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Céu Caliente

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A Bíblia Sagrada

Narrado pela anja Pilar! Vendo um espetáculo do céu!

O calor do inferno queimava diferente aqui de cima. Não era fogo, era desejo. Eu sentia cada centímetro da minha pele arrepiar enquanto observava as outras anjas se entregarem, uma por uma, aos demônios que subiam dos portais abertos no chão de mármore do paraíso.

Ximena estava ao meu lado, as asas brancas tremendo. Eu a via lutar contra si mesma, assim como eu lutava.

— Não deveríamos estar aqui — ela sussurrou, mas os olhos dela não se desviavam da cena abaixo.

Um demônio de chifres retorcidos segurava uma anja pelos cabelos dourados, ajoelhada diante dele. A boca dela estava ocupada, e os gemidos que ela soltava ecoavam pelo salão sagrado. Outra estava de quatro, sendo possuída por trás, as asas abertas em êxtase enquanto o demônio atrás dela a preenchia com força.

E eu sentia o calor entre minhas pernas aumentar.

— Ximena — minha voz saiu rouca.

Ela se virou para mim, os olhos castanhos brilhando com algo que eu nunca tinha visto antes. Desejo puro.

— O que a gente tá fazendo aqui? — ela perguntou, mas a mão dela já encontrava a minha.

— A mesma coisa que elas — respondi, puxando-a para mais perto. — A gente quer.

O beijo veio sem aviso. Quente, urgente, os lábios dela se chocando contra os meus como se fosse a última vez. Eu senti a língua dela deslizar, o gosto doce de céu misturado com algo mais escuro. As mãos dela subiram pelo meu corpo, puxando a túnica branca que eu usava.

— Tira — eu pedi, arfando contra a boca dela.

Ximena puxou o tecido, revelando meus seios. O ar gelado do paraíso contrastava com o calor do corpo dela quando ela encostou a boca no meu mamilo. Eu gemi alto, jogando a cabeça para trás, sentindo a língua dela rodear o bico duro.

— Mais — eu sussurrei.

Ela me empurrou contra uma coluna de mármore, as asas dela se abrindo enquanto ela descia de joelhos. Eu vi os olhos dela encontrarem os meus enquanto as mãos dela puxavam minha túnica para baixo, revelando meu corpo inteiro.

— Você é tão linda — ela murmurou, e eu senti o hálito quente na minha coxa.

A primeira lambida foi suave, quase um teste. Minha buceta já estava molhada, os lábios inchados de desejo. Eu me apoiei na coluna enquanto Ximena mergulhava, a língua dela encontrando meu clitóris com precisão.

— Isso — eu gemi, os dedos enroscando nos cabelos escuros dela. — Não para.

Ela não parou. A língua dela trabalhava em círculos, rápida, exata, enquanto os dedos dela deslizavam para dentro de mim. Dois dedos, grossos, preenchendo o vazio que eu sentia. Eu gemi o nome dela, as pernas tremendo enquanto ela me levava ao limite.

— Goza pra mim — ela pediu, a voz abafada contra minha carne. — Quero sentir.

E eu gozei. O orgasmo veio como uma onda, quente, intensa, os músculos se contraindo em volta dos dedos dela enquanto eu gritava. O som se misturava com os gemidos das outras anjas, com os grunhidos dos demônios, com o som de carne batendo em carne.

Ximena se levantou, os lábios brilhando com meu gosto. Ela sorriu, um sorriso sujo, e eu puxei ela para um beijo, sentindo meu próprio sabor na boca dela.

— Agora você — eu disse, empurrando-a contra a coluna.

Ela deixou a túnica cair, revelando o corpo moreno, os seios fartos, a buceta já molhada. Eu me ajoelhei, sentindo o mármore frio contra os joelhos, e mergulhei.

O gosto dela era viciante. Doce, quente, o néctar do paraíso misturado com o pecado. Eu lambi, chupei, mordi suavemente o clitóris dela, sentindo os gemidos ficarem mais altos. As mãos dela seguravam minha cabeça, guiando, pedindo mais.

— Não para — ela gemeu, imitando minhas palavras. — Por favor, não para.

