Padrasto e Enteado: Na Linha do Limite - IV
A mãe viaja durante o fim de semana, deixando o padrasto e o enteado com a casa toda para os dois transarem até não poder mais.
O som das rodinhas da mala pesada cortou o silêncio da manhã de sábado, deslizando pelo porcelanato brilhante da entrada. Helena ajustava o casaco enquanto checava os detalhes do voo na tela do celular, a expressão dividida entre a pressa e a preocupação.
— Tem certeza de que fica tudo bem por aqui, querido? — perguntou ela, virando-se para Bishop com um olhar apologético. — Um simpósio de emergência no fim de semana é um transtorno enorme, mas a diretoria praticamente exigiu minha presença na capital. Volto no domingo à noite.
— Não se preocupe com nada, Helena — respondeu Bishop, calmo e impecável. Ele deu um passo à frente, ajeitando a gola do casaco da esposa antes de puxá-la para um abraço firme e protetor. — O evento é uma excelente oportunidade para você. Quanto a nós, garanto que a casa estará em perfeita ordem. O Britain cumpriu os dias de suspensão, refletiu bastante e aprendeu a lição.
Apoiado no batente da cozinha, vestindo apenas um calção de basquete folgado e uma camiseta preta surrada, Britain observava a cena em silêncio. O fim da punição oficial não havia trazido alívio algum. Pelo contrário: os encontros velados ao longo da última semana haviam corroído os últimos restos de sua resistência. A raiva inicial havia se transformado em um vício escuro, quente e sufocante que o mantinha em alerta permanente.
— Britain — chamou Helena, acenando para o filho. — Comporte-se. Nada de confusão enquanto eu estiver fora. Seu padrasto foi extremamente paciente com você estes dias.
Britain sentiu o olhar de Bishop migrar para ele no mesmo instante. Era um olhar denso, focado e absolutamente dominador, que parecia despir o jovem à distância sem o menor esforço.
— Pode deixar, mãe... bom evento — murmurou Britain, a voz um pouco rouca, engolindo em seco ao ver o sutil erguer de sobrancelhas do homem.
— Ótimo. Amo vocês, preciso ir para não perder o voo! — Helena selou os lábios do marido com um beijo rápido, pegou a alça da mala e passou pela porta da frente.
O ruído do motor do táxi se afastando pela rua marcou o início do fim de semana. Quando a porta pesada foi fechada, o clique duplo da tranca ecoou pelo pé-direito alto da sala principal, fazendo o espaço parecer subitamente gigante, vazio e perigosamente silencioso.
Bishop virou-se devagar. Permaneceu junto à porta, a chave da casa presa entre os dedos, encarando Britain do outro lado da sala. Sem a presença de Helena, a atmosfera do ambiente pareceu perder todo o oxigênio num piscar de olhos.
— Trinta e seis horas, Britain — disse Bishop, o tom baixo descendo como uma ordem velada pela sala vazia. — Apenas nós dois.
O eco das palavras de Bishop ainda pairava no ar quando o homem deu os primeiros passos em direção ao centro da sala. O som firme de seus sapatos no piso de porcelanato espelhado parecia marcar um novo ritmo para a casa. Sem pressa, ele levou as mãos ao pescoço, desfazendo o nó da gravata com uma lentidão calculada, desabotoando os primeiros botões da camisa social.
Britain continuava parado no batente da cozinha, com os dedos cravados na madeira. O calor na sua pele contrastava com o ar-condicionado do ambiente. Ele via no padrasto uma postura totalmente despida da cortesia que mantinha na frente de Helena; o homem de quarenta e quatro anos agora exalava apenas autoridade e controle absoluto.
— Chega de teatro, Britain — disse Bishop, jogando a gravata sobre o encosto do sofá de couro branco no meio da sala. — Não há ninguém aqui para quem você precise fingir essa postura defensiva. A casa inteira é nossa até amanhã à noite.
A voz de Bishop era grave, baixa e implacável. Britain engoliu em seco. O tremor em suas pernas já não vinha mais de medo ou rejeição, mas daquela antecipação sombria e viciante que o acompanhava durante toda a semana.
Ele deu um passo para fora da cozinha. Depois outro. Caminhou devagar até parar no centro da sala, a poucos centímetros do padrasto.
