O Programa Perfeito
A noite em Belo Horizonte tinha aquele cheiro de terra molhada e promessa. Lá do décimo primeiro andar, Leo olhou pela janela e viu o Uber estacionar. Um rapaz negro, camiseta preta e calça tectel, desceu com a desenvoltura de quem conhece o território.
O interfone tocou.
— É o Gui.
— Sobe. Vou descer pra te encontrar. Elevador quebrado de um lado, mas o outro tá funcionando.
— Onze andares? — Gui riu. — Vai ser divertido.
Leo desceu as escadas de encontro, mas já com um plano na cabeça. Não queria subir direto. Queria o caminho mais longo. O mais quente.
No hall do térreo, se encontraram. Gui era mais alto do que parecia nas fotos. O sorriso largo, os olhos de quem já viu de tudo. Cheirou a sabão barato e tabaco.
— E aí, coroa — ele disse, sem tirar os olhos da própria calça, onde o volume já se desenhava generoso.
— Sobe comigo? Pela escada.
Gui arqueou uma sobrancelha. — Gosta de aventura, hein?
— Gosto de você.
Subiram o primeiro lance. Leo já estava mal intencionado, o coração batendo forte, a cueca jockey preta com detalhes LGBT já marcando a bunda exposta por baixo da bermuda. No patamar entre o térreo e o primeiro andar, ele parou.
— Por aqui — Leo sussurrou, empurrando a porta corta-fogo.
Do outro lado, um corredor vazio. Silêncio. O elevador do lado oposto funcionava, mas ninguém circulava ali naquela hora. Era o ponto cego do prédio. O lugar perfeito.
Gui entendeu na hora.
— Ah, sua putinha inteligente — ele disse, empurrando Leo contra a parede fria.
— Antes de continuar — Gui passou a mão por cima da própria calça. — Você quer mesmo?
Leo engoliu em seco. — Quero.
— Então ajoelha.
Leo ajoelhou. O concreto mordeu seus joelhos. Gui baixou a calça tectel até os joelhos. O pau já meio duro, grosso, escuro, uma veia pulsando. Leo abriu a boca. Gui colocou a mão em sua nuca.
— Devagar. Sente o peso.
Leo sentiu. A glande roçou o céu da boca, o gosto de pele limpa e suor recente. Gui gemeu baixo.
— Boa. Levanta. Vamos subindo.
Próximo lance. Chegaram ao segundo andar. Outra porta corta-fogo. Leo empurrou, atravessaram para o outro lado — onde o elevador estava funcionando, mas o corredor continuava vazio. Outra mamada. Leo já estava mais solto, babando inteiro no pau, engasgando um pouco quando Gui empurrava.
— Porra, você mama bem. Tá melhor do que eu esperava.
E assim foram. Do segundo ao décimo andar. A cada dois lances, uma porta corta-fogo. A cada travessia, Leo de joelhos. O pau de Gui ficou duro como pedra. Leo já tinha perdido a vergonha, já lambia as bolas antes de voltar à haste.
No décimo andar, antes da última travessia, Gui empurrou Leo contra a parede, meteu o pau na boca dele mais fundo, até Leo engasgar de verdade, os olhos marejados. Depois puxou.
— Agora sim. Falta uma.
Atravessaram a última porta corta-fogo. Décimo primeiro andar. O lado do apartamento de Leo. O corredor familiar, a porta de madeira escura.
O apartamento. Luz amarela, sofá de couro, cheiro de café. Gui entrou e tirou a camiseta — peito liso, tatuagem de leão na clavícula. A calça já tinha ficado pelo caminho.
— Tira essa bermuda.
Leo obedeceu. Ficou de cueca. A cueca nova, preta com detalhes nas cores do arco-íris — um presente que ele comprou para si mesmo na semana anterior. E era diferente das cuecas comuns. Não tinha pano sobre as nádegas. A bunda ficava completamente à mostra, o tecido cortado estrategicamente para exibir o cuzinho entre as duas bandas elásticas laterais.
