Existem segredos que ficam melhores entre tio e sobrinho.
Mesmo que a semana tenha sido maluca, jamais poderia imaginar que terminaria desse jeito. Eu conto tudo.
Na terça-feira Nic desembarcou no Brasil. O viado de calcinha se mudou para a Itália com o daddy que paga as contas dele e nada pode ser mais divertido que isso. Sim, eu sei que transar com o daddy de verdade é muito mais excitante. Sem surpresas, apareceu ainda mais bonito depois de aceitar meu convite para almoçar e matar a saudade. O corpo todo magrinho e delicado é um deleite visual, impossível ignorar o jeito como se move, como tenta seduzir, a fala mansa cheia de sensualidade. Fiquei de pau duro imediatamente e segui assim durante toda nossa conversa no restaurante.
“Ainda usa aquelas calcinhas pequenininhas?” Provoquei bem baixinho só pra nós dois depois da sobremesa.
“Você gosta de tirar uma onda com a minha cara, né? Claro que estou, faz parte da minha personalidade. É justamente por causa da calcinha bem pequenininha que aquele coroa charmoso paga minhas contas altíssimas lá na Europa.”
Mas a minha surpresa mesmo foi ele ter virado de lado, empinado um pouquinho e puxado o fio ao mostrar que aquele modelo era ainda menor que os que usava quando estudávamos juntos. Minha boca virou um riacho e ele percebeu.
“Para de babar em mim” reclamou. “Sou um sugar baby fiel, meu daddy não ia gostar de me ver nesses papos com meu amigo da época do ensino médio.”
O problema mesmo foi a cara que fez depois de me provocar assim. Fazia um biquinho, sorriu meio tímido de mentira, é claro. Nicolas é a perfeita brincadeira de gênero: mistura peças masculinas, tipo um jeans pesado com regata apertadinha, enquanto rebola ao andar. O cabelo é curto e repicado, tipo um rebelde dos anos oitenta, mas no meio da mesa tira um blush da Chanel de dentro bolsa e reaplica esperando minha reação.
“Não vai sobrar nada desse gloss quando eu te botar dentro de um motel.” Provoquei.
“Não é gloss, seu bobinho. Não tá vendo? É para as bochechas.” E revirou os olhos reaplicando o produto, mas lançando um olhar selvagem pra mim de vez em quando.
“Faz sentido, até porque gloss de viado é a baba do meu pau. Não vai sobrar nada desse blush quando eu bater na sua cara dentro do motel.” Concertei minha promessa.
Sem surpresas também foi como abriu as coxas cheirosas quando eu joguei seu corpo miúdo na cama macia do quarto caro do motel que entramos fazendo barulho na minha BMW. Até ali, na porta, insistia que nada ia rolar, que amigos não podem sair transando por aí assim, que ele deve respeito ao macho que banca suas contas, mas pelo jeito como tirou a roupa e jogou num canto não parecia o mesmo que brincava comigo na mesa, jurando que seu parceiro ficaria indignado ao ser traído.
Comi devagar, rebolando em cada socada, fazendo a boneca se contorcer e choramingar de prazer ao dar para o melhor amigo. Às vezes a gente se beijava lento depois de uma cuspida minha bem no meio da língua e parava em seguida só porque era levemente estranho e divertido ver como tínhamos caído ali sobre os lençóis. Mas eu estava encaixado entre as pernas daquele viado cheiroso, a calcinha de lado me permitindo entrar no rabo, nosso corpo quente e suado, o perfume doce no ar. Seria um pecado não fazer direito.
Deixei a gozada lá dentro.
“Pode leitar” ele disse gemendo bem fininho. “Não tem perigo de você me engravidar.”
“Que pena” gemi no ouvido dele. “Queria tanto meus filhinhos nessa barriga sequinha.”
“Que puto!” Ele riu, cansado e gozado.
