O nóia me estuprou 2x
Meu nome é Beatriz, tenho 20 anos e passo meus dias entre sacos de quilos de ração, cheiro de alpiste e o barulho de bicho. É um trabalho calmo, até demais, o que me dá muito tempo para observar quem passa pela calçada. E quem sempre passava era o Pedro.
O Pedro tem 25 anos e é o que o pessoal aqui do bairro chama de "maloqueiro": sempre de Juliet, o boné de aba reta enterrado na cabeça, bermuda de tactel larga e aquela postura de quem não deve nada a ninguém. Ele parava aqui quase todo dia com uma desculpa: "Aê, Bia, fortalece o carregador aí? Meu celular morreu".
Eu, querendo ser legal (e, lá no fundo, gostando daquela presença intimidadora dele), sempre deixava o aparelho carregando atrás do balcão.
Certo dia, ele deixou o celular e saiu para "resolver uns corres". O aparelho começou a travar, a tela piscava sem parar com notificações. Eu, na intenção de ajudar para o celular não apagar de vez, comecei a mexer nas configurações. Foi quando, por um deslize do meu dedo — ou talvez um impulso do meu subconsciente —, acabei abrindo a galeria de fotos, já que o aparelho não tinha nenhuma senha.
Não eram fotos de rolê ou de amigos. A primeira imagem que saltou na tela era uma selfie dele no espelho de um banheiro mal iluminado. Ele estava completamente nu, com a bermuda arriada até os joelhos. O contraste da pele parda com a cueca branca encostada na coxa era absurdo. Mas o que me fez perder o fôlego foi o "volume".
O pau dele era assustador. Nas fotos, ele parecia uma peça de anatomia impossível: escuro, extremamente grosso e com veias saltadas que subiam como cordas pela extensão dele. Mesmo em repouso na primeira foto, ele já era maior do que qualquer coisa que eu já tinha visto. Em outra foto, ele segurava com a mão, e os dedos dele sequer conseguiam dar a volta completa na base. A cabeça era larga, de um tom arroxeado, e brilhava levemente sob o flash da câmera.
Senti um calor súbito subir pelas minhas bochechas. Minhas mãos começaram a tremer e o ar na loja de ração pareceu ficar escasso. Eu não conseguia parar de olhar. Era uma mistura de choque com uma curiosidade elétrica que eu nunca tinha sentido. Imaginei aquele peso, aquela grossura toda...
— E aí, Bia... conseguiu dar uma carga no bicho?
A voz dele ecoou na porta da loja. Dei um pulo, quase derrubando o celular no chão. O Pedro estava parado ali, encostado no batente, com um sorriso de canto que me dizia que ele sabia exatamente o que eu estava fazendo. O olhar dele desceu do meu rosto para o celular na minha mão, e depois voltou para os meus olhos, que deviam estar do tamanho de duas xícaras.
— Você mexe demais onde não deve, sabia? — ele disse, caminhando devagar até o balcão, o som dos chinelos no chão de cimento batido marcando o ritmo do meu desespero.
O Pedro se debruçou sobre o balcão de vidro, diminuindo a distância entre nós.
Eu senti meu coração martelar contra as costelas, mas decidi que não ia me entregar ao nervosismo. Eu tinha 20 anos, não era nenhuma santinha, e a ousadia dele merecia um troco à altura.
— E aí, Pedro? Além de folgado que usa a luz da loja, agora é exibicionista? — soltei um risinho forçado, tentando manter a voz firme enquanto bloqueava a tela do celular e deslizava o aparelho pelo balcão em direção a ele. — Quase queimei a retina com esse "monstro" que você guarda na galeria.
Ele não pegou o celular de volta. Em vez disso, deu uma risada rouca, exibindo os dentes claros que contrastavam com o rosto maltratado pelo sol.
— Ah, é? Então a santinha da ração de cachorro gosta de fiscalizar o material dos outros? — Ele se inclinou mais, os olhos fixos nos meus, sem nenhum pingo de vergonha. — Achei que você fosse arrumar o sistema, não fazer inventário do que eu tenho nas calças, Bia.
— Sistema? Pedro, aquilo ali não é sistema, é um atentado ao pudor! — brinquei, cruzando os braços sobre o peito, o que acabou realçando meu decote, algo que ele não demorou nem meio segundo para notar. — Sério, como você consegue andar com um peso desses sem cair de cara no chão? É Photoshop ou você toma fermento?
Eu dei uma piscadinha, tentando manter o tom de "zoeira" de bairro, mas minhas pernas estavam bambas. Ele percebeu minha provocação e o jogo mudou. O sorriso dele ficou mais lento, mais predatório.
— Fermento não, Bia. É genética de maloqueiro mesmo — ele disse, a voz baixando um oitavo, ficando mais grave e perigosa. — E não precisa de Photoshop quando a parada é real. Se você achou grande na foto, imagina de perto. A câmera nunca faz justiça ao tamanho da peça.
