzaram e ficaram fixos uns nos outros...e depois a Esperanza voltou a colocar aquele sorriso maravilhoso dela no rosto e regressou ao trabalho.
Após aquele primeiro dia, para mal dos pecados de Esperanza aquele homem irritante, anti social, arrogante, ia todos os santos dias almoçar ao restaurante dela...sentava-se sempre na mesma mesa, se outra pessoa lá estivesse sentada, ele tratava de correr com ela daquela mesa, trazia os talheres dele, sempre de plástico, descartáveis, pois dizia que os do restaurante estavam infestados de germes e sabe-se lá mais o quê, mas que ela fica-se descansada pois todos os restaurantes eram assim. E para mal dela, ainda por cima ele morava mesmo ao lado do restaurante...
Só via nele um pequeno vislumbre de humanidade, quando o seu filhote, Pepe, se sentava á mesa com aquele homem...ao principio ela odiou a ideia, mas ela via que o arrogante tratava o menino com o mínimo de humanidade, e respeito...e deixava-o ficar sentado á mesa com ele.
Na televisão, iniciava-se uma campanha liderada por vários artistas, entre eles o ator Joaquin, o galã malvado das novelas, apelando a que todos fizessem testes de compatibilidade de medula óssea, pois haviam vários doentes que precisavam de transplante de medula, até se compos um pequeno jingle que ficava no ouvido.
Mal sabia ela que quem se sentava naquela mesa, e só naquela mesa, encarnando um personagem cada vez mais perfeito, era Joaquin.
Um dia, Esperanza não vai trabalhar...Juan Navallón, o personagem de Joaquin, esperava ser atendido por ela, e pergunta a uma das empregadas:

- ENTÃO HOJE, A ESPERANZA NÃO VEM???
- NÃO SENHOR, JUAN...NÃO.
- E PORQUÊ??? APETECE-LHE, NÃO VIR É ISSO??? POR ISSO É PATROA...
- NÃO SENHOR...O PEPITO TEVE UMA GRANDE CRISE ONTEM Á NOITE...TIVERAM DE O REANIMAR, ELE...

Juan levantou-se com uma agilidade surpreendente para alguém da idade dele, começa a correr para a porta do restaurante...de repente para, e volta-se para a empregada:

- EM QUE HOSPITAL ELE ESTÁ???
- HOSPITAL DE LA CARIDAD...

Juan volta a correr, sai disparado do restaurante, tropeça com várias pessoas, turistas e habitantes locais, enquanto corre para o hospital de la Caridad, atravessa a ponte de Triana, e corre mais depressa...e chega ao hospital completamente exausto...na recepção pergunta se deu entrada um menino chamado Pepe, cuja mãe se chama Esperanza, e ele sofre de uma doença muito grave que requer um transplante de medula.
Apesar de serem indicações vagas, a recepcionista lembra-se de Esperanza, de a ver passar lavada em lágrimas e perguntar onde ficava a capela do hospital, e como ainda ela não tinha passado de volta, diz ao homem, que ela está na capela e indica-lhe o caminho para a capela.
Joaquin chega á capela...ajoelhada á frente do altar, está Esperanza... rezando em voz baixa, as palavras misturam-se com os soluços do choro...
Joaquin hesita entre ir ter com ela e deixa-la estar a conversar e a pedir a Deus...ele resolve deixa-la...volta á recepção do hospital, pede para falar com algum médico responsável pelo Pepe, inventou que é um tio de Esperanza...
O acaso faz com que um dos médicos vá de saída de seu turno, e a recepcionista chama-o, e ela fala-lhe quem é Juan Navallón, e o médico diz:

- DIGA SENHOR JUAN... DISPENSO-LHE 1 MINUTO...
- DOUTOR COMO ESTÁ PEPE???
- MAL...O ESTADO DELE AGRAVOU-SE POR ELE TER APANHADO UMA INFEÇÃO PULMUNAR...ESTÁ CRÍTICO.
- E QUE SE PODE FAZER???
- SENHOR JUAN...É CRENTE???
- SIM SOU MAS...
- REZE...AQUI JÁ FIZEMOS TUDO QUE PODERIAMOS FAZER...ESTÁ NAS MÃOS DA VIRGEN DE TRIANA...POBRE GAROTO...SE NÃO APARECER UM DADOR COMPATÍVEL RAPIDAMENTE...
- E COMO A ESPERANZA NÃO É COMPATÍVEL??? É MÃE DELE...
- SIM, É VERDADE...JÁ FIZEMOS OS TESTES, ELA ERA COMPATÍVEL HÁ PRIMEIRA VISTA, MAS DEPOIS DE TERMOS REALIZADO A OPERAÇÃO, O ORGANISMO DE PEPE REGEITOU...A AVÓ DELE TAMBÉM NÃO DÁ...ACREDITE JÁ TESTAMOS A FAMÍLIA TODA, DO PAI DELE E DA ESPERANZA... TEMOS ELE COMO PRIORIDADE NA BASE DE DADOS...SABE SENHOR JUAN..SOU MÉDICO, SOU TREINADO PARA ENGANAR A MORTE, DANÇO COM ELA VÁRIAS VEZES AO DIA, GANHO MUITAS MAIS VEZES DO QUE PERCO...MAS QUANDO VEJO UM RAPAZ COMO PEPE, LUTANDO FEROZMENTE PELA VIDA, E NÃO O PODER AJUDAR MAIS, PERGUNTO-ME...QUE FAÇO EU AQUI...SOU UM INÚTIL...DESCULPE O DESABAFO, SENHOR.

E o médico depois caminhou para a porta e vai-se embora cabisbaixo...Juan encosta-se ao balcão, e começa a chorar...ela dora aquele rapaz, o Pepe.
Pepe...digamos em linguagem artística era a perfeita contracena...fazia realçar alguma humanidade em Juan Navallón, que Joaquin queria era para compor seu personagem na perfeição...Joaquin lembra-se do menino, vir ter com ele, primeiro timidamente, ele o olhando com desdém, mas ele pede para se sentar á mesa com ele, e nunca mais se esquecerá da primeira pergunta dele:

- SENHOR JUAN...ANDA SEMPRE ZANGADO...RECLAMANDO...FALANDO ALTO...ESTÁ ZANGADO PORQUÊ???