Meio da semana. Cael, o negro enorme da rola pesada, só ganhou o que tanto queria porque não desiste fácil. Não aprendeu a perder. Apareceu na porta da faculdade impecável da cabeça aos pés. Rosto lindo, pele brilhando, flores numa mão, sorriso cafajeste nos lábios. A pica marcando mais que tudo no linho puro da calça. Minhas amigas acharam o máximo que o homem assistiu minha caminhada para fora do prédio como um caçador faminto. Na verdade, Cael está mais para um psicopata, mas é bom que elas não saibam disso.
“Você não tem o que fazer da vida?” Brinquei quando cheguei perto olhando as flores.
Eu sei que Cael é um homem ocupado, meu tesão nele aumentou justamente por vê-lo parar seu dia para tentar me convencer a trepar numa tarde qualquer.
“Finge que eu sou romântico” recomendou. “Antes que você diga que falta algo, saiba que deixei os chocolates no meu quarto. Se quiser o pacote completo vai ter ir lá buscar.”
“Covardia. Você sabe que adoro chocolate. Ainda mais se for dos bons.”
“Meu pau tá ficando duro, isso também é covardia.”
“Que romântico, Cael.” Brinquei. “Flores, chocolate e um pau durão.”
Irrecusável, eu sei.
Mas não foi romântico o jeito que ele me jogou de costas na cama, totalmente pelado depois de arrancar sozinho a minha roupa ainda na porta do seu apartamento caro no centro. Não me deixou respirar, nem me ajeitar, no segundo em que rolei nos lençóis já senti a boca firme do negro me caçando com mordidas e lambidas. Costas, quadril, ombros, coxas, bunda e o cu. Ele me lambeu inteiro, vulgar como sabe ser. Entre gemidos grotescos e movimentos intensos, fez questão de mostrar que sentia saudades, que não via a hora de me abusar daquele jeito. Não disse uma única palavra sobre isso, suspeitei que sentia minha falta com a primeira gozada que veio de surpresa quando apertei sua rola entre minhas nádegas. O homem enorme de peito estufado e bolso cheio de grana quase chorou finalmente me beijando de lado, todo apertado, enquanto deitava nas minhas costas, forçava a continuar empinado para ele e tremia em cada jatada indo fundo demais.
“Você fica delicioso empinado assim de lado” falou como um animal atrás de mim.
“Não acredito que fez essa cena toda pra acabar gozando na primeira socada” reclamei com minha cara enfiada no lençol cheiroso.
“Alguém aqui falou que tinha acabado?”
“Estou supondo” me defendi. “É que um homem desse tamanho costuma cair pesado na queda. É uma gozada e acabou…”
O negro enorme ainda grudado nas minhas costas aproveitou a posição para continuar me estimulando com seus lábios contornando minha orelha, brincando no meu pescoço, mordiscando minha pele com cuidado e certa ousadia. Ele sabe que não pode me marcar com tanta firmeza, mas adora me deixar saber que pode acabar fazendo isso. Não tirou a vara em nenhum momento de dentro de mim, pelo contrário, ia ficando duro de novo em cada brincadeira, cada rebolada que eu, pervertido, dava para sentir o tronco encaixado.
“Até parece que você não me conhece. Já te mostrei que aguento muito mais que isso. A gozada no seu cu foi só pra te lubrificar, putinho. Eu vou abusar desse corpo até matar minha saudade de você.”
“Eu tô sentindo sua saudade dentro da minha bunda. Caralho, Cael… Tá ficando grandão de novo, tá pulsando forte.”
Estava mesmo, não era mentira.
Já que estava ali, aproveitei. Dei em pé encostado na pia do banheiro virando meu rosto para continuar beijando como namorados, depois transamos molhados no chuveiro. Dessa vez demorou mais a gozar. Mas gozou. A gente deitava a tapete da sala pelados conversando umas besteiras quando recomeçamos, eu por cima, ele guiando os movimentos ao segurar minha cintura, e uma cuspida gorda de porra me molhou todo.
