Os cunhados - a suruba inesquecível - Parte 8
Naquela semana eu ia trabalhar cismado, comecei a conferir a buceta da Fernanda para ver se não estava inchada ou vermelha, ela mostrava rindo dizendo que não tinha dado pra ninguém, foi essa perturbação na minha mente a semana inteira, na sexta a noite cheguei cansado e decidi parar de loucura, dar mais um voto de confiança em Fernanda, eu entendia que por um lado não foi uma traição tão suja, afinal, ela já tinha dado pro Felipe várias outras vezes.
Felipe chegou do trabalho e foi na minha casa, eu sempre estranhava suas visitas, ele me pediu perdão por ter mentido pra mim, disse que não queria perder minha amizade, e conseguimos ficar bem um com o outro, nessa conversa ele já lançou um convite para descermos pra praia, do nada, parecia uma boa, aceitamos, Gabriel e Bruna desceram com a gente também, assim que chegamos a casa de Felipe não era nada mal, também não era no nível da que ele morava, era uma casa comum, daquelas casas geminadas da caixa, com 3 quartos, só couberam 2 carros na garagem e o de Gabriel ficou na rua, como chegamos bem tarde só dormimos, na manhã seguinte o "cheiro de praia" estava uma delícia, a casa era a duas quadras da praia, então queríamos ir logo, mas tinha alguns problemas, as meninas não tinham biquíni, nenhuma delas, eu não levei bermuda, nem compramos protetor solar, eu estava com pouco dinheiro, coisa de 150 reais apenas, e se Fernanda comprasse um biquíni caro, eu podia me foder o resto da viagem, não falei nada, ela sabia... Felipe nos levou até o centro da cidade e entramos em algumas lojas, enquanto ele e eu comprávamos bermudas vi a Fernanda voltar com uma sacola com muito mais coisas do que um biquíni, senti o vazio de quem tinha se ferrado ali mesmo, mas Fernanda estava feliz demais, na primeira oportunidade que eu tive disse:
- Amor, quanto custou isso tudo?
- Nada amor... a Sabrina quem pagou
- No crédito? Tem que pagar quando?
- Não tem que pagar... ela me deu, e deu pra Bruna também
Fiquei mais sem graça do que se tivesse pago, mas não falei nada sobre isso, Gabriel queria passar no mercado para comprar coisas para comer, mas Felipe o repreendeu dizendo que comeríamos na praia.
Gabriel: Na praia é tudo mais caro
Felipe: Eu não vou ficar andando com sacola
Fomos direto pra praia, as meninas se trocaram no carro mesmo, também pus a bermuda no carro, Fernanda estava linda com um biquíni rosinha, a pele branquinha, mas Felipe e Sabrina chamavam a atenção, ele já saiu do carro sem camisa, o tanquinho todo marcado, e Sabrina... um biquíni preto, elegante, mas o seu corpo malhado chamava todos os olhares para aquela bunda empinadinha, muita gente olhava para eles, era um casal foda, eu senti até vergonha de ficar sem camisa.
Felipe procurou um quiosque e pediu mesas e cadeiras para nós, enquanto nos organizávamos, Sabrina se deitou em um pano no chão, e Felipe passou protetor solar em todo corpo dela, ela de bruços era a coisa mais linda do mundo, eu sentia que estava a ponto de babar, Bruna passava protetor em seu filho, e Sabrina logo começou a passar em Felipe, Gabriel olhava para a bunda de Sabrina sem disfarçar, mas era inevitável, Fernanda pediu o protetor de Bruna emprestado e pediu que eu passasse nela, Sabrina então disse:
- Quer o nosso protetor, Bruna? Pra você passar no Gabriel?
Gabriel: Não, eu vou pegar o que tá com a Fernanda, esse aí tem bronzeador, vai dar marquinha
Sabrina: Mas fica bonito, nem marca muito
Fernanda: Sério? Poxa, queria pegar marquinha, se eu soubesse tinha usado esse
Acabou que todos tinham passado protetor, menos eu, eu não tinha passado porque Felipe tinha ido pedir porções no quiosque e água de coco, Gabriel e Fernanda foram ajudar e Bruna estava olhando o filho, Sabrina então se levantou, sentou atrás de mim e começou a passar protetor nas minhas costas, um ambulante passou e disse:
- Sorvete, casal?
Só recusamos, Bruna riu, dizendo que realmente parecíamos um casal com Sabrina me passando protetor daquele jeito, mas Sabrina ignorou, passou protetor em todo meu corpo.
