Agosto de 2024
Eu parti em uma viagem e voltei outra mulher. Descobri que ainda estava viva e que meu casamento já havia morrido. Era hora de recomeçar.
Eu sei que passei da linha e não estou aqui para me fazer de coitada ou inventar desculpa bonita. Quem vive a vida inteira no limite físico sabe exatamente a hora em que perde o controle do próprio corpo. O problema é que ninguém aguenta vinte e quatro anos acumulando o papel de esposa, mãe e ainda dando conta do trabalho, enquanto o desejo vai morrendo de fome por dentro. Eu não fiz o que fiz por maldade ou para destruir nada; eu fiz porque precisava sentir o meu corpo vivo de verdade antes de virar um cadáver mudo dentro daquela sala.
Tenho quarenta e seis anos e uma carreira consolidada na indústria da moda. Construí o meu espaço nos bastidores depois de anos trabalhando como modelo, um período em que aprendi a dominar o próprio corpo e que mais tarde troquei por uma rotina rigorosa de treinos para mantê-lo firme até hoje. Cresci em uma família de origem francesa, falando o idioma fluentemente dentro de casa desde muito nova, uma bagagem que passei para o meu filho e que tornou a ida dele para Lyon um passo quase natural. A partida dele, aos dezenove anos, deixou a casa mergulhada em um silêncio pesado.
Conheci o meu marido quando eu tinha vinte anos e ele era quatro anos mais velho. Nos casamos cinco anos depois para erguer a nossa própria vida. Quando a distância começou a aparecer, ainda tentei cobrar a presença dele, mas a rotina engoliu as minhas tentativas e eu cansei de pedir o óbvio. Fui virando a engrenagem perfeita de uma casa que não faz barulho. O problema é que a cumplicidade virou convivência burocrática, e a gente aprendeu a funcionar no piloto automático sem nem perceber o abismo crescendo.
A viagem para cobrir os eventos de moda no final de maio foi rápida. Aproveitei a estada em Paris para pegar o trem até Lyon e passar dois dias com meu filho, mas a despedida na estação só deixou o regresso mais pesado. Voltei para a capital e, num sábado no fim da tarde, cheguei ao aeroporto para o voo direto até Viracopos, pronta para voltar ao piloto automático.
O saguão era um caos. O painel indicava o cancelamento do voo das cinco quarenta e cinco e uma multidão se cotovelava no balcão. Sem energia para brigar, encostei no carrinho de bagagem. Foi ao lado de uma coluna que troquei o primeiro olhar com Gabriel. Espirituoso e brincalhão, o jeito dele amenizou o peso daquela situação absurda e transformou o desgaste numa conversa leve.
Horas depois, com os vouchers em mãos, descobrimos que fomos enviados para o mesmo hotel. Subimos na van em silêncio, conscientes de que aquele imprevisto acabava de suspender o tempo das nossas rotinas.
Chegamos ao hotel já passava das nove da noite, com fome e o corpo moído do cansaço. Quando Gabriel sugeriu jantarmos no restaurante do saguão em vez de pedirmos algo no quarto, aceitei direto. A conversa no aeroporto tinha sido agradável e eu não queria a companhia dos meus próprios pensamentos num quarto vazio.
Na mesa, com uma taça de vinho, a conversa fluiu sem esforço. Gabriel não tinha a pressa ou a distração com que eu já estava acostumada em casa; ele simplesmente me escutava e respondia com atenção. Percebi ali uma sensação estranha e há muito esquecida, o peso de me sentir vista de verdade por um homem. Não era paixão, era o estalo de me lembrar de que eu ainda existia fora do meu casamento.
Subimos para os quartos no mesmo andar e nos despedimos no corredor. Fechei a porta e fiquei no escuro, inquieta, sem conseguir dormir. A reação do meu corpo ao jantar me pegou desprevenida; a percepção de ainda ser reativada por um estranho tirou meu sossego.
Pela manhã, desci para o café ainda zonza pela noite mal dormida. Vi Gabriel sentado sozinho numa mesa perto da janela. Fui direto até lá, puxei a cadeira e me sentei com ele.