Tive calma para mamar a rola pesada e brilhosa quando voltamos para a cama bagunçada. Parecia que a cada gozada ficava cada vez mais dura, saltavam veias mais compridas, engrossava e babava exagerada. Cael não cansa de se orgulhar por ser uma máquina de sexo. Mas é só isso. Enquanto mamo e espero carinho, não sai da sua boca que sou lindo, ou que sou seu amor, não assume suas paixões nem quando delira de prazer.
Só meu pai faz isso por mim, e é por isso que sempre volto para ele no fim do dia.
No final de semana meu pai teve uma confraternização, eu fiquei de fora. Deixou avisado que chegaria muito tarde, me autorizou a pedir comida em seu cartão como forma de compensar a falta e na despedida me beijou lentinho na porta como se ao voltar não fosse me encontrar esperando na cama.
Não me encontrou. É aqui que as coisas ficam bagunçadas até pra mim.
Quase meia-noite do sábado. Eu tinha pedido pizza, mas enjoei no primeiro pedaço e só tomei uma vitamina de morango. Me preparei no banho para receber meu pai que certamente chegaria meio bêbado e faminto do meu corpo. Coloquei um pijama macio de calça sem cueca e camisa, creme na pele para cheirar a quilômetros de distância, perfume suave na nuca e nos cabelos. O telefone, que esqueci na sala, tocou apressado. Uma, duas, três vezes. Eu estava distraído assistindo um documentário sobre a Islândia, país que quero visitar um dia, quando atendi na quarta chamada. Nem olhei para o nome na tela, era óbvio que meu pai devia ter esquecido as chaves de casa.
“Quero saber que dia vai lembrar de levar dinheiro em espécie e as chaves da porta, pai.” Reclamei ao atender.
Primeiro um silêncio, só a respiração quase ofegante do outro lado me fez parar de falar, depois a voz rouca não muito presente, abafada e humilhada, me lembrou que poucos homens possuem meu número pessoal.
“Sobrinho? Sou eu, Caetano. Me aju… Porra, me ajuda.”
Tremi no primeiro segundo.
“O que aconteceu, tio? Fala logo.”
“Eu fiz uma besteira.”
O tom da voz era sério, não dava para ignorar. Não pensei em outra urgência, fiz ele me passar a localização, qualquer ponto de referência, e nem troquei de roupa antes de me enfiar dentro do carro e buscar o homem que parecia visivelmente abalado do outro lado da linha. O endereço deu numa rua quase deserta e escura, um lugar que assustaria qualquer pessoa desavisada. Ele estava sentado no meio-fio, rosto marcado por um machucado na altura do olho esquerdo, o cabelo mais desgrenhado que o comum, a camisa rasgada no ombro e a expressão de quem lutava entre a embriaguez e a vergonha completa.
Tive medo de sair do carro e virar uma vítima de quem tinha feito aquilo com o meu tio, então só encostei o mais perto possível, abaixei os vidros, abri a porta do carona e mandei entrar. Ele se rastejou e obedeceu sem me olhar na cara. Respirava lento e pesado, mas parecia aliviado. Dirigi em silêncio até longe dali onde podia encostar, suspirar e então questionar.
“Quando vai abrir a porra da boca e me falar o que rolou pra você ficar assim? Caralho, a sua roupa… Você tá uma merda, tio.”
Ele sorriu meio desajeitado olhando o próprio estado e coçou a testa me olhando.
“Acho que caí num golpe.”
“Acha?” Apontei para o estado do seu corpo moído.
“Dois caras…” Ele foi falando arrastado enquanto tentava se lembrar do que tinha acontecido. “Eu tava tomando uma de boa e dois caras chegaram. A gente bebeu, depois chegou uma mina, ela ficou de papo, aí eu dei em cima dela e…”
“E?”