Logo, os demais voltaram, Fernanda perguntou:
- Como você conseguiu passar protetor nas costas?
- A Sabrina me ajudou
Fernanda fez uma cara de enciumada, mas não falou nada, bom, na praia não aconteceu nada interessante ao conto, só comemos, entramos no mar, conversamos, e nos estressamos com o filho da Bruna colocando areia no milho.
Voltamos para casa no horário do almoço, tomamos um banho e fomos a um restaurante lindo comer, Felipe bancou tudo, estava sendo tudo muito agradável, até que a tarde nos reunimos em casa, e ficamos apenas conversando, esperando anoitecer para visitar o centro da cidade, ir nas feirinhas de artesanato, comer porcarias...
Sabrina e eu nos esbarramos no corredor que dava acesso aos quartos, e ela sussurrou:
- Eu não esqueci do que te prometi...
- O que?
- Que eu ia mudar isso
Olhei em silêncio, eu ainda não entendia o que ela queria dizer, mas me senti um trouxa se eu perguntasse.
A noite chegou e fomos para uma feira de artesanato, tudo foi muito tranquilo, comemos pra caramba, depois ficamos sentados em um muro olhando o mar a noite, foi um dos momentos que eu mais senti paz na alma, até Felipe chamar o Gabriel e a Bruna para comprarem um balão pra criança, estranhamente ele chamou a Fernanda também para ela fazer um tererê no cabelo, eu já ia me levantar pra ir junto, mas Sabrina pôs a mão em minha perna como um sinal de quem dizia: "Fica"
Eles foram, ninguém estranhou, afinal, Sabrina e eu estávamos a vista deles, não ia rolar nenhuma pegação.
Sabrina começou a falar:
- Pedro... quanto que você gosta de mim?
- Eu não sei... eu... eu gosto muito
- Mas e a Fernanda?
- Pra ser sincero, não confio mais nela como antes, gosto muito dela, mas durante o dia eu fico pensando em você, sentindo sua falta...
- E você acha que daria certo? Terminar um casamento pra ficar com uma garota que você conheceu na suruba? Que você já viu dando pra outros caras?
- Você não é uma puta... eu vi isso tudo, mas não te vejo como uma mulher vulgar, você é foda demais, mas por que tá me perguntando isso?
- Porque... o Felipe e eu conversamos muito, muito mesmo, por favor, não fala disso com a Fernanda
- Falar o que?
- O Felipe e eu vamos se separar...
- Mas vocês estão felizes juntos... o que aconteceu?
- O Felipe vai embora, vai ficar em Portugal e não sabe quando volta, pela empresa, eu podia ir com ele, mas a gente percebeu que se juntou muito cedo...
- Não pô, vocês fazem um belo casal...
- Não fazemos... a gente só se enganou, ele tava num momento ruim com o término do noivado, e eu com o fim do meu casamento, juntou dois fracos emocionalmente, a verdade é que a gente só se encaixou, mas eu não sou quem ele busca, e ele não é o que eu quero pro meu futuro
- E você tá falando isso pra mim... por que?
- Porque o Felipe gosta da Fernanda
- Gosta... em que sentido?
- De constituir família. Eu sou a parceira de negócios, finanças, a que apoia as loucuras dele, que aceita toda putaria, mas a Fernanda é a mulher com os pés no chão, dona de casa, sensata, que briga quando é necessário...
- Que loucura...
- Eu sei que é difícil pensar que uma coisa assim pode dar certo, eu pensei muito, porque sempre ouvi que uma família não pode começar com outra sendo destruída, mas eu to... eu to apaixonada por você, e você é o equilíbrio que eu preciso, você me faz se sentir amada, não me trata como um objeto de desejo sexual, embora a gente tenha muito tesão um no outro, a nossa convivência é melhor que nossa foda
Sabrina não conseguiu concluir, Bruna voltou com Gabriel e Felipe, Felipe nos olhou, um olhar distante, ele sacou o que estava acontecendo, e só então eu percebi que a vida perfeita dele já tinha desmoronado a um tempo.