Eu enfiei dois dedos dentro dela, sentindo a parede quente e apertada. O ritmo era rápido, intenso, enquanto minha língua continuava a brincar com o clitóris. Eu senti o corpo dela tremer, os gemidos se transformarem em gritos, o gosto dela inundar minha boca.

Ela gozou com um gemido longo, o corpo inteiro arqueando contra mim.

Quando me levantei, o paraíso ao redor estava em chamas. Não de fogo, mas de desejo. Anjas e demônios se entrelaçavam, corpos suados, gemidos ecoando.

Ximena me puxou para perto, o corpo quente contra o meu.

— O melhor nos espera — ela sussurrou.

O paraíso ao redor pulsava com gemidos e sons de carne. Eu ainda sentia o gosto de Ximena na boca, o corpo dela quente contra o meu, quando algo mudou no ar.

O calor ficou mais denso.

Me virei e vi ele se aproximando. Um demônio alto, os chifres imponentes curvando para trás como os de um carneiro, a pele vermelha-escura brilhando sob a luz dourada do paraíso. Os olhos dele eram duas brasas, fixos em mim, e cada passo que ele dava no mármore fazia o chão tremer.

Ximena apertou minha mão.

— É a nossa vez — ela sussurrou, a voz cheia de desejo e medo.

O demônio parou na nossa frente. Ele era enorme, o corpo coberto de cicatrizes e símbolos que eu não reconhecia. O pau dele estava duro, grossa, a cabeça brilhando com um líquido escuro. Eu senti o estômago cair e o calor entre minhas pernas aumentar.

— Vocês duas — a voz dele era grave, como pedras rolando. — Juntas.

Ele estendeu a mão, as garras negras roçando meu queixo, levantando meu rosto para que eu olhasse nos olhos dele. Eu não desviei. Ximena se aproximou por trás, o corpo branquinho e puro colado ao meu, os seios dela pressionando minhas costas.

— A gente quer — Ximena disse, a boca perto da minha orelha. — A gente sempre quis.

O demônio sorriu, revelando dentes afiados. A mão dele desceu, as garras rasgando minha túnica já frouxa, deixando meu corpo nu. Ele tocou meus seios, os dedos ásperos roçando os mamilos, e eu gemi.

— Dela também — ele ordenou, olhando para Ximena.

Ximena tirou a túnica, o corpo exposto. O demônio passou a mão nela, as garras descendo pelas curvas, apertando a bunda dela com força. Ela gemeu, os olhos fechados, a cabeça jogada para trás.

— De joelhos — ele disse.

Nós obedecemos.

O mármore estava frio contra meus joelhos. Ximena ao meu lado, as asas rosas tremendo. O demônio ficou na nossa frente, o pau enorme na altura dos nossos rostos.

— Abram a boca.

Eu olhei para Ximena. Ela me olhou de volta, os olhos brilhando com desejo e algo mais. Medo, talvez. Mas ela abriu a boca primeiro, e eu fiz o mesmo.

O demônio enfiou o pau na boca de Ximena. Ela gemeu, os lábios se esticando enquanto ele empurrava, a cabeça grossa deslizando entre os lábios dela. Eu via o movimento do pescoço dela enquanto ela engolia, as mãos dela segurando as coxas dele.

Ele tirou o pau da boca dela, brilhando com saliva, e enfiou na minha.

O gosto era forte, salgado, com um toque de enxofre. A cabeça do pau bateu no fundo da minha garganta, e eu forcei para relaxar, para aceitar. Eu ouvia Ximena gemer ao meu lado, a mão dela encontrando a minha, apertando.

— Mais fundo — ele ordenou.

Eu obedeci, sentindo o pau encher minha boca, minha garganta, quase me sufocando. As lágrimas escorriam pelos meus olhos enquanto ele empurrava, o ritmo aumentando. Eu sentia Ximena me observar, a mão dela apertando a minha.

— Agora as duas.

Ele se ajoelhou na nossa frente, o pau ainda duro. Ele puxou Ximena para perto, a boca dela encontrando a ponta, enquanto eu lambia a base, a língua deslizando pelo comprimento. Nossos rostos se tocavam, o pau entre nós, enquanto alternávamos, lambendo, chupando, os gemidos ecoando.

