Os cunhados - por Sabrina - parte 4
Entrei em casa feito boba, e corri para o quarto para abrir meu presente, imagina alguma coisa muito boba, não sei... chocolates de novo, um colar, perfume, ou até bichinho de pelúcia.
Abri devagar, como se eu nunca tivesse ganhado nada na vida, e então eu vi uma caixa pequena de chocolates finos, um envelope preto pequeno, e uma caixinha pequena de aliança, abri a caixinha com uma aliança linda, exatamente o meu tamanho.
Já com os olhos cheios de lágrimas, emocionada, abri o envelope, não tinha uma carta enorme, era uma frase apenas, escrito a caneta.
"Fica comigo, pra sempre?"
Liguei pra ele imediatamente, que ainda estava dirigindo no caminho pra casa.
- Eu ficooo, eu aceito!
- Eu sabia que ia gostar
- Por que não pediu pessoalmente?
- Eu pedi, na praia, mas você nem deu importância
- Essa foi a coisa mais linda que alguém já fez por mim! Eu te amo, eu te amo!
Conversamos por horas no telefone, até ele chegar em casa, se trocar e até deitar, foi uma noite incrível, no dia seguinte, voltei aquela rotina chata de consultório odontológico, as horas demoravam pra passar e a única coisa boa do meu dia era trocar mensagens com o Felipe. A semana foi passando, e então veio o agendamento do Gabriel, assim que ele entrou eu já senti que viria piadinha, mas ele me tratou tão bem e se comportou que eu até estranhei, antes dele ir embora eu parecia estar incomodada com a paz que Gabriel exalava, e perguntei:
- Tá tudo bem, Gabriel?
- Tá não, mas vai ficar
E saiu. Comentei isso com Felipe, mas acreditava que o Gabriel estava se comportando porque o Felipe mesmo tinha dito que conversaria com ele, foi aí que o Felipe me explicou:
"O Gabriel perdeu o emprego, tá foda, mulher grávida, carro indo pra busca e apreensão, e ele inventou um chá de bebê que não tem condições de terminar de pagar as coisas pra fazer a festa."
Passei o dia pensando nisso, chateada até certo ponto, embora eu não gostasse do Gabriel era nítido o desapontamento dele em ter sido mandado embora e ainda ter um chá de bebê pela frente, sem contar que podia ter o carro apreendido a qualquer momento, mas mesmo assim, não era um problema meu, e eu não podia fazer nada.
No dia seguinte, Felipe chegou no consultório, dessa vez com flores, e eu fiquei toda derretida, não estava acostumada a ser bem tratada desse jeito, foi aí que a outra menina que trabalhava na recepção, Pamela, me destratou com uma educação que eu não esperava.
- Sabrina, pula fora desse relacionamento.
- Por que? O Felipe tá me fazendo tão bem.
- Acorda! Olha pra ele, e olha pra nós, pra você em específico
- O que tem?
- O que tem?! Ele tá só carente pelo fim do noivado, quando ele perceber a pobretona que você é, vai te dar o pé na bunda, homem assim não fica com mulher que compra roupa em Caedu, lojinha de calçada... você já viu a ex dele?
- Não, nunca vi, mas não me comparo a mulher nenhuma, se ele quiser ficar comigo, vai ser por quem eu sou.
- A ex dele é uma dama. Ele transformou ela inteira!
- E de onde você conhece a ex dele?
- Ela mora na mesma rua que eu, e se você quer saber, o Felipe foi injusto com ela, ele terminou o noivado só porque ela comprou umas coisinhas com o dinheiro dele
- Pelo que ele me contou ela gastou um absurdo
- Pra você ver onde você tá se metendo, o homem terminou um noivado por causa de duzentos reais
Engoli aquilo instigada, parecia que toda insegurança tinha voltado, então fiz o que era impensável, procurei a tal Marina no instagram do Felipe, e achei, e mandei mensagem pra ela, pra minha surpresa ela me respondeu rapidamente, e marquei de encontrá-la em uma lanchonete assim que meu expediente acabasse, não falei nada ao Felipe, assim que ele saiu do atendimento me olhou e perguntou se eu queria sair, então inventei uma desculpa boba dizendo que minha mãe não estava bem, ele demonstrou preocupação mas não dei espaço para que ele saísse comigo naquele dia, no fim do expediente, saí correndo para encontrar a Marina que já me esperava, eu a vi de longe e a reconheci, uma morena de pele clara, cabelo grande, cacheado, corpo de academia, e muito bem vestida, um perfume que exalava no ambiente, enquanto eu estava com olheiras, um coque alto, e uniforme da clínica, nos cumprimentamos, pedimos um lanche e eu fui direta ao ponto.