Fomos embora para a casa da praia, não falei nada com Fernanda, aquela noite o silêncio gritava na casa, na manhã seguinte nós nos arrumamos pra ir embora, ajudei Felipe a trancar toda a casa, e ele me disse:
- Cuida bem da Sabrina, ela é incrível
E uma lágrima escorreu do seu rosto
- Mano, eu não vou deixar a Fernanda pra ficar com a Sabrina, isso é loucura
- Aí é com você, mas ela e eu já terminamos, tem alguns dias
- Dá tempo de reverter isso aí caralho, vocês se amam, não aceito isso não
Felipe encostou na parede, respirando devagar e disse:
- Mano, a Sabrina não é pra mim, ela me salvou do poço que eu estava, mas a gente não pode ficar com uma pessoa por gratidão, não é culpa da suruba que a gente tá terminando, é que a gente não quer viver anos da nossa vida preso um ao outro só por ser conveniente, mais do que tesão, um casal precisa de amor
- Mano, vocês se amam! Tá na cara de vocês...
- Eu não a amo não... a gente só se salvou, só isso
Fomos pro carro, caminhando em silêncio, assim que entrei, Fernanda me olhou dizendo:
- O que o Felipe tem?
- Ele e a Sabrina estão se separando
- Por que? Não pode ser! Por causa da gente?
- Não sei dizer... talvez seja, mas não pela suruba
- O que a gente fez?
- O Felipe vai pra Portugal... a Sabrina não - expliquei tudo pra ela
Fernanda chorou em saber que eles iam se separar, principalmente porque não houve briga, nem discussão, apenas uma decisão tomada em um diálogo muito aberto.
Enquanto subíamos a serra, perguntei:
- Você... gosta do Felipe?
- Eu gosto... mas não assim
- Por acaso você quer ir com ele?
- Não, jamais! Nós temos 5 anos juntos, eu não trocaria você por ele assim, sem cabimentos.
Chegamos em casa depois de uma longa viagem, a viagem nos renovou, mas saber disso cortava nossa alma, Gabriel e Bruna estavam felizes comentando em como a viagem foi boa, eles não sabiam de nada, ao verem nosso semblante eles começaram a nos perguntar o que havia acontecido, e só dissemos que não podíamos falar nada.
O mês passou... não nos reuníamos mais, não conversávamos mais como antes, até Gabriel chegar furioso em casa, o vimos esbrevejando no quintal.
Fernanda: O que foi Gabriel? O que você tá bravo?
Gabriel: Acabei de ver que o Felipe está se mudando e não me falou nada!
Fernanda: O Felipe? Mas ele só ia daqui a dois meses...
Gabriel: Então vocês já sabiam?
Fernanda: Sim, mas espera... ele não ia conseguir levar nada de caminhão, acho que não é... ai meu Deus! A Sabrina...
Gabriel: O que? O que tem a Sabrina?
Fernanda: Pedro, vamos lá, rápido!
Saímos numa pressa, sem explicar nada a Gabriel, assim que chegamos vimos um caminhão parado com dois homens carregando algumas coisas, entramos direto procurando por Felipe e Sabrina, Sabrina estava sozinha, na cozinha.
Fernanda: Sabrina! Você tá indo embora?
Sabrina: To... - com cara de choro
Fernanda: Mas... você e o Fe brigaram? Meu, eu não acredito nisso
Sabrina: Não... a gente tá bem um com o outro, mas a gente anunciou a casa e não faz mais sentido eu ficar aqui
Fernanda: Repensa isso! Vai embora com ele!
Sabrina: Não tem como... não mesmo
Gabriel e Bruna entraram também, espantados com a movimentação na casa.
Gabriel: Cadê o Felipe?
Sabrina: Ele saiu, foi deixar o cachorro na casa de um amigo dele, deve chegar em uns 20 minutos
Gabriel: Pra onde vocês vão?
Sabrina respirou fundo, e explicou que Felipe continuaria na casa por mais dois meses, que ele se mudaria para Portugal por causa da empresa, mas que ela tinha alugado um apartamento no centro da cidade.
Gabriel caiu em choro, um choro sentido, que comoveu a todos, ele se sentou e começou a falar baixinho:
- Ele não pode fazer isso comigo! Ele é a única família que eu tenho! Eu nunca vou perdoar ele... eu já perdi meus pais, não posso deixar ele ir embora.
Sabrina só estava tirando coisas pequenas da casa, uma tv, sofá, uma das camas, uma geladeira... apenas o básica realmente, ela não estava bem visivelmente, e ver Gabriel naquele estado fez tudo piorar, não demorou muito para os caras do carreto falarem que tinham terminado, Sabrina saiu com eles para deixar as coisas no apartamento, nós ficamos esperando o Felipe, Sabrina talvez não voltaria mais naquele dia, ou nunca mais... o clima tava muito ruim, Felipe demorou pra caramba, mas Gabriel não queria sair sem falar com ele.