— A minha mãe acabou de sair na rua... — murmurou Britain, o tom fraco e incerto, mais como uma constatação do perigo do que como um protesto real.
— E a rua não importa mais — rebateu Bishop, cortando a distância que restava entre eles.
A mão grande e quente do homem segurou a nuca de Britain com firmeza, puxando o jovem de sem qualquer espaço para dúvida. O beijo foi direto, fundo e faminto. Britain abriu a boca imediatamente, cedendo ao toque com um suspiro e enlaçando os braços no pescoço de Bishop, colando o peito contra a camisa social do homem.
O ruído úmido dos lábios e a respiração acelerada dos dois ecoaram pelo pé-direito alto da sala deserta. Quando Bishop se afastou o suficiente para olhar nos olhos do enteado, seu sorriso era satisfeito e sombrio ao ver a entrega total do garoto.
Segurando a barra da camiseta preta de Britain, Bishop a puxou de uma só vez por cima da cabeça do rapaz, jogando o tecido no chão. Em seguida, desfez o próprio cinto com um estalo seco.
— Venha — sussurrou Bishop, empurrando o corpo de Britain em direção ao imenso sofá de couro branco. — Vamos começar por aqui.
Britain caiu de costas contra o couro macio do sofá. A sensação do estofado frio em sua pele nua fez seu corpo estremecer, mas o calor que subia por seu peito era esmagador. Ele olhou para cima e encarou os imensos painéis de vidro do chão ao teto que davam direto para a entrada e o jardim frontal. A luz forte da manhã atravessava as vidraças, expunha cada canto da sala ampla.
— Bishop... as janelas — arfou Britain, a voz falhando, os olhos arregalados fixos no jardim lá fora. — Quem passar na rua vai ver tudo...
— A película é espelhada, Britain. Ninguém enxerga nada de fora — murmurou Bishop, ajoelhando-se entre as pernas do jovem sobre o sofá.
Com um movimento rápido e decidido, o homem enganchou os polegares no cós do calção de basquete e da cueca de Britain, puxando ambos para baixo de uma só vez, deixando o garoto completamente nu e exposto sob a iluminação clara do ambiente.
Sem dar tempo para o enteado assimilar a própria vulnerabilidade, Bishop segurou a coxa direita de Britain com um aperto firme e abriu caminho. Ele alinhou seu pau na entrada do cu do jovem e empurrou para dentro com uma força profunda e contínua, preenchendo-o por completo.
— Ah...! — Britain jogou a cabeça para trás no encosto de couro, soltando um gemido alto que ecoou pelo pé-direito alto da sala.
Ele cravou as unhas nos ombros vestidos da camisa de Bishop, arqueando o quadril para receber o impacto. O ritmo do padrasto começou pesado, cadenciado, a pele dos dois colidindo com um som úmido que reverberava no silêncio da casa vazia.
Britain fechou os olhos, entregando-se ao ritmo bruto que o preenchia.
No auge do atrito, um som seco e estridente cortou o ar, paralisando o ambiente.
O toque da campainha ecoou forte por toda a casa, seguido por três batidas firmes na porta de madeira da entrada, a poucos metros de onde eles estavam no sofá.
— Tem alguém aí? Entrega para a Sra. Helena! — a voz grave de um entregador ressoou do outro lado do painel de madeira.
Britain travou por completo. O pavor puro congelou seu sangue; seus olhos se abriram em choque, fixos na maçaneta da porta. A proximidade do estranho fez o corpo do garoto se contrair de tal forma que ele apertou o psu de Bishop ainda mais fundo dentro de si.
— Bishop... meu Deus... para! Ele tá ali... — sussurrou Britain num pavor desesperado, tentando segurar a respiração e abafar qualquer som.
Bishop, no entanto, nem sequer desacelerou. Um sorriso sombrio e dominador surgiu em seus lábios ao sentir a reação física e involuntária do enteado.
Segurando a cintura do jovem com garras de ferro, ele desferiu uma estocada ainda mais profunda e forte.
— Nhg...! — Britain mordeu o próprio pulso com força para sufocar o grito que quase escapou de sua garganta.
— Fique quieto... e aguente — rosnou Bishop bem junto ao ouvido do garoto, mantendo o olhar frio fixo na porta enquanto acelerava o ritmo de forma implacável e silenciosa.