- Eu queria saber por que você e o Felipe terminaram
- Por que quer saber disso?
- Pra saber onde to me metendo... a Pamela disse que foi por causa de 200 reais, o Felipe me disse que foi por muito mais, e ainda disse que você fingiu uma gravidez, o Felipe parece ser um homem bom, mas não quero me decepcionar
Marina mexia o suco com um canudo me olhando séria, abaixou a cabeça e disse:
- Eu perdi a cabeça. O Felipe e eu namoramos por 4 anos, ele me deu uma vida tão perfeitinha que eu me achei no direito de fazer planos com o dinheiro dele sem o consultar, ele nunca se importou... desde que fosse algo útil, por exemplo, a geladeira da casa dele fui eu que comprei, sem pedir, sem avisar, ele gostou, porque era pra gente...
Ela interrompeu por alguns segundos, respirando fundo e continuou:
- Mas uma amiga minha estava se formando, e não teve dinheiro pra fazer uma festa de formatura, eu fiquei com dó e paguei toda a festa dela, 7 mil reais, no dia seguinte fomos passear no shopping e num devaneio eu me achei a fodona, comprei roupas, perfumes, só pra me exibir com várias sacolas para minhas amigas me olharem como alguém que tinha poder... o Felipe ligou pra mim calmo, tentando entender porque gastei tudo isso, e eu não menti, falei pra ele do meu pequeno surto com dinheiro e ele terminou tudo assim, dizendo que esse dinheiro era pra pagar a mensalidade do carro e da casa, e que não gostou nada de saber que eu quis me exibir pras minhas amigas, na mesma hora bateu o desespero de perder ele por causa disso, então eu inventei a gravidez, peguei o teste de farmácia de uma outra amiga, pendurei balões na casa, armei todo um cenário, um jeito desesperado de não perder meu noivado, sustentei a mentira por três meses, eu ia fingir que perdi... mas o Felipe me pressionou para irmos num médico, num ultrassom, algo assim, e eu revelei toda farsa, e ele terminou comigo.
- Ele te bateu?
- Não... nunca
- Hum... Marina, você acha que o Felipe tá tirando sarro da minha cara?
- Como assim?
- Olha pra você... você deve ganhar bem, pelas suas roupas, eu imagino. Eu moro numa roça, uma fazendinha pequena cheia de mato e bicho, o que o Felipe estaria querendo com alguém como eu?
- O Fe não brinca com as pessoas... se ele tá com você, ele realmente gosta de você. E não, não ganho bem, to desempregada inclusive, essas roupas eu comprei quando estava com ele, mas você tem o corpo bom, deveria explorar mais isso
- Eu não gosto de roupas muito sensuais
- Não é sensual, um vestido comportado chama mais atenção do que um shortinho curto, e se você quer uma dica pro seu namoro... o Felipe adora mulheres comportadinhas
Senti na hora um tom apimentado na voz dela, e aproveitei para tirar minha dúvida sobre a fantasia de cachorra.
- O Felipe... ele curte coisas estranhas? Zoofilia por exemplo?
- Que eu saiba não, mas sim... ele curte muita coisa estranha
- Tipo o que? Ele já te dividiu com alguém?
- Não, por que? Ele te propôs isso?
- Não... não propôs não, só deduzi pelo que você falou. - menti
- Ele gosta de transar ao ar livre, em cachoeira, acampamento... com ele não tem hora, nem lugar, nem medo de ser pego, com um pau daquele tamanho ele não tem vergonha nenhuma
- É... é grande mesmo
Rimos juntas, como se fossemos amigas a muito tempo.
- E você já viajou com ele pra fora? - perguntei
- Já... já sim
- Para onde vocês foram?
- Para fora apenas pra Tailândia, aqui a gente foi pro Rio e Minas... eu nunca vou esquecer que ele prometeu que nossa lua de mel seria em Paris
- Você fala outro idioma?
- Não... eu arranho no espanhol, mas não falo outro idioma não...