Pela manhã, desci para o café ainda zonza pela noite mal dormida. Vi Gabriel sentado sozinho numa mesa perto da janela e me sentei com ele. Enquanto conversávamos, chegou a notificação da companhia: o voo tinha sido remanejado apenas para a tarde de segunda-feira. Ficaríamos retidos o domingo inteiro e parte da segunda em Paris. Digitei uma mensagem curta para o meu marido avisando do atraso na chegada e guardei o celular no bolso, sem me importar em esperar pela resposta.
Gabriel sugeriu sairmos para caminhar e almoçar. Ele conhecia Paris muito bem e argumentou que seria desperdício passar o domingo ali. Hesitei por um instante, mas a ideia de ficar trancada no quarto me sufocava e a presença dele já me transmitia um conforto direto, sem rodeios. Aceitei. Saímos sem rumo para o centro.
Não tinha nada de romântico no nosso passeio, mas era diferente de tudo o que eu vinha vivendo, de um jeito que eu mal sabia descrever. As coisas simplesmente fluíam com leveza. Gabriel era carismático, agradável de conversar e me fazia rir das coisas. Acho que isto foi desarmando minhas defesas aos poucos.
O tempo passou sem que a gente percebesse e logo chegou a hora do almoço. A essa altura, eu já sabia que ele era médico, viúvo e que conhecia Paris por ter feito uma especialização lá.
Quando nos sentamos, ele quis saber de mim. Falei da moda, do meu filho em Lyon e passei batida pelo meu casamento, resumindo os últimos anos ao peso da rotina. Deixei escapar esse desencanto sem nem perceber, achando que era só uma conversa inofensiva.
Antes de pedirmos a conta, olhei a tela do celular. A mensagem que eu tinha mandado para o meu marido horas antes constava como visualizada, sem nenhuma resposta. Sentir aquela indiferença ali, no meio do restaurante, me deixou puta da vida. Não disse nada, claro. Guardei o aparelho na bolsa, engoli a raiva e recobrei o controle, voltando minha atenção para o Gabriel.
Terminamos de almoçar e voltamos para o hotel caminhando sem pressa, no meio da tarde. Havia uma leveza gostosa na nossa conversa e uma sintonia física simples, daquelas em que os braços se esbarram sem querer e a companhia do outro basta.
Paramos no corredor. Gabriel deu um passo na minha direção, perto o suficiente para eu sentir o perfume dele e ver a intenção clara no olhar. Não tinha jogo, mas a atração entre a gente já estava ali, escancarada.
- Não quero passar o resto do dia sozinho - ele disse, com a voz mais baixa.
Ele deixou a decisão comigo. Paralisei por um segundo com a chave na mão, sentindo a razão tentar puxar o freio. Sabia o peso daquele passo e a linha que estava prestes a cruzar. Pensei no meu casamento, na minha vida em ordem, mas o desejo de ser tocada e a presença daquele homem ali, na minha frente, foram mais fortes que o meu juízo. Olhei para a minha porta, recusei a solidão daquele quarto e fui para o dele.
Sem falar nada, me puxou pela nuca e me beijou com vontade. Senti meu coração disparar no peito e um arrepio forte subir pelas costas. Enfiei as mãos por baixo da camisa dele e subi o tecido até passar pela cabeça.
Gabriel desceu as mãos até o meu quadril, puxou o zíper do meu vestido e deixou a peça cair no chão. O resto saiu rápido, a quatro mãos.
Quando ele ficou nu, travei o olhar por um segundo. Habituada a medidas, bati o olho no pau dele e vi que era enorme em relação ao do meu marido, o que me deu uma apreensão rápida ao pensar no impacto daquilo dentro de mim; enquanto eu assimilava a cena, ele pegou a camisinha no criado-mudo e colocou. Sem perder tempo, me segurou, me levou até a cama e a minha cabeça simplesmente desligou.