“Um desses caras disse que era a minha dele, que eu tava ficando louco… Aí eu parti pra cima, a gente brigou. Eles me bateram, levaram tudo, dinheiro, relógio, eu escondi o celular na cueca.”
“Caralho!”
“Depois eu saí andando, bebi mais, me perdi… Sei lá que porra eu fiz da minha vida.”
“Eu acho que você tem sorte de estar vivo. Parou pra pensar nisso? Essa gente poderia ter fodido você.”
Por um segundo ele me olhou com clareza na sua expressão. Ainda estava bêbado, é claro, mas finalmente parecia entender o que estava acontecendo. Sem dizer nenhuma palavra, estendeu o braço e deixou os dedos enormes tocarem meu rosto. Fez isso suavemente, foi um carinho honesto.
“Tenho sorte de ter um sobrinho tão bonzinho.” Gemeu baixo, visivelmente dolorido.
“Considere-se muito sortudo mesmo. Além de ter saído vivo dessa, ainda pode contar comigo pra te tirar da rua.”
“Eu sei que posso contar com meu sobrinho pra muita coisa.”
De repente o tom de voz do meu tio não era rouco por alguma vergonha que sentia em ser apanhado naquele estado, parecia lembrar de algo que na minha cabeça era extremamente vivo, enquanto na sua poderia ser uma vertigem. Os olhos percorreram meu rosto inteiro, depois meu corpo. Eu fiz o mesmo: olhei seu rosto marcado pela briga, depois o tecido rasgado deixando o ombro esbelto a mostra, desci meu olhar pela barriga coberta, mas que sabia como era. Olhei as coxas na calça amassada e reparei em como fica o volume no meio das pernas quando senta.
Por puro exibicionismo, meu tio usou a mão direita livre para apertar a calça na altura da virilha e por consequência disso mostrar o contorno do próprio pau, já que a mão esquerda ainda estava esticada até tocar minha nuca. Não consegui esconder o olhar de quem sabe o que pode acontecer nessa situação, e ele notou tudo.
“Não conta pro seu pai” sussurrou.
“O que exatamente eu não posso contar pro seu irmão?”
“Não é óbvio? Que eu sou um… Um merda que não pode ver bebida e mulher na frente. Tem mais coisa que a gente não pode contar pra ele, sobrinho?”
“Me diga você” provoquei.
O cara não tirou a mão na minha nuca, pelo contrário, passou a firmar os dedos na minha pele macia e apertar ao redor do meu pescoço. Isso me excitou imediatamente. A outra mão também permaneceu sobre o próprio volume cedendo a umas apertadas mais seguras, com mais intenção. Ficou desviando o olhar dos meus olhos para a minha boca, da minha boca para o próprio volume sendo amassado e então para os meus olhos de novo. Parecia criar coragem para pedir alguma coisa.
“Seu tio é um bêbado infame que não pode ver uma saia curtinha dando sopa. Eu fico maluco, perco a noção das coisas. Aí boto mais cachaça pra dentro e o tesão vai subindo, subindo… Eu só paro de fazer merda quando faço uma putaria. É meu estado de homem, sobrinho. Eu só paro quando me enfio todo dentro de alguém.”
Cada palavra que soltava da boca deixava o homem mais convencido de que podia ir abrindo o botão da calça e descer o zíper, até a mão estar totalmente enfiada dentro da calça, até me mostrar o tecido branco e fino da cueca. Mais que isso: o desenho da rola e os pentelhos grossos por baixo dele.
Eu mordi o lábio inferior. Não tinha como segurar minha intenção.
Sabendo disso e do efeito que causava, botou de uma vez só a rola para fora da cueca e de novo me assustei com a velocidade da ereção e com a quantidade absurda de veias que cobre a peça do homem. Meu coração veio na garganta, mas não parei de admirar o espetáculo que é ver meu tio se tocar de propósito na minha frente. É diferente de deixá-lo totalmente apagado e abusar do seu instinto. Seu corpo parece grande demais para o meu corro, e a rola ainda maior que os muitos 22 centímetros dentro dos dedos ficando melados pelos movimentos que faz ir da cabeça até a base encorpada.
