Padrasto e Enteado: Na Linha do Limite
Um romance proibido entre Britain, um garoto de 17 anos e seu padrasto Bishop.
A fumaça densa do cigarro sob a luz do meio-dia no banheiro do terceiro andar do colégio foi o estopim de tudo. Britain sabia do risco, mas a sensação momentânea de fuga superava qualquer prudência. Quando a porta bateu contra a parede e o inspetor entrou, o estrago já estava feito. Três dias de suspensão. O telefonema para a família foi imediato, e o nome de Bishop foi o primeiro a ser chamado pela direção.
Agora, na recepção da diretoria, o silêncio era esmagador. Britain estava sentado na cadeira de plástico rígido, balançando a perna num tique nervoso, encarando o chão encerado. A diretora falava num tom baixo e conciliador com o homem de pé à sua frente.
Bishop.
Aos 44 anos, o padrasto exalava uma autoridade natural que parecia encolher o cômodo. Vestia uma camisa social cinza perfeitamente alinhada, as mangas dobradas na altura dos antebraços fortes, revelando a pele morena e o relógio de pulso pesado. A postura impecável, herdada de anos de disciplina rígida, contrastava violentamente com a figura esguia e desgrenhada de Britain, que mantinha os braços cruzados sobre a jaqueta do uniforme.
— Nós lamentamos o transtorno, Sr. Bishop — disse a diretora, entregando a advertência assinada. — O Britain é um garoto inteligente, mas essa conduta não pode ser tolerada. A mãe dele foi informada, mas como a Sra. Helena está no plantão...
— Eu assumo a partir daqui, diretora — a voz de Bishop veio grave, aveludada e desprovida de qualquer emoção visível. O som ressoou pela sala como uma sentença. — Garanto que este tipo de comportamento não voltará a se repetir sob a minha supervisão.
Bishop pegou a folha de papel, dobrou-a em quatro com uma precisão cirúrgica e a guardou no bolso interno do paletó que carregava sobre o braço. Ele virou-se devagar para encarar o jovem de dezessete anos. Os olhos escuros e profundos do homem não demonstravam raiva explosiva; traziam algo muito pior: uma avaliação fria e calculada.
— Pegue suas coisas — ordenou Bishop, a voz baixa, quase um sussurro direcionado apenas ao enteado. — O carro está lá fora.
Britain engoliu em seco, sentindo o estômago dar um nó. Ele pegou a mochila pesada do chão, colocou-a em um único ombro e levantou-se sem dizer uma palavra. Ao passar por Bishop na porta da diretoria, o aroma amadeirado do perfume do padrasto atingiu seus sentidos, acompanhado por um arrepio incômodo que desceu por sua espinha.
O caminho pelos corredores vazios da escola até a saída foi feito em absoluto silêncio, mas o peso dos passos firmes de Bishop logo atrás do garoto soava como uma contagem regressiva para o que viria a seguir.
O calor abafado do início da tarde no pátio da escola foi imediatamente cortado quando Britain abriu a porta do SUV preto e sentou-se no banco do passageiro. O ar-condicionado já estava ligado, espalhando uma brisa fria pelo interior revestido de couro escuro. O cheiro de carro novo misturado ao perfume marcante de Bishop preenchia o espaço, tornando a atmosfera instantaneamente sufocante.
Bishop entrou pelo lado do motorista, fechando a porta com um baque seco que isolou completamente o barulho do mundo exterior. Ele não ligou o rádio. Não deu a partida. Apenas colocou as mãos no topo do volante de couro, encarando o para-brisa em silêncio por longos e angustiantes segundos.
Britain abraçou a própria mochila contra o peito, usando-a como um escudo improvisado. O tique nervoso em sua perna voltou com força.
— Você tem noção do papelão que me fez passar? — a voz de Bishop quebrou o silêncio, fria e pausada, sem que ele sequer virasse o rosto. — Eu tive que abandonar uma reunião importante da empresa, cruzar a cidade no meio do dia, para ouvir uma diretora me dizer que o meu enteado foi pego fumando feito um marginal no banheiro.
— Eu já disse que sinto muito, tá? — Britain retrucou, tentando soar rebelde para mascarar o nó que se apertava em sua garganta. — Não precisava ter vindo. Era só ter deixado eu voltar de ônibus.