Ele ficou sem palavras...sim porquê...para aquela personagem ter um bom motivo para ser um filho da puta, teria de ter um bom motivo para isso...no guião vinha lá que fora um desgosto de amor...mas da maneira como ele estava a compor os detalhes psicológicos da personagem, falar de passado era muito limitativo...ele tinha de estar vivendo esse amor ainda, um amor que ele deseja, mas que não o pode ter, e isso torna-o amargo e má pessoa...
Juan Navallón e Pepe se tornaram amigos, embora Juan mantivesse sempre uma distância segura em relação a Pepe, ia-se aos poucos deixando levar pelas perguntas daquela criança...não há nada mais puro e intimidante do que os porquês das crianças...porque há guerras...porque o céu é azul e não doutra cor...porque és assim tão amargo???
Joaquin ia a aquele restaurante não só para ver o sorriso de Esperanza, sentir o cheiro doce do perfume dela, ver ali á sua frente a mulher que ele despe nos seus sonhos todas as noites...mas também vai lá por Pepe, e as conversas que ambos têm, são um adulto e uma criança de 4 anos, sem qualquer parentesco, que apenas gostam de estar conversando um com o outro.
Joaquin, por vezes quer tirar o disfarce, que se foda o Juan Navallón, ele quer se apresentar como Joaquin a Esperanza, quer que ela o conheça, assim como ele a quer conhecer...mas tem medo que seja já tarde demais para isso.
Joaquin regressa á capela, e sem fazer barulho senta-se na última fila, Esperanza não dá pela presença dele, ela apenas reza e chora, implora á sua Virgen Esperanza de Triana que cura-se seu filho.
Passam dois dias... no bairro secular de Triana mal se vê um sorriso, as pessoas passam e se cumprimentam sem a habitual alegria...na igreja da Virgem de Triana, mulheres rezam por Pepe, o padre, até deixa as portas abertas durante todo o dia e noite para as pessoas poderem rezar.
No hospital Pepe vai piorando aos poucos...Esperanza agora é o rosto do desespero, da dor, da impotência de uma mãe ver seu filho ligado a dezenas de fios e tubos, separada dele por um vidro, sem sequer lhe puder agarrar numa mão e confortar ele.
Pepe luta pela vida...ele adora viver...adora Triana, ama a sua mãe, e a sua avó Lola.
O milagre que Esperanza pede, acontece...aparece um dador compatível, depois segue-se a angustia misturada com a esperança da operação...e depois o período em que pode haver rejeição...passam-se semanas, duras, complicadas, mas o pequeno guerreiro de nome Pepe, recupera...
Entretanto tão misteriosamente como apareceu, Juan Navallón desaparece, como que por magia.
Apenas uma pessoa, uma recepcionista do hospital de la Caridad, telefona a Juan Navallón contando-lhe como vai a recuperação de Pepe. Estranho pedido feito por aquele homem, que lhe dá uma generosa quantia em euros, só para receber uma chamada diária que nem dura 10 segundos, só quer saber se o menino está melhor.
Na TV estreia uma novela, Joaquin o ator, interpreta um papel que trás ódio, mas ao mesmo tempo simpatia... esse personagem não deixa de ser o vilão, mas um vilão com um lado bom...que se manifesta em conversas com um simples menino...muitos críticos dizem que Joaquin está a ter aquela interpretação de uma vida...Em Sevilha, em Triana, como em toda a Espanha, as ruas ficam quase desertas quando o novo episódio da novela está a ser emitido...depois fazem-se comentários sobre o mesmo, de como o vilão, afinal não é tão vilão...ou afinal é mesmo...no restaurante de Esperanza, ela, sua mãe e seu filho assistem tal como muitos clientes aos episódios da novela que está a paralisar Espanha, e um dia Pepe comenta sorrindo:

- SABES MAMÃ...AQUELE HOMEM MAU FAZ-ME LEMBRAR O SENHOR JUAN E EU NAS CONVERSAS QUE TINHÁMOS...

Esperanza apenas sorriu, mas nem ligou mais ao comentário do filho...porém nessa noite quando repousava nua na banheira cheia de sais de espuma, bebendo um copo de vinho tinto, veio-lhe há memória o comentário do filho e ela realmente começa a pensar que realmente ele tinha razão...o personagem era mesmo parecido com o tal homem horrível que ia o restaurante, e que desapareceu sem deixar rastro... assim que Pepe recebeu o transplante.
Meses se passaram, quando em plena Semana Santa andaluza, Juan Navallón desceu do AVE novamente, dirigiu-se a Triana, sem perder tempo, por debaixo daquele disfarce ia um um homem ansioso, nervoso...Joaquin queria ver Esperanza, há meses que não a vê...sem ser nos sonhos dele.
Sevilha está cheia de turistas, e de famílias que regressam para passar essa semana assinalada logo nos calendários de qualquer sevilhano...era Quinta feira quando Joaquin chegou...nessa noite seria a noite mais longa em Sevilha...La Madrugá...a noite em que centenas de centuriões escolta a Esperanza de Macarena, e milhares de trianeros, acompanham a sua Esperanza de Triana, percorrendo as ruas de Sevilha, engalanada com milhares e milhares de velas acesas, a população em peso está nas ruas.
Juan Navallón, chega ao restaurante de Esperanza...como fez pela primeira vez que a observou, fica parado na montra do restaurante...ela lá está...sorrindo...mas o sorriso mudara...agora era ainda mais radiante, era mais intenso...a alegria que ela demonstrava era pura e genuína...numa mesa estava Pepe sentado, vendo Tv...Joaquin sorri...estavam bem, ele já o sabia mas tinha de ver...entra no restaurante e desta vez não se dirigiu á mesma mesa onde sempre se sentava...caminha até Pepe, os lábios dele lutam pois querem sorrir mas ali ele era Juan Navallón, e Juan Navallón não sorria...
Para ao lado de Pepe, que entretido vendo Tv não se apercebe da presença do seu, sim posso escrever sem medo, do seu amigo.

- ENTÃO PEPE...VENDO TV??? diz Juan quase se traindo no seu tom de voz...agora a voz saia embragada...

Pepe virou-se e viu o Juan Navallón e sorriu...e diz:

- JUAN....MÃE...É O JUAN...

Os seus pequenos braços abraçam Juan, depois de se levantar depressa, Juan não resiste, devolve o abraço ao pequeno, da copa do restaurante Esperanza ouve o filho chamar por ela, e vai ver que se passa, e vê Juan Navallón... não se pode dizer que ficou feliz por ver ele, mas como o filho gostava daquela besta feito homem...ela encolhe os ombros e vai ter com o filho, sempre com aquele sorriso dela.
Joaquin vê ela se aproximar...aquele vestido justo ao seu corpo, sem avental desta vez, o andar fazendo as enormes mamas balançarem levemente, mas sobretudo aquele sorriso...

- BOA TARDE, SENHOR JUAN...ANDOU DESAPARECIDO...
- SIM...BOAS TARDES... NEGÓCIOS SABE...E COMO TRIVE DE VIR A SEVILHA E A PAELLA ANDALUZA AQUI NÃO DAS PIORES...VIM ALMOÇAR.

Esperanza sorri...á coisas que nunca mudarão, pensa ela...e diz:

- QUER A SUA MESA???
- BEM...QUER DIZER...SE NÃO SE IMPORTAR...ALMOÇAVA AQUI COM O PEPE...
- SEJA COMO O SENHOR QUISER...E QUER UMA PAELLA ANDALUZA, CERTO???
- SIM...QUERO. E UM TINTO DE JEREZ.

Ele almoça com Pepe, ao longe Esperanza vê o filho rir, e aquele homem carrancudo, embora nunca sorrindo, via que ele estava feliz... ele pensa que aquele homem poderia perfeitamente entrar na novela...e fazer de vilão. Aliás o vilão era o personagem preferido dela na novela...é que ele tinha algum segredo escondido, e ela adora mistérios.
Depois do almoço, Juan Navallón passeia por Sevilha, vai depois jantar ao restaurante de Esperanza, e depois prepara-se para la Madrugá...quando recebe um convite que não esperava.
Esperanza já depois dele ter pago, pergunta-lhe:

- SENHOR JUAN...NÃO QUERENDO SER INTROMETIDA, ONDE VAI PASSAR ESTA NOITE, LA MADRUGÁ??'
- BEM...EU...ALUGUEI UM QUARTO NUM HOTEL E...
. BEM...SE ENTENDER, EU O CONVIDO PARA PASSAR ESTA NOITE AQUI, COM ALGUNS AMIGOS MEUS...AS PROCISSÕES PASSAM POR AQUI...ISTO SE QUISER...
- POR FAVOR, SENHOR JUAN...EU GOSTAVA MUITO... diz o Pepe...

