Minhas amigas me deixaram para ser estuprada por quatro ao mesmo tempo, e eu acabei gostando.
Um relato sobre como fui deixada para ser estuprada por quatro caras no mato, e como eu acabei descobrindo que gostava de ser usada igual uma puta.
Meu nome é Bianca, tenho 16 anos e preciso desabafar sobre o que aconteceu comigo num domingo que era pra ser só um passeio besta, e sobre o que aconteceu depois, quando eu tive a brilhante ideia de voltar.
Deixa eu me apresentar antes, porque quem lê daqui a pouco vai precisar saber: eu tenho 1,70, cabelo castanho escuro comprido até o meio das costas, olho castanho, e sou o tipo de corpo que dá trabalho pra comprar roupa, já que meus seios são muito grandes, pesados, caem um pouco e balançam quando eu ando rápido, e a minha bunda é razoavelmente grande também.
A Duda é minha melhor amiga desde a sexta série. Loira de farmácia, olho claro, 1,58, a mais atirada de todas, já ficou com meio bairro e é ela que puxa assunto com qualquer menino que aparece. A Lana é o oposto: magrinha, sardenta, ruiva de verdade (a única ruiva real que eu conheço), seios pequenos e bicudos, fala pelos cotovelos quando fica nervosa e tem medo de tudo — de escuro, de cachorro grande, de elevador. Naquele domingo ela ia ter medo de mais uma coisa.
Foi ideia da Duda. "Vamo no parque, tá um dia lindo, dá pra tomar açaí e ficar de boa." E eu fui, com short jeans curto e uma camiseta branca fina, porque tava calor.
A gente chegou umas três da tarde. O parque municipal, cheio de família, gente correndo, pipa, carrinho de milho. Ficamos no gramado perto do lago, e em uns vinte minutos a Duda já tava gritando "oi, oi, oi" pra uns caras que ela conhecia de não sei de onde. Todos mais velhos que a gente, entre 17 e 19, todos com aquele jeito de quem não tem nada pra fazer num domingo.
O Caio era o líder. Dezenove, o mais alto de todos, cacheado, magro de músculo de quem joga bola todo dia, dente da frente torto, e era o que falava olhando pra mim. O Renan era gordo/forte, dezoito, camisa de time, suor no pescoço, cheiro de desodorante barato vencido pelo calor. O Tiago tinha dezoito e quase não abria a boca: sardas, mão grande, unha roída, ficava te olhando e desviava quando você olhava de volta. E o Léo, dezenove, boné virado, corrente no pescoço, o engraçadinho que ria de tudo e que dava risada de tudo o que o Caio falava.
Eles sentaram com a gente. Trouxeram açaí, ofereceram, conversaram. E eu fui boba, fui simpática, ri das piadas. O Caio foi se aproximando no gramado, se aproximando, até que encostou a coxa na minha e ficou ali, e eu senti o calor e não tirei.
"Aí, Duda, essa tua amiga é uma delicinha, hein", ele falou, e eu já tava vermelha. E aí ele pôs a mão.
Foi na frente de todo mundo, no meio do parque. Ele passou o braço por cima do meu ombro, desceu a mão e me apertou o seio por cima da camiseta, com força, girando os dedos, e o sutiã de renda fina não escondeu nada. E não foi um aperto rápido não, ele ficou ali amassando como quem compra fruta no mercado, e os outros três pararam de falar pra olhar. A Duda fez "uuuu" e a Lana riu nervoso.
"Ó o tamanho disso, mano", ele falou pros outros, e me apertou de novo, agora os dois, e o bico endureceu e marcou a camiseta branca, e eu só conseguia olhar pro chão.
"Caralho, Bianca", a Duda falou. "Você tá durinha."
E aí o Caio soltou a proposta, como quem já tinha combinado tudo antes de chegar ali: "Ó, a gente vai dar uma volta lá atrás, na trilha. Duda, você e a Lana podem ir embora que eu levo a Bianca, depois ela volta sozinha. É rapidinho."
Eu olhei pras duas. A Lana abriu a boca pra falar. A Duda falou primeiro.
"Ah, vai, Bianca, vai. A gente vai pra casa da Lana, você vai depois."
E foi assim. Eu fui.
A trilha é do outro lado do lago, a que sobe pro morrinho, e ela vai ficando fechada até virar mato de verdade. Lá em cima tem um descampado atrás de um muro de arrimo caído, com mato alto até a cintura, um banco de madeira sem encosto e o barulho do parque virando um zumbido distante. Eles me levaram até ali e pararam. O Caio olhou em volta e falou "pronto".