Com um movimento calmo, porém carregado de uma ameaça velada, Bishop virou a cabeça devagar para encará-lo. Os olhos escuros do homem perfuravam o garoto com uma intensidade que fazia o ar sumir dos pulmões de Britain.
— Voltar de ônibus? Para você sair vagando pela cidade enquanto a sua mãe acha que está em casa? — Bishop soltou um riso curto, amargo. — Não. Você é responsabilidade minha quando a Helena não está. E você acabou de me custar tempo e dinheiro hoje.
— Foi só um cigarro, Bishop! Todo mundo faz isso! — Britain aumentou o tom de voz, num ato impulsivo de defesa, erguendo o queixo para encarar o padrasto.
O erro foi imediato. Bishop soltou o volante e inclinou o corpo musculoso sobre o console central, aproximando-se tão rápido que Britain se encolheu contra a porta do passageiro. O rosto do homem ficou a poucos centímetros do seu, a pressão de sua presença física anulando qualquer espaço de manobra.
— Não levante a voz para mim neste carro, Britain — rosnou Bishop, num tom tão baixo e perigoso que fez os pelos dos braços do jovem se arrepiarem. — Você não está em posição de barganhar nada. Você errou, causou um prejuízo à minha rotina e agora vai pagar por isso.
— Pagar como? — Britain desafiou em um sussurro vacilante, sentindo o peito arfar acelerado com a proximidade excessiva dos lábios do homem. — Vai me bater? Vai me dar mais um dos seus castigos?
Bishop não respondeu de imediato. Ele apenas mapeou com os olhos o rosto de Britain, a respiração descontrolada, a gola do uniforme desalinhada, a mistura clara de medo e uma faísca confusa de provocação nos olhos claros do jovem. Um sorriso lento e sombrio começou a se desenhar nos lábios do padrasto.
— Puncionar o seu corpo com violência seria fácil demais — murmurou Bishop, baixando a mão para cobrir o joelho do garoto, apertando a carne por cima do jeans com uma força calculada. — Eu tenho formas muito mais eficientes de fazer você aprender a ter respeito.
A pressão dos dedos de Bishop no joelho de Britain aumentou até a dor virar um formigamento incômodo. Britain tentou recuar o corpo contra a porta, mas não havia para onde ir. O espaço limitado do SUV transformava o carro em uma armadilha perfeita.
— O que você tá fazendo? — o jovem sussurrou, a voz falhando enquanto tentava empurrar o pulso do homem para longe. — Me solta, Bishop...
— Eu disse que você errou. E erros têm um custo — respondeu Bishop, a voz grave e perigosamente serena.
Em vez de recuar, Bishop inclinou-se ainda mais sobre o console. Com um movimento bruto e sem aviso, sua mão livre subiu para a nuca de Britain, cravando os dedos nos fios loiros do garoto e puxando a cabeça dele para trás, forçando-o a expor a garganta. Britain soltou um arfar assustado quando a boca de Bishop caiu sobre a sua pele, desferindo um beijo pesado, quente e dominante no seu pescoço.
— Bishop, o que está fazendo?! Estamos na frente da escola! — Britain protestou, o pânico tomando conta ao lembrar que estavam estacionados a poucos metros dos portões do colégio.
Como se estivesse lendo os pensamentos do garoto, Bishop soltou a nuca dele por um segundo apenas para engatar a marcha do carro. Com a mão esquerda firme no volante e a direita ainda segurando firme a coxa de Britain, ele acelerou. O SUV arrancou com violência, deixando para trás o pátio da escola e dobrando a esquina em direção a uma área menos movimentada, onde galpões e terrenos baldios cercavam a pista.
Britain tentava recompor a respiração, o peito subindo e descendo descontroladamente. A sensação da boca do padrasto na sua pele ainda queimava, deixando um rastro de eletricidade assustadora por todo o seu corpo. Ele deveria estar desesperado para fugir e uma parte de si estava, mas a atração sombria e o choque daquele domínio direto paralisavam sua reação.