Após alguns segundos Juan responde:

- BEM...SE NÁO INCOMODAR, EU ACEITARIA...
- SE INCOMODA-SE EU NÃO O CONVIDARIA. OBRIGADO POR ACEITAR, SENHOR JUAN.
- OBRIGADO EU PELO CONVITE, SENHORA ESPERANZA.

A madrugada ia já bem avançada, quando ao fim da rua se avista carregada pelos costaleros, o imponente andor onde vinha a Virgem Esperanza de Triana...chuvas de pétalas de rosas e de cravos são lançados dos telhados da casa, a banda vem tocando uma marcha lenta...
De repente, depois de o capataz que dirige aquele andor imenso, ser avisado para fazer uma paragem em frente do restaurante de Esperanza minutos antes, ele manada parar o andar...da janela do primeiro andar, surge Esperanza...ao lado dela a sua mãe Lola já chora, as pessoas na rua abrem a boca de espanto...desde que Pepe adoecera que aquilo não acontece...Esperanza ia cantar uma saeta á sua Virgem de devoção, para agradecer a cura do seu filho.
A saeta é um canto religioso tradicional e emotivo, interpretado sem acompanhamento instrumental durante as procissões da Semana Santa na Andaluzia, Espanha, expressando dor e devoção à Paixão de Cristo. Enraizada no flamenco (siguiriyas, martinetes), é cantada por um saetero de varandas ou ruas, sintetizando a identidade andaluza.
Quando ela começa a cantar á sua Virgem, apenas se ouve a sua voz, debaixo da lua, apenas as velas iluminam os rostos sa pessoas...quem é de Triana sabe porque ela canta, e daquela maneira...tão potente, tão agradecida...tão devota, humilde...Joaquin ouve-a, as suas pernas tremem, é a voz de uma mãe que andou desesperada vendo o seu menino morre aos poucos, e que agora tinha apenas a alegria de ser mãe...lágrimas corriam pelos rostos de quem conheceu o drama...e os costaleros fazem uma coisa que nunca havia sido feita...ergueram o andor, e bailaram com a Virgem, enquanto Esperanza cantava...
Quando ela acabou, as lágrimas de gratidão do rosto dela pareciam uma cascata de gratidão escorrendo pela face dela, ela rapidamente se retira para dentro, o seu Pepe, abraça-a pela cintura ,e diz:

- DESCULPA MAMÃ...TER-TE FEITO SOFRER TANTO...
- FILHO...QUE CULPA TENS TU...

Juan Navallón via e chorava...e retira-se-
No dia seguinte ao almoço, Juan Navallón senta-se na mesa que sempre ocupara meses antes, mas algo iria acontecer, algo que só ele sabia, mas que tinha de o fazer, Juan Navallón já não fazia sentido existir.
Quando Pepe se sentou com ele na mesa, e almoçaram juntos, ele notou que Juan estava nervoso e pergunta:

- SENHOR JUAN...ESTÁ NERVOSO???

Maldito rapaz que parece adivinhar tudo, LOL...pensa Joaquin.

- SIM PEPE, ESTOU...MAS ISTO JÁ PASSA.
- E PORQUE ESTÁ ASSIM, NERVOSO???
- É QUE...SABES ANTES DE EU CHEGAR, FUI COMPRAR O JORNAL...E A VENDEDORA DISSE QUE EU ERA DESAGRADÁVEL, E MAU, E OUTROS NOMES QUE NÃO VOU USAR...E DISSE QUE EU ERA IGUAL AO VILÃO DA NOVELA, QUE DÁ Á NOITE...
- EU PENSO O MESMO, diz Pepe.
- AI PENSAS, E PORQUÊ???
- ORA PORQUE SIM... SENHOR JUAN, É IRRITANTE, SEMPRE DE CARA SÉRIA, MAL HMURADO...MAS EU SEI QUE TAMBÉM É BOM...É COMO O VILÃO.

Joaquin olha para o menino e diz:

- E SE EU TE FIZESSE UMA SURPRESA???
- UMA SURPRESA???
- SIM...OLHA...

Juan Navallón levanta-se da cadeira, e em voz alta, diz:

- BOA TARDE...PEÇO DESCULPA POR ESTAR A FALAR ALTO, MAS QUERIA APENAS UNS MINUTOS DA VOSSA ATENÇÃO, POR FAVOR.

Quando todos ficaram olhando para ele, Juan diz:

- MUITO OBRIGADO, SENHORAS E SENHORES. BEM...EM PRIMEIRO LUGAR PEÇO DESCULPAS A TODOS, POR SER UM VERDADEIRO CANALHA...EU ATÉ USARIA OUTRO TERMO MAS ESTÃO AQUI CRIANÇAS...

Esperanza aparece vinda da copa, ouvia um homem falar alto, e veio ver que se passava, e Juan viu ela e diz:

- QUERIA LHE PEDIR A SI, ESPERANZA EM ESPECIAL, MUITAS DESCULPAS POR TER SIDO UM CANALHA, SEMPRE A RESPONDER-LHE MAL. SENDO ARROGANTE...E DIGO-LHE QUE A ENGANEI, MS NÃO SÓ A SI, A TODA A GENTE MENOS AO...PEPE.
BEM...EU PERGUNTO...ACHAM QUE EU ME PAREÇO COM O VILÃO DA NOVELA, NÃO É VERDADE??? BEM FISICAMENTE NÃO, É CLARO, MAS DE RESTO SOU IGUAL...VERDADE???
- SIM... diz uma senhora.
- SABEM NÃO É FÁCIL UM ATOR FAZER AQUELE PAPEL...O HOMEM É UMA BESTA...COMO EU...E UM ATOR TEM QUE TREINAR MUITO PARA FAZER BEM UMA PERSONAGEM, E...Á QUEM TENHA EXCELENTES PROFESSORES QUE OS AJUDAM, MAS TAMBÉM HÁ QUEM APERFEIÇOE O SEU PERSONAGEM, INTERPRETANTO ELE A TODA A HORA, VIVENDO QUASE 24H POR DIA ESSE PERSONAGEM...

Juan Navallón, despe o casaco, as pessoas começaram a sussurrar umas para as outras, Juan Navallón, agarra na barba e puxa ela, e coloca ela em cima da mesa, depois agarra na peruca e tira-a da cabeça, as sobrancelhas também saem, depois ele limpa a cara a uns panos e Juan Navallón transforma-se em Joaquin, o ator que interpreta o vilão na novela...as pessoas olham espantadas, o pequeno Pepe, primeiro também espantado, agora ria...Joaquin também começa rir...Esperanza olhava mas não acreditava, nem ela num ninguém.