Ele esticou a mão e, em vez de pegar o celular, cobriu a minha mão que estava sobre o balcão. A pele dele era quente e áspera.
— Você é muito engraçadinha, sabia? Mas eu vi o jeito que você arregalou o olho. Você não tava achando ruim, não. Tava era curiosa pra saber se aquela veia que você viu na tela pulsa de verdade.
Senti um calafrio percorrer minha espinha. A brincadeira estava perdendo o controle e entrando em um território que eu nunca tinha explorado com ele.
— Tá se achando muito, Pedro. Vai ver que é só ângulo — provoquei de volta, embora o suor frio estivesse começando a brotar na minha nuca.
— Ângulo, é? — Ele deu a volta no balcão, entrando na área restrita dos funcionários, onde eu estava encurralada entre os sacos de semente de girassol e a prateleira de coleiras. — Quer conferir o ângulo de perto, Bia? Ver se o "nóia" aqui é tudo isso que as fotos prometem?
— É, Pedro... Já ouvi falar que foto engana muito — eu disse, embora minha voz tivesse dado uma leve vacilada.
— Então chega aqui. Vamos acabar com essa dúvida agora — ele murmurou, segurando minha cintura com uma mão e puxando meu corpo para frente.
A bermuda de tactel dele era fina, e o contato foi imediato. Senti algo sólido, quente e absurdamente volumoso batendo contra a minha coxa. Não era Photoshop. Era uma pressão viva, pulsante e pesada que parecia não caber dentro daquela roupa larga.
— E aí, Bia? É ângulo? — Ele perguntou, colando o rosto no meu, o hálito fresco de hortelã batendo na minha boca.
Minhas mãos, que antes estavam cruzadas, foram parar direto no peito dele. Eu podia sentir o coração dele batendo forte. O jogo de "zoeira" tinha se transformado em uma eletricidade pura. Eu olhei para baixo e vi o volume marcar nitidamente o tecido da bermuda dele, uma silhueta que confirmava cada detalhe daquelas fotos da galeria.
— É... — eu comecei, perdendo o fôlego quando ele deu uma leve sarrada, esfregando aquela grossura na minha intimidade por cima da roupa. — É, parece que a câmera não estava mentindo, não.
— Pois é. E você mexeu tanto no meu celular que agora o bicho despertou e quer saber por que você estava tão interessada — ele disse, baixando a mão para a minha bunda e apertando com vontade, me colando ainda mais naquela estrutura rígida entre as pernas dele. — Quer conferir sem o tecido no meio, ou vai continuar só na teoria?
O Pedro soltou um riso nasalado, aquela confiança de quem sabe o poder que tem entre as pernas. Ele não esperou minha resposta. Com um movimento ágil, ele desamarrou o cordão da bermuda de tactel e a deixou cair até o meio das coxas, junto com a cueca.
— Já que você é tão curiosa, Bia... encara a realidade agora — ele disse, a voz num tom baixo e rouco que me arrepiou inteira.
O impacto de ver aquilo ao vivo foi dez vezes maior que na tela do celular. O pau dele saltou para fora, apontando para o meu rosto, e eu perdi as palavras. Era uma peça bruta: a pele era escura e lisa, mas atravessada por veias grossas que pulsavam num ritmo próprio. A cabeça era enorme, de um tom púrpura vibrante, brilhando com uma gota de desejo na ponta. Era tão pesado que ele balançava levemente com a pulsação do Pedro.
— Pedro, para com isso... alguém pode entrar! — eu sussurrei, tentando me encolher contra a prateleira, sentindo o pânico e o desejo lutarem dentro de mim. — Fecha isso, por favor.
— Alguém entrar? A porta tá encostada e você tá adorando, que eu sei — ele rebateu, dando um passo para frente e me prensando. — Agora pega. Quero que você sinta o que estava cobiçando na galeria.
— Não... eu não vou... — tentei desviar as mãos, mas ele foi mais rápido.
Ele segurou meu pulso com uma força firme, sem chance de escape, e guiou minha mão diretamente para aquela carne quente e rígida. O contato inicial me fez soltar um ganido. A pele era de seda, mas por baixo era como segurar um cano de ferro aquecido. Meus dedos, mesmo esticados, mal conseguiam abraçar a metade da largura dele.
— Sente o peso, Bia. Sente como ele tá batendo por causa de você — ele ordenou, forçando meus dedos a se fecharem em volta daquela grossura.
Eu tentava puxar a mão de volta, mas ele mantinha a pressão, me obrigando a fazer um movimento de sobe e desce. O volume era tão absurdo que minha mão começava a cansar em segundos. Eu via a veia principal latejar sob a palma da minha mão, e o calor que emanava dali parecia derreter minha resistência.
— Viu só? — ele provocou, soltando meu pulso apenas para segurar minha nuca, me forçando a olhar bem de perto para a cabeça latejante. — Não é ângulo, não é Photoshop. É o seu maloqueiro favorito pronto pra te mostrar que essa lojinha de ração ficou pequena demais pra nós dois hoje.