Ele me deitou na cama, se posicionou entre as minhas pernas e desceu a boca. O primeiro contato foi direto. As mãos dele seguraram as minhas coxas com força para travar o meu quadril, enquanto a língua encontrou o ponto exato de primeira. Não tinha afobação; acho que por ser médico ele dominava a anatomia de um jeito diferente, sabendo exatamente onde e como apertar para me fazer reagir na hora.
Minha respiração encurtou, a coxa tremeu de forma involuntária e um calor pesado subiu pela minha barriga. A região ficou tão sensível que qualquer variação de movimento da língua disparava um arrepio direto pela minha coluna. Perdi completamente o controle.
Eu estava com medo de não aguentar aquele tamanho, mas a vontade de sentir ele dentro de mim era maior que qualquer receio. Puxei Gabriel pelos ombros e o empurrei para trás. Ele deitou de costas e eu passei a perna por cima do quadril dele. Como nunca tinha encarado nada tão grande, sentar nele era a única forma de me sentir segura para controlar a profundidade.
Segurei o pau dele com a mão, alinhei a cabeça na entrada da minha buceta e fui dosando o peso do corpo, descendo devagar.
Ela entrou abrindo espaço e a ardência veio no mesmo segundo. A largura pressionava tudo por dentro de um jeito bruto. Parei na hora. Mulher até fantasia com pau grande, mas na prática a mecânica é outra: se um cara com um pau daquele tamanho perde a noção e soca até o fundo, ele te arrebenta por dentro. Ficar por cima era para não me machucar.
Gabriel travou as mãos na minha cintura, firme, segurando a minha descida sem me empurrar. Respirei fundo e fui engolindo o resto, sentindo aquele volume denso rasgando espaço até a base bater na minha vulva. Entrou tudo. Fiquei parada uns segundos, sentindo a pressão forte lá no fundo, aquela massa rígida ocupando tudo sem dar folga.
Esperei a ardência ceder e a dor da pressão diminuir. Apoiei as mãos no peito dele e comecei a subir e descer devagar, sentindo o atrito forte a cada movimento.
O ritmo foi engrenando à medida que a ardência inicial dava trégua. Comecei a subir e descer sem pressa, sentindo o pau deslizar fácil, sem aquela resistência do começo.
Gabriel ergueu as mãos da minha cintura, pegou nos meus seios e apertou com força enquanto me olhava. O aperto firme e a beliscada nos bicos duros me deram uma pontada forte no peito, um repuxo contínuo que fez minha buceta latejar e dissipou o resto do meu medo.
A musculatura interna simplesmente cedeu, relaxando de vez. Acelerei o ritmo e soltei o quadril, sentindo aquele volume enorme entrar direto até o fundo, sem travar.
Apoiei as mãos no peito suado dele, ouvindo a respiração pesada, e continuei subindo e descendo, totalmente acostumada ao tamanho dele.
Aumentei a velocidade, aproveitando que o pau dele entrava direto e sem resistência. Eu estava no controle, mas a reação de Gabriel mudou rápido: a respiração dele travou e ele puxou o ar de uma vez, tensionando as coxas embaixo das minhas. Ele estava perto de gozar.
Antes que eu descesse de novo, as mãos dele travaram com força no meu quadril, parando o meu movimento.
- Calma - ele soltou com a voz rouca. - Se você continuar assim, eu não me seguro.
Ele me empurrou para o lado e girou o corpo na cama. O pau dele deslizou para fora de mim, deixando só a sensação de vazio lá dentro. Gabriel se ajoelhou atrás, segurou minha cintura e me colocou de quatro.
A apreensão voltou no mesmo segundo. Olhar para trás e ver o tamanho do pau dele na altura da minha bunda, pronto para entrar por outro ângulo, trouxe de volta o medo. De quatro, a profundidade é diferente.
Gabriel percebeu que eu travei. Ele não empurrou de vez. Encostou a ponta na minha entrada e foi empurrando devagar. A cabeça passou com facilidade, mas a sensação de preenchimento veio forte por causa da inclinação do quadril. Ele continuou entrando com calma, dando tempo para a buceta acomodar a extensão inteira até a base encostar na minha bunda.