- EU SOU DAQUELES ATORES QUE VIVEM O PERSONAGEM...E TENHO ESTE MÉTODO DE O ESTUDAR, APERFEIÇOAR...E DEPOIS NTERPRETAR. VOU PARA JUNTO DAS PESSOAS, E ESTUDAR AS REAÇÕES DELAS AO MEU PERSONAGEM..ERA O MEU SEGREDO, QUE AGORA REVELEI. MAS TODOS OS PERSONAGENS QUE EU JÁ FIZ, EU OS MOLDEI ANTES JUNTO DAS PESSOAS. NÃO HÁ MELHOR MÉTODO DE APRENDER, ACREDITEM. PEÇO MUITAS E MUITAS DESCULPAS, MAS TODOS FORAM MAGNÍFICOS, O MEU PERSONAGEM TEM SUCESSO GRAÇAS A TODOS...ESPECIALMENTE A TI, PEPE E A TI, ESPERANZA...OBRIGADO.

E Joaquin, abaixa a cabeça, e começa a ouvir um aplauso...depois outro e no fim todos o aplaudiam.
Ele agradecia fazendo vénias.
Depois vai ter com Esperanza e Pepe, e diz:

- NA SEMANA QUE VEM VÃO ENTREGAR UNS PRÉMIOS, NUMA GALA EM MADRID, E EU ADORARIA QUE OS DOIS, MAIS A SENHORA LOLA, FOSSEM ASSISTIR, COMO MEUS CONVIDADOS.
- NÃO SENHOR JUAN...PORRA...JOAQUIN...TENHO TRABALHO AQUI, COMO SABE E...
- AH MÃE QUERO IR...
- E EU TAMBÉM QUERO IR, FILHA, diz Lola que se junta á conversa.
- ENTÃO VÃO OS DOIS...
- NÃO FILHA...OS TRÊS TU HÁ QUASE 4 ANOS QUE NÃO TENS UMAS FÉRIAS...PODE CONTAR CONOSCO SENHOR JOAQUIN...
- OK, FICO FELIZ POR ACEITAREM...MAS TRATEM-ME APENAS POR JOAQUIN...AH...E VAMOS TODOS JUNTOS...
- ESCUSA DE NOS VIR BUSCAR, diz Esperanza.
- MAS EU VIM PARA FICAR...COMPREI A CASA AQUI AO LADO...
- HEIN????
- SIM...VIM ASSINAR HOJE A ESCRITURA. NÃO SE LIVRAM DE MIM...É QUE ADORO A PAELLA ANDALUZA... diz ele olhando Esperanza nos olhos.

Nessa semana Pepe mostrou a Joaquin toda a Sevilha, e depois ele passava os dias no restaurante, desenhando Esperanza num bloco de papel branco.
Chega o dia para irem para Madrid, e ele fez questão de elas e Pepe ficarem na casa dele, ele tinha mais quartos livres, e além disso ele disse que assim comeria bem, pois os cozinhados de Lola eram deliciosos.
Numa tarde, ele e Esperanza foram passear só os dois, e pararam numa pastelaria para lancharem, e ele diz a Esperanza:

- SABE QUE A ADMIRO MUITO?
-A MIM???
- SIM...É UMA MULHER DE LUTA, TRABALHADORA, UMA MÃE QUE QUALQUER FILHO GOSTARIA DE TER, SIMPÁTICA...UM POUCO VAIDOSA, LOL...E DEPOIS É A MULHER MAIS BONITA DESTE MUNDO.
- LOL...EU??? NÃO SOU ISSO TUDO...
- É E MUITO MAIS...SABE QUANDO EU CHEGUEI A SEVILHA E FUI MORAR EM TRIANA, FOI POR ACASO, PODERIA SER O JUAN NAVALLÓN, EM QUALQUER OUTRO LUGAR, MAS NÃO...FUI PARA TRIANA. PORQUÊ??? NÃO SEI...E DEPOIS ALUGUEI AQUELA CASA...E NA NOITE EM QUE CHEGUEI EU OLHAVA AS PESSOAS PASSANDO NA RUA, E JÁ DE MADRUGADA, VI A ESPERANZA...NAQUELA NOITE TINHA UM VESTIDO NEGRO, JUSTO AO SEU CORPO, ESTAVA FRIO USAVA UM CASACO GROSSO...MAS MAL A VI NÃO CONSEGUI MAIS DESVIAR O OLHAR...A ESPERANZA É UMA MULHER LINDA, SENSUAL...SEXY.
- JOAQUIN...ONDE QUER CHEGAR COM ESSA CONVERSA???
- ESPERE...NO OUTRO DIA FUI AO SEU RESTAURANTE E COMECEI A OBSERVA-LA...E VI QUE NÃO É APENAS MAIS UMA MULHER BONITA, EXISTEM MUITAS, MAS VI COMO REALMENTE A ESPERANZA ERA...E DEPOIS EU IA COMO JUAN NAVALLÓN E FUI TÃO DESAGRADÁVEL CONSIGO...NÃO SEI COMO NUNCA ME MANDOU Á MERDA, ERA QUE EU MERECIA, LOL. MAS SEMPRE FOI SIMPÁTICA, CORDIAL...E DEPOIS CONHECI PEPE...ESSE MENINO É DE OURO, SABE GRAÇAS A ELE A MINHA PERSONAGEM NA NOVELA FOI UM POUCO MODIFICADA, TORNOU-SE UM POUCO HUMANA. MAS ACONTECEU UMA COISA QUE EU JAMAIS PENSEI QUE IRIA ACONTECER...COMECEI A INTERESSAR-ME POR SI, ESPERANZA...QUASE QUE A MINHA PESQUISA PARA O PERSONAGEM ERA UM DESASTRE, PORQUE EU PASSEI A IR AO SEU RESTAURANTE APENAS PARA OBSERVAR...E ME PERGUNTAVA, COMO É QUE ESTA GENTE É ATENDIDA PELA MULHER MAIS EXTRAORDINÁRIA DO MUNDO E NÃO LHE DIZEM ISSO A TODA A HORA??? SINCERAMENTE FAZIA-ME CONFUSÃO.
- JOAQUIN...
- ESPERANZA...EU SEI QUE...BEM...PODES NÃO ACREDITAR MAS EU TENHO MEDO E DIFICULDADES EM DIZER A UMA PESSOA QUE GOSTO DELA...PODES NÃO ME ACREDITAR MAS SOU TÍMIDO, ATRAPALHO-ME TODO...AÍ NÃO SOU NENHUM PERSONAGEM, SOU SIMPLESMENTE O JOAQUIN. MAS EU GOSTO DE TI...GOSTAVA QUE ME DESSES UMA CHANCE DE TE CONHECER MAIS UM POUQUINHO, EU ADORARIA, QUE TU TAMBÉM ME CONHECE-SES, EU...GOSTO DE TI.