Eu estava ofegante, sentindo o cheiro do desejo dele e o peso daquele pau gigante na minha mão, enquanto a realidade lá fora desaparecia e tudo o que importava era a pressão daquela carne pulsante contra meus dedos.
Eu soltei um sorriso nervoso, um reflexo de quem não sabia mais como lidar com aquela voltagem. Tentei afastar a mão, sentindo a palma ainda formigando pelo calor daquela carne.
— Tá bom, Pedro... já vi que é de verdade. Agora guarda isso, a gente vai se encrencar — eu disse, tentando empurrá-lo de leve, buscando recuperar o fôlego e o controle da situação.
Mas o olhar dele mudou. O brilho de diversão deu lugar a uma fixação sombria, uma urgência que não aceitava interrupções.
— Parar agora? — Ele soltou uma risada curta, sem nenhuma alegria. — Você cutucou a onça, Bia. Agora aguenta o tranco.
Antes que eu pudesse protestar, ele segurou meus ombros com uma força bruta e me girou de uma vez. O impacto do meu peito contra o balcão de vidro fez as moedas no caixa tilintarem. Ele me dobrou para frente, meus braços esticados sobre o vidro frio, enquanto ele se posicionava atrás de mim.
— Pedro, não! Aqui não! — eu ganido, tentando fechar as pernas, mas ele enfiou o joelho entre as minhas coxas, abrindo espaço com uma facilidade humilhante.
Ouvi o som do meu short sendo puxado para baixo com um solavanco, expondo minha bunda para o vazio da loja. O contraste do ar condicionado batendo na minha pele nua com o calor sufocante que vinha das costas dele me fez tremer. Sem nenhum tipo de preparo, sem carinho, eu senti a ponta daquela cabeça enorme e romba pressionar a minha entrada.
— Você queria ver o "monstro", não queria? Então sente ele agora — ele rosnou no meu ouvido, segurando meu cabelo com força e puxando minha cabeça para trás.
Com um empurrão violento e seco, ele se enterrou em mim.
O grito que eu soltei foi abafado pelo balcão. Parecia que ele estava me atravessando, cada centímetro daquela grossura venada forçando as paredes do meu corpo a se dilatarem além do que eu achava possível. A dor foi imediata, uma sensação de queimação profunda enquanto ele se acomodava lá dentro, preenchendo cada espaço vazio, não deixando margem para eu respirar.
Ele não parou para eu me acostumar. Começou a estocar com um ritmo bruto, o quadril dele batendo contra a minha bunda com um som de carne estalando que ecoava pela loja silenciosa. A cada investida, o balcão de vidro balançava, e eu sentia o pau dele — aquela estrutura de ferro que eu tinha visto nas fotos — latejar dentro de mim, reivindicando território.
— Olha só como você está apertadinha, Bia... — ele disse, a voz abafada pelo esforço, enquanto me mantinha presa ali, sendo usada contra a minha vontade entre os sacos de ração e o balcão, entregue à força e ao tamanho absurdo do maloqueiro que eu achei que podia controlar.
O ritmo das estocadas era impiedoso. A cada vez que o Pedro avançava, o balcão de vidro rangia, e eu sentia o volume absurdo dele raspar nas minhas paredes internas, uma grossura que não dava trégua. O pau dele parecia ter vida própria lá dentro; a cada pulsação das veias que eu tinha visto nas fotos, eu sentia um choque elétrico que me deixava sem ar.
— Gosta de ver foto, né, safada? — ele rosnou, a voz rouca colada na minha nuca, o hálito quente me arrepiando toda. — Agora sente o peso real do maloqueiro. Sente como eu tô te alargando, Bia. Você tá toda preenchida por esse nóia aqui que você vivia provocando.
Ele deu um tapa estalado na minha bunda, a marca da mão dele ficando vermelha instantaneamente na minha pele clara.
— Fala que é meu. Fala que esse "monstro" aqui é o seu dono agora — ele ordenou, enterrando-se tão fundo que eu senti a base dele bater contra o meu osso, um impacto seco que me fez revirar os olhos.
Eu não conseguia articular uma palavra, apenas gania baixinho, com as mãos espalmadas no vidro, vendo meu reflexo distorcido de dor e um prazer proibido que começava a turvar meu julgamento. A cabeça dele era tão larga que, a cada vez que ele saía quase todo e voltava a entrar, parecia que estava me abrindo novamente.
Foi quando o som metálico da campainha da porta ecoou pela loja.
O "plim" foi como um tiro de misericórdia no silêncio. Meus olhos se arregalaram. Pelo reflexo do vidro do balcão, vi a silhueta do Seu Jorge, um cliente antigo da casa, entrando com um saco de estopa na mão.
— Ô, Bia! Tem ração de... — A voz dele morreu na garganta.
O Pedro não parou. Pelo contrário, ele pareceu se alimentar do perigo. Ele segurou meu quadril com mais força ainda, os dedos se enterrando na minha carne, e deu uma estocada tão violenta que o balcão se deslocou alguns centímetros.