Ele segurou firme nos meus quadris e começou a meter. O movimento foi aumentando de velocidade, e o barulho do púbis e das coxas dele batendo contra a minha bunda tomou conta do quarto. A cada estocada, o pau batia direto no fundo, gerando uma pressão forte que subiu o tesão de vez.
A fricção constante no fundo me pegou de jeito. Eu me apoiei nos cotovelos, afundando a cara na cama enquanto ele metia rápido.
O orgasmo veio de uma vez, forte como eu não sentia há muito tempo. A minha buceta começou a ter contrações involuntárias, tendo vários espasmos que apertavam e soltavam o pau dele sem que eu conseguisse controlar.
Acredito que esse aperto no pau fez Gabriel perder o ritmo. Ele soltou o ar com força pela boca, deu duas estocadas fundas até o limite e travou o corpo, gozando junto comigo.
Quando ele terminou de gozar, puxou o pau para fora devagar e se deitou de lado na cama. Eu me virei de frente para ele, me ajeitando sobre o colchão enquanto a nossa respiração tentava voltar ao normal e a adrenalina baixava. O corpo relaxou de vez, tomado por um alívio e uma sensação boa de paz.
Ficamos nos encarando em silêncio por alguns segundos. Ver o cansaço estampado no rosto dele e a satisfação depois de um sexo tão intenso me trouxe uma sensação boa de cumplicidade. Eu me sentia viva, completamente saciada e inteira como mulher.
Passamos cerca de uma hora lado a lado na cama, conversando baixinho enquanto o ritmo do corpo desacelerava. Falamos de coisas banais até a conversa esbarrar no peso do que tínhamos acabado de fazer. Sendo dois adultos, não havia espaço para ingenuidade: sabíamos o tamanho daquele risco, o impacto nas nossas vidas e a escolha deliberada de cruzar aquela linha. Só que racionalizar o perigo não serviu de freio. Entre uma pausa e outra, senti as mãos dele voltarem a passear pela minha pele, subindo pela coxa até encontrar a minha virilha de novo. O pau dele já estava ereto outra vez, encostando no meu quadril.
A minha primeira reação foi travar. O cansaço pesava nas pernas e a buceta ainda estava sensível por causa da intensidade de antes. Pensei em pedir para parar, mas a realidade me atingiu rápido: a merda já estava feita. A culpa ou o risco seriam exatamente os mesmos, independentemente de fazermos uma ou três vezes. E, depois de tudo o que eu tinha sentido, voltar atrás naquele momento simplesmente não fazia sentido.
Olhei para ele e deixei o cansaço de lado. Gabriel me segurou firme pelo quadril e me puxou até a beirada da cama. Ele ficou em pé na minha frente, mantendo minhas pernas bem abertas e meu corpo totalmente exposto antes de me penetrar.
Ver o tesão estampado no rosto dele enquanto me olhava de cima acelerou meu coração, não só pela intensidade do momento, mas por me sentir visceralmente desejada. Fiquei ali exposta na borda, assistindo o pau dele se alinhar e ir entrando devagar na minha buceta. A visão direta da penetração subiu a sensibilidade na hora.
O impacto nessa posição foi direto. Mesmo com o corpo moído da primeira rodada, o encaixe reativou a lubrificação da buceta. Ficar ali totalmente aberta, olhando nos olhos dele e acompanhando a força que ele fazia em pé, transformou o cansaço em uma vontade bruta de ir até o fim.
Por um momento, fui pega de surpresa pela resposta do meu próprio corpo. Já fazia anos que eu não sabia o que era repetir uma transa logo em seguida; minha rotina tinha me acostumado a um ritmo onde uma única vez já parecia muito. Estar ali, disposta e querendo mais, parecia a reação de outra mulher.
A sensação durou pouco, engolida pelo ritmo que Gabriel imprimiu. Da beirada da cama, mantida firme pelas mãos dele, eu via o pau dele sair quase inteiro e afundar com força de novo na minha buceta. A imagem dele sumindo dentro de mim a cada estocada acabou com qualquer resto de cansaço.
Gabriel parou o movimento de repente, tirou o pau de mim e disse para eu virar de bruços.