Esperanza olha-o nos olhos e diz:

- BEM...EU NÃO ESPERAVA QUE TU...
- EU SEI...EU NÃO TENHO MESMO NENHUM JEITO COM AS MULHERES...
- ESPERA...DEIXA-ME EU FALAR...EU, GOSTEI DA TUA SINCERIDADE, CONFESSO, MAS ...
- MAS...
- EU ESTOU BEM COMO ESTOU, JOAQUIN...SOU FELIZ...
- EU ENTENDO...MAS DESCULPA, MAS EU VOU TENTAR FAZER-TE VER QUE SERÁS AINDA MAIS FELIZ SE ME TIVERES NA TUA VIDA...VOU TENTAR CONQUISTAR-TE. TENHO DE TENTAR, DESCULPA. QUERO SER FELIZ.
- LOL...OK... SE ME CONVENCERES...
- VAIS VER QUE TE CONVENÇO... ESPERA-ME, LOL E JÁ AGORA...FICAS ADORÁVEL COM A TUA CARA ASSIM CORADA.
- BAH...É DO CALOR...
- OK..FINJO QUE ACREDITO. MAS AGORA VAMOS?? MAL POSSO ESPERAR PELO JANTAR QUE A TUA MÃE E O PEPE ESTÃO PREPARANDO. POSSO TE PEDIR PARA CAMINHARMOS DE MÃOS DADAS???
- PORQUÊ???
- PORQUE EU GOSTAVA MUITO...E TU NO FUNDO, EMBORA NÃO QUEIRAS ADMITIR ACHAS-ME UM HOMEM BASTANTE INTERESSANTE, E BONITO, E QUERES CAMINHAR DE MÃO DADA CONTIGO, PARA QUE AS OUTRAS MULHERES SAIBAM QUE ESTE BONITÃO TEM DONA.
- AHAHAHAHAHAHA...ÉS SEMPRE ASSIM TÃO CONVENCIDO??? EU TUA DONA???
- SIM ESPERANZA...ÉS. E SABES DISSO...TENS-ME NA PALMA DA TUA MÃO...AGORA TENS DE SER TU A DECIDIR... E EU ESPERO E QUERO QUE DECIDAS ME CONHECER, E DEPOIS NAMORAR COMIGO. MAS LEVA O TEMPO QUE PRECISARES...ESPEREI POR TI A MINHA VIDA ATÉ AGORA, POSSO ESPERAR MAIS TEMPO.

Esperanza sorri...e dá a sua mão a Joaquin...não lhe diz nada, o olhar que ela lhe dá diz tudo.
Nessa noite divertiram-se bastante, jogando ás cartas os 4, rapazes contra raparigas, era já quase meia noite quando um Pepe, vencido pelo sono é levado ao colo para o seu quarto por Esperanza, que o ajuda a vestir o pijama, e depois deita o filho e vai para a sala, onde Lola e Joaquin, contam anedotas picantes um ao outro, dando gargalhadas bem altas.
Esperanza observa-os em silêncio, e depois entra na sala, e diz que está cheia de sono e também se vai deitar.
Lola e Joaquin ficam mais um bocado de tempo na conversa, e Lola diz a Joaquin:

- JOAQUIN, POSSO LHE FAZER UMA PERGUNTA, PESSOAL?
- SIM PODE.
- ESTÁ APAIXONADO PELA MINHA FILHA???

Joaquin sorri um pouco e responde:

- ADIANTA DIZER-LHE QUE NÃO?
- NÃO... LOL... QUALQUER UM VÊ ISSO. DIGA-ME...IA AO RESTAURANTE SÓ POR CAUSA DELA, NÃO É VERDADE???
- SIM E NÃO...SIM AO PRINCIPIO IA, MAS DEPOIS NÃO SÓ POR ELA, POR PEPE, SABE SEU NETO É UM RAPAZ FORA DO VULGAR...PARECE SER JÁ UM HOMENZINHO, E TAMBÉM POR CAUSA DAS PESSOAS. SABE QUE EU COMPREI A CASA PEGADA AO RESTAURANTE, SINTO-ME EM CASA EM TRIANA.
- E A ESPERANZA ESTÁ MESMO ALI AO LADO...
- SIM, É VERDADE...OLHE EU HOJE DISSE A ESPERANZA QUE VOU TENTAR CONQUISTAR ELA.
- ANDA A TENTAR ISSO HÁ UNS TEMPOS, LOL...ESTE CONVITE PARA VIRMOS A MADRID...PODERIA IA Á GALA SOZINHO...
- SIM, PODERIA...MAS ELA E PEPE ME AJUDARAM TANTO A FORMAR O PAPEL DA NOVELA...
- OLHE SÃO OS DOIS MAIORES E VACINADOS...MAS NÃO A DECEPCIONE...NEM ANDE A BRINCAR COM ELA...AVANCE SÓ SE ESTIVER SEGURO DE OS SEUS SENTIMENTOS, JOAQUIN...PEÇO-LHE ISSO COMO MÃE DE ESPERANZA E COMO SUA AMIGA...
- EU ESTOU SEGURO, LOLA...EU QUERO-A...PRECISO DELA...QUERO SER FELIZ, FAZER ELA FELIZ...

A madrugada ia alta, Joaquin está no seu quarto, olhando para o teto, vendo as sombras dos reflexos projetadas, quando a porta do seu quarto se abre devagar, ele ergue o troco apoiando-se no braço, ajeita melhor o fato da cama, Esperanza abre a porta...ela está usando uma lingerie sexy, cabelos apanhados...entra no quarto, fecha a porta...Joaquin ia falar mas ela mete o dedo dela á frente dos lábios, ele cala-se-
Ela avança para a cama, devagar, as luzes da rua deixam ver o rosto dela, tem um leve sorriso desenhado nos lábios, de nervosismo...para perto da cama, sobe para a cama de Joaquin, ajoelhando-se nela, Joaquin senta-se na cama, abre o fato da cama, revelando a sua nudez...Esperanza sorri, deita-se ao lado de Joaquin, e tapa-se com o fato da cama...estão os dois completamente debaixo do fato da cama, não se vêm um ao outro, mas as mãos tocam-se nos braços...

- ESPERANZA...EU...NÃO TE ESPERAVA...
- ENTÃO ÉS MENTIROSO...DISSES-TE-ME QUE ME ESPERAS-TE A TUA VIDA TODA...
- SIM, MAS...AQUI...NA MINHA CAMA...EU...
- NEM EU ESPERAVA VIR...MAS NÃO CONSEGUIA ESTAR NO QUARTO SOZINHA...PENSANDO EM TI, NO QUE ME FALASTE...SABES...ACREDITEI EM TI...
- FALEI A VERDADE, ESPERANZA...QUERO-TE.
- EU...NÃO TE POSSO DIZER ISSO... AINDA...APANHAS-TE-ME DE SURPRESA, JOAQUIN. EU NUNCA IMAGINEI QUE AQUELE HOMEM HORRÍVEL ERAS TU, UM VERDEIRO...
- DIZ...EU SEI...FILHO DA PUTA...
- LOL... SIM...SABES QUE PORÉM...
- PORÉM...
- O PEPE... NUNCA O ENGANAS-TE...ELE VIU EM TI ALGO BOM...
- POIS...COM PEP FALHEI MISERALVELMENTE, LOL...SABES QUE ELE ME DISSE, NA PRIMEIRA VEZ QUE FALAMOS??
- CONTA...EU NÃO SEI...
- SENHOR JUAN...ANDA SEMPRE ZANGADO...RECLAMANDO...FALANDO ALTO...ESTÁ ZANGADO PORQUÊ??? E EU NÃO SOUBE QUE LHE RESPONDER...DESARMOU-ME LOGO ALI...PUMBA...FIQUEI FASCINADO POR ELE, DAÍ FALARMOS TANTO, USEI ELE PARA QUE MEU PERSONAGEM FICA-SE MAIS HUMANO, SIM É VERDADE, MAS AO MESMO TEMPO GENUINAMENTE FIQUEI AMIGO DELE. EU ADORO TEU FILHO.
- EU VIA OS DOIS JUNTOS CONVERSANDO HORAS, E QUANDO LHE PERGUNTAVA PORQUE ELE GOSTAVA DE ESTAR CONVERSANDO COM AQUELA BESTA, ELE SÓ DIZIA...PORQUE SIM, QUE OS AMIGOS GOSTAM DE FALAR UNS COM OS OUTROS APENAS PORQUE SIM.
- É VERDADE...ELE TEM RAZÃO, ESPERANZA. QUERO QUE SAIBAS UMA COISA...EU NÃO ME QUERO APROXIMAR DE TI POR CAUSA DE PEPE...MESMO QUE TU NÃO QUEIRAS NADA COMIGO, EU GOSTAVA DE CONTINUAR AMIGO DE PEPE...
- EU SEI DISSO, JOAQUIN...BEM...AGORA VOU-ME EMBORA...
- VAIS EMBORA??? ENTÃO QUANDO VIESTE EU PENSEI QUE...
- QUE...
- BEM...ESTÁS LINDA...ESSA LINGERIE...PENSEI QUE VIESSES PARA...TU SABES...
- DIZ...NÃO SEI...EU SÓ VIM MESMO FALAR...E ADOREI A CONVERSA...ATÉ AMANHÃ...
- ESTÁ...BEM, ATÉ AMANHÃ...