Dois minutos depois, Bishop encostou o SUV no acostamento de uma rua sem saída, sob a sombra de uma árvore grande que encobria a visão de quem passasse pela avenida principal. Ele desligou o motor, mas manteve o ar-condicionado funcionando no fraco ruído de fundo.O silêncio que se seguiu foi denso.
Bishop tirou o cinto de segurança e virou o corpo inteiro na direção do passageiro. Ele não parecia mais o padrasto controlado que mantinha as aparências na frente de Helena; ali, no isolamento do veículo de vidros escuros, era apenas um homem decidido a tomar o que considerava dele.
— Você achou que podia me provocar na diretoria e sair impune, Britain? — a voz de Bishop veio baixa, aveludada, enquanto ele desabotoava os dois primeiros botões da própria camisa social. — Você me deve o tempo que eu perdi hoje. E nós vamos resolver esse prejuízo agora mesmo.
Britain engoliu em seco, encarando os lábios do homem. A fúria inicial do garoto havia se dissolvido, dando lugar a um tremor confuso de expectativa e pavor. Ele não se moveu quando Bishop voltou a se aproximar.
A escuridão promovida pelo insulfilm dos vidros e pela sombra da árvore transformava o interior do carro num casulo sufocante. Britain travou o corpo quando Bishop soltou o próprio cinto de segurança e reclinou o banco do motorista alguns graus para trás, abrindo espaço no cabine.
— Se ajoelhe — ordenou Bishop, a voz vindo em um tom calmo, grave e absolutamente imperativo.
Britain arregalou os olhos, encarando o padrasto na penumbra. O coração do garoto disparou contra as costelas.
—Você quer que?... Mas... Bishop, alguém pode ver... — tentou protestar Britain, a voz saindo falhada e trêmula.
— Ninguém vai ver — cortou Bishop, sem alterar o tom. Ele segurou Britain pelos ombros com uma força firme, guiando o corpo do jovem para baixo, para fora do banco do passageiro. — Você fez eu perder o meu tempo e me causou um prejuízo. Agora você vai pagar por ele exatamente como eu mandar. De joelhos. Agora.
O tom de autoridade do homem de 44 anos não deixava margem para discussão. Sentindo as pernas bambas pela mistura de medo e uma descarga súbita de adrenalina, Britain cedeu. Ele se deslizou para o espaço apertado entre os bancos, ficando de joelhos no assoalho do carro, com o peito colado ao console central.
Bishop desabotoou o cinto de couro com um estalo seco e abriu o zíper da calça social, libertando seu pau. A visão do padrasto ali, tão próximo e em total exibição do seu domínio, fez a garganta de Britain secar instantaneamente.
— Chupe — Bishop ordenou, cravando os dedos nos cabelos claros de Britain e puxando a cabeça do garoto para a frente, alinhando-o. — E faça direito se quiser que essa suspensão seja o único problema da sua semana.
Britain engoliu em seco, sentindo o calor exalando da pele de Bishop. Ele hesitou por um milésimo de segundo, mas o aperto firme da mão do homem em sua nuca o fez abrir os lábios. Britain avançou, envolvendo a pica de Bishop em sua boca pela primeira vez.
O arfar grave que escapou da boca de Bishop ao sentir a boca quente e úmida do jovem ecoou pelo interior gelado do SUV. Britain fechou os olhos, chupando em um ritmo lento no início, adaptando-se ao tamanho do pau do homem enquanto sentia o gosto do padrasto.
Bishop fechou os olhos por um instante, apreciando a sensação, mas logo voltou a ditar as regras. Ele cravou os dedos com mais força nos fios loiros de Britain, assumindo o controle do movimento. O homem começou a ditar o ritmo, empurrando a cabeça de Britain para a frente e para trás em estocadas fundas e compassadas contra a sua garganta, arrancando sons abafados e manhosos do garoto de joelhos.
O contraste entre a humilhação do ato, o risco de estar no assoalho de um carro em uma rua deserta e a sensação indescritível de estar servindo àquele homem dominador fez o sangue de Britain ferver. Ele envolveu a coxa firme de Bishop com uma das mãos para se apoiar, entregando-se completamente ao ritmo que o padrasto metia em sua boca.