Hesitei por um segundo. Ficar daquele jeito me deu o receio imediato de ele querer comer a minha bunda. Percebendo a minha travada, ele me tranquilizou na hora: avisou que ia continuar na buceta e que, de bruços, a penetração ficava menos profunda e cansava menos.
Me virei de barriga para baixo e juntei as pernas. Gabriel se deitou por cima de mim, cobrindo as minhas costas, e empurrou o pau para dentro da minha buceta de novo.
De bruços, com as pernas fechadas, o pau não ia tão fundo, mas a pressão do quadril dele contra a minha bunda deixava tudo mais colado. Ele mantinha um ritmo firme por cima de mim, metendo fundo até o fim a cada estocada.
Enquanto mantinha aquele ritmo firme por cima de mim, Gabriel abaixou a cabeça até o meu ouvido e começou a sussurrar, com a respiração colada no meu rosto.
Ele ia dizendo o quanto eu era linda, o quanto a minha buceta era gostosa e viciante, soltando que me comeria todo santo dia se pudesse, que me desejava muito mais vezes. Entre uma estocada e outra, alternava os sussurros com beijos no pescoço e chupadas na nuca enquanto continuava no mesmo ritmo, me comendo.
O som no meu ouvido combinado com o peso dele nas minhas costas me deu uma sensação direta de submissão. O tesão subiu sem controle.
A minha buceta começou a pulsar forte ao redor do pau dele e me jogou em um orgasmo violento. Eu ainda estava tentando puxar o ar, com o rosto no travesseiro, e Gabriel continuou metendo sem parar. O atrito constante em cima daquela sensibilidade trouxe outra contração logo em seguida, me fazendo gozar de novo, uma coisa emendada na outra que eu nunca tinha sentido na vida.
Enquanto mantinha aquele ritmo firme por cima de mim, Gabriel abaixou a cabeça até o meu ouvido e começou a sussurrar, com a respiração colada no meu rosto.
Ele ia dizendo o quanto eu era linda, o quanto a minha buceta era gostosa e viciante, soltando que me comeria todo santo dia se pudesse, que me desejava muito mais vezes. Entre uma estocada e outra, alternava os sussurros com beijos no pescoço e chupadas na nuca enquanto continuava no mesmo ritmo, me comendo.
O som no meu ouvido combinado com o peso dele nas minhas costas me deu uma sensação direta de submissão. O tesão subiu sem controle, me fazendo soltar um gemido alto, sem me importar com mais nada, avisando arquejante que ia gozar de novo.
A minha buceta começou a pulsar forte ao redor do pau dele e me jogou em um orgasmo violento. Eu ainda estava tentando puxar o ar, com o rosto no travesseiro, e Gabriel continuou metendo sem parar. O atrito constante em cima daquela sensibilidade trouxe outra contração logo em seguida, me fazendo gozar de novo, uma coisa emendada na outra que eu nunca tinha sentido na vida.
Ele continuou me comendo por mais alguns instantes, acelerando as estocadas com força até soltar um gemido curto e travar o quadril, gozando dentro da camisinha. Ficou ali em cima, respirando fundo contra as minhas costas, com o peso do corpo inteiro pressionando o meu até a respiração acalmar, antes de finalmente puxar o pau e sair.
Ficamos deitados por um tempo no quarto, respirando fundo com o cansaço acumulado no corpo. Pela luz fraca que entrava pela janela, já era o início da noite, e a barriga roncando lembrou que o jantar precisava entrar nos planos, embora eu já estivesse bem comida.
Levantei da cama sentindo as pernas bambas, com os músculos da coxa pesados e a sensibilidade latejando lá embaixo. Avisei que ia tomar um banho no meu quarto e marcamos de descer dali a uma hora para comer alguma coisa.
Debaixo da água do chuveiro, a cabeça continuou voltada para o que tinha acabado de acontecer. Fiquei repassando o jeito que ele me tratou e aquelas palavras sussurradas no ouvido. Nunca tinha sentido nada nem perto daquela intensidade ou daquela sequência de orgasmos, e a ficha de o quanto eu tinha me entregue e gozado na mão dele ainda estava caindo.