Gui arqueou uma sobrancelha.
— Olha só — ele murmurou, passando o dedo pelo tecido que mal cobria nada. — Jockey arco-íris, e com a bunda de fora. Que delícia. Você se preparou pra mim, hein, coroa?
— Me preparei — Leo respondeu, a voz falhando.
Gui o virou, empurrou Leo de joelhos no tapete. Leo abocanhou o pau de novo, agora com fome. Gui se inclinou para trás, deixando Leo trabalhar, mas suas mãos escorregaram por trás, por baixo do elástico da cueca, apertaram as nádegas firmes — e então o dedo médio encontrou o cuzinho. Quente. Molhado de lubrificante.
— Caralho. Já tá até com o cu passado. Sua putinha.
O dedo entrou devagar. Leo gemeu — não no pau, mas no dedo de Gui, a vibração do gemido escapando pelos lábios abertos enquanto o dedo invadia seu cuzinho. Gui enfiou mais um dedo. Abriu. Fechou. Massageou.
— Levanta.
Gui olhou ao redor. Viu a banqueta alta na cozinha — dessas de bar, com assento redondo e altura perfeita para um homem em pé.
— Ali. Senta ao contrário.
Leo subiu na banqueta. Sentou de costas para Gui, as pernas abertas, o tronco inclinado levemente para frente. A bunda projetada para fora do assento, o cuzinho exposto na cueca jockey aberta, na altura exata da cintura de Gui.
— Perfeito — Gui sussurrou.
Ele passou os dedos por baixo do elástico lateral da cueca, afastando o tecido que já mal cobria nada. O cuzinho de Leo estava inteiro à mostra, quente, piscando levemente. Gui lambeu os próprios dedos, passou pelo períneo, e então — o pau.
Era enorme. Leo já sabia. Mas sentir a cabeça pressionando a entrada foi outra história. Gui empurrou com cuidado. O pau torto, arqueado para cima, abriu caminho milímetro por milímetro.
— Relaxa, gostoso — Gui sussurrou, as mãos firmes nos quadris de Leo. — Deixa eu entrar nesse cu quente.
Entrou. Leo mordeu o lábio. A dor deu lugar a um preenchimento absoluto, um calor que subiu pela espinha. Gui começou a mexer devagar, o pau arqueado raspando onde doía e onde ardia de prazer.
— Porra, que cu gostoso — Gui falava pausadamente, cada palavra acompanhada de uma estocada lenta. — Quente pra caralho. Apertado. Perfeito.
Leo se apoiou no balcão. Os gemidos saíam sem permissão. Gui acelerou um pouco, o som molhado de pele contra pele preenchendo a cozinha.
Ficaram ali por um bom tempo. Leo já não sentia as pernas. Só sentia o pau de Gui abrindo, fechando, arqueando.
— Vamos pro quarto — Leo pediu, a voz rouca. — Mas não tira. Anda com ele dentro de mim.
Gui sorriu. Enfiou mais fundo, envolveu a cintura de Leo com os braços, e começou a andar devagar em direção ao quarto — cada passo uma estocada. Leo gemia agarrado no balcão, depois no batente da porta, depois na parede do corredor. O pau de Gui não saiu nem por um segundo.
Chegaram na cama engatados. Gui deitou Leo de bruços e continuou metendo, sem nunca ter saído.
— Quero cavalgar — Leo disse, ofegante.
Gui tirou o pau devagar. Leo sentiu o vazio imediato — mas foi um vazio bom, porque sabia que ele voltaria.
Gui deitou de costas, o pau enorme apontando para o teto.
— Senta de costas. Quero ver entrando.
Leo montou. Desceu devagar, e os dois gemeram juntos quando o pau voltou a ocupar cada centímetro do cuzinho. Gui olhava fixo para o próprio pau desaparecendo no corpo de Leo.
— Isso. Mexe esse rabo. Mostra como você gosta.
Leo cavalgou. De costas primeiro, o cuzinho engolindo e cuspindo o pau a cada subida e descida. Depois de frente, as mãos apoiadas no peito de Gui.