O som da respiração pesada de Bishop preenchia o interior do SUV, pontuado pelos sons abafados que escapavam da garganta de Britain. Bishop segurou o cabelo do garoto com mais força por alguns segundos, acelerando as estocadas na boca dele até soltar um rosnado baixo de satisfação.
— Chega — murmurou Bishop, a voz rouca cravando o fim daquela etapa.
Ele puxou Britain pelos ombros, tirando-o do assoalho do carro. O jovem subiu meio tonto, com o rosto corado, os lábios vermelhos e entreabertos, a respiração completamente descontrolada.
Sem dar tempo para Britain se recompor, Bishop o virou de costas com uma autoridade bruta e calculada. Ele empurrou o garoto para a frente, deitando o peito de Britain sobre o console central, com as mãos apoiadas no painel do veículo.
— Bishop... espera — pediu Britain em um sussurro aflito, sentindo o pano do uniforme ser puxado para cima e sua calça ser baixada bruscamente junto com a cueca até o meio das coxas. O ar gelado do ar-condicionado atingiu sua bunda nua, fazendo-o arrepiar por inteiro. — Eu... eu nunca fiz isso com ninguém...
Bishop congelou por uma fração de segundo, a mão grande espalmada no quadril de Britain. Os olhos escuros do homem buscaram o reflexo do rosto do garoto no para-brisa, encarando a expressão de puro pavor e vulnerabilidade nos olhos claros do enteado.
— Virgem? — perguntou Bishop, a voz descendo para um tom perigosamente aveludado e sombrio. A revelação parecia apenas ter alimentado a posse do homem. — Então você vai aprender do meu jeito.
Bishop não recuou. Ele inclinou o corpo sobre as costas de Britain, cobrindo-o por completo com seu peso e seu calor, e levou a mão até a entrada estreita, apertada e tensa do garoto. Sem qualquer preparação delicada, usando apenas a própria saliva e a firmeza da sua intenção, ele posicionou-se na entrada do cuzinho do jovem.
— Relaxa, Britain. Se você travar, vai doer mais — rosnou Bishop perto da orelha do garoto, segurando com força o quadril de Britain para que ele não se movesse.
A primeira investida foi lenta, mas implacável. Quando a cabeça de Bishop começou a romper a resistência rígida da virgindade do cu de Britain, uma dor aguda e ardente rasgou o corpo do jovem. Britain soltou um grito agudo que foi imediatamente abafado pelo próprio braço contra o painel do carro. Suas unhas se cravaram no estofado, e lágrimas involuntárias de dor e choque transbordaram de seus olhos.
— Shh... quieto — ordenou Bishop, mantendo o corpo pressionado contra o dele, esperando o garoto absorver o impacto antes de empurrar até o fim, preenchendo-o por completo.
Britain ficou imóvel, o peito subindo e descendo em espasmos de dor. A sensação de estar completamente fudido e aberto pelo próprio padrasto, no banco de um carro, era avassaladora. Mas, à medida que os segundos passavam e Bishop começava a se mover em estocadas curtas e cuidadosas, a dor inicial começou a dar lugar a uma queimação quente, profunda e estranhamente prazerosa.
— Isso... garoto obediente — elogiou Bishop, a voz rouca perto do seu pescoço enquanto acelerava o ritmo dos impulsos.
O som do couro do estofado rangendo e o choque do corpo de Bishop contra o seu ecoavam pelo SUV. A dor deu espaço a um prazer esmagador que fez o quadril de Britain começar a responder involuntariamente, empurrando de volta contra o homem. O garoto fechou os olhos, entregando-se completamente àquela ruína proibida e acabou gozando no chão do carro.
Bishop segurou a nuca de Britain, puxando-o levemente para trás para aprofundar cada estocada, até chegar ao seu limite e gozar fundo no garoto com um rosnado grave.
O silêncio voltou ao carro, quebrado apenas pelo arfar pesado dos dois. Bishop recuou devagar, deixando Britain desabar sobre o banco do passageiro, trêmulo, marcado e definitivamente transformado por aquele primeiro e irreversível ato.
— Se recomponha e ajeite essa roupa — disse Bishop, a voz retornando ao tom frio e controlado de sempre enquanto fechava a própria calça no espelho retrovisor. — Sua mãe logo vai ligar perguntando por você.