E aí ele me pegou pelo braço, me virou de costas contra o muro, e enfiou a mão dentro da minha camiseta. Levantou o sutiã, tirou os dois pra fora, e o ar do fim de tarde era morno mas o meu bico endureceu mais ainda assim, e ele abaixou a boca e mordeu, forte, e eu dei um gritinho e o Léo riu e falou "tá gostando, tá".
O Caio me virou de frente pro muro, me abaixou o short e a calcinha de uma vez, e me comeu em pé, por trás, sem preparar nada. E aqui é onde eu preciso ser honesta: eu já tinha transado, com o meu ex, mas nunca assim. O reboco do muro raspava minha testa, o corpo dele batia na minha bunda e fazia um estalo molhado que o mato devolvia, e ele me segurava pelos seios como se fossem alças, apertando tanto que a carne saía entre os dedos dele.
Ele era grande. Muito maior que o meu ex, muito mais grosso, e eu senti o esticão lá no fundo, aquela pressão no osso do quadril que dá quando o cara chega no colo do útero. Ardía. E por baixo da ardência tinha molhado, tinha muito molhado, e o barulho denunciava, e eu odiei o barulho.
Ele gozou e saiu sem cerimônia. Eu fiquei com as pernas tremendo e escorrendo pela parte de dentro da coxa, e ninguém me deu um segundo.
O Renan me deitou no chão. O chão tinha graveto, um deles furou minha panturrilha, e ele era o mais pesado de todos: quando subiu em cima de mim eu senti o ar sair. Ele me abriu com o joelho, cuspiu na mão, passou em mim e enfiou de uma vez. Era grosso, grosso de doer, e eu senti o primeiro arranhão de verdade, aquela queimação de entrada que faz a gente fechar o olho e travar a mandíbula. Ele metia com a barriga batendo na minha e o peito roçando nos meus seios, e cada investida empurrava meu corpo pra trás no chão e me arrastava pelas folhas. Ele suava, e o suor caía na minha cara. Eu comecei a ficar molhada de novo mesmo com a queimação, e o Caio percebeu, passou o dedo em mim, levou na boca e falou "ó, ela tá gostando".
O Tiago me levantou pelo braço sem falar nada, me empurrou de bruços por cima do banco quebrado, me puxou pelos quadris até a altura dele e cuspiu. Só que ele não cuspiu onde o Renan tinha cuspido. Ele cuspiu em cima do meu cu e começou a mexer com o dedo.
"Calma que você é grande", alguém falou. Era mentira, ninguém tava esperando nada.
Ele enfiou devagar e mesmo assim foi como se tivesse rasgado. Eu gritei com a cara na madeira e o Caio falou "tapa a boca dela" e o Léo pôs a mão na minha boca. A dor do cu não é como a da frente. É uma queimação que não cede, que aumenta, que dá vontade de contrair e quanto mais contrai pior fica, e tem o momento em que o esfíncter cede e aí vem um alívio esquisito, e vem junto a sensação de estar cheia de um jeito errado, de sentir o formato da coisa lá dentro. E o Tiago era comprido, comprido demais, e metia com o quadril em círculo, e a mão grande dele me segurava pela cintura e me deixava sem saída. Ele foi o único que gemia alto. Gozou dentro, e quando tirou eu senti o buraco aberto, aquela coisa de continuar aberta depois, e escorreu.
O Léo me ajoelhou. Me puxou pela nuca e enfiou na minha boca de uma vez, e ele era grosso e curto e tinha gosto de pele e de açaí. Ia no ritmo dele, sem esperar, e na terceira estocada chegou na garganta, eu engasguei e tentei tirar a cabeça e ele segurou. Lágrima desceu, baba desceu, e ele falava "isso, isso, isso" como se estivesse se convencendo. A mão dele era quase gentil — o polegar enxugando meu olho — mas ele não diminuía a força. Gozou na minha boca, eu engoli metade, o resto ficou no meu queixo.
E aí o Caio disse: "Deixa ela no meio."
Eu fiquei de joelhos no barro. Quatro em volta, e o Caio foi o primeiro a se aproximar e encostar na minha boca, e o Tiago veio por trás e me pegou de novo pelo cu, e eu fiquei entre dois ao mesmo tempo, sem conseguir respirar direito, com a garganta cheia e o quadril empalado. O Léo se ajoelhou do meu lado e enfiou entre os meus seios, apertando um contra o outro com as duas mãos e deslizando ali, e a fricção era mole e quente e fazia barulho de suor na minha orelha. O Renan se revezava na minha mão e na minha boca quando abria espaço, e cada um queria na hora que queria e ninguém perguntava. O Léo ainda pôs o celular na minha cara com a lanterna ligada, filmando e eu abri o olho e me vi na tela, de joelhos, com a boca aberta, e foi a primeira vez que eu me vi daquele jeito.