O Seu Jorge ficou paralisado na entrada, a poucos metros de nós. De onde ele estava, ele tinha a visão privilegiada do maloqueiro sem camisa, com a bermuda nos calcanhares, me dobrando sobre o balcão e me possuindo com uma brutalidade animal. Ele conseguia ver o movimento de vaivém, a parte do pau do Pedro que ficava exposta a cada saída, brilhando de suor e lubrificação, entrando e saindo de mim sem nenhum pudor.
— Olha só, Bia... temos plateia — o Pedro zombou alto, sem desviar o ritmo, cravando os olhos no velho que assistia a cena em choque total. — Quer um saco de ração ou quer ver como se trata uma garota abusada?
O Seu Jorge deixou o saco de estopa cair no chão, a boca aberta, os olhos fixos na visão do pau gigante do Pedro desaparecendo dentro de mim a cada golpe. O ar na loja ficou gélido, mas o calor entre nós era um incêndio.
O pânico finalmente venceu o prazer turvo que começava a me dominar. Com um impulso de adrenalina, eu apoiei as mãos no balcão e empurrei o corpo do Pedro para trás. O movimento foi brusco, e o pau dele deslizou para fora de mim com um som úmido, deixando uma sensação de vazio doloroso e ardente.
— Sai! Seu Jorge, por favor, sai daqui! — eu gritei, a voz embargada, tentando puxar meu short para cima com as mãos trêmulas enquanto as lágrimas começavam a inundar meu rosto.
O Seu Jorge, ainda em transe, deu dois passos para trás, tropeçou no saco de ração e saiu tropeçando pela porta, batendo a campainha num som estridente que parecia rir da minha humilhação. Eu desabei em prantos, os ombros sacudindo, sentindo-me a garota mais suja do mundo. O silêncio que ficou na loja era pior que o barulho das estocadas.
Mas o Pedro não se moveu para vestir a roupa. Ele ficou ali, com aquele pau gigante ainda ereto e pulsante, as veias latejando como se tivessem vida própria, brilhando sob a luz fluorescente da loja. Ele deu um passo à frente, e o som do chinelo no chão de cimento me fez gelar.
— Você acha que eu terminei? — a voz dele saiu como um rosnado, desprovida de qualquer humor.
— Pedro, chega... ele viu tudo, minha vida acabou... — eu solucei, tentando me afastar dele por trás do balcão.
— Problema o dele. O meu problema agora é que você me deixou na metade do caminho — ele disse, avançando com uma agilidade predatória.
Antes que eu pudesse correr para o estoque, ele me prensou contra a prateleira de sacos de 20kg. O peso dele me esmagou contra o plástico das embalagens. Ele segurou meus dois pulsos com uma mão só, prendendo-os acima da minha cabeça, enquanto a outra mão agarrava minha mandíbula, me forçando a olhar para ele.
— Chora o quanto quiser, Bia. Mas você abriu a porta pro monstro, agora vai aguentar até o final.
Ele me virou de costas novamente, mas dessa vez ele me jogou por cima dos sacos de ração empilhados. O cheiro de grãos e plástico era forte. Sem qualquer aviso, ele se posicionou e se enterrou em mim com uma força ainda maior que a anterior.
O impacto me fez perder o ar. A cada estocada, meu corpo afundava na pilha de ração, e eu sentia a grossura dele me rasgando, ignorando minhas lágrimas e meus soluços. Ele não tinha pressa agora. Ele queria que eu sentisse cada milímetro daquela invasão, o peso do pau dele batendo no fundo do meu sexo, enquanto ele falava no meu ouvido que agora não adiantava mais chorar, porque ele ia gozar tão fundo que eu nunca ia esquecer o cheiro daquela loja.
O Pedro não se deu por satisfeito com a pilha de ração. Ele queria marcar aquela tarde na minha memória com o ferro em brasa da humilhação. Com um puxão violento pelos cabelos, ele me arrancou de cima dos sacos e me arrastou para o centro da loja, bem na frente do grande espelho que usávamos para vigiar os corredores.
— Olha para você, Bia. Olha o estado da santinha da loja — ele rosnou, me forçando a ficar de joelhos diante dele, de frente para o espelho.
Ele segurou meu queixo, obrigando meus olhos inchados de chorar a encararem a imagem: eu, nua da cintura para baixo, trêmula, e ele atrás de mim, com aquele pau colossal, escuro e venado, batendo contra as minhas costas. Ele se posicionou e, com um golpe seco, se enterrou em mim por trás enquanto eu via tudo pelo reflexo. Ver a base dele desaparecendo dentro de mim, a pele esticada ao limite pela grossura absurda, era uma tortura visual.
— Chora mais, vai... mostra pro espelho como o pau do nóia te deixa louca — ele dizia, aumentando a velocidade.
A cada estocada, ele me dava tapas nas coxas, deixando marcas que o espelho registrava fielmente. O som da carne batendo e os meus soluços eram tudo o que se ouvia, até que ele travou o corpo, os músculos das costas saltando, e descarregou tudo dentro de mim. O calor do gozo dele era tão intenso que parecia que eu estava queimando por dentro.