Lá fora, o entregador bateu mais uma vez no portão. Lá dentro, a centímetros da porta, Britain era possuído pelo padrasto no meio da sala aberta. O pavor de ser pego, misturado ao domínio físico absoluto de Bishop, disparou uma carga insana de adrenalina nas veias do garoto. O medo derreteu em um tesão visceral e incontrolável. Em vez de empurrar o homem, Britain cravou as pernas na cintura do padrasto, retribuindo cada investida no mesmo ritmo, completamente rendido ao perigo.
O silêncio finalmente voltou ao portão quando o barulho das botas do entregador sumiu na calçada e o motor do furgão deu a partida, acelerando rua abaixo. Mas, dentro da sala, a tempestade de adrenalina e perigo já havia alcançado seu ponto de não retorno.
Prensado contra o couro do sofá, sentindo o peito subir e descer em arfadas descontroladas, Britain não conseguiu deter a onda avassaladora de prazer que o quase-flagrante provocara. Ele soltou um gemido abafado e rasgado contra o ombro de Bishop, o corpo inteiro tremendo em espasmos fortes e involuntários enquanto gozava livremente sobre o próprio abdômen e a camisa do padrasto.
Sentindo a contração visceral e o aperto claustrofóbico do garoto ao redor de si, Bishop cravou os dedos com força no quadril do enteado. Ele acelerou as últimas investidas, fundas, pesadas e sem qualquer misericórdia, rosnando baixo ao gozar no cu de Britain.
Por longos minutos, o único som que ocupou o pé-direito duplo da sala foi a respiração ruidosa e descompassada dos dois.
Bishop retirou-se devagar. Ele se ergueu, ajustando a calça sem a menor pressa, e olhou para baixo. Britain continuava jogado no sofá de couro branco, completamente nu sob a luz clara que vinha das imensas janelas espelhadas, com a pele corada, o corpo suado e os olhos entreabertos, tentando recuperar o ar.
— Vá para o banheiro, limpe-se — ordenou Bishop, a voz grave voltando ao tom de comando absoluto, sem qualquer vestígio de hesitação. — Quero você exatamente assim pelo resto do dia. Sem distrações.
Britain piscou devagar, olhando para o teto da sala. Ele não disse uma palavra, não protestou e nem tentou se cobrir. Apenas assentiu, sentindo o suor esfriar na pele e o peso daquele primeiro encontro marcar o início definitivo de um fim de semana sem limites.
A sala principal já havia sido tomada. O risco fora testado, a barra de proteção quebrada, e o silêncio que se instalou na casa vazia era a promessa silenciosa de que aquilo era apenas o começo.
A ordem de Bishop foi cumprida sem questionamentos. Britain limpou-se rapidamente e vestiu apenas uma cueca boxer preta. Pelo resto do sábado, o enorme espaço da residência deixou de ser um lar para se tornar um labirinto de domínio e entregas inevitáveis.
A maratona não deu trégua. Na cozinha, sob a luz clara da tarde, o cheiro de café fresco misturou-se ao suor quando Bishop o prendeu contra a bancada fria de granito negro. Horas mais tarde, no banheiro social, o jato de água morna do chuveiro mal conseguia disfarçar o choque do corpo do rapaz pressionado contra o azulejo gelado. Ao entardecer, foi a vez dos degraus da escada de madeira nobre, onde Britain cravou os dedos no corrimão, engolindo os próprios gemidos no silêncio do corredor.
Quando a noite finalmente cobriu a casa, trazendo o cansaço acumulado de quatro encontros intensos, Bishop segurou Britain pelo pulso no topo da escada e o guiou em direção ao final do corredor.
Ao parar em frente à porta do quarto principal, o corpo de Britain travou.
Era a suíte master. O território sagrado de sua mãe.
— Bishop... aqui não — pediu Britain em um sussurro tenso, tentando dar um passo para trás, a voz carregada por um resto de relutância e pavor moral. — No seu quarto com ela... não. A gente já fez na casa inteira, por favor...
Bishop nem sequer piscou. Ele deu um passo à frente, encurralando o jovem contra a folha da porta encostada.
— Não existe 'aqui não', Britain. Você já me entregou tudo hoje — disse Bishop, o tom baixo, frio e indiscutível contra a orelha do garoto. — Esta casa é minha. Esta cama é minha. E esta noite você vai me servir exatamente onde eu mandar.
Sem dar margem para mais protestos, Bishop empurrou a porta e puxou Britain para dentro.