Esperanza sai de debaixo do fato da cama, quando se afasta as suas nádegas com o fio dental vermelho atolado no rego fundo do cu dela, deixam Joaquin quase hipnotizado...ela chega á porta, abre ela...e ia sair...para...volta para trás, chega á cama...dá um longo beijo na boca de Joaquin, e sai do quarto.
No dia seguinte era a gala, Lola e Esperanza foram a um spa, cuidarem-se, arranjarem cabelo, maquiarem-se, foram depois ás compras, comprar roupas para a gala, enquanto Joaquin e Pepe foram ás compras também, e Joaquin comprou um smoking a Pepe.
Quando nessa noite, Joaquin se servia de um whiskey na sala, esperando que Esperanza, Lola e Pepe acabassem de se despachar, apareceu primeiro a Lola com Pepe pela mão, ela estava linda num vestido adequado á gala, Pepe parecia um homem em miniatura, e passados uns segundos aparece Esperanza, e Joaquin fica sem palavras...
Ela trazia um vestido de Sevilhana, vermelho, justo ao corpo, com um brutal decote, os cabelos apanhados... Quando ela entra na gala de mão dada com Joaquin, todos se perguntavam quem era aquela mulher que acompanhava Joaquin.
Ele ganha o prémio de melhor ator secundário, e quando vai agradecer o prêmio, ele pede a Pepe que o acompanhe, e o menino vai com ele.

- BOM, QUERO AGRADECER ESTE PREMIO, É UMA HONRA RECEBER ELE. COMO PODEM VER VENHO ACOMPANHADO POR UM JOVEM...CHAMA-SE PEPE, E AJUDOU-ME MUITO A CRIAR O MEU PERSONAGEM, SE ESTOU AQUI A RECEBER ESTE PRÉMIO A ELE O DEVO.
AGRADEÇO TAMBÉM ÁS PESSOAS DO BAIRRO DE TRIANA EM SEVILHA...ELAS SABEM PORQUÈ...É SEGREDO NOSSO. POR FIM QUERO AGRADECER A UMA MULHER EXTRAORDINÁRIA, CHAMA-SE ESPERANZA...É A MÃE DE PEPE, ELA E A LOLA FORAM FUNDAMENTAIS NESTE PRÉMIO. OBRIGADO.

Depois desta cerimónia, passados dois dias, Esperanza, Lola e Pepe regressaram a Sevilha, Triana.
Quando estavam a embarcar para o AVE, Lola, segurou o neto pela mão, e entraram os dois...Esperanza ficou a sós com Joaquin.

- BEM...EU FIM DE SEMANA VOU A SEVILHA, ESPERANZA...AFINAL TENHO LÁ CASA...
- EU SEI... LÁ TE ESPERO, JOAQUIN... ADEUS.
- ADEUS...

E quando ela sobe para se montar no comboio, para embarcar para Sevilha...para mesmo na entrada do comboio...volta para trás, Joaquin olhava-a, e ela segura ele na cara, e dá-lhe um beijo na boca...sorri e depois entra no comboio...Joaquin ainda está atônito...
O comboio parte...da janela Pepe faz-lhe adeus, e ele retribui.
Sexta feira á noite ele chega a Triana, leva um ramo de rosas, entra no restaurante de Esperanza...ela está atendendo um cliente habitual.
Quando o vê ele está ao lado dela, ela fica corada, e ele diz:

- BOA NOITE, ESPERANZA...GOSTAS DE ROSAS??'
- SIM...
- TOMA...SÃO PARA TI.
- OBRIGADO...SÃO LINDAS...
- LINDA ÉS TU...HAMMM...NÃO MEREÇO UM BEIJINHO???

Esperanza sorri, e beija-o na boca...e ele segura ela pela cintura, puxa-a para si, e beija-a com vontade...aquele beijo que significa , quero-te...preciso de ti...sou teu...
Lola observa tudo da cozinha e sorri e diz:

- FINALMENTE, MEU DEUS...

Pepe, que viu Joaquin beijar a mãe, levanta-se da cadeira, e aproxima-se da mãe de Joaquin e pergunta:

- SÃO NAMORADOS???

Esperanza e Joaquin olham-se nos olhos, ela sorrindo diz:

- SIM...SOMOS...

Joaquin sorri para Pepe, faz-lhe uma festa nos cabelos, e diz:

- E TU DEIXAS EU SER NAMORADO DA TUA MÃE???
- SIM...EU DEIXO.
- OBRIGADO, PEPE...É IMPORTANTE PARA MIM SABER QUE TU DEIXAS...AGORA...POSSO JANTAR, ESTOU COM FOME.
- SIM...SENTA-TE COMIGO, ALI NAQUELA MESA.

Esperanza servia ás mesas com seu habitual sorriso desenhados nos lábios, porém...seus olhos antigamente tristes agora brilham de alegria, encontrou o amor, Joaquin.
Ali estava ele conversando e rindo com Pepe...
Nessa noite, ela diz á mãe:

- OLHA...EU...BEM MÃE...EU GOSTAVA DE...

Ela falava com a cara bem corada, entrelaçando os dedos, como fazia quando era pequena e queria pedir algo fora do comum á sua mãe. Lola sorriu e disse:

- VAI LÁ PASSAR A NOITE COM O JOAQUIN, FICA DESCANSADA, EU E PEPE FICAREMOS MUITO BEM.
- BEM...EU...QUER DIZER...
- FILHA...EU TAMBÉM SOU MULHER, LOL...SEI QUE QUANDO O DESEJO TOMA CONTA DE NOSSO CORPO...TEMOS QUE O SATISFAZER...QUE TENHAS UMA NOITE DE AMOR INESQUECÍVEL...