— Agora se limpa e se veste. Rápido — ele ordenou, a voz voltando ao tom frio de quem estava apenas "resolvendo um corre".
Eu mal tive tempo de processar. Limpei as pernas com um pano velho de chão, vesti meu short com as mãos ainda moles e tentei ajeitar o cabelo. O Pedro fechou a bermuda de tactel, amarrou o cordão e voltou para trás do balcão como se estivesse esperando o próximo cliente.
Não deu cinco minutos. O som das sirenes cortou a rua e duas viaturas da Polícia Militar pararam bruscamente na porta. O Seu Jorge estava lá fora, apontando para dentro com o dedo trêmulo.
— É ali! Aquele maloqueiro estava abusando da menina! — o velho gritava.
Dois policiais entraram de arma em punho, gritando para o Pedro botar as mãos na cabeça. Eu estava encostada na prateleira, o coração saindo pela boca, o corpo ainda latejando pela invasão.
— O que está acontecendo aqui? — um dos policiais perguntou, olhando de mim para o Pedro.
O Pedro nem se abalou. Manteve a postura de deboche, as mãos na nuca, mas com um sorriso cínico.
— Qual foi, senhor oficial? O velhinho ali tá gagá. Eu vim carregar meu celular, a Bia é minha amiga de anos. A gente tava só rindo de uns vídeos aqui. Não é, Bia?
O policial se virou para mim. Eu olhei para o Pedro e vi a ameaça silenciosa nos olhos dele. Vi o "monstro" escondido por baixo daquela bermuda de tactel e lembrei da força das mãos dele nos meus pulsos. O medo de que ele voltasse depois, se eu falasse a verdade, foi maior que o desejo de justiça.
— Ele... ele não fez nada, senhor — eu disse, a voz saindo num fio, secando as lágrimas com as costas da mão. — O Seu Jorge se confundiu. Eu estava tendo uma crise de ansiedade e o Pedro estava me ajudando. A gente não fez nada.
Os policiais se olharam, desconfiados, mas não havia roupas rasgadas à vista, nem sinais de luta corporal óbvios. O Pedro deu uma piscadinha discreta para mim enquanto os policiais baixavam as armas.
— Viu só? O coroa tá vendo coisa — o Pedro disse, soltando os braços e pegando o celular no balcão. — Valeu pela carga, Bia. A gente se vê amanhã, né?
Ele saiu da loja caminhando calmamente, passando pelo Seu Jorge com um olhar de desprezo, enquanto eu ficava ali, parada, sentindo o líquido dele escorrer por dentro da minha calcinha, sabendo que, a partir daquele dia, eu nunca mais estaria segura naquela casa de ração.
O dia seguinte amanheceu com um céu pesado, mas nada se comparava ao peso que eu carregava no peito. Cada passo que eu dava no chão da loja de ração parecia ecoar a humilhação do dia anterior. Meu corpo inteiro latejava; a região íntima estava sensível, um lembrete físico e constante da grossura do Pedro me invadindo sem piedade.
Eu evitava olhar para o espelho dos corredores. Toda vez que eu passava por ele, via a imagem da minha cabeça sendo puxada e daquele pau colossal desaparecendo dentro de mim. O Seu Jorge não apareceu, e o bairro parecia comentar o ocorrido em sussurros que eu não conseguia ouvir, mas sentia.
Eram quase 14h quando o som dos chinelos no asfalto fez meu sangue congelar. A campainha da porta bateu. Plim.
Lá estava ele. O mesmo boné, a mesma Juliet, a mesma bermuda de tactel que escondia aquele volume assustador. O Pedro entrou como se fosse o dono do lugar, sem um pingo de remorso ou medo da polícia.
— Salve, Bia. Tranquilidade? — ele disse, com aquela voz rouca que ainda me fazia tremer.
Eu não consegui responder. Minhas mãos começaram a suar instantaneamente enquanto eu me encolhia atrás do balcão. Ele caminhou devagar e colocou o celular sobre o vidro, exatamente no mesmo lugar onde ele tinha me dobrado ontem.
— O bicho arriou de novo. Fortalece a carga aí pra mim? — Ele deu um sorriso de canto, os olhos fixos nos meus, devorando minha reação.
Peguei o aparelho com as pontas dos dedos, tentando não encostar na pele dele, mas o Pedro foi mais rápido. Ele segurou meu pulso, apertando exatamente onde as marcas dos dedos dele ainda estavam levemente roxas.
— Tá tremendo por quê, Bia? Ontem você foi mó guerreira na frente dos "homem". Sustentou a palavra legal — ele sussurrou, inclinando o corpo sobre o balcão. — Mas eu sei que você passou a noite pensando no "monstro". Sente o cheiro?