Era informação demais. A cabeça ia pra trás e alguém puxava de volta. Eu fechava a perna e alguém abria. Eu gemia e o som saía errado porque tinha coisa na minha garganta. E o pior de tudo é que no meio daquilo, sem ninguém tocar, eu comecei a me contrair sozinha, aquelas ondas que vêm de dentro, e gozei com o Tiago enfiado atrás e o Caio na minha boca, e o corpo todo deu um tranco e o Caio reclamou que eu mordi.
Eles gozaram quase juntos. O Caio dentro de mim de novo, o Tiago atrás também, o Léo em cima dos meus seios, o resto na minha cara e no meu cabelo. Eu fiquei de joelhos no barro, tremendo, escorrendo pelos dois buracos, com o rosto grudento, e o Renan passou a mão e espalhou tudo e falou "pronto, bonita".
Me vestiram mal. Desci a trilha com as pernas moles, com o short grudado, sentindo escorrer a cada passo. No parque ainda tinha família, pipa, carrinho de milho. Ninguém olhou pra mim duas vezes. Peguei o ônibus sozinha e cheguei em casa andando de perna aberta.
E aí veio a parte que ninguém conta nos contos: no dia seguinte eu tive que ir na farmácia sozinha. Com o dinheiro que eu tinha guardado do lanche, contadinho, moeda por moeda, comprei a pílula do dia seguinte. A moça do balcão perguntou se eu já tinha tomado alguma vez e eu menti que sim. Escondi a caixa no fundo da gaveta, embaixo de umas camisetas, e tomei em pé na cozinha, com água da torneira, quando não tinha ninguém em casa. Passei mal a tarde inteira, com o estômago revirado, e minha mãe achou que era virose do açaí. Eu deixei ela achar.
Nos dois dias seguintes eu tive febre baixa, roxo nos quadris e nos seios, e uma dor que fazia eu andar igual velha. A Duda me ligou animada perguntando "e aí, e aí, conta tudo" e eu contei metade e desliguei. Fiquei três meses odiando. Falava do assunto e a garganta fechava. O Léo me mandou o vídeo e eu não consegui assistir até o fim, só vinte e seis segundos e eu pausei. "Foi horrível", eu dizia. E era.
Só que o corpo é traiçoeiro.
Começou no banho. A mão indo sem eu mandar, a memória vindo junto, e eu deixando, e depois me irritando por deixar. Depois passei a procurar de propósito. E quanto mais eu lembrava, mais detalhe vinha: a mão do Léo no meu olho, o quadril do Tiago em círculo, o peso do Renan tirando meu ar, a voz do Caio dizendo "ó o tamanho disso". E mais molhada eu ficava, e mais rápido eu terminava, e mais forte. Passei a gozar em três minutos e a ficar insatisfeita. Passei a precisar de duas, três vezes, de deitar de barriga pra baixo e apertar o travesseiro entre as pernas, de fazer o barulho que eles faziam, de falar sozinha "não para" pra um nada.
O vídeo deixou de ser vinte e seis segundos. Hoje eu assisto inteiro. Assisto pausando em pedaços. Aquele instante em que eu me vejo de joelhos, aberta, com a boca cheia, é o instante em que eu bato mais rápido.
E o que eu mais penso não é o gozo. É o momento em que eu deixo de mandar no meu próprio corpo e ele passa a ser de outra pessoa. É saber que alguém vai me pegar pelo braço e decidir por mim.
Aí, num sábado de manhã, o Caio me mandou mensagem. Só isso: "delicinha, você tá pronta pro round 2?". Eu respondi que sim em quarenta segundos. Ele mandou "vem aqui no parque que a gente termina o que começou". Eu disse pra minha mãe que ia encontrar a Duda.
Eles estavam no mesmo gramado. E dessa vez não teve açaí, não teve conversa, não teve nada. O Caio me beijou de língua na frente de todo mundo e já foi me puxando pela mão pra trilha. Fui atrás, e o resto veio atrás da gente, e a Lana não estava lá pra me segurar dessa vez.
Eles não me levaram até o descampado. Pararam na metade da trilha, do lado do muro de arrimo, com gente passando a trinta metros de distância, criança gritando do outro lado do lago. O Caio me empurrou contra o muro, me levantou a camiseta até o pescoço, arrancou o sutiã pelo ombro e me deixou com os dois seios de fora, no sol, na frente de quem passasse.
"Olha o tamanho dessa porra", ele falou, e me deu um tapa em cada seio, e os dois arderam e ficaram vermelhos na hora. Eu gemi e ele riu.