Terminamos a conversa de um jeito amigável, fui embora pra casa e consultei meu limite de crédito, tinha pouca coisa, e acabei pegando um empréstimo no banco, tentando impressionar o Felipe, pelo sábado de manhã fui ao shopping e comprei dois vestidos, que sinceramente eu nem gostei, mas eram de marca, caros... paguei com o coração cortando e pensando que esses dois vestidos custaram o preço de uns 8 em uma loja popular, comprei alguns chocolates numa loja que nem sei pronunciar o nome, e uma garrafa de vinho que eu deduzi ser bom pelo preço, e fui pra casa do Felipe sem falar nada, quando cheguei, a postura de homem de negócios não existia, Felipe estava sem camisa, só de bermuda tactel, lavando o carro, ele me deu um beijo rápido com o corpo suado.
- Que surpresa agradável!
- Trouxe uns presentes.
Entreguei o chocolate e o vinho, enquanto me inclinava tentando fazê-lo perceber meu vestido novo, Felipe olhou tudo com um sorriso frouxo e disse:
- Sabrina... o que significa isso?
- Não gostou?
- Gostei... gostei... mas não é a sua cara fazer isso
- Só quis agradar meu namorado - falei triste, vendo a desfeita
- Olha... posso ser sincero?
- Pode
- Esse vinho é horrível, e esse chocolate aqui é caro pra caramba pra ter gosto de sebo, prefiro mil vezes uma caixa de bombons da Garoto...
Eu estava rindo levemente da sua simplicidade, e ele se virou pra mim sério:
- E esse vestido... isso não é coisa da sua cabeça, quem falou pra você usar isso?
- Não gostou do meu vestido?
- Não... não gostei
Eu me entristeci com a sinceridade dele, ele não fingiu nem educação para mostrar que tinha gostado, entrei enquanto ele ficou na garagem enxaguando o carro, ele entrou logo em seguida e disse:
- Vamos ali, vou comprar umas coisas pro Gabriel, aí você me ajuda a escolher
- Não... eu vou pra casa
- Vamos comigo, por favor
Acabei cedendo, Felipe e eu fomos no centro da cidade, eu com um vestido caríssimo enquanto ele estava de camisa polo, bermuda e chinelos, eu me sentia uma idiota, entramos em lojas de bebês e eu estava tão desligada que tudo que o Felipe me perguntava minha opinião eu dizia que era bonito, ele foi comprando banheira, shampoo, condicionador, fraldas, lenços, toalha, faixas, brinquedos, andador... eu só me despertei quando vi ele comprando o berço, foi quando meu lado pobre o apertou e disse:
- Essas coisas não estão saindo muito caras?
- Eu te perguntei se o preço estava bom e você disse que sim, não entendo dessas coisas.
Eu engoli seco, sem demonstrar que estava no mundo da lua.
Fomos pro carro guardar as coisas e antes de ir embora entramos em uma loja de roupas, um Lojão do Brás, Felipe não me deu espaço pra escolher alguma coisa, eu nem pegaria por timidez, ele pegou um carrinho e encheu de vestidos, blusinhas, calças, enquanto eu sentia meu rosto queimar dizendo que não precisava. Acompanhei ele até o caixa, e então voltamos pra casa dele, eu estava envergonhada, acanhada, mas Felipe me animava com minhas roupas nova e mandava eu experimentar, provei uma a uma me trocando na frente dele, e sinceramente, parecia que ele me conhecia melhor do que eu, as roupas ficaram perfeitas e eu me sentia muito melhor com aquele vestido florido, na medida certa, do que com aquele pano liso com cortes retos. O beijei, agradecendo os presentes e confessei:
- Desculpa... eu vi a Marina, na verdade comi com ela...
- Como assim?
Contei tudo, sem filtros, Felipe ouvia atentamente e não me repreendeu, foi compreensivo, passamos a tarde toda juntos, rindo da minha ingenuidade, e transamos deliciosamente, acabei dormindo por lá, no dia seguinte eu desci pra cozinha apenas de calcinha e sutiã, para preparar um café da manhã pro Felipe, o relógio ainda marcava 6h, ele estava tomando um banho, e ouvi a campainha tocar, não atendi, pois minhas roupas tinham ficado no quarto, até insistirem umas 4x, gritei:
- Já vaaai
Peguei um roupão que ficava no banheiro de baixo e fui atender, era Gabriel e Bruna de novo, meu sangue já subiu, e eu os mandei entrar, Gabriel entrou na cozinha já dizendo:
- Hummm, que cheiro gostoso! O que está preparando?