O cheiro do desodorante amadeirado dele inundou minhas narinas, trazendo de volta todas as sensações. Eu olhei para baixo e, por puro reflexo de medo e fascínio, meus olhos foram direto para o meio das pernas dele. Mesmo em repouso, a bermuda de tactel não conseguia esconder o peso. Tinha um volume ali, uma protuberância sólida e comprida que ocupava quase toda a frente da calça, denunciando que ele já estava ficando excitado só de me ver naquele estado de vulnerabilidade.
— Pedro, por favor... me deixa em paz — eu implorei, a voz saindo falha.
— Deixar em paz? — Ele soltou uma risada curta e puxou meu braço, me forçando a chegar mais perto do balcão. — Você viu as fotos, Bia. Você sentiu ele te abrindo. Você acha mesmo que eu vou me satisfazer só com aquela rapidinha de ontem?
Ele soltou meu pulso e deslizou a mão por cima do balcão, buscando meu rosto.
— Coloca o celular pra carregar. E depois, a gente vai ali no estoque conferir se aquela pilha de semente de girassol é mais confortável que o vidro do balcão. Dessa vez, não tem Seu Jorge pra atrapalhar.
Eu olhei para o fundo da loja, para a escuridão do quartinho de ração, e soube que, não importava o quanto eu chorasse ou resistisse, o "nóia" tinha me marcado como território dele.
O Pedro não tirou os olhos dos meus enquanto estendia a mão e, com um movimento lento e possessivo, girou a chave que estava na fechadura da porta de vidro. O som do trinco ecoando na loja vazia pareceu uma sentença definitiva. Ele abaixou a porta de aço com um estrondo metálico que nos isolou do mundo lá fora, deixando apenas a luz amarelada e fraca do estoque iluminando o corredor.
— Vem, Bia. Sem pressa agora — ele murmurou, segurando minha mão.
Diferente da brutalidade de ontem, os dedos dele se entrelaçaram nos meus com uma firmeza quase protetora. Ele me guiou para o quartinho do estoque, onde o cheiro de grãos e sacaria era denso. Ele me sentou sobre uma pilha de sacos de milho, que cediam levemente sob o meu peso, e parou entre minhas pernas.
— Você tá toda assustada ainda, né? — Ele passou o polegar pelo meu lábio inferior, limpando uma lágrima solitária que insistia em cair. — Ontem foi no susto, eu sei. Mas hoje eu quero que você aproveite cada centímetro do que viu naquela tela.
Ele se inclinou e me beijou. Não foi um beijo seco; foi lento, profundo, com um gosto de hortelã e desejo reprimido. Enquanto nossas línguas se encontravam, a mão dele subiu pela minha coxa, mas desta vez não apertou com força. Ele apenas deslizou a palma, sentindo o calor da minha pele, subindo devagar até a barra do meu short.
— Olha pra mim, Bia — ele pediu, a voz num sussurro aveludado que me fez estremecer.
Ele desamarrou o cordão da bermuda de tactel e a deixou cair. O "monstro" saltou, já completamente ereto e pulsante, mas sob a luz suave do estoque, ele parecia ainda mais imponente. As veias grossas estavam dilatadas, e a cabeça arroxeada brilhava, batendo levemente contra a barriga dele a cada pulsação do seu coração.
— Sente como ele tá te querendo... — Ele pegou minha mão e a levou até aquela carne quente.
Desta vez, eu não resisti. Fechei meus dedos em volta daquela grossura absurda, sentindo o peso real do pau do Pedro. Ele soltou um suspiro pesado quando comecei a massagear a extensão dele, sentindo cada relevo das veias sob a pele de seda.
Ele se ajoelhou entre minhas pernas e, com uma delicadeza que eu não achei que ele possuía, começou a tirar minha calcinha, beijando a parte interna das minhas coxas a cada centímetro que revelava.
— Hoje eu vou entrar devagar, pequena. Quero sentir você abrindo pra mim, pedaço por pedaço — ele disse, olhando no fundo dos meus olhos enquanto posicionava a cabeça enorme na minha entrada.
Ele me puxou pela cintura, me trazendo para a ponta da pilha de sacos, e começou a entrar. O volume era tão grande que eu sentia meus músculos se esticando ao limite, mas a lentidão do Pedro transformava a dor em uma pressão elétrica e viciante. Ele entrava milímetro por milímetro, deixando que eu sentisse a cabeça dele forçando a passagem, até que a base grossa encostou na minha intimidade.
— Isso... relaxa pra mim, Bia. Olha o tamanho disso dentro de você — ele sussurrou, começando um movimento de vaivém rítmico, quase uma dança, enquanto me beijava o pescoço e me chamava de sua.
A cada estocada lenta, eu sentia o pau dele latejar lá dentro, uma presença absoluta que me fazia esquecer o medo da polícia e o flagra do Seu Jorge. Ali, no escuro do estoque, eu estava sendo preenchida por um maloqueiro que, por trás da marra, sabia exatamente como me fazer pertencer a ele.