Parece desconfortável começar a bater uma na minha frente enquanto solta um gemido apertado e segue com os dedos fincados na minha nuca, mas o descontrole é notável. O álcool não deixa Caetano pensar decentemente. Para ele, não importa a fonte do tesão. Claramente até o sobrinho pode ser espectador da sua fantasia.
“Isso aqui” ele fala apontando o queixo para a rola dura pingando entre os dedos. “Seu pai não pode saber disso. Me ajuda, sobrinho. Eu não quero mais fazer merda hoje.”
“Você só está bêbado e com tesão por não ter comido a mina do bar. É normal, não contaria pro meu pai. Como eu vou te ajudar? Não tem nada que a gente possa fazer. Ou tem?”
Minha cara era esperta com um daqueles olhares divertidos que a gente monta quando está prestes a fazer algo indecente. Ele sabe disso, tanto que ri em resposta, tão safado quanto eu mesmo posso ser.
“Se eu sair desse carro sem gozar, pode ter certeza que vai ouvir péssimas notícias sobre mim. Ajuda a matar o tesão do seu titio. Me ajuda a gastar essa rola dura?”
Nem precisou terminar de cuspir as palavras que molhavam a boca. Guiou minha cabeça com a mão firmada na minha nuca até o ponto de me ver abaixar sobre o seu colo com o olhos mirados nos meus. Respirou fundo se ajeitando no banco, e eu também respirei, mas sabendo o que estava prestes a acontecer. A medida que meu rosto se aproximou da rola babada o cheiro ficou mais forte, mais sedutor e azedo. Quando finalmente minha boca cobriu a cabeça da pica, meu tio perdeu o controle da ética.
“Sou só um bêbado tarado querendo gozar” repetiu baixinho para encobrir as vontades sujas de homem. “Meu irmão não pode saber disso. Jamais. Eu sou só um bêbado fazendo merda. Só isso. Porra, que boca gostosa. Caralho, eu tô tão chapado, sobrinho.”
Seria difícil culpar a embriaguez pelos dedos que saíram da minha nuca e foram descendo pelo tecido macio do meu pijama até entrar na minha calça e em segundos achar o caminho lisinho entre as minhas nádegas, nem a força que empregou para fazer meus lábios descerem ao redor da pele esticada da rola enorme e me engasgar severamente. Meu tio era só um animal tentando acabar aquele dia sem fazer uma besteira maior.
Não cabia a mim controlar o tanto que aquele homem entrava em meu corpo, pela boca com seu pau enorme ou pelo cu com seus dedos grossos, então me restou gemer com o tratamento de macho que estava me dando.
“Sempre coloquei umas vadias baratas pra gastar meu tesão na rua, em qualquer lugar. Sempre dei de mamar pra não cair em confusão, mas isso aqui tá melhor que qualquer boca de mina. Que jeito delicioso de ajudar o titio.”
“Eu sei o que tô fazendo” respondi de boca cheia. “Se é pra te ajudar, posso dar o meu melhor.” Prometi.
“Daria tudo pra me ver mais calmo?”
“Não minto quando digo que posso te ajudar, tio.” Respondi outra vez com a pica sendo esfregada na minha cara.
Meu tio me arrancou da tarefa árdua que é aguentar sua pica exagerada e segurou meu rosto com as duas mãos perto demais para conseguir sentir seu hálito de cerveja passada. Os olhos do cara brilhavam por mim, assim como a testa suada pelo calor que fazia dentro do carro. Ele admirou meus lábios abusados minando saliva e baba da sua pica e, de boca aberta, foi chegando pertinho para fazer algo que me tirou do prumo.
“Meu irmão também não pode saber disso.”
