Encontro Inesperado - Final
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No dia seguinte, o ciúme surgiu como uma nuvem escura. Na escola, Pedro me viu conversando com um ex-aluno, um rapaz de 20 anos que viera pedir uma recomendação. Ele nos viu rindo, e o abraço amigável que dei no garoto o deixou furioso. Mais tarde, em casa, ele confrontou: "Quem era aquele? Ele te tocou demais, Pablo. Parecia íntimo."
Eu ri, puxando-o para o colo. "Ciumento, hein? Era só um ex-aluno. Nada além."
"Mas e se ele quiser algo? Você é bonito... Eu sou só um garoto, virgem até ontem."
"Ex-virgem", corrigi, beijando-o. "E você é meu único. Ninguém mais me interessa."
Ele relaxou, mas o ciúme o tornava possessivo – algo que me excitava. Naquela noite, repetimos a cena, mas com mais intensidade. Eu o dominei na cozinha, curvado sobre a mesa, fodendo-o com mais força, marcando-o como meu. Seus gemidos ecoavam pela casa vazia, e eu sussurrava ordens: "Diga que é meu, Pedro."
"Sou seu... Todo seu."
Nos dias seguintes, o relacionamento se aprofundou. Cenas de sexo se tornavam rotina: oral no sofá, anal no chuveiro, sempre com dominação leve – eu guiando, ele se submetendo. Mas os receios persistiam: o medo de sermos descobertos, a depressão dele que às vezes voltava, as brigas com a mãe. Eu o ajudava, ouvindo como no início, mas agora com um laço mais profundo. Ele se abria sexualmente, pedindo mais, mas sempre com aquela ingenuidade que me cativava.
Uma tarde, após uma sessão intensa onde eu o fiz gozar duas vezes, ele confessou: "Eu nunca imaginei que seria assim. Com um homem mais velho, como você. Mas me sinto vivo."
"E eu me sinto jovem de novo, menino." Respondi, traçando seus contornos lisos com os dedos. Mas por dentro, sabia que isso era apenas o começo de algo maior, com ciúmes, paixões e riscos à espreita.
Parte 5: O Compromisso
O calor parecia não dar trégua. Era final de novembro, o ar estava pesado, carregado de umidade e do cheiro doce das flores de ipê que caíam pelas calçadas. Minha casa, com as janelas abertas para tentar captar qualquer brisa, virou o centro do nosso mundo particular. Pedro Henrique passava quase todas as noites comigo agora. Ele dizia à mãe que ia estudar na casa de um colega ou que ficava na biblioteca da escola até tarde. Mentiras pequenas, necessárias, que ele contava com o rosto vermelho de culpa, mas que eu aceitava porque sabia o quanto ele precisava daquele refúgio.
Depois daquela primeira vez completa, algo mudou entre nós. Não foi só o sexo, embora o sexo tivesse se tornado frequente, intenso, quase diário. Foi a intimidade que cresceu. Ele começou a dormir abraçado em mim, a cabeça no meu peito peludo, ouvindo meu coração bater enquanto o ventilador zumbia acima da cama. Às vezes acordava de madrugada com pesadelos, a mãe gritando, o pai que nunca voltou, o medo de ser descoberto, e eu o apertava contra mim, sussurrando que estava tudo bem, que ele não estava sozinho.
Mas o ciúme não desapareceu. Pelo contrário, ficou mais afiado dos dois lados.
Uma tarde de sábado, eu estava na escola organizando a entrega de boletins do terceiro bimestre. Um ex-aluno, o Lucas, agora com 21 anos, apareceu de surpresa. Ele tinha se mudado para São Paulo para cursar administração e veio passar o fim de semana na cidade. Entrou na minha sala com um sorriso largo, me deu um abraço apertado e disse:
“Professor Pablo, que saudade! Você continua o mesmo, hein? Ainda salvando a vida da galera.”
Eu ri, retribuindo o abraço de forma amigável. Conversamos uns vinte minutos sobre a faculdade dele, sobre os problemas que ele ainda tinha com matemática financeira. Quando ele foi embora, percebi que Pedro estava parado na porta da secretaria, segurando uma pilha de livros que eu tinha pedido para ele organizar. Seus olhos estavam escuros, a boca apertada numa linha fina.
Ele não disse nada na hora. Esperou até estarmos sozinhos em casa, à noite.
“Você abraçou ele forte demais”, ele murmurou, sentado na ponta da cama, olhando para o chão. “Ele te olhou como se… como se vocês tivessem história.”
Suspirei, sentando ao lado dele.
“Pedro, Lucas é hétero. Tem namorada desde o ensino médio. Foi só um abraço de quem não se vê há anos. Não tem nada além disso.”
“Mas e se tivesse? Ele pode querer voltar, ou outro qualquer pode aparecer e te querer. Eu sou só… eu. Um garoto magrelo, que mal sabe o que está fazendo na cama.”
A voz dele tremia. Senti uma pontada no peito, não de raiva, mas de ternura misturada com culpa. Puxei-o para o meu colo, as mãos nas suas costas nuas.
“Olha pra mim.” Ele ergueu o rosto devagar. “Você não é ‘só’ nada. Você é o único que me faz acordar cedo sorrindo. O único que eu penso o dia inteiro. O único que eu quero tocar, beijar, foder, abraçar, cuidar. Entendeu?”
Ele assentiu, mas ainda tinha dúvida nos olhos.
“Então prova”, sussurrou, desafiador.
E eu provei.
Levantei-me, tirei a camisa devagar, deixando-o ver meu peito peludo, a barriga que eu nunca escondi, os pelos que desciam até a cintura da calça. Ele me olhava com aquela mistura de admiração e desejo que sempre me deixava louco. Tirei a calça, a cueca, fiquei nu na frente dele. Meu pau já estava meio duro só de olhar para ele ali, vulnerável e possessivo.