O aroma do perfume habitual de Helena ainda pairava suavemente no ar da suíte. A penumbra do quarto era quebrada apenas pela luz amarelada dos abajures de cabeceira. O contraste entre a memória da mãe e a presença imponente do padrasto enviou um tremor violento pela espinha do garoto.
Bishop jogou Britain no centro da grande cama de casal. A hesitação do rapaz durou apenas até o momento em que o homem subiu na cama e puxou a cueca preta de Britain pelas pernas, livrando-se da sua em seguida. Quando Bishop posicionou sua rola e afundou direto no cu do jovem naquele colchão, a relutância de Britain ruiu por completo, convertendo-se em uma necessidade desesperada e doentia.
O som do estofado e o ritmo pesado da quinta relação sexual do dia dominaram o quarto da mãe, selando a profanação definitiva do último limite que restava.
A quinta relação daquele sábado terminou no silêncio denso da suíte master. Exausto, Britain caiu de bruços no colchão de casal, a respiração pesada afundando no edredom escuro. Bishop deitou-se ao seu lado, puxando o corpo do jovem para junto do seu de forma possessiva. O braço pesado do padrasto envolveu a cintura do rapaz, prendendo-o contra seu peitoral largo.
Na penumbra do quarto da mãe, sentindo o calor e os batimentos ritmados de Bishop, a mente de Britain finalmente desligou. Ele adormeceu em segundos, anestesiado pelo cansaço físico e pela rendição absoluta.
O domingo amanheceu sob um céu cinzento, e o tempo parecia correr em outra velocidade dentro daquela casa vazia. A luz fria da manhã invadiu o quarto, acordando Britain com a presença inabalável do padrasto ao seu lado. Não houve espaço para conversas longas ou remorsos; o padrão para as trinta e seis horas já estava estabelecido.
Durante a manhã de domingo, eles continuaram usando apenas cuecas, movendo-se pela casa como dois fantasmas dominados pelo mesmo vício. Bishop tomou Britain mais uma vez antes do almoço, sobre o tapete felpudo da sala de TV, em um ritmo lento, denso e quase lazarento que drenou as poucas energias que restavam ao garoto.
À tarde, o silêncio da casa tornou-se sufocante. No escritório de Bishop, cercados por livros e documentos, ocorreu o sétimo e último encontro do fim de semana. Encostado na grande escrivaninha de madeira escura, Britain já não oferecia nenhuma sombra de relutância. O medo de ser pego havia sido completamente substituído por um transe anestesiante; ele apenas recebia cada estocada, devolvendo os impulsos no mesmo ritmo, rendido ao domínio do homem.
Quando o entardecer de domingo começou a tingir o céu do jardim em tons de Laranja e roxo, a contagem regressiva para o fim do transe finalmente atingiu o limite.
Faltavam poucas horas para a chegada de Helena.
Bishop levantou-se da escrivaninha, vestiu a calça e deu a ordem final. Era hora de apagar os vestígios do fim de semana. Juntos, recolheram as roupas espalhadas pelos cômodos, limparam as superfícies e arrumaram a cama da suíte master com lençóis limpos, eliminando qualquer rastro da maratona que havia profanado a residência.
Britain tomou um banho longo e demorado no seu próprio banheiro, tentando lavar da pele as marcas, o suor e o cheiro de Bishop. Ao vestir uma camiseta limpa e uma bermuda, o garoto encarou o próprio reflexo no espelho: as olheiras fundas, os lábios levemente inchados e as marcas roxas no pescoço que precisaria esconder.
Descendo para a sala, Britain encontrou Bishop impecável, vestindo uma camisa polo e sentado no sofá de couro branco, o mesmo onde tudo começara no sábado de manhã, lendo um tablet como se nada tivesse acontecido.
O som do farol de um táxi iluminou os painéis de vidro da entrada, seguido pelo ruído suave do motor parando em frente ao portão. Helena havia chegado.
Britain encostou-se no batente do corredor, o coração acelerado caindo em uma queda livre vertiginosa. Ele olhou para Bishop, mas o homem nem sequer piscou, mantendo a postura serena do marido exemplar. A ilusão de normalidade estava prestes a ser reconstruída para o público, mas por dentro, Britain sabia que a casa, a sua mente e a sua vida jamais voltariam ao normal.
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