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O dia que meu irmão me abusou

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gi.vnnz

Eu ainda lembro daquele domingo como se tivesse sido ontem.
Meu nome é Giovanna. Eu estava deitada no sofá da sala, enrolada no cobertor, quando a porta bateu com força. Era o Gilson. Meu irmão.
Ele chegou cheirando a cerveja barata e com o rosto vermelho de raiva. Eu já sabia o motivo antes mesmo dele abrir a boca. O Corinthians tinha perdido de novo. E quando o Timão perde, o Gilson vira outra pessoa.
— Porra… perdeu de novo, Gi… — ele murmurou, jogando a chave em cima da mesa. A voz dele estava embargada, pesada. — Esses filhos da puta não sabem jogar…
Eu me sentei no sofá, ainda meio sonolenta.
— Calma, Gilson… é só um jogo.
Ele riu sem graça, um riso amargo. Depois se aproximou. Os olhos dele estavam vidrados, mas não só de bebida. Tinha algo mais ali. Uma tensão que eu já conhecia.
— Só um jogo… — ele repetiu, parando bem na minha frente. — Você não entende. Eu preciso… aliviar isso. Agora.
Antes que eu pudesse responder, ele puxou o cobertor pra longe do meu corpo. Eu estava só de camiseta larga e calcinha. O olhar dele desceu por mim sem nenhum pudor.
— Gilson… você tá bêbado.
— Eu sei. — Ele ajoelhou na frente do sofá e passou as mãos pelas minhas coxas. — E é exatamente por isso que eu preciso de você.
Eu não empurrei. Não gritei. Só engoli seco enquanto ele puxava minha calcinha pra baixo com pressa, quase raiva. O cheiro de álcool misturado com o suor dele invadiu meu nariz quando ele se debruçou sobre mim.
— Você é minha irmã… — ele sussurrou contra minha boca, já abrindo o zíper da calça. — Então você aguenta. É pra isso que você serve quando eu tô assim.
Ele me virou de lado no sofá, puxou uma das minhas pernas pra cima e entrou de uma vez. Eu soltei um gemido abafado, sentindo o corpo dele pesado, quente, impaciente. Cada estocada era forte, irregular, como se ele estivesse descontando a derrota em mim.
— Isso… — ele grunhiu no meu ouvido. — Aguenta pra mim, Gi… deixa eu usar você…
Eu segurei a borda do sofá, os dedos brancos de força, enquanto ele me fodia sem delicadeza. O sofá rangia. A respiração dele ficava mais ofegante a cada embalo. Eu sentia o cheiro da cerveja no pescoço dele, o peso do corpo, a forma como ele me segurava pela cintura como se eu fosse só um objeto pra descarregar tudo.
Quando ele gozou, foi com um gemido baixo e raivoso, enterrado fundo em mim. Ficou alguns segundos parado, ofegante, ainda dentro. Depois se retirou devagar, sem olhar nos meus olhos.
— Obrigado… — murmurou, já puxando a calça de volta. — Precisava disso.
Ele se jogou na poltrona do lado, ainda meio bêbado, e ficou olhando a TV desligada. Eu fiquei deitada no sofá, a camiseta amassada, as pernas trêmulas, sentindo o sêmen dele escorrendo por dentro da coxa.
Naquele dia o Corinthians perdeu.
E eu fui a forma que o Gilson encontrou de lidar com a derrota.
Como sempre.

Comentários (2)

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  • Fernandinha: Eu amo todos os contos que tem uma pegada assim, amo tudo de pesado T Maluzinharsk

    Responder↴ • uid:g61ztr4zk
  • Papai de putinha: Que flc

    Responder↴ • uid:1en6w118mg3j