Depois de quase duas horas, Felipe chegou, pela primeira vez eu não vi forças em Felipe, ele estava com os olhos cheios de lágrimas, firme, mas sem nenhum sorriso no rosto.
Gabriel soluçando:
- Por que você não me contou que ia embora?
Felipe: Vai ser por pouco tempo, 1 ano
Gabriel: Você mandou a Sabrina embora! Você é um monstro!
Felipe: Eu não mandei a Sabrina embora... eu falei pra ela ficar aqui, com tudo que é meu, mas ela não aceitou
Gabriel se levantou e saiu sem falar mais nada, chorando, indo embora, Bruna também chorava copiosamente, e de modo muito injusto disse a Felipe:
- Você está fazendo uma merda muito grande! Parabéns pelo que você fez com a Sabrina.
Fernanda e eu ficamos, nós vimos que Felipe não estava bem, começamos a conversar e ele explicou perfeitamente que até tentou continuar o relacionamento com Sabrina, mas que os dois não tem as mesmas metas para o futuro, que a decisão de terminar tudo era mais dela do que dele, mas que seria melhor assim, fomos embora chorando também, conversamos muito com Gabriel, mas ele nem queria nos ouvir direito, e assim passaram mais algumas semanas sem nos vermos ou falarmos algo, até resolvermos ver como o Felipe estava, ele sempre respondia nossas mensagens, mas fomos pessoalmente em sua casa, ele nos recebeu, a casa estava mais vazia do que nunca, fazendo eco, a sala completamente vazia, a única coisa que havia era as banquetas da cozinha, uma geladeira e o micro-ondas, na parte de cima todos os quartos estavam vazios, exceto o dele que permanecia intocável.
Felipe realmente estava firme, disse que conversava sempre com Sabrina e que ela o apoiava na viagem, que ele estava mal por sua vida ter mudado do dia pra noite, mas que com Sabrina o término era inevitável.
Passamos um longo período assim, visitando Felipe, conversando, e aos poucos a casa mais vazia, até ele vender o carro que tinha comprado recentemente, e só restar um colchão na casa e o micro-ondas e ele passar a pedir delivery todos os dias, Gabriel conseguiu conversar com ele melhor... 3 dias antes da viagem de Felipe ele me entregou um molho de chave com cópias de todas as portas de sua casa dizendo que um corretor ia buscar, ele estava ansioso pra ir, de repente ouvimos a campainha tocar com eco naquela casa, era Sabrina que tinha chegado para se despedir de Felipe, foi emocionante, eles se abraçaram apertado, choraram muito, havia muito respeito entre eles, eles conversaram muito, nós os deixamos isolados para conversarem, depois de algum tempo Felipe nos chamou para uma última saída em grupo, fomos no restaurante que ele mais gostava, o clima era todo de um adeus, na mesma medida em que riamos nossos olhos marejavam, Sabrina e Felipe não se tocavam tanto, pareciam mais amigos do que um casal a essa altura, e eu não conseguia olhar aquilo como algo normal.
Na hora de irmos embora, Felipe agora ia no banco do carona do carro de Sabrina, provavelmente eles transaram uma última vez aquela noite.
Era quase meia noite e Fernanda recebeu uma mensagem de Sabrina, as duas começaram a conversar normalmente, eu via Fernanda inquieta e perguntava o que estava acontecendo, ela me respondeu apenas com um:
- Vai dormir que você vai acordar cedo, amanhã te conto.
Ela se levantou e foi para a sala, eu não consegui dormir de imediato, mas Fernanda demorou muito para voltar, na manhã seguinte eu acordei e mexi em seu celular para ler a conversa, Sabrina dizia estar pensativa se estava fazendo a coisa certa, mas que Felipe era muito aventureiro (ele fazia trilhas, fazia rapel, trekking, acampamento), que ela não acompanhava o ritmo dele, Fernanda aconselhava de que isso era apenas questões fáceis de ajustar, mas ela insistia de que não conseguia mudar toda sua vida para encaixar na vida de Felipe, era fácil entender a visão de Sabrina, larguei o celular sem ler toda a conversa e fui trabalhar, nessa contagem, faltavam apenas 2 dias para Felipe ir embora, e cada dia se tornava mais amargurante, a segunda passou rápida, mas a terça foi o dia que eu trabalhei ruim, era o último dia que eu tinha para o ver e me despedir, assim que cheguei do trabalho só esperei o Gabriel chegar também e fomos todos pra lá, Felipe estava com três malas feitas, o restante das coisas dele estavam em caixas separadas, ele sorria tranquilo e dizia:
- Aquelas caixas ali são pra você, as outras são pro Gabriel
A gente tentava brincar, mas a emoção estava grande demais, nós o abraçamos, Felipe se emocionou com todos, Bruna quebrando o clima pesado brincou:
- Ano que vem, você vai me comer ou até isso você vai estragar?