Aí ele me deu o primeiro tapa na cara. De mão aberta, na bochecha, e o barulho foi tão alto que ecoou no mato. A cabeça virou pro lado e os olhos encheram d'água na hora. Não foi um tapa forte de verdade, foi um tapa de aviso, de quem quer que você entenda que tá sendo mandada, e eu fiquei tonta mais pela vergonha do que pela dor.
"Tá gemendo alto por quê? Tem gente olhando, sua safada."
E me deu o segundo. Aí eu comecei a chorar, e quanto mais eu chorava mais molhada eu ficava, e o Caio percebeu e falou "ó, ela gosta, ó" e me deu o terceiro, e o terceiro ardeu de verdade, queimou, e a minha bochecha ficou quente e eu senti o gosto de ferro no canto da boca de tanto que eu mordi por dentro.
O Renan me segurou pelos dois braços, pra trás, e me abriu todo pra eles. O Caio me abaixou o short e enfiou a mão na minha calcinha, e me mostrou os dedos brilhando na cara dos outros.
"Tá molhada, mano. Olha isso. Ela apanha e molha."
E me comeu em pé, de frente, com o Renan me segurando pelos braços e a minha perna em volta da cintura dele, e cada estocada empurrava minhas costas no muro e o muro raspava e o Caio ia falando "é isso, é isso" na minha boca. Ele metia rápido, sem paciência, e a minha bochecha ainda queimava e o gosto de ferro continuava e eu soluçava no meio dos gemidos.
O Tiago chegou por trás e me puxou pelo cabelo, enrolando o comprido na mão e levantando a minha cabeça. Ele não me comeu dessa vez, ele só ficou ali, me segurando pelo cabelo, com o rosto dele colado no meu, me olhando de perto enquanto eu era fodida pelo outro. E quando eu desviava o olho ele puxava mais. Eu sentia o couro cabeludo esticando na nuca.
E o Léo me deu o quarto tapa. Foi ele, e foi porque eu gemi alto demais quando o Caio gozou, e ele falou "baixa a bola, moça" e me acertou de mão aberta na outra bochecha, e eu vi pontinho de luz. E aí o Caio saiu de dentro de mim, escorrendo, e me virou de costas pro muro e o Renan me comeu assim, me prensando contra o reboco com a barriga dele, com a cara dele no meu pescoço, e o peso do corpo dele era tanto que eu tinha que fazer força pra conseguir respirar. Ele demorou, ele sempre demora, e eu fiquei ali com a bochecha no muro e o olho fechado e o sol batendo nas minhas costas.
Foi rápido, foi tudo em pé, foi tudo com a minha perna tremendo e o short pendurado num tornozelo. O Tiago me ajoelhou no fim, me puxou pelo cabelo de novo e me fez limpar os dois, um atrás do outro, com a boca, e eu engoli tudo, e o Léo filmou a minha cara de perto, com o meu olho vermelho e a marca dos dedos na minha bochecha.
"Fala oi pra câmera", ele falou. Eu falei. Minha voz saiu rouca e mole.
Eles me largaram ali. Desceram rindo e falando alto e não olharam pra trás uma vez. Eu sentei no degrau de cimento da trilha, com o short no lugar errado, com a boca ardendo e as duas bochechas pulsando, e fiquei uns cinco minutos só respirando. Uma senhora passou com um cachorro e perguntou se eu estava bem. Eu falei que sim.
Passei na farmácia antes de ir pra casa. A mesma moça do balcão. Ela olhou a minha cara e não perguntou nada, e eu acho que ela entendeu. Comprei a pílula com o dinheiro do lanche de novo, escondi a caixa na mochila, entre o caderno, e tomei no banheiro do shopping da esquina, com a água do bebedouro, olhando a minha cara no espelho e a marca dos dedos do Léo aparecendo devagar na minha bochecha. Passei mal de novo. Cheguei em casa e falei que tinha comido pastel na rua e minha mãe brigou comigo por causa do pastel e não por causa de nada.
Agora eu já sei como é. Sei que a caixa fica no fundo da gaveta e some na sexta. Sei que a moça do balcão já me reconhece e não pergunta mais nada. Sei que eu vou dizer "foi horrível" pra todo mundo e vou ficar deitada de barriga pra baixo pensando na mão do Léo na minha cara.
Enfim, eu só precisava desabafar. Não sei se conto pra minha mãe, se deixo ela descobrir sozinha, ou se compro um estoque de pílula e paro de fingir que isso aqui é um passeio.
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Comentários (1)
Futchamp: Caralho que delícia , já ouvi falar sobre isso , acontece muito por ai rsrs T futchamp111 papais etc ...
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