O som seco do zíper da calça de Bishop fechando-se foi o sinal que encerrou o transe. Britain continuou encolhido no banco do passageiro por alguns segundos, com a testa apoiada contra o vidro gelado.
A pele de suas coxas ainda queimava, e uma dor sorda e pulsante no centro do seu corpo o lembrava da perda definitiva de sua virgindade. Ele estava trêmulo, o peito subindo e descendo devagar enquanto tentava assimilar a dimensão do que acabara de acontecer.
— Britain. Levante e se vista — a voz de Bishop veio limpa, firme e desprovida de qualquer vestígio de excitação ou hesitação.
O homem já ajeitava a gola da camisa social no espelho retrovisor, passando os dedos pelos cabelos para alinhar cada fio no lugar. Era assustador ver como Bishop conseguia transitar da brutalidade dominadora para a figura do cidadão exemplar em questão de segundos.
Puxando as forças do fundo do peito, Britain se sentou. Ele evitou olhar para Bishop enquanto subia a cueca e a calça jeans com mãos vacilantes. Cada movimento fazia seu corpo protestar, mas a vergonha de se mostrar vulnerável o fez engolir o choro. Ele abotoou a calça e puxou a camisa do uniforme para cobrir a cintura, tentando esconder os amassados do tecido.
Bishop deu a partida no motor do SUV. O ruído suave da mecânica alemã voltou a preencher a cabine, e o arcondicionado tratou de dissipar o calor e o cheiro pesado que haviam ficado impregnados no couro. Ele manobrou o carro com uma mão só no volante, saindo da rua deserta e retornando à avenida principal como se nada tivesse acontecido.
O trajeto de volta para casa foi feito em um silêncio esmagador. Britain mantinha os olhos fixos na paisagem da cidade que passava pela janela, a mente rodando em espiral. Ele esperava sentir um arrependimento corrosivo, uma repulsa imediata por si mesmo ou pelo padrasto. Mas, no fundo daquela dor e do choque, havia um sentimento mais escuro e perturbador: a faísca viciante de ter sido tomado daquela forma, de ter visto o homem mais temido e respeitado da sua casa perder o controle por causa dele.
Vinte minutos depois, o SUV dobrou a esquina do bairro nobre e entrou na garagem da casa da família. Os portões automáticos se fecharam atrás deles, selando o mundo lá fora.
Ao desligar o motor, Bishop não abriu a porta imediatamente. Ele se virou na direção de Britain, apoiando o armação do braço sobre o volante, e encarou o jovem com seus olhos escuros e insondáveis.
— O que aconteceu neste carro morre neste carro — disse Bishop, o tom baixo e categórico ecoando no silêncio da garagem. — Para a sua mãe, nós tivemos uma conversa severa sobre limites e responsabilidade durante o caminho. Você vai entrar, tomar um banho e agir como o garoto suspenso que está arrependido do que fez. Estamos entendidos?
Britain encarou o padrasto. O olhar de Bishop não trazia nenhum pedido de desculpas, mas ostentava uma cumplicidade velada e perigosa. O garoto umedeceu os lábios secos e assentiu devagar.
— Estamos — murmurou Britain, a voz saindo firme apesar da rouquidão.
— Bom garoto — disse Bishop, estendendo a mão para dar um leve tapinha no rosto de Britain, um toque rápido que parecia tanto um carinho paternal quanto um selo de posse. — Agora pegue sua mochila e entre.
A empregada já deve estar preparando o almoço.
Britain abriu a porta do carro e pisou no chão firme da garagem. Ao dar os primeiros passos em direção à entrada da casa, sentiu uma fisgada pelo corpo que o fez hesitar por um segundo, mas manteve a postura ereta. Ele empurrou a porta de vidro que dava para a cozinha.
A partir daquele instante, ao cruzar o limiar de casa sob o olhar atento de Bishop logo atrás, Britain sabia que nada em sua vida jamais voltaria a ser como antes.
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Comentários (2)
Fernandinhaa: Eu amo todos os contos que tem uma pegada assim, amo tudo de pesado t Maluzinharsk
Responder↴ • uid:badx1o4m4foDickson: Muito bom, espero que tenha mais
Responder↴ • uid:81rdelg0v3