O clima de falsa calmaria no estoque era apenas uma fumaça que o Pedro soprava nos meus olhos. Por mais que o toque dele estivesse mais lento e o beijo tivesse um gosto de hortelã, o peso daquele pau gigante dentro de mim era um lembrete constante de que eu não tinha escolhido estar ali. Eu me sentia pequena, invadida por uma massa de carne que parecia ocupar cada milímetro do meu ventre.
As estocadas lentas começaram a me cansar. A pressão daquela grossura absurda contra as minhas paredes internas, que ainda estavam sensíveis de ontem, começou a arder. O prazer que eu tentava forçar para não sofrer tanto sumiu, dando lugar a um incômodo físico real.
— Pedro... já deu. Por favor. Tá doendo — eu murmurei, tentando afastar o rosto dele do meu pescoço. — Já está bom, Pedro. Para.
O corpo dele travou instantaneamente. O carinho fingido evaporou em um segundo. Senti os músculos das costas dele ficarem rígidos como pedra sob as minhas mãos. Ele se afastou o suficiente para me olhar nos olhos, e o brilho sombrio de ontem voltou com força total, apagando qualquer vestígio de "carinho".
— "Já está bom", Bia? — Ele repetiu, a voz baixando para um tom perigoso e seco. — Quem decide quando está bom aqui sou eu.
Antes que eu pudesse reagir, ele segurou meu pescoço com uma mão, não para me beijar, mas para me prender contra os sacos de milho. A pressão dos dedos dele na minha garganta me fez perder o fôlego por um segundo.
— Você achou que eu ia ficar de carinho o dia todo? — Ele rosnou, o rosto a centímetros do meu.
Com um movimento bruto, ele se retirou quase todo, apenas para se enterrar de volta com uma violência que me fez soltar um ganido de dor. O impacto foi tão seco que a pilha de sacos rangeu. Ele parou de ser lento. Começou a me martelar com estocadas curtas e rápidas, usando todo o peso daquela base grossa para me castigar.
— Você vai aguentar cada centímetro desse monstro até eu decidir que cansei — ele disse, soltando meu pescoço para segurar meus braços e me virar de lado na marra, me dobrando sobre a sacaria. — Chora agora. Grita o quanto quiser. A porta de aço tá fechada e ninguém vai te salvar de mim hoje.
O ritmo dele se tornou frenético. Eu sentia o pau dele — aquela estrutura venada e latejante que eu vi na foto — batendo no fundo do meu sexo com uma fúria animal. A cada golpe, meu corpo era jogado para frente, e o cheiro de ração se misturava ao cheiro do suor dele e ao meu desespero. Ele não queria mais meu sorriso; ele queria minha rendição total sob o peso daquela peça que me alargava sem dó.
O Pedro não teve piedade. Ele agarrou meus quadris com uma força bruta, os dedos se enterrando na minha carne de um jeito que eu sabia que deixaria marcas roxas por dias. Senti cada centímetro daquela invasão final; ele descarregou tudo em mim com estocadas tão profundas que meu corpo parecia se fundir à sacaria de milho embaixo de mim. O calor do gozo dele inundou meu interior, uma sensação de posse absoluta que me deixou sem forças, apenas soluçando baixo. Ele se limpou na própria bermuda de tactel e saiu da loja sem olhar para trás, deixando a porta de aço entreaberta, como se eu fosse nada.
Abri a loja mecanicamente na manhã seguinte. Meu corpo estava dolorido e minha mente mergulhada em um vazio protetor. A cada som de chinelo na calçada, meu estômago dava um nó; eu esperava o pavor a qualquer momento.
Eram 10h quando ele apareceu. Mas o Pedro que cruzou a porta não tinha a mesma marra de predador. O boné estava baixo, escondendo os olhos, e ele parou logo na entrada, mantendo uma distância que nunca havia respeitado antes.
— Bia... — a voz dele saiu rouca, sem a agressividade de ontem. — Eu... eu vim pedir desculpa. Papo reto. Eu perdi a mão. Passei da visão com você.
Fiquei imóvel atrás do balcão, meus olhos fixos nele enquanto o silêncio durava uma eternidade.
— Eu não vou mais encostar em você. Não vou mais abusar, nem forçar nada. Se você quiser que eu suma, eu sumo. Só não queria sair fora como um bicho — ele completou, deixando o celular sobre o balcão com um gesto contido. — Só vim carregar uma última vez e vou ralar da sua vida.
Olhei para o aparelho e, inevitavelmente, meus olhos desceram para o volume que a bermuda de tactel ainda insistia em denunciar. Mesmo tentando ser "respeitoso", a natureza dele estava ali, pulsante. Naquele momento, algo estalou dentro de mim. O medo que me paralisava deu lugar a uma curiosidade sombria, um desejo de revanche que me fez perceber: pela primeira vez, eu tinha o controle. Ele estava vulnerável, arrependido, entregue.
— Coloca o celular ali, Pedro — eu disse, minha voz saindo surpreendentemente firme.