Felipe: Vou te mandar foto da rola todo dia
Rimos disso, Fernanda mandou alguma mensagem para Sabrina, e logo ela chegou lá para se despedir de Felipe, Gabriel e Bruna saíram para buscar um bolo e alguns salgados que compraram para nossa despedida, fomos até a área gourmet e Sabrina começou a falar:
- Você não quer mesmo falar com seu chefe e dizer que não vai? Você não precisa disso
- Eu sei... mas eu sempre quis morar fora, e é por um tempo, quem sabe eu volto antes de 1 ano
Fernanda cortou a conversa.
Fernanda: Por que você não vai, Sabrina? 1 ano passa voando
Sabrina: Eu sei disso, mas o meu relacionamento acabou mesmo... não tem porque a gente mentir um pro outro dizendo que vamos tentar fazer dar certo
Fernanda: Eu acho que você podia se esforçar pra ficar com o homem que você ama
Felipe: O homem que ela ama... não sou eu
Fernanda: A suruba estragou a mente de vocês, se eu soubesse que isso acontecer nunca tinha entrado nisso
Sabrina: Não é pela suruba, já expliquei muitas vezes, mas imagina comigo... meus pais são idosos, moram em uma região difícil, se eles passam mal a pessoa mais perto pra socorrer sou eu, e isso já aconteceu 2x, se acontecesse algo com eles comigo na europa, eu não ficaria em paz
Fernanda: O que você pensa disso, Felipe?
Felipe: Eu acho que o que tem que acontecer, vai acontecer, estando perto ou longe, mas a Sabrina tá certa, a gente para pra pensar se realmente estamos felizes, e não estamos
Fernanda: Eu ainda não entendo, mas vou aceitar isso
Sabrina: Por que você... por que você não vai também?
Fernanda: Eu amo o Pedro... é loucura largar uma pessoa pra ficar com outra assim, trocando o certo pelo duvidoso
Gabriel e Bruna chegaram, e eu fiquei pensando se Fernanda queria ir, repensando no meu casamento, era pesado isso de "trocar de mulher" definitivamente, parecia coisa de ficção, não acreditava que aquilo estava acontecendo comigo, até Bruna dizer:
Bruna: Sabe o que eu penso de tudo isso?
Sabrina: O que?
Bruna: Que vocês são muito corajosos, precisa ter coragem pra abandonar tudo que tinham pra serem felizes de verdade, tem muito casal que passa anos juntos e só continua junto porque tá confortável
Fernanda: Do que você tá falando?
Bruna: To falando que lá na praia... eu vi o Pedro e a Sabrina conversando, rindo, felizes um com o outro, e vi você toda boba com o Felipe brincando com seu tererê no cabelo, vocês estão com medo é de serem julgados por trocar casal assim, mas eu tenho... você tá apaixonada no Felipe, e o Pedro na Sabrina
Fernanda: Nãããoooo, não to não... o Felipe e eu somos apenas amigos
Eu: Pensa bem... é a única chance que você vai ter na vida
Fernanda me olhou, com um brilho nos olhos, eu nunca esqueço dessa olhar, ela calou, num conflito se devia aceitar ou não, ninguém tocou no assunto mais, ficamos ali a noite toda, até umas 3h da manhã, fomos embora tristes, Felipe viajaria cedo, saindo às 7h de casa, dormimos, quando deu 6h, Fernanda acordou, sentou na cama, eu me sentei ao seu lado, ela me abraçou forte e disse que estava confusa... eu a beijei, beijei muito, e disse para ela ir ser feliz.
Fernanda mandou mensagem para o Felipe dizendo que iria embora junto com ele, eu ajudei ela a arrumar uma mochila com roupas bem rápido, quando deu 7h em ponto ouvi um carro buzinar, saímos achando que era o Felipe, mas não era, era Sabrina, ela abraçou a Fernanda bem forte, aconselhou, e fomos para a casa do Felipe, ele evitou qualquer comentário sobre essa loucura que fizemos, mas rapidamente ele e Fernanda foram de uber pro aeroporto de Guarulhos, assim que eles saíram, Sabrina foi comigo até em casa, eu ia me arrumar pra trabalhar e perguntei:
- Você vai ficar aqui?