Não havia espaço para culpa e muito menos para arrependimento ali. Seria pura hipocrisia fingir que eu estava sentindo qualquer remorso. O que restava era uma espécie de vertigem, um entorpecimento bom que deixava a minha cabeça meio oca. Era a certeza crua de que eu tinha me metido em uma aventura perigosa, perdendo o controle de propósito com outro homem, longe de casa, bem no meio daquela viagem.
Descemos para o jantar uma hora depois, como combinado. Sentamos à mesa e, olhando para o jeito que conversávamos, parecia que nada daquilo tinha acontecido poucas horas antes. O clima estava leve, com direito a risadas e uma descontração que parecia apagar o que havia passado no quarto.
Terminada a refeição, quando nos levantamos, Gabriel veio com a proposta de subirmos juntos para o quarto dele.
- Fica lá comigo hoje.
Hesitei na hora. Senti o corpo dar um sinal de alerta, lembrando da exaustão e do nível de entrega que aquilo exigia.
- É melhor a gente parar por aqui - respondi, tentando manter um pingo de prudência.
Gabriel não cedeu. Deu um passo para perto, com um sorriso calmo no rosto, e colocou as mãos na minha cintura.
- Relaxa. É só para dormir junto, te abraçar. Não vou fazer nada que você não queira.
A desculpa era esfarrapada, o tipo de promessa em que ninguém em plena consciência deveria acreditar. Mas eu queria um álibi para a minha própria vontade, uma desculpa qualquer para desligar o meu próprio julgamento. Curiosamente, percebi que eu não queria mais sexo naquele momento; o que me atraía ali era apenas a ideia de desfrutar da companhia dele, sentindo o calor de outro corpo sem a urgência daquela fúria física. Balancei a cabeça, cedendo sem resistência, e acabei subindo com ele.
Entramos no quarto e, sem cerimônia, ele tirou toda a roupa, deixando à mostra aquela minhoca impressionante. Engoli seco, sentindo o corpo dar um sinal de alerta imediato enquanto meus olhos batiam naquilo. Fiquei parada e decidi tirar apenas o vestido, ficando só de calcinha, como se aquela pequena peça de baixo pudesse funcionar como um escudo ou garantir algum tipo de limite.
Mas a tensão durou pouco. A verdade é que o cansaço pesava para os dois lados. Deitamos na cama e, contrariando qualquer expectativa óbvia daquela situação, acabamos adormecidos de verdade, abraçados de conchinha, com o calor dele encaixado nas minhas costas até o dia clarear.
O celular vibrou às sete com o aviso da companhia aérea: voo confirmado às treze. Gabriel levantou e foi direto para o banho. Fiquei sozinha na cama, preguiçosa, olhando para o teto de um hotel em Paris, sentindo o vazio prático de ter dormido com um quase estranho e a urgência de o relógio rodar para eu voltar à minha vida.
Levantei e fui até o banheiro. A porta estava aberta, e Gabriel se enxugava na minha frente. Aquela imagem dele, com o corpo molhado e o pinto pesado, me deu um tranco imediato de tesão. Ele percebeu e disse para eu tomar um banho e ir para a cama. Respondi que a minha buceta está dolorida.
Me aproximei e me ajoelhei na frente dele. Fechei a mão na base, abocanhei o que a boca conseguia conter e fiz a saliva descer farta, inundando tudo para que os lábios se movessem macios.
O pau foi mudando de consistência ali dentro, endurecendo e travando em uma rigidez total contra a minha língua. O tamanho dele ocupava todo o espaço, exigindo que eu abrisse bem a boca para recebê-lo. Mantive o ritmo firme e profundo, sugando a glande com voracidade enquanto a saliva escorria pelo meu queixo.