- Ovos mexidos
- Vou querer um
- Faz aí, esse é do Felipe
- Poxa cunhada, faz pra mim?
Revirei os olhos me segurando para tratar bem o Gabriel, mas subi pra colocar uma roupa, Felipe estava enrolado na toalha e eu disse:
- Caralho, seu irmão não tem noção de hora não? 6 da manhã já tá na sua casa!
Felipe riu e disse:
- Ele é assim... mas pode deixar, vou falar com ele.
Desci na frente, enquanto Felipe ainda se vestia, comecei a conversar tranquilamente, quando vi Felipe aparecer na cozinha sem camisa, na hora eu dei uma bronca nele.
- Felipe, põe uma camiseta! Olha sua cunhada aqui.
Bruna riu de mim e disse:
- To acostumada a ver o Felipe sem camisa
- Ah, mas comigo ele não vai ficar desfilando sem camisa não, pode subir e por uma camiseta
Felipe virou as costas rindo e me obedecendo, Gabriel zombou:
- Vish, vai deixar mandar em você?
- Eu vou, olha essa mulher... ela pode mandar em toda minha vida
Rimos e eu me achava o máximo com a forma que o Felipe me exaltava na frente dos outros.
Enquanto isso, Bruna foi ao banheiro e eu fiquei sozinha com Gabriel, que num desrespeito muito grande me disse:
- Vou começar a vir cedo todo fim de semana, semana passada vi você de calcinha, hoje de roupão... semana que vem quem sabe eu te veja pelada
- Gabriel, respeita seu irmão e respeita sua mulher, eu não te dei liberdade pra falar assim comigo.
- Qual é cunhada, você tá aí provando o Felipe... eu sou da mesma fábrica
- Me respeita, porra!
- Tá, desculpa.
Felipe desceu rapidamente e notou o desconforto, e em tom de brincadeira disse:
- O que foi amor? O Gabriel já tá dando em cima de você?
- Tá... como sabe?
- Ele é tarado, eu ficaria bravo, mas nem ligo, ele não aguenta isso tudo. - disse dando um tapa na minha bunda.
Gabriel: Aguento hein?! Joga em cima de mim pra ver se não faço um estrago
Felipe: Primeiro que pra comer uma dessas, precisa ter pau
Gabriel se calou, e eu fiquei rindo com os lábios travados, Bruna saiu do banheiro e disse:
- O que aconteceu? Que clima é esse?
Felipe: Seu marido já tá rondando a Sabrina, acredita?
Bruna: O Gabriel não toma vergonha!
Eu: E você não fala nada, Bruna? Ele mexe com as pessoas assim e você deixa?
Bruna: Vou fazer o que? Já briguei, mas ele insiste em dizer que é só brincadeirinha, vou elogiar homens por aí pra ver se ele gosta da brincadeira
Felipe: Capaz de gostar
Gabriel: Eu não sou corno manso não, se foder rapaz.
Rimos, e a manhã foi passando com eles ali, Felipe me cutucou sorrindo e disse:
- Quer ver que o Gabriel vai me pedir dinheiro pro chá de bebê?
Passaram alguns minutos e Gabriel disse:
- O Fe, queria te pedir uma coisa.
Felipe: Quanto?
Gabriel: Credo, parece que eu vivo pedindo dinheiro
Felipe: Diz logo
Gabriel: Eu preciso terminar de pagar o bolo e as lembrancinhas, fica tanto.
Felipe fez o pix pro Gabriel que agradecia sem parar dizendo que pagaria assim que possível.
Logo eles foram embora, e então Felipe e eu finalmente tínhamos paz, fomos numa sorveteria do bairro mesmo e depois eu fui embora.
A semana passou rápido, e no sábado seguinte fui pra casa dele de novo, era o dia do chá de bebê da Bruna, ficamos largados no sofá pensando se íamos, não por desfeita, mas porque imaginávamos que a festa estaria chata, um monte de parente do Felipe que ele não fazia questão de estar perto, mas eu acabei o convencendo de que seria importante ele ir, nos arrumamos e fomos, quando chegamos parecíamos duas celebridades, veio um monte de gente em cima do carro abraçar o Felipe, e me abraçaram também.
"Nossa, quanto tempo! Que saudade! Ainda bem que você voltou!"
Ficamos assim, sendo rodeados pela família, tios, tias, primos, primas, e até as crianças iam falar com Felipe, ele era o parente que deu certo... todo mundo perguntava dos Estados Unidos, mas o ponto chato da conversa foi uma tia dele sentar a mesa com a gente e dizer:
- Ela que é a sua noiva que mentiu que estava grávida?