Sua língua molhada saiu curiosa entre os lábios e avançou sobre mim. Um beijo nessa situação parecia inapropriado. Um tio bêbado e necessitado, um sobrinho com gosto de pica na boca, um carro abafado, dois homens se ajudando. Mas nada impediu o tarado de me buscar o seu beijo mais molhado, ganancioso e desejado. Engoliu minha língua apressado para conseguir chupar e mexer nela com a sua, sempre suspirando pesado ou gemendo baixinho, quase grunhindo como uma bicho amansado.
Muitas vezes paramos o beijo para concentrar no olhar um do outro sempre deixando um fio de saliva preso aos nossos lábios quando nos distanciávamos. Ele sorria, fazia carinho nas laterais do meu rosto com seus dedos enormes cheirando a pica e voltava a me beijar com força. Nessa altura, de tanto beijar, eu já conseguia memorizar o sabor exato da saliva do meu tio que era totalmente diferente do irmão, mas igualmente deliciosa e errada.
Só me arrancou da sua boca para me olhar outra vez, agora ele mesmo com os lábios abusados, e sorrir.
“Você não faz ideia de como me ajudou naquele dia no sofá quando me mamou desse mesmo jeito e depois sentou em mim como só uma puta sabe fazer.”
Meu corpo inteiro ficou enrijecido, parte por culpa, mas também pela excitação de saber que o homem fez tudo por vontade e continuava agindo assim por desejo.
“Você poderia ter parado.” Questionei respirando atropelado.
“Pra quê? Eu queria você sentando daquele jeito. Uma pena não lembrar exatamente da sensação, mas lembro de gostar. Eu tava com raiva de tudo e meu pau fica duro fácil demais quando coisas ruins acontecem comigo. Só abaixa quando recebo ajuda, esse tipo safado de ajuda.”
“Mesmo apagado você não me largou, tio. Não tirou a mão de mim, parecia que queria mesmo” assumi.
Ele sorriu, alisou meu queixo babado pelo nosso beijo e falou pertinho, quase emendando outro carinho.
“Você acha que alguém como seu tio não iria querer? Agora como punição por se aproveitarem de um incapaz, eu vou te comer nesse carro e isso vai virar nosso segredo. Seu pai burrinho nunca vai imaginar que fiz isso.”
“É pecado falar assim do próprio irmão.” Brinquei com o perigo.
“Pecado maior foi o que fizeram achando que eu não ia lembrar. Quem diria, sobrinho… Você trepando com meu irmão. Sei que aquele tarado pegava qualquer um, homem, mulher… Mas meter a pica no próprio filho é coisa de pervertido.”
“Você não deveria saber disso” falei com um sorriso meio moleque na cara. Um misto de medo e excitação por compartilhar de um segredo tão sujo.
“Não deveria, mas sei de tudo. E agora você tá aqui me ajudando a não fazer mais besteira. Me deixa gastar o tesão logo.”
Antes que pudesse decidir qualquer passo do meu destino, fui guiado para fora do carro no meio do estacionamento que decidi ficar para ter aquela conversa. Ele mesmo abriu a porta e me posicionou de quatro no banco com a bunda virada para fora. Não tinha como frear um homem daquele tamanho quando as duas mãos enormes estavam fincadas na minha cintura impedindo a fuga. Tateou meu corpo inteiro até que a pica tomasse o lugar dos dedos. A madrugada silenciosa ecoou as batidas da pica contra minha pele toda vez que ele socou forte e me fez gemer alto, sofrendo por aguentar outra vez aquilo tudo me invadindo. Nem toda saliva do mundo faria entrar mais fácil e doer menos, mas parte desse prazer estava nisso.
Socou ritmado, mesmo bêbado, e sorria delirando com o meu jeito manhoso de aguentar a trepada. Encostado na lateral da BMW só levantou a camisa do meu pijama e desceu a calça até minha coxa, empinou meu quadril a força e manobrou seu corpo contra o meu. Entrando e saindo, cuspindo mais para molhar nosso sexo. Botou devagarinho levantando minha coxa o suficiente pra ficar mais aberto, com tudo exposto, até o saco balançando.