“De joelhos, menino.”
Ele obedeceu na hora, os olhos fixos no meu membro. Ajoelhou-se no tapete, as mãos hesitantes subindo pelas minhas coxas peludas.
“Chupa. Mostra que sou seu.”
Ele abriu a boca, lambendo primeiro a cabeça com a língua tímida que já tinha aprendido a usar melhor. Depois envolveu tudo, sugando com vontade, os olhos erguidos para mim, procurando aprovação. Eu segurei seus cabelos castanhos, guiando o ritmo, empurrando um pouco mais fundo do que ele estava acostumado. Ele engasgou levemente, lágrimas nos cantos dos olhos, mas não parou. Continuou, gemendo ao redor do meu pau, as mãos apertando minhas nádegas.
“Assim, Pedro… Isso… Caralho, você é tão bom…”
Quando senti que estava perto, tirei da boca dele, puxei-o para cima e o joguei de bruços na cama.
“Levanta essa bundinha. Quero ver você se abrir pra mim.”
Ele obedeceu, empinando a bunda saliente, as pernas abertas. A pele branca brilhava de suor. Peguei o lubrificante, espalhei generosamente nos meus dedos e no meu pau. Entrei com dois dedos primeiro, abrindo-o devagar, sentindo ele se contrair e relaxar ao meu redor.
“Pablo… Por favor… Me fode forte hoje. Quero sentir que sou seu.”
“Você é meu.” Entrei de uma vez, até o fundo. Ele gritou, um misto de dor e prazer, as mãos agarrando os lençóis. Comecei a estocar com força, o som da pele contra pele ecoando no quarto. Cada estocada era possessiva, marcando território.
“Diz que é meu.”
“Sou seu… Ahh… Todo seu… Ninguém mais…”
Aumentei o ritmo, uma mão na sua nuca pressionando seu rosto contra o travesseiro, a outra apertando sua cintura fina. Ele gozou primeiro, sem nem se tocar, o corpo convulsionando, o sêmen manchando o lençol embaixo dele. Eu continuei, mais fundo, mais rápido, até gozar dentro dele com um grunhido rouco, enchendo-o até transbordar.
Caímos juntos, suados, ofegantes. Eu o abracei por trás, ainda dentro dele, meu pau amolecendo devagar.
“Ninguém mais, Pedro. Só você.”
Ele virou o rosto, beijou minha boca com ternura.
“Promete?”
“Prometo.”
Os meses seguintes foram uma dança delicada entre segredo e desejo.
Pedro se formou no ensino fundamental em dezembro. Eu assinei todos os documentos como diretor, assisti à formatura dele de longe, aplaudindo quando seu nome foi chamado. Depois da cerimônia, ele veio correndo até mim no estacionamento vazio da escola, jogou os braços ao redor do meu pescoço e me beijou escondido atrás de um carro.
“Consegui… Graças a você.”
“Você conseguiu porque é inteligente e forte. Eu só ajudei um pouco.”
Naquela noite comemoramos em casa. Fizemos amor devagar, quase com reverência. Ele montou em mim, controlando o ritmo pela primeira vez, os olhos fixos nos meus enquanto subia e descia devagar, gemendo baixinho meu nome. Quando gozamos juntos, ele desabou no meu peito.
“Eu quero ficar com você. De verdade. Não só escondido.”
Eu acariciei seus cabelos.
“Eu também. Mas precisamos planejar. Sua mãe… A cidade… Não vai ser fácil.”
Ele assentiu.
“Eu sei. Mas eu aguento. Contanto que seja com você.”
No início do ano seguinte, as coisas começaram a se alinhar.
A mãe dele, depois de uma internação por alcoolismo, aceitou fazer tratamento. Pedro aproveitou para dizer que queria “morar com um amigo” enquanto ela se recuperava. Ela, exausta e arrependida, não brigou muito. Ele se mudou oficialmente para minha casa em fevereiro — com uma mala pequena, seus desenhos, alguns livros e o coração acelerado.
Ninguém na cidade desconfiava ainda. Éramos “o diretor bonzinho que ajuda o aluno carente”. E continuávamos assim, discretos.
À noite, porém, éramos tudo um para o outro.
Ele se tornava mais confiante na cama. Pedia coisas novas, ser amarrado com uma gravata velha minha, ser fodido de quatro com minha mão tapando sua boca para abafar os gemidos, gozar na minha barba enquanto eu o chupava. Eu o dominava com carinho, sempre atento aos seus limites, sempre parando se ele pedisse.
E eu? Eu me descobria mais safado do que imaginava. Gostava de marcá-lo com chupões escondidos sob a gola da camisa, de fazê-lo gozar várias vezes antes de penetrá-lo, de sussurrar ordens baixinho enquanto ele tremia de prazer.
Uma noite, deitados depois de uma sessão longa e suada, ele traçou os pelos do meu peito com o dedo.
“Eu te amo. De verdade. Não é só tesão. É amor.”
Olhei para ele, o rosto ainda corado, os olhos brilhando na penumbra.
“Eu também te amo, Pedro Henrique. Mais do que eu achava que era capaz de amar alguém.”
Ele sorriu, um sorriso puro, sem sombras de depressão pela primeira vez em muito tempo.
“Então vamos ficar juntos. Pra sempre?”
“Pra sempre”, respondi, beijando sua testa.
E ali, naquela casa, com o cheiro de sexo e amor no ar, nós começamos a construir algo que ninguém mais precisava entender.
Só nós dois.
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