- Não tia, essa é minha nova namorada, Sabrina
- Já tá com outra? Quanto tempo faz que você terminou o noivado?
- 2 meses
- E já começou outro relacionamento? Isso não vai dar certo, isso é carência.
- Pode ficar despreocupada, eu sei o que eu to fazendo
A tia dele levantou rapidamente com ar de quem estava preocupada com Felipe, e ele apenas levantou a sobrancelha me olhando e dizendo:
- Não liga.
A festa foi acabando e ficamos até o fim, ajudando Gabriel e Bruna a arrumar as coisas, foi quando Bruna veio falar com o Felipe.
- Fe, o carro do Gabriel tá cheio de presentes e coisas que sobraram, consegue dar uma carona pra minha irmã e o marido dela? Eles moram no mesmo quintal que eu
- Consigo, não querem aproveitar e passar em casa pra pegar suas coisas?
- É uma boa ideia, assim o Pedro ajuda a carregar as coisas
Demos carona ao casal, Pedro e Fernanda, eles eram educados, Pedro trabalhava no mesmo mercado que Gabriel tinha sido demitido dias atrás, a conversa era agradável, chegaram na casa do Felipe e pegaram as coisas pondo-as no carro de Gabriel do jeito que cabia, e também no carro de Felipe.
Nesse sobe e desce de escadas se cansaram, e Felipe disse:
- Aquela comidinha de buffet não me saciou, querem comer um churrasco?
Todo mundo se empolgou, inclusive eu.
Felipe foi ao mercado com os meninos, enquanto Fernanda, Bruna e eu ficamos fazendo o arroz, vinagrete, maionese...
Fernanda: O Felipe tá mudado
Bruna: Culpa da Sabrina, tá domando ele
Eu: Mudado como? Ele não era assim?
Fernanda: Só vi ele 1x, e ele parecia mais sério
Bruna: Acho que é por causa da morte dos pais dele
Eu: Faz tempo que os pais dele morreram?
Bruna: Morreu no dia que a Marina anunciou a gravidez, tem uns 5 meses
Eu: Meu Deus... eu não sei como ele aguentou tanta coisa ruim
Elas começaram a conversar entre si, afinal, eram irmãs, Bruna falava mal da vida sexual com Gabriel dizendo que ele não a procurava tanto depois que ela engravidou e Fernanda rindo disse:
- Dá pra outro
Bruna: Como vou arrumar outro com a barriga desse tamanho?
Fernanda: Posso falar com o Pedro, mas o Gabriel não pode saber
Eu: Gente! Vocês trocam marido assim? Nossa
Bruna: Nunca troquei, na verdade só dei pro Gabriel a vida toda, mas gostei da proposta de fazer com o Pedro, o Gabriel tá merecendo um chifre
Eu: E você vai emprestar seu marido, Fernanda?
Fernanda: Não sei... se ela me emprestar o Gabriel, quem sabe
Eu: Que horror, o Gabriel nem é bonito
Bruna: É sim, ele é bonitinho
Eu ri estranhamente dessa situação, os meninos voltaram e fomos todos para a área gourmet, entre risos e conversas Bruna derrubou um pouco de vinagrete sem querer, eu me levantei para limpar, mas Gabriel distraído pisou e escorreu abrindo as pernas, só ouvi o barulho da calça rasgando e ele ficando vermelho de vergonha. Felipe rapidamente o levou para escolher uma bermuda ou calça, enquanto eu limpei o chão, foi nessa hora que Bruna preocupada disse na frente de todo mundo:
- Vocês não viram nada né?
Fernanda: Nada tipo o que?
Bruna: A rola dele...
Fernanda: Não vi
Eu: Também não, ele tava de cueca
Bruna: Ah sim, é que ele é todo sentido, tem o pau pequeno
Ficamos sem graça em ouvir isso, e ao invés de se calar, Bruna continuou:
- É de família, Sabrina?
- O que? - perguntei me fazendo de besta
- Ter pau pequeno?
Eu suspirei fundo com vergonha e respondi:
- Não... o Felipe é grande, bem grande
O clima ficou chato com isso, Pedro e Fernanda riram, logo Felipe e Gabriel voltaram, o churrasco terminou bem, Felipe foi levar as coisas com eles enquanto eu fiquei organizando a casa.
