#Corno #Coroa #Teen #Traições

Tirei a putinha da vida e virei corninho dela

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CentralDaPutaria

Fiquei viúvo aos cinquenta e oito. Trinta e dois anos de casamento, e de repente a casa virou um museu: o guarda-roupa com metade vazia, a panela pequena demais, o silêncio do jantar. Os filhos moram longe e ligam aos domingos. Eu tinha dinheiro, tinha saúde, tinha tempo — e não tinha com quem dividir nada disso.

Foi um amigo da firma que me empurrou.

— Contrata uma acompanhante, Otávio. Só uma noite. Você não vai morrer.

Morrer eu não morri. Mas também não vivi grande coisa.

Larissa tinha vinte e dois anos, um corpo que parecia desenhado a lápis e um jeito de rir que não combinava com a profissão — ria de verdade, com a cabeça para trás, sem pressa de agradar. No primeiro encontro, no quarto do hotel, ela tirou o vestido e ficou ali, sem vergonha, esperando.

E eu falhei.

Fiquei duro por uns dois minutos, empurrei, e antes de ela sentir qualquer coisa o mundo desabou em mim. Gozei com um gemido idiota, o corpo todo tremendo, e depois a murcha veio rápida, inevitável.

— Pronto — eu disse, sem graça.

Ela se apoiou no cotovelo e sorriu.

— Pronto nada. Vem cá.

— Não sobe mais. É assim agora.

— Então a gente faz de outro jeito. — Ela sentou no meu colo, me beijou com uma língua que não tinha nada de profissional, e desceu. Levou a boca em mim por dez minutos, com paciência de santa, até eu endurecer de novo. Subiu, encaixou, e cavalgou. Durou um pouco mais — três minutos, talvez. Gozei outra vez, e ela veio junto, fingindo bem, ou talvez não fingindo.

— Você é uma menina boa — falei depois, ofegante.

— Você é um velho simpático. E goza rápido que é uma beleza. — Ela riu. — É até fofo.

Não sei se "fofo" é elogio para um homem de quase sessenta. Mas eu voltei. E voltei mais duas, quatro, seis vezes. Pagava, mas já não era só por aquilo. Levava para jantar, buscava na porta, esperava ela desligar o celular para me dar atenção. Num sábado, olhando o teto do motel, falei antes de pensar:

— Larga essa vida e vem morar comigo.

Ela ficou quieta. Achei que ia rir na minha cara.

— Você tá falando sério?

— Tô.

— Otávio, eu saio com uns três por semana. Você sabe o que é isso?

— Sei que três por semana é muito pra quem tem dois minutos de fôlego. — Ela riu, e eu insisti: — Eu te dou casa, carro, o que você quiser. Você não precisa mais.

Ela veio morar comigo em duas semanas.

E aí começou o problema de verdade.

No começo era lindo: ela andando pela casa de camisola, o cheiro do cabelo no meu travesseiro, o café que ela fazia mal-feito de propósito para eu reclamar. Mas a cama me humilhava. Todo dia. Eu queria dar a ela o que ela dava a qualquer um, e o corpo não colaborava. Ela era paciente — no início. Depois passou a disfarçar melhor o tédio, a inventar posição, a falar "tudo bem, amor" com aquele tom que quer dizer "não tá tudo bem".

Uma noite ela gozou sozinha, com os dedos, do meu lado, e eu fiquei olhando o teto como um derrotado.

— Você tá triste — ela disse, limpando a mão no lençol.

— Tô velho.

— Tá nada. — Ela se virou para mim. — Otávio, deixa eu te falar uma coisa sem você ficar bravo.

— Fala.

— Eu preciso de mais. Não é de carinho, é de... — ela mordeu o lábio, procurando a palavra — ...de pau, mesmo. De ser fodida até cansar. E você não consegue me dar isso. Não é culpa sua, mas é verdade.

Sentei na beirada da cama.

— Tá querendo voltar pra rua?

— Não. Tô querendo sair uma vez por semana. Volto sempre. Durmo aqui todas as noites. — Ela engatinhou até mim, me abraçou por trás. — Só isso. Um dia na semana.

— E eu fico aqui, feito idiota, esperando.

— Você fica aqui feito meu idiota. — Ela beijou meu ombro. — Deixa, amor. Confia em mim.

Deixei. Com o estômago apertado, mas deixei.

Na sexta seguinte ela se arrumou na minha frente: salto, vestido curto, batom vermelho. Me deu um beijo na testa.

— Volto tarde.

— Vai com quem?

— Não sei ainda. — Ela pegou a bolsa. — Te mando mensagem.

Oito e meia da noite, o celular apitou:

"Tô subindo com ele. Abre a porta."

Eu congelei.

Subindo? Aqui?

Abri a porta e quase não reconheci a cena: Larissa, o vestido já meio amassado, rindo, e atrás dela um homem alto, uns trinta e cinco anos, barba curta, camiseta apertada em cima de um peito largo. Me cumprimentou com um aceno e a mão estendida.

— Boa noite. O senhor é o Otávio?

— Sou.

— A Larissa falou que o senhor não se incomoda de assistir.

Engoli seco.

— Não me incomodo.