— Chega — ele disse, puxando o pau para trás. — Quero ver vocês duas.

Ele nos levantou, as mãos fortes nos guiando até uma das colunas de mármore. Ele empurrou Ximena contra ela, de costas, e me colocou na frente dela, de frente para Ximena.

— Segura ela — ele disse para Ximena.

Ximena me puxou para perto, os braços envolvendo minha cintura, os seios dela pressionando minhas costas. Eu sentia a respiração dela quente no meu pescoço, os lábios dela beijando minha pele.

O demônio se posicionou atrás de mim. Eu senti a mão dele na minha cintura, as garras apertando, e então a cabeça do pau roçando minha entrada.

— Olha pra ela — ele disse.

Eu olhei para Ximena. Os olhos dela estavam fixos nos meus, a boca entreaberta, o desejo estampado no rosto. Ela acariciou meu rosto, os dedos deslizando pelo meu cabelo.

— Vai ser bom — ela sussurrou.

O demônio empurrou.

O pau entrou devagar, a cabeça grossa abrindo caminho. Eu gemi alto, as mãos segurando os ombros de Ximena enquanto ele preenchia cada centímetro de mim. O alongamento era intenso, doloroso e bom ao mesmo tempo.

— Isso — ele grunhiu, as mãos apertando meus quadris. — Tão apertada.

Ele começou a se mover. Cada estocada era profunda, ritmada, o pau deslizando dentro de mim enquanto eu gemia contra o corpo de Ximena. Ela me beijava, a língua dela encontrando a minha, os dedos dela brincando com meus mamilos.

— Mais — eu pedi, a voz rouca. — Por favor, mais.

O demônio obedeceu. O ritmo aumentou, as estocadas mais rápidas, mais fortes. Eu sentia o corpo balançar, os seios pulando, os gemidos saindo sem controle. Ximena mordia meu pescoço, as mãos descendo pelo meu corpo, encontrando meu clitóris.

— Goza pra gente — ela murmurou, os dedos circulando o ponto sensível.

O orgasmo veio como uma explosão. O corpo inteiro se contraiu, os músculos apertando o pau dentro de mim enquanto eu gritava. O demônio continuou empurrando, prolongando o prazer, até que eu estava mole, ofegante.

Ele tirou o pau de dentro de mim, brilhando com meu gozo.

— Agora ela — ele disse, me empurrando para o lado.

Ximena sorriu, os olhos brilhando. Ela se virou, apoiando as mãos na coluna, a bunda erguida. O demônio se posicionou atrás dela, a mão dele acariciando as curvas.

— Olha pra mim — eu disse.

Ela virou o rosto, os olhos encontrando os meus. O demônio empurrou, e ela gemeu, o corpo arqueando enquanto ele a preenchia. Eu via cada estocada, cada movimento, o pau deslizando dentro dela.

— Isso — ela gemeu. — Mais.

Enquanto o querubim era torturado, nos olhando com decepção e desejo! Nós estávamos lá, com aquele demõnio enorme e imponente! E ele só podia olhar e desejar!

O demônio parou, o pau ainda enterrado em Ximena. Ele virou a cabeça, os olhos vermelhos brilhando na direção do querubim acorrentado.

Eu segui o olhar dele.

O anjo estava amarrado a uma das colunas distantes, correntes de fogo envolvendo os pulsos e tornozelos. As asas dele estavam imóveis, as penas sujas de cinza. Mas os olhos estavam abertos, fixos em nós. Fixos em mim.

— Olha só — o demônio murmurou, a voz cheia de diversão. — O querubim quer brincar.

Ximena riu, um som baixo e gutural, o corpo ainda tremendo com as estocadas que tinham parado.

— Ele não aguenta mais — ela disse, a voz arrastada. — Olha pra cara dele.

O querubim gemeu, um som que era quase um choro. As correntes chacoalharam quando ele tentou se mover, tentou se aproximar. Mas o fogo queimou as asas dele, e ele gritou, o corpo se contorcendo.

— Pena — o demônio disse, começando a se mover de novo dentro de Ximena. — Ele vai ficar aí, vendo.

Ximena gemeu, o corpo cedendo ao ritmo. Mas ela não tirava os olhos do querubim.