— Frango assado — Leo pediu.
Gui o deitou de costas, pernas levantadas até os ombros, e voltou a meter. Agora mais rápido. Mais fundo. Leo agarrava os lençóis.
— Vai me foder, Gui. Me fode gostoso.
— Tá gostoso, coroa? Esse cu é meu hoje.
Gui virou Leo de quatro. Meteu de novo. A cama rangeu. Leo enterrou o rosto no travesseiro e gozou primeiro — um orgasmo longo, quente, que o fez tremer inteiro. O cuzinho se contraiu em volta do pau de Gui, apertando.
— Caralho, que cu apertado — Gui gemeu. — Não para.
Leo não parou. Queria mais. Gui continuou metendo, mais dez, quinze minutos. O suor escorria pelas costas de Gui, pingando nas costas de Leo.
De repente, Gui parou. Prendeu a respiração.
— Vou gozar — ele avisou, a voz grossa. — Tira.
Ele tirou o pau do cuzinho arrombado de Leo, quente e latejando, a entrada vermelha e molhada. Leo se virou imediatamente, pronto para o que viesse.
— Chupa minhas bolas — ordenou Gui.
Leo se ajoelhou na cama, inclinou a cabeça e lambeu, sugou os testículos um por um, babando inteiro. Gui começou a se masturbar freneticamente sobre o rosto de Leo, o punho deslizando rápido pela haste grossa.
— Isso. Lambe elas. Boa putinha.
Leo chupava e olhava para cima. Gui sentiu o gozo subir. Apertou a base por um segundo, esperando o momento exato.
— Abre a boca — Gui ordenou.
Leo abriu. Gui colocou a glande entre os lábios de Leo — apenas a cabeça — e gozou. Jorros grossos, quentes, em excesso, encheram a boca de Leo, escorreram pelo queixo, respingaram nas pálpebras. Leo engoliu tudo. Cada gota. Lambeu os lábios, depois lambeu a glande de Gui para sugar o que restava.
Gui olhou para ele com um misto de superioridade e fascinação.
— Boa putinha — ele disse, passando o dedo no canto da boca de Leo e enfiando na própria boca. — Engoliu tudo igual uma princesa.
O banho foi quente, demorado. Gui ensaboou o corpo de Leo como quem conhece cada curva. E então — de joelhos no box, o piso frio contra as rótulas — Leo mamou de novo. Gui gozou outra vez, direto na boca aberta, e Leo engoliu com os olhos fechados de prazer.
Depois, cerveja na varanda. Silêncio bom. Pernas roçando. A garrafa gelada contra a palma da mão.
— Vou descer — Gui disse.
Desceram as escadas. Mas agora, o caminho inverso: do décimo primeiro ao décimo andar, atravessaram a porta corta-fogo. Mamada. Do décimo ao nono, outra porta. Mamada. E assim foram descendo, a cada dois lances, uma parada, uma joelhada, uma boca cheia.
No segundo andar, a última porta corta-fogo antes do térreo. Gui empurrou a cabeça de Leo com mais força, gozou pela terceira vez — um gozo pequeno, quase seco, mas que Leo engoliu como se fosse o primeiro.
No hall do térreo, o Uber já esperava.
— Volta quando quiser — Leo disse, entregando o envelope com o pagamento.
Gui contou as notas por cima, sem pressa. Guardou no bolso da calça tectel.
— Vou voltar. Cuzinho desse, quente e largo do jeito que eu deixei, não se acha em qualquer lugar.
Gui entrou no carro. Leo ficou na calçada, o corpo ainda vibrando. Sentiu o cuzinho latejando uma saudade imediata, as paredes internas se lembrando da forma arqueada daquele pau. Subiu as escadas sozinho — dessa vez sem paradas, sem portas corta-fogo, sem bocas — cada degrau ecoando na memória.
Na cama, antes de dormir, abriu o site de novo.
“Nota para Gui: 5 estrelas. Volto sempre.”
E ele sabia que voltaria.
Fim.
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