Esperanza abraçou a mãe.
Nessa noite após encerrar o restaurante, uma bela loira trianera, não desceu a rua como sempre fez...desta vez ela bate na porta ao lado de seu restaurante.
Nessa casa, um homem, que estava sentado a ler um guião, estranha haver gente a bater-lhe á porta, passava da meia noite, mas vai ver quem era.
Olha pelo olho de boi, e vê Esperanza...ele fica surpreendido, não a esperava, abre a porta rapidamente, e diz:

- BOA NOITE, ESPERANZA...NÃO TE ESPERAVA EU...
- POSSO ENTRAR???
- SIM CLARO, ENTRA...

Ela passa por ele, entra na casa, e ele diz:

- VAMOS PARA A SALA...

Sentaram-se no enorme sofá da sala, voltados um para o outro, Esperanza estava com a cara corada, houve um estranho silêncio e Joaquin pergunta:

- BEM...AQUI ESTAMOS...QUE SE PASSA?

Esperanza inspira bem fundo e depois solta o ar...quando inspirou as suas mamas enormes quase saem pelo decote do vestido, Joaquin observou e ser pau começa a dar sinais de vida...ele disfarça colocando uma almofada no seu colo.

- JOAQUIN...BEM...OLHA EU ESTOU NERVOSA...SE CALHAR É MELHOR EU IR EMBORA, EU...

Ele estende a mão e segura a mão dela ,e diz:

- CALMA...SE TE QUISEERS IR EMBORA EU TE ACOMPANHO A CASA... MAS CONFESSO QUE GOSTAVA DE SABER PORQUE ME QUISESTE VER, EU...

Ele é calado por um beijo na boca...Esperanza num impulso estende seu corpo na direção de Joaquin e beija-o na boca...e depois recua, atrapalhada, e diz:

- DESCULPA...EU...JOAQUIN...EU...

Joaquin olha-a nos olhos, levanta a mão, acaricia a cara dela, aproxima o seu rosto do dela e beija-a na boca, ela corresponde, e deixa-se deitar no sofá, abraçada a Joaquin, trocando beijos apaixonados na boca.
Eles param de se beijar, ele está coma sua boca a centímetros da boca dela e diz:

- ESPERANZA...ESTÁS MESMO AQUI...DESEJEI TANTO TER-TE AQUI...EU...AMO-TE, ESPERANZA...
- E EU AMO-TE, JOAQUIN...
- EU...NÃO CONSIGO RESISTIR MAIS ESPERANZA...DESEJO-TE NA CAMA, NUA...MAS RESPEITO-TE TANTO QUE NÃO ME ATREVIA A DIZER ISSO...E TNHA MEDO QUE TU ME INTERPRETES MAL, EU...
- JOAQUIN...CALA-TE E BEIJA-ME...

Eles se beijaram, mas Joaquin começa a beijar a cara dela, depois o pescoço, os ombros dela...vai-lhe puxando o vestido para baixo, ela segurando os cabelos dele, e respirando depressa, os bicos das suas mamas enrijecendo, entre as suas pernas um calor insuportável na sua buceta...Joaquin tem as mamas dela expostas, mama numa delas enquanto segura a outra ordenhando-a, ela geme dengosa, e depois ela empurra ele, e faz ele sentar-se no sofá, sobe para o colo dele, as pernas dela rodeiam as perna dele, ela beijando-o na boca despe a camisa dele, depois beija o tronco peludo e musculado dele, enquanto ele apalpa as nádegas dela, ela vai movendo as ancas em cima do pau teso dele, ainda dentro das calças, ela sente o pau dele roçar na buceta dela, deixando uma nodoa de fluidos femininos nas calças de Joaquin...ele depois afasta-a um pouco, para deixar espaço para ele mamar nas mamas dela, chupa-las, mordiscar os bicos das mamas dela, arrancando suspiros longos a Esperanza...ela sai de cima do colo dele, ajoelha-se á frente de Joaquin, desabotoa lhe as calças, puxa elas para baixo, em seguida tira as cuecas dele, e o pau dele ficar erguido, firme, pulsando á frente da cara dela...ela segura ele com delicadeza, e abaixa-se ligeiramente e começa a lamber os colhões de Joaquin, olhando-o nos olhos, ele geme, respira depressa, segura ela pelos cabelos, orientando-a, ensinando-a a chupar ele como ele gosta...ela lambe o pau dele, chega á cabeça que vai libertando o pré gozo, e ela saboreia ele, e depois mete o pau dele na boca e começa a chupar ele e a mamar nele...Joaquin larga os cabelos dela, deixa-a á vontade, ele vê na cara dele os espasmos de prazer que ele tem...a buceta dela parece a caldeira de um vulcão, prestes a entrar em erupção, as cuecas que estão ainda vestidas estão encharcadas pelo seu tesão, ela tem tanto calor que tem de abrir as pernas, procurando assim alívio, enquanto ela mama no pau de Joaquin...ela tem que abrir bem a boca, e mesmo se esforçando não consegue engolir mais do que cerca de metade do pau dele.
Ele ao fim de uns instantes, segura ela pela cintura, faz ela levantar-se, com uma mão vai subindo por entre as coxas dela, sente a sua mão a ficar ligeiramente molhada, eram os fluidos saídos da buceta de Esperanza, escorrendo pelas coxas dela, ela vai mamando nas mamas dela enquanto agora, já com a sua mão entre as pernas dela, acariciando a buceta dela por cima das cuecas encharcadas dela...Esperanza pende a cabeça para trás, gemendo de prazer, separando mais as pernas, deixando Joaquin ir baixando as cuecas dela, pelas pernas dela abaixo, e depois sentir o toque dos dedos dele nos seus lábios vaginais...curiosamente estão frios, os dedos dele, ma sele vai acariciando devagar os lábios vaginais dela, ela solta gemidos altos, ele tira-lhe a saia...ela fica toda nua...Joaquin para por uns instantes para a ver nua...Esperanza fica bastante corada, há anos que não fica nua sozinha com um homem, baixa ligeiramente a cabeça, Joaquin diz-lhe:

- MEU DEUS...ÉS MARAVILHOSA...LINDA...
- JOAQUIN...ESTOU...NERVOSA...
- E EU TAMBÉM, ESPERANZA...QUERO-TE TANTO...QUERO TANTO QYUE ESTA NOITE SEJA PERFEITA QUE EU...