Quando ele voltou, contei do comentário da Bruna e ele também riu.
- O cara tem pau pequeno e fica mexendo com você
- Nossa, horrível, imagina a decepção?
- Imagina o sofrimento da Bruna tendo que viver com isso
- É... mas a Bruna não é santa, ela e a Fernanda estavam combinando trocar casal
- Sério? Que putaria
- Falta de respeito, isso sim
- Não é. O combinado não saí caro
- Felipe... o que é isso? Você acha normal troca de casal?
- Normal não é, mas eu não tenho nada haver com quem faz, se é bom pra eles, que façam
- O casal perde o respeito, imagina, conviver com uma mulher sabendo que ela deu pra outro?
- Igual o que fizemos com o Tiago?
- Mas aquilo não foi culpa minha... eu nem sabia...
- E mesmo assim estamos aqui, nos dando bem
- É... mas eu não faria aquilo de novo
- Faria sim
- Você tá achando que eu sou puta?
- Não to dizendo isso
- É o que tá dando a entender
- Só por que a mulher deu pra alguém, ela é puta?
- Se ela tem um relacionamento, é puta sim
- Nada haver... amor e sexo nem sempre estão juntos, você pode gostar de transar com alguém e mesmo assim não querer namorar com aquela pessoa
- Nunca transei sem namorar, pra mim isso é coisa de vagabunda
- É? Tá bom, vamos ver
- Vamos ver o que?
- Nada
- Agora fala!
- Nada amor, quis dizer vamos ver por causa da situação deles aí...
- Sei
Dormimos, na manhã seguinte acordei aos beijos e carícias no meu pescoço, fui acariciando, sentindo a rola dura encostada na minha bunda, mas aos poucos entre o sono e o despertamento senti que não era o Felipe quem estava ali, me assustei, abri os olhos devagar e vi Felipe sentado na poltrona do quarto em minha frente, me olhando, enquanto minha calcinha era puxada de lado e invadiam minha buceta, o rapaz pegou minha perna a erguendo e metia forte, eu já gemia e olhava pro Felipe mordendo os lábios, até ele descer me deixando sozinha no quarto sendo fodida, foi aí que eu vi que era Tiago, alguém que eu já imaginava que seria meu comedor fixo pelo jeito, Felipe voltou minutos depois com outros dois rapazes, eu me assustei e me cobri do jeito que deu escapando da rola de Tiago, mas os rapazes me pegaram com calma, puxando a coberta e já colocando os paus na minha frente, chupei os dois, enquanto Tiago voltava a me foder, Felipe não dizia uma palavra, ficou ali olhando tudo, os três se revezaram na minha buceta e meu cuzinho, até eu sofrer uma dupla penetração e gemendo loucamente, recebendo três gozadas diferentes no cuzinho, quando terminaram, Tiago se despediu dizendo:
- Obrigado de novo, senhor Felipe, eles são meus amigos de Campinas, não vão contar nada, não se preocupe.
Felipe acompanhou todos até o portão, enquanto eu tomava um banho, quando saí, imaginei que Felipe iria querer me foder, mas ele não estava no quarto, desci as escadas e o encontrei na cozinha, preparando um café da manhã.
- Fe?
- Oi amor?
- Tá bravo?
- Com o que?
- Com o que aconteceu...
- Por que eu ficaria? Fui eu quem convidei eles
- Por que fez isso?
- Pra você saber a diferença entre amor e sexo, foi gostoso?
- Foi... foi uma delícia
- Que bom que gostou.
- Eu não imaginava que você era... cuckold
- Nunca fui... talvez esteja me tornando agora.
Rimos juntos e nos beijamos, Felipe apertou minha bunda e disse:
- Já tá acostumando a dar o cuzinho?
- To pegando gosto
Entre os beijos, tiramos a roupa ali mesmo na cozinha, ele me virou e enfiou o pau em meu cuzinho, socou tudo, rapidamente, eu agarrava a bancada como dava, enquanto sofria com tudo aquilo dentro de mim, não importava quanto eu dava e pra quantos, o pau dele me fazia sofrer muito no anal, acabei o sujando e fiquei tímida, mas ele não parou, continuou até gozar.
Pedi mil desculpas por tê-lo sujando, e ele nem demonstrou importância, me abraçou e tomamos nosso café assim, eu pelada, e ele de cueca, Felipe estava me transformando em alguém com a mente aberta para o sexo.
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