— Ele fica aí — disse ela, apontando a poltrona do corredor, a três passos do sofá. — Pode sentar, amor.

Sentei. Ela nem esperou o homem se acomodar. Puxou-o pelo cós da calça e o beijou de língua, e o beijo foi barulhento, molhado, sem nenhum pudor. Ele agarrou a bunda dela por cima do vestido e apertou com força; ela gemeu dentro da boca dele. Em trinta segundos o vestido estava no chão, e ela estava de calcinha e salto, o corpo branco sob a luz amarela da sala.

— Tira a camisa — ela mandou.

Ele tirou. O peito era grande mesmo. Ela passou a mão, desceu, e abriu a calça dele ali, de pé, no meio da minha sala. Quando puxou o pau para fora, eu vi. Era grande — não exagerado, mas grande e grosso de um jeito que me fez sentir pequeno na poltrona. Ela bateu uma punheta lenta, olhando para ele, e depois se ajoelhou e engoliu.

Meu peito apertou. Aquilo era minha menina ali, de joelhos, no meu tapete, gemendo abafado com a boca cheia. E não era eu.

Mas aí ela abriu os olhos e me olhou de lado. Olhou para mim, com a boca ocupada. E sorriu por cima.

Senti a calça ficar apertada de repente.

— Senta no sofá — ela disse, se levantando e limpando o canto da boca. — Deita.

Ele deitou. Ela subiu em cima, de costas para ele, tirou a calcinha de lado e sentou de uma vez. O gemido que ela deu encheu a sala.

— Ai, meu Deus... — ela jogou a cabeça para trás. — Faz força. Segura na minha cintura e fode forte.

Ele segurou. E fodeu.

A primeira estocada levantou ela do sofá. A segunda arrancou um grito. Ele metia com um ritmo cadenciado, pesado, o som da pele batendo alto no silêncio da casa, e ela começou a falar coisas que eu nunca tinha escutado dela comigo:

— Isso... isso, caralho... me arrebenta...

Olhei para o meu colo e estava duro. Duro como não ficava há meses, duro de doer. Passei a mão por cima da calça e apertei.

Larissa virou a cabeça para mim, o rosto vermelho, o cabelo colado.

— Tá vendo, amor? — ofegou. — Tá vendo como eu fico? — Ela gemeu mais alto. — Bate uma pra mim. Bate.

Abri o zíper. Tirei para fora ali mesmo, na poltrona, e comecei a me tocar olhando para ela — para o corpo dela balançando, para os seios sacudindo, para o pau do homem entrando e saindo com aquela facilidade que o meu nunca teve.

— Ele tá batendo uma, meu Deus... — ela riu, sem ar. — Olha o Otávio, olha... o coroa tá batendo uma assistindo a namorada levar rola.

Não sei explicar o que aconteceu. O ciúme continuava ali, mordendo, mas junto vinha um calor absurdo, uma excitação que não era só do corpo. Ela era minha. Estava ali por mim, olhando para mim, gemendo para mim, e o outro era só o instrumento. Eu mandava. Eu assistia. Eu era o dono daquela cena.

— Vira ela — eu falei, e minha voz saiu grave, de um jeito que nem eu reconheci.

O homem obedeceu sem discussão. Jogou Larissa de quatro no sofá, agarrou o quadril dela e voltou a meter, e ela gritou com a cara no encosto.

— Assim? — ele perguntou, para mim.

— Assim.

Larissa gemia tão alto que devia ter acordado o bairro. Passou a mão para trás e abriu a própria bunda com os dedos.

— Aqui, amor — disse, ofegante, me olhando por baixo do braço. — Ele não vai comer aqui, mas o senhor vai... amanhã o senhor come o meu cuzinho, tá? — Ela sorriu, suada. — Agora goza comigo. Goza, vai.

E eu gozei.

Não teve vergonha, não teve dois minutos. Veio uma onda que subiu do pé do ouvido e me dobrou na poltrona, e o jato saiu forte na minha mão, na minha camisa, em mim. Fiquei tremendo, os olhos fechados, ouvindo o gemido comprido dela do outro lado e o último baque do corpo do homem se entregando junto.

Silêncio. Só o ar condicionado.

Larissa se levantou, as pernas bambas, e veio até mim com o vestido na mão. Sentou no braço da poltrona, me beijou na boca sem pressa nenhuma, e limpou minha mão com o próprio vestido.

— E aí, coroa — sussurrou. — Ainda tá com remorso?

— Tô — respondi, a voz rouca.

— Bom. — Ela me beijou de novo. — Remorso combina com você.

O homem se vestiu, aceitou um copo de água, e foi embora com um aperto de mão. Larissa trancou a porta atrás dele e voltou para o meu colo, aninhada, nua, cheirando a outro.

— Ele vem na semana que vem? — perguntei.

Ela levantou o rosto.

— Ou ele ou outro. Por quê? Vai me deixar?

— Vou. — Passei a mão no cabelo dela. — E dessa vez você senta de frente. Pra eu ver seu rosto.

Ela riu, e mordeu meu queixo.

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Comentários (1)

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  • @Osmarluxuria: Delicioso!!!! Que conto , que tesao

    Responder↴ • uid:469c1j5bk0b