Enquanto abocanho e mantenho o ritmo firme, minha mente se reduz àquele controle absoluto, sabendo exatamente o efeito que causo. Olho para cima, encontrando o rosto dele e capturando cada detalhe da reação: a respiração puxada, a mandíbula travada e as mãos dele afagando os meus cabelos ou segurando firme a minha cabeça. Essa troca de olhares enquanto o pau grande e rígido ocupa todo o espaço da minha boca alimenta a tensão entre nós, misturando a umidade da saliva com o puro prazer de dominar a excitação dele.
Com o pau pulsando fortemente na minha boca e a respiração dele se encurtando, sei exatamente o que está prestes a acontecer. Aperto o ritmo, intensificando a sucção sobre a glande e fazendo a língua trabalhar com mais força. As mãos dele apertam meus cabelos com firmeza, puxando-me um pouco mais enquanto ele perde o controle.
O líquido quente inunda a minha boca logo em seguida. Mantenho a sucção até o último jato e engulo com dificuldade, sentindo o esperma viscoso e de gosto denso descer pela garganta, enquanto respiro fundo e olho para cima para ver a expressão dele após o gozo.
Ele estende a mão para me ajudar a levantar, e sinto o corpo dele ainda relaxando. Vou até o banheiro, lavo e enxáguo bem a boca e o rosto, me visto com calma e volto para o meu quarto para tomar meu próprio banho.
Debaixo da água morna, deixo os pensamentos vagarem. Penso em como toda mulher sabe que o homem adora ser chupado e ver o esperma na boca ou no rosto, e em como esse ato costuma ser um termômetro de intimidade. Mas, conforme reflito, percebo o contraste doloroso: aquilo deveria ser a tradução máxima da cumplicidade entre um casal, mas, no meu caso, me choca constatar que essa cumplicidade com o meu marido talvez já não exista mais. Deixo a lembrança vir à tona e tento me lembrar de quando foi a última vez que havia feito aquilo por ele; afinal, fazia tanto tempo que ele nunca mais havia pedido.
Assim que saio do banho e termino de me secar, pego o celular e vejo uma mensagem do Gabriel me chamando para tomarmos café juntos. Sinto um pico de alegria, mas logo caio na real do meu casamento e mando uma mensagem para o meu marido com os detalhes do voo, informando o horário para que ele possa me buscar.
Após o café, fazemos o check-out e seguimos juntos para o aeroporto. Já dentro do avião, ele consegue trocar de lugar com outro passageiro. Sentados lado a lado durante o voo, a nossa proximidade nos envolve, passando a estranha e reconfortante ilusão de que somos marido e mulher.
Parece tolice para uma mulher madura se apegar a isso depois de dois dias de aventura. Mas a gente se agarra ao que falta. Naquela rotina simulada de aeroporto e poltrona de avião, o que conforta não é o delírio de um novo amor, é a fome de ter, por algumas horas, o que o meu casamento esvaziou.
Desembarcamos e seguimos para o saguão. Ainda na área restrita, trocamos um beijo rápido, um selinho para disfarçar o que fomos nos últimos dois dias.
Logo adiante, ao cruzarmos para a área pública do saguão, avisto meu marido esperando. Ele não dá um passo à minha frente, não me oferece um abraço ou um beijo; apenas pega a minha mala, vira as costas em silêncio e começamos a caminhar para o estacionamento.
No caminho para casa, as perguntas dele sobre a viagem e sobre o nosso filho foram poucas, mecânicas, e minhas respostas vieram no mesmo tom raso. Ali, naquele silêncio pesado dentro do carro, percebi que o casamento já havia morrido bem antes de eu partir; a aventura apenas arrancou a venda e trouxe de volta uma mulher que eu já não lembrava ser. A vontade absurda de jogar na cara dele cada detalhe do que vivi com Gabriel me coçou por dentro, mas engoli tudo. Não valia a pena gastar confissão com quem não notaria a diferença.
Semanas depois, no final de agosto de 2024, pedi o divórcio. Ele recusou de imediato, apegado à pose e à rotina, sem aceitar a ruptura. Fui direta e contei sobre a viagem, sobre Gabriel, sobre como não restava mais clima nem amor da minha parte. Diante da verdade nua e crua, a resistência dele desabou e ele finalmente aceitou.
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