“Meu sobrinho se abre como um puto de verdade” ele disse me vendo assim.
Sabia a hora certa de parar as socadas pra me largar de joelhos no chão e forçar minha cabeça contra a lataria gelada, fodendo a boca no lugar do meu cu. Mas logo entendeu que nós dois queríamos mais contato. Ele precisava estar dentro de mim, assim como eu precisava ajudá-lo.
Não se importou quando um carro entrou no estacionamento e manobrou perto de onde estávamos, só parou os movimentos e ficou totalmente encaixado ao meu corpo, suando na minha nuca, respirando forte, mas calmo. Estava pronto para nos defender ou fazer outra besteira, porque cerrou os punhos ao redor da minha cintura lisinha. Pedi que respirasse, que não tomasse uma atitude impensada. A rola dura pulsava dentro do meu rabo e eu ia apertando ali dentro aos poucos, desesperado para que as socadas voltassem ao ritmo de antes. Quando o carro deu meia volta e saiu, Caetano sorriu e se preparou. Tirou a coisa do meu cuzinho ardido e pincelou pela entrada com uma dose extra de saliva grossa. Duas batidinhas com a cabeça no meio da bunda, uma roçada forte com os pelos acariciando minha pele alva, mais outra pincelada e então voltou a me comer com raiva.
Deu a volta no meu corpo com os seus braços firmes e me masturbou na mesma velocidade das socadas. Foi assim, completamente grudado nas minhas coxas, com a rola fincada, que falou grosseiro no meu ouvido que gozaria no sobrinho safado depois de me fazer gozar inteiro.
Tirou só para ter o prazer de melar minha bunda livre do pijama. Afastado, deu pra ouvir sua risada vendo minha pele ser banhada pelo líquido quente e grosso que ficou escorrendo para o meio das nádegas. Perigosamente parecido com o irmão fazendo isso em mim.
Ficou tanto tempo dentro e tão fundo, que ao sair me deixou com a sensação imediata de que algo faltava no meu rabo. Moldou meu corpo, mesmo que naquele instante, à grossura exagerada da coisa que ficou pendurada pingando pra fora da calça.
Me ajeitei como deu, olhei o homem cambalear suave pelo estacionamento com a calça rodando na cintura, frouxa por estar desabotoada, e o sorriso de quem tinha feito algo extraordinário. Balançou a rola duas ou três vezes para mim logo antes de guardar e chegar perto para me roubar um beijo menos intenso agora que a consciência substituía os efeitos do álcool. Não me contive e precisei limpar meu tio outra vez de joelhos no asfalto do estacionamento. Ele gemeu com espasmos toda vez que lambi a extensão exagerada da pica amolecida na minha mão e sorria assistindo o próprio sobrinho fazer o papel que muitas mulheres já tiveram o prazer de ocupar.
“Espero que seja tão bom em guardar segredos como é bom em trepar com os homens da sua família. Você sabe que vou precisar dessa ajuda outras vezes. Eu sou um homem difícil, tô sempre carente disso aqui.”
“Homens não… Você, tio Caetano. Eu só fiz isso por você porque tive medo de voltar e terminar pior essa noite.” Corrigi logo.
“Relaxa, não preciso sair por aí dizendo que te ouvi pedir pica mais forte no rabo. Meu irmão também estava precisando de ajuda aquela noite? Não precisa ter vergonha de falar, nós homens sempre precisamos de alguém que dê o rabo desse jeito que você dá.”
“Vê se mantém essa sua boca enorme fechada. Vou te deixar em casa.” Falei seco, finalmente sério. Mas dava para ver em meus olhos que estava prestes a rir.