Ele obedeceu. Quando ele fez menção de se afastar, eu dei a volta no balcão devagar. Eu não era mais a menina que chorava. Parei na frente dele com um brilho de desafio que ele nunca tinha visto.
— Você acha que um pedido de desculpas apaga o que aquele "monstro" fez comigo esses dias? — perguntei, baixinho.
Sem esperar resposta, minha mão desceu, ousada, e pousou diretamente sobre a grossura que pulsava sob o tecido fino da bermuda. O Pedro estancou. A respiração dele falhou no mesmo instante.
— Bia, eu disse que não ia mais... — ele tentou recuar, mas eu apertei com força, sentindo a rigidez imediata daquela peça colossal reagindo ao meu toque.
— Shhh. Ontem você disse que você decidia quando acabava. Hoje, quem decide sou eu — ordenei, um sorriso de canto surgindo nos meus lábios. — Tira a bermuda. Agora.
Pela primeira vez, vi o Pedro hesitar. Ele estava acuado pela minha autoridade. Ele obedeceu, deixando a roupa cair e revelando aquele pau escuro, venado e absurdamente grande, que já apontava para o teto da loja. Eu não esperei. Empurrei-o contra a prateleira, fazendo-o sentir o metal frio nas costas, e me ajoelhei. Mas não havia submissão no meu gesto; era posse.
Envolvi aquela imensidão com as duas mãos, sentindo o peso real da peça que tinha me assustado tanto.
— Olha para mim, Pedro — comandei, enquanto usava minha língua para percorrer as veias saltadas e a cabeça arroxeada que brilhava diante de mim. — Você disse que era meu maloqueiro, não disse? Pois agora você vai ser o meu brinquedo. E eu não vou parar até você implorar por um pouco de descanso.
Ouvi o gemido baixo dele, a cabeça caindo para trás e as mãos agarrando as prateleiras para não cair. A dinâmica tinha virado. Naquela manhã, eu ditava o ritmo, explorando cada centímetro daquele "monstro" com uma sede que ele nunca imaginou que eu teria.
Eu me levantei devagar, sentindo o latejar daquela peça colossal contra a palma da minha mão. O Pedro estava completamente entregue, os olhos nublados e a respiração tão curta que ele parecia estar à beira de um colapso. Eu não queria mais a passividade; eu queria sentir o peso total dele, mas agora sob as minhas regras.
— Fica parado — ordenei, sentando-me sobre ele enquanto ele ainda estava encostado na prateleira.
A sensação de ser preenchida por ele dessa vez foi diferente. Sem a brutalidade do dia anterior, eu pude sentir cada milímetro daquela grossura venada me abrindo. Eu ditei o ritmo, subindo e descendo com calma, assistindo à expressão de agonia e prazer no rosto do homem que, até ontem, era o meu maior pesadelo. O Pedro me segurava com uma delicadeza quase desesperada, as mãos tremendo sobre a minha cintura, como se eu fosse algo sagrado que ele tivesse medo de quebrar.
— Bia... eu... eu nunca senti isso — ele sussurrou, a voz embargada enquanto me olhava com uma intensidade que me incomodou. — Porra, eu acho que... eu te amo, Bia. Desculpa por tudo, eu quero cuidar de você, quero que a gente fique junto de verdade.
Eu parei o movimento por um segundo. Olhei para o rosto dele, para aquela declaração de amor improvisada e patética de quem tinha acabado de ser domado. Um sorriso cínico surgiu no meu rosto. Eu não sentia amor. Eu sentia o poder.
— Menos, Pedro. Bem menos — respondi, voltando a quicar nele com força, ignorando o brilho de esperança nos olhos dele.
O clímax veio pouco depois. Ele gozou fundo, tremendo inteiro sob o meu corpo, mas dessa vez ele não saiu correndo. Ele tentou me abraçar, tentou murmurar promessas de namoro e mudança de vida. Eu apenas me levantei, ajeitei meu short e caminhei até o balcão.
— Acabou, Pedro. Pode vestir sua bermuda e ir embora — eu disse, fria, enquanto abria a porta de aço da loja e deixava a luz do sol entrar novamente.
— Mas e a gente? — ele perguntou, parado na porta, parecendo um menino perdido apesar do tamanho e da marra de maloqueiro.
— Não tem "a gente". Você é só o nóia que passa aqui na loja.
Ele saiu cabisbaixo, sentindo o peso da rejeição de uma forma que nunca tinha sentido antes. Eu o observei sumir na esquina, sabendo que eu tinha virado o jogo de vez.
Hoje, a rotina da casa de ração continua a mesma. O cheiro de alpiste e o barulho dos bichos ainda preenchem o meu dia. Mas o medo sumiu. De vez em quando, a campainha da porta toca — plim — e eu vejo aquela bermuda de tactel se aproximando do balcão. O Pedro ainda aparece por aqui, sempre com o mesmo pretexto, olhando para mim com olhos de cachorro carente. E, embora eu não queira nada sério com ele, confesso que, de vez em quando, eu ainda deixo ele "carregar o celular" lá nos fundos.
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