Esperanza beija-o na boca...o tempo da conversa acabara...ela senta-se ao colo dele, de pernas abertas, a sua buceta agora vai-se roçando pelo pau dele, sem roupas a impedir o contacto deles...ela geme alto, enquanto Pepe percorre o tronco dela aos beijos, mamando nas mamas dela quando os lábios dele chegam a elas...ela levanta-se ligeiramente, agarra no pau dele, e vai-se sentando devagar no colo dele, sentindo o pau dele invadir e esticar a sua buceta...ela vai descendo e gemendo, Joaquin para para ver o corpo dela agasalhar dentro dela o seu pau teso, duro que nem aço...ela faz uma cara de dor e satisfação, ela ajuda-a a descer devagar, segurando a cintura dela, e ela apoia as mãos nos ombros dele...até ele estar totalmente dentro dela...ela geme alto, enquanto move as ancas devagar, Joaquin acaricia acara dela, ela debruça-se para a frente e beija Joaquin na boca, as línguas deles roçando uma na outra, os gemidos abafados dela, e dele...ela começa a cavalgar o pau dele mais depressa, movendo as ancas, agarrando os seus cabelos, ela estica a cabeça para trás oferecendo á boca de Joaquin as mamas dela, ele agarra-as, junta as aureolas castanhas uma na outra e mama nas duas mamas dela ao mesmo tempo, Esperanza grita agora bem alto pelo nome de Joaquin, sente que está quase a ter um orgasmo, cavalga ele agora com força, o tesão não dá para gentilezas...agora era uma femea quase a rebentar num orgasmo brutal...e quando ele acontece ela dá um grito de prazer enorme...tem espasmos...Joaquin então deita-a no sofá, sem sair de dentro dela, está entre as pernas dela, ela deitada, tendo espasmos de prazer...ele começa a foder a buceta dela, ela grita de tesão e pede para ele parar, que seu corpo não vai aguentar...mas ele castiga a buceta dela com estocadas fortes, dominadoras...agora o ato sexual era uma guerra pelo domínio, por quem ficava por cima...Esperanza sabe disso, não se rende, entrega-se mais e mais a Joaquin, arranha as costas dele, beijando-o na boca, o corpo dela acompanhando o ritmo violento das estocadas dele...ela sente entre as pernas que ele está quase a ter um orgasmo...envolve as costas dele com as pernas dela, as mamas dela agora balançam livremente, para a esquerda, para a direita, para cima, para baixo...Joaquin tem um orgasmo brutal, e Esperanza tem orgasmos atrás de orgasmos, ele enche a buceta dela com seu leite...fica dentro dela, eles olham-se nos olhos, a cara de ambos escorrendo suor...acariciam a cara um do outro...ele levanta-se com o seu pau atolado na buceta dela, que escorre abundantemente, e leva-a encaixada no corpo dele, até ao quarto...e na cama, continuam pela madrugada dentro a foder...ouve-se o bater da cabeceira na parede, quando ele está com ele suspensa no ar, as mamas penduradas, balançando livremente, e ele metendo na buceta dela...ouve loiça a partir-se no chão quando ela o cavalga ele deitado no tapete felpudo do quarto e ela se agarra na mesa de cabeceira e puxa o napron que tinha uma jarra com água...ele despeja a água pelo corpo dela, pelos cabelos, e manda a jarra contra a parede, partindo-a em mil pedaços...
Era de manhã quando pararam exaustos, sem se poderem mais mexer, o quarto quase desfeito, e adormecem na cama aninhados um no outro.
O manhã já ia bem adiantada, quando Esperanza acorda sobressaltada...olha as horas e salta da cama correndo, vestindo-se á pressa, reclamando que já deveria estar a trabalhar...
Muitas manhãs se seguiram assim, com ela levantando-se da cama de Joaquin, já as manhãs tinham algumas horas passadas...
Passado um ano, na igreja da Virgem Esperanza de Triana, um nervoso Joaquin, vestido á andaluz, esperava no altar a entrada da sua Esperanza...até que ela aparece num vestido de noiva deslumbrante, de mão dada ao seu filho Pepe, também ele impecavelmente vestido de andaluz, e levar assim a sua mãe para junto do homem que ela ama...percorrem o caminho da porta da igreja até ao altar, e quando chegaram ao altar ele ia retirar-se para junto da sua chorosa avó Lola, mas eles os dois disseram para ele ficar ali no meio dos dois, enquanto o padre realizava a cerimonia do casamento.
Depois...depois foi uma festa de casamento inesquecível, uma longa mesa na rua, cheia de parentes e convidados, onde se cantou. dançou...até o dia raiar.
Sevilha, bairro de Triana...o sol começa a aparecer. Joaquin levanta-se da cama, era uma rara manhã onde o sol de Inverno irrompia no céu sem ter nuvens a esconder ele...ele se levanta com cuidado, ao seu lado Esperanza dorme tranquila, nua, a coberta da cama está nos pés da cama...foi caro mas valeu a pena isolar o quarto tanto quanto ao som, como termicamente...estava frio na rua mas no quarto estava quente.
Joaquin observa a rua pela janela...as habituais pessoas de todas as manhãs se saúdam, ele olha para baixo e vê o Guadalquivir correndo, com suas águas barrentas como sempre acontece no Inverno, aos pés da Real Maestranza, e a ser vigiado pela Giralda a imponente torre da catedral de Sevilha...olha para trás e vê o sol batendo na pele suave de Esperanza nua...tinham passado essa noite se amando, embora ele estivesse grávida de oito meses. Ela estava mais linda que nunca, grávida...
Joaquin se lembra que foi daquela mesma janela que 3 anos atrás ele vira um amanhecer em Triana pela primeira vez e jamais sonharia que anos amis tarde estaria casado com uma mulher fantástica e maravilhosa, que deixaria Madrid e se mudaria para o bairro de Triana, em Sevilha.
Esperanza na cama estica o braço, meio dormindo e não encontra Joaquin na cama, levanta a cabeça e vê ele nu espreitando pela janela.
A ela lhe apetece comer morangos...a gravidez deu-lhe para comer morangos a toda a hora...
A calma desse momento foi abalada por um grito vindo da casa do outro lado da rua...Senhora Mercedes, uma viúva com mais de 80 anos estava espreitando pela janela e viu Joaquin nu, olhando a rua...pois ele nem se lembrou de cobrir, digamos as suas vergonhas, e o grito:

- ELE ESTÁ NU?????

Joaquin se assusta, e percebe que aconteceu...atrapalhado procura se cobrir com as cortinas, e a senhora Mercedes aos berros lá da outra casa:

- SEM VERGONHA...EXIBICIONISTA...TARADO....POLÍCIA....

Esperanza ri ás gargalhadas, Joaquin atrapalhado corre para dentro do quarto, procura o roupão, dizendo:

- AI NOSSA SENHORA...A VELHA AGORA ME VAI MANDAR PRENDER...QUE SITUAÇÃO...

E Esperanza rebolando a rir na cama, até já chorava...Joaquin olha para ela com cara de desespero, e diz:

- NÃO TEM GRAÇA, ESPERANZA...E AGORA???
- AH EU NÃO SEI...TENHO DE VER AS HORAS DAS VIZITAS NA CADEIA...AHAHAHAHAHAAH...
- AI MEU DEUS...AI MEU DEUS...

A situação resolveu-se com um mês de refeições grátis no restaurante de Esperanza para a senhora Mercedes...que todas as manhãs espreitava ás escondidas pela janela na esperança de ver aquele imponente pau outra vez...que saudades e recordações lhe trazia um pau daquele tamanho enterrado nela...é que o seu falecido era bem dotado, LOL.
Assim esta é apenas mais uma história do bairro de Triana, do secular bairro dos marinheiros em Sevilha, onde pela rua passeia de braço dado com seu marido, Esperanza, empurrando o carrinho de bebé, Pepe de mão dada com Joaquin, a caminho da igreja onde a Virgem Esperanza de Triana, aguarda para dali a semanas sair em procissão na célebre Madrugá, onde Esperanza lhe vai cantar uma saeta da janela de sua casa, desta vez com a sua filha Maria nos braços dela...quem sabe se daqui a alguns anos aquela menina não cantará uma saeta para ela numa Madrugá??? Nunca se sabe... Afinal...ela é de Triana...

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Lex75 #Outros

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