— Vem cá — ela disse, estendendo a mão para mim. — Quero que ele veja você também.

Eu me levantei, as pernas ainda fracas. Andei até elas, sentindo o olhar do querubim me seguir. O demônio me puxou para perto, a mão suja de gozo apertando minha nuca.

— Abre — ele ordenou, apontando para o pau enterrado em Ximena.

Eu me ajoelhei atrás dela, o rosto perto da entrada onde o pau deslizava. Eu sentia o cheiro dos dois, o suor, o sexo. Passei a língua, lambendo onde eles se encontravam, o gosto salgado de Ximena misturado com o demônio.

Ela gemeu mais alto, o corpo se arqueando.

— Isso — ela disse, a voz trêmula. — Lambe.

O querubim gemeu de novo, mais alto agora. Eu ouvi as correntes chacoalharem, o som de asas batendo contra o fogo. Levantei os olhos e vi ele se debatendo, o os olhos arregalados, a boca aberta num gemido de frustração.

— Ele quer tanto — Ximena disse, a voz um sussurro. — Tanto.

O demônio riu, as mãos apertando os quadris dela.

— Ele não pode — ele disse. — Ele nunca vai poder.

Ele acelerou o ritmo, as estocadas ficando mais brutas. Ximena gritava, o corpo inteiro balançando, os seios pulando. Eu continuei lambendo, a língua deslizando entre os movimentos, sentindo o pau entrar e sair, a carne quente de Ximena.

— Vou gozar — ela gemeu, a voz desesperada. — Vou gozar olhando pra ele.

O querubim soltou um som que era metade gemido, metade choro. Ele estava tão perto, tão sofrido, tão preso.

— Goza — o demônio ordenou, as estocadas ficando mais profundas. — Goza pra ele ver.

Ximena gritou, o corpo se contraindo, os músculos apertando o pau dentro dela. Eu senti o gozo escorrer, quente, molhando meu rosto enquanto eu lambia. Ela tremeu, as mãos arranhando a coluna, os olhos fixos no querubim.

O demônio tirou o pau de dentro dela, o membro brilhando, e se virou para mim.

— Agora você — ele disse, me puxando para perto. — De quatro.

Eu obedeci, apoiando as mãos no mármore frio. Ximena se ajoelhou na minha frente, o rosto molhado de suor e gozo, os olhos brilhando.

— Olha pra ele — ela disse, as mãos segurando meu rosto, virando minha cabeça na direção do querubim. — Quero que ele veja seus olhos quando você gozar.

O demônio se posicionou atrás de mim, a cabeça do pau roçando minha entrada. Eu olhei para o querubim. Ele estava imóvel agora, os olhos fixos em mim, o pau duro, a respiração pesada.

— Isso — eu sussurrei, sentindo o pau começar a entrar. — Olha.

O demônio empurrou, me preenchendo de uma vez. Eu gemi, o corpo arqueando, os olhos ainda no querubim. Ele gemeu junto comigo, o corpo se esticando nas correntes, as asas tremendo.

— Mais — eu pedi, a voz rouca. — Mais.

O demônio obedeceu, o ritmo aumentando, cada estocada me empurrando para frente. Ximena segurava meu rosto, os olhos dela também no querubim, os lábios dela sussurrando palavras que eu não entendia.

O querubim chorava, lágrimas cristalinas escorrendo pelo rosto. Ele queria tanto, e não podia.

— Goza — Ximena disse, a boca perto da minha orelha. — Goza pra ele ver.

O orgasmo veio rápido, violento, o corpo inteiro se contraindo. Eu gritei, os olhos fixos no querubim, vendo ele se debater, vendo o desejo e a dor nos olhos dele.

O demônio continuou empurrando, prolongando o prazer, até que eu estava mole, ofegante, o corpo colapsando no chão.

Ximena me abraçou, o corpo quente contra o meu, os lábios beijando meu ombro.

— Ele vai ficar aqui — ela murmurou. — Vendo. Sempre vendo.

O querubim gemeu, um som longo e desesperado, as correntes chacoalhando enquanto ele tentava se libertar.

Mas não adiantava.

Ele estava preso. E nós estávamos livres.

anja

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