Foram poucas palavras até o portão da casa do meu tio, e algumas risadas pensando no quão absurdo era o que estávamos fazendo ali. Ele, por outro lado, parecia confortável em dar voz ao seu tesão, mas só porque ainda estava alterado pelo álcool. Logo seu rosto ficaria sério, sua voz menos rouca, seu corpo menos quente e a consciência pesaria sobre seus ombros. Eu não queria estar lá para ser a pessoa em quem ele descontaria suas incertezas.
Mas parado na rua, antes de sair do carro, puxei meu tio pela camisa e olhei uma última vez naquela noite para o peito a mostra nos botões desfeitos. Ele sorriu, é claro que convencido, e eu adorei a cara de safado que montou após o beijo que eu dei.
“Você não sabe o quanto sua ajuda foi importante pra mim, sobrinho.”
“Sei, sim. Era dar pra você ou te ver voltar pra algum bar e terminar de encher a cara até arrumar mais confusão. Mas parece que alguma coisa ainda tem gás pra gastar” falei apontando pra rola marcando na calça.
Rindo, meu tio bateu a porta do carro e deu a volta só para ficar em pé do lado de fora da minha janela. Curvou até seu rosto ficar na altura do meu e muito devagar foi encostando os lábios na minha boca. Não recusei o beijo de despedida, dei o que o homem queria: coloquei minha língua a disposição da chupada grosseira e masculina do meu tio. A sua saliva cada vez mais pesada viajou dentro de mim e quando paramos o beijo, os lábios vermelhos e molhados denunciavam que aquilo estava bom demais. Saiu sem olhar para mim. Não cabiam mais provocações, nós dois sabemos o que fizemos e o porquê. Cantei pneus para ir embora. Não passava das três da manhã quando entrei em casa e percebi a falta do meu pai. Me apressei em lavar o corpo, vestir outro pijama e fingir que nada tinha acontecido, mesmo que meu cu totalmente aberto deixasse tudo claro demais sobre a noite maluca que tive.
Falhei quando ele chegou e sentiu o quão usado meu rabo estava.
“Me masturbei.” Usei como desculpa. “Senti tesão e precisei gozar. Usei os dedos pra abrir meu rabo igual você faz, papai. Queria ficar pronto pra você me usar quando chegasse. Eu gosto de te ajudar também.”
“Me ajudar também?” Não entendeu nada, mas tirou a roupa mesmo assim.
Cheirava a cerveja e perfumes baratos. Que jeito sexy de chegar em casa. Agradeci silenciosamente por estar alterado ao ponto de não perceber o cheiro do próprio irmão em mim. Mesmo que em algum momento eu contasse sobre o que tinha acontecido, aquela noite ainda necessitava ser processada.
“É pai, te ajudar… Foi só um modo de falar” me expliquei. “Não gosta de chegar e saber que seu filho já dedou o cuzinho todo só pra você meter mais fácil?”
“Admito que é gostoso saber disso, mas você tirou a melhor parte com essa tal ajuda.”
“Qual?” Perguntei já empinado e ardido. Outra vez treparia com meu pai logo após de ser estourado pela grossura do meu tio, assim como aconteceu na noite do jogo.
“A parte que eu te chupo todo e boto a língua lá no fundo pra abrir seu rabo do jeito certo.”
“Não seja por isso” falei já de quatro na cama. “Esse rabo vai ser sempre seu, papai.” Brinquei com uma rebolada sensual na sua direção.
É claro que o começo dessa madrugada vai virar um segredo. Pelo menos enquanto for prazeroso pra mim mantê-lo.
~ ~ ~
Faço dois pedidos de desculpas. Primeiro pela demora em colocar aqui outra fagulha da vida desses safados. Notaram minha falta? Duvido. Depois pela extensão do conto. Entendo se foi cansativo, mas precisava ser assim.
É isso. Espero que tenham aproveitado.
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Comentários (1)
Futchamp: Caralho que delícia , já ouvi falar sobre isso , acontece mais do que imaginamos rsrs T futchamp111 titios
Responder↴ • uid:5pmpp5n949j