- Sim... quando você chegar, a gente conversa melhor
Ela se aproximou e me beijou enquanto eu saia pra trabalhar.
No fim da tarde, quando cheguei, Bruna me olhou sorrindo, dizendo que a vida era uma surpresa.
Entrei em casa, tudo estava organizado, limpo, e o cheiro de comida estava maravilhoso, Sabrina me esperava com uma camisa minha, apenas de calcinha, cabelo solto, quando entrei ela sorriu, não conversamos, apenas nos beijamos e fomos pro quarto, eu a beijei muito, ela me abraçava com ternura, comecei a chupar sua buceta com muita vontade enquanto ela segurava meu cabelo e esfregava a buceta em minha boca, logo comecei a meter em sua bucetinha, fodia com força, com muita intensidade e paixão, Sabrina empinava bem a bunda e gemia pedindo mais, quando me deitei, ela veio cavalgar em mim, sentava com muita vontade, e dizia que a partir de agora meu pau era só dela e de mais ninguém! Ela me beijava enquanto sentava, nossos corpos misturavam o suor, Sabrina e eu tínhamos uma conexão realmente inexplicável, o ponto mais gostoso foi quando ela ficou de quatro e eu metia muito em sua buceta, ela melava todo meu pau com muita vontade, logo eu gozei, e gozei de novo dentro daquela bucetinha gostosa.
Depois da nossa foda, jantamos, e Sabrina me perguntou se eu queria continuar morando ali ou em seu apartamento, conversamos muito e decidimos ficar ali, era estranho no começo, mas Sabrina trouxe suas coisas, alguns móveis, e ali ficamos.
Depois de alguns meses juntos, minha vida prosperou como nunca antes, não que Fernanda me prejudicasse, mas Sabrina me administrava, organizava... a gente estava feliz, ela continuou trabalhando no consultório, e eu fui promovido, ainda longe de ganhar muito bem, mas a vida estava boa, troquei de carro pela primeira vez, a amizade com Bruna e Gabriel melhorou 100%, às vezes saímos juntos, eu olhava o instagram de Fernanda e Felipe, e eles postavam fotos e storys juntos, estavam muito felizes, Fernanda cortou o cabelo, emagreceu, estava treinando, postava storys de comidas, viagens, pontos turísticos de Portugal... conversávamos as vezes, ela estava muito feliz, e eu me sentia grato por não termos deixado passar essa oportunidade.
Um dia, cheguei do trabalho e encontrei algumas flores no chão, pétalas melhor dizendo, que faziam uma trilha até o quarto, abri a porta, acendi a luz e tinha uma caixinha... abri, era um teste positivo, com um par de sapatinhos branco de bebê, Sabrina estava grávida, ela filmou tudo, eu chorei de felicidade, que reviravolta o destino me fez, nós estávamos muito felizes, muito mesmo!
Bruna e Gabriel comemoraram com a gente, Bruna já estava no sétimo mês, e a vida seguia assim tão bela, contamos pro Felipe por vídeo, ele ficou muito feliz, nos parabenizou, e Fernanda também, eu ainda olhava para Fernanda com um misto de sensação, pelo tempo que tivemos juntos.
2 meses depois, nasceu o segundo filho de Bruna, Felipe não estava aqui para o ver, mas só faltavam 4 meses para ele voltar.
Depois de 4 meses, sabíamos que ele voltaria a qualquer momento, até perguntamos mas ele dizia que talvez ficariam mais tempo, que pra voltar precisaria organizar muita coisa, que a única casa que ele tinha era a de Itanhaém, e que não moraria lá, que teria que ver alguma pra alugar, muita coisinha...
Sabrina estava com aquele barrigão de 6 meses, estávamos para financiar um apartamento, mas num sábado comum, a campainha tocou...
era Felipe.
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Comentários (3)
Fernandinha: Eu amo todos os contos que tem uma pegada assim, amo tudo de pesado t Maluzinharsk
Responder↴ • uid:g61ztr4zkusa os irmãos: faz deles fuderem de novo hehehe
Responder↴ • uid:1eo4n1ky8xyoPelyon: Por favor não para agora esse história tá boa de mais, eu quero mais
Responder↴ • uid:1dfznbx3mhby